GOLEADA DOS TRABALHADORES! - Sintraturb

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GOLEADA DOS TRABALHADORES! - Sintraturb

A força dos

trabalhadores

unidos fez a

diferença nessa

Campanha Salarial

Ano XII - Junho - 2 0 0 8 - n 0 122

GOLEADA DOS TRABALHADORES!

Poderia ser apenas um campeonato, mas não é.

No sério jogo da vida, no calendário da luta de classes,

já somamos ONZE VITÓRIAS contra os patrões.

Esta caminhada vitoriosa inicia em 1997, com uma

grande GREVE de dois dias. No ano seguinte, 1998,

sofremos uma derrota em função de uma greve mal

preparada e que furou logo em seu início. A partir de

1999 fomos recuperando os prejuízos. Crescemos em

consciência e organização político/sindical. No ano

2000 tivemos vitória, o que se repetiu nos oito anos

seguintes. Mesmo em 2003, onde muitos companheiros

NÃO CONCORDARAM E SE INDIGNARAM

com a decisão da maioria da assembléia, também

tivemos um bom acordo. Passadas algumas semanas,

todo mundo reconheceu que foi correta a decisão

de fechar acordo em não entrar em greve. Foi um

ano onde não tivemos aumento real de salários, mas

arrancamos o tíquete nas férias, além de implantar a

jornada de 6 horas.

A campanha salarial deste ano foi a 12ª etapa

desta longa e difícil construção de uma CONVEN-

ÇÃO COLETIVA DE TRABALHO que seja o reconhecimento

de nossa importância.

2008: UMA GRANDE VITÓRIA

A campanha salarial de 2008 começou na posse

da nova Diretoria do sindicato, em Dezembro de 2007.

Naquele dia os discursos foram no sentido de que precisávamos

dar “um salto de qualidade” e que novas

conquistas deveriam se buscadas através de nossa

luta. Depois veio o Planejamento Estratégico, a CON-

SULTA DE OPINIÃO e Assembléia Geral que abriu a

campanha. No mês de Março os patrões já tinham

nossa Pauta de Reivindicações nas mãos. Tempo suficiente

para “seus cálculos e estudos”.

“SINTO QUE NESTE ANO A

CATEGORIA SE UNIU MAIS”

Esta frase foi dita por um companheiro da base

lá no terminal Cidade de Florianópolis, uns quinze

dias antes da primeira assembléia. E foi isto que se

viu na Assembléia da segunda-feira, dia 16. Mais de

1.200 companheiros(as) DECIDIRAM PELA GREVE

POR TEMPO INDETERMINADO. Foram cenas e

momentos inesquecíveis de “casa cheia”.

ESTRATÉGIA CERTA, ASSEMBLÉIA

CHEIA E FORÇA DA CATEGORIA

ARRANCAM PROPOSTA DOS PATRÕES

É O MAIOR AUMENTO REAL DOS

SALÁRIOS QUE TIVEMOS NOS ÚLTIMOS

5 ANOS. E mais 10% nos tíquetes dos motoristas/cobradores/agentes

de terminal e

30,5% nos tíquetes do pessoal de escritório

e garagens, além da manutenção da PL.

Mas não são apenas as cláusulas econômicas.

Melhorar o sistema de circulação dos

ônibus também vai trazer benefícios para

a categoria no futuro, vocês verão. Isso e

outras coisas vão influir diretamente na

diminuição da jornada de 3 horas. Direitos

sindicais ampliados, a grande diminuição

da diferença do tíquete do pessoal da garagem.

E tem ainda outras dezenas de cláusulas

que ficam mantidas, como por exemplo,

a hora-extra valer 63% mais que a hora

normal ( a lei é 50%), o adicional noturno ser

de 30% ( a lei é 20%), entre outras.


A assembléia foi bastante tumultuada.

Lamentavelmente alguns companheiros

acham que “na base do grito” a gente vai decidir

nosso futuro. Temos um dos sindicatos

mais organizados do país, então vamos VA-

LORIZAR A NOSSA ORGANIZAÇÃO, nunca

fazendo a coisa na base da aventura. Sindicalista

sério e comprometido com a classe

trabalhadora pensa responsavelmente em

todas as possibilidades, nos prós e contras

de uma decisão.

