recomeçar - Clube A

clubea.com.br

recomeçar - Clube A

Sempre é tempo de

recomeçar

Ano 3 - nº 12

Viaje pelos países através da

gastronomia

Troque plástico por pano e salve o

planeta

Revista

Gente

Grande

Uma publicação do Clube A/Unibanco


4

5

6

8

Índice Mudar já, mudar sempre!

Espaço do leitor

O que é Clube A

Iniciativa Clube A

Destaque

Saúde pra dar e vender

12 Turismo

Um Brasil bonito e barroco

15 Centrais

Sempre é tempo de recomeçar

19 Meio Ambiente

O mundo cabe numa sacola de pano

20 Entrevista

Cléia Corrêa Pinto

22 Economia

Para virar um investidor

24 Por onde anda

Mayara Magri

25 Culinária

Recheando o passaporte

26

Calendário

28 Faça você mesmo

Cabe tudo nessa caixa

29

30

Curiosidades

Invenções brasileiras

Passatempo

Para falar com a redação da revista e

mandar suas críticas ou sugestões, escreva

para o Clube A: Rua Boa Vista, 162,

Mezanino – Centro; CEP: 01014-000;

São Paulo/ SP.

Ou mande um e-mail para:

tatianna.galeckas@unibanco.com.br

Gente Grande apresenta nesta

edição uma série de histórias de

gente que não pára, que não desiste,

que continua ativa, se mexendo,

batalhando, sonhando e realizando.

Gente que prova para os leitores

que idade não é empecilho para

nada. Não impede de começar uma

nova carreira, de mudar de trabalho,

de se aposentar e continuar

na lida e de encontrar um grande

amor e se realizar nessa área também.

Cléia, Daisy, Wanderley e Jatil.

Todos servem como inspiração e

como incentivo para os associados

do Clube A.

E arrume as malas porque

você vai viajar. Primeiro para as

cidades históricas de Minas Gerais.

Subindo as ladeiras de Ouro Preto,

ou descendo as minas de Mariana,

o leitor vai conhecer memórias vivas

e arquitetônicas do período colonial

do Brasil. A segunda viagem é para

mais longe. Junto com Gente Grande

você vai conhecer a Itália e sua

bella coccina, na primeira parada da

volta ao mundo pelos países a partir

de sua culinária. Então folgue a

gravata, segure o chapéu e aperte o

cinto, porque a aventura de mudar

de ares começa agora!

Gente Grande é uma publicação do Clube A,

editada pela é tutoria de comunicação.

Jornalista responsável: Dodora Guedes

(DRT/RN: 306)

Redação: Elisa Marconi

Foto da capa: Mariana Chama

Contato: Av. Angélica, 2632, cj. 111

Consolação - São Paulo - SP CEP: 01228-200

Revista

Revista

Gente

Gente

Grande

Grande


Espaço do Leitor

Prezados Senhores,

Envio a este conceituado banco as mesmas palavras dirigidas ao Shopping

Eldorado, referente à Maratona Feliz Idade.

Nosso objetivo, ao lhes endereçar esta, é primeiramente parabenizá-los

pela feliz iniciativa de nos proporcionar a Maratona acima epigrafada, e em

segundo, dizer-lhes que em certo momento de nossas vidas, acumulamos

experiências e vivências as mais diversas e, até mesmo, esquecemos que temos

ainda potencial a desabrochar e, isto é a VIDA, um bem maior para este patamar

cronológico em que estamos, denominado terceira idade.

Acredito que quando pensaram em formular esta maratona, detalhe simples,

como os que colocarei a seguir, nem fizeram parte do planejamento, mas

devem ser mencionados agora, pois vocês não avaliam o quanto foi grandioso

dar oportunidade àqueles que nunca falaram em público, se mostrarem para

dizer a alguém: “eu sei, domino o que estou falando, represento um tema em

cenas que nunca participei”, enfim, “SOU CAPAZ”. Este ser capaz, bem diferente

da realidade que sempre viveram, era do seu domínio – a casa, seu esposo, seus

filhos, enfim, sua família, seu mundo foi este e, algumas colegas, tiveram esta

oportunidade aos 85 anos. Como se sentiram felizes, grandes, reconhecidas,

elogiadas, viram um novo mundo, nunca experienciado antes.

Devo colocar-lhes que esta não foi minha realidade, sempre trabalhei fora,

mas a felicidade nossa está na felicidade do outro e, por esse motivo, escrevolhes

desta forma. Ganhei um prêmio maior que a viagem oferecida, maravilhosa,

GANHEI FELICIDADE E MUITO AMOR, ISTO FAZ DIFERENÇA.

Obrigada por terem a clareza da realidade brasileira com a inversão da

pirâmide etária criando o PROJETO FELIZ IDADE, espero que nunca acabe, que

sempre siga o caminho traçado, que até agora me parece bom; lógico que com

o passar do tempo, todo projeto deve ser implementado, ajustado, mas sempre

atuante nesse segmento social.

Coloco-me à disposição desta organização para colaborar com vossas

senhorias, no que for julgado pertinente e necessário, para que este projeto galgue

a cada dia novos horizontes, ele é uma necessidade social, não podemos

deixá-lo estagnar. Sendo o que tínhamos a colocar, reiteramos nossos agradecimentos,

Nanci Pesenti de Campos,

Associada do Feliz Idade/Clube A Conte sua história ou seu depoimento pra gente.

Envie sua carta para: Clube A - Rua Boa Vista,

162 - Mezanino - São Paulo - SP - CEP: 01014-

000 e faça parte da nossa revista.

Revista

Gente

Grande


Prepare-se para

Muita Atividade

Caminhada, oficina de artesanato, aula de

dança, trabalho voluntário. A agenda de quem

freqüenta o Clube A é assim, cheia de compromissos.

Porque o Clube A acredita que a idade

mais avançada não é sinal de pouca energia, de

desânimo ou de falta de disposição. Aliás, muito

pelo contrário.

O Clube A é uma associação que busca

reunir aposentados, pessoas especiais, com grande

experiência de vida e algum tempo livre para

aproveitar. Pessoas como você, que já parou de trabalhar,

mas ainda tem muito ânimo para se divertir.

Gente como você, que já criou os filhos e adora se divertir com os netos. Gente

como você que gosta de conhecer pessoas novas, de passear e de se exercitar.

Por isso foi para você que o conglomerado Unibanco criou o Clube A.

Para proporcionar atividades de lazer e oferecer desde aulas, oficinas e passeios

até descontos em cinemas e farmácias. E, para ficar melhor ainda, tudo isso é

gratuito para os associados!

Para se associar ao Clube A, você não precisa pagar nada. Basta ser aposentado

ou pensionista e ser cliente de alguma das empresas do Unibanco:

Unibanco, Fininvest, Unicard, Unibanco AIG e Hipercard. Entre em contato com

o Clube A através dos seguintes telefones:

São Paulo: • Shopping Eldorado: (11) 2197-7800 Ramal 7843 ou 7847

• Central Plaza Shopping: (11) 6166-4422

• Wal Mart Vila Guilherme: (11) 3405-5500

• Wal Mart Indianópolis: (11) 2191-4550

• Wal Mart Osasco: (11) 2191-7850

• Shopping Penha: (11) 6195-8222

Limeira: • Banco Fininvest: (19) 2113-5400

Rio de Janeiro: • Center Shopping Rio: (21) 3312-5001

• Fonseca Atlético Clube - Niterói: (21) 2625-3675

• São Gonçalo Shopping: (21) 3525-9500

• Norte Shopping: (21) 2178-4400

• Recreio Shopping: (21) 2138-9888

• Wal Mart Tijuca: (21) 3216-1500

Porto Alegre: • Rua Barão do Rio Grande, 36 – Boa Vista: (51) 3328-1476 ou 3328-

1544

Ou acesse o site: www.clubea.com.br

Clube A

Revista

Gente

Grande


Iniciativa Clube A

Hora do

recreio

Quem conhece a capital carioca

sabe que o bairro do Recreio

dos Bandeirantes é um lugar arborizado,

com muitas praças e parques.

