Notícias diversas - Biblioteca Digital da Universidade de Coimbra

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Notícias diversas - Biblioteca Digital da Universidade de Coimbra

33agra,tella,s

RESISTENCIA — Quinta feira, 10 de junho de 1897

3^To Orlerrte

ousam fallar contra elle o mesmo

regimen lhes tapa a bocca e, para

mais, lhes rouba a liberdade encarcerando-os,

seja a Revolução bemvinda

como meio salvador—o único

-—da ruina da patria, que agonisa

já. Senão, peguêmos nas contas ou

em livro de missa e rezemos pela

patria... e por nós mesmos.

Braz da Serra.

Um morto condecorado

Ha poucos dias, foi assignado um

decreto concedendo o hábito da

Torre e Espada ao dr. Miguel Alexandre

de Magalhães, facultativo

naval de l. a de defrontar-se com um inimigo devidamente

preparado, dispondo de

um número de combatentes incom-

A catástrophe recente da rua Agora, qullJ guerra allinge o seu paravelmente muito superior e mui-

Jean-Gnujon, em Paris, será um têrmo, julgamos cabidas algumas to melhor disciplinado.

lhema de edificantes meditações considerações sobre a questão de- D'ahi, e da inexperiência dos seus

para as almas combalidas e supersbatida entre os gabinêtes da Grécia generaes, as derrotas sucessivaticiosas.

e da Turquia.

mente inflingidas aos exércitos da

Cento e trinta pessoas da aris- Historiámos ha tempos os moti- Grécia pelas tropas do Sultão.

tocracia mais brilhante e da mais vos da pendência e altribuímos as Não querêmos com isto conde-

alta opulência numa reunião de luxo responsabilidades da lucta ás intrimnar o heroismo do pôvo helleno

e de prazer encontram um fim trágas diplomáticas, disfarçadas, pe- ao arremessar-se impávido aos camgico

e miserável, cercadas das pomrante a opinião pública, com a máspos da batalha. Censuramos a inpas

da sua grandêsa, da mesma cara da intervenção em favor da experiencia dos seus governantes,

forma que escravisados mineiros, paz.

se não a sua imperícia em não pro-

fechados e sem defêsa nas entra-

Não conseguimos até hoje obter curar de alguma fórma uma solunhas

da terral

dados mais positivos para conclução airosa e digna para a questão

Gonhece-se o desastre em todos sões differentes d'aquellas que es- iniciada, evitando os horrores da

os pormenores, em todos os episópuzémos. Continuamos no mesmo guerra em tam manifestas condi-

classe, pelos serviços dios dolorosos da sua realidade bru- campo, e mais uma vez fazêmos reções de inferioridade, e de desor-

por elle prestados na campanha tal. Perante uma tal desgraça, um cair sobre a cabeça do rei Jorge as ganização.

d'África.

brado de indignação se levanta, suspeitas, que nos vam no ânimo, De resto, a causa da Grécia ins-

Acontece porém que o agraciado imputando responsabilidades, dis- de ter posto em jôgo a sua corôa, pira-nos as mais vivas sympathias.

já havia fallecido ha meses, no cutindo altribuições, inquirindo das arriscando-a ás vicissitudes d'uma Note-se bem: a causa da Grécia e

hospital da marinha, víctima da causas principaes e accessórias. guerra, que nada de proveitoso po- não a da monarchia hellena, que é

tuberculose.

E afinal num ponto único devem deria acarrelar para o pôvo helleno. a que agora se debate nos campos

De modo que a condecoração só convergir todas as versões: um sa- Bem sabêmos que foi a grande de batalha.

de assentar bem agora na lousa lão contendo duas mil pessoas sem massa popular que reclamou a lu- * Os grêgos retiraram de Phar-

da sepultura do agraciado.

saídas fáceis.

cta em altos brados, prêsa d'uma sália após uma nova derrota. Ape-

Gomo tudo anda...

Quer dizer, o mesmo motivo pelo emoção irresistível ante o despotissar da extraordinária inferioridade

qual presentemente a fatalidade mo dos turcos, e animada do ódio numérica, os soldados grêgos bate-

fere tam repetidas vezes as socie- que produz, nas multidões inconram-se mais valentemente, neste

Theatro Príncipe Real V dades com hecatombes horrorosas. scientes, a diversidade de religião combate, do que nas linhas de de-

Sempre o mesmo molivo, prove-

Realjza-se nêste theatro, no pró-

e o antagonismo das raças. Por oufêsa da fronteira.

niente. d'uma simples obsessão de

ximo .sábbado, uma récita em benetro

lado, é necessário também con- A maioria dos officiaes grêgos

artel

fício do cofre da corporação dos

siderarmos que não ha muitos sé- reconhece, com profundo pesar, a

Porque é positivo que nos tem-

bombeiros voluntários d'esta cidade.

culos a Grécia era uma depen- superioridade absoluta do exército

pos actuaes a evolução da archite-

Além das comédias em am acto

dência da Turquia, que só pela for- otlomano e a falta completa de prectura

está infinitamente longe de

— O tio Torquato e Um noivo d'ença

das armas consentiu em ceder paração do exército grêgo para uma

obedecer ás imposições utilitárias

commenda, tocará um sextetto de

dos seus direitos de soberania. campanha eflicaz. Sustenta, porém,

da vida moderna.

distinctos guittaristas, e executarám

Ora nós não consideramos os go- que a victória de Valestino salvou

trabalhos em argolas alguns sócios

A hereditariedade eslliélica e a vernantes das nações como mem- a honra da bandeira da nação, e

do Gymnàsio d'esta cidade.

influência dos documentos monubros d'essa massa anónyma, incon- afíirma que, nas condições actuaes,

mentaes das civilizações antigas, pre-

Haverá também exercícios de

sciente, cega, irreflectida, que não a paz será bem recebida por lodos.

conisadas pelo pontificado acadé-

alhletica pelo académico sr. João

olha as consequências das suas le- * Seguem os últimos telegrammico,

exerceram um predomínio de

d'Azevedo, que ha pouco conseguiu

viandades e procura somente a samas :

tal fórma oppressivo, que nem o

ganhar o primeiro prémio no cerlatisfação

dos seus rancôres.

talento dos artistas, nem a diffemen

nacional de sport, realizado

Não. O suprêmo governante de

Vienna, 10. —O governo do sultão

rença dos recursos e dos materiaés

está inclinado á paz, nns não acreita

nóíporto, que a seu tempo noticiá-

uma nação, seja qual fôr o regi-

construtivos lêem podido oppôr-lhe

a proposta de armistício com receio

mos.men

que nella impere, deve neces- de que a Grécia reorganize o seu exér-

resistência.

*

sáriamente ser um homem illustracito. E a architeclura, uma arte toda do, hábil e previdente político. Não A Turquia deseja a rectificação e pe-

Nos próximos dias 19, 20 e 21 de convenção, não pôde ainda que- pôde de modo algum deixar-se arde como refens a parte oriental da

do corrente mês, apresentar-se-ha brar os laços d'essa solidariedade,

Thessália, ficando em poder dos ottorastar

pela inconsciência da mulmanos as cristas das montanhas, os

nesta casa de espectáculos, pela se- que atravez de cinco séculos vem tidão, nem tampouco pelas ambi- desfiladeiros de Malouna e lodo o dogunda

vez neste anno, a companhia illaqueando as expansões innovações ou pelas leviandades dos homínio do Valle de Salámbria.

do theatro Príncipe Real de Lisboa. doras e as energias do génio. mens que o rodeiam, a título de Londres, 10. —As alturas de Doms-

Subirám á scena a Morgadinha Não encontrou ainda a expressão conselheiros.

kos estám defendidas por 50:000 grê-

de Val Flôr, A vida de um rapaz da actualidade!

gos. Este número e a topographia do

Ora o rei Jorge não procedeu as- terreno tornam inexpugnáveis essas

pobre e o drama Os que trabalham, Estamos na esthélica grêga. E sim. Viu na guerra a segurança da posições.

original de Ernesto da Silva. os recursos maravilhosos da ada- sua corôa, de ha muito periclitante,

ptação do ferro não foram capazes e lançou-se nella abertamente, na A T?AZ

de descobrir novas regiões de ideal febre de acceder ás reclamações da Athenas 11.—0 sr. Onou, ministro

ASSASSINATO ás aspirações da arte, nem novas multidão, que o acclamava phrené- plenipotenciário da Rússia, entregou

fórmulas materiaes, de maneira a

A acrescentar a longa série de criticamente

sob as janellas do seu agora ao sr. Skouloudis, ministro dos

proteger milhares de indivíduos,

negócios extrangeiros da Grécia, a nomes

que ultimamente têem occupado

palácio.

as columnas dos periódicos lisbonen- que neste turbilhão da vida de hoje

ta collectiva das potências a respeito

ses, têmos agora mais outro, perpetra- todos os dias se conglomeram sob Sabido como é que os povos da sua intervenção no conflicto grêgo

do também nos arredores de Lisboa, o mesmo tecto, expostos ao perigo teem ímpetos de furor quasi irre- turco.

a alguns kilòmetros da villa de Alde- constante do incêndio e da asphysistíveis, pesadas as condições em Athenas, 11.—A Grécia, respondendo

á nota collectiva das potências fegallega.xia.

que se encontravam os grêgos e os deradas, declara adherir á autonomia

O trabalhador Joaquim Agostinho, de

turcos, as mais rudimentares no-

Carregueiros, namorou-se ha tempos O theatro grêgo era ao ar livre;

de Créta e confiar os interesses grêgos

ções de prudência aconselhavam ao aos cuidados das mesmas potências.

d'uma rapariga do sítio, que, pelo vis- o theatro de hoje sam gaiolas de

to, pôs sempre de parte os protestos

rei Jorge uma conciliação entre os Athenas, 11, n.—Os ministros pleni-

espectadores, como livros em es-

d'amôr do seu apaixonado.

interesses das duas nações, evitanpotenciários das potências federadas

tantes, d'onde, em caso de sinistro,

lelegrapháram aos respectivos embai-

Ha tempos, porém, a rapariga, redo

a todo o transe a guerra que se

questada por outro trabalhador do mes- nem vale a pena tentar fugir 1

xadores em Constantinopla para que

preparava.

peçam á Sublime Porta a immediata

mo logar, Manuel Ribeiro, entendeu Todas as casas de espectáculo,

dever dar a êste a preferência, des- e de reunião, destinadas a multi- E não seria preferível a abdica- suspensão das hostilidades contra a

Grécia.

truindo assim as últimas se bem fradões, sam cercadas de todas as ção em face das loucas imposições

cas esperanças do Agostinho.

ameaças de substâncias comburen- da populaça a ter agora de retro-

Furioso do despeito, o desprezado

jurou vingar-se do seu rival. Receioso, tes e explosivas, em actividade. ceder no caminho iniciado, tendo

porém, de atacar, elle só, o Manuel Fugir, para quê? E como?... préviamente arrastado os seus sol-

Ribeiro, convidou o seu irmão José Tudo se tem transformado: crendados

aos horrores d'uma carnifi- Notícias diversas

Agostinho, casado, a coadjuvá-lo na ças, leis, costumes, necessidades,

cina inútil, e o seu pôvo aos treme-

tarefa, convite a que êste prompta- aspirações, todas as condições, madaes

da suprêma miséria?

O sr. Governador Civil visitou no domente

accedeu.

Combinaram esperar a victima, de teriaes, moraes e sociaes do pro- Quer-nos parecer que sim. mingo o museu archeológico do Instituto,

onde permaneceu du-ante trê-i

madrugada, em sítio onde deveria pasgresso, só a architeclura ficou inal- Mas, infelizmente, o monarcha horas, analysando detidamente as colsar.

Insciente da aggressão que o esterável 1

atheniense confiou excessivamente lecções de antiguidades e arte indusperava,

o Ribeiro, passou efectivamen- E comtudo ella tem sido em to- na cegueira da multidão, não pretrial que enchem a sala.

te pelo local onde os dois irmãos se dos os tempos a imagem fiel do vendo a reacção que os primeiros S. ex.

achavam embuscados, precipitando-se

èstes sobre o desgraçado e vibrando- modo de ser e de sentir das socie- revezes deviam provocar, e julganlhe,

acto continuo, onze facadas que dades, na completa e complexa sado o seu ihrôno mais firmç do que

immediatamente o prostraram. tisfação de todas as necessidades nunca.

Seguidamente, os dois assassinos do seu espírito e da sua civilização, Estám-se vendo os resultados.

evadiram-se, não podendo até hoje ser no rumo invariavel do seu destino.

capturados, apesar das diligências em*

Mal armados,péssimamente equi-

pregadas. J

A pados, os soldados grêgos tiveram

a encareceu com o maior elogio

a iniciativa que em pouco tempo

tem conseguido amontoar tam grande

ntlmero de coisas valiosas e raras.


Pelas 11 horas da manha dVntem

desabou sobre esta cidade uma tro*|

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voada acompanhada de violentíssimas

cordas d'água que produziram alguns

prejuízos materiaes, de que só chegaram,

até agora, ao nosso conhecimento,

os seguintes, no sítio do Almegue:

Dm desabamento de muro, numa

extensão de seis metros approximadamente,

na propriedade da sr. a D. Cbrislina

Ritta Pereira Serna, e uma inundação

na casa do sr. Evaristo Camões,

chegando a água a attingir tal niveí

qne umas quinze mulheres, que haviam

abrigado da chuva na adéga da dita

casa, chegaram a nadar com água pela

cintura, embarcando algumas d'ellas

numa dórna, que, por seu turuo, navegava

também.

No local do sinistro compareceram

os bombeiros voluntários e municipaes.

O sr. dr. Chaves e Castro, illustre

lente calhedrálico da faculdade de

Direito, que em março do anno findo

requereu a sua aposentação extraordinária,

tornou agora a instar por ella,

requerendo que se lhe conte o tempo

que tem servido desde aquella data.

O curso do quinto annò jurídico, por

molivo da proximidade dos actos e do

luto da corte, resolveu não ir representar

a sua peça de despedida ao

theatro de S. Carlos, de Lisboa, para

que fôra convidado.

Com o ordenado annual de 600(5000

réis, foi aposentado o professor da

cadeira de Ailemão do lyceu d'esta cidade,

o sr. Hérman Chrístiano Dúhrsen.

No domingo pelas 7 horas da manhã

sairá da egreja de, S. Thiago, com a

pompa costumada, o Senhor aos entrevados

da freguezia de S. Bartholomeu.

0 itinerário da procissão será o

seguinte: rua das Soltas, becco das

Canivetas, travessa da rua das Azeiteiras,

largo do Romal, becco da Bôa-

União, travessa dos Esteireiros, Adro

de Baixo, rua do Sargento Mór, largo

do Príncipe D. Carlos, ruis Ferreira

Borges, Corpo de Deus, Martins de

Carvalho, praça 8 de Maio, ruas Corvo,

Sapateiros e Velha.


