CONSTITUINTE: EM QUEM VOTAR?

cpvsp.org.br

CONSTITUINTE: EM QUEM VOTAR?

B01ET1M IWFOBWATitfO DA PASTORAL OPERARIA DE CAMPINAS

SETEMBRO 86

Ni 44

ELEIÇÕES: E OS PARTIDOS POLíTICOS.

CONSTITUINTE: EM QUEM VOTAR?

Centri de Pastoral Yergusin

2 5 MAR 1987

1

SETO» DE DOCUMENTAÇAC


EDITOR IAL.-

Eleições significam:1Q- Dar mandato para

a Burguesia dominar sobre nós; ou 20- Forta-

lecer a nossa organização política para de-

fender nossos direitos.

A parábola de Jotão na Bíblia,Livro de /

Juizes Cap.9, nos ensina magistralmente so-

bre estas duas possibilidades. Diz: "Saíram'

as árvores, um dia para eleger um Rei para /

si. Foram ã oliveira, e esta não quis, fala-

ram com a figueira que também não aceitou,pe

diram ã videira mas também se recusou, todas

estas que produzem bons frutos não toparam.E

então foram ao espinheiro e este aceitou,'

prontamente, reinar sobre todas as árvores".

Conclusão: A omissão dos bons deu poder"

àqueles que praticam o assassinato, opressãcv

roubos e a morte para o povo.

Moral da História: Ou vamos arregaçar as

mangas e partir para mutirões, portas de fá-

bricas, obras, levando a campanha dos candi-

datos engajados nas lutas dos trabalhadores'

e fortalecer o poder político da classe tra-

balhadora, ou vamos ficar assistindo aos "A-

bimeleques" da politicagem dominar sobre nós

com suas ramagens de espinheiros.

Confira na sua'Bíblia -Isto vale para ga

rantir os nossos Constituintes, Governador e

Deputados Estaduais, mas também para as ele_i

ções sindicais da Confecção- Chapeleiros e /

Construção Civil- Mobiliários- Ceramistas -/

que vem aí.

É hora de ação! De a arrancada final 11!

FAI-J


As eleições se aproxi-

mam e o povo continua dis

cutindo a Constituinte. /

Desde os que acumulam ter

ras até aqueles que não /

possuem nem mesmo sua mo-

radia; os patrões donos /

das empresas e os seus o-

perários que são explora-

dos.

Todo mundo está falan-

do a mesma coisa mas as /

propostas e os grupos são

bem opostos, é certo tam-

bém que os motivos são o-

postos.

Devemos nos unir e nos

organizar para discutir e

conhecer bem estas dife*- 1

renças, para que nestas e

leições não sejamos enga-

nados pelos poderosos e /

políticos profissionais.

0 movimento popular e'

sindical bem forte e orga

nizado é a forma que nós T

temos de evitar que a no-

va Constituição a ser fei

ta,não se torne mais um 7

monte de leis que não sajL

rão do papel.

CONSTITUINTE

'V-S


■ELEIÇÕES:

O PROJETO DOS PATRÕES

NESTA ELEIÇÃO

Há muito tempo,os em-

presários de vários seto-

res (banqueiros,industri-

ais, comerciantes,latifun

diários) estão se organi-

zando para dar o segundo 1

passo no controle políti-

co do país.O primeiro pas

so eles deram quando con-

seguiram se livrar da di-

tadura militar, mantendo'

no Governo representantes

dos seus interesses (a A-

liança Democrática).

Desde que assumiram o

Governo,o PMDB e o PFL -/

(partidos que compõem a A

liança Democrática)demon^

tram que estavam como"ra

bo preso" devido ao con-'

chavo feito com os milita

res e os empresários: man

tiveram a Lei de Seguran-

ça Nacional, a Lei Anti-'

Greve, a estrutura sindi-

cal facista da CLT, a cen

sura; montaram um Plano /

Nacional de Reforma Agrá-

ria que assentou, até ago

ra, menos trabalhadores /

que o Governo Figueiredo;

impediu a liberdade e a /

soberania da Constituinte^

aprovando 0 Congresso Cons

tituinte contra a vontade

do povo expressa pelas su

as entidades mais repre-'

sentativas (CUT, CNBB,OAEV

etc.).

No plano econômico e /

que o caráter de classe /

da "Nova República" fica'

mais claro:o Plano Cruza-

do é a forma encontrada /

para reorganizar a econo-

mia capitalista no país,'

dando maior lucro aos gran

des grupos econômicos na-

cionais e multinacionais.