Mas, tirando as áreas verdes, não há

muitas opções de lazer e entretenimento.

E quem conhece moradores

daquela localidade sabe também

que é uma população com características

muito especiais, por isso

mesmo muito exigente.

Quando o Recreio Shopping

se instalou ali, as opções de lazer se

ampliaram bastante. A maior parte

dos frequentadores daquele centro

de compras é constituida por

aposentados, ou pessoas com mais

de 60 anos, que fizeram do Recreio

um passeio obrigatório. Foi olhando

para essa característica do seu

público que o Shopping começou

Revista

Gente

Grande

NoVA UNidAdE do ClUBE A ANiMA

BAiRRo do Rio dE JANEiRo

a oferecer opções mais ao gosto

dos fregueses. “Uma vez por mês, o

Shopping promove um baile para a

terceira idade e é sempre um sucesso.

Contamos até com o patrocínio

de laboratórios e redes de farmácias,

porque a participação dos aposentados

é expressiva”, conta Daniel

Vieira, coordenador de marketing

do Recreio Shopping.

Ele explica que esse público tem

ainda uma outra peculiaridade,

“quem mora por aqui exige qualidade

de vida. Essa é a região em que

mais se vende produtos naturais no

Rio, é um público que preza a boa

alimentação e a prática de atividades

físicas”.

É nesse ponto que o Shopping

dá as mãos ao Clube A. Conhecendo

a experiência do Clube A em

fazer os aposentados levantarem do

sofá e partirem para uma vida ativa,

a parceria foi firmada e assim nasce

a unidade do Recreio Shopping do

Clube A.

HEMoGENES- sxc.hu


Logo no início serão oferecidas

atividades duas vezes por semana:

“às segundas e quartas feiras, vamos

ter caminhada e ginástica, num

período que vai das 8h30 às 10h00

da manhã”, explica a coordenadora

dos projetos do Clube A no Rio

de Janeiro,

Márcia Vilela.

Ainda nesse

comecinho,

estarão abertas

70 vagas, mas

a quantidade de associados pode

aumentar e a oferta de atividades

também “tudo vai depender da

procura do público”, incentiva Márcia,

que também é professora de

Educação Física.

Ela acredita que a nova

unidade tem tudo para dar certo,

porque a região é muito carente de

propostas como a do Clube A e as

pessoas com mais de 60 anos que

Grupo de atividades do Clube A

quem mora por aqui exige qualidade de vida.

É um público que preza a boa alimentação e a

prática de atividades físicas

daniel Vieira, coordenador de marketing do Recreio Shopping

““

Iniciativa Clube A

moram por ali preferem “sair e fazer

alguma coisa a ficar em casa sem

fazer nada”, garante a coordenadora

concordando com a visão de Daniel

Vieira. E já que é para fazer algo,

“melhor que seja em boa companhia

e bem amparado pelo Clube

A”, brinca Márcia

Vilela. Por isso,

se você mora na

Barra da Tijuca ou

no Recreio dos

Bandeirantes, não

deixe de conhecer a nova unidade

do Clube A no Recreio Shopping.

As inscrições já estão abertas e já é

possível encontrar informações em

cartazes nos corredores, na rádio

interna e no site do Shopping.

Mais informações pelo telefone

(21) 2138-9888

ou pelo site www.clubea.com.br

Revista

Revista

Gente

Gente

Grande

Grande

MARiANA CHAMA


Destaque

Saúde

pra dar e vender

por Denise Döbbeck

*Essa matéria foi publicada originalmente na revista do

Clube Paulistano em abril de 2008 e sua reprodução foi

autorizada pelos autores.

Revista

Gente

Grande

*

raticar atividades físicas regular-

P mente exige cuidados especiais

com a saúde, e alimentar-se corretamente

é fundamental para repor

a perda de energia. Nesse caso, é

recomendada uma dieta balanceada

e fracionada, à base de alimentos

que contenham carboidratos,

proteínas, gorduras, vitaminas e sais

minerais. De acordo com a nutricionista

Patrícia Bertolucci, a necessidade

de reposição dos nutrientes

pode sofrer alterações, dependendo

da idade e do tipo de atividade que

a pessoa realiza. Segundo ela, em

todas as faixas etárias e em qualquer

tipo de prática, os nutrientes devem

estar presentes para que se tenha

uma alimentação equilibrada. “Para

repor corretamente as energias perdidas,

é importante também fazer

pelo menos cinco refeições diárias e

não efetuar atividade física em um

jejum maior do que quatro horas”,

afirma Patrícia, que já foi responsável

pela alimentação dos jogadores

do São Paulo Futebol Clube e da

Seleção Brasileira de Futebol, na

Copa de 1994.

ClAFoUTi - sxc.hu


RAFAEldoM - sxc.hu

Dicas da Nutricionista

Patrícia Bertolucci preparou algumas

dicas para quem pratica atividade

física, principalmente no período da

manhã, para manter a energia em

alta durante todo o dia. Se você for

se exercitar à tarde, depois de ter

almoçado, lembre-se de que o café da

manhã pode ser mais leve. O lanche

mais forte deve ser sempre o do pósexercício.

Café da manhã: 1 hora antes do

treino. Antes da atividade física, é

fundamental fazer uma refeição

de fácil digestão, que forneça os

nutrientes necessários. Opções:

uma fruta com iogurte, granola com

iogurte ou um pão com queijo branco

e peito de peru.

Lanche da manhã: Ou logo após o

treino. O ideal é ingerir carboidrato

e investir na hidratação. Também é

necessário incluir proteínas, presentes

no leite, peito de peru, queijo e

iogurte, que recuperam as fibras

musculares e devem fazer parte de

todas as refeições. Opção: sanduíche

com queijo e suco de frutas; só uma

fruta para quem for se exercitar após o

almoço.

Almoço: A refeição deve ter todos

os nutrientes, e o ideal é que seja

Destaque

preparado um prato variado com

saladas, um alimento que contém

carboidrato, de preferência arroz

integral, feijão, cereais integrais,

batata, mandioca, uma proteína como

carne, peixe ou frango e legumes ou

verduras cozidas.

Lanche da tarde: Para manter os

nutrientes constantes na corrente

sangüínea é importante fazer

pequenas refeições. Opções: uma

barrinha de cereal ou uma fruta.

Jantar: Pode-se escolher algo

semelhante ao almoço ou optar por

um sanduíche natural, com duas fatias

de pão integral, salada e meia lata de

atum em conserva na água.

Hidratação: Outro procedimento

essencial para quem se exercita é a

ingestão de líquidos. “A queima de

energia durante a atividade gera calor

e produz a transpiração, para que o

corpo se resfrie por meio da perda de

água”, explica Patrícia. Ela acrescenta

que, se a atividade durar até uma

hora, o consumo de água é suficiente.

No caso de os exercícios serem

mais prolongados, é recomendável

ingerir bebidas esportivas, como os

isotônicos, para repor os sais minerais

perdidos com o suor. “A água de coco

é um isotônico natural que tem essa

mesma função”, completa.

Revista

Revista

Gente

Gente

Grande

Grande


Destaque

0

Mitos e Verdades

A nutricionista Patrícia Bertolucci

esclarece algumas dúvidas para que

o treino tenha um bom rendimento

e seu corpo permaneça saudável.

