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Plano Logístico de Transporte da Estrada de Acesso ao COMPERJ

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<strong>Plano</strong> <strong>Logístico</strong> <strong>de</strong> <strong>Transporte</strong><br />

Estra<strong>da</strong> <strong>de</strong> <strong>Acesso</strong> <strong>ao</strong> <strong>COMPERJ</strong><br />

Notificação FEEMA N o DICANNOT/01023794


1 INTRODUÇÃO<br />

Em atendimento a Notificação <strong>da</strong> FEEMA N o DICANNOT/01023794, o presente relatório apresenta o<br />

<strong>Plano</strong> <strong>Logístico</strong> <strong>de</strong> <strong>Transporte</strong> <strong>da</strong> Estra<strong>da</strong> <strong>de</strong> <strong>Acesso</strong> <strong>ao</strong> <strong>COMPERJ</strong>,<br />

contemplando, conforme solicitado nessa Notificação, a não utilização <strong>de</strong> material proveniente <strong>da</strong>s<br />

obras <strong>de</strong> terraplanagem do <strong>COMPERJ</strong> para a implantação <strong>da</strong> estra<strong>da</strong>.<br />

Deve-se ressaltar que os <strong>da</strong>dos referentes à BR-493, tais como: cronograma, volumes <strong>de</strong> materiais e<br />

<strong>de</strong> tráfego, foram obtidos no Estudo <strong>de</strong> Impacto Ambiental – EIA do Projeto <strong>de</strong> A<strong>de</strong>quação <strong>da</strong><br />

Capaci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>da</strong> Rodovia BR-493/RJ – Trecho Manilha – Santa Guilhermina, referente a duplicação do<br />

sub-trecho <strong>da</strong> BR-493 entre o entroncamento com a BR-101 até o entroncamento com a BR-116.<br />

2 CARACTERIZAÇÃO DAS RODOVIAS ESTUDADAS<br />

A Estra<strong>da</strong> <strong>de</strong> <strong>Acesso</strong> <strong>ao</strong> <strong>COMPERJ</strong> se constituirá em uma estra<strong>da</strong> pavimenta<strong>da</strong> que interligará a<br />

Rodovia Fe<strong>de</strong>ral BR-493 à área do Complexo Petroquímico do Rio <strong>de</strong> Janeiro – <strong>COMPERJ</strong>. A<br />

interligação do empreendimento com a BR-493, via integrante do Arco Rodoviário do Rio <strong>de</strong> Janeiro,<br />

fortalece uma situação logística privilegia<strong>da</strong> com o mercado <strong>da</strong> Região Metropolitana do Rio <strong>de</strong><br />

Janeiro e, mesmo, regional/internacional, via Porto <strong>de</strong> Itaguaí.<br />

Além <strong>da</strong> BR-493, atravessam o território do município <strong>de</strong> Itaboraí outras importantes rodovias<br />

fe<strong>de</strong>rais: a BR-116, que interliga o estado do Rio <strong>de</strong> Janeiro a São Paulo; e a BR-101, que interliga o<br />

Rio <strong>de</strong> Janeiro <strong>ao</strong> Espírito Santo (Rio-Vitória).<br />

As rodovias BR101 e BR116 são constituí<strong>da</strong>s, atualmente, por duas faixas <strong>de</strong> tráfego para ca<strong>da</strong><br />

sentido, com separação central entre faixas, o que é <strong>de</strong>nominado pelo HCM - Highway Capacity<br />

Manual como “multilane highways”, que significa rodovia multi-faixa. As faixas <strong>de</strong> tráfego possuem<br />

largura <strong>de</strong> 3,6 metros, espaço livre lateral e possuem boas condições <strong>de</strong> visibili<strong>da</strong><strong>de</strong>. O tráfego local,<br />

<strong>da</strong> or<strong>de</strong>m <strong>de</strong> 50.000 veículos por dia, possui gran<strong>de</strong> incidência <strong>de</strong> veículos <strong>de</strong> carga, com veloci<strong>da</strong><strong>de</strong><br />

regulamenta<strong>da</strong> varia <strong>de</strong> 90 a 110 km/h e a capaci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>da</strong>s vias envolvi<strong>da</strong>s varia <strong>de</strong> 1.900 a 2.200<br />

ucp/h por faixa.<br />

A Rodovia BR493 é constituí<strong>da</strong> por duas faixas <strong>de</strong> tráfego, uma para ca<strong>da</strong> sentido, sem separação<br />

central entre faixas, o que é <strong>de</strong>nominado pelo HCM como “two-lane highways” que significa rodovias<br />

<strong>de</strong> pista simples. Este mo<strong>de</strong>lo <strong>de</strong> Rodovia po<strong>de</strong> ser classificado em: Classe I e Classe II. A BR493<br />

pertence à classe I, on<strong>de</strong> a priori<strong>da</strong><strong>de</strong> é em função <strong>da</strong> mobili<strong>da</strong><strong>de</strong> e as medi<strong>da</strong>s <strong>de</strong> eficácia são: a<br />

