Projecto SER 2.06.pdf - Escola Básica Integrada de Arrifes

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Projecto SER 2.06.pdf - Escola Básica Integrada de Arrifes

Índice

Projecto de Intervenção - SER

INTRODUÇÃO ................................................................................................................................. 14

1 – JUSTIFICAÇÃO DO PROJECTO SER ...................................................................................... 16

2 - CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA BÁSICA INTEGRADA DE ARRIFES ........................... 18

2.1. LOCALIZAÇÃO ............................................................................................................. 18

2.2. CARACTERIZAÇÃO DOS EDIFÍCIOS ESCOLARES ............................................... 19

2.3. CARACTERIZAÇÃO DOS RECURSOS HUMANOS ................................................. 20

2.3.1. - ALUNOS ...................................................................................................................... 20

2.3.2.- PESSOAL DOCENTE ................................................................................................... 21

2.3.3 - FORMADORES EXTERNOS ..................................................................................... 22

2.3.4.- SERVIÇOS ESPECIALIZADOS DE APOIO EDUCATIVO ...................................... 22

2.3.5.- PESSOAL NÃO DOCENTE ......................................................................................... 24

2.4. - CARACTERIZAÇÃO DO MEIO ........................................................................................ 25

3 – CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO ALVO...................................................................... 27

3.1 - DISTRIBUIÇÃO DOS ALUNOS POR ESCALÃO ............................................................. 27

3.2 - ALUNOS QUE BENEFICIAM DE TRANSPORTE ESCOLAR EM CARREIRAS

PÚBLICAS ..................................................................................................................................... 27

3.3 - DADOS DOS HÁBITOS ALIMENTARES NA CANTINA RECOLHIDOS POR

OBSERVAÇÃO DIRECTA .......................................................................................................... 28

4 - IDENTIFICAÇÃO E JUSTIFICAÇÃO DAS NECESSIDADES DA POPULAÇÃO - ALVO . 30

4.1 – DADOS UTILIZADOS NA ANÁLISE ............................................................................... 30

4.2 – PRIMEIROS RESULTADOS............................................................................................... 30

4.2.1 - SAÚDE MENTAL .......................................................................................................... 31

4.2.2 - SAÚDE ORAL ............................................................................................................... 34

4.2.3 - ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL ..................................................................................... 39

4.2.4 - ACTIVIDADE FÍSICA .................................................................................................. 43

4.2.5 - AMBIENTE E SAÚDE .................................................................................................. 46

4.2.6 - PROMOÇÃO DA SEGURANÇA E PREVENÇÃO DE ACIDENTES ........................ 48

4.2.7 - EDUCAÇÃO PARA O CONSUMO ............................................................................. 51

4.2.8 - CONSUMO DE SUBSTÂNCIAS LÍCITAS E ILÍCITAS ............................................ 53

4.2.9 - VIOLÊNCIA EM MEIO ESCOLAR ............................................................................ 57

4.2.10 - SEXUALIDADE .......................................................................................................... 60

4.3 – IDENTIFICAÇÃO DE NECESSIDADES E ESTABELECIMENTO DE PRIORIDADES

PARA A INTERVENÇÃO ............................................................................................................ 66

5 – OBJECTIVOS .............................................................................................................................. 68

6- PARCERIAS E APOIOS ............................................................................................................... 69

7- ESTRATÉGIAS E ACTIVIDADES .......................................................................................... 70

8 - CRONOGRAMA DE ACTIVIDADES ..................................................................................... 82

9- AVALIAÇÂO ............................................................................................................................ 92

10 BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................................ 93

ANEXOS ............................................................................................................................................ 94

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INTRODUÇÃO

Projecto de Intervenção - SER

O projecto SER, acrónimo de Saúde e Educação para a Responsabilidade, desenvolvido no

âmbito do Programa Regional de Saúde Escolar e de Saúde Infanto-Juvenil (PRSESIJ) será

desenvolvido em estreita parceria entre o Centro de Saúde dos Arrifes e a Escola Básica Integrada

de Arrifes. O projecto será desenvolvido durante um triénio com propostas de actividades assentes

em dois eixos: a vigilância e protecção da saúde e a aquisição de conhecimentos, capacidades e

competências em promoção da saúde.

A efectividade e sustentabilidade das intervenções serão asseguradas, de modo mais

sistemático, pela incorporação das temáticas na área não curricular de Cidadania. Assim, uma das

metodologias de intervenção deste projecto será o apoio directo aos directores de turma e/ou

professores de Cidadania na sua função de promover junto dos jovens a aquisição de

conhecimentos, capacidades e competências que visem a promoção da saúde. Os directores de

turma, sendo privilegiados no contacto directo com a população alvo, irão recolher dados que

permitirão diagnosticar as áreas temáticas mais problemáticas e de maior prioridade.

Considerando o carácter multidimensional das questões levantadas, que serão matérias de

intervenção, o projecto SER irá apelar a diversos parceiros, de modo a que a abordagem seja feita

em frentes pluridisciplinares e multissectoriais. Deste modo, além da Comunidade Escolar e do

Centro de Saúde local, o projecto terá como aliados outros parceiros: a Direcção Regional da Saúde

(DRS), a Direcção Regional da Educação e Formação (DREF), as juntas de freguesia da área

pedagógica desta unidade orgânica, a Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada (ESEPD),

a Associação de Planeamento Familiar (APF), a Associação de Apoio à Vítima (APAV) e, de modo

particular, a Associação de Pais (AP).

Uma das formas de dar resposta às necessidades de saúde é através do desenvolvimento de

projectos de intervenção. A intervenção do projecto SER terá como ponto de partida a realização de

um diagnóstico da situação. Esta análise assentará, essencialmente, no levantamento de dados

através de um questionário exaustivo implementado em sala de aula, em suporte digital, dirigido

aos alunos do 1º/2º/3º ciclos e ensino profissional, bem como o assentamento do índice de massa

corporal (IMC) destes mesmos alunos, e que será executado graças à colaboração do grupo

disciplinar de Educação Física da escola. Além disso, proceder-se-á ao registo dos hábitos

alimentares dentro da cantina da escola, com a colaboração do pessoal não docente. De seguida, o

grupo de trabalho, a equipa de saúde escolar (ESE), com os dados recolhidos procederá à

delineação de prioridades, à fixação de objectivos, selecção das estratégias e actividades que

permitam alcançar os objectivos desejados. O planeamento de um projecto é uma fase essencial

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Projecto de Intervenção - SER

para a concretização do mesmo. Devem ser valorizados todos os aspectos positivos (recursos

humanos, materiais, parcerias) que possam favorecer a realização do projecto, ao mesmo tempo que

não devem ser descuradas as eventuais fraquezas e ameaças que possam surgir, no sentido de

minimizá-las.

Todas as etapas prevêem a avaliação contínua do processo, de modo a ajustarem-se às

necessidades emergentes e diferentes que surgirem, tendo como principal propósito acções

exequíveis e participadas pela população alvo.

O presente projecto inicia-se com a justificação da realização do mesmo, seguindo-se a

caracterização da escola. Posteriormente, efectuar-se-á a identificação e justificação das

necessidades da população alvo e a apresentação e análise dos dados obtidos através do

questionário. A partir dos mesmos, proceder-se-á ao estabelecimento de algumas prioridades para a

intervenção. De seguida, serão apresentados os objectivos, geral e específicos do projecto SER, aos

quais se seguem as estratégias e actividades a desenvolver de forma a alcançá-los. Após a

explanação destes assuntos, apresentaremos parcerias e apoios, cronograma das actividades,

orçamento, avaliação e constituição da equipa do projecto.

Prevê-se que a pouca experiência na elaboração deste tipo de projecto, assim como a

limitação de tempo para o seu planeamento, possam constituir dificuldades na consecução do

mesmo.

Consideramos este projecto, desenvolvido no âmbito da PRSESIJ, positivo e desejamos que

possa contribuir, de uma forma geral, para a melhoria da qualidade da saúde de crianças e jovens

através da promoção de hábitos de vida saudável. Dotados de conhecimentos, providos de

informação adequada e enriquecidos ao nível das próprias competências sociais, pessoais e valores

universais, esperamos que esses alunos possam vir a alterar os seus comportamentos, enveredando

por estilos de vida saudáveis. Como defende P. Singer, é urgente reflectirmos sobre as nossas

escolhas da vida quotidiana para sermos mais coerentes e conscientes a nível ético (2008:274). Isto

passa pela construção de um quadro de valores baseado na responsabilidade e consciencialização

para o risco nas crianças e jovens, enfatizando a importância dos mesmos se preocuparem, não só

consigo, mas também com o Outro.

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1 – JUSTIFICAÇÃO DO PROJECTO SER

Projecto de Intervenção - SER

Num tempo em que se defendem os valores da inclusão e da cidadania, um projecto de

intervenção na área da saúde é indispensável. De acordo com Hamido, as famílias de risco que

beneficiam da acção de redes de apoio social tendem a ser mais capazes de assegurar um ambiente

equilibrado e psicologicamente positivo às crianças que nelas se integram (2006:113). Nesta

perspectiva, e em nossa opinião, compete à escola, centro de saúde local e instituições parceiras

locais, a criação de estratégias e actividades de apoio com vista a promover a responsabilidade

individual e colectiva para a saúde.

No projecto SER, a intervenção ao nível da escola será focalizada na mudança de atitudes,

valores e comportamentos, através da capacitação dos alunos, pelo treino, de competências pessoais

e interpessoais. O projecto pretenderá impulsionar metodologias dinâmicas de pesquisa e

construção do conhecimento próprio e o desenvolvimento de competências pessoais e interpessoais

relacionadas com as áreas temáticas consideradas prioritárias através do diagnóstico realizado.

No relatório apresentado à UNESCO pela Comissão Internacional da Educação no Século

XXI, à qual J. Delors presidiu, foram enunciados quatro pilares da educação a ter em conta:

aprender a conhecer, aprender a fazer, aprender a ser e aprender a viver em conjunto. Assim, o

antigo presidente da Comissão Europeia defendeu que, sem termos estes pilares garantidos,

dificilmente poderemos falar de desenvolvimento de competências ao longo de toda a vida.

Segundo ele, “A expressão lifelong training [a qual prefere substituir por lifelong learning] é muitas

vezes utilizada. Mas infelizmente ainda não se começou a montar o estaleiro.” (2006:237). As

finalidades educativas têm vindo progressivamente a evoluir de uma transmissão estática de

conhecimentos, ao nível do saber, para um desenvolvimento de conhecimentos dinâmicos. Mais do

que saber é preciso gostar de saber, aprender a conhecer, ter vontade e capacidade de procurar o

conhecimento. Noutro nível, ainda, o saber-fazer em diversos domínios, aprender a fazer de modo

a dotar cada um de capacidades de adaptação às mudanças constantes a que estamos ligados. O

aprender a ser implica um aperfeiçoamento de competências pessoais que permitam enfrentar, com

maior resiliência, auto-estima e responsabilização pessoal as adversidades que intersectam a vida

dos indivíduos. Ainda, se considera importante o saber-estar em sociedade, aprender a viver em

conjunto que passa pelo desenvolvimento de capacidades interpessoais que poderão, no limite,

transformar as pessoas em indivíduos mais interventivos na sociedade, através, justamente, de uma

capacidade relacional extra de que passam a ser dotadas.

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Projecto de Intervenção - SER

A intervenção do Centro de Saúde terá o seu enfoque na vigilância de parâmetros de saúde,

acções informativas e formativas, implementadas de forma incisiva e pontual nos públicos

assinalados e encaminhados para essas mesmas acções.

Os enfermeiros e professores, entre outros profissionais na área da educação e saúde,

desempenham um papel privilegiado no presente projecto, pelo contacto directo interventivo que

têm com as crianças/jovens no desenvolvimento destes quatro pilares da educação que prevêem

uma formação integral e holística do indivíduo.

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Projecto de Intervenção - SER

2 - CARACTERIZAÇÃO DA ESCOLA BÁSICA INTEGRADA DE ARRIFES 1

Neste capítulo, citando o Projecto Educativo da Escola Básica Integrada de Arrifes,

(2009/2012), far-se-á uma breve caracterização da escola, a qual incluirá a caracterização do meio

onde está inserida.

A Escola Básica Integrada de Arrifes foi criada pelo DRR nº 14/2002/A, de 31 de Maio,

integrando a Escola Básica dos 2.º e 3.º Ciclos de Arrifes e os estabelecimentos da Educação

Pré-escolar e do 1º Ciclo das freguesias de Arrifes, Covoada e Relva.

2.1. LOCALIZAÇÃO

A Escola Básica Integrada de Arrifes é constituída por vários Núcleos Escolares e pela Escola

Básica 2, 3 de Arrifes, que funciona como sede, e situa-se na Rua Cardeal Humberto Medeiros, na

freguesia de Arrifes, concelho de Ponta Delgada, na ilha de S. Miguel.

Na freguesia de Arrifes, também se situam quatro Núcleos Escolares. O Núcleo de Outeiro,

situado na Rua do Outeiro, integrado na paróquia de Milagres; o Núcleo de Milagres que se situa na

Travessa de Milagres, lugar de Milagres; o Núcleo Eng. José Cordeiro, situado na Travessa da

Piedade, integrado na paróquia da Saúde; e o Núcleo Cardeal Humberto Medeiros, situado no Largo

da Saúde.

O Núcleo Escolar da Relva está situado na Rua da Guiné, na freguesia da Relva.

O Núcleo Escolar da Covoada encontra-se localizado na Avenida 6 de Janeiro, na freguesia da

Covoada.

1 Retirado do Projecto Educativo da Escola Básica Integrada de Arrifes – Triénio 2010/2013

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Projecto de Intervenção - SER

2.2. CARACTERIZAÇÃO DOS EDIFÍCIOS ESCOLARES

Os quadros abaixo apresentados referem as características das estruturas físicas dos

edifícios que constituem a Escola Básica Integrada de Arrifes.

Núcleo do Outeiro

*+ 2 salas de aula no edifício da Casa do Povo de Arrifes

**A biblioteca funciona como sala de aula da UNECA de surdos

Núcleo dos Milagres

Núcleo Eng. José Cordeiro

Núcleo Cardeal Humberto

Medeiros

Tipo de Edifício

Plano dos

Centenários

Plano dos

P3

Centenários

Plano dos

Centenários

Plano dos

U3 Módulos

Centenários

Blocos 1 1 2 3 2 1 5

Salas de Préescolar

2 2 2 5 2 2 0

Salas de aula 4 4 4 7* 5 4 27

Sala de apoio 1 1 1 5

Sala de

informática

1 1 5

Biblioteca 1** 1 1 1

Centro de

recursos

1

Sala de

professores

1 1 2

Polivalente 1 1

Ginásio 1 1 1 2

Gabinetes 2 2 2 5

Refeitório 1 1 2 1 1 1

Cozinha

W.C. de alunos,

1 1 1 1 1 1

professores e

auxiliares

7 7 8 12 5 8 8

Arrecadações 1 1 4 5 3 5 5

Campo de jogos 1 1 1 1 1 1 1

Parque infantil 1 1 0

Núcleo da Relva

Núcleo da Covoada

EB 2,3 de Arrifes (Sede)

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2.3. CARACTERIZAÇÃO DOS RECURSOS HUMANOS

2.3.1. - ALUNOS

Projecto de Intervenção - SER

Na Escola Básica Integrada de Arrifes, no presente ano lectivo, encontram-se matriculados

cerca de 1688 alunos, distribuídos da seguinte maneira:

Total de alunos no ensino pré-escolar e 1.º ciclo do ensino básico = 842 alunos

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Projecto de Intervenção - SER

Ano Núcleos Pré 1º Ano 2º Ano 3º Ano 4º Ano

Cardeal H. Medeiros 71 53 54 41 46

Eng. José Cordeiro 39 19 34 22 18

Milagres 33 20 16 17 15

Outeiro 44 19 12 11 21

Covoada 41 18 17 17 22

Relva 38 28 18 23 35

Total 266 157 151 131 157

250

200

150

100

50

0

213

2º e 3º Ciclos do Ensino Básico

138

129

de alunos

149

86

131

5º Ano a) 6º Ano 7º Ano 8º Ano 9º Ano Pofij

Total de alunos nos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico = 846

a)Neste ano de escolaridade, englobam-se os alunos dos programa OP I (42 alunos) ; OP II

(12 alunos) e UNECA (23 alunos).