Beber muita água faz mal?

O ideal é beber de 2 a 3 litros

diariamente. Para quem se exercita,

o volume de água depende da

quantidade de suor produzido, que

é aproximadamente de 500 a 2.000

ml/hora. A quantidade de água

pode variar de acordo com o clima

de cada região e com a intensidade

da atividade.

Os praticantes de atividade física

podem beber isotônicos à vontade?

Há um limite para a sua

ingestão?

Depende do indivíduo e de sua atividade,

mas geralmente é utilizado

por quem se exercita por mais de

uma hora ou quando o treino for de

alta intensidade. Em excesso, eles

podem prejudicar o débito cardíaco

(o volume de sangue bombeado

pelo coração em um minuto) devido

às altas concentrações de sódio,

o fluxo sangüíneo e ainda contribuir

para o aumento de peso.

Fazer atividade física em jejum

emagrece?

Não. Quando a pessoa faz atividade

física em jejum, seu nível de glicose

que seria oferecido pelos carboidratos

está baixo. A falta de glicose no

Revista

Gente

Grande

sangue pode levar à hipoglicemia e

à fadiga.

Fazer refeições muito espaçadas

emagrece?

Não. O metabolismo do corpo

diminui e, quando receber a próxima

refeição, irá guardar a energia,

principalmente na forma de

gordura. Além disso, pessoas que

ficam muito tempo sem se alimentar

sentem mais fome, e na próxima

refeição comem mais e com maior

rapidez. O ideal é se alimentar a

cada três horas para manter o bom

funcionamento do metabolismo e a

manutenção constante de nutrientes

na corrente sangüínea.

Cortar o carboidrato das refeições

é uma boa idéia para emagrecer?

Não. O carboidrato é uma importante

fonte de energia, principalmente

para praticantes de atividade

física. Sua falta pode causar hipoglicemia,

fadiga e perda de massa

muscular. Para ajudar na perda de

peso, é preciso aumentar o consumo

de carboidratos ricos em

fibras e de baixo índice glicêmico

como arroz e pães integrais, cereais,

aveia, quinua real e cevadinha. É

necessário diminuir o consumo dos

alimentos de alto índice glicêmico

como massas, açúcar refinado, pães

brancos e batata.


Para repor energia

Alguns alimentos são fundamentais

para quem pratica exercícios.

Conheça melhor suas características

e benefícios.

Carboidratos (pães, massas, arroz,

farinha, batata) é a maior fonte de

energia para o organismo. São os

alimentos mais importantes quando

se fala em exercício físico. Não ingerilos

na quantidade necessária provoca

fraqueza, irritação e diminuição do

desempenho, levando, inclusive, a

conseqüências mais graves como

desmaios e lesões.

Proteínas (carnes, ovos, leites

e derivados) estão em todas as

estruturas celulares, além de serem o

principal constituinte dos músculos.

A ingestão adequada de proteínas

mantém as estruturas celulares

e garante a contração muscular.

É essencial para praticantes de

atividades físicas e pessoas que

desejam ganhar massa muscular.

Destaque

Lipídios (gorduras em geral e óleos

vegetais), ao contrário do que se

pensa, também é fundamental

para o bom funcionamento

do organismo. Fazem parte de

estruturas celulares e hormônios

e ainda fornecem energia. Porém,

a ingestão de gorduras saturadas

(carnes vermelhas, principalmente)

é indesejável, já que pode aumentar

os níveis do “mau colesterol” (LDL)

no sangue. Deve-se dar preferência

às gorduras monoinsaturadas

encontradas em vários vegetais e

às poliinsaturadas, como ômega 3,

presente em peixes, principalmente,

atum e salmão.

Vitaminas e sais minerais (hortaliças,

frutas e verduras) são importantes

reguladores do metabolismo, tanto

para reações de produção de energia

quanto para síntese e recuperação de

células. Sua deficiência no organismo

pode prejudicar o rendimento físico.

Revista

Revista

Gente

Gente

Grande

Grande

WHYR - sxc.hu


Turismo

2

Um Brasil

bonito e barroco

ENTRE A RiQUEzA do oURo E dESUMANidAdE dA

ESCRAVidão, AS RUAS, oS PRédioS E A CUlTURA

dAS CidAdES HiSTóRiCAS dE MiNAS GERAiS São

UM PASSEio iMPERdíVEl.

Há lugares no Brasil que não

podem deixar de ser conhecidos.

São localidades que reúnem a

um só tempo belezas da natureza,

lembranças históricas e monumentos

importantes, tudo isso com uma

atmosfera charmosa e convidativa.

Uma dessas regiões é conhecida

como circuito histórico de Minas, ou

cidades históricas de Minas Gerais.

Por ser um roteiro bem tradicional,

várias agências de turismo

oferecem essa opção de viagem,

com valores bem variados. Mas, de

um modo geral, é possível conhecer

Ouro Preto, Mariana, Sabará, Congonhas

do Campo, Tiradentes, Diamantina

e São João Del Rey, por um

valor acessível. E por já receberem

turistas do mundo inteiro há muito

tempo, essas cidades têm uma rede

hoteleira e uma rede de atendi-

Revista

Revista

Gente

Gente

Grande

Grande

mento ao viajante de fazer inveja.

A seguir, Gente Grande apresenta

um pequeno resumo do que pode

ser encontrado e do que você deve

buscar por lá.

Ouro Preto

Ouro Preto é um grande museu

ao ar livre. Cravejada de igrejas,

prédios históricos, monumentos e

Igreja de São Francisco, Ouro Preto, MG

Ouro Preto, MG

detalhes arquitetônicos, não é por

acaso que a cidade foi tombada

pela Unesco como Patrimônio Histórico

da Humanidade. Suas ruas de

pedra, suas ladeiras e cada uma de

AURoQUEiRo - sxc.hu

dAMoTA - sxc.hu


AURoQUEiRo - sxc.hu

suas casinhas coloniais fazem voltar

à memória nosso tempo de escola.

Lembranças de um passado enriquecido

pelo ouro de Minas Gerais

e marcado na carne pela escravidão.

O casario, as igrejas barrocas, as

obras de Aleijadinho, a memória

dos Inconfidentes, o artesanato e

Pico do Itacolomi, Ouro Preto, MG

as pedras preciosas são as atrações

que o turista vai encontrar aqui.

Entre as igrejas, comece pela

de Nossa Senhora do Pilar, que é

tipicamente barroca, como quase

tudo ali, e possui mais de 400 quilos

de ouro em sua estrutura. A igreja

de São Francisco de Assis é a mais

famosa de Ouro Preto e uma das

expressões mais ricas do Barroco

mineiro. É considerada a obra-prima

de Aleijadinho, responsável pela

planta do prédio. São também

suas as esculturas da portada e dos

púlpitos.

Entre as memórias da Inconfidência

Mineira, uma tentativa de

revolta abortada pelo governo em

1789 contra a execução da derrama

e o domínio português, destaque

AURoQUEiRo - sxc.hu

para as casas dos inconfidentes

Tomás Antonio Gonzaga e Cláudio

Manuel da Costa.

Há museus também em

Ouro Preto. Os mais famosos são:

Museu dos Inconfidentes, Museu

Aleijadinho e a Casa Guignard. Mas

há museus ligados ao ouro e a

geologia, como a Escola de Minas.

E na cidade há ainda espaço para

a natureza. O Parque do Itacolomi,

por exemplo, guarda um pico

homônimo, e o parque Municipal

da Cachoeira das Andorinhas abriga

cachoeiras e piscinas naturais.