1


veloci<strong>da</strong><strong>de</strong> média <strong>de</strong> viagem e a porcentagem <strong>de</strong> tempo gasto em seguimento (em pelotão). Em<br />

geral, a capaci<strong>da</strong><strong>de</strong> com duas faixas e dois sentidos <strong>de</strong> trafego é <strong>de</strong> 1.700 ucp/h para ca<strong>da</strong> sentido <strong>de</strong><br />

trafego, não exce<strong>de</strong>ndo 3.200 ucp/h para o conjunto dos dois sentidos.<br />

3 ESTRADA DE ACESSO PRINCIPAL<br />

3.1 Características gerais <strong>da</strong> rodovia:<br />

3.1.1 Localização<br />

A estra<strong>da</strong> principal <strong>de</strong> acesso <strong>ao</strong> <strong>COMPERJ</strong> estará localiza<strong>da</strong> no distrito <strong>de</strong> Itambi, em Itaboraí. Este<br />

empreendimento se resume na construção <strong>de</strong> uma via <strong>de</strong> ligação entre o Complexo Petroquímico e a<br />

BR-493, incluindo execução <strong>de</strong> serviços <strong>de</strong> terraplenagem, pavimentação, construção <strong>de</strong> sistemas <strong>de</strong><br />

drenagem, recuperação ambiental <strong>de</strong> faixas marginais e obras <strong>de</strong> arte corrente, tais como ponte<br />

sobre cursos d’água e viaduto sobre linha férrea.<br />

Figura 3-1 – Mapa <strong>de</strong> localização <strong>da</strong> estra<strong>da</strong> principal do <strong>COMPERJ</strong><br />

2


3.1.2 Características geométricas<br />

O projeto <strong>da</strong> rodovia tem como características geométricas básicas os seguintes <strong>da</strong>dos relacionados<br />

abaixo:<br />

Extensão: 7,9Km;<br />

Número <strong>de</strong> pistas: 2;<br />

Faixas <strong>de</strong> tráfego: 4 faixas com 3,60m <strong>de</strong> largura (duas faixas para ca<strong>da</strong> sentido <strong>da</strong> via);<br />

Canteiro central: 3,00m, incluindo faixa <strong>de</strong> segurança com 0,60m <strong>de</strong> largura;<br />

Acostamento externo: 3,00m;<br />

Veloci<strong>da</strong><strong>de</strong> diretriz: 100Km/h;<br />

Rampa máxima: 4,5%;<br />

Gabarito mínimo vertical: 5,50m.<br />

Figura 3-2 – Perfil <strong>de</strong> projeto típico <strong>da</strong> estra<strong>da</strong> <strong>de</strong> acesso<br />

3.2 Materiais <strong>de</strong> construção aplicados<br />

Dentre todos os materiais <strong>de</strong> construção cabíveis <strong>ao</strong> empreendimento, especial atenção foi <strong>da</strong><strong>da</strong><br />

àqueles julgados <strong>de</strong> maior relevância para o <strong>de</strong>senvolvimento <strong>da</strong> análise dos impactos na dinâmica<br />

do tráfego viário do entorno <strong>de</strong>correntes <strong>da</strong> construção <strong>da</strong> estra<strong>da</strong>. Desta forma, a areia, o solo <strong>de</strong><br />

empréstimo (argila) e os agregados graúdos (britas) são certamente os maiores colaboradores para<br />

incremento <strong>de</strong> tráfego local. Os volumes calculados em projeto para ca<strong>da</strong> um <strong>de</strong>stes materiais foram:<br />

• Areia = 224.196,00 m³<br />

• Brita = 33.281,76 m³<br />

• Solo (argila) = 1.192.950,03 m³<br />

3


Para a obtenção dos materiais em quanti<strong>da</strong><strong>de</strong> e quali<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong>sejáveis, a empresa projetista<br />

<strong>de</strong>terminou as suas respectivas fontes <strong>de</strong> suprimento e, assim, <strong>de</strong>terminou as distâncias <strong>de</strong><br />

transporte médias até o local <strong>de</strong> obra. Tais fontes foram <strong>de</strong>vi<strong>da</strong>mente aponta<strong>da</strong>s no Estudo <strong>de</strong><br />

Impacto Ambiental correspon<strong>de</strong>nte.<br />

Uma consi<strong>de</strong>ração importante e fun<strong>da</strong>mental para o cálculo do momento <strong>de</strong> transporte (volume x<br />

distância <strong>de</strong> <strong>de</strong>slocamento) para ca<strong>da</strong> tipo <strong>de</strong> material é a <strong>de</strong>finição a<strong>de</strong>qua<strong>da</strong> <strong>de</strong> Distância Média <strong>de</strong><br />

<strong>Transporte</strong> (DMT). Este valor <strong>de</strong>verá ser compreendido como sendo a distância <strong>da</strong> jazi<strong>da</strong> <strong>ao</strong> centro<br />

<strong>de</strong> massa (ponto médio) <strong>da</strong> estra<strong>da</strong> <strong>de</strong> projeto, ou seja, será a distância <strong>da</strong> jazi<strong>da</strong> <strong>ao</strong> marco zero do<br />

eixo <strong>da</strong> rodovia a ser construí<strong>da</strong>, adiciona<strong>da</strong> <strong>de</strong> meta<strong>de</strong> <strong>de</strong> sua própria extensão.<br />