Aos trabalhadores,o Plano

Cruzado significou arro-'

cho salarial,desemprego /

em muitos setores, falta'

de abastecimento em gêne-

ros alimentícios básicos.

Este projeto burguês /

de reconstruir o Brasil em

função dos setores patro-

nais tem na Aliança Demo-

crática (PMDB + PFL^a sua

principal sustentação. Vá

rios outros partidos se /

juntam a estes, especial-

mente o PTB(na versão pa-

tronal Antônio Ermírio) e

os PCs (PCB e PC do B).Es

tes partidos, com alguma'

penetração no movimento o

perário, cumprem o papel'

de brecar o avanço da lu-

ta de classe, tapando a /

boca dos trabalhadores e'

favorecendo a dominação /

burguesa.

WíHf

OS PARTIDOS DE

OPOSIÇÃO

Em contraposição ã Ali

anca Democrática,vários /

partidos se dizem oposi-'

ção. —•■


l

CONTINUAÇÁO-

Os setores empresari- 1

ais mais conservadores a-

inda apossam no PDS,o par

tido da ditadura militar.

A oposição ã Aliança Demo

crática pela extrema-di-'

reita(Maluf e seus compar

sas) visa,por um lado,man

ter a ameaça do "retroces^

so politico"na cabeça dos

trabalhadores. Assim, ao 1

invés de apostar numa alternativa

classista para'

o país, o próprio traba-'

lhador vota em candidatos

patronais para "conter a

ameaça do PDS".

à esquerda, os dois ma

iores partidos de oposi-'

ção são o PDT e o PT.O PD

T, na verdade,tem estabelecido

alianças que nem /

sempre nos permitem acreditar

no seu "compromisso

com o socialismo".Em vári

os estados (inclusive São

Paulo) , o PDT é formado /-

por restos do PDS e apoia

candidatos patronais.Quan

do muito, a oposição exer

cida pelo PDT chega a uma

proposta social-democrata,

ou seja, a uma proposta /

de reformas no capitalismo

garantindo melhores -'

condições de vida aos tra

balhadores sem mexer na /

exploração dos patrões.

E o PT aparece como sen

do, nesta conjuntura, o u~

nico partido que represen

ta uma alternativa cias- 1

sista dos trabalhadores /

VQ&S

ao projeto da "Nova 1 Repú-

blica. Sua ligação com o

movimento operário e popu

lar garante o seu caráter

classista. Mesmo abalado 1

pelo impacto do Pacotão e

da propaganda do Governo,

o PT ainda encontra res- 1

paldo nos setores mais or

ganizados e mobilizados /

da classe operária,em São

Paulo e vários estados do

país.

E 0 VOTO, COMO FICA ?

Nestas eleições, o seu

voto não serve apenas para

eleger alguém a um cargo '

qualquer.

Seu voto vai reforçar pro

jetos sociais, projetos /

de classe que lutam no pa

ís e estarão presentes no

Congresso Constituinte.De

um lado, o projeto bur-'

guês dos patrões, a "Novaf'

•República com seus paço-'

tes e repressões; de ou-

tro, o projeto dos traba-

lhadores, que querem uma 1

sociedade livre da explo-

ração dos patrões. Onde /

vai ficar o seu voto?


ELEIÇÕES

CONSTRUÇÃO CIVIL

Quem não se lembra das

eleições da Construção Ci

vil no ano passado?

Naquela eleição os per

legos usaram de tudo, des^

de a policia até capangas

(leão de chácara) para im

pedir que a chapa 2 de o-

posição concorresse as e-

leições.

Eles conseguiram, só /

que mesmo concorrendo so-

zinhos não ganharam uma /

vez que o número de votos

foi insuficiente.

A OPOSIÇÃO por sua vez

solicitou ã Delegacia Re-

gional do Trabalho (DRT)'

a anulação do pleito, que

constatando os absurdos e

as sacanagens realizadas'

pelos pelegos, anulou to-

do o processo eleitoral /

prometendo que dentro em'

breve convocaria nova e-

leição

Já se passaram quase /

um ano e só agora foi mar

cada nova eleição para os

dias 19, 20.e 21 de novem

bro.

Durante este período /

muitas coisas aconteceram

tanto com relação ao sin-

dicato como com a oposi- 1

ção. Desde março o sindi.

cato se encontra adminis-

trado por uma junta gover

nativa He 3 pessoas.