Mariana

Turismo

Fundada em 1696, foi a primeira

vila, a primeira cidade de Minas

Gerais e a primeira capital do Estado.

Fica a apenas 12 Km de Ouro

Preto e, assim como a vizinha, oferece

a seus visitantes igrejas, museus,

mobiliário arquitetônico e muita comida

mineira. O turista pode começar

seu passeio pelo Museu de Arte

Igreja de São Francisco, Ouro Preto, MG

Sacra, que tem um grande número

de obras de Aleijadinho. Depois é

a vez da Catedral da Sé – onde um

órgão restaurado guarda as costas

dos fiéis – e da Igreja de São Francis-

Revista

Gente

Grande


Turismo

co de Assis, onde fica o túmulo do

cultuado pintor barroco do século

XVIII, mestre Manoel da Costa Ataíde.

Outras duas belas igrejas são a

Nossa Senhora do Carmo e a Nossa

Senhora das Mercês, que promovem

os mais tradicionais festejos

da Semana Santa e Corpus Christi.

Também como Ouro Preto, Mariana

faz parte do Circuito do Ouro. Diz a

lenda que havia tanto ouro ali que

os moradores da cidade chegaram

a passar fome. Ninguém queria

plantar nem criar gado para procurar

o metal valioso.

Congonhas do Campo

A cidade ficou famosa por

abrigar a maior parte das obras de

Aleijadinho. No santuário de Bom

Jesus de Matosinhos, por exemplo,

ficam as esculturas dos 12 profetas

bíblicos feitos em pedra-sabão e

também os Passos da Paixão, que

representam as sete estações da

Via Sacra. A genialidade dos trabalhos

emociona ainda mais os

turistas quando se lembram que

Aleijadinho sofria de hanseníase

e, impossibilitado de usar as mãos

para esculpir, trabalhava com cinzel

Revista

Gente

Grande

AURoQUEiRo - sxc.hu

Congonhas do Campo, MG

e martelo amarrados aos pulsos.

Diamantina

O município mais conhecido

do chamado Circuito do Diamante

recebeu o título de Patrimônio da

Humanidade em 2002, devido ao

luxo da arquitetura e de suas manifestações

culturais. Num casarão,

por exemplo, está sediada a casa de

Chica da Silva, a escrava que virou

“rainha”. Porém, Diamantina não é

só história. A terra do presidente

Juscelino Kubitscheck oferece além

das memórias, inúmeros passeios

ecológicos. Nos arredores de Diamantina

dá para tomar banho de

cachoeira (algumas imperdíveis são

a da Sentinela, a do Barão, Batatal e

das Fadas), conhecer grutas e fazer

caminhadas pelas trilhas da cidade.

dAMoTA - sxc.hu

Congonhas do Campo, MG

E se você ainda tiver tempo, também não deixe de

visitar Tiradentes e São João del Rei. Para ter acesso

a todas as informações sobre pacotes, hospedagem

e alimentação, fale com a Secretaria de Turismo de

Minas Gerais, pelo telefone (31) 3270-8501, ou

pelo site www.turismo.mg.gov.br


Sempre é tempo de

recomeçar

TRêS HiSTóRiAS Tão diSTiNTAS QUANTo

iNSPiRAdoRAS MoSTRAM QUE REFAzER A VidA

é UMA ESColHA SEM PRAzo dE VAlidAdE

Existe uma máxima sempre recorrente

que garante que a vida

começa depois dos 40 anos. Se o ditado

servir de inspiração para quem

anda satisfeito, ele pode ter grande

valia. O problema é que muita gente

encara a mensagem desse dito

popular como uma data limite. Se

por volta dos 40 a vida não mudar,

ou eu não estiver, finalmente, me

sentindo realizado, então não é para

ser mesmo. Quem acha que porque

passou dos 50, ou dos 60, ou dos 70

anos, está velho demais para entrar

numa nova empreitada vai precisar

rever os conceitos, porque existe

muita gente que aceitou o desafio

e deu uma guinada quando o coração

ou o senso de oportunidade

Centrais

desvelou alternativas até então não

imaginadas.

A história de Jatil Miranda é

um bom exemplo. Fomos encontrá-lo

em seu consultório, na Vila

Madalena, Zona Oeste da capital

paulista. Sua sala em tons de amarelo,

para lá de confortável, rodeada

de jardins e vizinha de uma fonte,

parecia mesmo dar provas de que

conforto e qualidade de vida são

frutos da busca por uma vida mais

feliz. Jatil é terapeuta corporal, com

formação internacional em Bioenergética.

Atende pacientes de toda

a grande São Paulo, que instalados

sobre o divã ou a poltrona, compartilham

com ele seus problemas

mais íntimos e delicados. Mas não

foi sempre assim. Jatil Miranda

formou-se em economia e durante

muitos anos exerceu a profissão

com gosto e prazer : “embora meus

amigos sempre dissessem que

Revista

Gente

Grande

MARiANA CHAMA

Dr. Jatil Miranda


Centrais

eu ia ser processado por exercício

ilegal da medicina”, conta brincando

ao explicar sua vocação

revelada ainda na infância

para cuidar – em todos

os sentidos – das pessoas

queridas.

Mesmo trabalhando

no mercado financeiro

e tendo construído uma

carreira bem sólida e próspera,

“eu almoçava quase

sempre com banqueiros e investidores

e tinha uma vida material

tranqüila também”, exemplifica, Jatil

nunca escondeu ou deixou de lado

sua curiosidade pelos assuntos que

diziam respeito, ao mesmo tempo,

às questões físicas e emocionais. “Eu

sempre achei que as emoções das

pessoas influenciavam sua saúde

e a maneira como elas estavam

naquele momento da vida”, explica

o terapeuta. Tudo seguia bem até

que em um ponto de sua trajetória,

Jatil começou a atentar para perdas

importantes que estava tendo. Perdera

o pai e o emprego num curto

intervalo e as duas situações, somadas

a outros processos internos que

vinha passando, acabaram levando

ele a apostar num novo caminho.

“Eu fui para Salvador, na Bahia, lá

estava acontecendo um workshop

com um discípulo de [Wilhelm]

Reich, um psicanalista alemão, inspirador

da bioenergética. Eu fiquei

lá internado sete dias e amei!”. Na

época, Jatil já tinha 58 anos e as experiências

que passou no encontro

na Bahia seriam o divisor de águas

de sua carreira.

Revista

Gente

Grande

Quando ele voltou para São

Paulo continuou estudando, entrou

para um curso de formação

MARiANA CHAMA

Consultório de Jatil Miranda

internacional e ao final de

sete anos estava com seu

diploma nas mãos. Para

marcar a passagem definitiva

da economia para a psicanálise,

ele foi ao Conselho

dos Economistas e deu

baixa em seu registro. “Eu já

não era mais economista, já

tinha assumido de vez a identidade

de terapeuta e estava muito, muito

feliz nesse lugar” . Os olhos azuis de

Jatil Miranda e seu sorriso doce e

largo não deixam a menor dúvida

de que a reviravolta na carreira tinha

sido mesmo para valer e já estava

dando muita alegria a ele.