Conforme projeto executivo, a obtenção e transporte <strong>de</strong> areia, solo e brita, se processará <strong>da</strong> seguinte<br />

maneira:<br />

• Areia:<br />

Fonte: Areal A-1 situado em Rio <strong>da</strong>s Ostras – RJ.<br />

Itinerário: 36 Km até a BR-101, 105 Km pela BR-101 e 7 Km pela BR-493 no sentido Manilha<br />

– Magé.<br />

DMT = 151 Km<br />

• Solo <strong>de</strong> empréstimo (argila):<br />

Fonte: jazi<strong>da</strong> situa<strong>da</strong> no Km 23 <strong>da</strong> BR-493.<br />

Itinerário: 16 Km no sentido Magé-Manilha.<br />

DMT = 20 Km<br />

• Agregado graúdo (brita):<br />

Fonte: Pedreira <strong>da</strong> Holcin , situa<strong>da</strong> à 2 km <strong>da</strong> BR-116.<br />

Itinerário: 2 Km até a BR-116, 1,5 Km na própria rodovia sentido Rio até o retorno e BR-493<br />

no sentido Magé-Manilha.<br />

DMT = 24 Km<br />

A figura 3-3 representa a localização dos pontos <strong>de</strong> fonte <strong>de</strong> suprimento e os trajetos a serem<br />

percorridos por ca<strong>da</strong> material conforme <strong>de</strong>scrito anteriormente.<br />

4


Figura 3-3 – Esquema representativo – Fontes <strong>de</strong> suprimento e trajetos<br />

3.3 Planejamento logístico <strong>de</strong> transporte<br />

O planejamento <strong>de</strong> transporte teve como base os quantitativos fornecidos pela empresa projetista<br />

Dynatest, responsável pela elaboração do dimensionamento e cronograma <strong>da</strong> estra<strong>da</strong> principal <strong>de</strong><br />

acesso.<br />

O ponto <strong>de</strong> parti<strong>da</strong> para a elaboração do planejamento logístico <strong>de</strong> transporte foi o levantamento <strong>da</strong>s<br />

máquinas e equipamentos alocados em ca<strong>da</strong> mês <strong>de</strong> execução <strong>da</strong> obra, divididos entre aqueles que<br />

permanecerão fixos <strong>de</strong>ntro dos limites do canteiro <strong>de</strong> obras e aqueles que circularão<br />

predominantemente nas rodovias externas <strong>de</strong> acesso, principalmente na BR-493, BR-101 e BR-116.<br />

A planilha contendo este levantamento está apresenta<strong>da</strong> no Anexo I <strong>de</strong>ste relatório. Com o objetivo<br />

<strong>de</strong> simplificar a compreensão do planejamento <strong>de</strong> transporte, foram excluídos <strong>da</strong>s etapas posteriores<br />

<strong>de</strong> estudo as máquinas ou veículos que tem como área <strong>de</strong> atuação os limites do canteiro <strong>de</strong> obras.<br />

O próximo passo para o <strong>de</strong>senvolvimento <strong>de</strong>ste planejamento foi a <strong>de</strong>terminação <strong>da</strong> quanti<strong>da</strong><strong>de</strong> diária<br />

total <strong>de</strong> ciclos que ca<strong>da</strong> tipo <strong>de</strong> máquina ou equipamento é capaz <strong>de</strong> realizar em ca<strong>da</strong> mês <strong>da</strong> obra,<br />

consi<strong>de</strong>rando uma rotina <strong>de</strong> dois turnos <strong>de</strong> trabalho ou 16 horas. Para tal, ca<strong>da</strong> uni<strong>da</strong><strong>de</strong> veicular teve<br />

a sua capaci<strong>da</strong><strong>de</strong> diária <strong>de</strong>termina<strong>da</strong> e, assim, o total diário foi estabelecido multiplicando este valor<br />

pelo total <strong>de</strong> veículos disponíveis para operação em ca<strong>da</strong> mês. Este processo foi repetido para ca<strong>da</strong><br />

tipo <strong>de</strong> veículo <strong>ao</strong> longo do período <strong>de</strong> execução <strong>da</strong> obra, resultando nos <strong>da</strong>dos representados no<br />

Anexo II.<br />

5


Nota 1:<br />

Deverá ser entendido como ciclo <strong>de</strong> operação (ou viagem), a movimentação <strong>de</strong> ca<strong>da</strong> veículo<br />

incluindo a sua operação <strong>de</strong> suprimento, seu <strong>de</strong>slocamento até o local <strong>de</strong> <strong>de</strong>scarga, a operação<br />