2.3.2.- PESSOAL DOCENTE

Núcleos

Educadoras

Educação Pré-Escolar

QND QZP Contratação Afectação

Cardeal H. Medeiros 4 0 0 2

Eng. José Cordeiro 2 0 0 0

Milagres 2 0 0 0

Outeiro 2 0 0 0

Covoada 2 0 0 0

Relva 1 0 0 0

EBI de Arrifes 2 0 2 0

21


Núcleos

Professores

1º Ciclo do Ensino Básico

Projecto de Intervenção - SER

QND QZP Contratação Afectação

Cardeal H. Medeiros 10 0 0 0

Eng. José Cordeiro 4 0 0 0

Milagres 3 0 1 0

Outeiro 3 0 2 0

Covoada 4 0 0 0

Relva 4 0 0 0

EBI de Arrifes 14 0 0 0

Professores

Núcleos

2º e 3º Ciclo do Ensino Básico

QND QZP Contratação Afectação

EBI de Arrifes 91 0 33 6

2.3.3 FORMADORES EXTERNOS

Curso Formadores

Mesa/Bar 1

Cozinha 1

Electromecânica de Manutenção 1

Serralharia Civil 1

Electricidade 1

Refrigeração 1

Técnico de Electricidade 1

Total 7

Estes 7 formadores leccionam em vários cursos. Há mais 4

formadores internos (com contrato a termo resolutivo).

2.3.4. - SERVIÇOS ESPECIALIZADOS DE APOIO EDUCATIVO

Os serviços especializados de apoio educativo comportam o Núcleo de Educação Especial, o

Serviço de Psicologia e Orientação e a Equipa Multidisciplinar de Apoio Sócio-Educativo. Estes

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Projecto de Intervenção - SER

serviços destinam-se a promover a existência de condições para a plena integração escolar de todos

os alunos.

Neste sentido, tais serviços associam as suas actividades às estruturas de orientação educativa e

desenvolvem a sua acção junto de toda a comunidade escolar, nomeadamente prestando apoio

psicológico e de orientação a alunos e professores; acompanhando, individualmente, alunos;

desenvolvendo actividades de orientação escolar e profissional, junto dos alunos do 9.º ano; e

orientando todo o processo de encaminhamento de alunos com Necessidades Educativas Especiais,

em colaboração com os serviços de Apoio Educativo.

Docentes

especializados

Docentes Técnicos

superiores

Núcleo de Educação Especial

Terapeutas

da Fala

Técnicos

Profissionais

de L.G.P.

Assistente

Operacional

Bolseira

Ocupacional Total

20 7 8 2 4 1 1 43

Equipa

Multidisciplinar

Equipa multidisciplinar de Apoio Sócio-educativo

1 Representante do SPO;

1 Representante da Escola na C.P.C.J de Ponta Delgada;

1-Assistente Técnica da Área de Serviço Social;

1 Representante da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens;

1 Representante das Juntas de Freguesia de Arrifes, Covoada e

Relva;

4 Assistentes sociais;

1 Representante dos pais/encarregados de educação;

1 Representante do Centro de Saúde;

1 Representante da Assembleia de Escola;

1 Representante do Conselho Executivo;

Outros elementos que a escola considere por bem convocar.

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2.3.5. - PESSOAL NÃO DOCENTE

Projecto de Intervenção - SER

Total do pessoal administrativo e técnico superior = 14

Total de assistentes operacionais = 66

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2.4. - CARACTERIZAÇÃO DO MEIO

Projecto de Intervenção - SER

A freguesia dos Arrifes, considerada uma das maiores freguesias rurais de Portugal, fica situada

a noroeste da cidade de Ponta Delgada, distando cerca de 4 quilómetros da mesma e abrangendo

uma área de 25,35 Km 2 . A freguesia de Covoada dista cerca de 6 Km de Ponta Delgada e tem uma

área de 15 Km 2 . A freguesia de Relva situa-se 5 Km a poente de Cidade de Ponta Delgada, com

uma área de cerca de 11 Km 2 .

A freguesia dos Arrifes ocupa uma zona de terrenos que servem a agricultura e a pecuária. Quer

dentro da freguesia, quer ao seu redor, existem pastagens para o gado bovino. É na área dos Arrifes

que se encontra a maior “bacia leiteira” de toda a ilha.

Podemos dividir a sua população em dois grandes grupos, um composto por gente que trabalha

a terra e outro constituído por aqueles que todos os dias se deslocam à cidade para trabalhar no

comércio, na indústria e na prestação de serviços vários. É de salientar que, na localidade onde a

escola se insere, a população trabalha maioritariamente por conta de outrem.

Nos últimos tempos, o desenvolvimento da indústria foi significativo, aparecendo iniciativas no

campo oficinal (serralharias, fábrica de lacticínios), no campo industrial (lacticínios e construção

civil), no campo comercial (supermercados e outras lojas de comércio) e no campo dos serviços

(bancos, seguradoras, posto dos CTT, Loja do Cidadão).

A nível cultural existem associações que têm por objectivo a promoção cultural e social da

população. São de salientar grupos como a Associação Cultural Juventude Arrifes, os Escuteiros, a

Lira N.ª Sr.ª da Saúde, a Casa do Povo, o Grupo Desportivo “Águia Clube Desportivo”, Grupo

Folclórico e Grupo «Cantares de Outrora». Neste âmbito, entendemos que merece destaque a

filarmónica de N.ª S.ª da Saúde, que teve origem no ano de 1910, dada a sua vocação pedagógica no

campo da música, e todas as actividades desenvolvidas com a colaboração da Casa do Povo dos

Arrifes, em especial, as relativas à dinamização de Ateliês de Tempos Livres, Centro de Dia de

Idosos, Equipa de Apoio aos Idosos e de Apoio ao Domicílio, e escola de instrumentos de corda.

A freguesia da Covoada encontra-se implantada numa zona rica em pastagens de média altitude,

daí que a população desta freguesia, principalmente a masculina, se dedique intensamente à

agricultura e pecuária, justificando, assim, a presença nesta freguesia de uma importante fábrica de

lacticínios. Todavia, uma elevada percentagem de população activa integra outros sectores

económicos. Esta freguesia possui Junta de Freguesia e Assembleia de Freguesia instituídas. Nesta

freguesia, existe uma instituição de carácter social, designada por “Liga de Amigos” que assegura

diversos serviços socioculturais, nomeadamente, promover o dinamismo cultural e recreativo da

localidade e colaborar com o Centro de Saúde, cedendo instalações. Existe também um Centro

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Projecto de Intervenção - SER

Pastoral, destinado a actividades de catequese, reunião de jovens, aulas de música e outros.

Também tem um Núcleo Museológico que ocupa um antigo edifício escolar.

A Freguesia da Relva conta com um apreciável número de forças vivas, quase todos com sólida

composição, como sejam, a Junta de Freguesia, a Filarmónica Nossa Senhora das Neves, o Grupo

Folclórico, o Grupo de Jovens, o Clube Desportivo e Recreativo Relvense, a Casa do Povo, o

Centro Paroquial, o Conselho Pastoral, o Grupo de Violas, entre outros.

A Relva é, muitas vezes, intitulada de “freguesia dormitório” devido ao facto de uma grande

parte da população trabalhar em Ponta Delgada. No entanto, está dotada de várias pequenas

unidades comerciais e industriais, muitas delas de cariz familiar, mas que se têm vindo a afirmar

localmente. A nível económico predomina a agro-pecuária, contudo, também se encontram lá a

viver muitos operários da construção civil, empregados fabris e funcionários públicos. Nesta mesma

freguesia, existe uma zona turística, junto ao mar, denominada de Rocha da Relva, onde foram

sendo edificadas, ao longo do tempo, várias casas de veraneio. O grupo de “Amigos da Rocha da

Relva” assegura a sua preservação e divulga o seu potencial turístico.

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3 – CARACTERIZAÇÃO DA POPULAÇÃO ALVO

Projecto de Intervenção - SER

Neste capítulo, destacamos alguns aspectos relevantes a nível socioeconómico dos alunos da

escola: a distribuição por escalão e a indicação dos que beneficiam de transporte escolar bem como

alguns dos seus hábitos alimentares no espaço da cantina da escola. Outro ponto que será

considerado é o das médias dos IMC recolhidos junto desses mesmos alunos.

3.1 - DISTRIBUIÇÃO DOS ALUNOS POR ESCALÃO

Grau de

Ensino

1º Escalão 2º Escalão 3º escalão 4º Escalão Total

Pré Escolar 52 33 32 11 128

1º Ciclo 125 115 96 47 383

2º Ciclo 86 89 38 24 237

3º Ciclo 85 95 81 47 308

Total 348 332 247 129 1056*

Rendimento

Social de

Inserção (RSI)

278

EM DIFERENTES GRAUS DE ENSINO

*Este número ascende aos 1100 se contabilizados os restantes alunos do PROFIJ

3.2 - ALUNOS QUE BENEFICIAM DE TRANSPORTE ESCOLAR EM CARREIRAS

PÚBLICAS

Zonas Nº Alunos Empresa Transportadora

Arrifes e Covoada 309 Varela

Relva 131 Auto Viação Micaelense

A Escola tem tido o cuidado de, ao longo dos anos, articular os horários dos alunos com os

horários de carreiras. Assim sendo, os alunos quando terminam as aulas costumam ter,

imediatamente, um autocarro com destino a casa. Quando o número de alunos é manifestamente

insuficiente (menos de 10) os alunos aguardam no máximo uma hora, o que raramente acontece,

(ainda que o estatuto do aluno defina, no máximo duas horas de espera).

Em relação ao estado das paragens de autocarro, registou-se, no passado, na zona da Relva,

no chamado "Bairro", uma situação onde não existia paragem coberta. Esta situação foi apresentada

à Câmara Municipal de Ponta Delgada que, prontamente, resolveu o problema. A escola também já

foi questionada sobre a existência de uma paragem coberta na zona dos Valados, no entanto estes

alunos (cerca de 30) não têm direito a passe escolar, porque as distâncias entre as suas residências e

a escola não perfazem 3km.

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Projecto de Intervenção - SER

3.3 - DADOS DOS HÁBITOS ALIMENTARES NA CANTINA RECOLHIDOS POR

OBSERVAÇÃO DIRECTA

1º dia 21/09/10

Ementas

2º dia - 22/09/10 3º dia – 27/09/10

Esparguete com carne moída Chicharro frito com Lasanha com legumes

Legumes cozidos (Cenoura arroz de tomate cozidos / Hamburgers

ervilha e feijão verde)

Alface e cebola com esparguete

Creme de ervilha

Sopa de couve Sopa de espinafres

Maça

portuguesa

Laranja

Água e pão

Iogurte/maçã /laranja

Água e pão

Água e pão

Observações realizadas

1º dia 2º dia 3º dia

FA FR FA FR FA FR

Refeição completa 46 37% 53 45% 30 29%

Não comeu sopa 62 50% 51 43% 67 64%

Não comeu fruta 29 23% 9 8% 64 61%

Não comeu nem sopa nem fruta 19 15% 4 3% 37 35%

Comeu só fruta 1 1% 0 0% 0 0%

Comeu só sopa 0 0% 9 8% 0 0%

Total refeições servidas 125 100% 118 100% 105 100%

Total de refeições vendidas 147 144 137

Da observação directa sobre os hábitos alimentares dos alunos que comeram no refeitório da

escola nos dias 21/09, 22/09 e 27/09/2010, resultam alguns dados que são dignos de registo, e que,

em certa medida, são por si indicativos das lacunas que se registam a este nível. As tendências em

causa podem ser ilustrativas dos resultados sobre o mesmo tema, recolhidos no inquérito realizado.

Assim, dos três dias observados, verifica-se que a taxa de efectivação das refeições vendidas

é, em média, de 80%, o que significa que os restantes 20% correspondem a alunos que haviam

comprado senha previamente, mas que não chegam a fazer a respectiva refeição. Isto significa, por

outro lado, que estes alunos, em termos gerais, ou não a fazem de todo, ou então trocam-na por

outra adquirida no bar da escola (sandes, bolos, etc.) ou composta por produtos comprados no

exterior do recinto escolar, podendo incluir snacks, chips, bolos sortidos, chocolates e refrigerantes.

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Projecto de Intervenção - SER

À margem desta questão, o panorama observado entre os alunos que almoçaram no

refeitório ao longo daqueles três dias, também não é de todo animador. A percentagem mais alta de

refeições completas verificou-se no segundo dia (45%), sendo de 37% no primeiro e 29% no

terceiro. Como seria de esperar, as falhas ocorrem, na esmagadora maioria dos casos, ao nível da

sopa e da fruta, uma vez que são muito raros, ou quase nenhuns, os casos em que os alunos apenas

ingerem a sopa ou a fruta.

Em média, 52% das refeições são feitas sem o consumo da sopa, enquanto a rejeição da

fruta varia bastante mais (23% no primeiro dia; 8%, no segundo; e 61%, no terceiro). Para este facto

parece concorrer, sobretudo, o tipo de fruta em causa e a circunstância de a fruta poder ser

substituída por iogurte, como aconteceu no segundo dia em que se procedeu ao registo, o que talvez

explique a baixa percentagem de alunos que não comeram a sobremesa. Assim, a maçã (a fruta

disponível no primeiro dia) tende a ser preferida à laranja (o único tipo de fruta disponível no

terceiro dia). No segundo dia, sublinhe-se que, além do iogurte, o leque de escolha se estendia ainda

a uma dessas duas opções – maçã ou laranja.

Mais graves são os casos em que os alunos apenas consomem o prato principal, dispensando

a sopa e a fruta. Uma vez que eles tendem a ser mais renitentes à primeira do que à segunda destas

componentes, o facto de a fruta, num dia em específico, não ser do seu total agrado, faz aumentar a

percentagem de casos em que para a refeição apenas conte o prato principal. Foi o que aconteceu no

terceiro dia de observação (dia em que apenas havia laranja como sobremesa), em que 35% dos

alunos não ingeriram nem sopa nem fruta. Nos restantes dias, os quantitativos foram bem inferiores

a este (15%, no primeiro, e 3%, no segundo), indiciando assim o peso que o tipo de fruta, ou oferta

variada da mesma, assume nas decisões tomadas pelos alunos.

29


Projecto de Intervenção - SER

4- IDENTIFICAÇÃO E JUSTIFICAÇÃO DAS NECESSIDADES DA POPULAÇÃO - ALVO

4.1 – DADOS UTILIZADOS NA ANÁLISE

Como referimos anteriormente, a identificação e justificação das necessidades da população-

-alvo teve como suporte empírico dados de proveniência diversa. Para além do IMC, do registo de

hábitos alimentares na cantina da EBI de Arrifes, de alguns dados socioeconómicos dos seus alunos,

estes dados resultam, fundamentalmente, da aplicação de um questionário que integrou as principais

temáticas do projecto de saúde escolar.