Dr. Wanderley Bello

Quem também apostou

numa nova formação para dar uma

sacudida na trajetória profissional

foi o advogado Wanderley Bello, de

66 anos. Dr. Bello como é chamado

por seus clientes e funcionários já

era proprietário de um escritório

imobiliário em Santos, no litoral

de São Paulo, há muitos anos. A

empresa ia bem, mas a percepção

de que a área de corretagem de

imóveis se aproximava muito do

ARQUiVo PESSoAl


campo do direito imobiliário levou

o então empresário a compreender

que era preciso se aprofundar nesse

conhecimento específico. Além

disso, uma imobiliária tocada por

um advogado especialista nesse

mercado transmite maior confiança

e seriedade para os clientes, assim

não dava mais para não atender a

essa exigência. Foi olhando para

isso que, aos 60 anos, Sr. Bello,

empresário entrou na faculdade de

Direito e, depois de cinco anos, saiu

de lá Dr. Bello, advogado. “Eu acredito

que na vida não dá para a gente

parar. Se parar, a vida atropela, ou

vem alguém e te derruba. Entrar na

faculdade então foi minha maneira

de seguir adiante”, defende ele.

Sua decisão ousada de entrar

na faculdade depois de tantos

anos parado “parado mesmo, eu

tinha me formado na escola várias

décadas antes e nunca mais tinha

voltado a estudar”, fez sua empresa

crescer e seu entendimento sobre o

mundo imobiliário também, o que

faz aumentar a sensação de trabalho

bem feito à frente da imobiliária

e a alegria de viver depois de ter

completado um projeto ambicioso

assim. Para chegar ao final do percurso

e se formar, Wanderley Bello

conta que teve um grande apoio

dos familiares: “sem isso eu não sei

se ia conseguir. Eu era muito mais

velho que meus colegas e não tinha

tanto tempo livre quanto eles para

fazer os trabalhos e estudar para as

provas. Mas me organizando e com

empenho deu tudo certo”, comemora.

Apoio da família e confiança

nas próprias decisões são fatores

determinantes para se chegar onde

quer. O terapeuta Jatil Miranda lembra

que sua família e seus amigos

deram a maior força quando ele revelou

seus planos de mudar radicalmente

de carreira. “Na faculdade, os

colegas me receberam muito bem,

mesmo com a diferença da idade,

e os amigos e parentes diziam que

estava indo fazer aquilo para o que

eu tinha nascido, e que eu estava

indo ao encontro da minha vocação

e ouvir isso é sempre bom”. E

se a nova vida do Dr. Bello trouxe

clientes e mais prosperidade para a

empresa, o novo caminho de Jatil

premiou o terapeuta com novos

amigos e novos sonhos e até novos

amores.

Daisy Muller, 70 anos

Centrais

Exatamente o mesmo que

aconteceu com Daisy Muller, 70

anos, aposentada. Dona Daisy

começou a trabalhar muito cedo,

casou-se como mandava o figurino

da época e teve dois filhos. Mas seu

casamento não ia bem e apesar de

não ser uma coisa corriqueira, ela

Revista

Gente

Grande

MARiANA CHAMA


Centrais

acabou se desquitando. Já perto

dos 50 anos encontrou um novo

companheiro e foi morar com ele,

em São Roque, a 50 quilômetros da

capital de São Paulo. “Foram 21 anos

de relacionamento e terminou de

forma tão tumultuada que, quando

me separei dele avisei aos meus

filhos que se, por acaso, viesse a me

envolver com alguém, eles podiam

chamar a ambulância

e me internar,

porque eu havia

enlouquecido”.

Evidentemente os

filhos não acreditaram

na bravata,

mas respeitaram

a vontade da mãe. Um par de

anos depois, uma volta pelo bairro

onde mora acabou se tornando o

primeiro dia do resto de sua vida.

“Eu trombei com o Mário na rua

e imediatamente reconheci nele

meu namorado da adolescência. Ele

também me reconheceu, trocamos

telefone e ele passou a me ligar”,

relembra a aposentada.

Ele cortejava Dona Daisy e ela

não cedia. “Não era charme não, eu

realmente não queria me envolver

com mais ninguém, eu tinha tido

duas experiências bem ruins e não

queria mais dor de cabeça”. Mas

sr. Mário era insistente, carinhoso

e, principalmente, romântico. Os

amigos dele até contam que ao longo

dessas cinco décadas, sr. Mário

jamais esqueceu a ex-namorada,

guardou as cartas que trocaram na

juventude e acalentou com carinho

o sonho de voltar a ficar com ela.

Revista

Gente

Grande

Daisy Muller, 70 anos

E um dia ele soltou a frase que fez

o coração de Dona Daisy derreter

definitivamente. Ele disse: “não

adianta se esquivar, porque um dia

ainda vou te conquistar. Dito e feito,

a gente acabou ficando juntos e foi

a melhor coisa que eu fiz na minha

vida, ele é um presente de Papai do

Céu!”. Os filhos dela apoiaram a decisão

e comemoram sempre junto

à mãe e ao marido

dela os aniversários

de casamento deles.

“Como a gente

sabe que não tem

a vida inteira pela

frente, resolvemos

comemorar as

bodas a cada ano. Por isso é que em

2008 a gente faz Bodas de Ouro!”, se

diverte a aposentada.

Apesar das trajetórias tão diferentes

de Daisy, Wanderley e Jatil, o

que todos garantem é que ser maduro

na época da decisão de mudar

de vida ajudou muito. Eles alegam

que depois de uma certa idade a

tolerância, a capacidade de ouvir o

outro aumentam, ao mesmo tempo

que a pessoa consegue respeitar

mais as próprias vontades e dar

menos importância aos pequenos

problemas do dia-a-dia. “A gente já

não é mais jovenzinho e tem que

aproveitar o presente para ser feliz,

ser mais paciente com o que é pequeno

e mais profundo com o que

tem verdadeiro valor”, ensina dona

Daisy, com a concordância evidente

de Dr. Bello e de Jatil.

MARiANA CHAMA


O mundo cabe

numa sacola de pano

Depois de encher o carrinho

com as compras do mês, o

cliente vai colocando os produtos

sobre o balcão do caixa. À medida

que vai registrando os preços a

funcionária do supermercado vai

embalando as mercadorias em

sacolas plásticas estampadas com

a marca do estabelecimento.

Dependendo

do que vai ser

embalado, às

vezes se fazem

necessárias

duas ou mais

sacolinhas. E

assim, sem

perceber, repetindo uma cena cotidiana

e aparentemente inocente,

acabamos dando um trabalhão para

a natureza do planeta Terra.

É que cada uma dessas

sacolinhas, feitas com um plástico

derivado do petróleo, demoram

cerca de 100 anos para se degradar

e não podem ser decompostas por

microorganismos como bactérias,

fungos e algas que naturalmente

Turma do Shopping Eldorado usando sacolas ecológicas

Meio Ambiente

fazem esse serviço. É por isso que

o Brasil vem adotando a tendência

mundial de reduzir, ou até eliminar o

uso das sacolas descartáveis.

E já que não dá mais para usar

a alternativa de plástico sem dor na

consciência, que tal então seguir a

moda que já faz bonito nas capitais

do país: escolha

uma sacola

de lona, de tela,

ou de tecido e

diVUlGAÇão

vá às compras.

Se você tiver

habilidades

manuais, dá até

para fazer sua

própria sacola,

personalizada e exclusiva. Já existem

em São Paulo lojas que vendem

grandes sacolas que se encaixam

perfeitamente nos carrinhos de

supermercado e que podem ser

desmembradas na hora de carregar

para levar as compras para casa.

Nas grandes cidades brasileiras essa

mesma alternativa já deve estar ao

alcance dos consumidores, basta se

informar, aderir e cuidar do planeta.

Revista

Gente

Grande


Entrevista

20

Trabalhar

depois de se aposentar

ElA SE PREPARoU PARA A

APoSENTAdoRiA E FEz dESSE PERíodo

UM TEMPo dE PRESTAÇão dE SERViÇoS

PARA A CoMUNidAdE

Cléia Corrêa Pinto tem 62 anos.

