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O Aparelho HGS-RA no Tratamento do Ronco e da Apnéia ...

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INTRODUÇÃO<br />

Uma boa <strong>no</strong>ite de so<strong>no</strong> faz bem à saúde e pode<br />

interferir decisivamente na quali<strong>da</strong>de de vi<strong>da</strong> <strong>do</strong> ser huma<strong>no</strong>.<br />

Esta antiga recomen<strong>da</strong>ção tem si<strong>do</strong> fortaleci<strong>da</strong> por vários<br />

trabalhos científicos laboratoriais e epidemiológicos. De uma<br />

maneira geral, 7 a 8 horas contínuas de so<strong>no</strong> corresponderia<br />

ao ideal, segun<strong>do</strong> Carvalho (2010) <strong>do</strong> Hospital <strong>do</strong> Coração,<br />

São Paulo. O autor destaca ain<strong>da</strong> que alterações na duração ou<br />

continui<strong>da</strong>de <strong>do</strong> so<strong>no</strong> podem trazer conseqüências severas à<br />

saúde. O desenvolvimento de <strong>do</strong>enças como hipertensão<br />

arterial, <strong>da</strong>betes mellitus, obesi<strong>da</strong>de, dentre outras, tem si<strong>do</strong><br />

observa<strong>do</strong> em pessoas com alteração <strong>no</strong> tempo de so<strong>no</strong>. A<br />

síndrome <strong>da</strong> apnéia obstrutiva <strong>do</strong> so<strong>no</strong> (SAOS) caracteriza-se<br />

como uma <strong>do</strong>ença crônica, pela recorrente obstrução <strong>da</strong>s vias<br />

aéreas superiores durante o so<strong>no</strong>, completa ou parcialmente.<br />

Esta obstrução gera fragmentação <strong>da</strong> arquitetura <strong>do</strong> so<strong>no</strong><br />

devi<strong>do</strong> à micro-despertares <strong>no</strong>tur<strong>no</strong>s e que<strong>da</strong> na quali<strong>da</strong>de de<br />

oxigenação. Consequentemente, tem-se significativa<br />

deterioração nas funções diárias, com impacto na quali<strong>da</strong>de<br />

de vi<strong>da</strong> <strong>do</strong>s acometi<strong>do</strong>s, aumento <strong>do</strong> risco cardiovascular por<br />

aumento <strong>da</strong> propensão à hipertensão arterial, infarto <strong>do</strong><br />

miocárdio, acidentes vasculares cerebrais (AVC), dentre<br />

outros.<br />

A SAOS tem si<strong>do</strong> defini<strong>da</strong> como um problema de<br />

saúde pública relevante devi<strong>do</strong> à sua alta freqüência na<br />

população geral e às várias <strong>do</strong>enças a que está associa<strong>da</strong>.<br />

Estima-se que mais de 10 % <strong>da</strong> população adulta,<br />

principalmente a <strong>do</strong>s homens, apresenta este distúrbio. O<br />

tratamento inclui uma abor<strong>da</strong>gem profissional<br />

multidisciplinar, incluin<strong>do</strong> avaliação física e nutricional com<br />

mu<strong>da</strong>nças <strong>no</strong> estilo de vi<strong>da</strong>, quan<strong>do</strong> necessário, e tratamentos<br />

específicos, como pressão positiva (CPAP) durante o so<strong>no</strong>,<br />

fo<strong>no</strong>terapia, aparelhos de avanço mandibular, dentre outros<br />

conforme orientação médica especializa<strong>da</strong>.<br />

Atualmente, o uso de aparelhos intrabucais <strong>no</strong><br />

tratamento coadjuvante <strong>da</strong> SAOS (Síndrome <strong>da</strong> apnéia<br />

obstrutiva <strong>do</strong> so<strong>no</strong>) e roncos primários tem mereci<strong>do</strong> especial<br />

Orto<strong>do</strong>ntia<br />

O <strong>Aparelho</strong> <strong>HGS</strong>-<strong>RA</strong> <strong>no</strong> <strong>Tratamento</strong> <strong>do</strong> <strong>Ronco</strong> e<br />