•NOTICIAS SINDICAIS"

Os companheiros da opo

sição tiveram várias difi

culdades,entre elas a dis

pensa de alguns companhei

ros, perseguição do encar;

regado nas obras, falta /

de recursos financeiros,'

etc. Mesmo com todas es-

tas dificuldades o pesso-

al continuou firmes na lu

ta,mantendo boletins men-

sais, denunciando as irre

gularidades ocorrida nas'

empresas.

Para esta próxima ele.!

ção estão concorrendo 2 /

chapas; a chapa 1 formada

e liderada por antigos djL

reteres e a chapa 2 com /

os companheiros da oposi-

ção.

Acreditamos que a con-

quista deste sindicato é'

de fundamental importãn-'

cia para a organização da

classe trabalhadora, por'

isso solicitamos a todos'

os companheiros das paró-

quias e comunidades a apo

iarem os companheiros da'

CHAPA 2.

Vamos em frente compa-

nheiros porque, ESTA LUTA

É NOSSA !!!

g- r


CONTINUAÇÃO

MAIS UM SINDICATO

SINDICATO DA CUT

Nos dias 1,2 e 3 de Ou

tubro houve eleição no Sin

dicato dos Metalúrgicos /

de Limeira.

A Oposição que tinha /

ganho a última eleição e 1

impedida de tomar posse,'

repetiu o feito novamente

dando uma lavada nos pele

gos que estavam sendo apo

iados pelos patrões.

0 Sindicato que se en-

contrava sobre interven-'

ção agora será dirigido /

por companheiros comprome

tidos com os trabalhado-'

res. E que leva as propos^

tas da CUT.

Vamos em frente compa-

nheiros e mãos ã obra.

íítln-ei

ViA-J

•A VIDA DA POr

Os companheiros de Pe-

dreira que sempre desen- 1

volveram atividades de PQ,

na cidade, depois de algum

tempo sem atividades vol-

taram a se reunir.

Já foram realizados a^

guns encontros onde estão

estudando e refletindo so

bre o Caderno de Formação

NQ 4 (Cem anos de resis- 1

tência e libertação da /

clase operária) elaborado

pela PO de Campinas.

Os encontro tem reuni-

do em média 15 a 20 compa

nheiros que tem demostra-

do interesse em ajudar na

união e organização dos /

trabalhadores da cidade.

Queremos aqui tembém /

destacar o interesse e o"

apoio dado pelo Pe. José'

Eduardo ao grupo.

Esperamos que a partir

de agora este grupo possa

cada vez mais se firmar e

desenvolver um bom traba-

lho junto aos trabalhado-

res, na construção de uma'

sociedade mais justa e i-

gualitária para a classe'

operária.


'

No dia 7 de setembro /

realizou-se em todo o Bra

sil o "Dia Nacional da -'

Constituinte", convocado'

pelo Plenário Pró Partici

pação Popular na Constitu

inte Nacional.

Em Campinas realizamos

o encontro no Colégio Ave

Maria e estiveram presen-

tes cerca de 900 a 1.000'

pessoas.

ASSEMBLÉIA ESTADUAL

DA PASTORAL OPERARIA

Nos dias 27 e 28/09 re

alizou-se a Assem, leia Es

tadual da PO. com epre-'

sentantes de 22 L-oceses 1

do estado, totalizando em

torno de 60 participantes

Estiveram presentes re

presentantes da Comissão'

Pastoral da Terra e da Ju

ventude Operária Católica

convidados a participar /

da Assembléia.

INFORMES

DIA NACIONAL DA

CONSTITUINTE

O encontro foi organi-

zado por dezenas de enti-

dades comprometidas com a

luta da classe trabalhado

ra. Nesta ocasião várias /

pessoas falaram em nome /

de entidades e também con

tamos com a especial par-

ticipação do companheiro'

Luiz Inácio,o Lula,na co-

ordenação e conclusão dos

pronunciamentos.

Representando a Dioce-

se de Campinas estava:r:De

vanir, Chico, Isao e Lour

des.

A Assembléia tinhr: o-

mo objetivo: avaliaçs -'

dos trbalhos (avanços a /

recuos),apresentação de /

como a PO está estrutura-

da anível estadual e nacj.

onal, aprovação do Plano'

de trabai.ho para 87 e ti-

rada de delegados ã assem

blêia nacior.

More magazines by this user
Similar magazines