Depois de trabalhar durante

muito tempo na Companhia

Energética do Estado de São Paulo,

a Cesp, aposentou-se em 1995.

Contudo, ela nunca achou que depois

que parasse de trabalhar ficaria

parada mesmo. “A empresa onde

trabalhei muitos anos ofereceu

um programa de preparação para

a aposentadoria e já ali eu percebi

que quem fica sem fazer nada,

acaba adoecendo e até morrendo”,

explica Cléia. Assim, antes mesmo

de dar baixa na carteira de trabalho,

ela começou a prestar serviço como

voluntária. Primeiro no Fundo Social

de Solidariedade, onde acompa-

Revista

Gente

Grande

nhou as mazelas das populações

mais pobres e onde aprendeu o

quanto a vida pode ser dura para

quem passa por problemas sérios

como enchentes, desabamentos,

etc. Logo depois, a aposentada

virou voluntária na área da saúde e

começou a acompanhar os dramas

da população da Zona Leste da

capital paulista. “Parece que eu fui

mordida pelo vírus da vontade de

ajudar, comecei ali e não parei mais

de tentar minimizar o sofrimento da

população”, revela Cléia.

Há 13 anos atuando como

voluntária, ela defende que quem

está perto de se aposentar deveria

começar a cogitar se envolver como

voluntário em algum projeto. “Porque

os filhos estão criados, o dinheiro

vem com a aposentadoria, então

ARQUiVo PESSoAl

Cléia Corrêa Pinto, 62 anos


no voluntariado a gente ganha o

prazer de trabalhar por alguém que

realmente precisa”, ensina. E por se

envolver tão verdadeiramente com

a causa da saúde, ela acabou virando

Conselheira da Saúde – uma

representante da sociedade civil no

sistema público – e agora atua no

Centro de Atenção Psico-Social, o

CAPS.

A única ressalva da aposentada

é que as outras tarefas da vida

diária não devem ser deixadas de

lado. É por isso que Dona Cléia cui-

da com tanto carinho

de sua mãe,

que já tem 93

anos e pede uma

atenção especial.

“E eu cuido dos

meus netos também. Eu tenho uma

neta de 12 anos que eu levo para a

aula, busco na escola, fico com ela

quando a mãe não está. E tenho um

netinho, que fica sempre comigo,

porque a mãe trabalha muito”. Pensando

nele e nas lembranças que

o menino terá no futuro é que a

voluntária conta, quase em segredo,

que seu grande sonho é escrever

um livro. “Eu quero deixar registrado

ali o que fazemos juntos, os filmes

que assistimos, nossas brincadeiras.

No futuro ele não vai lembrar e eu já

vou ser muito velhinha, talvez nem

lembre também. Por isso eu queria

eternizar esses momentos”. Ela fez

isso com as lembranças da neta

também, mas para a menina Dona

Cléia montou um quadro com as

conchinhas que a garotinha colhera

na praia, nas viagens que faziam

“A cAminhAdA dá forçA físicA e

disposição mesmo. Já nAs AulAs de

dAnçA,Além dos exercícios, A gente ri

muito, se diverte de verdAde”

Entrevista

juntas para o litoral.

E depois de se doar tanto,

como voluntária e para a família,

Cléia Corrêa Pinto também salienta

que encontrou sua fonte de

reposição de toda essa energia: “O

Clube A. O Shopping Penha já foi

uma mão na roda para a gente que

mora aqui na Zona Leste, o Clube A

então...”, brinca a associada e conta

que é nas caminhadas e nas aulas

de dança que ela busca repor tanta

dedicação aos outros. “A caminhada

dá força física e disposição mesmo.

Já nas aulas de

dança, além

dos exercícios, a

gente ri muito,

se diverte de

verdade”, revela.

E além das inevitáveis novas amizades

que já fez, ela reencontrou uma

prima com quem não tinha muito

contato e o laço familiar ficou mais

forte depois das caminhadas e das

aulas de dança.

E como Dona Cléia não pára

mesmo, ela já tem dois novos

planos em mente. O primeiro é

fazer um curso e virar contadora de

histórias. “Eu quero ler para os meus

netos e para as pessoas que estão

internadas em hospitais”, conta. O

segundo, um tanto mais ousado, é

– quem sabe – casar de novo. “Eu

sou divorciada e não faço muita força

para encontrar um marido não,

tenho outras coisas mais urgentes,

mas também não desisti”, responde

rindo a aposentada, voluntária, avó

e associada do Clube A, Cléia Corrêa

Pinto.

Revista

Gente

Grande

2


Economia

22

Para virar um

investidor

De tempos em tempos recebemos

do banco, ou de instituições

financeiras independentes,

propostas de investimentos e

aplicações financeiras. Em geral, a

primeira reação é descartar o material

e reforçar a idéia de que “ser um

investidor não é para mim”. Contudo,

qualquer pessoa que receba um

salário, uma aposentadoria, ou uma

pensão mensal pode, em princípio,

se tornar um investidor. Basta para

isso se informar, se organizar e ter

perseverança.

Todos os especialistas já entrevistados

por Gente Grande nessa

editoria de economia são unânimes

em afirmar que se a pessoa tem

uma meta e se tem disciplina, o

sistema financeiro joga a favor dela.

É claro que não dá para comprometer

todo o orçamento familiar em

nome da aquisição de um produto,

ou do pagamento das parcelas de

uma viagem, ou de um carro. Mas

sabendo avaliar a proporção entre

Revista

Gente

Grande

TER oBJETiVoS, TRAÇAR METAS, TER

diSCiPliNA E dESFRUTAR o PRAzER dA

CoNQUiSTA. ESSA é A RECEiTA PARA CoMEÇAR

A APliCAR SUAS ECoNoMiAS.

ganhos e gastos, dá para calcular

a quantia mensal que pode ser

investida.

De qualquer modo, a primeira

providência é saber por quê investir.

Segundo o site Portal do Investidor

(www.portaldoinvestidor.gov.br), do governo

federal, “O objetivo a ser alcançado

deve estar bem definido, assim

como as reais possibilidades de

atingi-lo”. Em outras palavras, nada

de apontar para metas impossíveis

de ser cumpridas, porque isso

desestimula o investidor e faz com

que ele desista antes de terminar a

jornada. O segredo, de acordo com

o portal é começar devagar, “traçando

objetivos fáceis de alcançar até

irmos, pouco a pouco, adquirindo

a disciplina necessária e aprendendo

com os erros e acertos, para

então podermos finalmente definir

metas mais arrojadas”. A Associação

Nacional dos Bancos de Investimento,

ANBID, tem a mesma opinião.

Para a entidade, investimento bom

é aquele que deixa o investidor

dormir sossegado, que não compromete

o orçamento e que ajuda a

conquistar objetivos.

A maioria dos brasileiros que


aplica algum dinheiro toma essa

decisão porque quer viajar, comprar

a casa própria, quer investir em

educação, decide quitar as dívidas,

ou está planejando a aposentadoria.

Se esse é o seu caso, ou mesmo

que sua razão seja outra, saiba que

qualquer valor, mesmo que lhe

pareça pouco, pode ser investido

e que mesmo esses recursos ditos

pequenos podem trazer resultados

admiráveis no final de um período

mais longo. E, se até agora, você

está resistente à idéia de aplicar recursos

porque imagina que isso vai

fazer sua vida ficar apertada, preste

atenção na dica oferecida pelo Portal

do Investidor: poupar é diferente

de investir. “Poupar é acumular valores

no presente para utilizá-los no

futuro, o que geralmente envolve

mudança de hábitos, pois requer

uma redução nos gastos pessoais

e familiares”, mas reduzir despesas

não quer dizer passar necessidade,

essa atitude tem mais a ver com

evitar o desperdício e conter gastos

supérfluos. Na edição passada de

Gente Grande (nº. 11), por exemplo,

os leitores aprenderam a analisar

o próprio orçamento e identificar

gastos que poderiam ser reduzidos

ou até eliminados sem muito sofrimento.