<strong>de</strong> <strong>de</strong>scarregamento e o seu retorno <strong>ao</strong> ponto inicial ou <strong>de</strong> suprimento, ou seja, ca<strong>da</strong> ciclo será<br />

composto basicamente por um percurso <strong>de</strong> i<strong>da</strong> e outro <strong>de</strong> volta seguindo praticamente o mesmo<br />

itinerário em sentidos opostos.<br />

Todos os cálculos <strong>de</strong>ste planejamento foram processados consi<strong>de</strong>rando ca<strong>da</strong> rodovia<br />

separa<strong>da</strong>mente, ou seja, todos os <strong>da</strong>dos foram <strong>de</strong>terminados para ca<strong>da</strong> rodovia consi<strong>de</strong>ra<strong>da</strong> (BR-<br />

493, BR-101 e BR-116) segundo o itinerário percorrido por ca<strong>da</strong> veículo.<br />

Nota 2:<br />

Para melhor compreensão do fluxo <strong>de</strong> veículos <strong>ao</strong> longo <strong>da</strong> rodovia BR-493, a mesma foi<br />

dividi<strong>da</strong> em dois trechos distintos e analisados separa<strong>da</strong>mente conforme representado na figura<br />

3-4.<br />

Figura 3-4 – Esquema <strong>de</strong> divisão <strong>da</strong> BR-493 por trechos<br />

Na sequência, foi calcula<strong>da</strong> a quanti<strong>da</strong><strong>de</strong> mensal <strong>de</strong> ciclos em ca<strong>da</strong> rodovia multiplicando os <strong>da</strong>dos<br />

do Anexo II pelo número <strong>de</strong> dias <strong>de</strong> serviço no mês, que neste caso foi estimado em 22 dias. Estes<br />

<strong>da</strong>dos estão representados no Anexo III, estando <strong>de</strong>stacados em vermelho aqueles referentes <strong>ao</strong>s<br />

meses cujo número <strong>de</strong> ciclos atingiu o pico.<br />

Com os <strong>da</strong>dos do Anexo III, foram elaborados histogramas <strong>de</strong> ciclos mensais para ca<strong>da</strong> um dos<br />

trechos representados na figura 3-4. Este recurso permitiu uma fácil visualização <strong>da</strong> situação <strong>de</strong> ca<strong>da</strong><br />

rodovia <strong>ao</strong> longo <strong>de</strong> ca<strong>da</strong> mês <strong>de</strong> construção <strong>da</strong> estra<strong>da</strong> principal. Seguem os histogramas<br />

mencionados:<br />

6


7000<br />

6000<br />

5000<br />

4000<br />

3000<br />

2000<br />

1000<br />

0<br />

7000<br />

6000<br />

5000<br />

4000<br />

3000<br />

2000<br />

1000<br />

0<br />

176<br />

1276<br />

5324<br />

484048404840 484048404840<br />

224422442244 2244<br />

13201320 132013201320 1320 132013201320 132013201320<br />

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26<br />

880<br />

12761276<br />

Figura 3-5 – Total <strong>de</strong> ciclos no trecho BR-493 / BR-116<br />

211221122112 211221122112<br />

189218701870 187018701870 18701870<br />

1562 1562 156215621562 156215621562<br />

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26<br />

Figura 3-6 – Total <strong>de</strong> ciclos no trecho BR-493 / BR-101<br />

7<br />

176<br />

902


7000<br />

6000<br />

5000<br />

4000<br />

3000<br />

2000<br />

1000<br />

0<br />

7000<br />

6000<br />

5000<br />

4000<br />

3000<br />

2000<br />

1000<br />

0<br />

880<br />

12761276<br />

211221122112 211221122112<br />

189218701870 187018701870 18701870<br />

1562 1562 156215621562 156215621562<br />

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26<br />

0 0<br />

352<br />

Figura 3-7 – Total <strong>de</strong> ciclos na BR-116<br />

134213421342 134213421342<br />

189218921892 1892<br />

968 968 968 968<br />

660 660 660 660 660 660 660 660<br />

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26<br />

Figura 3-8 – Total <strong>de</strong> ciclos na BR-101<br />

8<br />

902<br />

0


3.4 Caracterização e classificação do volume <strong>de</strong> tráfego <strong>da</strong> região - estudo<br />

COPPETEC (2007)<br />

De acordo com o estudo <strong>de</strong> tráfego e transporte do <strong>COMPERJ</strong> elaborado pela COPPETEC (2007), as<br />

rodovias <strong>de</strong> interesse foram analisa<strong>da</strong>s e enquadra<strong>da</strong>s segundo seus níveis <strong>de</strong> serviço (NS) em<br />

condições atuais, sem consi<strong>de</strong>rar o acréscimo <strong>de</strong> tráfego ocasionado pela obra. O nível <strong>de</strong> serviço<br />

para ca<strong>da</strong> uma <strong>de</strong>las ficou assim <strong>de</strong>terminado:<br />

• BR – 493 - nível <strong>de</strong> serviço E;<br />

• BR – 116 - nível <strong>de</strong> serviço B;<br />

• BR – 101 - nível <strong>de</strong> serviço C;<br />

Tendo em vista os resultados do nível <strong>de</strong> serviço obtidos para ca<strong>da</strong> trecho <strong>de</strong> via analisado, verificase<br />

que para as Rodovias <strong>de</strong> multifaixas envolvi<strong>da</strong>s, os níveis <strong>de</strong> serviço <strong>da</strong>s vias encontram-se nas<br />

faixas <strong>de</strong> A à F, conforme abaixo:<br />

• Nível <strong>de</strong> Serviço A: condições <strong>de</strong> fluxo livre<br />