<strong>da</strong> <strong>Apnéia</strong> Obstrutiva <strong>do</strong> So<strong>no</strong><br />

Fábio Soares <strong>da</strong> Costa* Michele Moresco Crestani* Hélio Gomes <strong>da</strong> Silva**<br />

Nara Cristina Alves Camarana***<br />

atenção <strong>da</strong>s especiali<strong>da</strong>des envolvi<strong>da</strong>s, devi<strong>do</strong> à sua maior<br />

aceitabili<strong>da</strong>de pelo paciente e por sua comprova<strong>da</strong> eficiência<br />

<strong>no</strong> tratamento de SAOS leves e modera<strong>da</strong>s, além de alguns<br />

casos graves.<br />

A proposta deste artigo é apresentar o Sistema <strong>HGS</strong>-<br />

<strong>RA</strong>, dispositivo ortopédico intra-bucal, para o tratamento <strong>do</strong><br />

ronco primário e <strong>da</strong>s apnéias obstrutivas leves e modera<strong>da</strong>s. O<br />

<strong>HGS</strong>-<strong>RA</strong> é confecciona<strong>do</strong> com base nas filosofias ortopédica<br />

mecânica (conexões ajustáveis <strong>do</strong> APM5 de Encaixe -<br />

aparelho de protração mandibular) e ortopédica funcional<br />

(Pistas de Planas) através <strong>da</strong> união <strong>do</strong> sistema de integração<br />

<strong>HGS</strong> II ao <strong>Aparelho</strong> Ortopédico Fixo I (AO Fixo I).<br />

REVISÃO DE LITE<strong>RA</strong>TU<strong>RA</strong><br />

A<strong>no</strong>rmali<strong>da</strong>des <strong>da</strong>s estruturas ósseas que envolvem<br />

a orofaringe são freqüentemente observa<strong>da</strong>s em pacientes<br />

com SAOS. As a<strong>no</strong>rmali<strong>da</strong>des mais comuns são a hipoplasia<br />

e/ou retrognatia <strong>da</strong> maxila e <strong>da</strong> mandíbula, restringin<strong>do</strong> o<br />

espaço <strong>da</strong> cavi<strong>da</strong>de orofaríngea e, consequentemente, a<br />

língua,palato mole e os teci<strong>do</strong>s moles em tor<strong>no</strong> <strong>da</strong>s vias aéreas<br />

superiores (VAS) deslocam posteriormente, obstruin<strong>do</strong> a luz<br />

<strong>da</strong> orofaringe (RILEY et al., 1983).<br />

Rider (1988) afirmou que parte <strong>do</strong> mecanismo de<br />

obstrução <strong>da</strong> faringe está na postura <strong>da</strong> língua. O músculo<br />

genioglosso, ao relaxar substancialmente durante o so<strong>no</strong><br />

REM, permite que a língua caia para trás, reduzin<strong>do</strong> o espaço<br />

<strong>da</strong> faringe, sen<strong>do</strong> que a per<strong>da</strong> <strong>do</strong> tônus <strong>da</strong> musculatura <strong>da</strong><br />

região seria outro fator a se considerar. Segun<strong>do</strong> o Autor, a<br />

SAOS seria relaciona<strong>da</strong> fortemente às alterações de<br />

desenvolvimento dentofaciais, que resultam em um espaço<br />

bucal inadequa<strong>do</strong> para o correto posicionamento <strong>da</strong> língua.<br />

O alargamento <strong>do</strong>s teci<strong>do</strong>s moles envolventes <strong>da</strong><br />

faringe, incluin<strong>do</strong> hipertrofia <strong>da</strong>s amíg<strong>da</strong>las, adenóides,<br />

postura baixa e retruí<strong>da</strong> de língua, são também importantes<br />

fatores predisponentes de colapso <strong>da</strong>s vias aéreas superiores<br />

(VAS), na medi<strong>da</strong> em que podem interferir na luz <strong>da</strong> faringe e<br />