E não faltam no mercado

aplicações com parcelas que giram

em torno de R$ 50,00.

Poupar e investir são, portanto,

ações interligadas, mas um investimento

inadequado ao perfil do investidor

pode resultar em prejuízos

e, assim, comprometer os recursos

poupados. Por isso, se finalmente

você se convenceu que pode virar

um investidor, fuja da tentação

de pedir conselhos aos amigos e

parentes e peça ajuda do gerente

do banco para conhecer seu perfil

de investidor e os planos que mais

combinam com os recursos que

você tem disponível.

Investimentos de baixo risco para quem está começando

Economia

CADERNETA DE POUPANÇA: Não é preciso ser correntista para investir. Basta apenas comparecer uma

agência bancária portando CPF, documento de identidade e comprovantes de renda e residência. os investimentos

na caderneta de poupança são garantidos até o limite de R$ 60.000,00 por CPF. A aplicação inicial varia conforme

os bancos. No Unibanco, por exemplo, você pode investir qualquer valor a partir de R$ 50,00. A rentabilidade é

mensal correspondente à variação da TR (Taxa Referencial de Juros) mais 0,5% ao mês, sem incidência de imposto

de Renda.

RENDA FIXA: o CdB é um título emitido pelo banco e que proporciona rentabilidade durante um prazo

previamente combinado. ou seja, você sabe quanto vai investir, quanto tempo seus recursos ficarão retidos e

quanto vai ganhar no final do período. é uma alternativa de investimento tão segura quanto a Poupança, mas pede

parcelas um pouco maiores e tempo determinado de aplicação. os rendimentos das aplicações em CdB são tributados

pelo imposto de Renda na Fonte de acordo com uma tabela de alíquotas decrescentes conforme o prazo da

aplicação. o recolhimento do imposto ocorre no momento do resgate, ou no vencimento da aplicação. A vantagem

sobre a poupança é que os ganhos costumam ser bem maiores.

Fontes: Portal do investidor e Unibanco (www.unibanco.com.br)

Revista

Revista

Gente

Gente

Grande

Grande

2


Por Onde Anda

2

De gata a condessa,

passando por

Ela foi uma espécie de musa dos

anos de 1980. Esteve em 17

novelas e séries de televisão, quatro

filmes, comerciais e uma dezena

de peças. Mas aí veio a década de

1990 e a atriz Mayara Magri acabou

se afastando dos meios de comunicação

de massa. Entre 1995 e 2005,

essa paulista de Mogi-Guaçu, nascida

em 1962, fez apenas teatro e viajou

bastante pelo Brasil.

Mas deu também uma grande

guinada na sua vida pessoal. Em

1985, a atriz, e o então diretor Herval

Rossano se conheceram durante as

gravações da novela global “A Gata

Comeu”, em Angra dos Reis. Na palavra

dos dois, se encantaram, se apaixonaram,

mas não puderam viver o

romance, já que Rossano era casado,

tinha uma filha pequena e não podia

se separar. E pode parecer um roteiro

batido, mas quis o destino que duas

décadas mais tarde, ela com 42 anos

e ele com 70, se reencontrassem e

pudessem, finalmente, ficar juntos e

aproveitar a paixão.

E foi juntos que eles estrearam

Revista

Gente

Grande

RElEMBRE A CARREiRA dE MAYARA MAGRi,

ATRiz QUE dESPoNToU NAS NoVElAS dA

TV GloBo E ExPERiMENToU UM NoVo

SUCESSo ANoS MAiS TARdE NA TV RECoRd.

ARQUiVo PESSoAl

o remake do sucesso “A Escrava

Isaura”, mas dessa vez já numa outra

emissora, a TV Record. Herval Rossano

novamente encarnava o papel de

diretor e Mayara Magri vivia Tomásia.

Em entrevista à revista IstoÉ Gente,

de 17 de março de 2005, ela explica

que a parceria profissional não foi

fruto apenas do casamento dos dois:

“Dizem que estou na novela por causa

dele, mas não. Ele estava na minha

vida antes, fizemos vários trabalhos

juntos e sempre nos demos bem”.

As personagens que Mayara

interpretou em “Amor com Amor se

Paga”, “O Salvador da Pátria”, “Roda de

Fogo”, “Dona Beija”, “Helena”, “Éramos

Seis” e “Os Ossos do Barão” foram

grandes sucessos.

Em 2006, a atriz estrela um

novo papel, o de diretora-assistente

da novela Cristal, do SBT. E em 2007,

já com 45 anos, Mayara fica viúva

de Herval Rossano, que há anos

lutava contra problemas cardíacos,

ao mesmo tempo que filma com o

ator Leopoldo Pacheco o curta-metragem

“Sonho de Valsa”, do diretor

Beto Bessant. No filme, o trabalho

mais recente da atriz, ela interpreta

um fantasma que assombra a vila de

Paranapiacaba, em São Paulo.


ViVRE - sxc.hu

partir de agora, Gente Grande

A convida você para viajar pelo

mundo. Trata-se de uma viagem

gastronômica. Vamos conhecer

países, tradições e, claro, receitas.

Através de cada ingrediente você

vai conseguir se imaginar visitando

o Coliseu, subindo na Torre Eiffel,

apreciando uma tourada, ou olhando

para o Atlântico como fez Pedro

Álvares Cabral há mais de 500 anos.

Nosso primeiro destino é a Itália.

No país das massas vamos fugir

do tradicional e, em vez de espaguetti,

ou capeletti, vamos aprender

a fazer uma deliciosa berinjela ao

forno*, uma receita típica da região

da Basilicata.

Ingredientes:

- 1Kg de berinjelas

- 150g de azeitonas pretas

- 100g de anchovas salgadas (pode

substituir por sardinha)

- 50g de alcaparra

- 2 tomates maduros

- 1 pão amanhecido

- Uma porção razoável de salsa, azeite

de oliva, orégano

- 1 dente de alho, sal

Modo de Fazer:

Lave as berinjelas e corte-as ao

*Essa receita foi retirada do site ECCO

(www.ecco.com.br)

Culinária

Recheando o

passaporte

dAR A VolTA Ao MUNdo Não

é NEM CARo NEM diFíCil NAS

PáGiNAS dESSA REViSTA

meio. Faça pequenos cortes reticulados

na polpa. Ponha sal e deixe-as

em um recipiente por mais ou menos

uma hora, cobertas, para perderem

o líquido amargo que elas contêm.

Ao mesmo tempo, tire os caroços das

azeitonas e pique a salsa. Lave, tire as

espinhas das anchovas e corte em

pedaços. Pique o alho grosseiramente.

Pegue o miolo do pão, esfarele

e coloque-o em uma vasilha com as

azeitonas, a salsa, o alho, a alcaparra,

as anchovas e um pouco de orégano.

Misture bem.

Coloque as berinjelas em uma

travessa com o lado cortado para

cima e cubra-as com a mistura dos

demais ingredientes. Por último cubra

com fatias de tomates e regue tudo

com azeite de oliva. Leve a travessa

ao forno a 160 graus. Deixe assando

por cerca de uma hora.

E agora? Qual país você gostaria de conhecer

através da culinária? Então participe e mande

sua sugestão para o e-mail:

tatianna.galeckas@unibanco.com.br , ou

para o endereço Rua Boa Vista, 162 – Centro, São

Paulo-SP, CEP: 01014-000.

