ANY MAGAZINE

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Edição 4 da Any Magazine, revista digital que fala sobre cinema, games, animes, série e tudo que envolve as artes visuais com conteúdo.

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Os Alpes suíços pareciam propiciar

um ambiente amigável e majestoso

para a Heidi. O fato fica mais claro

no momento em que a garota passa a

auxiliar seu amigo pastor, Pedro, com

a avó dele que era cega. Tudo parecia

caminhar para uma vida tranquila no

interior da Suíça.

Contudo, a tia Dete retornou para

as montanhas, com o intuito de levar a

Heidi consigo para uma grande cidade

europeia. Via nisso a oportunidade

clara para uma maior socialização da

pequena garota que, contra a vontade

de seu avô paterno, acabou por aceitar

ir para a cidade grande.

Julgamentos sobre o que foi certo

ou errado nesta decisão não são aqui

cabíveis. Passa a prevalecer, de forma

única, mais uma fase na vida da Heidi.

Foi em nesta grande cidade europeia

que ela, Heidi, fez a sua primeira

amizade com uma garota de igual faixa

etária. Por sinal, tal amizade significou

mais um passo adiante na vida desta

pequena garota...

Carol era o nome da amiga de

Heidi. Por sinal, a garota da cidade era

uma cadeirante. Muitos aprendizados

se fizeram acontecer com este

envolvimento, tão normal na sociedade

humana, que é a amizade. A vida de

ambas mudaram consideravelmente,

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em um aprendizado sempre presente,

seguido das mais variadas situações

inusitadas e até hilárias, provenientes

da mais pura inocência da Heidi.

Não há uma lição de moral que

o anime tenha o anseio em passar,

muito menos a intenção de subjugar as

vertentes do comprometimento humano

em sociedade. O que vale aqui ressaltar

é apenas o modo como a história se

desenvolve, o que é feito de forma

calma e branda...

Uma análise profunda...

Pelas palavras presentes nesta

review, até o presente momento, você

pode estar pensando que Heidi é um

anime bem tranquilo. Entretanto, há

alguns pontos que devem ser ponderados

para um melhor entendimento da obra

em si.

Para iniciar, o anime conta fatos

que ocorreram na vida real. Isso em

razão do mesmo ser baseado no livro

Heidi de Johanna Spyri ( datado do

distante ano de 1880 ). A história no

anime se faz apresentar de uma forma

levemente diferente da publicação. Mas,

na mais simples reflexão, a versão

animada passa de forma honesta os

acontecimentos pertinentes à vida da

pequena Heidi.

Outro ponto que merece menção

está na ida da Heidi para a cidade. É

bem verdade que ela consegue se tornar

amiga da jovem Carol. Mas a pequena

cadeirante tinha também uma vida triste

( isolada de outras crianças de sua idade

), tendo apenas a companhia de sua

governanta ( a senhora Rottenmeier) e

de seu pequeno canário, além de alguns

empregados da casa.

No que se refere à senhora

Rottenmeier, um certo comportamento

estranho se faz nela perceber. A

pequena Carol era educada pela citada

senhora mas, ao mesmo tempo, não

havia carinho ou inserção de sentimentos

mais profundos, existindo apenas a

mais pura seriedade na relação entre

elas, principalmente no que diz respeito

a governanta.

Entre tantos outros eventos que

ocorrem ao longo dos cinquenta e dois

episódios do anime, esteja certo de

que a Heidi possui uma tendência à

passar por alguns apuros, todos ligados

intimamente à sua situação familiar.

Certos acontecimentos presentes no

anime poderão fazer com que a sua

imaginação e o seu pensamento fluam

fortemente ( rumo à curiosidade plena

), com a inserção de vários sentimentos

humanos ( nas mais variadas

dosagens ) sendo mostrados durante o

prosseguimento do título.

Em si, o anime busca contar uma

história recheada de uma alta carga

dramática, que faz uma ligação muito

bem-vinda com momentos certeiros de

comédia e de um pouco do gênero sliceof-life.

As situações mais engraçadas,

por sinal, são todas encabeçadas pela

pequena Heidi que, com a sua inocência

e curiosidade em alta, consegue “quebrar

o gelo” dos momentos mais sérios deste

título com grande maestria.

OBJETIVAMENTE

O anime tratado nesta review se

mostrou uma obra de impacto, com

honestidade plena nas suas ideias e

aquele convite saudável para ficar lado

a lado da Heidi, em suas aventuras nos

Alpes suíços e em uma grande cidade

europeia.

ANIMES

Partindo do princípio que o anime

foi exibido nos anos setenta, a arte visual

dele mostra muito bem o padrão para

a época. A obra animada é caprichada,

possui uma essência, mas trata-se de

um visual cansado pelo tempo que se

passou. Isto não é um demérito, e nem

há um porque para fazê-lo. Todas estas

palavras cabem à parte sonora do anime

Heidi, sem a mínima hesitação.

Com o nome original Arupusu no

Shoujo Haiji, Heidi é um anime mais do

que atrativo. É uma volta saudável ao

tempo, para prosseguir em uma aventura

cheia de carisma e repleta de emoção.

Não se trata de um sonho ou algo à ser

classificado como uma obra obrigatória,

mas Heidi merece muito o respeito

deste blogueiro, que teve a felicidade

de assistir à este anime pelo SBT no

início dos saudosos anos oitenta...

Tendo por base tudo que foi aqui

descrito, Heidi é um anime que merece

ser visto. A recomendação é positiva e,

caso tenhas a oportunidade, assista à

essa bela obra da animação japonesa.

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