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A UNÇÃO DO FRUTO DA MANSIDÃO - (prautē ... - Insejec CG

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A <strong>UNÇÃO</strong> <strong>DO</strong> <strong>FRUTO</strong> <strong>DA</strong> <strong>MANSIDÃO</strong><br />

- (<strong>prautē</strong>). πραοτησ<br />

(Dia 27.12.2008)<br />

TEXTO: “Mas o fruto do Espírito é ... Mansidão” (Gl. 5:22) <strong>prautē</strong><br />

INTRODUÇÃO<br />

O número oito na lista do fruto do Espírito Santo (Gálatas 5:22.23) é <strong>prautē</strong>, palavra grega<br />

traduzida por mansidão, ou brandura, ou ainda suavidade. O que é a qualidade de brandura ou<br />

suavidade? Certamente no sentido bíblico não é fraqueza, nem é rebaixar-se nem<br />

menosprezar-se.<br />

R. N. Chaplin comenta: “Trata-se de uma genuína falta de maldade e aspereza, de mistura com<br />

as qualidades da paciência e da gentileza. Trata-se de uma submissão do espírito humano para<br />

com Deus; e, em seguida, para com o homem. A mansidão é resultado da verdadeira<br />

humildade, por causa do reconhecimento do valor alheio, com a recusa de nos considerarmos<br />

superiores. Deus é a fonte dessa graça, e Cristo Jesus é o seu exemplo supremo, o que<br />

demonstrou em todo o seu modo de tratar os homens.”<br />

Mansidão é suavidade, indulgência para com o fraco e errado, sofrimento paciente ao receber<br />

injúrias sem sentir um espírito de vingança e até equilíbrio em todas as paixões e<br />

temperamento, o completo oposto de raiva. (Clarke)<br />

TRADUÇÕES <strong>DA</strong> PALAVRA<br />

A palavra grega <strong>prautē</strong>s é também traduzida às vezes por "humildade." Na realidade é uma<br />

palavra difícil de definir, porque não há de fato uma palavra em nossa língua que corresponda<br />

ao vocábulo grego. O Dicionário Colegial de Webster dá um significado mais antigo de<br />

brandura como "suportando a ferida com paciência e sem ressentimento". Talvez não seja um<br />

significado muito longe da palavra bíblica, mas o grego é muito mais positivo.<br />

Aqui estão algumas diferentes definições da qualidade da mansidão, de diferentes fontes:<br />

Suavidade combinada com ternura;<br />

Graciosidade, bondosa disposição, força controlada;<br />

uma disposição que é moderada, tranqüilo, equilibrado em espírito, despretensioso e<br />

que tem as paixões sob controle;<br />

um caráter que é eqüitativo, razoável, suportativo, moderado;<br />

Poder e força sob controle;<br />

Disposto a perdoar feridas, corrigir faltas. Alguém que governa bem seu espírito.<br />

1


PRAUTĒS COMO É DEFINI<strong>DA</strong> PELOS SÁBIOS GREGOS<br />

1. Para descrever pessoas ou coisas que têm nelas uma certa qualidade tranqüilizadora.<br />

Por exemplo, ter uma conduta humilde e amável que acalma a irritação de outros.<br />

2. Para descrever a gentileza de conduta, especialmente por parte das pessoas que têm o<br />

poder de atuar de outra maneira. Por exemplo, um rei perdoando a um servo que<br />

falhou em uma tarefa.<br />

• O rei tem a autoridade e o poder para castigar<br />

• Mas escolhe em lugar disso mostrar bondade e perdão<br />

Tal rei seria gabado por seu comportamento gentil e humilde.<br />

3. Para descrever a habilidade de receber comentários cruéis com bom coração. Por<br />

exemplo, quando é enredado em controvérsia. Ser capaz de discutir coisas sem perder<br />

o temperamento devido a observações pessoais cruéis e injustas.<br />

4. Com mais freqüência, para descrever o caráter no qual a fortaleza e a mansidão estão<br />

perfeitamente combinadas. Por exemplo, um cavalo obediente às rédeas, um cão<br />

guardião amigável para a família que o possui. Apesar de estar presente grande força,<br />

