Perdi o emprego. E agora?

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Perdi o emprego. E agora?

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NUMERO 50 ORGAO DA PASTORAL OPERARIA REGIONAL SUL MAIO 1991

Perdi o emprego. E agora?

Somente no primeiro trimestre deste ano, segundo o Dieese, o desemprego havia atingido 928 mil pessoas, na

região da Grande São Paulo. Sendo que na primeira semana de abril mais 5585 trabalhadores perderam seus

empregos. Este quadro dramático gera grande tensão tanto nos desempregados quanto nos "ainda" empregados

- sob a ameaça de corte a qualquer hora. Como estão se arranjando os desempregados, quais são suas angústias

e esperanças? Existem saídas? É o que está tentando um grupo de desempregados, orientados pela PC de

Ermelino Matarazzo, Zona Leste de São Paulo.

Paulo, 34 anos, casado, três filhos. A

mulher toma conta de duas crianças

para ajudar. Profissão: lustrador, opera-

dor de ponte rolante e pedreiro. Não

consegue arrumar emprego e procura

só perto de casa, porque não tem di-

nheiro para pagar a condução. "Fiquei

tão revoltado que cheguei a rasgar a

placa na fábrica que dizia estar preci-

sando e quando fui procurar disseram

que não tinha vagas. Fico triste porque

além de não arrumar emprego sei que

se trabalhar vou ganhar uns

míseros 25 mil cruzeiros. Meus

filhos pedem doce, eu nunca

tenho dinheiro para nada. Com

salário-desemprego e o Fundo

de Garantia que somaram 75 mil

cruzeiros paguei as dívidas e

acabou. Minha vida só não está

pior porque de vez em quando

sou ajudado por esta comunidade

e faço uns bicos. Hoje está pior

que em 1983, quando também

fiquei desempregado por quatro

meses".

Histórias não muito diferentes

dessa são as de Feitosa,

Raimundo, Ivo, Joviniano,

Cenário e tantos outros milhares

de companheiros que estão

sentindo o gosto amargo do

desemprego.

Buscando saídas

Desde dezembro de 1990 um

grupo de desempregados da

Prosit, fábrica de aço, cujos

direitos não foram devidamente

pagos, passou a se reunir

juntamente com a Pastoral

Operária de Ermelino Mataraz-

zo, com o apoio de entidades

como a Frente Nacional do Trabalho,

Sindicato dos Químicos de São Paulo,

assessoria jurídica. Com isso, para

garantir a alimentação dos companheiros

foram feitas coletas nas fábricas vizinhas,

pedágio, e até bailes. Buscou-se ajuda

também na Surbs (Secretaria Municipal

do Bem Estar Social), Regional São

Miguel Paulista.

Tudo que o grupo arrecada é dividido

entre eles, de acordo com as necessi-

dades de cada um. Como o emprego

está difícil, o grupo, orientado pela PO,

passou a discutir uma proposta alterna-

tiva de sobrevivência: uma fábrica de

blocos. Hoje está sendo encaminhado

à Surbs um projeto para a construção

dessa fábrica. "A idéia é que esta expe-

riência não fique restrita aos

desempregados da Prosit, mas se abra

para o movimento e assim que os parti-

cipantes arrumem emprego sejam subs-

tituídos, nesta atividade coletiva, por

outros companheiros desempregados".

Cenário: "Espero que melho-

re, mas do jeito que está a misé-

ria aumentando cada vez mais,

sinto-me empurrado mais para

o buraco".

Ivo: "Tenho esperançado que

tudo melhore. É difícil, mas a

esperança é a última que mor-

re".

Lênin: "É preciso sonhar, mas

com a condição de crer em nosso

sonho. De examinar com aten-

ção a vida real, de confrontar

nossa observação com nosso

sonho, de realizar escrupulosa-

mente nossa fantasia".

Vinícius: "O operário emocio-

nadoolhou sua própria mão, sua

rude mão de operário, de operá-

rio em construção. E olhando

bem para ela, teve num segundo

a impressão de que não havia no

mundo coisa que fosse tão bela".

João Paulo II: "O trabalho

humano é uma chave, provavel-

mente a chave essencial de toda

a questão social" . (LE.)

João 10,10: "Eu vim para que

todos tenham vida e vida em

abundância".


Política

Por trás do escândalo da Previdência

Acostumado a ser enganado pelo

governo, o povo brasileiro se pergunta:

o que estará por trás do noticiário sen-

sacionalista a respeito das fraudes no

sistema da previdência Social?