Ao nosso amigo sr. José de Mello

Alves Brandão, e a sua esposa sr." D.

Guilhermina Oliveira de Mello, endereçámos

as nossas felicitações pelo nascimento

de um filho na última terça

feira.


As libras venderam-se, durante os

últimos dias da semana finda, a 6:870

réis ou seja 2:370 réis de prémio em

cada uma.

Francos a 822 réis e marcos a 333

réis.


A bordo do navio Leona, em viagem

de New York para Galveston, manifestou-se

na segunda feira incêndio, morrendo

10 passageiros e 3 marinheiros.

« O *

Câmara Municipal de Coimbra

Resumo das deliberações tomadas na

sessão ordinária de 30 de abril dt

1897.

Presidência do dr. Luiz Pereira da

Costa.

Vereadores presentes: — Arcediago

José Simões Dias, José António dos

Santos, José António Lucas, António

José de Moura Bastos, José Marques

Pinto e Albano Gomes Paes, effectivos.

Lida e approvada a acta da sessão

anterior, tomou a Câmara conhecimento

da approvação superiormente

dada do primeiro orçamento supplementar

da receita e despeza do município

para o corrente anno—e resolveu

enviar ao commissário de policia uma

participação da Companhia conimbricense

de illuminação a gaz, dando

conta de terem sido apagados na noite

de 21 alguns candieiros da illuminação

pública.

Ouvir a repartição d'obras acerca

do pedido feito pela professora de

ensino complementar da freguezia dg


Santa Cruz para a construcção de uma

latrina na casa da eschóla.

Pedir ao administrador do Concelho

para ser inspeccionada uma casa destinada

para a eschóla elementar da

freguezia da Lamaroza.

Auctorisou trabalhos de canalisações

d'aguas, por conta de um proprietário,

segundo as disposições do regulamento

respectivo.

Auctorisou uma avença para pagamentos

de impostos indirectos.

Registou a nota das canalisações

d'aguas executadas de 23 a 30 de

abril.

Auctorisou a compra de oitenta metros

de mangueira para rega de ruas.

Vendeu em praça a erva creada nos

taludes das estradas municipaes entre

os logares dos Fornos, Souzellas e

Botão.

Auctorisou o pagamento de canalisações

parciaes de exgotos entre as

valetas nas ruas da quinta de Santa

Cruz e o colleclor geral executadas do

dia 1 de março a 15 de abril.

Attestou ácêrca de duas petições

para subsídios de lactação a menores.

Auctorisou o pagamendo dos vencimentos

de março ao thesoureiro do

município e os de abril a todos os

empregados pagas pelo cofre municipal.

Auctorisou cem avenças para consumo

d'agua durante o corrente anno.

Despachou requerimentos auctori-

sando trasladações d'ossadas dentro

do cemitério da Conchada, canalisações

parciaes de exgotos d'aguas d'alguns

prédios, abertura d'uma serventia particular

para um prédio no Ameal,

abertura d'uma porta no muro d'uma

propriedade em Cellas da reconstrucção

da fachada d'um prédio na rua da

Trindade.

Revistas e jornaes

Jornal «low Itomances — Recebê

mos o n.° 3 d'este semanário da instrucção e

recreio, que co Porto vê a luz da publicidade.

O summário é o seguinte :

Texto—Os combates da vida: Joanninha, a

costureira, porCh. Ménouvel.—Os cavalleiros

da Rosa Vermelha, por A. Toequeville.—

Entre o céu e a Terra: A cidade aérea, por A.

Rrown.— Lendas, bailadas e phantasias : A

prophecia de Saleh, por H. M.— Contos para

creanças: Algumas aventuras de William Wal

lace, por Walter Scott.—O romance d'um sol

dado.— Curiosidades.— Conselhos e receitas

— Diversões em família.— Secção recreativa

— Expediente.

Gravuras—Joanninha, a costureira: Consegue

tocar a embarcação com o pé. — Os cavalleiros

da Rosa Vermelha : No momento de

montar a cavallo para se pôr a caminho...—

Diversões em família : Uma gravura.

Arguw — Ideal e Verdade.

Reeebámos o n.° IV da 2." série d'esta revista

académica, que se publica nesta cidade.

Jornal de Viagens e aventuras de

terra e mar.

44 Folhetim da RESISTENCIA

ALÉXIS BOUVIER

0 casamento d um forçado

• SEGUNDA PARTE

A casa Bérard á C. a

XI

Grog Cardinet

Uma hora depois, a carruagem parava

na estrada de Argenteuil, n.° 84

A casa onde parara Cardinet parecia

deshabitada; bateu, logo do fundo do

pateo começaram a ladrar dois cães.

Âbriu-se a porta.

Appareceram três pessoas para receber

a visita: Grosbouleau, Lalongueur

ePetite... Não contamos dois cães

terríveis, sem orelhas, sem rabo, lodos

olhos, guella e dentes brancos.

— 0 sr. Lalongueur?, perguntou Cardinet.

— Sou eu, senhor.... disse Lalongueur,

em que posso servi-lo?

' ' —Ah I gritou de repente Petite, reconhecendo

Cardinet que tinha visto

na véspera.

— 0 que é?, perguntou a sociedade

Grosbouleau-Lalongueur vo 1 tando-se

Reeebámos o n.° 57 d'este interessante jornal

que se publica no Porto, sob a direcção do sr.

Deolindo de Castro, e cujo summário é o seguinle

:

Texto—As grandes explorações : Os mineiros

da Califórnia — Dramas do mar : O navio

mystsrioso.—Civilisaçãoebarbarie: O morticínio

de Mogadicho.— Commettimentos e arrojos

: Viagens e aventuras da Menina Friquatte.

— Recordações do Amazonas : Preparação da

borracha.—As grandes aventuras: Sem-Cineo-

Reis.—Notas e observações.— Jardins da Historia:

No anno 33—Curiosidades scientíficas.

—-Contos e lendas do Universo: Ribeira d'Anna-a-l.oura.

Gravuras— Deparou, bruscamente, com um

dos muitos bandidos que infestavam aquellas

paragens.—Higgs, manda pôr o dogg-eart...

— Sinistros, elles cahem, como aves de rapina

sobre as seis sentinellas... —Pôs um joelho

em terra, e beijou respeitosamante a mão do

pequeno gnomo.—Ao cabo d'uma hora, o

comboyo partia...

Educação Nacional—Reeebêmos

ó n.° 32 d'êste utilíssimo semanário de instrucção,

que se publica no Porto sob a direcção

do sr. António Figueirinhas, e cujo summário

é o seguinte:

Reforma do ensino secundário, J. Simões

Dias.—Nações pequenas e grandes povos, Arthur

de Seabra.—A corrupção da infância, A.

Coelho.—Reforma de instrucção primária.—

Instrucção nacional, Isaae.— Revista pedagógica.—Digestão—Notas.—Instrueção

popular,

D. Antonio da Costa.— Vulgarização scientílica,

Carvalho Saavedra.— Exercíeios de anályse.—Secção

official.

Gazeta das Aldêas—Acha-se publicado

o n.° 71 d'este importante semanário

de propaganda agrícola e vulgarização de conhecimentos

úteis.

Novas tabellas de Cambio Directo entre

Inglaterra, Portugal e Brasil

É um folheto em que o seu auctor,

o sr. A de Sousa Pauperio, calciíla as

differenças cambiaes desde a taxa de

6 a 55 31 /32 d. por 1$000 réis.

É um livro útil a todos os negociantes,

recommendavel ainda pela sua

clarêza.

Agradeeêmos o exemplar que nos

foi olferecido.

POMBEIRO—ARGANIL

RESISTENCIA — Quinta feira, 10 de junho de 1897

eleições

«Caiu o panno I o público

decente retirou cheio de

nójo e de indignação.»

(Do n.° 230 da Resislencia/.

As eleições passaram e com ellas o

espectáculo mais vergonhoso que uma

politica reles podia representar.

Ha muito que néste círculo se faziam

ensaios indecorosos nos bivaques governamentaes.

Lançava-se mão de todas

as burlas como recursos suprêmos

de miseráveis e de homens desespera-

—Ê o amigo do sr. Bérard.

Ouvindo êste nome, os dois associados

ficaram bastante embaraçados e

inquietos; pediram a Cardinet para entrar

em casa.

Quando elle entrou numa grande saa,

tendo apenas uma mêza de taber

na rodeada de quatro bancos, Grosjouleau,

pedindo-lhe que se sentasse,

disse lhe:

—Posso saber agora a que devo a

honra da sua visita ?

— Meu Deus! Eu tenho tanto que

pedir-lhes..., se se quizessem sentar

poderíamos conversar longamente.

— Não quer tomar um refresco? perguntou

Lalongueur.

— Se quero! disse Cardinet para os

pôr mais á vontade.

Por ordem de Grosbouleau, Petite

pôs em cima da mêsa três copos e um

itro.

Depois de terem bebido, sentaramse

os dois associados e poseram-se a

olhar para a sua visita como dois pontos

d'interrogação.

— Lá vae o caso... Já me conhecem,

porque a senhora lh'o disse, ha

pouco: é o amigo do sr. Bérard... o

maior amigo do sr. Bérard.

— É verdade, disse Grosbouleau.

— E verdade, repetiu Lwlnngueur.

Na carruagem, Cardinet tinha pensao

no meio que havia de empregar

para obter em casa de Lalongueur indicações

seguras sobre o barão. Reunia

e apptoximava sem querer duas

para ella.

phraseaj uma ouvida por Bérard escon-

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dos que, arrastando a sua degradação

moral, iam tomar parte na scena mais

vergonhosa que o último quartel do

século podia contemplar com nojo. O

dinheiro corria em jorros desde o mais

ousado galopim até ao mais abjecto

taberneiro.

Inaugura va-se um mercado,em que as

míseras badanas azorragadas por ameaças

violentas, ou compradas por insignificante

quantia, ou ainda illudida«

por promessas vãs e chiméricas, iam

na sua cretina ignorância lançar na

urna uma lista que não sabiam ler e

em seguida dirigir-se á fétida taberna

onde as bacchantes lhes serviam os copos.

Mas, o espectáculo, que se disfructava

nas espeluncas, estendia-se dos

acampamentos progressistas às mêzas

eleitoraes.

Tudo era summamente ridículo!...

Ao longo das estradas corriam presurosos

uns galopins analphabetos,

montados em boas mulas, d'uma a outra

povoação, promettendo estradas,

fontes e dinheiro por todos os povos.

Mas ah! Quem sabe I Talvez ámanhã,

essa magna caterva tenha de pôr no

prego até as cabeçadas das suas cavallidades

para pagar os calotes contraídos

!!... E até não virá longe o dia

em que os mercieiros arrebentados vam

dar enorme desfalque nos cofres dos

crédores com uma falléncia ignominiosa.

E o eleitor nem sequer, conhe-

ceu que essa gente que lhe pedia o

voto para o governo eram sómente homens

perdidos, párias ociosos, que em

breve a mizéria vae pôr em debandada

ou para as longínquas regiões de

Santa Cruz ou para as arenosas plagas

da África.

Para diversos concelhos d'este círculo

o governo pôs representantes irresponsáveis,

homens fallídos, que não

têem os direitos de cidadãos, que não

pagam décima em concelho algum.

Mas nas assembléas d'este círculo,

em que o governo tinha a derrota como

certa, ainda isto não era bastante. Os

homens fallídos sómente tinham loquella

voraz para arrastar á urna os

eleitores.

Era necessário mais, era necessário

quem soubesse usar da força que o governo

lhe facultava.

E, da província de Traz-os-Montes,

levanta-se um vulto legendário e famigerado,

(se não é falso que o sr.

Dine é trasmontano, como disse para

incutir respeito á assembléa d'Alvares)

um novo Viriato, que. dos brancos

montes Hermínios repelle com denodo

as águias do império romano.

Investido de poderes discricionários,

mais forte que o rei dos Vátuas, mais

heroico que Gambrone em Waterloo,

elle vem armado desde os pés até aos

dentes, como um cavalleiro medieval,

faz constar ao presidente da assembléa

a longa resenha do seu passado e os

podéres illimitados da sua investidura

e termina ameaçando-o com um tiro!

dido no armazém, e dita provavelmente

por Lalongueur.

— Elle fallou deante de ti do roubo

da Grande-Jatte.

E esta outra que vinha na carta recebida

pelo barão e que elle escreve

ra quando a Linotte a ditara.

— Nós provarêmos que era você que

dirigia o caso Bérard na ilha da Grande

Jatte.

XII

Em casa de gente honrada

Estas duas phrases, tinha dito consigo

Cardinet, sam a chave que me

ha de fazer descobrir tudo o que eu

desejo saber.

Encostando o cotovéllo á mêsa e

olhando ora Lalongueur ora Grosbouleau,

que tinham perdido o sangue fiio,

disse:

—Eu não estou a perder tempo:

vim aqui para ter informações sobre

um homem.

— Um homem!...

—Um homem! repetiu Lalongueur!

— 0 barão de Lorémont.

Grosbouleau olhou para Lalongueur.

Cardinet viu que era necessário tentar

tudo. Experimentou, e olhando fixamen

le os dois homens, accrescentou:

— Os srs. estavam...quando se deu

o caso da Grande-Jate...

Grosbouleau levantou-selogo, Lalongueur

fez o mesmo, e, vendo o companheiro

dirigir-se para a porta, saltou

Até ao fim d'aquelle acto deram-se

scenas taes de que é completamente impossível

darmos uma ligeira imagem.

Volvendo os olhos para êsses tempos

já remotos de absolutismo e revoluções,

parece que vêmos surgir essas

épocas de hedionda memória, em que

um bandido d'arma na mão ía installar-se

juntó a uma mêza eleitoral para

punir com a morte o que ousasse contrariá-lo.

A farçada eleitoral de 2 de maio,

representada nas diversas assembléas

do círculo d'Arganil, bastaria só por si,

para encher de vergonha o país inteiro

e para marcar com um cunho indelevel

o oppróbrio d'um governo de

tam apregoada moralidade.

Sr. redactor.—Peço a fiuêza da publicação

na Resistencia das seguintes

linhas:

O Tribuno Popular, em o seu último

número, diz que o ex. mo sr. dr.

Ayres de Campos me declarou que me

despediria da sua obra se eu não despedisse

dois operários canteiros do Tovim,

pelo facto de acompanharem uma

philarmónica que tocava em Santo António

dos Olivaes.

Em vista d'isto tenho a declarar que

o ex. mo sr. dr. Ayres de Campos nunca

me fez imposições, porque, conhecedor

das minhas idéas, me tem sempre tratado

com a máxima delicadêza e consideração.