Mas RESPEITAMOS QUEM PENSA DIFE-

RENTE. O que não vale é ficar falando pelas

costas e fazendo acusações pessoais mentirosas.

Nem ficar gritando e atrapalhando a

assembléia.

Sempre garantimos o direito de todo

mundo falar e ser ouvido, até de não sócios.

Se alguém fala algo que você não concorda,

é só ir lá, pegar o microfone e falar diferente,

fazer crítica, o que quiser.

Mas ao final, TODOS DEVEM ACEITAR A

DECISÃO DA MAIORIA, se não é bagunça.

COM GREVE SERIA MELHOR?

Quem poderia afirmar isso? NINGUÉM.

Para iniciar a conversa é bom lembrar que na

Assembléia de 4ª feira só tinha METADE do

pessoal que estava na primeira assembléia.

Esse foi o principal argumento da maioria

dos companheiros que defenderam a aceitação

da proposta patronal. Uma coisa chamou

a atenção de todos: o pequeno número

de companheiros da Biguaçú e da Transol.

Juntas tem mais de 1.600 empregados(as),

mas na assembléia não somaram 100 presentes.

É claro que SEMPRE PODE SER ME-

LHOR, mas ninguém tem bola de cristal. Entre

o risco de se perder onze anos de ganhos

indiscutíveis e garantir o MAIOR AUMENTO

REAL que já tivemos nos últimos anos, OP-

TAMOS POR DEFENDER a proposta.

FIZEMOS A NOSSA PARTE

NUNCA ACEITAREMOS as acusações de

vendidos, cagões e outras coisas. Porque a

Diretoria e a assessoria do sindicato se prepararam

para a luta. Mais de 100 COMPA-

NHEIROS do MST e de outros sindicatos

Publicação do Sin tra turb

Periodicidade men sal

Rua Barão do Rio Branco, 918 - Centro, Palhoça, SC

Fone/Fax: (48) 3286 5300

E-mail: sintraturb@terra.com.br

A indignação de alguns!

BASE TERRITORIAL: Águas Mor nas, An ge li na, Ani tápo

lis, An tô nio Car los, Bi gua çu, Ca ne li nha, Flo ri a nópo

lis, Gov. Cel so Ra mos, Pa lho ça, Pau lo Lo pes, São

estavam ao nosso lado. Comida, comunicação,

comando, transporte, tudo estava

preparado. Se a categoria quisesse e

tivesse decidido pela greve, toda a infraestrutura

estava preparada.

ACORDO SEM GREVE

DEMONSTRA

A NOSSA FORÇA

Sempre falamos que o nosso objetivo

NÃO É A GREVE, mas ter melhores

ganhos e uma vida melhor. Se a gente

arranca uma proposta boa sem a greve,

É MUITO MELHOR.

Quando os patrões viram mais de

1.200 na primeira assembléia, a população

avisada e a categoria mobilizada,

recuaram e apresentaram uma proposta

bem próxima das nossas reivindicações.

Acordo sem greve é que demonstra

força. Um livro da sabedoria dos guerreiros

chineses, diz que a grande vitória

de um exército é ganhar a batalha sem

disparar um só tiro e sem perder um só

soldado.

E foi isso que conseguimos: ganhar

esta batalha sem DISPARAR nossa

mais poderosa arma: a greve.

Bo ni fá cio, São João Ba tis ta, São José, Santo Amaro

da Im pe ra triz e Tijucas.

SECRETÁRIO DE OR GA NI ZA ÇÃO:

Mar ci a no Ro dol fo da Sil va

SECRETÁRIO DE CO MU NI CA ÇÃO E IM PREN SA:

Vilmar Alves Nunes

EDIÇÃO: Quorum Co mu ni ca ção

Claudio Lucio DRT/SC 02475 JP

ILUSTRAÇõES: Rico Ma nha es

TIRAGEM: 1.600 exem pla res

IMPRESSÃO: Agnus

Junho - 2 0 0 8

Trabalhadores sem-terras fotografia de Sebastião Salgado

2 0 0 8 - Junho

Vamos avaliar a proposta

Terminada a campanha salarial, é

hora da gente começar a avaliar o seus

resultados e preparar a próxima.