Existem dois processos que se de-

senvolvem atrás dessa barulheira toda.

Um diz respeito ao governo; o outro, ao

nosso País. No caso do governo, o que

há é um esforço de propaganda para

esconder o fracasso da política econô-

mica e, principalmente, uma manobra

destinada a preparar o terreno para a

privatização da previdência, na base de

um raciocínio assim: já que é impossível

evitar fraudes na Previdência, o melhor

é entregá-la ao setor privado. O que fica

sem esclarecer nesse estranho raciocí-

nio é a demonstração de que se a

Previdência for entregue ao setor priva-

do deixará de haver fraudes. Quem

garante isso?

Mas, as manobras que acontecem na

esfera do governo não são o aspecto

mais grave da crise da Previdência. O

aspecto mais grave diz respeito ao que

esse processo revela quanto à situação

do nosso País. Isto sim, que é extrema-

Economia

mente grave e exige de todos nós uma

reflexão clara e uma ação enérgica.

Segundo o noticiário da imprensa, a

Comissão Parlamentarde Inquérito que

foi instalada para fiscalizar a apuração

dessas fraudes é a 17 9 comissão forma-

da para esse fim! As dezesseis anterio-

res deram em nada!

O que isto revela?

Primeiro, que a "máfia" da Previdên-

cia está tão bem articulada, tão bem

inserida no aparelho do Estado que

resiste muito bem a qualquer

esforço do Executivo, do

Legislativo edo Judiciário, para

desmontá-la. Segundo, que o

Estado brasileiro está tão des-

moralizado, tão desarticulado,

tãodestituídodemeiosdeação

que não consegue por na cadeia

os "ladrões de colarinho

branco". Esta impotência dos

órgãos do Estado,seja o

Executivo, o Legislativo, ou o

Judiciário, para fazer cumprir a

lei, é uma das manifestações

mais evidentes da crise

brasileira.

Só um grande movimento popular,

que consiga colocar no poder outros

grupos sociais, completamente distin-

tos dos que hoje nos governam, criará

as condições para mudar completamen-

te os métodos de governo e dar solução

tanto ao problema da Previdência Social,

como os outros problemas que estão

transformando em um verdadeiro mar-

tírio a vida dos brasileiros.

Plínio A.Sampaio

Modernizar às custas do sacrifício do trabalhador

Ao comemorar seu primeiro ano de

governo, Collor revela, em toda a sua

crueza, o crescente distanciamento entre

suas promessas eleitorais e suas reali-

zações concretas. O que estamos ven-

do e vivendo é o pleno arrocho salarial,

desemprego e a concentração de ri-

queza nas mãos da minoria da socieda-

de brasileira. Ou seja: a inflação asso-

ciada à recessão.

Os trabalhadores foram chamados-

mais uma vez na história desse País - ao

sacrifício "Vamos crescer para depois

dividir". E mais uma vez os trabalhado-

res estão sendo enganados. O que

ouvimos do governo Collor é o sa-

crifício para o combate à inflação e

a busca da "modernização". A

realidade, porém, é outra. Em nome

dessa "modernização" observa-se

a entrega das riquezas do Brasil ao

capital privado (principalmente o

internacional). São medidas que

temos acompanhado tanto no pla-

no Collor I, quanto no Collor II.

A "modernização" do atual

governo representa para os

trabalhadores: o desemprego (que

já ultrapassa a casa dos milhões);

o sub-emprego crescente a cada

dia; o aumento do número de

favelados, encortiçados e daqueles

que vivem debaixo dos viadutos e

pontes da cidade; o total abandono

da saúde, educação... Enfim, a maioria

dos trabalhadores vivem em situação

de miséria tanto no campo como na

cidade.

Entretanto, os trabalhadores não estão

assistindo de braços cruzados essa

realidade. O número de greves cresce a

cada dia: Petroleiros, metalúrgicos,

professores, funcionários públicos,

motoristas... No campo crescem as

ocupações de terra, a ocupação de

moradia e de terrenos na área urbana.

Temos clareza que a situação não é

nada fácil para o conjunto dos trabalha-

dores. Falta-nos muita organização e

conscientização de uma grande parce-

la da sociedade que não está nos sindi-

catos e nos movimentos sociais. Esse é

o desafio que temos de enfrentar. Bus-

car melhores condições de vida para os

trabalhadores no plano imediato, mas

não podemos perder de vista o plano

mais geral que é a mudança da socieda-

de brasileira. A certeza da busca da

solução dos problemas está na cons-

cientização e organização dos traba-

lhadores. Rubens (Cepis)


Sindicato

Automação: Sindicatos,© que fazer?

