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O Domínio Ideológico de dois gêneros é suficiente? - Itaporanga.net

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virgens e santas. No

virgens e santas. No qual, um dia voltaram a encontrara-se num ritual deliberado por seu próprio corpo. Ao proporcionar a importância do patrimônio travesti, o museu instrumentaliza ferramentas capazes de aumentar sua potencialidade de ação. Não como pedido, mais sim como demanda por transformações e inclusões sociais, do espaço simbólico-coletivos e das liberdades individuais e de resistências. A orientação sexual do(a) travesti deve atender as perspectivas (do centro “normal”). Entende-se como centro as normatividades Hetero que predomina na cultura ocidental. O ser “queer” é no primeiro momento excluído, em seguida, é aproximado das normas sociais, e depois será considerado um diferente, mas igual (ou um diferente “normal”). Para Louro (2010,p.50) consideramos esses sujeitos irreverentes, desrespeitosos, quase iconoclastas por desrespeitarem normas ou por tornarem ridículos aspectos “sérios” de nossa cultura. Sua ambivalência nos desconforta e ameaça (e também nos fascina, devemos confessar!) contudo é preciso pensar que a paródia que exercem sobre as convenções, as regras normas e preceitos da sociedade contemporânea se constitui numa importante forma critica. Os atributos travestidos pautam um mostruário marcado por cruzamentos temporais evidenciam o impossível deciframento do travesti. Ávidas “misses” em um concurso. Encaramos a batalha pela esperada fatia de cidadania. “modificamos nosso comportamento numa incessante tentativa de nos aproximarmos do normal, nesse processo nos tornamos certo tipo de sujeitos”. O autor do Museu é parte integrante travestindo-se em suas ações prestando homenagem a obra a partir do seu corpo, que então se entregará para outros elaborem seus próprios corpos. Neste acervo, o travesti manifesta-se barroco: maquiagem, máscara, vestido, disfarces, acessórios. Ainda assim, essas manifestações ocorrem em um Peru que contém os mundos possíveis. Entre os estudos “queer” outro conceito de suma importância é o de “camp”. Sotag (1987) aponta várias definições para essa expressão que ela considera “esotérica”. A autora afirma que falar de camp é falar de sensibilidade, o que é “uma das coisas mais difíceis” de

serem realizadas. Na realidade, a essência do camp é a sua predilação pelo inatural: pelo artifício e pelo exagero. Lopes (2002,p.95) diz que, como comportamento, “o camp” pode ser comparado com a fechação, a atitude exagerada de certos homossexuais, ou simplesmente afetação. Já como questão estética, o camp estaria mais na esfera do brega assumido sem culpas. Nossos corpos, indígena cujo espaço é quase sempre ignorado; corpos colonizados pelo discurso que construídos socialmente os rejeita, corpos considerados contemporâneos quando um legado os invade. Nesta disponibilidade de níveis, o discurso travesti corre o risco de se destruir em seu próprio determinante. Ainda assim, o MUSEU TRAVESTI DO PERU tem como propósito um glossário para reunir aquelas vozes que designaram e assinalaram o(a) travesti;uma “mistura” como intervenção ou uma ruptura de toda origem tradicional. Neste contexto, não deixaram de ser produzidos comentários depreciativos sobre a criação do Museu: Museu “falso” – ou apelativos “falsa mulher” são alguns dos adjetivos. Museu mascarado cujas peças – os artefatos, a fotocópia, os “banners” essas representações em massa das várias mídias, não ocultam, mas ao contrário: mostram. Não camuflam: travestem. Dessa forma, a imprensa como veículo de grande alcance e ressonância exerce uma biografia arbitrária e singular. O MUSEU TRAVESTI DO PERU será finalmente, uma possibilidade de exploração da própria experiência do fundador. Ser um travesti peruano é uma eterna transfiguração num país que, em sua busca de identidade, construção e contra-conquista que já é sua essência. É o retorno da Inkarri que nunca parou de viajar, subterrânea, e que afinal chega para conciliar os aspectos paralelos de nossa interioridade. O(a) Travesti apresenta-se como subversão da condição espúria que, tanto o Museu tradicional quanto os preconceitos sócio-culturais perpetuam. Assim, contextualizações históricas tão diferentes quanto o Peru pré-histórico-hispânico admitem toda uma generalidade de possibilidades binárias entre o masculino e o feminino. Morton (2002,p.121) concorda que, apesar do rigor conceitual, a teoria “queer” pretende mais é povoar o estranhamento nas próprias formas de pensar, inclusive no âmbito da academia e, talvez por isso, este texto seja muito pouco ou nada queer. Como diz Ed Cohen (apud Morton, 2002,

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