• Nível <strong>de</strong> Serviço B: eventuais interferências do fluxo são facilmente absorvi<strong>da</strong>s<br />

• Nível <strong>de</strong> Serviço C: veloci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> Fluxo livre acima <strong>de</strong> 80 km/h, sendo que as veloci<strong>da</strong><strong>de</strong>s<br />

po<strong>de</strong>m sofrer reduções e pequenas interferências po<strong>de</strong>m provocar a formação <strong>de</strong> filas<br />

• Nível <strong>de</strong> Serviço D: Alta <strong>de</strong>nsi<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> veículos levando <strong>ao</strong> <strong>ao</strong> limite <strong>da</strong> zona <strong>de</strong> fluxo estável.<br />

Os motoristas contam com pequena liber<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> movimento e muita dificul<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> manter<br />

veloci<strong>da</strong><strong>de</strong>s eleva<strong>da</strong>s.<br />

• Nível <strong>de</strong> Serviço E: É consi<strong>de</strong>rado o nível <strong>de</strong> capaci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>da</strong> rodovia. Fluxo instável e com<br />

possibili<strong>da</strong><strong>de</strong>s <strong>de</strong> ultrapassagem bastante limita<strong>da</strong>s. Operações bruscas como frea<strong>da</strong>s po<strong>de</strong>m<br />

interrompe o fluxo <strong>da</strong> rodovia momentaneamente.<br />

• Nível <strong>de</strong> Serviço F: Fluxo Forçado. Ocorre a formação <strong>de</strong> filas e congestionamento. È comum<br />

observar-se veloci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> operação nulas ou quase nulas.<br />

Conclui-se, portanto, que <strong>de</strong> uma forma geral as Rodovias multifaixa que operam <strong>de</strong>ntro <strong>da</strong> área <strong>de</strong><br />

estudo apresentam nível <strong>de</strong> serviço satisfatório para os volumes <strong>de</strong> tráfego levantados e se<br />

encontram <strong>de</strong>ntro <strong>da</strong> capaci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> operação estabeleci<strong>da</strong> pelo Highway Capacity Manual (HCM)<br />

Para a estimativa <strong>da</strong> influência dos caminhões referentes à obra <strong>da</strong> construção <strong>da</strong> Estra<strong>da</strong> <strong>de</strong> <strong>Acesso</strong><br />

Principal, foi adotado um coeficiente <strong>de</strong> conversão igual a 1,5, como no estudo <strong>da</strong> COPPETEC, para<br />

que pudéssemos fazer uma análise comparativa.<br />

9


BR-493<br />

No trecho compreendido entre BR-116 e início <strong>da</strong> Estra<strong>da</strong> <strong>de</strong> <strong>Acesso</strong> Principal, no terceiro mês<br />

ocorrerá um pico <strong>de</strong> tráfego causado pelas obras <strong>da</strong> Estra<strong>da</strong> Principal <strong>de</strong> <strong>Acesso</strong>, com um volume<br />

estimado <strong>de</strong> 242 ciclos (i<strong>da</strong> e volta), sendo esse volume dividido entre 60% durante o primeiro turno e<br />

40% no segundo turno. Essa influência acarretaria no aumento do volume <strong>de</strong> 01 caminhão <strong>de</strong><br />

transporte <strong>de</strong> materiais a ca<strong>da</strong> 3 minutos durante o primeiro turno e 5 minutos durante o segundo<br />

turno. Esse acréscimo será responsável por um aumento <strong>de</strong> 13,33% (em mês <strong>de</strong> pico) do VMD<br />

(volume médio diário).<br />

O trecho compreendido entre a BR-101 e o início <strong>da</strong> Estra<strong>da</strong> <strong>de</strong> <strong>Acesso</strong> Principal terá pico do quarto<br />

<strong>ao</strong> nono mês, resultando em um aumento no volume <strong>de</strong> veículos <strong>de</strong> 96 viagens <strong>de</strong> caminhões. Este<br />

acréscimo resultará em uma freqüência estima<strong>da</strong> <strong>de</strong> um mais um caminhão a ca<strong>da</strong> 8 minutos no<br />

primeiro turno e 12,5 minutos no segundo no segundo turno, o que acarretará em um incremento <strong>de</strong><br />

aproxima<strong>da</strong>mente 5,29% (em mês <strong>de</strong> pico) do VMD (volume médio diário).<br />

BR-116<br />

A BR- 116 terá pico <strong>de</strong> tráfego do décimo <strong>ao</strong> décimo terceiro mês causado pelas obras <strong>da</strong> Estra<strong>da</strong><br />