Antes de mais nada é preciso

ficar claro nossa posição sobre o

tema. Não somos contra a

automação, por que defendemos

uma sociedade em que as

máquinas trabalhem e produzam

e os trabalhadores possam dedicar

seu tempo também ao estudo, ao

lazer, etc.

Só que não é bem assim que

acontece. Hoje a automação só

beneficia um setor da sociedade,

uma classe social, vejamos. Apesar do

baixo número de robôs e de máquinas

mais modernas, pode-se perceber que

já existe entre nós o desemprego

tecnológico. Se tomarmos os bancários

como exemplo observamos que é uma

categoria que vem diminuindo em

número, ano a ano. Hoje um caixa nada

mais é que um digitador que às vezes

põe mão no dinheiro. Todos os

trabalhadores que antes ficavam nas

agências foram substituídos pelos

próprios caixas. Com a vantagem

adicional do banqueiro de saber até

quantos toques o caixa dá por dia e

usam isto como forma de pressão e

competitividade entre os próprios

trabalhadores.

Na indústria, as máquinas com con-

trole numérico são introduzidas para

Reflexão

Acaba de se realizar, em Itaici, a 29 a

Assembléia Geral dos Bispos do Brasil.

Olhando do ponto de vista da luta dos

trabalhadores o que mais chamou a

atenção nesta assembléia?

Cem anos depois da Igreja ter desco-

berto a condição dos operários, para

usarosub-tftuloda RERUMNOVARUM,

a situação dos trabalhadores brasilei-

ros esteve muito presente nesta assem-

bléia. Logo na primeira sessão quando

se tratava de sugerir assuntos para a

pauta, explodiu na assembléia a situa-

ção de desemprego, de arrocho sala-

rial, do trabalho dos negros, das crian-

ças, a violência, a degradação da vida

do povo, o pagamento da dívida exter-

na. Bispos de norte a sul ocuparam o

microfone para denunciar a situação de

gradativo empobrecimento dos traba-

lhadores, um bispo do norte explicou a

expressão povo colorido que tanto ouvia

reduzir o número de trabalhadores

(dispensa-se o controlador, o prepara-

dor e parte dos operadores), desqualifi-

ca o operário (pois as empresas man-

têm técnicos para programação das

máquinas) e seqüestra o saber operário

(os macetes para sair a produção ape-

sar das normas da empresa), nos salá-

rios há rebaixamento da massa salarial,

pois aumenta o exército de desempre-

gados).

Hoje o País vive uma grande reces-

são. Cedo ou tarde, voltaremos a cres-

cer, só que na retomada não será ne-

cessário o mesmo nível de emprego

para o mesmo nível de produção. Por

exemplo a Ford -São Bernardo do Campo

em 78 produzia 400 veículos/dia com

cerca de 12.000 funcionários, depois de

receber inúmeras modernizações (até

Itaici e os trabalhadores

na sua região: "O povo está verde de

fome, amarelo de doença e vermelho

de raiva". Ao que um outro acrescen-

tou: "E roxo de tanta mentira".

A Assembléia aprovou a Mensagem

aos Trabalhadores e Trabalhadoras do

Brasil onde os bispos mais uma vez se

comprometem a continuar a renovar o

seu esforço de apoiar os agentes e ani-

madores da Igreja a se dedicarem a

formação de lideranças para o mundo

do trabalho. A mensagem foi redigida

com a assessoria da CPO.

Pela primeira vez numa assembléia

geral, foi pedido e aprovado pelo plená-

rio a inclusão na pauta de uma comuni-

cação sobre o trabalho da Pastoral

Operária. D.Waldir Calheiros, bispo de

Volta Redonda, com a assessoria direta

da CPO, relatou aos bispos do Brasil a

presença da Igreja no Mundo Operário.

Além disso, 15 bispos compareceram à

robôs de solda e pintura), em 84

passou a produzir os mesmos 400

vefciJos só que com cerca de 7000

trabalhadores.

A luta tem que se dar agora, não

podemos mais esperar. O

movimento sindical precisa em

primeiro lugar entender, conhecer

o que é automação, depois traçar

uma política para conquistar

reduções de jornada semanal de

trabalho (40 horas) e garantir

através de acordo a recolocação e re-

treinamento dos trabalhadores afetados

pelas novas tecnologias, e principal-

mente influenciara elaboração de uma

nova política industrial, procurando

sobretudo garantir o crescimento eco-

nômico a todo custo.