ESTÁ ERRADO pensar só no bolso,

achar que tudo se resolve no grito e que

“arrumaremos a casa” de uma vez só.

Nós não estamos sozinhos atuando durante

uma campanha salarial. Tem outro

lado. Temos inimigos grandes e fortes.

Os patrões Têm armas como: polícia,

leis, os Chupins Patronalis jogando a

categoria contra o sindicato. A imprensa

joga a população contra a gente. É uma

verdadeira guerra.

SALÁRIOS

Arrancamos o maior AUMENTO REAL

dos últimos 5 anos. A inflação foi de 5,91%

e tivemos 8% de aumento, ou seja, 2,09%

de aumento real.

O aumento de 8% vale também para os

salários de todas as demais funções existentes

nas empresas.

TÍQUETES-ALIMENTAÇÃO

Nossa reivindicação era de R$ 280,00

para todas as funções. Arrancamos R$

275,00 para motoristas, cobradores e

agentes de terminal. Aumento de 10%,

ou seja, 4,09% acima da inflação. Para as

demais funções ficou em R$ 235,00. Aumento

de 30,5%, ou seja, 24,59% acima da

inflação. A diferença entre os dois valores

de tíquetes caiu de R$ 70,00 para R$ 40,00.

A maioria destes trabalhadores(as) NÃO

RECEBIAM NADA até 3 anos atrás.

FERIADO DE CARNAVAL

Apesar de ser feriado na prática, legalmente

é ponto facultativo. Então a

patrãozada não pagava este dia como

feriado. A partir de agora quem trabalhar

neste dia receberá dobrado.

MANUTENÇÃO DA PL E

DOS ANUÊNIOS/TRIÊNIOS

No Brasil a lei obriga negociar a CCT

inteira todos os anos. Portanto, nada é

direito adquirido em definitivo. Queríamos

o fim dos triênios e aplicação de

anuênio. Os patrões não queriam saber

desta conversa. Na última rodada admitiram

a mudança para anuênio, mas queriam

em troca uma mudança da cláusula

da PL, piorando muito este benefício.

Não aceitamos nenhuma mudança

na PL. Então os patrões não aceitaram

mudar só para anuênio.

DESCONTO ASSISTENCIAL

EM FAVOR DO SINDICATO

TODOS(AS) SE BENEFICIAM de nossa

luta e do trabalho do SINTRATURB.

Até agora os patrões se negavam a descontar

o auxílio financeiro do sindicato

nos salários dos não sócios do sindicato.

Mas agora, o DESCONTO ASSITENCIAL

PARA A CAMPANHA SALARIAL VAI

SER DESCONTADO DOS SALÁRIOS DE

TODOS(AS) TRABALHADORES(AS).

Mas a lei garante o direito de quem

NÃO QUISER CONTRIBUIR e o sindicato

é obrigado a devolver o dinheiro. O sindicato

estará aberto para as solicitações de

NÃO DESCONTO por parte daqueles que

não quiserem contribuir. Posteriormente,

divulgaremos a listagem contendo os nomes

de quem não admitir esta contribuição

para a nossa luta.

FIM DAS HEPS

As HEPs não poderão mais fazer parte

de nossa CCT. Os patrões insistiram

para mantê-las, mesmo com o alerta do

Ministério Público de que não aceitaria

2 3

esta cláusula. Eles podem correr o risco

de processos judiciais e de multas

porque ganham muito dinheiro com as

HEPs, mas o sindicato não se dispôs a

correr o risco de uma ação judicial do

Ministério Público.

As empresas tem 60 dias para planejarem

novas escalas de trabalho SEM

AS HEPs.

FIM DAS 3 HORAS

A jornada de 3 horas tem se mostrado

muito problemáticas para nós. Defendemos

o seu fim. Diante da impossibilidade

do fim das HEPs e das 3 horas ao

mesmo tempo, foi acertado que as 3 horas

deverão desaparecer com o tempo.

