ASSUNTO: POMBOS DOMÉSTICOS O pombo ... - Rede Pró-Fauna

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ASSUNTO: POMBOS DOMÉSTICOS O pombo ... - Rede Pró-Fauna

ASSUNTO: POMBOS DOMÉSTICOS

O pombo-doméstico (Columba livia domestica) é criado já há mais de 5 000

anos pelos habitantes da Ásia, e é descendente do pombo-bravo ( Columba livia), do

Mediterrâneo europeu.

Foi introduzido no Brasil no século XVI como ave doméstica, tornando-se

parcialmente “selvagem, arisco e independente de cuidados humanos”, segundo nos

relata Helmut SICK (1984). Atualmente, traz muitos problemas às grandes cidades e

NO Estado do Paraná já não é mais exceção, tendo aumentado em muito as

solicitações de solução à Secretaria Municipal de Saúde, principalmente, e ao Instituto

Ambiental do Paraná (IAP) e IBAMA.

Os problemas ocasionados pelo excesso populacional de pombos

(apodrecimento de madeiras, entupimento de calhas pelas penas; transmissão de

doenças pulmonares -histoplasmose, toxoplasmose e salmonelose), distribuem-se em

vários pontos da cidade, com maior concentração na área central, principalmente nos

edifícios e residências próximos às praças públicas, devido às inúmeras situações que

se apresentam favoráveis para sua reprodução, especialmente onde encontram abrigo

fácil e alimento em abundância.

O ciclo reprodutivo do pombo é regulado pela disponibilidade de alimento.

Sendo assim, deve-se evitar a disponibilização de restos de alimentos próximo à

residência, escola ou hospital, locais de onde recebe-se a maior parte das reclamações.

As soluções mais viáveis envolvem alterações na arquitetura das construções,

como correção de vãos (alterando para uma maior inclinação), frestas e buracos

(vedando sistematicamente qualquer possibilidade de acesso dos pombos) ou o uso de

estruturas que dificultem a entrada ou o repouso das aves no local.

Desta forma sugere-se:

1. Limpar todo o local (se for um sótão) sistematicamente, utilizando produtos

de limpeza fortes, como creolina, produtos à base de amoníaco, pastilhas de

formol, naftalina ou mesmo uma combinação de alguns destes produtos, com o

objetivo de tornar o local inabitável;

2. vedar todos os buracos e frestas que possam servir de abrigo, principalmente

aquelas embaixo do telhado, com tela ou argamassa, corrigindo irregularidades

que existam pela área externa e que permita o pouso das aves mesmo que


apenas para descanso;

3. com relação a beirais, o ideal é modificá-los de forma que fiquem com, no

mínimo, 70º de inclinação para impedir o pouso dos pombos;

4. alternativa complementar em algumas circunstâncias é colocar fios de náilon

esticados a mais ou menos 3 cm uns dos outros, por toda a superfície de pouso

do beiral;

5. uso de estruturas refletoras de luz solar também pode ser de grande utilidade

temporária enquanto medidas definitivas são discutidas;

6. acondicionar bem o lixo e restos de alimentos, retirar a comida ou ração de

animais de estimação após as refeições.

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