De forma a desenvolver actividades que fossem de acordo com as necessidades da

população alvo, os dados recolhidos foram apresentados e discutidos dentro do grupo de trabalho,

considerando os recursos e tempo disponíveis, tanto na implementação como na preparação dos

mesmos. Foi tido em conta, ainda, a possibilidade de reformulação das mesmas actividades ao

longo do tempo de vida do projecto, de acordo com as necessidades/dificuldades encontradas.

O formulário aplicado à população é composto por um conjunto de setenta e uma questões,

divididas por dez temas: Saúde Mental; Saúde Oral; Alimentação Saudável; Actividade Física;

Ambiente e Saúde; Promoção da Segurança e Prevenção de Acidentes; Educação para o Consumo;

Consumo de Substâncias Lícitas e Ilícitas; Violência em Meio Escolar; Sexualidade. A temática da

Sexualidade surgiu por último no questionário para que os alunos do 1º ciclo cessassem o

preenchimento do mesmo antes de chegarem aos últimos itens deste tema. Com estas questões

pretendeu-se a recolha de informação acerca de conhecimentos, comportamentos e atitudes destes

jovens em relação às temáticas referidas.

4.2– PRIMEIROS RESULTADOS

Neste capítulo, pretende-se discutir e analisar as respostas dadas pelos jovens com o

objectivo de identificar os conhecimentos e atitudes destes face a diversos temas da saúde.

Pretendemos, deste modo, efectuar o levantamento das necessidades para que possamos planear as

actividades a desenvolver.

O questionário foi dirigido a toda a população estudantil da Escola Básica Integrada de

Arrifes, exceptuando os alunos do Pré-escolar.

Assim, de cerca de 1688 alunos matriculados na escola, apenas 1422 foram alvo do estudo e

1061, que representa 75%, responderam efectivamente ao mesmo. Estes distribuíram-se na mesma

proporção por ambos os sexos e encontram-se situados, sobretudo, na faixa etária entre os 6 e os 14

30


Projecto de Intervenção - SER

anos, com destaque, particularmente, para os 11/12 anos, no caso do sexo feminino, e para os 9/10

anos, no que se refere ao sexo masculino.

90

80

70

60

50

40

30

20

10

0

Alunos inqueridos distribuídos por idade e sexo

4.2.1- SAÚDE MENTAL

F M

5 anos

6 anos

7 anos

8 anos

9 anos

10 anos

11 anos

12 anos

13 anos

14 anos

15 anos

16 anos

17 anos

A primeira parte do questionário pretendia fazer um diagnóstico sobre a saúde mental da

população alvo, ainda que a ESE reconheça que este instrumento possa não ser o mais adequado

para revelar os comportamentos e as atitudes perante situações reais. Verificou-se que, na maior

parte das vezes, os jovens das faixas etárias analisadas tinham consciência dos modos

“correctos”/”ideais” de como orientar os seus comportamentos com vista a atingir bons resultados

ao nível da sua saúde individual, mas a verdade é que, perante a circunstância de preencherem um

questionário sobre o assunto, tenderam a não assumir, de forma consciente ou inconsciente, os

problemas a nível psicológico/mental. Uma das formas mais rigorosas de os analisar seria através

de um registo de atitudes e comportamentos face a situações reais ou hipotéticas criadas, como

ocorreu no caso da observação directa dos hábitos alimentares na cantina da escola.

31


Projecto de Intervenção - SER

32


Projecto de Intervenção - SER

Contudo, apesar destes obstáculos, concluímos que, de um modo geral, os alunos da EBI de

Arrifes consideram ser pessoas alegres, tranquilas, curiosas e educadas. A maioria afirma deitar-se

até às 22:30 horas e acordar entre as 07:30 e as 08:30 horas, o que perfaz, em média, cerca de 9

horas de sono. No entanto, é do conhecimento informal de alguns docentes que existem casos, mais

frequentes do que seria desejável, de alunos que não dormem o suficiente para ficarem acordados

com o objectivo de navegarem na Internet (designadamente, para jogarem online) ou de verem

televisão até mais tarde. Este facto ficou comprovado nos dados recolhidos, pois cerca de 53% e

60% dos alunos dizem ter computador e televisão no quarto de cama, respectivamente. Estes

números, por si só, conduzem à necessidade de os alertar para os perigos que podem derivar daqui

se não forem tomadas medidas preventivas por parte dos pais.

Costumas passear com a tua

família?

93%

7%

Não

Sim

33


Outros

Amigas/os

Vizinhos

Primos

Tios

Avós

Irmãos

Professores

Pais

Projecto de Intervenção - SER

Com quem costumas falar quando estás triste?

0 100 200 300 400 500 600 700

A família parece assumir um papel importante junto dos inquiridos, tanto nos momentos de

lazer como nas situações de aconselhamento: 88% dos alunos referem que passeiam com a família,

e as categorias “pais” e “avós”, no que diz respeito às pessoas a quem costumam recorrer com

frequência quando se sentem tristes, somam 63% e 21% das respostas respectivamente. Isto não

invalida que recorram também a outras pessoas que à partida se encontram dentro da mesma faixa

etária e com um grau de maturidade semelhante ao seu, como sejam os amigos (45%), irmãos

(30%) e primos (24%).

4.2.2 - SAÚDE ORAL

Quando questionados sobre se costumam lavar os dentes com regularidade, apenas 2,0% dos

alunos inquiridos é que admitem não o fazer, o que não significa que a concepção de regularidade

seja entendida do mesmo modo junto dos restantes. Com efeito, só 75% é que fazem higiene oral

depois de acordar ou tomar a primeira refeição da manhã, enquanto esta percentagem decresce para

68% no que respeita à lavagem dos dentes no período da noite. No que se refere levar a cabo esta

prática após as principais refeições do dia, os quantitativos são ainda mais baixos: 19% depois do

almoço e 31% após o jantar. De acordo com esta distribuição e se pensarmos que “lavar os dentes

com regularidade” implica, em termos gerais, a escovagem três vezes ao dia, com intervalos de

tempo semelhantes entre cada duas lavagens, tudo indica que, de entre os 98% dos inquiridos que

referem fazê-lo, são bastante menos aqueles que, efectivamente, cumprem o requisito das três ou

mais vezes ao dia.

34


39%

Tens escova de dentes própria?

2%

98%

Costumas lavar os dentes?

98%

16%

35%

10%

2%

Projecto de Intervenção - SER

Quando costumas lavar os dentes?

Não

Sim

Não

Sim

De manhã

À noite

Depois do almoço

Depois do jantar

Usas pasta de dentes?

1%

99%

Não

Sim

35


Projecto de Intervenção - SER

Quanto às condições e à forma como é realizada a higiene oral em casa, há a registar, em

primeiro lugar, que, não obstante a reduzida percentagem, não deixa de ser surpreendente que 2%

dos alunos que responderam ao inquérito não possuam ainda a sua própria escova de dentes,

partilhando-a com outro(s) membro(s) do agregado familiar. À parte disto, a totalidade utiliza pasta

de dentes no processo de lavagem e apenas 28% dos respondentes é que estendem para um ano ou

mais o período de troca da escova de dentes, significando isto que os restantes ¾, sensivelmente,

respeitam o prazo de vida médio deste instrumento (3 ou 4 meses).

O recurso ao fio dentário é reduzido, pois não é utilizado em 70% dos casos. A situação

tornar-se-á menos grave se pensarmos que se trata de uma prática aconselhável, sobretudo, a partir

da fase da adolescência, pelo que uma parte dos alunos entrevistados ainda não se encontra dentro

da mesma, alterando, deste modo, a leitura que pode ser feita a partir da referida percentagem.

36


Projecto de Intervenção - SER

Na ausência de outro tipo de resultados que o comprovam, os sinais de problemas, presentes

ou futuros, com a saúde oral dos alunos inquiridos, tornam-se evidentes quando 39% destes

afirmam já terem experimentado dores de dentes com frequência (“Algumas vezes”, 32%; “Muitas

vezes”, 7%). Trata-se de um resultado particularmente alarmante se pensarmos que a população

alvo do inquérito realizado se situa numa faixa etária cujo limite inferior são 5 anos de idade e o

limite superior não vai além dos 17 anos. Repare-se, ainda, que, aos quantitativos atrás referidos,

ainda devem ser acrescentados 28% de inquiridos que afirmam ter sentido dores de dentes “uma

vez” na vida, o que não deixa de ser igualmente surpreendente se pensarmos que com uma higiene

oral eficiente e uma vez tomados os cuidados de visitas regulares ao dentista, ao longo do período

de vida destes alunos, seria pouco provável termos apenas 34% de alunos que nunca passaram pela

experiência em causa.

37


Projecto de Intervenção - SER

As idas regulares ao dentista constituem outro “ponto fraco” dos hábitos de higiene oral dos

alunos da EBI de Arrifes. Quase 30% dos que foram inquiridos afirmaram nunca terem ido ao

dentista, enquanto que, de entre os restantes, 42% não tiveram mais do que duas consultas na vida

(“Uma vez”, 23%; “Duas vezes”, 18%). Ainda que 19% refiram terem sido atendidos nesta

especialidade “muitas vezes” e outros 39% “algumas vezes”, a verdade é que não podemos

interpretar estes casos como sendo reveladores de uma atitude e comportamento de prevenção no

sentido rigoroso do termo, pois basta pensarmos nas elevadas percentagens de inquiridos que já

conhecem o que é ter dores de dentes. Além de que 39% não conhecem o termo “cárie”, que é

revelador da necessidade de conhecimentos elementares nesta temática para um comportamento

preventivo na saúde oral.

38


4.2.3 - ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

Projecto de Intervenção - SER

O pequeno-almoço antes de sair de casa não é uma prática usual para todos os alunos da EBI

de Arrifes. Cerca de 7% referiram não ter tomado o pequeno-almoço até à hora de preencherem o

questionário. No entanto, este valor é significativo se pensarmos que alguns destes alunos poderão

levar a manhã, ou até o dia todo sem se alimentar. De notar que os alunos que assinalaram que

costumam tomar uma refeição a meio da manhã poderão dividir-se em duas situações. Por um lado

a daqueles que saíram de casa sem comer e que só o fizeram já na escola a meio da manhã. Por

outro lado, a situação dos que tomam uma segunda refeição matinal. Seja como for, não nos

admiraria o facto dos valores respeitantes às refeições a meio da manhã e a meio da tarde

reflectirem a importância que têm no universo dos alunos do 1.º Ciclo, o que conduz à hipótese de

uma boa parte dos alunos do 2.º e 3.º Ciclo se absterem de fazer qualquer uma destas refeições.

39


Projecto de Intervenção - SER

Quanto à constituição do pequeno-almoço, é de sublinhar o facto de menos de 50% dos

alunos tomarem leite branco, e o consumo de leite com chocolate quase se equiparar a este valor,

com um quantitativo de 34%. Relativamente a esta refeição, há a sublinhar ainda o facto de que a

mesma é composta de café puro para 4% dos inquiridos, o que sendo uma percentagem mínima,

não deixa de ser preocupante dentro das faixas etárias consideradas. A acrescentar a isto, poder-se-á

reunir todos os alimentos doces consumidos – pão com tulicreme; pão com doce; bolos doces e

bolachas – que somam cerca de 50% na sua totalidade e que constitui um aspecto grave se

considerarmos a primeira refeição do dia aquela onde os nutrientes (açúcares) são mais rapidamente

absorvidos.

40


Projecto de Intervenção - SER

Quase ¾ dos alunos comem na escola em dias de aulas. Assim, é de grande importância

saber o que consomem. Apenas 16% destes trazem almoço de casa, do que se depreende que a sua

composição poderá, de algum modo, ser controlada por adultos. Por um lado, cerca de ¼ dos alunos

compõem a refeição a seu gosto com os produtos disponíveis no bar, o que sublinha a necessidade

do mesmo ter de garantir a disponibilidade de produtos saudáveis até a meio da tarde. Por outro

lado, 44% dos alunos compram senha, valor este que seria desejável incrementar, uma vez que esta

é a única possibilidade de, actualmente, se incluir sopa e refeição “de prato” no almoço. No entanto,

neste caso, e como foi referido na análise da observação directa às refeições na cantina, existe ainda

todo um trabalho a fazer no sentido de procurar garantir o consumo completo da mesma refeição.

No que se refere às bebidas consumidas nas refeições, as escolhas dos alunos recaem sobre a

água (70%), aspecto que é de saudar; sumos naturais (46%); e sumos artificiais (35%). Porém, a

classificação e distinção, da autoria dos próprios alunos, entre estes dois últimos itens é duvidosa,

uma vez que a disponibilidade dos sumos naturais na escola praticamente não se verifica. Assim,

41


Projecto de Intervenção - SER

estes dois itens somados perfazem uma percentagem superior aos 80%, o que significa que o sumo

é ainda é uma escolha preferível à água.

O consumo de fruta também fica aquém do nível máximo que seria desejável para uma

população que se situa numa faixa etária de crescimento e de grandes necessidades nutritivas,

designadamente em termos vitamínicos. Cerca de 22% dos inquiridos ficam fora deste objectivo.

No que concerne ao consumo de legumes, a situação é ainda mais grave, pois apesar de mais

de 60% da população referir que consome estes alimentos com alguma frequência, apenas 50%

referiram ter consumido legumes no dia anterior ao preenchimento do inquérito, enquanto 10%

dizem fazê-lo regularmente. Sublinhe-se ainda que cerca de 5% dizem nunca comer legumes.

42


Projecto de Intervenção - SER

Se é verdadeira a possibilidade da falta do consumo de legumes poder ser colmatada com o

consumo diário de sopa, tal parece não se verificar segundo os dados recolhidos. Se admitirmos, no

limite, que os 60% de inquiridos que dizem consumir legumes são os mesmos 60% que dizem

comer a sopa, ficaríamos, então, com 40% de alunos que não ingerem qualquer tipo de legumes

diariamente.

4.2.4 - ACTIVIDADE FÍSICA

No que diz respeito à actividade física que regularmente é desenvolvida pelos alunos da EBI

de Arrifes, pode dizer-se que, em muitos casos, se limita às aulas de Educação Física. Com efeito,

90% dos mesmos afirmam ser assíduos a esta disciplina e praticar os exercícios propostos. Por

outro lado, são 56% os que dizem que, à margem das aulas de Educação Física, praticam algum tipo

de desporto.

43


Projecto de Intervenção - SER

Nesta segunda situação, os desportos mais referidos pelos alunos são o futebol (31%), a

dança (14%) e o judo (11%). Tanto a natação, como o voleibol, o basquetebol ou a patinagem

recolhem uma adesão inferior a 10%. No conjunto destas modalidades, não deixa de ser importante

referir que o futebol é a única que, para além de não abranger de igual modo rapazes e raparigas,

tende a ser praticada de forma mais “ha-doc”, isto é, de um modo menos organizado e menos

regular, pelo que a leitura do respectivo quantitativo e comparação com os restantes deve levantar

44


Projecto de Intervenção - SER

algumas reservas. Em todo o caso, e feita esta ressalva, sublinhe-se que a maior parte dos

respondentes afirma praticar a(s) actividade(s) em causa, em média, duas a três vezes por semana, o

que se enquadra dentro dos parâmetros de frequência desejáveis para a prática de uma modalidade

desportiva amadora por parte de crianças e jovens em idades como as que aqui são contempladas.

