Culturas Neutras e Culturas Emotivas - Marta Pereira - aeflup.com
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<strong>Marta</strong> Sofia <strong>Pereira</strong> | Abril 2010<br />
<strong>Culturas</strong> <strong>Culturas</strong> <strong>Culturas</strong> <strong>Neutras</strong> <strong>Neutras</strong> e e e <strong>Emotivas</strong>: <strong>Emotivas</strong>:<br />
<strong>Emotivas</strong>:<br />
A emoção em contexto.<br />
Línguas e Relações Internacionais<br />
Introdução à Comunicação Intercultural
ÍNDICE<br />
1. A Essência da Emoção<br />
2. Sangue frio & Cabeça quente<br />
3. <strong>Culturas</strong> <strong>Neutras</strong> e <strong>Emotivas</strong>, uma dimensão cultural<br />
• Trompenaars / Hampden-Turner (contexto de investigação)<br />
• Graus de afectividade<br />
4. O papel da emoção no trabalho e nas organizações<br />
• Estratégias para uma <strong>com</strong>unicação intercultural bem sucedida<br />
•Emotional Labor, um conceito<br />
5. Liderança política e emoção<br />
6. A alienação da emoção<br />
7. Síntese<br />
8. Bibliografia
1. A Essência da Emoção<br />
Definição tradicional:<br />
emoção<br />
s.f. Comoção, perturbação moral<br />
Fonte: Dicionário Priberam da Língua Portuguesa<br />
A emoção é<br />
biológica.<br />
A demonstração da<br />
emoção é cultural.<br />
Definição para a psicologia:<br />
emoção<br />
Sentimentos acerca de uma<br />
situação, pessoa ou objectos que<br />
envolvem mudanças na excitação<br />
fisiológica e na cognição<br />
Fonte: Psychology Dictionary, AllPsych Online<br />
altera alterações altera ões ões na na homeostase<br />
homeostase<br />
A genética inclui a capacidade de<br />
reagir a um estímulo de uma forma<br />
pré-organizada, ou seja, uma<br />
emoção (DAMÁSIO, 1995)
2. Sangue Frio & Cabeça Quente<br />
“Fora-me ensinado desde criança que as decisões sensatas provinham de<br />
uma cabeça fria, que as emoções e a razão, qual azeite e água, não se<br />
podiam misturar.”<br />
António Damásio, O Erro de Descartes<br />
emo emoções emo ões prejudicam prejudicam prejudicam o o racioc raciocínio racioc racioc nio emo emoções emo ões auxiliam auxiliam o o racioc raciocínio racioc nio nio<br />
Que<br />
situações?
3. <strong>Culturas</strong> <strong>Neutras</strong> e <strong>Culturas</strong> <strong>Emotivas</strong><br />
Trompenaars / Hampden-Turner : contexto de investigação<br />
Fons Trompenaars (Fonte: EuropeanPWN)<br />
FONS TROMPENAARS<br />
•Phd da Universidade da Pensilvânia: dissertação sobre diferenças nas<br />
concepções da estrutura organizacional em várias culturas<br />
• Experienciou diferenças culturais em casa, onde cresceu a falar francês e<br />
neerlandês, e mais tarde no emprego <strong>com</strong> a Shell em 9 países diferentes<br />
• 1989: Fundador do Centro de Estudos de Negócios Internacionais<br />
• 1998: Co-fundador do Trompenaars Hampden Turner Intercultural<br />
Management Consulting, em Amsterdão, <strong>com</strong> Charles Hampden Turner<br />
CHARLES HAMPDEN-TURNER<br />
• Senior Research Associate na Judge Business School (Universidade de<br />
Cambridge)<br />
• Trabalhou na Shell (Group Planning) juntamente <strong>com</strong> Trompenaars
3. <strong>Culturas</strong> <strong>Neutras</strong> e <strong>Culturas</strong> <strong>Emotivas</strong><br />
Graus de Afectividade<br />
Cultura Emotiva/Afectiva<br />
- alta exposição das emoções e sentimentos<br />
“(…) rindo, sorrindo, fazendo caretas,<br />
franzindo as sobrancelhas, gesticulando:<br />
tentam encontrar saídas imediatas para<br />
os seus sentimentos.” (TROMPENAARS e<br />
HAMPDEN-TURNER, 1997)<br />
-espera uma reacção emocional directa do interlocutor<br />