(* Especializan<strong>do</strong> em Orto<strong>do</strong>ntia, ** Especialista e Mestre em Orto<strong>do</strong>ntia, Especialista em Ortopedia Funcional <strong>do</strong>s Maxilares, *** Especialista e Mestre em<br />

Orto<strong>do</strong>ntia<br />

Rev Esp O<strong>do</strong>nt 31 3 : 31-34, 2011


O <strong>Aparelho</strong> <strong>HGS</strong>-<strong>RA</strong> <strong>no</strong> <strong>Tratamento</strong> <strong>do</strong> <strong>Ronco</strong> e <strong>da</strong> <strong>Apnéia</strong> Obstrutiva <strong>do</strong> So<strong>no</strong><br />

Fig. 1 - <strong>Aparelho</strong> <strong>HGS</strong>-<strong>RA</strong> em vista lateral direita, frontal e esquer<strong>da</strong> respectivamente<br />

estreitá-la durante o so<strong>no</strong>. Outros fatores, incluin<strong>do</strong> a<br />

deterioração <strong>do</strong>s meca<strong>no</strong>rreceptores sensitivos <strong>da</strong>s VAS e a<br />

instabili<strong>da</strong>de <strong>no</strong>s reflexos que mantêm permeabili<strong>da</strong>de <strong>da</strong><br />

faringe e <strong>no</strong> sistema respiratório de controle, também foram<br />

identifica<strong>do</strong>s como possíveis mecanismos que facilitam a<br />

instabili<strong>da</strong>de <strong>da</strong>s vias aéreas superiores. Isto sugere que a<br />

SAOS pode ser uma desordem heterogênea e não uma <strong>do</strong>ença<br />

de causa única (FERGUSON et al., 1995).<br />

Dispositivos Intra-bucais<br />

Os posiciona<strong>do</strong>res mandibulares trabalham pelo<br />

avanço mandibular, através <strong>do</strong> qual afastam os teci<strong>do</strong>s <strong>da</strong><br />

garganta e aumentam a tonici<strong>da</strong>de <strong>da</strong> musculatura <strong>da</strong> região,<br />

principalmente <strong>do</strong> genioglosso, impedin<strong>do</strong> que os teci<strong>do</strong>s <strong>da</strong><br />

orofaringe colapsem, poden<strong>do</strong> causar a apnéia/hipopnéia.<br />

Eles também devem estabilizar a mandíbula impedin<strong>do</strong> que<br />

ela “caia” durante a <strong>no</strong>ite, o que faz com que a língua se<br />

posicione posteriormente, invadin<strong>do</strong> o espaço aéreo. A<br />

possibili<strong>da</strong>de de regular gradualmente o avanço mandibular<br />

(ou titulação) constitui-se na característica mais importante,<br />

pois permite modificar a quanti<strong>da</strong>de de avanço de acor<strong>do</strong> com<br />

a possibili<strong>da</strong>de de ca<strong>da</strong> paciente. Esse avanço terapêutico<br />

deve ser <strong>da</strong> ordem de 70 a 80% <strong>da</strong> protrusão máxima, desde<br />

que não ultrapasse o limite fisiológico <strong>da</strong> ATM que é em tor<strong>no</strong><br />

de 7 mm, segun<strong>do</strong> SIMÕES (1988).<br />

Barsh (1996), afirma que as características de um<br />

aparelho protrator ideal são: produzir o mínimo de<br />

deslocamento <strong>da</strong> mandíbula, tanto horizontal como vertical,<br />

para controlar o ronco e a apnéia; respeitar ao máximo o<br />

espaço <strong>da</strong> língua; produzir o mínimo de <strong>da</strong><strong>no</strong>s aos dentes e ao<br />

perio<strong>do</strong>nto; não alterar a oclusão e não produzir disfunção <strong>da</strong><br />