é temperada por um espírito gentil;<br />

5. Aristóteles disse sobre "<strong>prautē</strong>s." "A capacidade para suportar recriminações e ofender<br />

com moderação, sem embarcar em vinganças rapidamente, e não ser provocado<br />

facilmente à irritação, mas ser estar livre de amargura e de contenção, tendo<br />

tranqüilidade e estabilidade no espírito." (Sobre Virtudes e Vícios)<br />

Isto não implica que nunca há um lugar para a irritação no homem gentil. Certamente a pessoa<br />

que mostra "<strong>prautē</strong>s" se zanga "pelo motivo correto, e contra as pessoas corretas, e da<br />

maneira correta, e no momento correto, e pelo tempo correto." (Aristóteles, Ética a Nicómaco)<br />

PRAUTĒS É EXEMPLIFICA<strong>DO</strong> POR MOISÉS E JESUS<br />

Os dois personagens bíblicos mais famosos pelo fruto da mansidão, são o Senhor Jesus Cristo e<br />

Moisés (Números 12:3; 1 Pedro 2:21-23). Ambos eram grandes libertadores. Moisés para a<br />

nação de Israel, e Jesus para o mundo inteiro. Isto demonstra que essa mansidão não é<br />

fraqueza, mas a força de ser auto-controlado.<br />

A atitude do mundo em relação à força é agressivamente defender se, mas a força real é<br />

encontrada num espírito manso e humilde, uma atitude de poder receber uma ofensa sem<br />

retaliar ou exigir seus direitos. "Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou<br />

manso e humilde de coração; e achareis descanso para as vossas almas” (Mateus 11:29).<br />

O EXEMPLO <strong>DO</strong> MOISÉS<br />

A Bíblia diz que Moisés destacou-se em mansidão, que é suavidade: “Ora, Moisés era homem<br />

mui manso, mais do que todos os homens que havia sobre a terra” (Números 12:3).<br />

2


Deus deu-lhe uma elevada posição. É duro para o homem natural ser suave com aqueles o<br />

atacam, especialmente se atacam seu posto oficial e honra. Mas Moisés não tentou se<br />

defender.<br />

Um exemplo da mansidão de Moisés encontra-se no relato de Números 13:1-8, quando seus<br />

irmãos Arão e o Miriã o criticara. Como servo escolhido de Deus ele poderia repreendê-los,<br />

mas com humildade preferiu guardou silêncio. Tal silêncio não foi uma manifestação de<br />

fraqueza, mas de força de caráter. Certamente, Moisés não era covarde. Simplesmente deixa<br />

prevalecer a sua mansidão como resultado de uma opinião humilde de si mesmo!<br />

A mansidão inclui a idéia de que nós não nos preocupamos com o que acontece à nossa honra,<br />

tanto quanto o que acontece à honra de Deus e o que acontece com outros.<br />

Em outras ocasiões, quando as circunstâncias o exigiram, vemo-lo agindo com rigor. Exemplo<br />

disso é no incidente do bezerro de ouro. Diante da idolatria do povo, construindo para si um<br />

bezerro de ouro e adorando-o, quebrando, assim a aliança com Yahweh, ele reage com uma<br />

ira santa: “Chegando ele ao arraial e vendo o bezerro e as danças, acendeu-se-lhe a ira, e ele<br />

arremessou das mãos as tábuas, e as despedaçou ao pé do monte. Então tomou o bezerro<br />

que tinham feito, e queimou-o no fogo; e, moendo-o até que se tornou em pó, o espargiu<br />

sobre a água, e deu-o a beber aos filhos de Israel” (Ex 32:19-20). (Ver Ex 32:25-28).<br />

Em Êxodo 32:30-32 o modo como pleiteia com Deus a favor do povo revela que a mansidão de<br />