Really Angry (Fonte: pxleyes)<br />
“I have the same feelings as you on this subject” (TROMPENAARS e HAMPDEN-TURNER, 1997)
3. <strong>Culturas</strong> <strong>Neutras</strong> e <strong>Culturas</strong> <strong>Emotivas</strong><br />
Graus de Afectividade<br />
Cultura Emotiva/Afectiva<br />
-O humor é bem aceite, mesmo em situações formais<br />
- Não existe tanta necessidade de usar <strong>com</strong>unicação verbal<br />
- A ausência de manifestações de emoção é associada a frieza e crueldade;<br />
“O Estrangeiro, de Albert Camus, é a história de um homem culpado por assassinar<br />
um homem na praia. É condenado à morte. O seu castigo é invulgarmente pesado<br />
devido a uma testemunha que garantiu que ele não tinha mostrado sinais de dor no<br />
funeral da sua mãe, várias semanas antes” (ROGALIN, ROBINSON, SMITH-LOVIN, 2004)
3. <strong>Culturas</strong> <strong>Neutras</strong> e <strong>Culturas</strong> <strong>Emotivas</strong><br />
Graus de Afectividade<br />
Cultura Neutra<br />
- alta controlo e privação da demonstração<br />
de emoções e sentimentos<br />
-espera uma reacção indirecta do interlocutor, que<br />
apele às capacidade intelectuais<br />
“Because I agree with your reasoning or<br />
proposition, I give you my support.” (TROMPENAARS e<br />
HAMPDEN-TURNER, 1997)<br />
Auto-retrato de Aurélia de Sousa, c.1900
3. <strong>Culturas</strong> <strong>Neutras</strong> e <strong>Culturas</strong> <strong>Emotivas</strong><br />
Graus de Afectividade<br />
Cultura Neutra<br />
- Em geral, o humor não é bem aceite, especialmente em situações formais<br />
- A <strong>com</strong>unicação verbal é essencial<br />
-As manifestações de emoção são encaradas, muitas vezes, <strong>com</strong>o “dissimuladoras” da<br />
verdade, <strong>com</strong>o meras estratégias de persuasão.<br />
“Aparentar? Não, senhora, eu não sei aparentar. Nem a cor negra desta capa, nem o trajo habitual em solenes<br />
lutos, nem os interrompidos soluços, nem nos olhos um abundante rio, nem a expressão dolorida do<br />
semblante, juntamente <strong>com</strong> as fórmulas, os gestos, as exterioridades de sentimento, bastarão, por si sós (…) para<br />
manifestar o verdadeiro afecto que me ocupa o espírito. Tais sinais aparentam, é verdade, mas são acções que<br />
um homem pode fingir. (…) aqui dentro tenho o que é mais do que aparência; o resto nada mais é do que o<br />
atavio e adorno do desgosto.”<br />
Hamlet, William Shakespeare
3. <strong>Culturas</strong> <strong>Neutras</strong> e <strong>Culturas</strong> <strong>Emotivas</strong><br />
Graus de Afectividade<br />
Cultura Emotiva/Afectiva = Desorganização? Desrespeito?<br />
Cultura Neutra = Frieza? Insensibilidade?<br />
• MANIFESTAÇÃO DAS EMOÇÕES DEPENDE DE CONVENÇÕES<br />
EXTERNAS AO INDIVÍDUO, que lhe são inculcadas através da socialização num<br />
determinado contexto cultural ou que lhe são impostas, p.ex., por motivos políticos.<br />
• <strong>Culturas</strong> neutras também expressam sentimentos, embora em “patamares de<br />
entusiasmo” menos elevados
3. <strong>Culturas</strong> <strong>Neutras</strong> e <strong>Culturas</strong> <strong>Emotivas</strong><br />
Graus de Afectividade<br />
Reino Unido – Considerado cultura neutra…<br />
London Tube (Fonte: MSM London)<br />
“We’d like to remind our American<br />
tourist friends that you are almost<br />
certainly talking too loud.”<br />
“Passengers are reminded that a smile<br />
is actually a friendship signal, not a sign<br />
of weakness.”<br />
Emma Clarke, the Tube voice
3. <strong>Culturas</strong> <strong>Neutras</strong> e <strong>Culturas</strong> <strong>Emotivas</strong><br />
Graus de Afectividade<br />
…será sempre assim?