ATM; ser ajustável pelo dentista para proporcionar os<br />

melhores resulta<strong>do</strong>s com o mínimo deslocamento <strong>da</strong><br />

mandíbula; ser facilmente removível <strong>no</strong> caso de problemas<br />

respiratórios, tosse, náusea ou vômito; ter baixo custo e ser<br />

facilmente produzi<strong>do</strong> em consultório ou laboratório de<br />

prótese; ser ajustável tanto horizontal como verticalmente<br />

para possibilitar, com imagem tomográfica, seu ajuste na<br />

melhor posição possível para favorecer a avaliação <strong>da</strong><br />

faringe, com o mínimo deslocamento <strong>da</strong> ATM; ser utiliza<strong>do</strong><br />

como um posiciona<strong>do</strong>r cirúrgico para se obter a melhor<br />

posição em cirurgias de avanço mandibular, quan<strong>do</strong> esta for<br />

necessária.<br />

Rev Esp O<strong>do</strong>nt 32 3 : 31-34, 2011<br />

O APARELHO <strong>HGS</strong>-<strong>RA</strong><br />

O Dispositivo <strong>HGS</strong>-<strong>RA</strong>, idealiza<strong>do</strong> através <strong>da</strong> união<br />

entre o sistema de integração <strong>HGS</strong> II e o <strong>Aparelho</strong> Ortopédico<br />

Fixo I (AO Fixo I), baseia-se <strong>no</strong> conceito <strong>da</strong> Ortopedia<br />

Funcional e Mecânica <strong>do</strong>s Maxilares.<br />

O sistema de integração <strong>HGS</strong> II consiste em um<br />

aparelho ortodôntico-ortopédico removível, com ação<br />

recíproca entre os arcos dentais, composto por duas placas<br />

acrílicas, uma superior e outra inferior, que encapsulam a<br />

oclusal de to<strong>do</strong>s os dentes póstero-superiores e to<strong>do</strong>s os<br />

dentes inferiores. A região ântero-superior, entre cani<strong>no</strong>s<br />

superiores, recebe um arco de Hawley ou de Bimler. (SILVA,<br />

2009)<br />

Na superfície oclusal <strong>do</strong> <strong>HGS</strong> II, próximo à região de<br />

pré-molares, são confecciona<strong>da</strong>s pequenas pistas inclina<strong>da</strong>s<br />

aproxima<strong>da</strong>mente 10 a 15 graus em relação ao pla<strong>no</strong> oclusal,<br />

<strong>no</strong> senti<strong>do</strong> <strong>da</strong> correção <strong>da</strong> Classe II de Angle. Essas pistas<br />

obedecem a Lei <strong>da</strong> Mínima Dimensão Vertical de Pedro<br />

Planas (1986), as quais promovem, por indução, uma<br />

mu<strong>da</strong>nça de postura terapêutica na mandíbula (conceito<br />

funcional), induzin<strong>do</strong> desta forma um avanço mandibular que<br />

será potencializa<strong>do</strong> <strong>no</strong> <strong>HGS</strong>-<strong>RA</strong> pela união com a conexão<br />

APM5 de Encaixe, <strong>Aparelho</strong> Ortopédico Fixo -AO Fixo I-<br />

(SILVA, 2009).<br />

O sistema de integração <strong>HGS</strong> II através <strong>do</strong><br />

encapsulamento oclusal e de suas pistas gera um aumento<br />

vertical posterior, o que favorece anteriormente a uma maior<br />

permeabili<strong>da</strong>de para a passagem de ar durante sua utilização,<br />

o que é deseja<strong>do</strong> aos porta<strong>do</strong>res <strong>da</strong> SAOS e desta forma<br />

também fun<strong>da</strong>menta a confecção <strong>do</strong> <strong>HGS</strong>-<strong>RA</strong>.<br />

A a<strong>da</strong>ptação principal que o <strong>HGS</strong> II recebeu em sua<br />

arquitetura para transformar-se em um dispositivo para<br />

tratamento <strong>do</strong> ronco primário e apnéia obstrutiva <strong>do</strong> so<strong>no</strong> foi a<br />

substituição <strong>do</strong> sistema de elásticos intermaxilares para a<br />

união <strong>da</strong>s duas placas oclusais pelas conexões removíveis <strong>do</strong><br />