Complementarmente à actividade física desenvolvida nas aulas e fora do contexto escolar,

foi ainda perguntado aos alunos se tinham por hábito fazer caminhadas, pelo que cerca de 60%

responderam positivamente. Em nosso entender, trata-se de uma percentagem animadora, ainda que

possamos admitir que entra um pouco em contradição com o valor relativo a uma caminhada

concreta: a vinda a pé para a escola, à qual apenas 37% diz que sim, que para a maioria dos alunos é

de curta distância, é diária e, por isso, reflecte o quotidiano verdadeiro dos alunos.

Mesmo que se acredite que realmente alguns destes alunos façam outras caminhadas

complementarmente à prática de uma modalidade desportiva regular, não se pode excluir a

possibilidade de existir um outro conjunto de crianças e adolescentes que, à parte da disciplina de

Educação Física, não criam uma oportunidade alternativa para realizarem uma actividade física

saudável.

45


4.2.5 - AMBIENTE E SAÚDE

Projecto de Intervenção - SER

A consciência dos alunos a nível ecológico parece-nos um ponto forte em todas as questões

colocadas, o que vem ao encontro do trabalho efectuado ao nível da escola, quer no âmbito do

projecto da Eco-Escola, quer na abordagem destes temas nas aulas de Ciências Naturais do 8º ano e

dos temas escolhidos pelos alunos nas disciplinas de Formação Cívica e Área de Projecto, nos anos

anteriores. Apenas 5% referiu que não era importante fazer a separação do lixo, enquanto 3% o faz

porque é obrigado ou 9%, porque terceiros, neste caso professores, dizem para o fazer. A resposta:

“Para não poluir a natureza” é a opção de quase 90% dos alunos inquiridos.

Achas importante fazer a separação do lixo?

95%

5%

Se sim, porque é importante separar o lixo?

Porque há há eco-pontos perto da …

Porque me obrigam

Porque os professores dizem

Para não gastar os recursos da …

Para não poluir a natureza

Não

Sim

0 200 400 600 800

46


700

600

500

400

300

200

100

0

1000

800

600

400

200

0

Fazes a separação do lixo?

Em casa Na escola

Preocupas-te em poupar água?

Em Casa Na escola

Projecto de Intervenção - SER

Da consciência ecológica à prática efectiva de comportamentos protectores do ambiente,

há por vezes uma distância relativa. Quando os alunos foram questionados se separavam o lixo em

casa e na escola, os valores mais altos ultrapassam em muito pouco os 60%, sendo que em casa não

ultrapassa os 55%.

Preocupas-te em poupar electricidade?

85%

15%

Não

Sim

Não

Sim

Não

Sim

47


Projecto de Intervenção - SER

É curioso referir que a consciência dos alunos relativamente à necessidade de poupar o

recurso natural da água, atinge um valor superior à separação do lixo: na escola, 77%; em casa,

89%. Embora se note que os alunos tenham assumido valores pessoais positivos na área da

protecção do ambiente, não podemos deixar de associar a isto a influência dos pais em estreita

ligação com a questão económica.

O mesmo se poderá dizer em relação à questão da poupança de electricidade, em que 85%

dos alunos mostram preocupação em poupar este recurso.

4.2.6 - PROMOÇÃO DA SEGURANÇA E PREVENÇÃO DE ACIDENTES

Relativamente ao local onde os alunos passam o seu tempo livre, poucas dúvidas restarão

que o espaço doméstico (interior e exterior da moradia) é, de facto, o local privilegiado para o efeito

– as categorias “em casa” e “no jardim/quintal” reúnem 51% e 66% de respostas, respectivamente,

enquanto o item “na rua”, apenas 30%. É de se referir ainda que de entre os outros locais indicados

(10%), destacaram-se a casa de familiares (avós, tios, primos e vizinhos), parques infantis, passeios,

“trabalho nas vacas” e actividades desportivas, formais e informais.

No jardim/quintal

Onde costumas passar o teu tempo livre?

Outro

Na rua

Em casa

0 100 200 300 400 500 600 700 800

Se, por um lado, esta distribuição de valores pode ser associada à presença da maior parte

dos alunos num ambiente que é o seu e que, à partida, não lhes é hostil, por outro lado, o espaço

doméstico não é, por si só, como sabemos, o garante da segurança para jovens e crianças. Com

efeito, uma parte significativa dos perigos a que estas se encontram expostas, e que estão na origem

de muitos acidentes de que são vítimas, têm uma natureza doméstica, pelo que devemos encarar a

tendência acima referida como um motivo para o presente projecto integrar, obrigatoriamente, e em

primeiro lugar, uma forte componente de prevenção acerca desses potenciais riscos. Em segundo

48


Projecto de Intervenção - SER

lugar, importará equacionar o peso que a casa assume nos tempos livres desses alunos, e a sua

relação com um estilo de vida tendencialmente sedentário, apesar de ser bastante elevada a

percentagem (78%) dos que afirmam andar, com regularidade, de bicicleta, skate ou trotineta nesses

momentos.

Costumas atravessar a rua na

passadeira?

91%

9%

Costumas andar de bicicleta/ skate /

trotineta?

78%

Não

Sim

22%

Não

Sim

Achas importante utilizar o cinto de

segurança?

Quanto às atitudes e comportamentos face à segurança rodoviária parece-nos que os

inquiridos têm valores correctos, pelo menos no que diz respeito aos comportamentos esperados

nesta faixa etária. Quando questionados se costumam atravessar na passadeira mais de 90% indica

que sim e 97% considera importante utilizar o cinto de segurança.

97%

3%

Não

Sim

49


À saída da escola sentes- te seguro?

87%

13%

Não

Sim

Projecto de Intervenção - SER

Existe algum lugar na escola que não

te sintas seguro?

Relativamente à segurança na escola e na zona envolvente a esta, inquirimos os alunos

quanto ao seu sentimento acerca do espaço que frequentam no seu dia-a-dia de estudantes. Apesar

de uma grande maioria dos respondentes (87%) afirmar o seu sentimento de segurança quanto ao

espaço exterior do recinto escolar, junto ao principal portão de entrada no mesmo, a verdade é que

os restantes 13% têm uma opinião contrária. Por outro lado, um quantitativo muito semelhante a

este (15%) assume a sua percepção de insegurança relativamente a alguns locais no interior da

escola. Dos locais indicados como menos seguros destacaram-se diversos espaços, alguns mais,

outros menos “escondidos” das câmaras e funcionários da escola, tais como as zonas traseiras dos

blocos e ginásio, “a mata”, a entrada da escola, a rampa/escada, o bloco do PROFIJ, o campo e

ainda perto do ginásio entre alguns outros, menos expressivos.

15%

85%

Existe algum lugar na escola que não te sintas seguro?

Outros

Atl

"Ao pé de rapazes /raparigas maus"

Casa de banho

Ao pé das rampas/ escadas

Perto do ginásio /no campo

Perto do Profij/atrás do Profij

Átras da escola (dos blocos e ginásio)

Em todo o lado (no recreio)

Na mata (perto da mata)

Em lado nenhum

À entrada/saída/portão da escola …

0 5 10 15 20 25

Não

Sim

50


4.2.7 - EDUCAÇÃO PARA O CONSUMO

Projecto de Intervenção - SER

Num tempo em que tanto se fala de crise económica, os quantitativos registados nas

questões relativas à educação para o consumo são bem menos animadores do que os relativos à

segurança. Os valores fogem pouco do “cinquenta/cinquenta” e reflectem a sociedade consumista a

que muitos de nós nos temos habituado. A maioria, 54%, refere que compra aquilo que vê

publicitado e assumem, 59%, possuir artigos de marca.

Costumas comprar aquilo que vês na

publicidade?

54%

46%

Não

Sim

Tens muitos artigos de marca?

59%

41%

O que costumas comprar daquilo que vês publicitado?

Outro

Adereços

Entretenimentos

Produtos de higiene pessoal

Roupa

Alimentos

0 50 100 150 200 250 300 350 400

Os géneros publicitados que maior efeito de persuasão exercem junto dos alunos são artigos

de roupa, produtos de entretenimento e alimentos. Não nos esqueçamos que estes produtos

(especialmente os dois primeiros) são também aqueles que têm maior valor simbólico entre as

crianças e adolescentes da faixa etária aqui consideradas, visto contribuírem fortemente para a

construção da identidade pessoal e social dos mesmos.

Não

Sim

51


Nada porque prefiro poupar

Nada porque não tenho dinheiro

Entretenimentos/ Brinquedos

O que compras com o teu dinheiro?

Outro

Prendas

Refrigerantes

Doces

Roupa

Projecto de Intervenção - SER

0 100 200 300 400 500

Quando questionados sobre como é que gastam o seu próprio dinheiro, a situação encontra

uma correspondência directa com os valores anteriores, já que é, no vestuário, nos produtos de

entretenimento e nalguns alimentos que os alunos dizem aplicar o dinheiro que os pais e/ou outros

familiares lhes dão. Apenas 20% dizem preferir poupar esse dinheiro. Isto é bastante elucidativo da

tal importância conferida aos bens em causa, pois se assim não fosse os jovens, sobretudo,

encontrariam outros objectivos para gastarem essas “semanadas” ou “mesadas”.

Tens televisão no quarto?

60%

40%

Não

Sim

Tens computador no quarto?

A forma como as crianças e jovens actualmente são persuadidos pelo marketing e

publicidade não se encontra desligada do acesso que têm aos tradicionais suportes comunicacionais

e às TIC. Neste sentido, os resultados relativos à possibilidade de os inquiridos acederem

indiscriminadamente quer à televisão, quer ao computador e, em princípio, à Internet indiciam que a

valorização que conferem aos bens de marca poderá ser o resultado de uma sobreexposição à

53%

47%

Não

Sim

52


Projecto de Intervenção - SER

publicidade. Acima de metade dos respondentes assumem ter televisão e computador no quarto -

60% e 53%, respectivamente.

Estes dados são ainda relevantes, como já foi referido, no âmbito da saúde mental destes

mesmos alunos, uma vez que terão consequências directas no horário de sono, de concentração e

estilo de vida sedentário. A estes poderão ainda juntar-se os perigos que vêm com o acesso à

Internet, caso tenham acesso à mesma.

4.2.8- CONSUMO DE SUBSTÂNCIAS LÍCITAS E ILÍCITAS

O campo do consumo de substâncias aditivas (lícitas e ilícitas) remete para comportamentos

que nem sempre são fáceis de serem apreendidos na sua real dimensão. Nem sempre é fácil admitir-

-se, do ponto de vista pessoal (mesmo que muitas vezes sob anonimato), actos que, de modo geral,

costumam ser socialmente censurados, pelo que, num diagnóstico deste tipo, tenhamos de saber ler

e a interpretar alguns dos valores obtidos à luz deste constrangimento.

Já fumaste?

10%

90%

Já bebeste bebidas alcoólicas?

30%

70%

Não

Sim

Não

Sim

60

50

40

30

20

10

0

200

150

100

50

0

Se fumaste, quando?

Uma vez Algumas vezes Muitas vezes

Se sim quantas vezes, já consumiste

bebidas alcoólicas?

Uma vez Algumas vezes Muitas vezes

53


200

150

100

50

0

Projecto de Intervenção - SER

Quantas vezes é que fumaste ou tomaste bebidas alcoólicas?

Uma vez Algumas vezes Muitas vezes

Fumaste

Tomaste

bebidas

alcoólicas

Assim, e começando pelo consumo de tabaco, é com alguma apreensão que se regista que

apenas 10% dos inquiridos declaram já terem fumado efectivamente. Com efeito, e por via do

conhecimento empírico sobre o quotidiano dos alunos, há que colocar a hipótese de esta

percentagem ser, na realidade, mais elevada, tocando, principalmente, os escalões etários mais

avançados da faixa aqui considerada. Tal hipótese ganha mais relevo, ainda, quando se atende à

regularidade com que os inquiridos dizem levar, ou ter levado, a cabo o comportamento em questão,

e se percebe que a maior incidência de respostas se verifica nas categorias referentes àquilo que os

sujeitos podem ter querido transmitir como tendo sido uma mera experiência (“Uma vez”, 47%) ou

então um comportamento esporádico (“Algumas vezes, 37%). Apenas 16% da estreita fatia dos que

admitiram já ter fumado é que referem fazê-lo “muitas vezes”. É de supor, assim, que, aquando do

preenchimento do questionário, tenham existido alunos que ocultaram o facto de fumarem ou de

o terem feito com alguma regularidade.

No que respeita ao consumo de bebidas alcoólicas, as declarações afirmativas atingem uma

percentagem superior à do tabaco, ou seja, 30%, estando ainda associada a uma distribuição de

respostas, relativas à regularidade do comportamento, diferente da anterior. A categoria “algumas

vezes” recolhe mais de metade destas (56%), enquanto a de “muitas vezes” concentra apenas 7% de

respostas, sendo a proporção dos que dizem que ingeriram este tipo de bebidas apenas “uma vez” é

de 37%. Assim, da comparação com o tabaco e por aquilo que é possível concluir destes valores

globais, pode dizer-se que apesar de as bebidas alcoólicas apresentarem uma maior taxa de

consumo em termos gerais, a prática que lhe está associada tende a ser mais espaçado no tempo, ou

seja, em muitos casos, dirá respeito, por exemplo, a momentos de festa, de convívio, ou em outras

situações semelhantes.

54


Na tua família alguém tem por

hábito fumar?

500

450

400

350

300

250

200

150

100

50

0

82%

18%

Não

Sim

Projecto de Intervenção - SER

Na tua família alguém consome

bebidas alcoólicas?

53%

47%

Na tua família quem é que fuma ou consome bebidas alcoólicas?

Eu Pai Mãe Irmãos Avós Tios Outro

Fuma

Toma

bebidas

alcoólicas

As diferenças registadas, junto dos alunos, entre o consumo de tabaco e o de bebidas

alcoólicas, tendem a reflectir o inverso daquilo que se verifica, neste âmbito, dentro dos seus

universos familiares. Ao contrário do que acontece com os inquiridos, a percentagem de parentes,

pertencentes ou não ao agregado familiar, que revelam o primeiro tipo de comportamento é bastante

superior à dos que têm por hábito consumir bebidas alcoólicas – 82% e 53%, respectivamente –, o

que, face aos valores em causa, não significa que ambas as práticas não apresentem um elevado

grau de enraizamento dentro desses círculos de socialização e de convivialidade.

Todavia, uma análise efectuada por grau de parentesco permite perceber que estas práticas

não se encontram igualitariamente distribuídas pelos vários membros da família, estando

concentradas, sobretudo, nos principais elementos masculinos, como sejam, o pai e os tios. Como

sabemos, este modelo de consumo de substâncias aditivas, essencialmente masculinizado e

referenciável a uma faixa etária adulta, enquadra-se nas estruturas sociais e culturais da sociedade

portuguesa, em geral, e da açoriana, em particular, e constituirá, estamos certos, um aspecto

Não

Sim

55


Projecto de Intervenção - SER

essencial a ter em conta nas linhas de intervenção que serão definidas, no presente projecto,

relativamente à componente em análise.

Já tomaste café puro?

29%

71%

Não

Sim

150

100

50

0

Se sim quantas vezes, já tomaste

café puro?