Eu despedi um operário (não

foram dois), não por acompanhar a

philarmónica, mas sim por ter insultado,

na sua ausência, o ex. mo sr. dr. Ayres

de Campos. E como eu não acho

digno que um operário insulte um indivíduo

que lhe dá trabalho, foi o motivo

porque procedi d'esta fórma.

De v., etc.,

João Machado.

Fesla de N. S. de S. Salvador

Deverá realizar se no dia 23 do corrente

mês de maio a grande festa em

honra de N. S. de S. Salvador, sendo

o seu programma o seguinte:

Na véspera á noite illuminação, fôgo

de vistas, balão e música.

No próprio dia haverá missa solemne,

pelas 11 l /t horas da manhã, sendo

celebrante o ex mo Reitor da Sé Cathedral;

ao Evangelho subirá ao púlpito

o sr. padre José da Conceição, digno

coadjutor da freguezia de Ceira; ás 4

horas da tarde ladainha e sermão sendo

orador o sr. padre José Pinto Machado,

digno párocho em Torre de Villela; em

seguida Té-Deum e Tautum-Ergo.

Tanto a festa de manhã como a de

tarde, serám abrilhantadas por uma

grande orchestra, composta dos melhores

músicos da localidade,

Finda a festividade da tarde, terá

por cima da mêsa, e d'um salto aebouse

junto do seu amigo, que lhe disse:

—Estamos filados! E' um policia...

o canalha vendeu-nos.

Cardinet viu que era elle quem levava

a melhor, e disse logo.

— Eu não sou polícia, sou um amigo

que vem preveni los e pedir em troca

alguma coisa.

Os dois associados oiharam-se e por

ura accôrdo tácito vieram sentar-se

nos seus logares...

— Ouça: eu não sei quem o senhor

é, disse Grosbouleau, e a cabeça de

Lalongueur parecia nos meneios dizer:

apoiado! apoiado! Vejo que conhece

o caso, mas devem-lh'o ter contado às

avessas... nós somos gente honrada!

Julgávamos que Lorémont também o

fosse! Fazia-se passar por barão!...

nós somos operários, trabalhamos. Veio

procurar-nos, a Lalongueur e a mim...

— A Grosbouleau e a mim! sffirmou

Lalongueur.

—Para nos dizer: tenho uma casa

na ilha da Jatte, vocês querem ir fazer

uma mudança? Dissemos que sim! Fizemos

o preço! vinte francos... Não

é verdade, Lalongueur?

— É verdade! Juro-o por Deus e por

todos os santos.

— Fizemos a rnudança... Á noite

perguntámos-lhe: para onde vae isto?

I-go não é comvosco, respondeu elle...

E pagou-nos. Nós somos trabalhadores,

pagam-nos o nosso salário, reeebêmos....

Só quando entramos em

casa, foi que eu disse a Lalongueur;

logar o costumado arraial e arrematação

de fogaças ofiferecidas, executando

a philarmónica Conimbricense várias

peças de seu escolhido reportório,

tanto no dia como na véspera á noite.

A commissão promotora da referida

festividade, desejando que a mesma

festa seja feita com o máximo explendor

possível, próprio d'êstes actos,

espera ser coadjuvada com quaesquer

ofifertas destinadas aquelle fira.

A commissão,

José Domingos Serrado

Candido Augusto SanCAnna

Manuel da Silva.

Tendo soffrido bastante de callos, usei o

CALLICIDA Franco, e hoje estou completamente

bom.

Aconselharei ás pessoas de minhas relações

o uso d'elle.

Elvas. — João d'Assumpção Senna.

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Quem a pretender pôde dirigir-se a

Manuel Augusto Granjo, nesta cidade,

rua Fernandes Thomaz, 67.

eleitoral

Acha-se publicada a lei eleitoral approvada

por carta de lei de 21 de

maio de 1896, única em vigor.

Além do próprio texto da lei, contém

todo o formulário para todos os

actos do processo eleitoral, v. g: acta

da constituição da mêsa, nas assembléas

primárias; auto de não eleição;

actas de eleição, de assembléa de apuramento,

etc. etc., concluindo por um

repertório alphabético.

Os pedidos podem ser dirigidos á

Bibliotheca Popular de Legislação, na

rua da Atalaya, 183. I. 0 ,—Lisboa.

F. Fernandes Costa

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ANTONIO THOMÉ

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Rua do Yisconde da Luz, 50

has de vêr que ainda havêmos de ter

um degosto por causa d'isto... aquelle

homem tinha um ar nada cathólico.

— Tam certo como estar aqui êste

copo de vinho!... Foi assim que elle

disse...

— E tu vês, tornou Grosbouleau, dirigindo-se

a Lalongueur, nós vamos

soffrer por causa d'isto... Já cá está

êste senhor...

— Meu Deus! Como ha gente má na

sociedade, gemeu Lalongueur.

— Diga, senhor, e se fôr possível

reparar qualquer mal que a gente tenha

feito sem querer... a gente está

prompta para tudo.

— Para tudo! apoiou Lalongueur.

Cardinet sentia-se com sorte; conhecendo

os dois patifes e fingindo que

se deixava enganar por elles, disse:

— Eu vinha exactamente para lhes

dizer: ha um canalha de que é necessário

livrar á terra; êsse canalha é o

o barão de Lorémont, — Hyppólito Lorémont

emfim, e eu venho pedir-lhe

que me ajudem...

— É isso o que o senhoç quer, exclamaram

alegremente os dois patifes?...

Entàm toque!

—Toque! repetiu Lalongueur.

— Entre gente honrada ha sempre

accôrdo!

—Era no que eu estava a pensar,

respondeu sorrindo Cardinet.

— Petite! gritou Grosbouleau, põe

quatro talheres 10 sr. almoçacomnosco!

—Ah! Eu...

(Continvffi),


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do Grande Hotel —As águas en*arraf»das vendem-se nas pharmácias e drogarias e no depósito geral, mMfflA-

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O leilão terá logar no dia 16

d'este mês na estrada da Beira

defronte do último candieiro de

illuminação pública, na casa

aonde morou a familia Machado.

Subloca-se a mesma casa até

ao pióximo S. Miguel por preço

cómmodo e d'ahi em deante

será arrendada por conta do

proprietário.

Leonarda Forjaz, arrenda a

parte sul da sua casa da rua

da Ilha.

Recebem-se propostas, na

quinta dos Platanos á Bemcanta,

onde se encontram as chaves,

para ser vista.

Nos dias 16 e 17 do corrente

mês de maio, pela 1 hora

da tarde, na rua da Ilha, n.° 3,

se ha de vender o restante dos

ivros, quadros, estampas etc.,

que pertenceram ao fallecido

dr. Abilio Augusto da Fonseca

Pinto.

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na rua João Cabreira n.° 21

de ser vista desde 14 de

maio em diante.

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Redacção e Administração

ARCO D'ALMEDINA, 6

EDITOR = Joaquim Teixeira de

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N.° 233 COIMBRA—Domingo, 16 de maio de 1897 3.° ANNO

TOUREIO JUDICIÁRIO

A ESCRAVIDÃO

Carta de Lisboa

Como se um primeiro espada

desse a alternativa a um moço de

forcado!

Para assombro de ingénuos e Tolo, cynico e ignorante. ..

vergonha da magistratura portu- Um juiz que só mereceria ser...

guêsa e dos poderes constituídos, careca ou moço de curro.

quê tal consentem e a esta anarchia

e impudor levaram tudo nêste -A-té q_-u.e e m f i m . . .

país, leia-se o trecho que transcre-

Desde que o chefe dos assassivemos

d'um documento público. nos da índia regressou á metrópole,

Um desembargador da relação, vindo do governo que infamou com

um juiz encanecido, que teria por os mais cruéis e sanguinários assassinatos,

feitos em nome de Por-

obrigação o culto honrado e digno,

tugal, tem tido o titular da pasta da

nobre e sério do seu dever, não marinha uma verdadeira lucta para

teve pejo de macular o seu nome e conseguir que o sr. Augusto de

a dignidade da magistratura portu- Castilho acceitasse aquelle governo.

guesa escrevendo nuns autos, em

Não o conseguiu d'êste prestigioso

marinheiro, e por isso convidou na

estylo tauromáchico, as imbecilida- 5.

des que vám vêr:

«Recebi os autos como estám: e

feitas as cortezias do estylo com tres

accordãos interlocutorios. como um

dos primeiros espadas me dá a alternativa,

vou pegar de frente no processo

para evitar 4." accordão nesta

simples questão relativa a corridas de

touros».

Isto, como vêem, é simplesmente

revoltante, e não se comprehende,

senão pelo conhecimento que todo

o país tem da profunda depressão

a que chegaram as instituições portuguêsas,

que ainda se conserve no

exercício das suas elevadas funcções

judiciárias quem tam torpemente insulta

e enxovalha a missão sagrada

da Justiça.

Num país em que houvesse o

culto da dignidade e do pudor, o

magistrado que escrevesse um documento

daquelles, tam aviltante e

tam ridículo, nem mais um dia

continuaria a fazer do tribunal redondel

de loiros e dos processos

revistas tauromáchicas. Mas tolera-se

isto em Portugal, onde a indisciplina

dos espíritos e a falta de

respeito por tudo o que é nobre

excede o que em país nenhum se

consente.

Chegámos, assim, ao extremo da

irrisão e do impudor, em que um

juiz da relação se entretem a fazer

nos processos pêgas de cara e,—

quem sabe?—a metler farpas a

cuarteo!

E o que é mais deprimente, mais

vergonhoso ainda,-—o ministro da

Justiça ficou indifferente á arremettida,

e não mandou instaurar um

processo contra o magistrado biltre

que vê nos autos cornupetos e na

sua vara de juiz vara larga de picadorI

Mas, no fim de tudo, é tam inepto,

o desgraçado, que nem percebe

nada da arte que pretendeu macaçjuear,

a a tiro, do seu território. Consta,

mesmo, que, da refrega, saíram três

portuguêses mortos, sendo cortadas

as orelhas a outros três.

14 de maio

As folhas noticiaram a grève dos

operários d'uma fabrica de esparti-

Por este motivo, já retiraram Vende-se ou arrtenda-se Lourenlhos,

na qual as mulheres ganham

d'aquella província mais de mil e ço Marques ? . £ §| 0L £

3 e 4 vinténs diários em 12 horas

e quinhentos ceifeiros portuguêses; Hypothecam-se as linhas férreas?

de trabalho!

expulsos pelos hespanhoes.

Çoncedem-se novos monopólios?

Mais: as costureiras de Lisboa,

Aquelles que sam de povoações Ha dúvidas.

por occasião do 1.° de maio repre-

próximas têem recolhido a suas Um dia teve probabilidades uma

sentaram ao sr. ministro das obras

casas; outros, andam mendigando das operações. Outro dia dá-se como

públicas pedindo providências le-

pelas ruas de Elvas, apresentando- certo outro negócio.

gislativas, que regulamentassem o

se alguns feridos, num estado ver- Todavia ninguém põe em dúvida

trabalho das mulheres e as protedadeiramente

digno de lástima. que se pensa em arranjar dinheiro

gessem contra os excessos da expo- Este estado de coisas requer dalguma d'essas formas—vendenliação

descarada das fábricas e of- promptas e enérgicas providências, do ou hypothecando — e que o goficinas.

não só com o fim de castigar os verno apenas hesita sobre qual del-

Ha estabelecimentos em que sô-

aggressôres e evitar repetições de ias tem de adoptar ou qual é a mais

bre mulheres franzinas e aénmicas

scenas violentas, mas também para honrosa para o país, segundo a

pesam 15 horas de trabalho, em

acudir á crise que assoberba os phrase duma folha official.

casas desprovidas de hygiene e por

pobres trabalhadores da província Todos sabem que se liquidam

feira o coronel sr. Joaquim José uma retribuição que mal lhes for-

do Alemtejo.

os restos. Desconhecem-se apenas

Machado para aquelle cargo, que nece o indispensável para illudirem

quaes os que vam já e os que fi-

acceitou immediatamente, devendo a vidai

cam.

o seu despacho ser publicado esta Em consequência d'esta situação

E c o e l i o m o

Segundo a última versão, que se

semana.

miserável, a lysica e a prostituição O jornal do sr. Dias Ferreira, apresenta com visos de verdade, hy-

Têmos, poi$, já governador geral alastram-se numa intensidade de- que o país teve occasião de conhepothecam-se ou arrendam-se os ca-

da índia, que não poderá, com cersoladora.cer pelo que é e pelo que vale num minhos de ferro de Lourenço Marteza,

comparar-se ao tal que ha Nada mais incomprehensivel do momento já angustioso e difficilimo ques, Minho e Douro e Sul e Sues-

pouco de lá veiu com a sua farda que esta exploração deshumana e da vida nacional, dizendo que não te, concedem-se os monopólios do

manchada e as suas dragonas des- infame, que o estado tolera e man- e difficil obter o anciado saldo po- álcool e do sabão e proroga-se o

honradas, como dizia, com justiça, tém 1

sitivo no orçamento do estado, desde monopólio dos tabacos.

o Correio da Noite.

Pedir a intervenção da lei contra que as despêzas sejam reduzidas ao Quer dizer: não se lança mão de

Oxalá que o novo governador uma tal iniquidade, é desabafo inú- strictamente indispensável, accres- um dos últimos recursos, mas de

tenha as condições necessárias para til 1

centa:

seis, de todos.

restabelecer na índia as garantias A lei existe, não vêmos nós co-

Não se faz uma operação desti-

individuaes, fazer castigar os crimo ella se cumpre, aqui e em toda «Não pódem, porém, os partidos da nada méramente a satisfazer as desminosos

agaloados que teem infa- a parte, com relação, por exemplo,

rotação operar esta reducção nas despêzas de momento, mas tantas quanpêzas

públicas, porque para o consemado

o nome português, e dar aos ao trabalho dos menores ?

tas é possível fazer, para conseguir

guirem lhes falta a auctoridade, e

negócios d'aquella possessão uma Ha uma repartição fiscalisadora além d'isso, têem de contentar toda a a maior somma de dinheiro.

orientação patriótica e fecunda. das officinas, com pessoal organi- clientella,. em cujo appoio se acham Ninguém duvida, creio, que os

Oxalá...

sado; ha a repartição das obras estivados».

milhares de contos, arranjados por

públicas, á qual foi confiada a vi-

êstes processos, sam lançados á mes-

O itálico é nosso, porque o fim

gilância nos trabalhos de construma

voragem onde têem sido tantos

EXPLORAÇÕES-•• PORTUGUÊSAS

é evidente: — quem pôde fazer tudo

cção e a applicação das penalida-

outros.