Mas isto tudo é só ponta do iceberg,

há algo no Brasil que causa mais de-

semprego e mais disputa ideológica

(patrões querendo ganhar a consciên-

cia dos trabalhadores) no que se deno-

mina de "novas formas de organização

do trabalho e de gerenciamento de

pessoal". Mas isto fica para outro capí-

tulo. (no próximo Boletim)

Não podemos ser contra o avanço

tecnológico, mas vamos ser intransi-

gente contra o atraso social e a concen-

tração de renda. Tarcísio (PO/SBC)

reunião promovida pela CPO. Nesta

reunião foi apresentado aos bispos e

depois comunicado ao plenário que

D.Sinésio Bohn, bispo de Santa Cruz,RS,

é o novo bispos assistente da Pastoral

Operária.

Estes fatos e mais a grande acolhida

que teve a iniciativa de se promover de

4 a 8 de novembro a Semana Social

Brasileira sobre os Desafios do Mundo

do Trabalho. Hoje são indicações im-

portantes da busca da Igreja do Brasil

de se empenhar vivamente no serviço à

classe trabalhadora, comprovando assim

a sua fidelidade a Cristo para assim ser

verdadeiramente a Igreja dos pobres.

A assembléia também elegeu a nova

direção da CNBB para o mandato de

mais 4 anos e traçou as diretrizes para a

elaboração do próximo plano pastoral.

Fe. Inácio Neutzling, SJ

Assistente Nacional da PO


Trabalhadores

Marcados para Morrer

A origem dos conflitos no

campo está, fundamental-

mente, na concentração da

terra em poder de um pe-

queno número de grandes

proprietários, que a utilizam,

em grande parte, como

capital especulativo.

A violência praticada con-

tra os trabalhadores rurais

teve formas distintas nas

diferentes fases de desen-

volvimento do País.

Durante o regime militar,

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essa violência apresentou-se como uma

política oficial do Estado. Criaram-se

aparelhos governamentais para conduzir

essa política, como o GETAT (Grupo

Executivo de Terras do Araguaia-

Tocantins) e o GEBAM (Grupo Executivo

para o Baixo Amazonas), organismos

controlados pelo Conselho de Segurança

Nacional que tinham como objetivo

promover a regularização fundiária

nessas regiões. O resultado foi a

militarização da questão agrária, tor-

nando-se freqüentes as ações das for-

ças armadas contra os movimentos

sociais no campo.

Com o fim do regime militar e o início

da "Nova República" (1985), a questão

agrária foi recolocada no centro do

cenário político nacional, através do Plano

Nacional de Reforma Agrária. Nesse

período ocorreu uma mudança na polí-

tica oficial,que passou a valorizar os

poderes regionalizados do latifúndio.

Um efeito disso foi o surgimento da

União Democrática Ruralista (UDR),

entidade dos latifundiários e principal

adversária da reforma agrária.

A partir daí a violência muda de cará-

ter e manifesta-se diretamente em a-

ções previamente planejadas e execu-

1 i

tadas de acordo com os dife-

rentes interesses dos proprie-

tários de terras.

No período de 1985-1989,

561 trabalhadores rurais fo-

ram assassinados. Porém, não

podemos analisar a violência

no campo somente pelo

número de assassinatos

ocorridos. No ano de 1989,

por exemplo, ocorreram 500

conflitos de terra com 134

pessoas ameaçadas de mor-

te, 100 tentativas de assassi-

natos, 512 trabalhadores com lesões

corporais e 66 trabalhadores torturados,

além de 306 casas destruídas, 3107

despejos judiciais, 597 pessoas

submetidas a regime de trabalho escravo

e 343 mil conflitos trabalhistas.

Em 1990, os conflitos violentos pela

terra apresentaram índices crescentes.

Foram assassindos 65 trabalhadores

rurais e 120 sofreram ameaças de mor-

te. Além de inúmeros casos de torturas

e despejos judiciais. Nos primeiros meses

de 1991, 7 trabalhdores já foram assas-

sinados e mais 12 passaram a fazer

parte da lista dos marcados para mor-

rer.

A característica principal desta violên-

cia é a impunidade dos mandantes e

praticantes dos crimes. Dos 1630 as-

sassinatos registrados no campo de 1964

a 1991, apenas 24 foram a julgamento,

com 12 condenações.