Elas NÃO PODERÃO MAIS SER USA-

DAS aos Sábados e no início do dia antecipando

escalas de 6:40 hs. Com isso a

companheirada de 6:40 hs não terá que

iniciar sua jornada no meio da manhã e

sair no final da tarde.

DEMAIS CLÁUSULAS

As demais cláusulas da CCT anterior

serão renovadas, devendo ter algumas alterações

de redação para deixa-las mais

claras e sem duplo entendimento.


As HEPs já foram motivo de muitas “encrencas”

com os patrões. Na categoria também

tem discussão, porque muitos acham

que ela é uma SOLUÇÃO PARA GANHAR

MAIS. Tem até gente falando que vai se desfiliar

do sindicato porque queria a manutenção

das Horas Extras nos horários de pico.

ENTÃO VAMOS ESCLARECER

ALGUMAS COISAS

Antes de alguém fazer a bobagem de se

desfiliar do sindicato e ficar falando mal da

Diretoria nos terminais, é muito bom que todo

mundo se ligue na verdadeira história das

HEPs. A grande maioria da categoria NÃO

TRABALHAVA NO TRANSPORTE QUANDO

FOI CRIADA A HEP. Por isso é necessário

que a gente faça um histórico dessa questão.

Acompanhe agora. Vamos fazer a explicação

com perguntas e respostas, para ficar tudo

mais claro e fácil de compreender.

1) As HEPs sempre existiram?

Resposta: NÃO. As HEPs foram criadas

há alguns anos atrás, com o nome de VEP –

Viagem Extra no Pico. Isso foi fruto de muita

negociação, porque os patrões não queriam

regras para nada.

2) Então, como era antes?

Resposta: Tinha “uma coisa” chamada TI-

RADA DE CARRO, ou ainda CARRO EXTRA.

Funcionava assim: os patrões ESCOLHIAM os

seus peixinhos preferidos e colocavam eles para

FAZEREM AS VIAGENS EXTRAS nos horários

de pico. SOMENTE esses “escolhidos” do patrão

faziam estas viagens “para ganhar um pouco

mais no final do mês”. Cada empresa fazia suas

próprias regras. Não tinha limite do número de

horas e os valores pagos eram diferenciados. O

pagamento era por fora da folha.

3) E como se foram criadas as VEPs?

Resposta: Quando o sindicato saiu das

mãos dos pelegos e começou a denunciar estas

barbaridades o Ministério do Trabalho começou

a fiscalizar um pouco mais. Então os patrões

tiveram que mudar alguma coisa. A gente

ainda não tinha organização e força para acabar

com aquele trabalho ilegal, quase escravo.

Aí se criou as VEPs. Maneira encontrada pelo

sindicato para ter ALGUM CONTROLE sobre

isso.

4) E como funcionavam as VEPs?

Resposta: As empresas não podiam mais

colocar quanta gente quisessem. O número

máximo de trabalhadores era 10% do número

total dde empregados de cada empresa. AS

EMPRESAS Tiveram que abrir uma lista onde

QUEM QUISESSE TRABALHAR NESTAS VIA-

GENS poderia se inscrever. Se tivesse mais

inscritos que o número de vagas, a empresa

tinha que fazer um RODÍZIO ENTRE OS INTE-

RESSADOS, sendo que todos teriam direito a

fazer o mesmo número de horas. O pagamento

era feito em TÍQUETES ALIMENTAÇÃO e o

valor igual em todas as empresas.

5) E por que o SINDIMOC aceitou isso?

Resposta: Primeiro vamos esclarecer que

o nome do sindicato naquela época era SINDI-

MOC (sindicato dos motoristas e cobradores).

O restante da categoria nem era considerado.

O SINDIMOC ainda era pequeno e começando

a luta. Não tinha muita força. Fazer o acordo

de criação das VEPs, naquele momento,

foi uma vitória. Pelo menos assim o sindicato

tinha algum controle.

6) Por que mudou de VEPs para HEPs?

Resposta: O sindicato foi se fortalecendo.

