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O Domínio Ideológico de dois gêneros é suficiente? - Itaporanga.net

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primeiros problemas

primeiros problemas é como traduzir o termo queer para a língua portuguesa, “queer” pode ser traduzido por estranho, talvez ridículo, excêntrico, raro, extraordinário. Para atingir os objetivos propostos, adotaremos uma abordagem contextualística pragmática para certas tarefas específicas, e outras para tarefas diferentes. Nessa perspectiva, pretendemos elucidar ou explicar certos fenômenos a que nos propomos. Este artigo está dividido em duas partes, na primeira, faremos uma breve análise histórico-cultural da colonização do império Inca pelos espanhóis. Essa abordagem se fará necessária porque será deste contexto sócio-cultural, que surgirá a idéia para a fundação do: MUSEU TRAVESTI DO PERU. Na segunda, haverá necessidade de efetivar uma análise mais específica dos fatores que podem ter influenciado a criação do Museu. Num segundo momento, contextualizaremos a participação do travestismo no cenário artístico-cultural presentes na programação, e nas exposições propostas pelo Museu do Travesti do Peru. UMA BREVE ANÁLISE HISTÓRICA DA COLONIZAÇÃO DO IMPÉRIO INCA PELOS ESPANHÓIS Há pelo menos 500 anos, houve na América Latina o processo de colonização do Império Inca pelos Espanhóis. Antes da colonização existia entre os nativos, práticas culturais, que não defendiam identidades fixas de gênero e de sexualidade conceituado como sendo homem ou como mulher para os integrantes das tribos hispânicas. Após o processo de colonização, e da posse do território andino, os espanhóis proibiram as práticas culturais identitárias das civilizações indígenas punindo os nativos com açoites, humilhações publicas e morte para os que se rebelassem. Neste contexto, as práticas culturais que fossem consideradas hostis as da cultura Européia seriam exterminadas. Por tanto, quando os nativos persistiam com suas práticas culturais performáticas e ritualísticas, se envolviam inevitavelmente em conflitos com os colonizadores por serem os espanhóis portadores de práticas culturais antagônicas ao dos colonizados. O termo Travesti é uma designação moderna que descreve na América Latina, aqueles sujeitos que transitam por gênero e por sexualidade de forma não normatizada por

parte predominante da sociedade. Surgiu desta identidade reprimida, a repercussão negativa para outras partes do mundo, tendo como exemplo o processo de colonização britânica que proibiu os Hijras na Ásia Meridional das práticas culturais idênticas aos dos nativos Incas. O MUSEU TRAVESTI DO PERU Para Butler (2002, p. 64) de uma forma resumida e parcial, pode-se afirmar que a teoria de performatividade tenta entender como repetições das normas, muitas vezes feitas de forma ritualizada, cria sujeitos que são resultados destas repetições assim, quem ousa se comportar fora destas normas que, quase sempre, encarnam determinadas idéias de masculinidade de feminilidade ligados com união heterossexual, acaba sofrendo sérias conseqüências. No início, os museus atuavam como espaços de memória e reflexão, como também de dogmatização, pelas quais as obras colecionadas são expostas e circulam dentro de especificidades que as nomeiam ou as descarta. O MUSEU TRAVESTI DO PERU, foi inaugurado no ano de 2004 sob a iniciativa de: Giussepe Campuzano, e surgiu da necessidade de preservar uma história inédita, própria do Peru, um dos propósitos será o da arqueologia de maquiagens e de uma filosofia dos corpos, para encenar uma construção de metáforas mais produtivas que qualquer catalogação excludente. As obras expostas exploram o percurso do travestismo e de sua simbologia no contexto cultural do Peru. Uma de suas finalidades será revisitar os papéis, que tem sido atribuídos ao (a) travesti como aqueles que ele apropriou; e que subvertem a oposição complementar entre colonialismo – tanto imposição, como herança e encontro, suas inibições e restaurações. Assim se propõe uma análise tanto histórica como hermenêutica da iconografia e dos textos. Dessa maneira, as diversidades temáticas se misturam no interior do Museu, que possibilita uma viagem através dos tempos e fontes distintas das culturas pré-Incas ás pós-indústrias, das coleções de arte aos tablóides. O travesti será a conexão entre a representação imagética e o texto, entre a representação de espaços e heranças de uma linhagem de mediadores: xamãs, deuses,

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