Organizou-se ha pouco em Lisdes de transgressão. E afinal tudo

aquillo é o liberalão sr. Dias Fer-

Por conseguinte o país, sem por

boa uma companhia, cujos estatutos isso foi impudente mentira e puro

reira !

fórma nenhuma ser beneficiado com

vieram já publicados no Diário do escárneo 1

o producto das operações como o

Governo, e que se intitula Compa- Levantou-se em princípio a poei-

não tem sido com o de nenhuma

STortiexito a g r í c o l a

nhia de viação funicular.

rada do costume, depois tudo caiu

das que se tem feito, terá de soffrer

O seu fim, dizem os taes estatu- na modôrra pegajosa e funerária de Diz-se que o sr. ministro das enormes encargos, ao mesmo tempo

tos, é—a construcção e exploração, uma nacionalidade sem futuro. obras públicas, trabalhando no sen- que se ha de encontrar sem rendi-

ou sómente a construcção ou a ex- Leis, papelada! Lettra morta que tido de promover a restauração mentos importantes.

ploração de quaesquer linhas de ninguém cumpre e a que ninguém económica do país fomentando a Equivale isto dizer a que a fal-

viação, que lhe forem concedidas liga importância!

agricultura, apresentará ao parlaléncia se abre fatalmente, imprete-

ou que ella obstenha por arrenda- Pedir, pois, o patrocínio do esmento (?) projectos de lei sobre— rivelmente.mento,

compra ou fusão, ou por tado é alimentar a ficção burlêsca colonização do Alemtejo, novo re- Significam, pois, as operações

qualquer outro modo.

de que os homens do governo posgimen da propriedade, fornecimento nêste momento a negociar não ape-

Para tantas e tam grandes coisas, suem a abnegação e as energias de adubos chímicos, crédito rural, nas a ruína, mas também a morte

constitue-se com o capital de 45 sinceras e prestantes, indispensá- celleiros communs, virigação do da nacionalidade portuguêsa.

contos de réis, dividido em acções veis ao progresso das sociedades!... Alemtejo e creação d'uma compa- Por taes razões estamos sem dú-

de 100$000 réis; mas, o que é

nhia vinícola do sul.

vida num momento histórico: — o

mais, fica já com uma direcção

. 0 .

Assumptos importantíssimos, sem da liquidação.

composta de três membros a ven- Grave conflicto dúvida nenhuma, e que representam A monarchia prepara-se para arcerem

respectivamente... 600$000

interesses capitaes da vida porturancar á nação os últimos bens.

réis annuaes!

Ha poucos dias, deu-se em Baguêsa ... mas que ficarám reduzi- Corresponde o pôvo á gravidade

É tudo assim no nosso país. dajoz um grave conflicto entre pordos aos projectos de lei, ou que, da situação ? Responde dignamente

É a administração do Estado a tuguêses e hespanhoes, de que po- pelo menos, ham de sair estéreis ás tentativas d'espoliaçSo ?

reviver nas administrações particuderiam ter resultado e pódem ainda das discussões dos economistas par- Força é confessar que não até

lares.

resultar gravíssimas consequências. lamentares.

agora.

Até quando durará este saque Todos os annos, por esta época, Poderá, porventura, esperar-se A calúmnia é completa. Os es-

dos mais espertos á bolsa dos in- os trabalhadores da fronteira da alguma coisa d'útil, para o desenpíritos não acceitam, por exemplo,

génuos?. ..

província do Alemtejo vam buscar volvimento e restauração econó- a venda de Lourenço Marques, mas

o pão quotidiano no trabalho das mica do país, d'um parlamento de não mostram exasperar-se com o

ceifas em Badajoz, lançando, as- incompetentes, de burocratas, que facto de se fallar no assumpto. En-

Durante o anno de 1896 (segundo

sim, mão d'um valioso recurso para

uma estatística official), o número de

o que querem é arranjar a vida? tendem que é uma indignidade em-

objectos registados no correio foi de a sua subsistência.

Lembremo-nos de que foram os prestar ás linhas férreas, mas não

926:780.

Este anno, porém, ou por um governos e os parlamentos do rei tratam por factos de obstar a que

O uúmero de valores declarados foi inexplicável egoismo, ou por quaes- que nos reduziram a este estado... ellas se empenhem. Acham que sam

de 17:987, representando o valor de quer outras circunstâncias ainda

demais e bastamente gravosos os

2.188:1530234 reis.

não averiguadas, os hespanhoes da

monopólios que já existem, mas não

Uma circunstancia digna de nota:

Os candidatos aos exames de habi-

Não se deu, durante o mêsmo anno, ; província de Badajoz oppuseram^se

demonstram que não acceitarátr.

litação para o magistério primário estám

nenhum caso de extravio de corres- tenazmente á passagem dos desgra-

mais.

sujeitos ao pagamento d'um proprina

pondência registada.

çados trabalhadores, expulsando-os, de 3i00Q réis.

Num momento emfim em que ha*

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via motivos para a mais profunda

agitação, reina verdadeira paz.

Quando se devia produzir uma

grande convulsão, predomina o socego.

Se não ha motivos para desesperar

com êste facto, porque a agitação

tem que produzir-se, produz-se

fatalmente sobretudo se se fizer

qualquer operação sobre Lourenço

Marques, é todavia para lamentar

que não se tenha já iniciado a obra

de protesto.

Urge resgatar o tempo vendido.

Felizmente annuncia-se já no

Porto um comício para protestar

contra qualquer operação sobre a

província de Moçambique.

Em Lisboa ficou hontem definitivamente

resolvido que se realizasse

outro comício com o mesmo fim,

promovido pelo Centro Fraternidade

— o mais numeroso que existe

em Lisboa e constituído por velhos,

fieis e dedicadíssimos soldados do

partido.

Nenhum bom patriota pôde deixar

de auxiliar e secundar estas

manifestações, porque é necessário

que ellas tenham toda a solemnidade

e importância, porque é indispensável

evitar que a monarchia se

sirva dos meios que lhe permitteriam

viver por mais algum tempo

regaladamente mas que originariam

a liquidação da Sociedade portuguêsa.

x

A propósito ainda das operações

que estám sendo negociadas, consta

que todas ellas entra directa ou

indirectamente a figura do sr. conde

de Burnay, a quem o director do

Correio da Noite chamou muitos

nomes feios no Primeiro de Janeiro,

tantos que lhe valeram ser querellado.

A êsse mesmo sr. Burnay concedeu

já o governo a faculdade de

poder empregar a tracção eléctrica

na viacção em Lisboa, em condições

que não foram acceites pelo

gabinête regenerador, apesar dos

esforços de toda a ordem que foram

feitos nêsse sentido e da moralidade

d'essa situação ter sido a que se

sabe.

A irem por deante as operações,

a não protestar contra ellas o país

de fórma a evitá-las, o famoso belga

teria realizado o seu sonho: —

convertido Portugal numa grande

villa de Santo Antão.

Só poderíamos andar em caminhos

de ferro do sr. Burnay, já po

deriamos ter sabão e álcool da mes

ma marca, como já só podêmos servir-nos

dos seus carros, como têmos

que fumar o tabaco que elle nos

quer dar e pelo preço que elle ar

bítra.

Antes morte que tal sorte!

Já se sabia que em questão de

objectos d'arte os edifícios do Esta-

do sam ha muito verdadeiros sameiros

para os que dispõem de dinheiro

e de influência.

Não obstante é ainda curiosíssimo

que um simples architécto que

não foi político pudesse adquirir tamanha

somma d'êsses objectos —

parece que a melhor collecção de

azulejos que existe em Portugal.

De sobejo affirma o facto que vivêmos

numa Calábria e que podem

desempenhar o papel de salteadores

todos os que tiverem vocação.

RESISTENCIA — Domingo, 16 de maio de 1897

F. B.

A Provinda, do Porto, alira-se

ao homem dos carapaus como S.

Thiago aos moiros, pelo facto de

O Tempo appellar para a praça pública

como último recurso contra as

infâmias do regimen.

E após uma enfiada de qualifi

cativos nada appetitosos, termina

por accusar Zé vêsgo de ter arrastado

pela lama da infâmia as finanças

portuguêsas, delapidando os

dinheiros públicos, esbanjando re

cursos da nação e anarchisando os

mais sérios negócios do país.

Do que muito bem se conclue

que tanta vergonha teem uns como

outros.

Dois Zés que não fazem differença

d'um João.. -

E o outro, o pagante, espreita a

praça da esquina da rua. . . a vêr

se os contendores terminam por fi-

car, como elle, em fralda de camisa.

..

GRAYE SITUAÇÃO NA GUINÉ

Do nosso prezado collega A Voz

Publica, do Porto, transcrevemos o

seguinte telegramma do seu corres

pondente em Lisboa:

«O governo continúa não recebendo

communicação alguma da Guiné, onde

a nossa situação é melindrosa Ignora

se qual o plano do governador da pro

víncia para tirar a devida desafronta

dos desastres que alli experimentaram

as nossas armas.

Só por cartas particulares se sabe

que, no combate de Ginda, caíram sob

o ferro dos mandingas cêrca de 200

auxiliares das nossas forças, 3 sargentos

e 2 officiaes! Custa, realmente,

a comprehender tam prolongado silêncio

official, que oxalá não seja precursor

de mais notlnas desoladoras

como as anteriores».

«O sr. general Câmara Leme tenciona

apresentar ao parlamento, na próxima

sessão legislativa, um projecto

sobre a reorganização do exército, projecto

que se divide em cinco parles:

PARTE I

CONSIDERAÇÕES GERAES

Summário: — Preliminares—Importância

dos exércitos pequeuos— Organização

actual e as anteriores—Princípios

fundamentaes para a reorganização

— Opinião de um iilustre general

,á fallecido—Influência da estratégia e

dos caminhos de ferro na reorganização

—Analyse sob o aspecto económico

da questão.

PARTE II

LEIS ORGÂNICAS

Summário:—Recrutamento—Justiça

Instrucção e accesso — Reformas e

recompensas.

PARTE III

ELEMENTOS CONSTITUTIVOS

DO EXÉRCITO

Summário: — Estado maior general

•Corpo do estado maior — Corpo de

engenheiros—Artilheria—Cavallaria —

1 ofanteria.

PARTE IV

ALVITRES ECONÓMICOS

Summário: —Admiuistração militar

Guarda fiscal—Divisões territoriaes

-Praças de guerra —Supremo Tribunal

e conselhos de guerra—Organisação

da reserva—Conclusão da memória.

PARTE V

PROJECTO DE LEI EM BASES

Dizem-nos que o trabalho do sr. Camara

Leme è de grande valor.

Nem outra coisa era de esperar de

quem, como aquelle iilustre general,

conhece tanto a fundo tudo quanto se

refere a questões militares.»

Pêsames

Falleceu em Villa Franca de Xira o

digno escrivão de fazenda do concelho,

sr. João Thomaz de Brito, marido da

ex. ma sr. a D Maria da Conceição Cortezão

e Brito, presada irmã do nosso

valioso correligionário sr. dr. Joaquim

Cortezão, muito digno presidente da

commissão municipal republicana da

Figueira da Foz, a quem enviamos a

expressão do nosso mais profundo

pesar.

ILTo Oriente

Tudo illusões; nuvens defumo

que em breve se dissiparam.

Não comprehendêmos assim a lucta

dos pequenos contra os grandes.

Em tam manifesta desegualdade

de condições, do encarniçamento

dos humildes só ha a esperar os

doisextrêmos:—a morte ou a victória.

Ha casos em que o aniquillamento

é uma redempção; e êste era um

d'elles.

Não o quis assim a monarchia

íellénica.

Desde o início da questão, a paz

do desenrolar de todos os prepara-

,ivos bellicosos, debatiam-se os ingresses

dynásticos.

O ex-ministro da marinha grêga

declara, em sua defêsa, que as suas

ordens nunca foram cumpridas pelo

iríncipe Jorge, almirante da esquadra

couraçada. Mandou que ella imjedisse

a passagem dos Dardanelos;

ordenou que ella se apoderasse

das ilhas turcas do mar do Archipélago;

deu ordens terminantes para

o bombardeamento dos portos turcos

de maior valor; e o príncipe

Jorge preferiu desobedecer, allegando

os inconvenientes do mau tempo,

que mais tarde se verificou lerem

servido de simples pretexto.

Por outro lado, o príncipe real

Constantino, commandante em chefe

dos exércitos de terra, foge de

Larissa, precipitadamente, sem uma

escaramuça, sequer, tendo sob as

suas ordens milhares de soldados.

Que prova tudo isto? Inépcia, co

bardía, ou má fé?

Um bocadinho de tudo.

É que para um rei, todas as am

bições convergem a um só fito:—i

thrôno. Tudo o mais sam ninharias,

sonhos phantásticos de que um rei

não deve participar, preconceitos

que não cabem no bôjo d'unria corôa.

Emfim, a paz está em via de con

clusão. Começou já a retirada de

Créta das tropas grêgas. Os ministros

hellenos vasculham as arcas do

thesouro para acudir ás exigências

do vencedor.

E as cumeadas das montanhas

da fronteira turco-grêga, eom as

suas gargantas e as suas cristas

denteadas, acenam um último adeus

aos seus dominadores de hontem.

* Seguem os últimos telegram-

Estám em bom caminho as nemas:gociações

da paz entre a Grécia e a

Turquia, ferozes e encarniçados ini- Athenas, 14, t— Um telegramma de

migos de ha pouco.

Arta annuncia estar travado desde esta

manhã um sanguinolento combate em

Foi aquella que reclamou a in- Griboro, na estrada de Philippiades,

tervenção das grandes potências eu havendo sérias perdas dos dois lados.

PROSPERIDADES REPUBLICANAS ropêascomo medianeiras entre o rei O combate continúa ainda.

Jorge e o bárbaro Sultão. A Grécia, Paris, 14, n —Uma nota da Agencia

A estatística official da Direcção que impava de heroísmo e abnega Havas desmente a informação d'um

geral das Alfandegas francêsas mos-

jornal extrangeiro de que em conse-

ção, que nós espera vamos vêr resisquência de certas desintelligéncias entra

que as importações, nos 4 pri tir heroicamente aos exércitos mu tre o sr. Gambon, embaixador da Re-

meiros mêses d'êsteanno, baixaram sulmanos, salvando a honra da sua publica francêsa, e a Sublime Porta,

1.363:565^000 francos; equeasex- bandeira embora na lucta tivesse esta pedira ao governo francês que

portações subiram 1.173:192*000 de derramar as últimas gôltas do retirasse d'alli o sr. Cambon.

francos.

Arta, 14, t.— O combate de hoje em

sangue generoso de seus filhos,

Entre os casos edificantes da se

Giiboro, tem sido encarniçado.

E lembrarmo-nos nós de que, ha Grécia, de quem nós julgáramos po-

mana, toma vulto o annúncio d'um

As tropas bateram-se a arma branca.