3. <strong>Culturas</strong> <strong>Neutras</strong> e <strong>Culturas</strong> <strong>Emotivas</strong><br />
Graus de Afectividade<br />
…será sempre assim?
3. <strong>Culturas</strong> <strong>Neutras</strong> e <strong>Culturas</strong> <strong>Emotivas</strong><br />
Graus de Afectividade<br />
Caso Finlandês<br />
– Uma cultura<br />
neutra à<br />
procura da<br />
emoção latina
4. O papel da emoção no trabalho e nas organizações<br />
Estratégias para uma <strong>com</strong>unicação intercultural bem sucedida<br />
Reconhecer Reconhecer as as as diferen diferenças diferen as<br />
Neutra Neutra Neutra<br />
Afectiva<br />
Afectiva<br />
1. Não revelam o que estão a pensar ou a<br />
sentir<br />
2. Podem (acidentalmente) revelar tensão<br />
na face e na postura<br />
3. Emoções contidas explodem<br />
ocasionalmente<br />
4. Conduta calma e concentrada é<br />
admirada<br />
5. O contacto físico, gestos ou expressões<br />
faciais fortes são tabu<br />
1. Revelam ideias e sentimentos verbal e<br />
não verbalmente<br />
2. A transparência e a expressividade<br />
aliviam a tensão<br />
3. Emoções reveladas <strong>com</strong> facilidade,<br />
entusiasmo, veemência e sem inibição<br />
4. Vivacidade e arrebatamento são<br />
admiradas<br />
5. O toque, os gestos e expressões faciais<br />
fortes são <strong>com</strong>uns<br />
6. A leitura é monótona 6. A leitura é feita em declamação fluente e<br />
dramatizada<br />
(TROMPENAARS e HAMPDEN-TURNER, 1997)
4. O papel da emoção no trabalho e nas organizações<br />
Estratégias para uma <strong>com</strong>unicação intercultural bem sucedida<br />
Dicas Dicas para para fazer fazer neg negócio neg neg cio cio <strong>com</strong>:<br />
Neutros Neutros Neutros (para (para afectivos) afectivos)<br />
Afectivos Afectivos (para (para neutros)<br />
neutros)<br />
1. Procure fazer intervalos para descansar e<br />
jogar poker <strong>com</strong> “Os Impassíveis”<br />
2. Apresente tudo por escrito<br />
antecipadamente<br />
3. A falta de tom emocional não significa<br />
que estão desinteressados ou aborrecidos<br />
4. A negociação está tipicamente focada no<br />
objecto ou na proposta e não nas pessoas<br />
1. Não recue quando criam cenas e se<br />
tornam teatrais; procure intervalos para<br />
uma reflexão e avaliação sóbrias<br />
2. Quando revelam boa vontade, responda<br />
calorosamente<br />
3. O seu entusiasmo não significa que se<br />
decidiram<br />
4. A negociação está tipicamente focada nas<br />
pessoa, não tanto no objecto ou proposta<br />
(TROMPENAARS e HAMPDEN-TURNER, 1997)
4. O papel da emoção no trabalho e nas organizações<br />
Estratégias para uma <strong>com</strong>unicação intercultural bem sucedida<br />
Ao Ao gerir gerir e e ser ser gerido:<br />
gerido:<br />
Afectivos Afectivos<br />
Neutros<br />
Neutros<br />
1. Evite <strong>com</strong>portamentos entusiásticos. São<br />
interpretados <strong>com</strong>o falta de controlo sobre<br />
os sentimentos e inconsistentes <strong>com</strong> um<br />
estatuto alto.<br />
2. Se se preparar antecipadamente, será<br />
mais fácil “ir directo ao assunto”, ou seja, os<br />
tópicos neutros a serem discutidos.<br />
3. Procure pequenas pistas de que a pessoa<br />
está agradada ou irritada e amplifique a sua<br />
importância.<br />
1. Evite <strong>com</strong>portamentos ambíguos e frios.<br />
São interpretados <strong>com</strong>o avaliação negativa,<br />
desdém, antipatia ou distância social. Está a<br />
excluí-los da “família”.<br />
2. Se descobrir de quem é a energia e<br />
entusiasmo investidos em certos projectos<br />
terá mais facilidade em apreciar posições<br />
obstinadas.<br />
3. Tolere grandes exageros sem se sentir<br />
intimidado ou obrigado e relativize a sua<br />
importância.<br />
(TROMPENAARS e HAMPDEN-TURNER, 1997)