Moisés nada tem a ver com fraqueza. “No dia seguinte disse Moisés ao povo: Vós tendes<br />

cometido grande pecado; agora porém subirei a Yahweh; porventura farei expiação por<br />

vosso pecado. Assim tornou Moisés a Yahweh, e disse: Oh! este povo cometeu um grande<br />

pecado, fazendo para si um deus de ouro. Agora, pois, perdoa o seu pecado; ou se não, riscame<br />

do teu livro, que tens escrito.”<br />

O EXEMPLO <strong>DO</strong> JESUS<br />

É dos próprios lábios de Jesus que temos uma viva descrição da marca da mansidão que orna o<br />

caráter do Mestre: “Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu vos<br />

aliviarei. Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de<br />

coração; e achareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave, e o meu<br />

fardo e leve” (Mt 11:28-30).<br />

Isaías já antevira essa marca no Messias, ao escrever: “Ele foi oprimido e afligido, mas não<br />

abriu a boca; como um cordeiro que é levado ao matadouro, e como a ovelha que é muda<br />

perante os seus tosquiadores, assim ele não abriu a boca” (Is 53:7).<br />

E quando chegou o momento dessa profecia de Isaías se cumprir, vemos sua mansidão em<br />

meio à Sua maior prova: “Mas ao ser acusado pelos principais sacerdotes e pelos anciãos,<br />

nada respondeu. Perguntou-lhe então Pilatos: Não ouves quantas coisas testificam contra ti?<br />

E Jesus não lhe respondeu a uma pergunta sequer; de modo que o governador muito se<br />

admirava” (Mt 27:12-14).<br />

Jesus mostrou verdadeira mansidão tanto no meio do conflito quanto da popularidade. Suas<br />

curas e milagres freqüentemente trouxeram as multidões a uma explosão de entusiasmo. Mas<br />

3


Ele se recusou a deixá-los fazer dEle o tipo de rei que eles queriam. Ele os lembrou da<br />

passagem em Isaías 42:1–4, "Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido, em<br />

quem se compraz a minha alma; pus o meu espírito sobre ele. ele trará justiça às nações.<br />

Não clamará, não se exaltará, nem fará ouvir a sua voz na rua. A cana trilhada, não a<br />

quebrará, nem apagará o pavio que fumega; em verdade trará a justiça; não faltará nem<br />

será quebrantado, até que ponha na terra a justiça; e as ilhas aguardarão a sua lei.”<br />

Jesus sabia quem Ele era, mas Ele era manso e humilde. A consciência do Seu poder O<br />

capacitou a ser manso para com aqueles em necessidade. Ele não esmagaria a cana quebrada,<br />

mas a restauraria plenamente. O pavio fumegante de uma lâmpada Ele não terminaria de<br />

apagar, mas faria com que ardesse brilhantemente outra vez. Sua mansidão funciona. Ela gera<br />

a retidão, e trará a justiça à terra, porque Ele mansamente toma o pecador e o torna<br />

completo.<br />

A mansidão de Jesus não era devida à falta de fortaleza. Sua poderosa força já havia sido<br />

demonstrada:<br />

Ao denunciar aos fariseus (Mt 23:13 e seguintes)<br />

Na purificação do templo (Jo 2:14-17)<br />

Sua mansidão na prova era evidência de fortaleza, não de debilidade!<br />

A palavra de Barclay é aqui oportuna: "Tratemos a todos os homens com cortesia perfeita;<br />

que possamos repreender sem rancor; que possamos discutir sem intolerância; que possamos<br />

enfrentar a verdade sem ressentimento, que possamos estar zangados e sem pecar e que<br />

possamos ser gentis e entretanto não ser débeis."<br />

Novamente, esta qualidade vem de se ter uma opinião humilde de si mesmo, junto com a<br />

fortaleza interior para controlar as emoções, a língua e o comportamento.<br />

O LUGAR <strong>DA</strong> <strong>MANSIDÃO</strong> NA VI<strong>DA</strong> <strong>DO</strong>S CRISTÃOS<br />