APM 5 de encaixe, (versão <strong>do</strong> APM 4 modifica<strong>do</strong> e<br />

de<strong>no</strong>mina<strong>do</strong> AO Fixo I).<br />

O aparelho de protração mandibular APM surgiu em<br />

1995 com uma filosofia similar ao aparelho de Herbst -<br />

desenvolvi<strong>do</strong> por Emil Herbst em 1905 e reintroduzi<strong>do</strong> na


comuni<strong>da</strong>de ortodôntica pelo Prof. Panchers em 1979. Desde<br />

seu surgimento, o APM passou por uma série de modificações,<br />

visan<strong>do</strong> maior pratici<strong>da</strong>de na instalação, maior resistência e<br />

eficácia. (SILVA, 2009).<br />

Dentre as versões existentes, optou-se pela<br />

utilização <strong>da</strong> versão 5 modifica<strong>da</strong> por encaixe. Segun<strong>do</strong> Silva<br />

(2002) esta proporciona maior pratici<strong>da</strong>de clínica, mais<br />

conforto aos pacientes, me<strong>no</strong>s fraturas, e tem o custo mais<br />

acessível. A versão 5 modifica<strong>da</strong> (de Encaixe) trata-se de uma<br />

conexão composta por um tubo telescópico “T” de calibre de<br />

1.2mm, uma haste inferior <strong>do</strong> mesmo calibre em fio de aço<br />

com <strong>do</strong>bra inferior em forma de “cabo de guar<strong>da</strong>-chuva” e um<br />

pi<strong>no</strong> de travamento para encaixe de 1.15mm.<br />

A conexão <strong>do</strong> APM 5 modifica<strong>da</strong> provocará um<br />

mu<strong>da</strong>nça de postura terapêutica na mandíbula por imposição<br />

(conceito mecânico) que buscará uma posição ortopédica<br />

estável às ATMs, o que não aconteceria com a utilização <strong>do</strong>s<br />

elásticos intermaxilares. Sem permitir a posteriorização<br />

mandibular proporciona-se ampla liber<strong>da</strong>de <strong>no</strong>s movimentos<br />

mandibulares de laterali<strong>da</strong>de e de abertura e fechamento.<br />

O consequente avanço mandibular proporcionará<br />

um aumento <strong>do</strong> espaço funcional <strong>da</strong> língua e esta, com uma<br />

<strong>no</strong>va postura, descongestionará a região oronasofaringeana,<br />

promoven<strong>do</strong> uma melhor harmonia entre as válvulas vitais<br />

descritas por Frankel (1989), e um aumento <strong>do</strong> vazio bucal ou<br />

<strong>da</strong> quarta dimensão descritos por Sá (1984) e cita<strong>do</strong>s por Silva<br />

(2009).<br />

O aparelho <strong>HGS</strong>-<strong>RA</strong> é confecciona<strong>do</strong> inicialmente<br />

em 50% <strong>da</strong> máxima protrusão <strong>do</strong> paciente e depois de<br />

instala<strong>do</strong>, permite os ajustes que possam ser necessários, tanto<br />

para aumento <strong>da</strong> protrusão, por acréscimo de peque<strong>no</strong>s<br />

fragmentos de tubo telescópico (aproxima<strong>da</strong>mente 1.0mm),<br />

quanto para redução <strong>da</strong> protrusão inicial, diminuin<strong>do</strong>-se o<br />

comprimento <strong>do</strong> tubo telescópico, inicialmente inseri<strong>do</strong> <strong>no</strong><br />

aparelho. Importante ressaltar que estes ajustes (titulação)<br />

devem ser realiza<strong>do</strong>s sempre bilateralmente, seguin<strong>do</strong> o<br />

protocolo clínico preconiza<strong>do</strong> pela ASDA (1995) de controle<br />

na remissão <strong>do</strong>s sinais e sintomas, bem como <strong>no</strong> surgimento<br />

de efeitos colaterais relaciona<strong>do</strong>s principalmente às alterações<br />