4. O papel da emoção no trabalho e nas organizações<br />
Estratégias para uma <strong>com</strong>unicação intercultural bem sucedida<br />
Numa Numa Numa reunião, reunião, sente sente-se sente se muito insultado porque porque a a pessoa <strong>com</strong> quem est está est<br />
a<br />
negociar negociar lhe lhe diz diz que que a a sua sua proposta proposta proposta é de loucos. Qual é a sua sua reac reacção? reac<br />
ão?<br />
1)Não mostro que me senti insultado porque isso será visto <strong>com</strong>o um sinal de<br />
fraqueza e pode tornar-me mais vulnerável no futuro.<br />
2)Não mostro que estou magoado porque isso iria estragar a nossa relação. Isto<br />
permitir-me-á dizer-lhe mais tarde que me senti ofendido/a e pode ser que<br />
aprenda <strong>com</strong> isso.<br />
3)Mostro claramente que me senti insultado para que ele perceba a mensagem.<br />
Acredito que a clareza da minha mensagem irá permitir que eu consiga controlar<br />
distúrbios emocionais maiores de forma mais eficaz no futuro.<br />
4)Mostro claramente que me senti insultado para que ele perceba a mensagem.<br />
Se os parceiros de negócio não se sabem <strong>com</strong>portar devidamente, têm que arcar<br />
<strong>com</strong> as consequências.<br />
(TROMPENAARS e HAMPDEN-TURNER, 1997)
4. O papel da emoção no trabalho e nas organizações<br />
EMOTIONAL LABOR, um conceito<br />
(Fonte: traveldk.<strong>com</strong>)<br />
• acto de mostrar emoções apropriadas <strong>com</strong> o<br />
objectivo de <strong>com</strong>eçar uma forma de gestão de<br />
marca para a organização (Gardner & Martinko,<br />
1988)<br />
• gestão do sentimento para criar uma aparência<br />
corporal e facial publicamente observável”<br />
(Hochschild, 1983)<br />
• esforço, planeamento e controlo necessário<br />
para expressar emoções organizacionalmente<br />
desejadas durante transacções interpessoais<br />
(Morris e Feldman, 1996)
5. Liderança política e emoção<br />
• Demonstração de emoções por parte dos políticos é normalmente<br />
encarada <strong>com</strong>o contrárias à racionalidade, associadas ao<br />
SENSACIONALISMO, à DEMAGOGIA e a manobras de<br />
PROPAGANDA e de DISSUASÃO<br />
-No entanto, emoção não é sinónimo de falta de<br />
racionalidade;<br />
- É a emoção que vincula políticos e populações a<br />
grandes causas;<br />
- A emoção é a base do partidarismo (“camaradagem”);<br />
- A emoção é a base do activismo;<br />
- A razão sem emoção não impele a acção (Hume,<br />
2004/1740)
6. A alienação da emoção<br />
•Há uma interacção entre a capacidade emocional<br />
humana e a mudança de circunstâncias históricas?<br />
• Há uma interacção entre os sistemas políticos e a<br />
demonstração de emoções em certas culturas?<br />
• Qual a ligação entre o capitalismo e a emocionalidade?<br />
McCarthy, 2004
6. A alienação da emoção<br />
"Untitled (I shop, therefore I am)“,<br />
Barbara Kruger, 1987
7. SÍNTESE<br />
-A emoção é fisiológica, logo, transversal a toda a Humanidade. A demonstração da<br />
emoção é que varia de cultura para cultura.<br />
-A emoção pode prejudicar mas também pode auxiliar o raciocínio.<br />
- As culturas emocionais ou afectivas tendem a demonstrar claramente os seus<br />
sentimentos e a procurar reacções emocionais dos interlocutores, não necessariamente<br />
através da <strong>com</strong>unicação verbal; da ausência de emotividade na resposta pode apreenderse<br />
frieza.<br />
-As culturas neutras tendem a controlar os seus sentimentos e a procurar reacções<br />
relacionadas <strong>com</strong> o universo intelectual; o excessivo entusiasmo é frequentemente<br />
encarado <strong>com</strong>o falso.<br />
- Para que a <strong>com</strong>unicação intercultural (ex.nos negócios) seja bem sucedida é necessário<br />
reconhecer os sinais de emotividade e reagir a estes de forma a evitar conflitos.