Revista

Gente

Grande

2


Faça Você Mesmo

2

Cabe tudo

nessa caixa

EColoGiCAMENTE CoRRETA E BoNiTA, A PEÇA

PodE SER úTil PARA oRGANizAR A BAGUNÇA

oU PRESENTEAR oS AMiGoS

Todos os dias, em quase todas

as casas do Brasil, um hábito se

repete: fazer um café novinho para

começar bem o dia. Puro ou com

leite, o cafezinho ajuda a preparar o

corpo e a mente para enfrentar os

desafios diários. Mas o hábito cultural

acaba gerando um resultado inconveniente

e não estamos falando de

saúde. É o coador de papel cheio de

borra. Esse resíduo vai para o lixo e,

mesmo sendo biodegradável, leva

anos até se decompor totalmente e

Revista

Revista

Gente

Gente

Grande

Grande

5. Com a mesma cola, cole as figuras

recortadas.

Se você é uma pessoa que, além

de gostar de atividades manuais, ainda

se preocupa com o meio ambiente,

essa dica do “Faça Você Mesmo” foi

feita em sua homenagem. A seguir

você vai encontrar uma sugestão de

reaproveitamento artístico dos coadores

de café usados: uma caixa linda

– que lembra as antigas malas de

viagem – para presentear os amigos,

ou os parentes, ou ajudar a organizar

fotos, cartas e outras recordações.

Acompanhe.

faz aumentar o volume de detritos

dos aterros da cidade. Separe os filtros de café descartáveis após o uso. Não lave o filtro, apenas retire o

excesso de pó e deixe secar, para conservar as manchas que darão o efeito de couro.

1. Pinte a caixa de madeira por dentro e no fundo com a tinta Pinta

Couro – cor havana.

2. Aplique a Cola Pano e espalhe com o pincel por

toda a parte externa da caixa.

3. Cole os filtros sobrepondo-os formando retalhos

emendados.

4. Aplique outra demão de Cola Pano por toda a peça.

Materiais Necessários:

- Filtros de café descartáveis usados e sem lavar.

- Caixa de madeira (MdF)

- Tinta Pinta Couro – cor havana

- Cola pano

- Pincel macio

- Figuras de papel variadas recortadas.

os materiais você encontra nas melhores lojas

de artesanato de todo o Brasil e a sugestão

para fazer essa caixa foi retirada do blog

http://artesanatopassoapasso.blogspot.com

artesanatopassoapasso.blogspot.com

Produto pronto


Invenções

Made in Brasil

UM MUSEU EM São PAUlo ExPõE oBJEToS

úTEiS, oU NEM TANTo ASSiM, CRiAdoS PoR

BRASilEiRoS

Descarga ecológica, bolsa

com iluminação interna, varal

inteligente, cortador próprio

para pizza, palitos de dente coloridos

e com sabores variados. A

lista é gigantesca e cada uma das

invenções brasileiras merece um

olhar curioso. Os produtos citados

estão expostos no Museu das

Invenções, no bairro de Perdizes,

zona oeste da capital paulista, mas

bem que poderiam estar na casa do

leitor, ou da leitora.

Em boa parte dos casos,

depois que o visitante contém a

surpresa – ou a risada – ao conhecer

o objeto e sua serventia, vem

a admiração. Isso porque os inventores

que têm

seus trabalhos

à mostra ali são

pessoas comuns

que, ao se

depararem com

um problema cotidiano, procuraram

uma solução no mercado e não

encontraram. Em vez de se resignar

com a inexistência do produto,

resolveram inventá-lo. E assim surge

a galeria de objetos engraçados,

impensáveis, ou até, revolucionários.

Um exemplo bem conhecido é o

Curiosidades

do lavador e escorredor de arroz,

que muita gente já viu, ou até tem

em casa. Em 1959, cansada de ver a

pia de casa entupida pelos grãos de

arroz, a cirurgiã-dentista Therezinha

Alves de Andrade inventou o objeto

feito de plástico que une uma espécie

de bacia e uma peneira para

lavar e escorrer o arroz. Therezinha

patenteou a invenção e ganha até

hoje um dinheirinho

com a venda

do produto.

Uma tendência

cada vez mais

visível entre as

invenções expostas segue a linha da

economia de água, de luz elétrica e

de cuidados com o meio ambiente.

Entre eles está o chuveiro a cartão

que garante, segundo o inventor,

banhos com a duração necessária

e, assim, as famílias podem

economizar dinheiro, luz e água.

Nessa mesma linha há a válvula de

descarga que economiza água; um

escorredor de louça que armazena

a água que escorre dos pratos

recém-lavados; e os blocos de

encaixe para construção civil, uma

espécie de tijolo que reduz o uso

de materiais como o cimento e as

argamassas.

O endereço do Museu das

Invenções é Rua Homem de

Mello, 1109, Perdizes – São

Paulo. Tel: (11) 3873 3211. O

museu funciona de segunda a

sexta-feira, das 10h às 17h30.

Revista

Gente

Grande

FoToS - www.inventores.com.br

2


Palavras Cruzadas

0

Revista

Gente

Grande

PALAVRAS CRUZADAS DIRETAS

www.coquetel.com.br

A mais pe- Hipismo

çonhenta Iberê

das Camargo,

aranhas pintor

A

dificuldade

de Tomé

(Bíblia)

Esporte de praia

Filme brasileiro

dirigido por José

Padilha (2007)

"Eu (?)

Devoro",

música de

Djavan

Situação

de acordo

com os

padrões

Utensílio

agrícola

(?) Powell,

violonista

O período

em que

surgiu o

feudalismo

A de rosa

é usada

em

saladas

Sufixo de

"senhoril"

Expelir da

garganta

Árvore

mais

usada em

reflorestamento

(pl.)

BANCO

Naquele

lugar

Radical

(abrev.)

Pão-de-

(?), tipo de

bolo leve

e fofo

(?) Reed,

cantor de

rock

dos EUA

Acessório

obrigatório

à islâmica

(?) Sharif,

ator

Faixa de

rádios

Editores

(abrev.)

(?) Gleizer,

ator

Aliança

militar

européia

(sigla)

4/sari — ural. 5/báden — émile — tatuí.

Dois grandes nomes

do samba carioca

Planta usada

em fitoterapia

Rua

(abrev.)

(?) Zola,

escritor

Registro

de

processo

jurídico

Ilha da

Polinésia

Siga

Estúdio de

filmagem

Sinal

nasalador

Astatínio

(símbolo)

Cerimoniais;solenidades

Parcela

Tradicional

veste

da indiana

© Revistas COQUETEL 2008

Rio da

Rússia e

do Cazaquistão

Sangue do

receptor

universal

Ermida

Woody (?),

cineasta

de "A Era

do Rádio"

Leda

Nagle,

jornalista

brasileira

Crustáceo

de praias

Pena;

lástima

Ney Matogrosso:

gravou

"Viajante"

Material

básico à

instalação

elétrica

(?) Sam:

os EUA

Fósforo

(símbolo)

Explosivo

usado em

pedreiras

(sigla)

Qualquer

número

natural

(Mat.)

Solução

Torre de

(?): é

ligada à

origem

da diversidade

de idiomas

(Bíblia)

Aplicações

de

capitais

(Econ.)

T C U B

V I U V A N E G R A

C R E R R A B

F U T E V O L E I

T E O M A R L N

R A L I A T V

N O R M A L I D A D E

P A E E A T O S

B A D E N A U T

D L O T A I T I

M E D I E V A L N M

P E T A L A L O T E

L S R S E T N

I L O T A N F T

T O S S I R T I O

E U C A L I P T O S

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