Uma vez Algumas vezes Muitas vezes

No que respeita ao consumo de café puro, a proporção de alunos que responderam

afirmativamente é semelhante à dos que assumiram a mesma posição em relação às bebidas

alcoólicas – 29%. Porém, a frequência que lhe está associada parece revelar que, mais do que no

caso anterior, se tratou, para uma maior percentagem de alunos, de um comportamento

essencialmente experimental, pois 48% das respostas apontam para o consumo de café puro uma

única vez na vida, enquanto no caso do consumo das bebidas alcoólicas, o quantitativo revelado

nesta categoria foi, como vimos, 37%. Em relação aos que o fazem com bastante frequência

(“Muitas vezes”), a concentração de respostas é de 8%, valor também muito semelhante ao

registado para as bebidas e equivalente a metade daquele que foi apurado para o consumo de

tabaco. Não cremos, todavia, que o acto de fumar esteja de todo desligado do de tomar café puro

com frequência, pois, como sabemos, são hábitos, quase sempre, concomitantes entre si, pelo que a

interdição da venda de café puro, no bar da escola, a menores de 18 anos, constituirá, em nossa

opinião, o principal factor explicativo para a diferença detectada entre os dois comportamentos.

56


Já alguém te ofereceu substâncias

ilícitas?

Já viste alguém consumir

substâncias ílicitas?

Conheces alguém que consome

substâncias ilícitas?

Consumo de substâncias ilícitas

Projecto de Intervenção - SER

0 200 400 600 800 1000

Em relação ao consumo de substâncias ilícitas, e tratando-se de um aspecto mais sensível do

que os anteriores, as questões colocadas aos alunos inquiridos não se situaram no campo da prática

efectiva, mas sim no da experiência de aliciamento e no do conhecimento de terceiros que já

consumiram, ou têm por hábito consumir, estupefacientes. Assim, há a registar o reduzido valor de

6% de alunos que referem nunca terem sido aliciados a consumir drogas, o que, à semelhança dos

itens anteriores, e apesar de não se tratar de uma questão de prática efectiva, poderá, como é

compreensível, não corresponder à realidade concreta.

Um indicador desta eventual discrepância prende-se com o facto de que, quando a questão

deixa de estar centrada no inquirido e passa a dizer respeito a outras pessoas, o grau de

conhecimento e de contacto com o universo das substâncias ilícitas aumenta significativamente.

Deste modo, 20% dos inquiridos admitem conhecer alguém que consome habitualmente este tipo de

substâncias, enquanto que quase 30% afirmam já terem sido testemunhas do consumo das mesmas.

Mais do que os valores em si, julgamos que, neste âmbito, aquilo que realmente se reveste de

manifesta importância é o facto de o universo dos estupefacientes e das práticas de consumo que lhe

estão associadas, não serem de todo estranhas aos alunos inquiridos, sobretudo quando, entre estes,

se encontram escalões etários bastante jovens.

4.2.9- VIOLÊNCIA EM MEIO ESCOLAR

No que diz respeito à temática da violência escolar verificou-se que cerca de 60% dos alunos

têm o hábito de ver “filmes de lutas” e 70% testemunham agressões físicas entre colegas no interior

do recinto escolar. A reforçar este panorama, o qual, em nossa opinião, não deixa de ser

preocupante, há a registar o facto de que 17% dos inquiridos responderam que se envolvem, com

frequência, em lutas com os colegas.

Sim

Não

57


Costumas ver filmes de lutas?

Costumas envolver-te em lutas

com os teus colegas?

Costumas ver lutas no recreio?

Já sofreste algum tipo de violência

na escola?

27%

73%

Violência

Projecto de Intervenção - SER

0 200 400 600 800 1000

Não

Sim

Sim

Não

De que tipo de violência já sofreste

na escola?

52%

8%

40%

Verbal

Física

Psicológica

Neste contexto, quase 1/3 dos respondentes (27%) afirmou já ter sido alvo de violência na

escola, tratando-se, em mais de metade das situações (52%), de violência física, mas também (e

com 40% de casos de incidência) de violência verbal. Trata-se de valores meramente indicativos,

pois, como sabemos, na maior parte das vezes, não é possível estabelecer a distinção entre estes

dois tipos de agressão (aos quais podemos ainda juntar a violência psicológica), já que os mesmos

tendem a ocorrer quase sempre em simultâneo. Por outras palavras, isto significa, em nossa opinião,

que os alunos poderão tender a situar a violência de que são alvo, e/ou de que participam,

essencialmente no plano das agressões físicas, ou seja, ao nível daquilo que, porventura, ocorrerá

até menos vezes ao longo do seu percurso escolar, denotando, deste modo, um défice de

conhecimento e de consciência sobre outros modos de violência de que poderão ser vítimas ou

autores.

58


Projecto de Intervenção - SER

Conheces alguém que pratica

violência no namoro / casamento?

15%

85%

Ainda assim, e sem especificar de que tipo de violência se trata, 15% dos inquiridos

declararam que conheciam quem tivesse já praticado actos de agressão no namoro/casamento.

Por vezes o agressor é provocado

O que achas sobre a violência em geral?

Outro

Resolve muitas situações

Tem justificação

Não é aceitável

Não

Sim

0 200 400 600 800

No que respeita às opiniões acerca da violência em geral, e entrando em contradição com os

valores referidos no início deste ponto, a esmagadora maioria dos alunos inquiridos (80%)

considera que a mesma não é aceitável de todo, enquanto os restantes 20% defendem que acaba por

existir sempre uma qualquer forma de justificação para a sua ocorrência (“Resolve muitas

situações”, 4%; “Tem justificação”, 4%; justifica-se porque o “Por vezes o agressor é provocado”,

8%).

59


4.2.10 - SEXUALIDADE

Projecto de Intervenção - SER

Relativamente ao vocabulário utilizado, verifica-se que os estereótipos existem, pois

maioritariamente atribuem mais umas actividades, objectos e atributos, do que outras às meninas ou

aos meninos. As diferenças são significativas e reflectem-se bem no gráfico abaixo. As palavras:

cor-de-rosa, boneca, lavar a loiça, tratar da roupa, limpar a casa, chorar e cozinhar são atribuídas

com uma margem relevante às meninas enquanto que azul, bola, jardinagem, ler jornais e conduzir

são atribuídos aos meninos. Assim, verifica-se que, de um modo geral, as actividades de lazer

tendem a ser atribuídas aos rapazes e o trabalho efectivo ao sexo feminino.

1000

900

800

700

600

500

400

300

200

100

0

Assinala com uma cruz as palavras que são de meninos/meninas

Meninos

Meninas

As questões que se seguiram foram apenas dirigidas aos alunos do segundo e terceiro ciclo.

Quanto aos conhecimentos sobre métodos contraceptivos, verificou-se que 58% dizem

possui-los, enquanto 42% admitem não saber o suficiente ou quase nada sobre os mesmos. Apesar

da maioria de respostas serem afirmativas, é notória a falta de informação neste campo e julgamos

que se trata de um défice de conhecimento essencialmente prevalecente junto dos alunos do 2º

ciclo.

60


180

160

140

120

100

80

60

40

20

0

Tens conhecimentos sobre métodos

contraceptivos?

42%

58%

Projecto de Intervenção - SER

Sim

Não

Como adquiriste os teus conhecimentos acerca dos

métodos contraceptivos?

A maioria dos alunos afirmou que adquiriu os conhecimentos sobre os métodos

contraceptivos a partir das suas relações com os professores, pais, técnicos de saúde, internet,

amigos, livros e revistas, e irmãos, por ordem decrescente, respectivamente. É de salientar que estes

alunos abordam a temática dos métodos contraceptivos nas aulas de Ciências Naturais do 9º ano de

escolaridade, logo faz todo o sentido terem afirmado que grande parte dos conhecimentos acerca

dos mesmos se deve aos professores.

61


"Não ter relações muito cedo"

"Operação"

Diafragma

Óvulos

"Aparelho no braço"

Adesivo

DIU ou "Aparelho"

"Fazer aborto"

Preservativos (feminino)

"Pílual do dia seguinte"

Anel vaginal

Pílula

Preservativos (masculino)

Projecto de Intervenção - SER

Quais são os métodos contraceptivos que conheces?

0 20 40 60 80 100 120 140 160 180 200

Quanto à especificação destes conhecimentos, e de entre um conjunto mais ou menos vasto

de termos associados a métodos concretos, a esmagadora maioria dos alunos refere o preservativo e

a pílula. Estes dados confirmam o que diariamente se observa nas aulas, quando se aborda o tema

em questão, em que quase todos os alunos referem o preservativo e pílula como métodos

contraceptivos quase exclusivos.

Conheces alguém que já tivesse

utilizado a "pílula do dia seguinte"?

73%

27%

Cerca de 1/4 dos alunos inquiridos refere que conhece alguém que já usou a “pílula do dia

seguinte”, o que constitui um dado bastante preocupante e justificativo de uma acção concreta e

urgente, junto dos alunos, que vise o esclarecimento e a distinção entre aquilo que são métodos

contraceptivos e métodos de “emergências”. Com efeito, trata-se de um valor elevado, denotando o

uso incorrecto, e de forma bastante significativa, de algo que apenas deveria ser utilizado em

circunstâncias limite e não de um modo regular e preventivo.

Sim

Não

62


Sabes o que são Infecções

Sexualmente Transmissíveis?

44%

56%

Projecto de Intervenção - SER

Relativamente às infecções sexualmente transmissíveis (IST), 56% afirmam que sabem do

que se trata, enquanto os restantes 44% desconhecem de todo a problemática. Trata-se de valores

que justificam um investimento claro no esclarecimento e na divulgação de conteúdos sobre as IST.

Ainda a respeito deste conjunto de patologias, a grande maioria de respondentes identificou

a SIDA como sendo a principal infecção sexualmente transmissível, enquanto o restante leque

concentrou baixas percentagens de respostas.

Sim

Não

63


É ter prazer

É demonstrar carinho

É ser mulher/homem

É demonstrar poder

É comunicar

É fazer sexo

O que entendes por "sexualidade"

Projecto de Intervenção - SER

0 50 100 150 200 250 300 350 400

Consideramos relevantes as dimensões subjacentes ao conceito de sexualidade destes

jovens, pois a forma como entendem a sexualidade poderá condicionar, no presente e no futuro, os

seus comportamentos e atitudes.

Relativamente ao conceito de sexualidade, constata-se que 84% dos inquiridos afirmam que

a sexualidade “é fazer sexo” contra 49 % que referem que “é demonstrar carinho”, dando primazia,

deste modo e em grande escala, à vertente física. Segundo a OMS “a sexualidade é uma energia que

nos motiva a procurar o amor, contacto, ternura e intimidade, que se integra no modo como nos

sentimos, movemos, tocamos e somos tocados; é ser-se sensual e ao mesmo tempo sexual; ela

influencia pensamentos, sentimentos, acções e interacções e, por isso, influencia também a nossa

saúde física e mental”. Assim, esta realidade pluridimensional e de multirelacional não é vista pelos

nossos respondentes na sua total abrangência. Uma acção formativa nesta área é urgente para

demonstrar aos mesmos a sexualidade como um aspecto transversal à vida humana, desde que se

nasce até que se morre, colocando em evidência as várias vertentes nelas incluídas, desde a

componente biológica (a qual conhecem melhor), passando pelos aspectos psicológicos (sobre os

quais revelam alguns conhecimentos, mas que minimizam) até à vertente social e até espiritual que

o mesmo conceito compreende (mas que parecem ignorar).

Segundo a mesma organização, a sexualidade acompanha a vida e envolve, por exemplo,

sexo, identidade, papéis de género, orientação sexual, erotismo, prazer, intimidade e reprodução. A

sexualidade é sentida e experimentada de formas diferentes consoante inúmeras variáveis como os

valores, anseios, motivações, concepções, crenças, vivências, competências pessoais e interpessoais,

papéis pessoais e sociais que cada ser humano possuí de forma muito diferenciada. Assim, a forma

como este conceito é encarado, pela maioria dos inquiridos, é, no mínimo, muito simplificada e

64


Projecto de Intervenção - SER

poderá levar a que tenham uma vivência redutora da sexualidade, dificultando a sua realização

plena como seres humanos.

140

120

100

80

60

40

20

0

10

11

Em que idade achas que se deve iniciar relações sexuais?

12

13

14

15

16

17

18

19

20

21

22

23

24

25

26

27

28

29

Analisando a idade com que referem que se dever iniciar as relações sexuais, 50% apontam para

os 18, 19 ou 20 anos. É relevante ainda registar que mais do que 25% referem idades inferiores aos 18

anos, o que desperta para a importância de se alertar estes mesmos jovens/adolescentes acerca dos riscos

inerentes à actividade sexual, eventualmente precoce, pela sua maior vulnerabilidade, que pode

resultar de diversos factores, desde a falta de conhecimentos, de competências e de maturidade física e

/ou psicológica, aspectos que se encontram em fase de desenvolvimento ajustadas às suas idades.

Que motivos te levariam a iniciar relações sexuais?

Outro

Porque as(os) minhas(meus) amigas(os) já …

Para testar o amor da(o) minha(meu) …

Para provar o meu amor

Para engravidar

Porque me sinto com idade de iniciar

Por pressão do meu parceiro

Por amor

Para me sentir adulta/o

Para provocar os meus pais

Para ter prazer

Para experimentar

0 60 120 180 240 300 360 420

30

outros

65


Projecto de Intervenção - SER

O desenvolvimento da sexualidade não deve realizar-se à margem dos valores, das

competências pessoais e interpessoais adquiridas e desenvolvidas ao longo da vida. Os valores

assimilados e as competências treinadas irão dominar as atitudes, as motivações e os

comportamentos adoptados durante toda a vida, em relação a si próprio ou aos outros e

relativamente ao mundo em que vive. Costuma ser na adolescência, fase em que o indivíduo

configura a sua identidade como ser humano, que estes estão em fase de aprofundamento e

definição e, por isso, os modelos e vivências que têm assumem um papel preponderante nas suas

aprendizagens a este nível. Quase a totalidade dos alunos refere que iniciaria relações sexuais “por

amor”. Com efeito, leva-nos a reflectir se estes mesmos alunos terão competências, tais como: auto-

-estima, assertividade, resiliência, capacidade de negociação e tomada de decisão suficientemente

amadurecidas para se envolverem numa actividade sexual de forma a sentirem-se plenamente

realizados a este nível. É evidente, para nós, a necessidade de desenvolver actividades que

permitam aclarar estes valores e competências, de modo a colmatar possíveis falhas que os nossos

adolescentes tenham a este nível.

4.3 – IDENTIFICAÇÃO DE NECESSIDADES E ESTABELECIMENTO DE

PRIORIDADES PARA A INTERVENÇÃO

Destacam-se, de entre os aspectos fundamentais à identificação e hierarquização das áreas

de intervenção contempladas neste projecto, o tempo disponível e o conhecimento das necessidades

reais da população alvo. Durante o primeiro período lectivo (de Setembro a Dezembro) foi

necessário elaborar o questionário, aplicá-lo, tratar e analisar os dados recolhidos, agregar outros

dados relativos aos alunos e ao ambiente e contexto escolares, bem como reunir outros indicadores,

como, por exemplo, o Índice de Massa Corporal (IMC) e outros referentes aos hábitos alimentares

no refeitório da escola.

Com base no conhecimento da realidade, identificámos diversas necessidades no âmbito das

diferentes temáticas abordadas. Tendo em conta que as necessidades onde se pode intervir eram

múltiplas e complexas, foi necessário determinar sobre qual ou quais áreas se tornava prioritário

actuar, à luz de critérios que garantissem um fio condutor ao longo de todo o processo.

Desde logo, este processo teve em consideração a exequibilidade das actividades propostas

em conformidade com os recursos disponíveis (humanos, físicos e financeiros). Além disso, foram

66


Projecto de Intervenção - SER

considerados factores relevantes para a hierarquização das necessidades prementes aspectos como a

magnitude, a vulnerabilidade e a transcendência de cada necessidade diagnosticada.