EM PARTICULAR<br />

1. Vivemos para receber a Palavra de Deus com mansidão (<strong>prautē</strong>s): “Pelo que, despojandovos<br />

de toda sorte de imundícia e de todo vestígio do mal, recebei com mansidão a palavra<br />

em vós implantada, a qual é poderosa para salvar as vossas almas” (Tiago 1:21).<br />

2. Devemos nos aproximar de irmãos em engano com um espírito de mansidão (<strong>prautē</strong>s):<br />

“Irmãos, se um homem chegar a ser surpreendido em algum delito, vós que sois espirituais<br />

corrigi o tal com espírito de mansidão; e olha por ti mesmo, para que também tu não sejas<br />

tentado” (Gál 6:1).<br />

3. Devemos corrigir a aqueles que estão em oposição com humildade (<strong>prautē</strong>s): “E ao servo do<br />

Senhor não convém contender, mas sim ser brando para com todos, apto para ensinar,<br />

paciente; corrigindo com mansidão os que resistem, na esperança de que Deus lhes conceda<br />

o arrependimento para conhecerem plenamente a verdade.” (2 Tim 2:24-25).<br />

4


4. Vivemos para responder perguntas relacionadas com nossa esperança com mansidão<br />

(<strong>prautē</strong>s): “Antes santificai em vossos corações a Cristo como Senhor; e estai sempre<br />

preparados para responder com mansidão e temor a todo aquele que vos pedir a razão da<br />

esperança que há em vós” (1 Pedro 3:15).<br />

EM GERAL<br />

A mansidão (<strong>prautē</strong>s) é necessária para o cristão que deseja ser sábio: “Quem dentre vós é<br />

sábio e entendido? Mostre pelo seu bom procedimento as suas obras em mansidão de<br />

sabedoria. Mas, se tendes amargo ciúme e sentimento faccioso em vosso coração, não vos<br />

glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é<br />

terrena, animal e diabólica. Porque onde há ciúme e sentimento faccioso, aí há confusão e<br />

toda obra má. Mas a sabedoria que vem do alto é, primeiramente, pura, depois pacífica,<br />

moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem<br />

hipocrisia. Ora, o fruto da justiça semeia-se em paz para aqueles que promovem a paz”<br />

(Tiago 3:13-18).<br />

O USO <strong>DA</strong> PALAVRA <strong>MANSIDÃO</strong> NA BÍBLIA<br />

Para melhor compreensão do significado dessa marca da mansidão passemos pelas passagens<br />

na Bíblia onde a palavra grega <strong>prautē</strong>s é usado.<br />

No Antigo Testamento Velho a Septuaginta usa-o uma vez no Salmo 45:4. O Salmista invoca a<br />

Deus: “Cinge a tua espada à coxa, ó valente, na tua glória e majestade. E em tua majestade<br />

cavalga vitoriosamente pela causa da verdade, da mansidão e da justiça, e a tua destra te<br />

ensina coisas terríveis.” (Salmo 45:3,4). Obviamente, mansidão não é fraqueza. Não é permitir<br />

que alguém se torne um capacho. É parte do caráter do Deus que se move triunfantemente<br />

em grandioso poder e vitória.<br />

Em 1 Coríntios 4:21, Paulo lida com pessoas arrogantes e diz: "Que quereis? Irei a vós com<br />

vara, ou com amor e espírito de mansidão?"<br />

Paulo tinha um amor tremendo pelos os crentes em todas as igrejas, mas seu amor não era um<br />

mero sentimentalismo cego. Ele sabia que às vezes eles precisavam de disciplina, e ele "estava<br />

pronto a aplicá-la". Mas ele queria vê-los respondendo em arrependimento para que ele<br />

pudesse mostrar-lhes o amor e a suavidade que estava em seu coração em relação a eles.<br />