27 annos, a França teve de pagar der esperar o sacrifício da própria Consta que ficaram fóra de combate

leilão.

á Allemanha milhares de milhões vida a ter de curvar a cerviz, im- 500 grêgos.

É o caso que no dia 27 é vendi- de francos de indemnização de plorando do bárbaro a ignomínia do A peleja dura ainda a esta hora.

do em leilão espólio do fallecido ar-

Arta, 14, n —Terminou a batalha

guerra, que a Republica francêsa perdão, acaba de lançar por terra

chitécto José Maria Nepomuceno,

de Griboro, ficando mortos no campo

herdou um estado empobrecido, cri- as esperanças que nella púnhamos.

que desempenhou diversas commis-

400 grêgos, inclusos 25 officiaes. A

vado de dívidas, eriçado de difficul- Para quê tantos desperdícios, tan- batalha proseguirá ámanhã.

sões officiaes.

dades, que só um governo uma to immolar de victimas, tam grande

No catálogo figuram preciosos energia sobre-humana poderia ven sacrifício de vidas e dinheiro?

objectos d'arte, entre elles azulejos, cer...

Para quê tanto heroísmo, tantas

pertencentes a estabelecimentos do

E hoje própera, rica, poderosa, provas de sublime energia, se bre- Cuba e Fillippinas

Estado e que êste nunca vendeu.

enquanto nós nos vamos afundando ve uma lufada de desânimo havia

Sam elles da parochia de Santa Ma

miseravelmente, cobertos de ver- de lançar por terra todo êsse gigan- Aggrava-se a situação em Cuba.

rinha de Lisboa, das ruínas do ex

gonha. ..

têsco edifício?

Apezar da implatação das reformas

tincto convento de Santo Eloy, da

A paz foi bem recebida, dizem os naquella ilha, concedendo aos cu-

parochia de Santo André, da de S.

jornaes. E esta simples affirmativa banos a autonomia que elles recla

Pedro d'Alfama, do convento de REORGANIZAÇÃO DO EXÉRCITO faz sangrar todos os corações que maram antes do comêço da insur-

Santo António da Convalescença,

do convento de S. Domingos, do Do nosso presado collega de Lis- se haviam identificado com a granreição, nem por isso as forças dos

convento de Santa Mónica, do da boa, A Marselheza, extractàmos a de alma do pôvo grêgo, preferindo insurrectos têem desanimado na

Madre de Deus, etc.

seguinte notícia;

a morte a uma ignomínia. prosecuçâo do seu intento»

Versão integral disponível em digitalis.uc.pt

Com a épocha das chuvas, que

ha pouco começou, coincidiu o recrudescimento

da guerra.

As últimas notícias dizem-nos

ler desembarcado, em San Juan de

las Playas (Cuba,) o cabecilha americano

Julio Sanguilly, á frente de

uma expedição flibusteira.

Veremos o que participa ao seu

governo o general Weyler.

—As notícias officiaes dam como

completamente pacificado o archi-

)élago das Fillippinas.

Por esse motivo, já chegou a

Barcelona, de regresso de Manila,

o general Polavieja, commandante

do exército de operações em Cavite.

Arthur Leitão

A restabelecer a sua saúde, assás

abalada nêstes últimos tempos,

sáe ámanhã d'esta cidade o nosso

correligionário sr. Arthur Leitão.

Feliz viagem e um promplo restabelecimento

é o que do coração

lhe desejámos.

Notícias diversas

No dia 20 do corrente serám substituídos

mais dois tramos do taboleiro

metállico da ponte do Mondego Novo,

próximo da estação de Coimbra.

Com a substituição d'estes dois tramos

fica totalmente renovado o taboleiro

d'esta ponte.

Conforme é costume, assistirám a

êstes trabalhos e ás experiências do

taboleiro os srs. engenheiro Vasconcellos

Porto e conductores Temple Barbosa

e Carlos Silvano, da Companhia real,

e engenheiro Silveira, da fiscalização

do governo, que partirám no dia 19

no comboio mixto.

As libras venderam-se, durante os

últimos dias da semana finda, a 6:850

réis ou seja 2:350 réis de prémio em

cada uma.

Francos a 819 réis e marcos a 332

réis.

Durante o mês d'abril findo foram

exterminados, nêste districto, 192 cães

vadios.


Terminou no dia 10 do corrente o

praso para a entrega de requerimentos

para exames dos estudantes externos

do lyceu, do período transitório.

Deram entrada na secretaria 292

requerimentos.


Do Diário de Noticias:

«Segundo lêmos em vários collégas

hespanhoes, vae grande descontentamento

entre as pessoas que costumavam,

annualmente, visitar a praia da

Figueira da Foz, por isso que os senhorios

duplicaram os preços das suas

casas, exigindo verdadeiras exorbitâncias

pelo seu aluguer durante a época

balnear.

A uma familia hespanhola que costumava

alugar casa por 10 libras,

pedem êste anno 22; e a uma outra

que a tinha, por 15 pediram 35 libras!

Os jornaes hespanhoes aconselham

os seus compatriotas a procurarem

outras prâias e nêste sentido ha muitas

famílias resolvidas.

Eífectivamente, mal se comprehende

os exaggerados preços pedidos, o que

dará logar ao affastamento dos banhistas

hespanhoes que com justificados

motivos se queixam.

0 general de brigada, sr. Rebocho,

entregou hontem ao tenente-coronel do

regimento d'infanteria 23, o commando

que ha pouco abandonou por motivo

da sua promoção, que noutro logar

noticiamos.

Km S. Thiago de Cacem appareceu

nas vinhas uma doença desconhecida,


Versão gueur; integral disponível em

gundo

digitalis.uc.pt

os remadores a brincar que

RESISTENCIA — Domingo, 16 de maio de 1897

Na quarta feira, a geada que caiu no

sul da França causou nas vinhas e

pomares enormes damnos, avaliados

em 20 milhões de francos.

Os srs. drs. José Maria de Magalhães

Pimentel Gochofel e José Augusto Gaspar

de Mattos acabam de abrir o seu escriptorio

de advogados, nesta cidade, na

rua Martins de Carvalho n 0 rios bens, pertencentes á junta de parochia

das freguezias de Vil de Mattos,

no mesmo concelho, de Miranda do

Corvo e â casa da Misericórdia na Redinha,

concelho de Soure e ao cabido

dade Coimbra, no concelho de Cantanhede.

Para o académico sr. Armando Casqueiro

foi pedida a mão da menina

Ceu Soriano, dilecta filha do sr. Sebastião

Soriano, desenhador d'obras pú-

1, onde po blicas.

dem ser consultados todos os dias,

das 9 da manhã ás 4 horas da tarde

Foi aposentado com a pensão annual

de 6000000 réis, o sr. padre Joaquim

Existe na China, perto de Sangany,

José de Figueiredo, párocho de Lavos,

uma ponte de pedra de 8 kilometros

de extensão, a qual atravessa um braço

do concelho da Figueira da Foz.

de mar pequeno dependente do mar

Amarello. E' de 300 o número de

pilares que a sustentam, cada um dos Na quinta feira incendiou-se no Porto

quaes está guarnecido com um leão a fábrica de tecidos da firma Grahm


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RESISTENCIA — Domingo, 16 de maio de 1897

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ligada com todas as linhas férreas hespanholas que entram em Portugal por Badajoz, Cáceres, Villar Formoso, Barca

d'Alva e Tuy — Para esclarecimentos: — Em L i s b o a : rua do Alecrim, n.° 125, referente ao estabelecimento balnear, e rua

de S. Julião, 80, 1.°, referente ao Grande Hotel.-«Correspondéncia para as Caldas da Felgtieira, ao gerente da com-

panhia do Grande Hotel —As águas ene;arrafidas vendem-se nas pharmàcias e drogarias e no depósito geral, PHARMA-

CIA ANDRADE, rua do Alecrim, 125.—A exploração do Hotel fica êste anno a cargo da Companhia do Grande

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quando o doente tenha lombrigas e seguir exactaií

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Cart. —litro 320 réis.

"BESISTENCIA,,

PUBLICA-8E AOS DOMINGOS

E QUINTÀ8-FEIRÁ8

Redacção e Administração

ARCO D'ALMEDINA, 6

EDITOR = Joaquim Teixeira de

Condições de assignatura

(PAGA ADIANTADA)

Com estampilha:

Anno 2)5700

Semestre 10350

Trimestre 680

Sem estampilha:

Anno 2^400

Semestre 10200

Trimestre 600

A N N U N C I O S

Cada linha, 30 réis—Repetições,

20 réis—Para os srs. assignmtes,

desconto de 50 p. c.

L 1 V B O S

Annunciam-se gratuitamente

todos aquelles com cuja remessa

êste jornal fôr honrado.

Ty|. I. taif* A»ad«—«UURA


N.° 234 COIMBRA—Quinta fçira, 20 de maio de 1897

A FEBOCIDADE DO EGOÍSMO

á falia de penalidades legaes, os

nomes d esses pusilânimes sejam

publicados, para sobre elles recair

o labéu infamante do desprêzo público

!

LAGARTOS AO SOL

Centro Fraternidade Republicana

promette uma extraordinária impo

néncia.

Que essa manifestação seja o início

de alguma coisa mais do que

ribombar da rhetóricae o fuzilar do

palavriado sam os únicos e mais

ardentes desejos cie todo o pôvo "por

tuguês.

HEROES

A opinião da imprensa de Paris

revolta-se indignada contra o pro-

Aqui têem os senhores uma coi-

Um plumitivo mancebo, ambicedimento

covardeedeshumano dos

sa que me faz espanto: — que seja

cioso e sem escrúpulos, preparando

janotas, pela maior parle perten-

justamente nesta epocha de dissocentes

á aristocracia francêsa, quê

A G A R A N T I A o memorial, que terá em breve de

lução e decádéncia^que" entreq de

se achavam no bazar de caridade, Diz um nosso collega de Lisboa

apparecer heroes por toda a parte

submelter á benignidade do minis-

no momento do pavoroso incêndio. que se annuncía, para breve, a en-

onde as armas portuguêsas se distro,

continúa na Ordem, jornal ca-

Na quasi totalidade, as víctimas trada d'uma grande esquadra ingleparam

contra o pôvo rebelde das

d'esta medonha hecatombesam musa no Tejo.

thólico, a vociferar rábido contra a

nossas colónias. Faz-me isto deslheres

1

E a Inglaterra que se prepara jacobinagem republicana.

Circulam os boatos mais enconconfiar da authenticidade de tanto

trados ácêrca do empréstimo.

E nos entulhos não se encontrou para abafar os clamôres d'um pôvo

heroe, com retrato no Século e ain-

Com grandes berros a fingir-se

nem um chapéu de homem, nem espoliado, garantindo, pela bôcca

Sobre o quantitativo d'elle variam da noutros papeis... aliás sem se-

convicto; grandes punhadas a si-

uma bengala I

dos canhões dos seus couraçados, a

as versões entre oito e oitenta mi rem de crédito.

Todos os homens da alta socie- coasummação da suprêma infâmia. mular indignação, e chumaços de contos. Relativamente a garantias Está pela hora da amargura o

dade, que ahi se achavam, fugiram Não podem restar dúvidas ao palha a dar-se ares de corpulência

têem-se arranjado nos caminhos de preço da heroicidade portuguêsa, a

ao primeiro alarme; e ha casos de pôvo português.

ferro do Estado, nos monopólios do avaliar pelo processo fácil com que

athlética, o intrujão banal pretende

uma selvageria incomprehensivel e Tem assento no thrôno um so-

tabaco e dos phósphoros, nos ren se celebrísam patuscos que vam á

dar nas vistas, ser notado e por-

atroz: senhoras aggredidas e prosbrinho da rainha Victoria. Preside

dimentos alfandegários, na venda Ásia e á África ganhar a vida, em

tradas, porque embaraçavam a pas- a um gabinete de traidores o hoventura temido!

de Lourenço Marques e não sabe- vez de par#lá irem, á antiga, exsagem

a êsses bravos 1

mem do tratado de Lourenço Mar- Pelo visto, dois aggravos princimos

já em que mais.

pôr-se á morte. Qualquer que, por

Uma religiosa desfallecida perto ques e do ultimatum de 1890.

De positivo sabe-se que o gover- empenho graúdo, obteve passagem

palmente assanham e engasgam no pensa em o contrair, que tem a bordo do Admirai ou do Von Bis-

do torniquete da entrada, foi esma- E lempo de preparar.

paladino chibante: 1.°—porque os havido negociações a êsse respeito marck, ê raro que não traga para o

gada sob os pés dos medrosos em Não ha esquadras, por mais po-

debandada.

tentes, que consigam abafar o direi jornalistas republicanos atacam sys com a alta finança extrangeira, que reino informação condigna para a

não ha quem se preste a dar-nos

Uma senhora, que tentava abrir to d'um pôvo livre.

temáticamente os homens do go-

Torre e Espada, com o direito ad-

um ceitil sem garantias especiaes e quirido de figurar no Século em ga-

uma janella, foi violentamente arverno;

2.°—porque a imprensa re- que, até com estas, as condições do leria de heroes!

rancada a esta tentativa de salva- O reclamo d.o crime publicana não inventa soluções ao empréstimo sam altamente ruino Assim fica a gente espantada,

ção por um grupo de quatorze cavalheiros,

que se puseram a salvo Tem continuado, em Lisboa ( problema da crise nacional! sas.

não raras vezes, de vêr como é fá-

primeiro que ella!

arredores, a série de assassinatos Chega-se, em última anályse, á

Sabe-se lambem que, se o go cil lá fora fazer de um poltrão um

Os poltrões lactavam braço a

e tentativas de assassinato, por

verno não obtiver um empréstimo valente, e de qualquer Jean Foutre

conclusão de que o esperançoso

braço e á bengalada, para se des

motivos de ciúmes.

importante, abandonará o poder um D. João de Castro!

embaraçarem de sennorás, que lhes S Esta m1ineira~4e4iq.oidar (^^Sp guarda suisso só acharia toleráveis dentro de poucos mêses, pela im- Meninos^ gue eu conheci em Lis-

dificultavam a evasão 1...

tões amorosas e de adquirir celebri- os repQblitandffsTellés fossem depossibilidade de satisfazêP'compr(^ToTcabú a rir dos ursos na

5

Êstes factos e muitos outros,

dade nos jornaes de grande circu-

missos inadiáveis, e que ha quem

votados ao jôgo da monarchia!

olytéchnica e a dar manteiga aos

egualmente ignóbeis e revoltantes,

lação é profundamente asquerosa

se esteja preparando para o substi- "entes, namorando-lhes as filhas e

O pequeno scelerado lá tem fis-

estám sendo apurados pelo juiz de

Indivíduos sem as mais rudimentuir.

comprando livros novos de Physica

instrucção do inquérito.

tares noções de moralidade, sem gado o seu plano I

Não faltarám assim servidores ao sr. Vidal— livros caros como o

E é profundamente edificante o

brios, sem dignidade, sem consciên- Assim se começa pela gymnástica monarchia, nem no próprio momen- diabo! — para lhe adoçar a bôcca,

contraste do egoismo d'êsses polcia,

não pódem ter jus ao reclamo, da bajulação a desarticular a dito

da liquidação; não faltará quem )ropiciando-o generosamente nas

trões, que taes vilezas commettiam,

embora triste e desprezível, da im-

esteja disposto a explorar até á úl- aulas, foram agora á África e d'alli

gnidade, em benefício da ociosidade

enquanto que a gente da plebe corprensa

periódica.

tima êste desgraçado país.

voltaram com carregação de louros,

ria a affrontar o perigo e a praticar Longe de buscarem no exemplo e do estômago.