7. SÍNTESE<br />
- O trabalho emocional transforma as emoções numa <strong>com</strong>petência.<br />
- A emoção é fulcral para a actividade política.<br />
- A emocionalidade está intimamente ligada não só <strong>com</strong> a cultura, mas <strong>com</strong> o<br />
momento histórico e <strong>com</strong> os sistemas políticos e sociais vigentes.
8. Bibliografia<br />
•Damásio, A. (1994) O Erro de Descartes, Círculo de Leitores<br />
•Fineman, S. (2000) Emotion in Organizations, Sage Publications, Ltd<br />
•Fisher, C.D. e Ashkanasy, N.M (2000) The emerging role of emotions in work life: an introduction. Journal of<br />
Organizational Behaviour. 21: 123-129<br />
•Gareis, E. e Wilkins, R. (2009) Emotion Expression and the Locution "I Love You": A Cross-Cultural Study.<br />
(http://www.allacademic.<strong>com</strong>//meta/p_mla_apa_research_citation/0/1/2/3/7/pages12372/p12372-1.php)<br />
•Grandey, A. A., Rafaeli, A. , Ravid, S., Wirtz, J. e Steiner, D.D. (2010) Emotion Display Rules at Work in the<br />
Global Service Economy: The Special Case of the Customer<br />
(https://www.bschool.nus.edu.sg/Departments/Marketing/Jochen%20papers/josm_2010_grandeyrafaeliravidwirtzstein<br />
er_emotiondisplayrules_thespecialcaseofthecustomer.pdf)<br />
• Grandey, A.A. (2000) Emotion Regulation in the Workplace: A New Way to Conceptualize Emotional Labor.<br />
Journal of Occupational Health Psychology. 5: 95-110<br />
• Liu, M. (2007) The Intrapersonal and Interpersonal Effects of Anger on Negotiation Performance: A Cross-cultural<br />
Investigation<br />
(http://www.allacademic.<strong>com</strong>//meta/p_mla_apa_research_citation/1/8/8/2/0/pages188207/p188207-1.php)<br />
•Marcus, G.E. (2002) The Sentimental Citizen, Pennsylvania State University Press
8. Bibliografia<br />
• Trompenaars, F. e Hampden-Turner, C. Riding the Waves of Culture (1997) Nicholas Brealey Publishing Ltd<br />
•Smith, H. W e Ike, S. (2003) Are Emotions Cross-Culturally Intersubjective? A Japanese Test.<br />
(http://www.allacademic.<strong>com</strong>//meta/p_mla_apa_research_citation/1/0/8/1/4/pages108141/p108141-1.php)<br />
•Rogalin, C.L., Robinson, D.T. e Smith-Lovin, L. (2004) Emotion Display as a Cue in Restoring the Challenged<br />
Identity of Others<br />
(http://www.allacademic.<strong>com</strong>//meta/p_mla_apa_research_citation/1/1/0/2/5/pages110256/p110256-1.php)<br />
•McCarthy, E.D. (2004) Reassessing the Constructionist Stance: Conceptualizing the Alienation of Emotion in<br />
Today's World<br />
(http://www.allacademic.<strong>com</strong>//meta/p_mla_apa_research_citation/1/0/9/1/1/pages109118/p109118-1.php)<br />
•Ng, K. H. e Kidder, J. (2008) How Bill Clinton and Jiang Zemin Do Anger: Emotive Performance, Cultural<br />
Schema, and Reflexivity<br />
(http://www.allacademic.<strong>com</strong>//meta/p_mla_apa_research_citation/2/3/9/5/0/pages239500/p239500-1.php)<br />
• http://europeanpwn-amsterdam.net/tag/netherlands<br />
• http://www.integralleadershipreview.<strong>com</strong>/contributor/bio-http://hampden-turner-charles.php<br />
• http://allpsych.<strong>com</strong>/
8. Bibliografia<br />
Vídeos:<br />
The Beatles, She Loves You (live 1963)<br />
<br />
RTK - The Kop On Panorama 1964<br />
< http://www.youtube.<strong>com</strong>/watch?v=XNboU_PbZMY><br />
60 Minutes About Finland (Tango Finlandia)<br />
< http://www.youtube.<strong>com</strong>/watch?v=qhxZoV3t61c>