Principal <strong>de</strong> <strong>Acesso</strong>. Durante este período ocorrerão aproxima<strong>da</strong>mente 86 ciclos (i<strong>da</strong> e volta) <strong>de</strong><br />

caminhões referentes <strong>ao</strong> transporte <strong>de</strong> argila e brita, sendo esse volume dividido entre 60% durante o<br />

dia e 40% à noite. Este fluxo acarretará em um acréscimo <strong>de</strong> um caminhão a ca<strong>da</strong> 9 minutos durante<br />

o dia e a ca<strong>da</strong> 14 minutos durante a noite, representado um aumento do VMD (volume médio diário)<br />

em torno <strong>de</strong> 2,87%.<br />

BR-101<br />

A BR-101 terá o seu pico <strong>de</strong> tráfego no período compreendido entre o quarto e nono mês. Neste<br />

momento, ocorrerão aproxima<strong>da</strong>mente 96 ciclos (i<strong>da</strong> e volta) <strong>de</strong> caminhões referentes <strong>ao</strong> transporte<br />

<strong>de</strong> areia, sendo esse volume dividido entre 60% durante o dia e 40% à noite. Esta movimentação<br />

acarretará em um acréscimo <strong>de</strong> fluxo <strong>de</strong> um caminhão a ca<strong>da</strong> 8 minutos durante o dia e ca<strong>da</strong> 12,5<br />

minutos durante a noite, representado um aumento do VMD (volume médio diário) em torno <strong>de</strong><br />

2,87%.<br />

4. INFLUÊNCIA DA OBRA DE TERRAPLENAGEM DO <strong>COMPERJ</strong><br />

De todo o tráfego gerado pela obra <strong>de</strong> terraplenagem do <strong>COMPERJ</strong> atualmente, o transporte <strong>de</strong><br />

areia, argila e circulação <strong>de</strong> veículos leves são certamente os agentes mais relevantes para a análise<br />

dos impactos no transito local <strong>de</strong>correntes <strong>de</strong> suas ativi<strong>da</strong><strong>de</strong>s em paralelo à obra <strong>de</strong> construção <strong>da</strong><br />

10


estra<strong>da</strong> <strong>de</strong> acesso. Outros equipamentos que têm seu tráfego classificado como esporádico não<br />

foram consi<strong>de</strong>rados neste estudo por possuírem colaboração <strong>de</strong>sprezível no montante.<br />

A argila é obti<strong>da</strong> totalmente <strong>de</strong> áreas <strong>de</strong> empréstimo internas <strong>ao</strong> <strong>COMPERJ</strong>, não gerando tráfego <strong>de</strong><br />

veículos por conta do transporte <strong>de</strong>ste material.<br />

Já a areia é obti<strong>da</strong> do areal RITA E COSTA situado <strong>ao</strong> sul do <strong>COMPERJ</strong>, em área externa próximo à<br />

comuni<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>de</strong> Porto <strong>da</strong>s Caixas. De acordo com <strong>da</strong>dos levantados em campo diretamente com<br />

profissionais do Consórcio Terraplenagem <strong>COMPERJ</strong> (CTC), as seguintes informações foram obti<strong>da</strong>s<br />

para o transporte <strong>de</strong>ste material:<br />

• <strong>Acesso</strong> <strong>de</strong> 20 caminhões <strong>de</strong> 12m³ por hora <strong>ao</strong> <strong>COMPERJ</strong>, totalizando uma média <strong>de</strong> 200<br />

viagens (ciclos) diárias;<br />

• Total <strong>de</strong> 200 viagens (ciclos) diárias passando predominantemente pela rodovia RJ-116 até a<br />

estra<strong>da</strong> <strong>de</strong> acesso utiliza<strong>da</strong> atualmente para o <strong>COMPERJ</strong>;<br />

• Circulação <strong>de</strong> aproxima<strong>da</strong>mente 60 veículos leves 4 vezes <strong>ao</strong> dia;<br />

Fica evi<strong>de</strong>nciado até então, que a obra <strong>de</strong> terraplenagem não terá impacto direto com a obra <strong>de</strong><br />

construção <strong>da</strong> estra<strong>da</strong> <strong>de</strong> acesso principal, porém existem ações futuras que reduzirão o fluxo <strong>de</strong><br />

carretas <strong>ao</strong> longo <strong>da</strong> rodovia RJ-116:<br />

• Fim <strong>da</strong> obra <strong>de</strong> reforço <strong>da</strong> ponte <strong>de</strong> concreto em março <strong>de</strong> 2009 que possibilitará o acesso<br />

direto dos caminhões <strong>de</strong> transporte <strong>de</strong> areia do areal Rita e Costa <strong>ao</strong> <strong>COMPERJ</strong>, sem<br />

passar por via urbana já existente;<br />

• Fim do contrato <strong>da</strong> CTC com o Areal Rita e Costa previsto para junho <strong>de</strong> 2009;<br />

• Início <strong>da</strong> exploração do Areal Sul do <strong>COMPERJ</strong> (interno) a partir <strong>de</strong> maio <strong>de</strong> 2009 pela CTC;<br />

5. INFLUÊNCIA DA AMPLIAÇÃO DA BR-493<br />

Volume <strong>de</strong> tráfego gerado pela ampliação <strong>da</strong> BR-493:<br />