O facto facilmente se explica. ^ergunta-se como arranjaram a coi-

actos d'uma coragem e d'uma de- de outros miseráveis a sufíiciente Com gente nova d'esta têmpera, Tem sido tal a indifferença com sa? Quando Deus quer, ás vezes,

dicação sem limites.

repulsão pela prática dos actos a

que a nação tem assistido aos cri- )or idênticos processos aos usados

religiosa por cálculo, conservadora

Ha senhoras espancadas e lace-

que elles desceram, tiram da abjecmes

praticados pelos seus dirigen aqui; com a differença apenas que,

)or especulação, as instituições esradas,

que conhecem os seus malção

um incentivo para a mesma

tes, de que deriva a miserável si- jor não serem já meninos nem esfeitores

e se recusam generosamen-

fórma de proceder.

ám servidas!!...

tuação em que se encontra, que udantes, em logar de amanteigate

a denunciá-los.

E' por isso que nos collocamos ao Na edade em que & ardência im- poucos acreditam já num movimenrem professores, se entenderam, é

Sabia-se que a aristocracia dou-

lado dos que combatem as espalhato

de energia que a leve a punir claro, com o commissário régio ou

)etuosa do espírito, sem o correrada,

enfraquecida na ociosidade da

fatosas narrações dos periódicos,

desapiedadamente quem tam vil- com o governador da colónia. Pasctivo

da experiência, impelle ás mais

vida inútil, tinha por única missão

por prejudiciaes á boa moralidade

mente a sacrificou.

saram de meninos a meninos, que é

malbaratar nas prodigalidades do

d'um pôvo que procura no escân- generosas e revolucionárias aspira- Se até parece que nem a ameaça como quem diz: — houveram por

gôso e nos escandalos do luxo, as

dalo da publicidade um entretenições, estamos vendo d'êstes exem- d'uma administração extrangeira, a )em medrar na intrujice.

opulências bem ou mal herdadas,

mento para as horas d'ócio, um )lares, que por ahi borbulham, de- sujeição d'um país que a história Que isto, afinal, é vulgar e prócom

a tabolêta heráldica das aven-

exemplo para seguir em circunstân-

diz heroico a uma tutela vergonhoormisados

pela relaxação moral da

)rio do regimen: —vêr a gente os

turas e façanhas cavalleirosas dos

cias idênticas, e um espelho onde

síssima, determina um protesto pa- inórios traçarem desde o princípio

avoengos.

deva refleclir-se o dia d amanhã. avidez, a farejarem o interesse, em triótico, vehemente e unísono! linha de conducta 8 irem furando

público tirocínio de baixêzas e por- Embora sejam assustadores al- sempre e persistentemente, á custa

Sabia.-se que êsses representantes

de raças extinctas, debilitados e

carias!guns

symptomas, nós nunca duvi- da sem-vergonha e da ignorância

Coisas da santa igreja

damos de que o país, embora já audaz. Ahi onde houver um nicho

entorpecidos pela saciedade de to-

Porque lhes fallecem sentimendos

os prazêres, não sam por toda

O bispo do Algarve suspendeu,

ardiamenle, ha de fazer inteira jus- ou coisa apetitosa de roer, elles lá

a parle mais que perniciosos exem-

de ordens e de jurisdicção, por tos nobres de inteirêza, de abnegaiça a quem cavou a sua ruína, e se apresentam requerendo — os fuplos

perante as energias do século,

quinze dias, um párocho de Olhão ção è de coragem; porque em tam >raticar os mais heroicos sacrifícios ra-vidas—fiados nos empenhos que

em que só é legítima a nobrêza da

por ter dado sepultura em sagrado

)ara reconquistar, com uma mudan-

verdes annos comprehenderam, com

arranjam como uns catitas.

intelligéncia e do trabalho.

a um velho que se suicidou.

ça de regimen, a sua liberdade de

a sagacidade de precoces facíno-

Figuram o país um queijo — el-

Porque não suspendeu o sr.

acção. E talvez nlo esteja muito dises os ratos.

O que não poderia prevêr-se é

Gardeal-patriarcha o prior de S. ras, que é pela adulação e pela tante o momento em que isso se dê. Ambiciosos, atiram-se a tudo, in-

que dentro dos peitos espartilhados

d'êsses alfenins de sangue azul não

Sebastião da Pedreira quando, ha mentira, que, nêste regimen de la- O projectado empréstimo pôde usivè ao logar de heroe, que ó

pulsasse um coração semelhante ao

annos, deu sepultura em sagrado drões e de servis, os audaciosos e razer muitas surprêsas...

agora moderno nos despachos.

dos outros homens, para deixarem,

um dos nossos mortos illustres,

cynicos podem trepar e luzir!...

Isto faz que a gente de mérito se

ante uma desgraça de tal ordem, de

contra a expressa determinação do

retraia, por se não emparceirar com

correr em auxílio de fracas crealu-

finado?

ali*

Eschóla Livre das Artes do Desenho elles; attenta, para mais, a circunras,

que se debatiam entre todos os E porque não se cumpre com

i stância de falharem padrinhos, qua-

horrores!

tanto rigor a lei cathólica, por todo PARTIDO REPUBLICANO De novo desperta a iniciativa e si sempre, a quem não anda feito

esse país, onde taes casos se repe-

o enthusiasmo d'esta prestantíssima com a maroteira do regimen ou da

Assim se portaram os pimpôlhos

tem continuamente?

Deve realizar-se no primeiro do- associação.

política e a quem não tem a ventu-

brazonados de troncos sêccos, os

mingo, em Lisboa, um comício de Trata-se da sua reorganização, ra de, por si ou por outrem, arran-

mais lídimos sustentáculos dos pri-

protesto contra quaesquer planos de fórma a continuar a sua obía de jar cara linda para lhe servir de

vilégios, do ultramontanismo e do Sáe brevemente para a capital o governativos que tenham por fim a propaganda artística inspirada pe- empenho.

realismo absoluto!..,

sr. dr. Pereira Dias, governador ci- alienação de território português. as honrosas tradicções do seu pas-

A imprensa vae até reclamar que,

Que hoje—isto é sabido — quem

vil d'êste districto.

Versão integral disponível em digitalis.uc.pt

O comício, que é promovido pelo sado.

nlo tiver uma sata (ou coiea que q

\


valha), morre moiro. O tempo vae

de truz a calbar p'ro feminino.. .

ou entám p'ra cathólica, que também

é fêmea.

de a gente estudar, ir a concursos;

que, se não tiver outra prenda

com que se faça valer além do

merecimento, é certo que perdeu

tempo e trabalho em preparar-se.

Haja em vista os concursos.

x

Eu não quero dizer — seria toli-

ce e má fé — que do estôfo de um

estudante pândego se não possa ás

vezes fazer um homem de valor ás

direitas. Fallo aqui sómente do intrujão

precoce e sem emenda. De

resto, todos nós conhecêmos desde

a vida de rapazes um ou outro

exemplar d'esta espécie d'aves; que

não sam mui raras — cela va sans

dire.

Um dia, já ha tempo, appareceu-me

na praia onde eu estava a

banhos ou 'a qualquer outra coisa,

um patusquinho d'estes com a fiti

nha da ordem. O caso era d'espanto

para mim, que ha seis mêses

o vira, disposto como sempre a não

fazer obra séria que merecesse um

ochavo, quanto mais aquillo da

distincção official com uma cruz de

mérito.

—Foi engano, por força, repon

tei-lhe eu.

— Quem não sabe ser loja fecha

o mestre, replicou-me o finório invertendo

os termos ao prolóquio,

como tinha d'hábito.

Fôra o caso, em summa, que alguém

se tinha distinguido por elle

lá nos plainos d'Africa, d'onde entám

era vindo a gosar a massa que

ajuntara intrujando,e a pavonear-se

com a fita que arranjara pela mesma.

Outro se distinguira por elle,

outro de quem se não sabe o nome.

..

É assim êste mundo, ou antes

esta terra de exploradores, onde a

coisa mais falsa e menos séria que

conheço é a lei fundamental que

nos governa.

Ninguém me tira da cabeça a

persuasão em que estou — de que

é o próprio interesse monárchico

quem está inventando d'êsles heroes,

para se acolher por um pouco

á sçmbra d'elles.

É bom que o país comece a desconfiar

de tanta heroicidade imprevista,

como já desconfia ha muito

de tanta intrujice do regimen.

Nem tudo o que lá vem pintado

nos papeis, sam figuras reaes de

verdadeiro valor... Nem tudo sam

Mousinhos, Caldas Xavier ou San-

ches de Miranda. Ha por lá muito

heroe falsificado.

Nem pôde deixar de ser.

Braz da Serra.

«At

Doutoramento

No domingo próximo será conferido

o grau de Doutor em Direito

ao nosso iilustre amigo, sr. Fran

cisco Joaquim Fernandes, académi

co talentôso e moço já hoje de lar

go sabêr e bello futuro.

Cumprimentámos o nosso amigo

pelo seu triumpho académico, cer

tos como estámos de que s. ex. a

pelo seu talento e singulares faculdades

de trabalho, é um dos novos

com quem de futuro mais se pode

contar.

Esteve nesta cidade o sr. Lino d'As

aumpção, visitando os principaes mo

numentos e concentrando, demorada

mente, a sua observação no museu

archi-episcopal

Velba.

e nas obras da

Versão integral disponível em digitalis.uc.pt

RESISTENCIA — Quinta feira, 10 de junho de 1897

Carta da Figueira

17 de maio de 97.

Obra de mau gosto, os nossos paços

do concelho, dissémos na nossa carta

anterior.

E realmente crêmos que se pôde

percorrer êsse Portugal todo desde

Melgaço ao Cabo de Santa Maria, sem

encontrar edifício tam ridículo.

Não obedecendo a nenhum estylo de

architectura, devia pelo menos o plano

geral ser sensato. Escusava de ser tam

enfeitado, ter tanta cimalha, tanta cor-

nija, tantos relêvos, e apresentar um

aspecto correcto e simples que não of-

fendesse a vista e que teria a grande

vantagem de custar muito menos dinheiro.

Mas quem pensa em tal.

Era preciso que a actual câmara deixasse

um monumento dos seus serviços

à terra, um signal da sua passagem

gloriosa, e por isso fez-se esta

Sensaboria de mármore ou antes esta

estupidez de pedra, e as estradas que

estejam intransitáveis e cheias de barrancos,

as ruas no mesmo estado, perigosas

e repugnantes, o jardim convertido

num viveiro de diversas castas

d'árvores quando não era êste o

seu destino, etc., etc.

Voltando aos paços, a fachada do lado

da rua S. Thomaz é o mais feio que

é possível, parece a bôcca d'um forno.

Do lado da doca, aquella grande janella

ao meio e as duas torrinhas lateraes

fazem lembrar uma d'aquellas casas de

papelão que se vendem para as crean

ças brincarem, e dentro da qual ha

umas rodinhas que vam fazendo apparecer

diversos animaes logo que se

faça andar uma manivella.

A fachada do lado do rio que devia

ser a mais bem estudaria e que devia

ficar mais vistosa é d'um effeito detes

tavel. O primeiro andar, mais alto que

o rez-do-chão, esmaga-o completamente;

lembra um homem de tronco muito

forte e pernas muito curtas. Os or

natos das cimalhas sam d'um mau gosto

sem classificação. Aquellas três por

tas do lado do rio estám enterradas de

todo; deviam ter, pelo menos, 4 ou

degraus, de modo que o pivimento ficasse

muito mais elevado que a rua.

Em resumo, os paços é ura desastre

completo que chega a fazer com que

a gente se envergonhe de ser flgueireose.

Tem o juizo a arder decerto

quem quer que delineou e mandou

executar tal obra prima ! E lembrarmo

nos de que só um terramotosinho

nos livrará d'aquella estupidez de pedra!

Da peça original qne foi à scena no

theatro do Gymnásio-Club não sabêmos

que dizer depois das duas formidáveis

engraixadellas (é o têrmo) que appa

receram nos dois jornaes da terra.

Está realmente bem posta em scena

e o desempenho foi bom em geral, mas

tem muitos defeitos, entre outros o

ciou da peça que é quasi obsceno, o

desfecho que se precipita d'uma ma

neira forçadíssima e os typos sem na

turalidade; por exemplo o typo do mor

gado que poderia ser um Portugal ve

lho, bem estudado, agradavel pela sua

rude franquêza característica, portu

guês, emfim, é um sujeito que só pen

sa em casar o sobrinho com um bom

dote e nada mais.

E depois aquella idéa de fazer pas

sar aquelle enrêdo na Estrada de Bra

ga é suggestiva, lembra-nos a Estrada

de Braga, pelo sr. Alberto Damasco —

como dizia o Fialho d'Almeida.

O Calor e o tempo de verão que tem

feito ultimamente já convida a tomar

banhos e já se ostentam na praia a

gumas barracas. Consta que estám já

muitas casas alugadas e que a epocha

será bôi.

Proseguem com actividade as obras

no Casino Peninsular.

Promette êste anno haver uma festa

rija a S. João. Bom será, pois muito

lucra a Figueira com o grande nUme

ro de forasteiros que aqui se reúnem

Para a próxima carta dirêmos alguma

coisa a êste respeito»

Ary &Argy%

2STo O r i e n t e

Na Grécia e na Turquia accenua-se

um notável movimento de

reacção contra os projectos de paz,

e a mediação das potências. Naquela,

porque ainda ha esperanças de,

com uma nova táctica militar, poder

ainda pôr-se a salvo a honra da

jandeira e fazer pagar caro ao sultão

as victórias alé aqui obtidas;

nesta, porque cm face das vantagens

obtidas pelas tropas musulmanas,

aguardava-se o movimento de

avanço, num caminho de successivos

triumphos, até ás portas de

Athenas.