<strong>do</strong>lorosas nas ATMs.<br />

O <strong>Aparelho</strong> <strong>HGS</strong>-<strong>RA</strong> <strong>no</strong> <strong>Tratamento</strong> <strong>do</strong> <strong>Ronco</strong> e <strong>da</strong> <strong>Apnéia</strong> Obstrutiva <strong>do</strong> So<strong>no</strong><br />

Fig. 2 Vista intrabucal <strong>do</strong> <strong>HGS</strong> <strong>RA</strong> frontal e lateral direita.<br />

Rev Esp O<strong>do</strong>nt 33 3 : 31-34, 2011<br />

CONCLUSÃO<br />

Após a revisão de literatura e a apresentação <strong>do</strong><br />

<strong>Aparelho</strong> <strong>HGS</strong>-<strong>RA</strong>, podemos concluir que o sistema de<br />

integração <strong>HGS</strong> II, acrescenta<strong>do</strong> <strong>da</strong> conexão APM5 de<br />

Encaixe se constitui num recurso eficaz <strong>no</strong> tratamento<br />

coadjuvante <strong>do</strong> ronco e <strong>da</strong> apnéia <strong>no</strong>turna (SAOS),<br />

destacan<strong>do</strong> seu maior conforto, estabili<strong>da</strong>de, facili<strong>da</strong>de <strong>no</strong><br />

controle clínico e maior liber<strong>da</strong>de de movimentos<br />

proporciona<strong>do</strong>s. O sistema de integração <strong>HGS</strong> II através <strong>do</strong><br />

encapsulamento oclusal e de suas pistas gera um aumento<br />

vertical posterior, juntamente com a conexão APM5 de<br />

Encaixe, manten<strong>do</strong> confortavelmente a posição mandibular<br />

protruí<strong>da</strong>, dentro <strong>do</strong>s limites fisiológicos e com ampla<br />

possibili<strong>da</strong>de de movimentos de abertura, fechamento e<br />

laterali<strong>da</strong>de, o que condiciona uma ótima liber<strong>da</strong>de<br />

mandibular, retenção e estabili<strong>da</strong>de. Também promove um<br />

considerável ganho de vazio bucal, o que favorece uma maior<br />

permeabili<strong>da</strong>de para a passagem de ar durante sua utilização,<br />

o que é extremamente deseja<strong>do</strong> aos porta<strong>do</strong>res <strong>da</strong> SAOS.<br />

RESUMO<br />

Este artigo tem como objetivo fun<strong>da</strong>mental<br />

apresentar o <strong>HGS</strong>-<strong>RA</strong>, o já conheci<strong>do</strong> Sistema <strong>HGS</strong>, <strong>no</strong> qual<br />

foi acrescenta<strong>da</strong> a conexão <strong>do</strong> APM5 de Encaixe que se<br />

caracteriza como um dispositivo similar à conexão <strong>do</strong><br />

<strong>Aparelho</strong> de Herbst e também destaca o seu emprego como<br />

coadjuvante, <strong>no</strong> tratamento <strong>do</strong> ronco e <strong>da</strong> apnéia obstrutiva <strong>do</strong><br />

so<strong>no</strong>. O trabalho visou evidenciar, fun<strong>da</strong>mentalmente, o<br />

maior conforto e eficácia promovi<strong>da</strong> aos indivíduos, durante<br />

o so<strong>no</strong>, que usam o Sistema <strong>HGS</strong>-<strong>RA</strong> pelas melhores<br />

possibili<strong>da</strong>des de movimentação <strong>da</strong> mandíbula, inclusive<br />

abertura e fechamento, com o sistema a<strong>da</strong>pta<strong>do</strong> e<br />

estabiliza<strong>do</strong>. Foi verifica<strong>do</strong> que o <strong>HGS</strong>-<strong>RA</strong> se destaca entre<br />

outros dispositivos com os mesmos objetivos em função <strong>da</strong><br />

ótima restauração <strong>do</strong> vazio bucal, promoven<strong>do</strong> maior<br />