De acordo com análise feita no EIA do projeto <strong>de</strong> ampliação <strong>da</strong> BR-493, aplicando o resultado do<br />

fluxo bidirecional equivalente <strong>de</strong> 2.724 cp/h (carros <strong>de</strong> passeio Equivalentes por hora) obtidos por<br />

contagem em campo, obtém-se 88% <strong>de</strong> tempo dos veículos trafegando em pelotão.<br />

Empregando os critérios adotados pelo Highway Capacity Manual (HCM) para as rodovias <strong>de</strong> classe<br />

I, ou seja, para a rodovia em questão, as medi<strong>da</strong>s <strong>de</strong> eficácia para a veloci<strong>da</strong><strong>de</strong> média <strong>de</strong> viagem<br />

levanta<strong>da</strong> <strong>de</strong> 56,6km/h e para a porcentagem <strong>de</strong> tempo gasto em seguimento (em pelotão),<br />

resultaram em uma classificação <strong>de</strong> nível <strong>de</strong> serviço E para a BR-493.<br />

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O limite entre os níveis E e F representa a situação correspon<strong>de</strong>nte à capaci<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>da</strong> via. Portanto, a<br />

faixa que vai do nível <strong>de</strong> serviço A <strong>ao</strong> E correspon<strong>de</strong> <strong>ao</strong> regime <strong>de</strong> fluxo livre, enquanto que os<br />

regimes equivalentes a situação <strong>de</strong> congestionamento e <strong>de</strong> <strong>de</strong>scarga <strong>da</strong> fila correspon<strong>de</strong>m <strong>ao</strong> nível<br />

<strong>de</strong> serviço F.<br />

Segundo informações constantes no EIA <strong>da</strong>s obras <strong>de</strong> ampliação <strong>da</strong> BR-493, o prazo total para o<br />

projeto <strong>de</strong> ampliação <strong>da</strong> BR-493 é <strong>de</strong> 24 meses incluindo terraplanagem, estaqueamento, obras <strong>de</strong><br />

arte correntes, pavimentação, drenagem, obras <strong>de</strong> arte especiais, sinalização e obras<br />

complementares. A fase mais intensa <strong>da</strong> obra <strong>de</strong> instalação <strong>da</strong> BR-493 é a <strong>de</strong> terraplanagem com a<br />

duração <strong>de</strong> 18 meses.<br />

Com relação <strong>ao</strong> itinerário apontado no EIA <strong>da</strong>s obras <strong>de</strong> ampliação <strong>da</strong> BR-493 para veículos <strong>de</strong><br />

transporte <strong>de</strong> materiais, através <strong>da</strong> <strong>de</strong>finição <strong>da</strong>s jazi<strong>da</strong>s, foi possível estimar o provável trajeto a ser<br />

adotado pelos mesmos.<br />

Segundo este EIA, o volume <strong>de</strong> aterro estabelecido pelo projeto básico (principalmente nos locais <strong>de</strong><br />

argila orgânica), será <strong>de</strong> 1.742.146m³ <strong>de</strong> material retirado <strong>de</strong> áreas <strong>de</strong> empréstimo, além <strong>da</strong>quele que<br />

será remanejado <strong>da</strong>s áreas <strong>de</strong> corte do próprio projeto. As jazi<strong>da</strong>s <strong>de</strong> argila externas ficam situa<strong>da</strong>s<br />

em Manilha, km 0 e em Itambi, estaca 300, a 5 km <strong>da</strong> estra<strong>da</strong>. Para os areais serão utilizados o<br />

existente em Silva Jardim, a 73,5 km do trecho e o areal <strong>de</strong> Porto <strong>da</strong>s Caxias (Areal Rita e Costa), a<br />

10 km <strong>da</strong> estaca 325.<br />

Já a pedreira a ser utiliza<strong>da</strong>, segundo o citado EIA, é aquela cognomina<strong>da</strong> OP-01 localiza<strong>da</strong> às<br />

margens <strong>da</strong> BR-493 a 4,3km <strong>de</strong> distância do início do trecho.<br />

6. MEDIDAS MITIGADORAS:<br />

A obra <strong>da</strong> Estra<strong>da</strong> <strong>de</strong> <strong>Acesso</strong> Principal tem seu cronograma com início planejado para outubro <strong>de</strong><br />

2009. Ao proce<strong>de</strong>r com a análise do cronograma <strong>de</strong> obras, ficou evi<strong>de</strong>ncia<strong>da</strong> uma possível ocorrência<br />

<strong>de</strong> confronto dos picos <strong>de</strong> tráfego com o período <strong>de</strong> férias e festivi<strong>da</strong><strong>de</strong>s <strong>de</strong> final <strong>de</strong> ano. Como<br />

solução mitigadora para esta situação algumas ações foram i<strong>de</strong>ntifica<strong>da</strong>s e relaciona<strong>da</strong>s em<br />

sequência:<br />

1. Deslocar os picos <strong>de</strong> tráfego ocasionados pelo transporte <strong>de</strong> materiais <strong>de</strong> forma a não<br />

confrontarem com as <strong>da</strong>tas <strong>de</strong> maior movimentação <strong>da</strong>s estra<strong>da</strong>s;<br />

