Angiospermas

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Angiospermas

• São vasculares;

Angiospermas

• São as plantas com o maior número de espécies e indivíduos;

• Ocupam o maior número de habitas (terra, mar e água doce);

• Apresentam flores (fanerógamas) e frutos.

Uma flor completa é formada por:

Pedúnculo: haste de sustentação, que prende a flor ao caule.

Receptáculo floral: conjunto de folhas especializadas, dispostas em torno de um

ramo curto.

Verticilos: conjunto de folhas modificadas dispostas em círculos. Há quatro

verticilos:

Sépalas: geralmente de cor verde, em conjunto constituem o cálice.

Pétalas: geralmente coloridas, em conjunto constituem a corola.


Androceu (do grego andrós = homem): constituído por folhas férteis modificadas,

os estames, onde se originam os microsporângios. No interior destes são

produzidos os grãos de pólen.

Gineceu (do grego gynaikós = mulher): ele é composto de folhas férteis

modificadas, os pistilos ou carpelos, onde se originam os megasporângios. Estes

correspondem aos óvulos, e em seu interior é produzida a oosfera.

* Sépalas e pétalas são folhas modificadas estéreis, pois não formam elementos

reprodutivos. Suas funções são proteger a flor e atrair animais polinizadores.


Reprodução sexuada

• Algumas espécies são dióicas (diclinas) e outras são monóicas (monoclinas);

• O ciclo das angiospermas é diplôntico-haplôntico;

• A fase duradoura é o esporófito.

Formação do gametófito masculino e dos grãos de pólen

Quando a flor amadurece, os microsporângios presentes nas anteras abrem-se e

libertam os grãos de pólen. No início do seu desenvolvimento, uma célula-mãe (2n),

por meiose, dá origem a quatro células filhas, haplóides (os micrósporos). Estas

vão dar origem ao grão de pólen, que é constituído por apenas duas células, a

célula do tubo (núcleo vegetativo) e a célula-geradora (núcleo gerador). Esta se

divide por mitose e origina duas células espermáticas, que são os gametas

masculinos.

Ao cair sobre o estigma de uma flor de sua espécie, o grão de pólen germina.

Nesse processo, desenvolve-se um longo tubo polínico, que corresponde ao

gametófito masculino (microprótalo). Este penetra pelo estilete até atingir a

micrópila (entrada do óvulo) de um dos óvulos do ovário.


Formação do grão de pólen


Formação do gametófito feminino e da oosfera

No interior do megasporângio, uma célula-mãe (2n) se divide por meiose e origina

quatro células filhas, haplóides (megásporos), sendo que três degeneram. O

megásporo funcional cresce e ocupa todo o espaço interno do megasporângio. Seu

núcleo sofre três mitoses sucessivas e origina oito núcleos haplóides. Três deles

migram para à região oposta à micrópila, onde formam três células chamadas

antípodas. Dois núcleos migram para a região central do óvulo e formam as

células polares. Os três núcleos restantes migram para perto da micrópila, onde

originam três células. Duas são as sinérgides, e uma, maior e localizada entre as

sinérgides, é a oosfera, o gameta feminino.

Esse conjunto de oito células, originado pelo desenvolvimento do megásporo,

corresponde ao saco embrionário, o gametófito feminino.


Formação da oosfera


Polinização

A polinização pode ser de dois tipos:

1) Direta ou autopolinização:

Apresentam mecanismos para evitar a polinização (já que, com a autopolizinação,

não há variabilidade genética):

• Heterostilia: comprimento desigual de estames e carpelos;

• Hercogamia: quando há uma barreira física que impede os grãos de pólen de

atingir os estigmas;

• Dicogamia: quando o androceu e o gineceu amadurecem em épocas diferentes.

2) Indireta ou cruzada- ocorre sob a intervenção dos agentes polinizadores:

• Entomofilia: com o auxílio dos insetos;

• Ornitofilia: com o auxílio dos pássaros;

• Anemofilia: com o auxílio dos ventos;

• Hidrofilia: com o auxílio da água;

• Quiropterofilia: com o auxílio de morcegos.


Adaptações para a polinização:

• Pétalas azuis ou amarelas, e que produzem substâncias aromáticas, são

polinizadas por insetos.

• Pétalas vermelhas ou alaranjadas, que não costumam ter aroma forte, são

polinizadas por pássaros.

• Flores noturnas, não são muito coloridas e apresentam odor forte, são polinizadas

por morcegos e mariposas.


Fecundação – Ciclo reprodutivo


Formação da semente


O embrião é formado por radícula, caulículo, gêmula e cotilédone (folha com

reserna nutritiva). Quando essas reservas se esgotam, já existe uma pequena raiz

originada da radícula. O caulículo origina a parte inicial do caule (hipocótilo) e a

gêmula a parte superior (epicótilo) e as primeiras folhas.


Formação do fruto

O embrião que se desenvolve dentro da semente libera hormônios que induzem

o espessamento da parede do ovário, originando o fruto. Este, além de proteger

as sementes, facilita sua dispersão.

O pericarpo pode ser dividido em três partes: epicarpo (casca), mesocarpo

(parte intermediária) e endocarpo (envolve a semente). Quando o endocarpo é

lignificado, forma-se o caroço.

Classificação dos frutos


Quanto ao pericarpo:

Secos: com pericarpo desidratado, não apresenta substâncias nutritivas que podem

estar acumuladas nas sementes.

Carnosos: com pericarpo suculento, rico em água, sais, vitaminas e substâncias

orgânicas.

Quanto à deiscência:

Deiscentes: quando ocorre abertura do fruto.

Indeiscentes: as sementes se exteriorizam com a decomposição do pericarpo, não

há abertura do fruto.

Quanto à origem:

• Simples: derivado de um único ovário de uma flor. Ex: abacate, mamão, etc.

• Agregado: derivado de uma flor com muitos pistilos (ou carpelos). Ex: framboesa.

• Múltiplo: derivado de numerosos ovários que se desenvolveram próximos, provém

de uma reunião de flores, uma inflorescência. Ex: abacaxi.

Pseudofrutos: o pedúnculo ou o receptáculo floral acumula reservas e se transforma

em parte comestível. Podem ser classificados em: simples, compostos ou múltiplos.

• Partenocárpicos: são os que se originam sem fecundação, são desprovidos de

sementes, pois suas oosferas não são fecundadas. O ovários destas plantas deve

possuir quantidades suficientes de hormônios para se desenvolver num fruto.


Frutos


Pseudofrutos


Pseudofrutos


Diferença entre as Dicotiledôneas e

Monocotiledôneas

O grupo das Angiospermas está

dividido em dicotiledôneas e

monocotiledôneas. Essa divisão em

duas classes se deve pelo fato de as

primeiras apresentarem dois

cotilédones, enquanto as últimas

apresentam apenas um.

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