Virou SINTRATURB (passando a representar

todos os trabalhadores). Começou a denunciar

irregularidades no uso das VEPs e o fato de serem

pagas em TÍQUETE ALIMENTAÇÃO. Conseguimos

fazer os patrões mudarem a forma

de fazer estas horas e pagarem EM DINHEIRO

E NA FOLHA DE PAGAMENTO. O número de

vagas em cada empresa passou a ser de 15%

do número de motoristas e cobradores. Foi aí

que mudou o nome para HEPs.

7) Por que começou a haver

problemas com as HEPs?

Resposta: Por que as empresas descumpriram

a CCT. Não respeitaram o horário e o limite

de 15%. NÃO ABRIAM as listas de inscrição,

tentando continuar com os “peixinhos”.

Outro problema foram alguns “OLHUDOS

que não cumpriam o rodízio e aceitavam pagamentos

irregulares.

Foram estes Chupins que detonaram as

HEPs. Sua ganância despertou a atenção do

Ministério Público.

4

Junho - 2 0 0 8

A verdadeira história das HEPs: quem entregou?

Agora rola um boato de que TODAS HO-

RAS-EXTRAS ACABARAM. Não esquenta

não! Isso NÃO É VERDADE. As HEPs acabaram

porque eram ilegais. As horas-extras

são previstas na lei trabalhista. Vamos

explicar um pouquinho a diferença.

A lei diz que HORA-EXTRA é aquela hora

trabalhada além da jornada normal diária e

QUE NÃO PODE HAVER INTERVALO entre

o final da jornada e o início da hora-extra.

Ou seja, a lei diz que a hora-extra tem que

acontecer NA SEQUÊNCIA DA JORNADA,

sem intervalo nenhum.

8) Afinal, o que acabou com as

HEPs? Sintraturb avisou bem antes.

Resposta: O que acabou com as HEPs foram

as irregularidades cometidas pelas empresas

e o olho grande de alguns que queriam

só para eles. O SINTRATURB sempre avisou

que era melhor cumprir as regras para não ter

problemas. Um dia a fiscalização se cansaria

de tantas irregularidades.

9) E o tiro final? Como aconteceu?

Resposta: Não adiantou o SINTRATURB

avisar. Chupins olhudos continuaram a fazer

horas demais e as empresas continuaram a

cometer irregularidades. Numa ação de fiscalização

na TRANSOL, um Procurador do

Trabalho observou as irregularidades e mandou

consertar. A TRANSOL nem deu bola. O

Procurador entrou com na Justiça para acabar

com estas horas e comunicou ao sindicato o

fim das HEPs.

10) E agora? Como é que fica?

Resposta: Ora! Aconteceu exatamente o

que o SINTRATURB já alertava há uns 4 anos.

Várias vezes avisamos que os Chupins olho

grande iam conseguir ACABAR COM ESTAS

HORAS. E conseguiram. Agora ninguém mais

vai poder fazer HEPs.

11) Vão continuar mentindo e

acusando o SINTRATURB?

Resposta: As empresas e alguns Chupins

Patronalis vão continuar acusando o SINTRA-

TURB de ter acabado com as HEPs. São mentirosos

descarados. As HEPs só não acabaram

antes porque o sindicato teve habilidade para

negociar seu permanência por mais tempo.

Por isso não ADIANTA VIR COBRAR DO

SINTRATURB. Pior ainda é sair de sócio e ajudar

os patrões a enfraquecer e dividir nosso

sindicato. Quem tem que responder pelo fim

das HEPs são os patrões e alguns Chupins Patronalis.

Quiseram demais e agora deixaram

todos SEM NADA.

As horas-extras náo acabaram

A lei só autoriza DUAS HORAS-EXTRAS

POR DIA, no máximo.

Então você já percebeu porque o Ministério

Público do Trabalho não aceita mais

a HEP. É porque ela tinha até 3 horas por

dia e, principalmente, porque havia INTER-

VALO entre a hep e a jornada normal. Pela

lei, esse intervalo deve ser pago e isso não

era feito.

Entendeu a grande diferença? As horasextras

na seqüência da escala da gente é legal

e pode ser feita tranquilamente. Assim

está esclarecido e desmentido o boato.

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