2. Replanejar os trabalhos <strong>de</strong> transporte <strong>de</strong> materiais <strong>de</strong> forma a “diluir” os volumes transportados<br />

em prazos maiores <strong>ao</strong> longo do período <strong>de</strong> obra, reduzindo a intensi<strong>da</strong><strong>de</strong> do tráfego,<br />

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observando que para tal, é necessário que esta solução esteja <strong>de</strong>ntro dos limites técnicos<br />

viáveis para a construção <strong>da</strong> rodovia sem afetar o cronograma <strong>da</strong> construção;<br />

3. Estocagem no próprio canteiro <strong>de</strong> materiais como areia e argila, <strong>de</strong>slocando as ativi<strong>da</strong><strong>de</strong>s<br />

<strong>de</strong>correntes dos serviços <strong>de</strong> transporte para fases mais preliminares <strong>de</strong> construção e assim<br />

reduzir o tráfego nas <strong>da</strong>tas subseqüentes. Para tal, <strong>de</strong>ve-se atentar para a viabili<strong>da</strong><strong>de</strong> técnica<br />

<strong>de</strong> estocagem <strong>de</strong>stes materiais para que os mesmos mantenham a quali<strong>da</strong><strong>de</strong> requeri<strong>da</strong> <strong>de</strong><br />

projeto;<br />

Outro ponto que po<strong>de</strong> ser favorável para a mitigação dos impactos no transito po<strong>de</strong> estar relacionado<br />

à “extensão” natural do cronograma provocado pelo regime <strong>de</strong> chuvas na região durante o período<br />

inicialmente planejado.<br />

a. Controle <strong>de</strong> emissões, i<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>da</strong> frota e controle operacional<br />

A intensificação do tráfego local também po<strong>de</strong>rá provocar impactos em regiões próximas às rodovias<br />

<strong>de</strong>vido <strong>ao</strong> acréscimo nas taxas <strong>de</strong> emissões gasosas com o aumento <strong>da</strong> concentração <strong>de</strong> carretas<br />

circulantes. Para tal, por ocasião <strong>da</strong> contratação <strong>da</strong> obra, serão <strong>de</strong>fini<strong>da</strong>s, em cláusula contratual e<br />

em anexos <strong>de</strong> contratação, as diretrizes <strong>de</strong> QSMS (Quali<strong>da</strong><strong>de</strong>, Segurança, Meio Ambiente e Saú<strong>de</strong>) a<br />

serem segui<strong>da</strong>s pela empreiteira para mitigação <strong>de</strong>stas <strong>de</strong>scargas. Neste caso, será exigido o<br />

controle <strong>de</strong> emissão <strong>de</strong> fumaça <strong>de</strong> máquinas e equipamentos segundo a escala Ringelmann <strong>de</strong><br />

avaliação. Serão tolera<strong>da</strong>s apenas as emissões que não exce<strong>da</strong>m <strong>ao</strong> padrão N° 2 <strong>de</strong>sta escala,<br />

sendo <strong>de</strong> responsabili<strong>da</strong><strong>de</strong> <strong>da</strong>s equipes <strong>de</strong> fiscalização a atuação proativa para manutenção dos<br />

níveis a<strong>de</strong>quados <strong>de</strong> quali<strong>da</strong><strong>de</strong> do ar requeridos.<br />

Na mesma linha <strong>de</strong> fiscalização, carretas e veículos leves <strong>de</strong> transporte <strong>de</strong>verão ser avaliados e<br />

qualificados <strong>de</strong> forma a impedir futuros transtornos nas rodovias por ocasião <strong>de</strong> pane ou outros<br />

inci<strong>de</strong>ntes <strong>de</strong>correntes <strong>de</strong> operação. Será exigido contratualmente a seleção <strong>de</strong> caminhões com<br />

i<strong>da</strong><strong>de</strong> máxima <strong>de</strong> 5 anos e veículos leves (ônibus, vans e carros) com i<strong>da</strong><strong>de</strong> máxima <strong>de</strong> 3 anos a<br />

partir <strong>de</strong> sua fabricação.<br />

Como medi<strong>da</strong> <strong>de</strong> controle operacional <strong>de</strong> frota, todos os veículos <strong>de</strong> serviço externos <strong>de</strong>verão ser<br />

dotados <strong>de</strong> sistema GPS e comunicação via rádio / telefonia para monitoramento e rastreabili<strong>da</strong><strong>de</strong><br />

permanente. Será disponibiliza<strong>da</strong> uma uni<strong>da</strong><strong>de</strong> veicular <strong>de</strong> remoção <strong>de</strong> veículos em pane a ser<br />

aciona<strong>da</strong> imediatamente após i<strong>de</strong>ntificação <strong>de</strong> ocorrência. Estas soluções visam a rápi<strong>da</strong> remoção <strong>de</strong><br />

veículos em pane que possam estar interrompendo ou congestionando as rodovias <strong>de</strong> acesso.<br />

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ANEXO I<br />

14


ANEXO II<br />

15


ANEXO III<br />

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