Em 2 Coríntios 10:1, Paulo apela a eles “pela mansidão e benignidade de Cristo”. Passa, então<br />

a falar sobre as armas com as quais lutamos, que não são as armas do mundo. Pelo contrário,<br />

elas têm poder divino para demolir fortalezas. Nós não somos tomados por cólera, vingança<br />

pessoal, avareza, nem orgulho enquanto procuramos vitórias para Cristo. Mas com a<br />

suavidade de Cristo podemos triunfar poderosamente.<br />

Os problemas surgem onde mesmo o melhor de nós pode escorregar, assim como alguém<br />

talvez escorregue num caminho escorregadio ou perigoso. Se nós verdadeiramente somos<br />

cheios do Espírito, mostraremos suavidade, e não dureza e condenação, enquanto tentamos<br />

restaurar tal pessoa. Em Efésios 4:2, onde Paulo aconselha-nos a viver de modo digno do<br />

chamado que recebemos, ele exorta-nos a demonstrar "toda a humildade e mansidão, com<br />

5


longanimidade.” Devemos estar livres de auto-exaltação e plenamente submetidos à vontade<br />

de Deus, tanto em nossa relação com Ele quanto em nosso relacionamentos com outros.<br />

Em Colossenses 3:12, Paulo aconselha-nos: "Revestí-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e<br />

amados, de coração compassivo, de benignidade, humildade, mansidão, paciência". Isto<br />

mostra que o fruto do Espírito necessita nossa cooperação para seu desenvolvimento.<br />

Alguns dizem: "Não se preocupe com o fruto. Simplesmente se aqueça na luz do sol do Seu<br />

amor, goze a chuva da Sua bênção, e o fruto automaticamente aparecerá". Mas as coisas não<br />

funcionam assim. Temos que fazer morrer as obras da carne. Temos que tomar a nós o fruto<br />

do Espírito e exercitar nossa fé para desenvolvê-lo (Compare 2 Pedro 1:5–11).<br />

Em Tito 3:2 Paulo o instrui a “que a ninguém infamem, nem sejam contenciosos, mas<br />

moderados, mostrando toda a mansidão para com todos os homens.” Inclui a idéia de ir<br />

socorrer os que se encontram em necessidade, mantém ainda o controle sobre os próprios<br />

sentimentos.<br />

Alguém salientou que coragem não está na lista de Paulo do fruto do Espírito. Mas devemos<br />

reconhecer que demanda coragem de ser manso, suave ou gentil no meio de todo o mal que<br />

nos cerca neste mundo. Exigiu coragem por parte de Paulo levantar-se contra o espírito de<br />

partidarismo que havia se desenvolvido em Corinto e que se tinha tornado quase um vício.<br />

CONCLUSÃO<br />

Suavidade ou mansidão nunca é uma modéstia falsa, uma auto-depreciação, nem um “tirar o<br />

corpo de lado,” quando precisa ficar firme diante de algo. A mansidão nunca é uma fuga<br />

covarde da realidade, que substitui um egoísmo passivo pela suavidade real só para evitar<br />

problemas, mas de modos que permitem que tais problemas se tornem ainda maiores. Nem é<br />

uma humildade falsa que se recusa a reconhecer que Deus nos deu talentos e capacidades ou<br />

que se recusa a usá-los para Sua glória.<br />

Em nosso viver diário não podemos evitar o surgimento de situações que trazem conflitos com<br />

as pessoas. É fácil no natural reagirmos com violência ou raiva, especialmente se nos sentimos<br />

inseguros em nossa posição. Mas quando aceitamos a realidade de que estamos em Cristo e<br />

confiamos no Espírito Santo para ajudar nos, podemos ser mansos diante de qualquer conflitos<br />

que possam surgir.<br />

Alguém que está andando no Espírito o está fazendo para ser uma pessoa gentil, até nas<br />

circunstâncias de maior prova. Não devido à debilidade ou à covardia, mas devido à<br />

humildade, unida com a fortaleza interior para controlar o comportamento .<br />

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