conforto, boa retenção, bem como um grande aumento <strong>do</strong><br />

vazio bucal, restabelecen<strong>do</strong> o espaço lingual de tamanho


O <strong>Aparelho</strong> <strong>HGS</strong>-<strong>RA</strong> <strong>no</strong> <strong>Tratamento</strong> <strong>do</strong> <strong>Ronco</strong> e <strong>da</strong> <strong>Apnéia</strong> Obstrutiva <strong>do</strong> So<strong>no</strong><br />

máximo, promoven<strong>do</strong> ampla liber<strong>da</strong>de mandibular, como<br />

preconizava Balters (1969). O Sistema <strong>HGS</strong>-<strong>RA</strong> se constitui<br />

num dispositivo ortopédico intra-bucal para o tratamento <strong>do</strong><br />

ronco primário e <strong>da</strong> apnéia obstrutiva <strong>do</strong> so<strong>no</strong>, visan<strong>do</strong><br />

contribuir na integração multidisciplinar necessária <strong>no</strong><br />

tratamento desta desordem.<br />

Atualmente, o uso de aparelhos intra-bucais têm<br />

mereci<strong>do</strong> atenção especial <strong>da</strong>s especiali<strong>da</strong>des envolvi<strong>da</strong>s <strong>no</strong><br />

tratamento <strong>do</strong> ronco e apnéia obstrutiva <strong>do</strong> so<strong>no</strong>, devi<strong>do</strong> à<br />

maior aceitabili<strong>da</strong>de pelo paciente e por sua comprova<strong>da</strong><br />

eficiência em casos leves, modera<strong>do</strong>s e em alguns casos<br />

graves.<br />

Unitermos: <strong>HGS</strong>-<strong>RA</strong>, <strong>Ronco</strong>, <strong>Apnéia</strong> Obstrutiva <strong>do</strong> So<strong>no</strong>,<br />

dispositivos intra-orais.<br />

ABST<strong>RA</strong>CT<br />

This article aims to present the fun<strong>da</strong>mental <strong>HGS</strong>-<br />

<strong>RA</strong> Appliance, the <strong>HGS</strong> familiar System, which was added to<br />

connect the Snap APM5 characterized as a device similar to<br />

the connection of the Herbst appliance and also highlights its<br />

use as an adjuvant, in the treatment of s<strong>no</strong>ring and obstructive<br />

sleep apnea. The study aimed to highlight primarily the<br />

comfort and efficiency promoted to individuals during sleep,<br />

which use the system <strong>HGS</strong>-<strong>RA</strong> for the best chances of jaw<br />

movement, including opening and closing, with the system<br />

adjusted and stabilized. It was found that the <strong>HGS</strong>-<strong>RA</strong> stands<br />

out among other devices with the same objectives in restoring<br />

optimal function of the empty mouth, promoting greater<br />

comfort, good retention and a large increase in the empty<br />

mouth, restoring the lingual area of maximum size, promoting<br />

mandibular complete free<strong>do</strong>m, as advocated Balters (1969).<br />

<strong>HGS</strong>-<strong>RA</strong> System constitutes an intra-oral orthopedic device<br />

for the treatment of primary s<strong>no</strong>ring and obstructive sleep<br />

apnea, in order to contribute to the multidisciplinary<br />

integration required in the treatment of this disorder.<br />

Currently, the use of intra-oral appliances have been given<br />

special attention of the specialties involved in the treatment of<br />

s<strong>no</strong>ring and obstructive sleep apnea due to greater<br />

acceptability by the patient and their proven efficacy in mild,<br />

moderate and severe cases.<br />

Rev Esp O<strong>do</strong>nt 34 3 : 31-34, 2011<br />

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Isaro; Venezuela; 1988.<br />

Envia<strong>do</strong> em: maio de 2010<br />

Revisa<strong>do</strong> e aceito: junho de 2010<br />

Endereço para correspondência:<br />

E-mail: hgshelio@uol.com.br

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