A magnitude revela-se através de várias fontes, e resulta do padrão repetitivo apresentado

por uma determinada questão problemática, que demonstra a sua real dimensão e amplitude. A

vulnerabilidade resulta do grau de probabilidade de se poder intervir, de forma eficaz, na

necessidade detectada, considerando, para o efeito, todos os recursos disponíveis, bem como a

possibilidade realista de actuar de forma positiva sobre as causas do problema em si. A

transcendência de cada assunto apurado contempla a importância que lhe é atribuída, neste caso

pela comunidade escolar e instituições intervenientes.

Com base nestes critérios orientadores, a ESE procurou revestir de coerência a sua

intervenção na escola. Foi a partir de Janeiro, com todos os resultados interpretados e já avaliados

os recursos disponíveis, que a ESE seleccionou, como prioridades de intervenção, a área da saúde

oral, alimentação saudável, violência em meio escolar e a sexualidade. Esta selecção acabou por ser

corroborada pelas solicitações frequentes de apoio nestas áreas, vindas quer da parte dos directores

de turma quer da Equipa Multidisciplinar quer ainda do próprio Conselho Executivo, que, através

das suas próprias formas de diagnóstico, deram conta, previamente, da premência desses problemas.

67


5– OBJECTIVOS

Projecto de Intervenção - SER

A ESE definiu como objectivos do presente projecto os seguintes:

Objectivo Geral

- Promover a responsabilidade individual e colectiva consciente, por parte dos jovens

abrangidos pelo Projecto SER, no desenvolvimento de comportamentos, conhecimentos,

atitudes, valores e competências para uma vida saudável

Objectivos Específicos

- Identificar necessidades no âmbito da saúde escolar;

- Promover a segurança na Escola;

- Promover hábitos de vida saudável;

- Promover comportamentos alimentares adequados e a prática de exercício físico;

- Promover valores de solidariedade e partilha em ambiente escolar sendo elemento pró-activo

na sociedade;

- Identificar substâncias ilícitas;

- Conhecer os malefícios do consumo destas substâncias ilícitas;

- Prevenir comportamentos de alto risco associados ao abuso e dependência das substâncias

psicoactivas ilícitas;

- Promover o desenvolvimento de competências afectivo-relacionais, sociais e o ajustamento

psicológico;

- Identificar comportamentos de risco no âmbito da saúde sexual;

- Sensibilizar os alunos para a necessidade de uma boa higiene oral e corporal.

68


6- PARCERIAS E APOIOS

Projecto de Intervenção - SER

De forma a possibilitar a implementação do projecto SER e para que os objectivos a que nos

propomos sejam atingidos, iremos estabelecer parcerias com algumas entidades locais.

Para alcançarmos os objectivos atrás descritos, pretendemos, estabelecer as seguintes

parcerias e apoios:

PARCERIAS

Centro de Saúde Ponta Delgada - Unidade de Saúde de Arrifes

Escola Básica Integrada de Arrifes

Escola Superior de Enfermagem de Ponta Delgada

Direcção Regional da Educação e Formação

Direcção Regional da Saúde

Direcção Regional para Igualdade e Oportunidade

APOIOS

Associação de Apoio à Vítima

Associação de Pais

Associação para o Planeamento da Família

Câmara Municipal de Ponta Delgada

Secretaria Regional da Juventude

69


7- ESTRATÉGIAS E ACTIVIDADES

Projecto de Intervenção - SER

De forma a atingir os objectivos anteriormente traçados, torna-se pertinente delinear estratégias e actividades adequadas e dirigidas ao alcance dos

jovens. Estas são parte integrante do plano de acção que será implementado junto dos jovens do projecto SER.

Objectivo: Identificar necessidades no âmbito da saúde escolar

Estratégia1: Conhecimento, detecção e priorização de necessidades da população alvo, ao nível da Saúde através da recolha de dados de diversas fontes

Indicador(s): Cobertura de alunos abrangidos pelo diagnóstico realizado

Meta(s): - Promover a responsabilidade individual e colectiva consciente, por parte dos jovens abrangidos pelo Projecto SER, no desenvolvimento de

comportamentos, conhecimentos, atitudes, valores e competências para uma vida saudável.

Designação

Reunião no dia 14 Julho de 2010, pelas 14h, com a

Equipa de Saúde Escolar (ESE) para dar a conhecer o

Programa Regional de Saúde Escolar e de Saúde

Infanto-Juvenil.

Formação sobre a “Promoção de Saúde em Meio

Escolar” de 1 a 4 de Setembro 2010

Levantamento de índices de massa corporal (IMC), de

todos os alunos em contexto de sala de aula, pelos

docentes de Educação Física.

Intervenientes

Actividades/iniciativas/acções

Indicador(s) e/ou Métrica(s)

(Parceiros Grau (execução, satisfação, etc.); %; Nº;

/Programas) Tempo Médio; Média; Taxa; Nível

ESE 90 minutos

Bom

DREF 1 a 4 de Setembro 2010

Bom

Professores de O levantamento está a decorrer a partir

Educação Física do dia 14 de Setembro 2010 até à data

apenas um docente completou a recolha

de dados.

Local

Recursos necessários

(materiais, financeiros, outros)

EBI Arrifes Programa Regional de Saúde

Escolar Infanto-Juvenil

(Uma impressão para cada

elemento da ESSE- 16)

Auditório Luís de Dispensa de outras actividades

Camões de P.D.

no local de trabalho

EBI Arrifes 6 Balanças digitais e 6 Fitas

métricas para se proceder à

medição nos diversos Núcleos

Escolares

70


Reunião a 16 de Setembro para elaborar um

questionário relativo aos hábitos de vida dos alunos

em conformidade com os objectivos do Projecto SER

Colocação do questionário na plataforma do “Lime

Service Inquery” até 24 de Setembro 2010, com o

apoio diligente e financeiro do Conselho Executivo.

Levantamento de dados relativos aos hábitos

alimentares dos alunos na cantina, pela assistente

técnica, na EBI Arrifes, durante três refeições

aleatórias - 21, 22 e 27 de Setembro 2010.

Aplicação do questionário relativo aos hábitos de vida

dos alunos a partir de 27 de Setembro na disciplina de

Cidadania.

Contacto telefónico com a Dr.ª Genoveva Miranda, no

dia 11 de Outubro de 2010, para discussão dos

instrumentos de colheita a serem utilizados e dos

prazos de entrega do projecto.

Recolha de dados pela assistente técnica, na recolha

de dados relativos a dados socioeconómicos,

transportes e outros dos alunos, no dia 12 de Outubro

2010.

Reunião para definição de actividades a 14 de

Outubro de 2010.

Reunião para elaboração da grelha PASE a 15 de

Outubro de 2010.

ESE

Coordenadora

do projecto na

escola e C.E.

Assistente

técnica :

Conceição

Azevedo

Directores de

turma e

professores de

Cidadania

Coordenadora

da escola/ Dr.ª

Genoveva

Miranda

Assistente

técnica Helena

Benevides

120 minutos

Muito Bom

Muito Bom

Muito Bom

(90 minutos por turma)

11 de Outubro 2010

Bom

Projecto de Intervenção - SER

EBI Arrifes Programa Regional de Saúde

Escolar Infanto-Juvenil

Local com

Internet

Pagamento do serviço on-line

de 1500 questionários - 100€:

“Lime query service”

EBI Arrifes Recursos humanos disponíveis

nas horas das refeições

Sala com

acesso à

Internet

EBI Arrifes Telefone

Internet

Link ao Lime service inquery

O levantamento está a decorrer. EBI Arrifes Consulta de dados

ESE 240 minutos EBI Arrifes

ESE 240 minutos EBI Arrifes

71


Envio da grelha PASE para Dr.ª Manuela Ferreira a 15

de Outubro 2010.

Enfermeira

Helena Moniz,

Professoras

Débora Almeida;

Beatriz

Figueiredo

Projecto de Intervenção - SER

EBI Arrifes

Apresentação do projecto em Conselho Pedagógico. ESE Aprovação ou não do projecto EBI Arrifes Suporte digital

Tratamento dos dados recolhidos e análise dos

mesmos permitindo um diagnóstico das reais

necessidades da Escola ao nível da saúde escolar.

ESE EBI Arrifes Suporte digital

72


Objectivo: Promover valores de solidariedade e partilha em ambiente escolar sendo elemento pró-activo na sociedade

Projecto de Intervenção - SER

Estratégia: Elaboração dos Cabazes de Natal; Sessões de esclarecimento; Encaminhamento para o Banco de Roupa da escola e respectivas instalações sanitárias.

Indicador(s): Cobertura de famílias necessitadas abrangidas pelos cabazes de Natal/ Banco de Roupa. Número de alunos envolvidos nas sessões.

Meta(s): Contribuir a melhoria da qualidade de vida em sociedade

Designação

Sessões de esclarecimento sobre a organização

e elaboração dos cabazes de Natal.

Intervenientes

(Parceiros /Programas)

Actividades/iniciativas/acções

Todos os alunos da escola;

Directores de turma/Educadores de

Infância e Professores Titulares.

Selecção de famílias a beneficiar do apoio. Representante da escola na CPCJ de

PDL;

Professora Carla Craveiro.

Distribuição dos cabazes de Natal Directores de turma/Educadores de

Infância e Professores Titulares;

Funcionários.

Sessões de esclarecimento sobre o

Todos os alunos da escola;

funcionamento do banco de roupa da escola.

Encaminhamento de alunos e familiares para o

banco de roupa.

Realização de sessões de esclarecimento sobre

violência doméstica.

Directores de turma.

Todos os alunos da escola;

Directores de turma. Representante

da escola na CPCJ de PDL.

Alunos 7ºanos e 8º F (Distribuição

gratuita de livros da autora Dra.

Susana Margarido

Indicador(s) e/ou Métrica(s)

Grau (execução, satisfação, etc.); %;

Nº; Tempo Médio; Média; Taxa; Nível

Distribuição de cabazes na época

Natalícia

Recursos necessários

Local (materiais, financeiros,

outros)

EBI Arrifes Papel de oferta

Fita cola; Fita/laços para

ofertas; Caixas de papelão

Cartolina para elaborar os

postais

EBI Arrifes

EBI Arrifes

EBI Arrifes

EBI Arrifes

EBI Arrifes Data show

Livros

73


Objectivo: Identificar substâncias ilícitas

Conhecer os malefícios do consumo destas substâncias

Estratégia:

Campanhas/comemorações de eventos

Palestras/debates/sessões de informações -sensibilização

Indicador(s): Grau de satisfação dos alunos face às sessões frequentadas.

Meta(s): Promover estilos de vida saudáveis

Designação

Comemoração do Dia Nacional do Não Fumador (17

de Novembro); Jogos sem Fumo

Comemoração do Dia Mundial Sem Tabaco (31 de

Maio);

Actividades/iniciativas/acções

Projecto de Intervenção - SER

Intervenientes

(Parceiros /Programas)

Indicador(s) e/ou Métrica(s)

Grau (execução, satisfação,

etc.); %; Nº; Tempo Médio;

Média; Taxa; Nível

Local

Recursos necessários

(materiais, financeiros, outros)

Clube Caça Cigarros Nº de participantes nos Jogos EBI de Arrifes Parcerias com a Unidade de Saúde

Instituições não

Governamentais/Unidade

de Saúde

Palestra sobre as substâncias psicoactivas Tu decides/ Dr. Luís

Patrício

Sessões de esclarecimento sobre os diferentes tipos

de substâncias psicoactivas lícitas e ilícitas e

consequências inerentes ao seu consumo.

Demonstração de detecção de substâncias ilícitas.

Alunos (PROFIJ);

Instituição especializada no

âmbito das dependências.

PJ, Psicóloga, pessoal

docente, não docente e

discente,

de participantes nas

comemorações

Grau de satisfação do público

alvo

90 minutos EBI Arrifes

Núcleos

Escolares

EBI de Arrifes Parcerias com Instituições não

Governamentais

Parcerias com a Unidade de Saúde

EBI de Arrifes Parcerias com Instituições

Governamentais

Governamentais

e não

EBI Arrifes Computador, Data Show

Polícia Judiciária

74


Objectivo: Sensibilizar os alunos para a necessidade de uma boa higiene oral e corporal.

Estratégia: Realização de um rastreio;

Acções de sensibilização;

Identificar e encaminhar as situações de precariedade higiénica oral e corporal.

Indicador(s): Número de alunos participantes nas sessões; Número de alunos identificados e encaminhados.

Meta(s): Promover hábitos de higiene oral e corporal.

Designação

Sessões de

sensibilização sobre os

benefícios de uma boa

higiene oral. Aquisição

de material de higiene

oral.

Identificar e

encaminhar os alunos

para consultas de saúde

oral.

Encaminhamento de

alunos para as

instalações sanitárias

da escola.

Intervenientes

(Parceiros /Programas)

Alunos;

Enfermeira/ médico dentista

Higienista oral;

Pessoal docente e não docente.

Centro de Saúde Arrifes

Representante da escola na

CPCJ;

Assistente Social Escolar;

Psicóloga Escolar;

Enfermeira.

Todos os alunos da escola;

Directores de turma.

Representante da escola na

CPCJ de PDL.

Actividades/iniciativas/acções

Indicador(s) e/ou Métrica(s)

Grau (execução, satisfação, etc.); %; Nº;

Tempo Médio; Média; Taxa; Nível

Local

EBI

Arrifes

Projecto de Intervenção - SER

Recursos necessários

(materiais, financeiros, outros)

Recursos humanos: Enfermeira e Médico dentista

Recursos materiais: computador, data show,

colunas; escova de dentes em formato grande,

modelo de prótese dentária grande, pasta de dentes

grande.

500 Pastas de dentes; 500 Escovas de dentes; Fio

dentário; Revelador de placa;

Copos plásticos

CS de PD Marcação de consultas no Centro de Saúde.

EBI

Arrifes

Sabonete; Champô; Ecto-desparasitante;

desodorizante; toalhas de banho.

75


Objectivo: Promover comportamentos alimentares adequados e a prática de exercício físico

Estratégia: Campanhas /comemorações de eventos

Palestras

Exposições de trabalhos/ produtos

Promover um pequeno-almoço saudável na Escola (2011)

Festival de Sopas (2011)

Indicador(s): Número de alunos envolvidos nas várias actividades

Meta(s): Promover estilos de vida saudáveis

Designação

Comemoração do Dia Mundial da

Alimentação com uma sessão de

sensibilização sobre alimentação

saudável (15 OUT 2010)

Comemoração do Dia Mundial da

Saúde com uma sessão de

sensibilização sobre diversos temas e

despiste de diabetes; tensão arterial;…

Exposição de cartazes elaborados pelos

alunos (15 OUT 2010)

Intervenientes

(Parceiros /Programas)

Nutricionista convidada

Alunos 9º e 6º anos

Pessoal de enfermagem da Unidade

de Saúde

Actividades/iniciativas/acções

Indicador(s) e/ou Métrica(s)

Grau (execução, satisfação, etc.); %;

Nº; Tempo Médio; Média; Taxa; Nível

Projecto de Intervenção - SER

Local

Biblioteca

da Escola

Recursos necessários

(materiais, financeiros, outros)

Espaço físico, biblioteca

Computador

Projector

EBI Arrifes Parcerias com a Unidade de

Saúde

Alunos de 9º ano Biblioteca

da Escola

Computador, Impressora, Papel,

tinteiro de cores

Realização de panfleto (15 OUT 2010) Professores de Ciências Computador, Impressora, Papel,

tinteiro de cores

Pequeno – almoço saudável (16 de Comunidade escolar

EBI Arrifes Pão, queijo, fiambre, leite,

Outubro de 2011)

Patrocinadores: Modelo, Solmar,

Padarias, Frutarias, Unileite, Yoçor e

Danone

iogurte e fruta

76


Festival de Sopas (16 de Outubro de

2012)

Quermesse “Viva Saudável”

Peddypaper

Barracas para venda de produtos

saudáveis: sumos naturais, sopas,

saladas de fruta, saladas de vegetais e

outros

Sessão de sensibilização sobre as

consequências da obesidade na vida

pessoal e social dos alunos.