Isto remeta a necessidade de um

posicionamento mais firme do movi-

mento sindical, pois esa violência con-

tra os trabalhadores rurais não é um

fenômeno isolado, mas da própria luta

de classes no país.

Avelino Ganzer

Vice-presidente CUT Nacional

PO Acontece

O mundo do trabalho continua

Durante a quaresma, a campanha da

fraternidade com o tema "O mundo do

trabalho", foi amplamente debatido. Os

cristãos de várias pastorais colocaram

a criatividade para funcionar e criaram

vários subsídios, boletins, celebrações

falando sobre a situação dos trabalha-

dores, atosdesolidariedade, enfim tudo

o que se pode fazer.

Com o fim da quaresma a tendência é

de diminuir as atividades, mas como o

tema é muito abrangente, as comunida-

des de várias dioceses, continuam suas

atividades a todo vapor. Isto está acon-

tecendo nos grupos novos de pastoral

operária, que surgiram como gesto

concreto da CF 91, também nas ativida-

des de 1 s de maio, como celebrações,

atos públicos, semana do traba-

lhador,etc.

Além desta grande atividade de mas-

sa, ainda temos no dia 7 de setembro,

em Aparecida, a 4 a Romaria do Traba-

lhador, com o tema: "Maria caminha

com os trabalhadores", que será o

grande momento de encontro de todos

os trabalhadores para celebrara Vida e

a Fé.

Espaço Livre

O Povo no palco

A Pastoral da Comunicação da Região

Brasilândia realizou o I Festival de Teatro

com o objetivo de divulgara Campanha

da Fraternidade de 1991. "Solidários

na Dignidade do Trabalho", e lançar a

semente de um grupo que coordenasse

as atividades teatrais na região.

Nas eliminatórias, dias 13 e 20 de

abril, dos quatro grupos que participaram

(Taete, Freguesia do Ó, Greta, do Pereira

Barreto, Jovens Cristãos em Marcha e

ABC-GFt do São José Operário) foram

classificados Greta e Taete.

O Greta abordou o trabalhador do

campo, sindicato rural, relação com a

igreja etc, enquanto o Taete abordou

mais o Trabalhador na cidade, seus

conflitos, suas lutas, trabalho de base,etc.

Foi uma experiência nova na

Brasilândia. Além de ser uma forma de

lazer, foi uma oportunidade de levar as

pessoas a perceberem mais profun-

damente o tema da CF-91.

A partir de agora, os grupos estarão

visitando as comunidades em sistema

de rodízio, é só convidá-los.

Past. Comunicação - Reg. Brasilândia

Fone: 858.09.43 - Ir. Brígida

857.79.96-Ag naldo.

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Pastoral Operária Regional Sul I

EXPEDIENTE

PO INFORMA - Órgão da Pastoral Operária

Regional Sul I Sede da PO: R.VencesIau Brás

78/sala 113 CEP 01016 - São Paulo - SP

Fone: (011) 365531 Jornalista responsável:

Ana Valim (Mtb 13003) Composição e

Impressão: CCJ - (011) 65 6770


INFORMATIVO

maioldl

ATIVIDADES ESTADUAIS:

ESTADUAL

- Dia 08 - REUNIÃO DA EQUIPE EXECUTIVA ESTADUAL, das 9 às 16

horas - SÃO PAULO.

- Dia 11 - ENOONTRO ESTADUAL SOBRE FINANÇAS, das 9 às 13 ho-

ras - SÃO PAULO.

- Dia 25 - REUNIÃO DA COORDENAÇÃO ESTADUAL, das 9 às 17 ho-

ras - Casa de Encontros Pe.Kentenich - JARAGUÁ.

- Dia 26 - SEMINÁRIO ESTADUAL COM ANIMADORES DE GRUPOS DE BA

SE DA PASTORAL OPERÁRIA, das 9 às 17 horas - Casa

de Encontros Pe.Kentenich - JARAGUÁ.

Dias 28 e 29 - ENCONTRO ESTADUAL DO COLETIVO DE AGENTES, das

ATIVIDADES NACIONAIS:

9 horas do dia 28 às 16 horas do dia 29 - Ca-

sa de Encontros Ir.Japonesas - JARACUÁ.

-De 17 a 19 - SEMINÁRIO NACIONAL SIWICAL - Col .Assunção-RJ

- De 18 a 22 - CEP - CNBB

- De 24 a 26 - NORDESTÃO DA PASTORAL OPERÁRIA - NATAL - RN

PASTORAL OPERARIA REGIONAL SUL I

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