* A maioria dos correspondenes

extrangeiros residentes na Grécia,

consagra grandes elogios ao general

grêgo Smolenski, cuja capacidade

militar contrasta com a inaptidão

dos demais caudilhos.

Consideram-se como um grande

successo militar a sua retirada e a

desaggregação de forças feita sob

as suas ordens, fazendo sortidas aos

regimentos inimigos.

* Partidas irregulares de cavalaria

grega atacam os turcos na

Thessália, interceptam os comboios,

difficultam os aprovisionamentos, e

causam contínuas baixas aos invasôres.

* O governo grêgo declarou aos

embaixadores das potências não se

achar disposto a suspender as hostilidades

enquanto os turcos não

cessarem de combater.

* Os jornaes russos fazem constar

as graves difficuldades com que

haverám de tropeçar as potências

para o estabelecimento definitivo

das bases de paz entre a Grécia e a

Turquia. Esta última parece estar

disposta a acceitar o statu quo anterior

á guerra; mas não sê moMra

disposta a abandonar os territórios

que as suas tropas occupam, sem

conseguir, préviamente, uma indemnisação,

allegando, para o caso,

os enormes sacrifícios, que a cam

panha lhe impôs.

Por um lado, a Europa não pode

deixar de reconhecer á Turquia

direito de corrigir uma indemnização;

mas, por outro, como ha de

Grécia satisfazê-la, de mais a mais

tam de prompto?!...

Novo barranco a abrir-seno ca

minho da diplomacia.

* Seguem os últimos telegram-

mas:

Athenas, 18, < — 0 sr. Ralli, presi

dente do conselho, declarou aos mi

nistros das potências federadas, que,

se o armistício tardar a celebrar-se,

fará um appello aos grêgos para a

guerra a todo o transe.

Constantinopla, 18, n. — Um cruza

dor e um barco torpedeiro turcos apre

saram' quinze navios de vela grêgos

que se entregavam á pirataria no Archipélago.

Theatro Príncipe Real \

Subiu hontem á scena, nêste

theatro, o notável drama de Pinheiro

Chagas A Morgadinha de Val-Flôr.

O drama, que já conhecíamos

por uma leilura, está bem delineado,

e tem scenas verdadeiramente empolgantes.

Moldado na velha eschóla roman

tica, nem por isso deixam de apre

ciar-se aquelles raptos de eloquência

que o auctor põe na bôcca dos

principaes personagens, envolvendo

o trágico das situações em sonhos

d'uma poesia verdadeiramente encantadora.

O desempenho foi razoavel.

Adelina Ruas deu-nos uma morgadinha

muito tolerável, apezar da

falla. de estudo e de observação de

que se resente todo o seu trabalho.

A'parte uns senões, taes como o de

fallar para os espectadores desprezando

os personagens que a rodeiam,

mantem-se regularmente na

extrema dificuldade do seu papel,

e dá-nos por vezes a comprehensão

nítida do personagem que representa.

Pato Moniz. .. tem seus bocadinhos

apreciaveis; desculpam-sehe

os defeitos pela attenta e quasi

absoluta impossibilidade d'uma boa

encarnação do personagem.

Os restantes artistas mantiveram

um conjunclo regular.

Hoje vae á scena A vida de um

rapaz pobre, e ámanhã Os que tra-

balham, drama socialista do activo

propagandista Ernesto da Silva.

•••

O T T B u à .

Está assumindo um novo aspecto

de gravidade, para a Hespanha,

a questão cubana.

Nos Eslados-Unidos da América

do Norte, agitam-se as differentes

'acções no sentido de obter o reconhecimento

dos insurrectos como

)elligerantes.

Bem sabêmos que nêsse sentido

se trabalhou ha tempos, sob a presidência

de Cleveland, e nada se conseguiu.

Mas, além de serem muito outras

as actuaes condições, ha agora a

ponderar as promessas feitas aos

seus eleitores pelo novo presidente,

promessas, que, a serem cumpridas,

darám como resultado a próxima

proclamação da independência de

Cuba.

A questão ioi agora levantada no

Senado, a propósito do sensível desfalque

nas relações commerciaes dos

Estados-Unidos com a Grande Antilha.

E os senadores, que mais de

perlo lidaram com Mac-Kinley antes

da sua ascensão ao alto cargo

de que se acha investido, sam agora

os primeiros a lembrar-lbe as

promessas feitas e a incitá-los :

satisfação dos seus compromissos.

Já não é pois um sentimentalis

mo piégas o motivo allegado para a

intervenção; sam os prejuízos commerciaes

d'uma grande nação, sam

os interesses económicos que entram

em jôgo, prevalecendo a todos os

receios de offensa á fidalguia da Hes

panha.

Por êsse motivo, já Mac-Kinley

deu ordem ao seu representante em

Cuba para lhe serem enviados pormenores

circunstanciados ácêrca da

situação dos insurrectos. E, contra

as notícias tranquilizadoras do ge-

neral Weyler, conspiram essas informações,

que attribuem uma grande

força á insurreição cubana.

Parece-nos, pois, chegado o mo

mento de antevêrmos o triumpho

da causa em que um pôvo, opprimido

e vexado, se empenhou, Ian

çando-se em lucta aberta pela sua

emancipação d'umatutella infamante,

preparando-se para despedaçar

os grilhões que o acorrentam a uma

vergonhosa e indigna submissão.


Notícias diversas

fr ponto na Faculdade de Direito é

no dia 26 do corrente mês.

Segundo nos consta, os actos do 1.°

e do 5.° anno começarám no dia 31

do mesmo mês, e os do 2.°, 3.° e 4.°

no dia 4 de junho, sendo esta demora

motivada pela ausência de alguns

membros dos respectivos jurys que

têem de assistir às provas do concurso

que se está realizando na Academia

Polytéchnica do Porto, as quaes

só terminarám no dia 2 do próximo

mês.

Também nos informam de que os

jurys dos actos flearám assim constituídos:

I o anno — Drs. Avelino Callisto,

Guilherme Moreira e Teixeira d'Abreu;

2.° anno — Drs. Avelino Callisto,

Teixeira d'Abreu e Affonso Costa;

3.° anno— Drs. Assis Teixeira, Lopes

Praça e Guimarães Pedroza;

4.° anno — Drs Emygdio Garcia,

Chaves e Castro e Affonso Costa;

5 ° anno — Drs. Paiva Pitta, Henriques

da Silva e Dias da Silva.

Pelo nosso presado amigo sr. Albino

Caetano da Silva foi pedida em

casamento a sr. a D. Virgínia Rebello

Martins, do Porto.

Pelas superiores qualidades que

exhomam o caracter do nosso amigo,

que nesta cidade é crédor das mais

geraes sympathias, auguramos-lhe, desde

já, um futuro de felicidades.

Durante os três últimos dias venderam-se

as libras a 6:720 réis, ou sejam

2:220 réis de prémio cada uma.

Francos a 806 réis, e marcos a 327

réis.

Commemorou-se hontem, na Sé Ca

thedral, o jubileu episcopal do prelado

d'esta diocese, com um solemne Te

Deum a grande instrumental.

A festa foi muito concorrida, assis

tindo a ella a élite da sociedade coim

brã.

V •

A sr. a D. Rita de Moraes Sarmento,

habilitada com o curso de engenheria

civil pela Academia Polytéchnica do

Porto, requereu para ser incluída no

quadro do corpo de engenheiros d'óbras

publicas, sendo indeferida essa pretea

são.

A requerente tem mais três irmãs

diplomadas em Medicina pela Eschóla

Médico cirúrgica do Porto.

Está nesta cidade o sr.

Valenças.

Conde de

Do sr. Alexandre de Mattos recebe

mos um discurso pronunciado na sessão

solemne do Gymnásio, a que nos reffr

rimos no nosso último número. Agra

decêmos.

Participa-nos o sr. Francisco Borges

proprietário da Papelaria Central, i

rua do Visconde da Luz, que acaba de

conseguir ser único depositário, nesta

cidade, do Centro Photográphico do

Porto, em condições de poder vender

todos os artigos concernentes á arte

photográphica pelos preços do catálogo

d'aquelle importante estabelecimento

D'esta fórma veiu o sr. Borges prestar

óptimos serviços aos profissionaes

e amadores, proporcionando lhes muito

maior facilidade no fornecimento dos

artigos de que careçam.

Os peritos nomeados pela Câmara

municipal para inspeccionar o novo

Matadouro aconselharam as seguintes

modificações: que sejam asphaltados OÍ

estábulos do gado, que se melhorem

as condições de ventilação da casa que

serve para depósito dos couros, e que

se dupliquem as torneiras d'âgua.

0 ministro da guerra e o chefe do

estado-maior do Brasil déram a SUÍ

demissão, sendo o primeiro substitui

do pelo sr. Machado Bettencourt.

Parece ter-se resolvido afinal o pro

blema da navegação aérea. Alguns]

aperfeiçoamentos mais, e dentro etn

pouco se poderá viajar pelos ares fóral

como sobre a terra.

0 novo apparelho, inventado peli

professor americano Barnard, consistíj

em um globo oval de 15 metros DO

seu maior eixo e 7 no pequeno, e fa

bricado como qualquer balão ordiná

rio. Dois metros abaixo suspende-i


uma barquinha. O aeronauta collocado

nessa barquinha imprime, por meio de

um machinismo absolutamente idénlico

ao de um velocípede, um movimento

de rotação a uma espécie de hélice

collocado na dianteira da barquinha.

A direcção imprime-se por meio de

um freio que o aeronauta, em sella e

pedalando para mover o hélice, manobra

comc o de uma bicycleta Enormes

azas de tela se abrem de cada lado da

barquinha para assegurar a sua estabilidade.

Dias atraz foi esta máchina experimentada

em Nashville (Tennessee). O

professor Barnard elevou-se a uma altura

de mil pés seguindo uma direcção

que antecipadamente determinara. A

máchina mostrou obedecer facilmente

á manobra, mas a força de propulsão é

que não poude vencer as correntes

aéreas superiores.

O inventor vae dar novos retoques

ao seu apparelho voador.

Os habitantes de Santa Clara têem

elaborada uma representação, que deverá,

em breve, ser entregue ao sr.

governador civil, e na qual pedem o

estabelecimento d'um pôsto policial

naquelle bairro.

Achamos de toda a justiça a satisfação

d'este pedido, attenta a importância

e desenvolvimento populoso do

bairro em questão, e o imperdoável

esquecimento a que sempre tem sido

votado. '

Foi prorogado até 9 de setembro

próximo o praso para a acceitação das

propostas de arrendamento dos caminhos

de ferro do Brasil, sendo essa

prorogação motivada pelos pedidos de

algumas companhias interessadas que

não podéram entregar as suas propostas

dentro do prazo fixado.

Ha em White-Planis, povoação da

América septentrional, um hotel, que

offerece a curiosa singularidade de

nelle não habitarem senão anões.

O dono do hotel tem 32 annos de

edade e 77 centímetros de altura. A

mulher, que tem a mesma edade, pa-

rece uma boneca. Têem uma filha de

3 annos, que não tem senão 30 centímetros

de altura. De todos os creados,

homens e mulheres, nenhum chega a

ter 1 metro da cabeça aos pés.

Chamamos a attenção do sr. director

das obras públicas para os trabalhos a

que se anda procedendo numa casa da

Praça 8 de Maio.

Dá serventia entre dois andaimes de

nivel differente uma prancha de madeira,

demasiadamente inclinada, com

travessas a servirem de escada.

Ora, segundo o art.° 18, alínea a,

parágrapho 4.°, capitulo 3.°, do regulamento

de 5 de junho de 1895, essa

serventia deve ser dada por «lanços

separados entre si por patins assoalhados,

quanto pos-Uel dispostos por

fórma que a sua inclinação permitta

formar os degraus por meio de cunhos

e cobertores, e todos os de cada lanço

de eguai altura e peso, e ser munidas

de guardas e corrimão».

Nada d'isto se observa na obra

referida, e por isso pedimos a attenção

do sr. director d'obras públicas, que

superintende nêstes serviços, aguar-

dando providências tendentes á fiel e

rigorosa observância da lei, que é

bem clara e explicita.

Diz o Tempo:

Registando

«E as despêzas públicas continuarám

a augmentar á proporção

que as receitas diminuirám, até que

um «estoiro» final virá pôr lêrmo a

toda esta indecorosa bambochata.»

O Tempo é orgão do sr. Dias Ferreira,

e, como tal, insuspeito.

Archive-se, pois, a prophecia...

para comparar.

Se houver tempo e occasião para

uma nova ascensão do estadista nephelibata.

Revistas e jornaes

RIMOS lisos—Revista litterária bi mensal.

Temos presente o 1.° número d'esta nova

publicação, que se apresenta distinctamente

no mundo das lettras. Distinctamente, e com

modéstia.

Com os nossos agradecimentos pela amabilidade

da sua apreciavel visita, vam os nossos

mais sincéros desejos de uma longa vida e

muitas prosperidades.

Jornal dos Romances — Recebêmos

o n.° 5 d'este semanário de instrucção e

recreio, que no Porto vê a luz da publicidade.

O summário é o seguinte :

Texto—Os combates da vida: Joanninha a

costureira, por Ch. Ménouvel.—Os Cavalleiros

da Rosa Vermelha, por A. Tocqueville.— As

grandes tragédias : O romance d'um soldado,

por Alaycar—Contos para creanças.— Sciéncia

prática. — Divertimentos scientíficos. —

Secção recreativa. — Expediente.

Gravuras—Joanninha, a costureira... dois

bombeiros levantaram Francisca nos braços...

—Os Cavalleiros da Rosa Vermelha: Miserável

I rugiu Gabriel.. .-—Divertimentos scientíficos

: uma gravura.

RESISTENCIA — Quinta feira, 10 de junho de 1897

Jornal (le Viagens e aventuras de

terra e mar.

Recebêmos o n.° 58 d'este interessante jornal

que se publica no Porto, sob a direcção do sr.

Deolindo de Castro, e cujo summário é o seguinte

:

Texto—Actualidades históricas: Athenas.—

Pelas águas do mar: Pescador. — Aventuras

extraordinárias de quatro meridionaes no Rrazil

: O Grande-Ser pente. — Portugal no extrangeiro

: O novo relatório apresentado ao

parlamento inglês. — O Islamismo : Zimbório

da Rocha (Koubette es Sakhrah) em Jerusalem.~

Os grandes cataclysmos: Vulcões e terramotos.—

Coisas sabidas : A formiga branca.

—Notas e observações: Caça do leão.— Commettimentos

e arrojos : Viagens e aventuras

da Menina Friquette.— Curiosidades scientíficas.

Gravuras—Queimavam, apunhalavam todos

os que lhe caíam debaixo da mão.—Pescadora

norueguêsa.— A platafórma e explendidas arcarias

que dão entrada para a riquíssima mesquita

de Konbette es Sakhrah em Jerusalem.