Dinamizar o dia Mundial da

Alimentação (16 de Outubro (2010,

2011,2012)

Confecção de uma sopa/ salada de

fruta/ prova de sumos naturais e

confecção de compotas

Comunidade escolar / Encarregados

de Educação

Modelo, Solmar

Comunidade escolar e Encarregados

de Educação

Modelo, Solmar, Padarias, Frutarias,

Talhos

Peixarias

Estagiários de Serviço Social: Mónica e

Eduardo/ turmas 6ºF

Pessoal docente não docente e

discente do 1º ciclo

Projecto de Intervenção - SER

EBI Arrifes Legumes variados

EBI Arrifes Barracas, frutas legumes,

vegetais, carnes e peixe, ovos e

cereais (pão)

EBI Arrifes Recursos humanos: Enfermeira;

Recursos materiais: Computador,

Núcleos

Escolares

Data Show e colunas.

Frutas e legumes diversos, sumos

variados, confecção de uma sopa,

salada de frutas, compotas

77


Objectivo: Prevenir comportamentos de alto risco associados ao abuso e dependência das substâncias psicoactivas ilícitas

Projecto de Intervenção - SER

Estratégia: Realização de testes de despiste de substâncias psicoactivas ilícitas; Aconselhamento e encaminhamento de alunos sinalizados como consumidores.

Indicador(s): Número de alunos que realizam os testes e a frequência com que realizam; Número de alunos aconselhados e encaminhados.

Meta(s): Combater o abuso e dependência das substâncias psicoactivas ilícitas

Designação

Realização de testes de despiste de

substâncias psicoactivas ilícitas.

Aconselhamento psicossocial

individualizado

Proporcionar, a todos os alunos que

o desejem, acesso em tempo útil a

respostas terapêuticas integradas.

Intervenientes

(Parceiros /Programas)

Alunos sinalizados como consumidores

de substâncias psicoactivas ilícitas;

Parceria com uma Instituição

especializada no âmbito das

dependências.

Alunos sinalizados como consumidores

de substâncias psicoactivas ilícitas;

Parceria com uma Instituição

especializada no âmbito das

dependências.

Alunos sinalizados como consumidores

de substâncias psicoactivas ilícitas;

Parceria com uma Instituição

especializada no âmbito das

dependências.

Actividades/iniciativas/acções

Indicador(s) e/ou Métrica(s)

Grau (execução, satisfação, etc.); %;

Nº; Tempo Médio; Média; Taxa;

Nível

Local

Instituição

especializada no

âmbito das

dependências.

Instituição

especializada no

âmbito das

dependências.

Instituição

especializada no

âmbito das

dependências.

Recursos necessários

(materiais, financeiros, outros)

Parcerias com a Unidade de

Saúde

Disponibilidade da psicóloga e

assistente social.

Parcerias com a Unidade de

Saúde

78


Objectivo: Promover a segurança na escola

Estratégia: Realização de uma simulação em situação de catástrofe.

Sessões de sensibilizações sobre “bullying”.

Permanência de Polícia Municipal junto das Escolas.

Indicador(s):

Número de pessoal e entidades envolvidas

Articulação de funções das pessoas envolvidas

Meta(s): Garantir a segurança na escola

Designação

Promoção da segurança e prevenção de

acidentes (2010,2011,2012)

Simulação de sismo/ incêndio/ catástrofe

(1 por período)

Sessão sobre Bullying da responsabilidade da

Ludoteca (Outubro de 2010)

Sessão sobre Bullying da responsabilidade da

Ludoteca (Outubro de 2010)

Sessões sobre Violência doméstica proferida

pela Dra. Susana Margarido Teles da Direcção

Regional de Igualdade de Oportunidades

(Janeiro 2011)

Intervenientes

(Parceiros /Programas)

Polícia Municipal/PSP

Pessoal docente, não

docente e discentes.

Actividades/iniciativas/acções

BVPD / Comunidade Escolar 60 minutos

Bom

Polícia Municipal, Ludoteca

itinerante; Pessoal docente,

não docente e discentes do

1º ciclo

Indicador(s) e/ou Métrica(s)

Grau (execução, satisfação, etc.); %;

Nº; Tempo Médio; Média; Taxa;

Nível

45 minutos por turma

Projecto de Intervenção - SER

Local

EBI Arrifes

Núcleos

escolares

EBI Arrifes

Núcleos

Escolares

Grau de satisfação do público-alvo EBI Arrifes

Núcleos

PROFIJ Grau de satisfação do público-alvo EBI Arrifes

Núcleos

DRIO/Coordenação da Grau de satisfação do público-alvo EBI Arrifes

ESE/alunos do 7ºanos e 8ºF

Núcleos

Recursos necessários

(materiais, financeiros, outros)

Power point, Projector, (papel e

lápis)

Power point, Projector, (papel e

lápis)

Power point, Projector, (papel e

lápis)

Power point, Projector,

Distribuição gratuita de livros

escritos pela oradora Dra Susana

Teles, patrocinado pela DRIO.

79


Objectivo: Promover o desenvolvimento de competências afectivo-relacionais, sociais e o ajustamento psicológico.

Estratégia: Identificar, Diagnosticar e encaminhar alunos com necessidade de acompanhamento psicológico.

Indicador(s): Número de alunos com acompanhamento psicológico.

Meta(s): Melhoria das relações intrapessoais e interpessoais.

Designação

Identificar alunos, e respectivas famílias,

com necessidade de acompanhamento

psicológico.

Diagnosticar e encaminhar os alunos, e

respectivas famílias, com necessidade de

acompanhamento psicológico.

Adquirir o projecto 4D para melhorar

apoiar o trabalho dos directores de turma

na promoção de valores e competências

pessoais e sociais (Aulas de Cidadania).

Intervenientes

(Parceiros /Programas)

Pessoal docente; Encarregados

de Educação; Representante da

escola na CPCJ; Assistente

Social; Psicólogas; ESE.

Actividades/iniciativas/acções

Indicador (s) e/ou Métrica(s)

Grau (execução, satisfação, etc.);

%; Nº; Tempo Médio; Média; Taxa;

Nível

Projecto de Intervenção - SER

Local

EBI Arrifes

Psicólogas. EBI Arrifes

ESE

Recursos necessários

(materiais, financeiros,

outros)

EBI Arrifes Depende das verbas da saúde

escolar concedidas para o

efeito.

80


Objectivo: Identificar comportamentos de risco no âmbito da saúde sexual

Estratégia:

Campanhas/comemorações dias alusivos à temática

Palestras/debates/sessões de sensibilização

Indicador(s):Número de alunos envolvido nas acções de sensibilização

Número de alunos que frequentam o gabinete

Meta(s): Promover uma adolescência sem comportamentos de risco

Designação

Promover acções de formação em

parceria com a Unidade de Saúde

para os alunos de 8º e 9ºanos

Gabinete de Educação para a Saúde

dinamizado pelo Projecto (2011)

Comemoração do Dia Mundial da

SIDA (1 de Dezembro)

Intervenientes

(Parceiros /Programas)

Pessoal de enfermagem da

Unidade de Saúde

APF

Secretaria Regional da

Juventude

Pessoal de enfermagem da

Unidade de Saúde / ESE

Parceria com Unidade de

Saúde/ Instituição não

Governamental

Actividades/iniciativas/acções

Indicador(s) e/ou Métrica(s)

Grau (execução, satisfação, etc.); %;

Nº; Tempo Médio; Média; Taxa; Nível

Local

Projecto de Intervenção - SER

Recursos necessários

(materiais, financeiros, outros)

EBI Arrifes Parcerias com a Unidade de Saúde

de utentes do gabinete EBI Arrifes 20 kits de despiste de substâncias

psicoactivas; preservativos; haste peniana;

30 kits de higiene oral; kit de planeamento

familiar de APF.

Portátil com acesso à Internet, Impressora

Criação de um espaço físico na escola

(divisões em alumínio, vidros, cadeiras,

mesa, armário).

Grau de satisfação dos alunos EBI Arrifes Cartolinas, papel, tinteiro,

81


8 - CRONOGRAMA DE ACTIVIDADES

Projecto de Intervenção - SER

Como forma de organizar e situar as actividades que nos propusemos a desenvolver com este projecto, tivemos necessidade de recorrer à execução de

um cronograma. Este cronograma consiste, portanto, numa previsão das nossas actividades; salvaguardamos, no entanto, que este poderá sofrer alterações,

sempre que assim se justifique.

PRS 2009/1012 2010

Objectivo: Identificar necessidades no âmbito da saúde escolar

Estratégias Actividades/Iniciativas/Acções Responsável

Conhecimento, detecção e priorização de necessidades

da população alvo, ao nível da Saúde através da recolha

de dados de diversas fontes

Reunião no dia 14 Julho de 2010, pelas 14h, com a Equipa de Saúde

Escolar (ESE) para dar a conhecer o Programa Regional de Saúde

Escolar e de Saúde Infanto-Juvenil

Formação sobre a “Promoção de Saúde em Meio Escolar” de 1 a 4

de Setembro 2010

Levantamento de índices de massa corporal (IMC), de todos os

alunos em contexto de sala de aula, pelos docentes de Educação

Física

Reunião a 16 de Setembro para elaborar um questionário relativo

aos hábitos de vida dos alunos em conformidade com os objectivos

do Projecto SER

Colocação do questionário na plataforma do “Lime Service Inquery”

até 24 de Setembro 2010, com o apoio diligente e financeiro do

Conselho Executivo

Levantamento de dados relativos aos hábitos alimentares dos alunos

na cantina, pela assistente técnica, na EBI Arrifes, durante três

refeições aleatórias - 21, 22 e 27 de Setembro 2010

Aplicação do questionário relativo aos hábitos de vida dos alunos de

27 de Setembro a 13 de Outubro 2010, na disciplina de Cidadania

ESE

DREF

Professores de Educação

Física

ESE

Coordenadora do projecto

na escola e C.E.

Assistente técnica :

Conceição Azevedo

Directores de turma e

professores de Cidadania

Julho Agosto Setembro

Semanas

39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52

82


Projecto de Intervenção - SER

PRS 2009/1012 2010

Objectivo: Identificar necessidades no âmbito da saúde escolar

Estratégias Actividades/Iniciativas/Acções Responsável

Conhecimento, detecção e priorização de

necessidades da população alvo, ao nível da Saúde

através da recolha de dados de diversas fontes

Levantamento de índices de massa corporal (IMC), de todos

os alunos em contexto de sala de aula, pelos docentes de

Educação Física

Aplicação do questionário relativo aos hábitos de vida dos

alunos de 27 de Setembro a 13 de Outubro 2010, na disciplina

de Cidadania

Contacto telefónico com a Dr.ª Genoveva Miranda, no dia 11

de Outubro de 2010, para discussão dos instrumentos de

colheita a serem utilizados e dos prazos de entrega do

projecto

Recolha de dados pela assistente técnica, relativos a dados

socioeconómicos, transportes e outros dos alunos, no dia 12

de Outubro 2010

Reunião da equipa do projecto SER para definir actividades a

incluir na PASE a 14 de Outubro de 2010

Análise dos dados obtidos, de forma a detectar e priorizar as

necessidades de intervenção da população alvo, no âmbito da

saúde a partir do dia 13 de Outubro 2010

Professores de Educação

Física

Directores de turma e

professores de Cidadania

Coordenadora da escola/

Dr.ª Genoveva Miranda

Assistente técnica

Helena Benevides

ESE

ESE

Outubro Novembro Dezembro

Semanas

39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52

83


Projecto de Intervenção - SER

PRS 2009/1012 2011

Objectivo : Identificar substâncias ilícitas

Estratégias (1) Actividades/Iniciativas/Acções Responsável

Campanhas

Palestras

Sessões de

sensibilização

Comemorações

Palestras

Sessões de

sensibilização

Comemoração do Dia Mundial sem Tabaco Unidade de saúde/ESE

Palestra sobre substâncias Psicoactivas

Sessões de esclarecimento sobre os diferentes tipos de

substâncias psicoactivas lícitas e ilícitas e consequências

inerentes do seu consumo

Demonstração de detecção de substâncias ilícitas

ESE/ Unidade de saúde

Técnico da especialidade

Alunos do PROFIJ

Instituição especializadas no âmbito

das dependências.

PJ, psicóloga, pessoal docente, não

docente e discentes

Abril Maio Junho

Semanas

14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26

84


Projecto de Intervenção - SER

PRS 2009/1012 2010

Objectivo: Promover a segurança na Escola

Estratégias (1) Actividades/Iniciativas/Acções Responsável

Realização de uma simulação em catástrofe.

Sessões de sensibilização sobre bullying.

Permanência de Polícia Municipal junto das Escolas

Promoção de segurança e prevenção na Escola

Simulação de Sismo/incêndio/Catástrofe

Sessão sobre bullying da responsabilidade da

Ludoteca

Policia Municipal/PSP

Pessoal docente, não docente

e discentes

BVPD/Comunidade Escolar

Polícia Municipal, Ludoteca

itinerante; Pessoal docente,

não docente e discentes do

1º ciclo.

Outubro Novembro Dezembro

Semanas

39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52

85


Projecto de Intervenção - SER

PRS 2009/1012 2010

Objectivo: Promover comportamentos alimentares adequados e a prática de exercício físico

Estratégias (1) Actividades/Iniciativas/Acções Responsável

Palestras

Exposições de

trabalhos

Comemoração do Dia Mundial da alimentação Departamento CFN

Realização de panfletos

“Festival “ de Sumos naturais

Outubro Novembro Dezembro

Semanas

39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52

PRS 2009/1012 2011

Objectivo : Promover comportamentos alimentares adequados e a prática de exercício físico

Estratégias Actividades/Iniciativas/Acções Responsável

Promover

hábitos de

alimentação

saudável

Festival das Sopas

Promoção de Saladas

Quermesse Vida Saudável

ESE

Outubro Novembro Dezembro

Semanas

40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52

86


Projecto de Intervenção - SER

PRS 2009/1012 2010

Objectivo : Identificar substâncias ilícitas; Conhecer os malefícios do consumo destas substâncias

Estratégias (1) Actividades/Iniciativas/Acções Responsável

Actividades

integradas no

departamento de

Ciências Naturais

Prevenir e dar

resposta às

situações

sinalizadas

Comemoração do Dia Nacional do Não Fumador Prof. António Pacheco

Realização de testes de despiste de substâncias

psicoactivas ilícitas

Unidade de Saúde

Aconselhamento psicossocial individualizado Psicólogas

Proporcionar, respostas terapêuticas integradas,

se os alunos assim o desejarem

Psicólogas

Outubro Novembro Dezembro

Semanas

39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51 52

87


Projecto de Intervenção - SER

PRS 2009/1012 2011

Objectivo :Identificar substâncias ilícitas; Conhecer os malefícios do consumo destas substâncias

Estratégias (1) Actividades/Iniciativas/Acções Responsável

Prevenir e dar

resposta às

situações

sinalizadas

Realização de testes de despiste de substâncias

psicoactivas ilícitas

Unidade de Saúde

Aconselhamento psicossocial individualizado Psicólogas

Proporcionar, respostas terapêuticas integradas,

se os alunos assim o desejarem

Psicólogas

Estratégias (1) Actividades/Iniciativas/Acções Responsável

Prevenir e dar

resposta às

situações

sinalizadas

Realização de testes de despiste de substâncias

psicoactivas ilícitas

Unidade de Saúde

Aconselhamento psicossocial individualizado Psicólogas

Proporcionar, respostas terapêuticas integradas,

se os alunos assim o desejarem

Psicólogas

Janeiro Fevereiro Março

Semanas

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13

Abril Maio Junho

Semanas

14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26

88


Projecto de Intervenção - SER

PRS 2009/1012 2010

Objectivo : Promover o desenvolvimento de competências afectivo-relacionais, sociais e o ajustamento psicológico.

Estratégias (1) Actividades/Iniciativas/Acções Responsável

Identificar,

diagnosticar e

encaminhar alunos

com necessidade de

acompanhamento

psicológico

Identificar alunos e respectivas famílias com

necessidades de acompanhamento

psicológico

Pessoal docente; enc. de

Educação.

Representante da Escola na

CPCJ

Assistentes sociais

Psicólogas

Outubro Novembro Dezembro

Semanas

39 40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51

89

5

2


Projecto de Intervenção - SER

PRS 2009/1012 2011

Objectivo : Promover o desenvolvimento de competências afectivo-relacionais, sociais e o ajustamento psicológico.

Estratégias (1) Actividades/Iniciativas/Acções Responsável

Identificar,

diagnosticar e

encaminhar alunos

com necessidade

de

acompanhamento

psicológico

Identificar alunos e respectivas famílias com

necessidades de acompanhamento

psicológico

Estratégias (1) Actividades/Iniciativas/Acções Responsável

Identificar,

diagnosticar e

encaminhar alunos

com necessidade

de

acompanhamento

psicológico

Identificar alunos e respectivas famílias com

necessidades de acompanhamento

psicológico

Pessoal docente;

encarregado de Educação.

Representante da Escola na

CPCJ

Assistentes sociais

Psicólogas

Pessoal docente;

encarregados de Educação.

Representante da Escola na

CPCJ

Assistentes sociais

Psicólogas

Janeiro Fevereiro Março

Semanas

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13

Abril Maio Junho

Semanas

14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25 26

90


Projecto de Intervenção - SER

PRS 2009/1012 2011

Objectivo : Identificar comportamentos de risco no âmbito da saúde sexual

Estratégias Actividades/Iniciativas/Acções Responsável

Atendimento ao

aluno por um

profissional de

Saúde

Gabinete de educação para a Saúde ESE/ Unidade de saúde

Estratégias Actividades/Iniciativas/Acções Responsável

Campanhas

Palestras

Sessões de

sensibilização

Atendimento ao

aluno por um

profissional de

Saúde

Promoção de acções de formação em parceria com

a unidade de saúde para alunos de 6º e 9º anos

Unidade de saúde/ESE

Gabinete de educação para a Saúde ESE/ Unidade de saúde

Estratégias Actividades/Iniciativas/Acções Responsável

Atendimento ao

aluno por um

profissional de

Saúde

Gabinete de educação para a Saúde ESE/ Unidade de saúde

Janeiro Fevereiro Março

Semanas

1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13

Abril Maio Junho

Semanas

14 15 16 17 18 19 20 21 22 23 24 25

Outubro Novembro Dezembro

Semanas

40 41 42 43 44 45 46 47 48 49 50 51

91

2

6

5

2


9- AVALIAÇÂO

Projecto de Intervenção - SER

A avaliação dos projectos e actividades definidas no Programa de Saúde Escolar da EBI de Arrifes será realizada durante o mês de Julho de

2011. Para tal reunir-se ão as avaliações intermédias já efectuadas resultando um só Relatório de Actividades do Programa de Saúde Escolar.

92


10 BIBLIOGRAFIA

Projecto de Intervenção - SER

DELORS, Jacques (2006), «Por uma educação para todos ao longo da vida», in: BINDÉ, Jerôme

(Dir.), Para Onde Vão os Valores?, Lisboa, Instituto Piaget,, pp. 233-239.

“Programa Regional de Saúde Escolar e de Saúde Infanto-Juvenil” (2010), Angra do Heroísmo,

Secretaria Regional da Saúde /Direcção regional da Saúde..

Projecto Educativo por Uma Escola de Valor” (2010), Escola Básica Integrada de Arrifes.

SANTOS, Paula e PORTUGAL, Gabriela, (2006), «A educação experiencial na formação de

profissionais de intervenção precoce», in HAMIDO, Gracinda; LUÍS, Helena; ROLDÃO, Maria do

Céu; MARQUES, Ramiro, (Orgs.), Transversalidade em Educação e em Saúde, Porto, Porto Editora,

pp.111-129.

SINGER, Peter (2008), Escritos sobre uma vida ética, Lisboa, Publicações Dom Quixote.

93


ANEXOS

Projecto de Intervenção - SER

94


INQUÉRITO 1º/2ºE 3º CICLO

IDENTIFICAÇÃO

[00]Idade

Por favor, escreva aqui a sua resposta:

[0]Sexo

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Feminino

Masculino

SAÚDE MENTAL

[1]Assinala com uma cruz os adjectivos que

te caracterizam melhor:

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Activa/o

Alegre

Sincera/o

Tranquila/o

Sociável

Feliz

Ordenada/o

Atenta/o

Paciente

Medrosa/o

Irritável

Mentirosa/o

Curiosa/o

Apressada/o

Preguiçosa/o

Triste

Determinada/o

Educada/o

Desordenada/o

Desajeitada/o

[2]A que horas te costumas deitar nos dias

de aulas? *

Por favor, seleccione no máximo 1 respostas:

Projecto de Intervenção - SER

20:00

20:30

21:00

21:30

22:00

22:30

23:00

23:30

24:00

Depois das 24:00

[3]A que horas costumas acordar nos dias

de aulas?

Por favor, seleccione no máximo 1 respostas:

Antes das 5:30

5:30

6:00

6:30

7:00

7:30

8:00

8:30

9:00

[4]Costumas passear com a tua família?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[5]Com quem costumas falar quando estás

triste?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Pais

Professores

Irmãos

Avós

Tios

Primos

Vizinhos

Amigas/os

Outros

95


SAÚDE ORAL

[6] Costumas lavar os dentes?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[6.1]Se sim, quando?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

De manhã

À noite

Depois do almoço

Depois do jantar

[7]Tens escova própria?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[7.1] Se sim, de quanto em quanto tempo

trocas de escova de dentes?

Por favor, seleccione no máximo 1 respostas:

De 2 em 2 meses

De 3 em 3 meses

De 6 em 6 meses

De ano a ano

Outro:

[8]Usas pasta de dentes?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

Projecto de Intervenção - SER

[9]Usas fio dentário?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[10]Já foste ao dentista?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[10.1]Se sim, quantas vezes?

Por favor, seleccione no máximo 1 respostas:

Nunca

Uma vez

Algumas vezes

Muitas vezes

[11]Já tiveste dores de dentes?

Por favor, seleccione no máximo 1 respostas:

Nunca

Uma vezes

Algumas vezes

Muitas Vezes

[12]Sabes o que é uma cárie?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

94


ALIMENTAÇÃO SAUDÁVEL

[13]Já tomaste pequeno-almoço hoje?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[14]Em que momentos do dia fizeste ontem

as refeições?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

De manhã

A meio da manhã

Ao almoço

A meio da tarde

Ao jantar

Ao deitar

[15]O que costuma fazer parte do teu

pequeno almoço?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Leite branco

Leite com chocolate

Leite com cevada

Leite com café puro

Pão com manteiga

Cereais

Pão com tulicreme

Pão com queijo

Pão com doce

Pão com fiambre

Bolos doces

Bolos lêvedos

Massa sovada

Iogurtes

Fruta

Bolachas

Outro:

Projecto de Intervenção - SER

[16]Onde costumas almoçar em dias de

aulas?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Em casa

Na escola

[16.1] Se almoças na escola o que costumas

comer?

Por favor, seleccione no máximo 1 respostas:

Almoço de casa

Comida do bar

Compro senha

Outro:

[17]O que costumas beber às refeições?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Água

Sumos naturais

Sumos artificiais

Leite

Chá

Café

Iogurte líquido

Outro:

[18]Comeste fruta ontem?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[19]Se sim, quantas peças de fruta comes

por dia?

Por favor, escreva aqui a sua resposta:

95


[20]Comeste legumes ontem?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[21]Quantas vezes por semana

comes legumes?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Todos os dias

Alguns dias

Raramente

Nunca

[22] Comeste sopa ontem?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[23]Quantas vezes por semana comes sopa?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Todos os dias

Alguns dias

Raramente

Nunca

ACTIVIDADE FÍSICA

[24]Costumas fazer todas as

aulas de Educação Física?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

Projecto de Intervenção - SER

[25]Praticas desporto?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[26.1]Se sim, qual?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Judo

Futebol

Dança

Natação

Patinagem

Voleibol

Basquetebol

Outro:

[26.2]Quantas vezes por semana fazes esta

actividade?

Por favor, escreva aqui a sua resposta:

[27]O que fazes nos teus tempos livres?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Ver televisão

Jogar videojogos

Passear

Ler

Estar com amigos

Outro:

[28]Costumas fazer caminhadas?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

96


[29]Vens a pé para a escola?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Sim

Não

Às vezes

AMBIENTE E SAÚDE

[30]Achas importante fazer a separação do

lixo?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[30.1]Se sim porquê?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Para não poluir a natureza

Para não gastar os recursos da natureza

Porque os professores dizem

Porque me obrigam

Porque há ecopontos perto da minha casa

[31]Fazes a separação do lixo em casa?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[32]Fazes separação do lixo na escola?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

Projecto de Intervenção - SER

[33]Preocupas-te em poupar água em casa?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[34]Preocupas-te em poupar água na

escola?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[35]Preocupas-te em poupar electricidade?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

PROMOÇÃO DA SEGURANÇA E

PREVENÇÃO DE ACIDENTES

[36]Onde costumas brincar ou passar o teu

tempo livre?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Em casa

No jardim/quintal

Na rua

Outro:

[37]Costumas andar de bicicleta / skate /

trotineta?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

97


[37.1]Se sim, costumas utilizar:

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Capacete

Joalheiras

Cotoveleiras

Nada

Outro:

[38]Costumas atravessar a rua na

passadeira?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[39]Achas que é importante utilizar o cinto

de segurança?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[40] À saída da escola sentes-te seguro?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[41]Existe algum lugar na escola que não te

sintas seguro?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[41.1]Se sim, onde?

Por favor, escreva aqui a sua resposta:

Projecto de Intervenção - SER

[42]O que achas que poderia mudar na tua

escola para haver mais segurança?

Por favor, escreva aqui a sua resposta:

EDUCAÇÃO PARA O CONSUMO

[43]Costumas comprar aquilo que vês na

publicidade?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[43.1]Se sim, o quê?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Alimentos

Roupa

Produtos de higiene pessoal

Entretenimentos / Brinquedos / Jogos

Adereços

Outro:

[44]O que compras com o teu dinheiro?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Entretenimentos / brinquedos

Roupa

Doces

Refrigerantes

Prendas

Nada, porque não tenho dinheiro próprio

Nada, porque prefiro poupar

Outro:

98


[45]Tens muitos artigos de marca?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[46]Tens televisão no quarto?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[47]Tens computador no quarto?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

CONSUMO DE SUBSTÂNCIAS LÍCITAS

E ILÍCITAS

[48] Já fumaste?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[48.1] Se sim, quando?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Uma vez

Algumas vezes

Muitas vezes

Projecto de Intervenção - SER

[49] Na tua família alguém tem

por hábito fumar?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[49.1] Quem?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Eu

Pai

Mãe

Irmãos

Avós

Tios

Outro:

[50]Já bebeste bebidas alcoólicas?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[50.1]Se sim, quantas vezes?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Uma vez

Algumas vezes

Muitas vezes

[51]Na tua família alguém consome bebidas

alcoólicas?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

99


[51.1]Se sim, quem?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Eu

Pai

Mãe

Irmãos

Avós

Tios

Outro:

[52]Já tomaste café puro?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[52.1]Se sim, quantas vezes?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Uma vez

Algumas vezes

Muitas vezes

[

53]Conheces alguém que consome

substâncias ilícitas?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

Substâncias ilícitas - são substâncias que

prejudicam a saúde e que não são de venda

pública, mais conhecidas por "drogas".

[54]Já viste alguém consumir substâncias

ilícitas?

Projecto de Intervenção - SER

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[55]Já alguém te ofereceu substâncias

ilícitas?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

VIOLÊNCIA EM MEIO ESCOLAR

[56]Costumas ver lutas no recreio?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[57]Costumas envolver-te em lutas com os

teus colegas?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[58]Costumas ver filmes de lutas?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

100


[59]Já sofreste algum tipo de violência na

escola?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[59.1]Se sim, de que tipo?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Verbal

Física

Psicológica

[60]Conheces alguém que pratica violência

no namoro / casamento?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[61]O que achas sobre a violência em

geral?

Por favor, seleccione no máximo 1 respostas:

Não é aceitável

Tem justificação

Por vezes o agressor é provocado

Resolve muitas situações

Outro:

Projecto de Intervenção - SER

SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA

[62]Assinala com uma cruz as palavras que

são de meninas.

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Cor de rosa

Azul

Boneca

Bola

Lavar a loiça

Jardinagem

Ir ao café

Tratar da roupa

Limpar a casa

Ler jornais

Chorar

Conduzir

Cozinhar

[63]Assinala com uma cruz as palavras que

são de meninos.

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Cor de rosa

Azul

Boneca

Bola

Lavar a loiça

Jardinagem

Ir ao café

Tratar da roupa

Limpar a casa

Ler jornais

Chorar

Conduzir

Cozinhar

101


SAÚDE SEXUAL E REPRODUTIVA (SÓ

2º E 3º CICLO)

[64]Tens conhecimentos sobre métodos

contraceptivos?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[64.1]Se sim, como adquiriste esses

conhecimentos?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Pais

Irmãos

Amigos

Professores

Técnicos de Saúde

Livros /Revistas

Televisão

Internet

Outro:

[65]Quais são os métodos contraceptivos

que conheces?

Por favor, escreva aqui a sua resposta:

[66]Conheces alguém que já tivesse

utilizado a "pílula do dia seguinte"?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

[67]Sabes o que são Infecções Sexualmente

Transmissíveis?

Por favor, seleccione apenas uma das

seguintes opções:

Sim

Não

Projecto de Intervenção - SER

[68]Se sim, indica as Infecções Sexualmente

Transmissíveis que conheces.

Por favor, escreva aqui a sua resposta:

[69]O que entendes por "Sexualidade"?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

É fazer sexo

É comunicar

É demonstrar poder

É ser mulher / homem

É demonstrar carinho

É ter prazer

[70]Em que idade achas que se deve iniciar

relações sexuais?

Por favor, escreva aqui a sua resposta:

[71]Que motivos te levariam a iniciar

relações sexuais?

Por favor, seleccione todas as que se aplicam:

Para experimentar

Para ter prazer

Para provocar os meus pais

Para me sentir adulto/a

Por amor

Por pressão do meu parceiro/a

Porque me sinto com idade de iniciar

Para engravidar

Para provar o meu amor

Para testar o amor do meu parceiro/a

Porque os meus amigas/os já iniciaram

Outro:

Submeter o seu inquérito

Obrigado por ter concluído este inquérito

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