— O príncipe foi arrancado do palácio, de

noite, apesar da guarda e sentinellas...

Qazêta das Aldêas — Recebêmos o

n.° 72 d'este semanário de propaganda agrícola

e vulgarização de conhecimentos úteis.

Câmara Municipal de Coimbra

Resumo das deliberações tomadas na

é

sessão ordinária de 13 de maio de

1897.

Presidência do dr. Luiz Peraira da

Costa.

Vereadores presentes: — Arcediago

José Simões Dias, bacharel José Augusto

Gaspar de Mattos, José António

Lucas, José António dos Santos, António

José de Moura Bastos, José Marques

Pinto e Albano Gomes Paes, eflectivos.

Approvou a acta da sessão anterior.

Tomou conhecimento pelo vereador

respectivo, de que, segundo a deliberação

tomada em oito de abril, iam ter

começo os trabalhos de canalização

d'aguas para as ruas do Forno e do

Borralho.

Tomou conhecimento da approvação

dada superiormente ás percentagens

votadas para o futuro anno, bem como

da denegação da approvação ao que

foi resolvido ácêrca da remuneração de

serviços extraordinários prestados por

um amanuense da secretaria á Commissão

do recenseamento militar, pelo que

se resolveu annullar aquella deliberação.

Mandou enviar ao commissário de

policia uma participação da Companhia

conimbricense de illuminação a gaz,

d'onde consta de terem sido apagados

alguns candieiros da illuminação pública

em Cellas

Resolveu pedir ao mesmo commissário

para fazer vigiar porque não sejam

damnificados os marcos fonlenários

nas ruas da cidade.

Tomou conhecimento de terem sido

feitas as intimações auctorizadas a três

proprietários de Brasfemes, para desoccuparem

terrenos do concelho que

obstruíram com materiaes

Resolveu ceder a um proprietário

para a alinhamento de uma casa que

vae construir em terreno de uma pro-

priedade ao Padrão, na ligação da estrada

municipal de Eiras com a real do

Porto, 4 m ,50 de terreno de superfície

do talude d'aquella estrada municipal,

avaliado a 100 réis cada um metro,

sendo approvado o alçado para a construcção.

Resolveu vender em praça a madei-

ra velha da ponte de Coenços, na freguezia

de Ceira.

Resolveu reservar para a próxima

sessão ordinária o provimento de quatra

logares de vigias dos impóstos,

esperando a informação da Commissão

competente ácêrca das provas do exame

a que hoje se sujeitaram doze dos

concorrentes, e fazendo avisar para

esse dia dois-dos concorrentes que não

foram encontrados.

Auctorizou o levantamento de depósitos

de garantia a duas empreitadas

tomadas em novembro de 1895, em

vista da suspensão dos trabalhos em

janeiro de 1896, por não haver verba

em orçamento para as respectivas

obras.

Auctorizou a compra de mobília para

o gabinete do inspector dos serviços

do matadouro.

Mandou concertar na offlcina das

aguas uma peça metálica da bomba da

fonte de Taveiro.

Approvou as condições para arrematação

da empreitada de reparação

do pavimento da estrada municipal de

Coimbra a Santo António, entre a ladeira

do Castello a Sant'Anna.

Attestou ácêrca de um requerimento

para um subsidio de lactação a um

menor.

Mandou recolher no cofre as duas

acções deixadas lia pouco ao asylo de

cegos, em Cellas, e que por deliberação

de 11 de março tinham sido en-

tregues ao procurador para o devido

averbamento.

Auctorizou o pagamento da conducção

dos finados pobres ao cemiterio

no primeiro trimestre do anno corrente.

Auctorizou o fornecimento de alguns

artigos para os serviços da repartição

dos impóstos.

Auctorizou a reparação de um pequeno

espaço de calçada â entrada da

ladeira de Santa Isabel.

Mandou intimar um proprietário para

suspender a construcção de uma casa

de Monfarroio; a reconstrucção da

cimalha de uma terceira casa no largo

de S. Barlholomeu e a reconstrucção

de um muro em Falia.

Mandou ouvir a Junta de paróchia

ácêrca de um requerimento para a cedencia

de um terreno desaproveitado

no rocio de Santa Clara, entre dois

prédios particulares.

Enviou diversos requerimentos á repartição

de obras para serem dividamente

informados.

Fiz uso do CALLICIDA FRANCO com

o qual obtive os melhores resultados,

pois vejo que me extraiu os callos e

do mesmo modo a um amigo meu que

d'elle fez uso.

Porto—Adolpho Ramos Martins.

Propriedade

Vende-se uma a 5 kilómetros de

Coimbra, compõe-se de casa nobre e ruraes,

pomar com árvore de espinho,

carouço e parreira, tem grande abundância

d'água de mina e tanque.

Para informações, em Coimbra, rua

Direita, 95 e em Lisboa, rua dos Bacalhoeiros,

134.

Casa para arrendar

Aluga-se, desde o S. João em diante,

o 3.° e 4.° andar da rua de Ferreira

Borges, n.° 115. Têem excelientes

cómmodos. Para tratar — Castro Leão

— na loja da mesma casa.

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Q - c i i z ^ L t a

na rua Oriental de Monfarroio para Vende-se uma bella quinta em Cel-

que não requereu licença, e outro da las, subúrbios d'esta cidade, composta

freguezia d'Antanhol, para suspender de casas de habitação, terras, pomares

por igual motivo os trabalhos da con- de espinho e caroço, olivaes, vinhas,

strucção de um muro, junto ao logar mattas, com água potável e de rega.

de Vallongo.

Quem a pretender pôde dirigir-se a

Mandou passar licenças para apas- Manuel Augusto Granjo, nesta cidade,

centamento de gado caprino, segundo rua Fernandes Thomaz, 67.

a postura respectiva.

Despachou requerimentos auctorizando:

—exhumações no cemitério da

Conchada e compra de terreno; canalizações

d'aguas de exgôto para os

canos geraes das ruas da cidade; a

abertura de janellas em uma casa na

rua do Carmo; pequenas alterações na

frontaria de outra casa na rua Oriental

F. Fernandes Costa

E

ANTONIO THOMÉ

ADVOGADOS

Rua do Visconde da Luz, 50

46

Folhetim da RESISTENCIA

ALÉXIS BOUVIER

O casamento d'um forçado

SEGUNDA PARTE

A casa Bérard C. a

sorrir, encontrei em sua casa o servi a responder-me assim, eu dou o signal — Não entendo, disse Cardinet. um homem e diz-me: tire o que ahi

ço de mêsa do meu amigo Bérard. e entám será êsse homem que o inter- — É muito simples, eu não sou ca está nessa casa, eu lhe pagarei esse

— Ahi...

rogará. ..

paz de entrar em casa d'alguem para trabalho. Eu tiro, trabalho... Mas não

Os três ladrões iam protestar... — Entám! Entám! disse cheio de lhe roubar os objectos de que elle tem roubo... eu entrego fielmente todas

Cardinet fez-lhe o signal de se sen- amabilidade Grosbouleau. O senhor não necessidade cada dia.

os objectos à pessoa que m'os contarem

e mostrando-lhe pela janella fará isso...

— Somos incapazes d'isso! Disse fiou ...

aberta o carro que estava á sua espe- — Não! Não fará!, repetiu Lalon- Lalongueur estendendo a mão.

Sou um trabalhador, se ha roubo, o

ra, disse-lhes...

gueur deitando um pouco de cognac — Nós entramos numa casa de cam- ladrão é o homem que veiu ter com-

— Á primeira palavra faço-os pren- na chavena de Cardinet, depois de ter po... onde se vão passar alguns raigo. '

der, tenho alli homens. Sejam amaveis enchido a d'elle.

dias... e de que se pôde prescindir... — Nunca roubamos!

e havêmos de entender-nos. Os senho- — Se forem francos, se me ajuda e além d'isso nós somos trabalhadores; — É claro, disse Cardinet a rir...

res sam ladrões; mas eu preciso dos rem, não...

não mudamos por uma nossa conta... os senhores sam honrados... Quem

senhores... Conversêmos, pois, a sé- —Pois bera! Não se zangue. Eu não — 0 senhor disse mudar í... era que os encarregava de rou. .1 de

XII

rio...

quero senão entender-rae consigo. O — Sim ! Ripers vem de riper pas- riper ar í

Os três calaram-se e escutaram. que deseja saber?

sear à margem dos rios...

— Elle! 0 miserável!.,. \

Em casa de gente honrada Cardinet tinha adivinhado tudo. Ago- — A verdade...

— Ah! Sabe inglês?

—0 malandro!...

ra sim, sabia. Os homens que elle ti- — Mas entám pergunte, eu sou fran- — Não sei senão esta palavra. —0 canalha... .

— Assim foi, senhor, replicou Lanha deante eram ladrões de profissão. co, como o ouro.

— Numa palavra, os senhores não — 0 bandido...

longueur. Por mais que nós fizessemos, A existência hyperbólica de Lorémont — Eu quero pó-los á vontade... se- sou,... nao riperam por sua conta? — Faliam do barão?...

essa gente perdeu-nos...

explicava-se: roubava. Para proceder jam francos, respondam com simplici- —Não! exclamou rapidamente GroS' —Tal e qual!...

— Mas, disse Cardinet, os senhores com segurança, era necessário ler indade às minhas perguntas, e dou-lhes bouleau.

—0 traidor que nos vendeu...

não pertencem a êsse grupo.

dicações seguras; por isso é que elle a minha palavra d'honra, de que nada —Oh! nunca! disse Lalongueur in —Que nos vendeu?

— Que desgraça! exclamou Lalon- começou!

terám a temer de mim; pelo contrario sultado com tal supposipão.

— Claro! Se o senhor está aqui...

gueur.

— Os senhores sam os auctores do hei de ajudá los... contra o barão! — Olhe, senhor, continuou Grosbou- quem foi que lhe deu a direcção?

— Nunca! protestou Grosbouleau. roubo de Grande-Jatte... Eu sei tudo... — Entám está dito! mas pergunte o leau. estas coisas andam na massa do —Ninguém.

•—Que remador era o senhor? Que papel faz o barão neste negócio?... senhor..,

sangue, eu era capaz de fazer uma — Ah! Não quer dizer... Pois men-

— Remador vèrdadeiro, remador a — Mas, respondeu G'Osbouleau, eu — O que é que tèmos a fazer? Nós loucura, mas commetter uma baixêza tiu, juro-lhe por tudo! Foi elle que nos

sério.

já lhe disse. Foi elle que nos mandou estamos promptos a tudo, apoiou La- nunca! Ah! É certo que eu não ando a levou a este estado.

— Os senhores recebem ladrões em mudar os moveis.

longueur.

escolher as pessoas que me dam tra- Cardinet divertia-se com pudôr dos

casa? perguntou Cardinet sorrindo. — Era elle que os dirigia ?

—Grosbouleau, o senhor e Lalonbalho, eu não lhes vou dizer;

dois bandidos, mas, voltando ao que

Petite deitava o café. A cafeteira — Naturalmente.... era o propriegueur fazem parte d'uma quadrilha de «0 que o senhor me pede podê-lo-ha o interessava, perguntou bruscamente:

caiu-lhe das mãos...

tário ...

ladrões...

fazer um homem honrado?» Não — Porque estava sua mulher em casa

Lalongueur levantou-se como impel- Cardinet interrompeu-os e disse sec< —Perdão! Ladrões não! ripers... faço e ando mal, confesso...

de Bérard?

lido por uma mola... Grosbouleau camente:

—Como ? Ripers ?...

— Sim! Fazemos mal, confessamos, Grosbouleau que, a principio ficara

pállido afastou a cadeira.

— Meu caro, a carruagem está à es- —Sim, senhor! Ladrão é o que pri- disse o écho de Grosbouleau.

embaraçado, resolveu responder ca-

— Ladrões, exclamaram todos três pera e eu não vim só. A um signal va o seu semelliante dos objectos de Este continuou:

thegóricamente.

10 mesmo tempo.

combinado entrará aqui um homem e que elle tem necessidade.... nós não —•Sou um riper... Gosto de pas-

(Continúa),

r~f5 que, disse Cardinet sempre a êsse homem é da polícia. Se contiutia tratamos senão de superfluidades..» sear pelas margens do Senna. Chega

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1

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d'Alva e Tuy -—Para esclarecimentos: — Em L i s b o a : rua do Alecrim, n 0 125, referente ao estabelecimento balnear, e rua

de S. Julião, 80, 1.°, referente ao Grande Hotel.—Correspondência para as C a l d a s cia F e l g u e i r a , ao gerente da com-

panhia do Glande Hotel.—As águas ensiarrafidas vendem-se nas pharmácias e drogarias e no depósito geral, PHARMÁ-

CIA ANDRADE, rua do Alecrim, 125.—A exploração do Hotel fica êste anno a cargo da Companhia do Grande

Hotel Club.

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alcançou uma importantíssima victória sobre dezesete contrafactores,

em audiência pública de 7 de janeiro próximo passado,

no juizo correccional do departamento do Sena, em Paris.

A Sociedade Belga,\ exploradora do mesmo invento, também

venceu um pleito que trazia contra três contrafactores. A sentença

foi proferida em audiência pública de 6 de março do corrente

anno, no juizo da segunda câmara do tribunal civil de Bruxellas.

Corridos d'essas terras é de suppôr que os réos venham procurar

saída para os productos da sua illicita indústria em Portugal,

vendendo-os por Ínfimo preço para não soffrerem perda lotai

; e por isso a Sociedade exploradora do Bioo Auer neste

país participa os factos ao público para que não seja illudido e

frisa bem o seguinte:

prvQue os pontos de defêsa allegados pelos réos nos diversos

poricessos que a Sociedade se tem visto obrigada a instaurar em

e p tugal, mau grado seu, tem sido em Londres, Paris, Bruxellas

/£via, decididos a seu favor isto é:

e Lii Que as prioridades de Berzelius, Frankenstein, Clamond

AuerHe (Williams) não affectam de modo algum a patente do dr.

(i»

para- 0 ) Q ue a discripção que o dr. Auer fez de seu invento

(3 obter a sua patente, ê suficientíssima;

tal i. 0 ) Que tudo quanto seja accessório tubular de tecido vege-

qU'ai:mpregnado de saes de metaes raros, puros ou impuros, o

(|e tecido depois de impregnado, é enxuto e queimado, a fim

d-, se prodúiir com elle a incandescência e augmentar a força

luz, é uma contrafacção do objecto p ivilegiado e como tal

íujeito ás penas da lei.

A lei portuguêsa é idêntica á dos referidos países. Os tribunaes

portuguêses sàm tam rectos como os das mais terras cultas;

portanto não é licito presumir-se que a sua decisão final seja

diversa das que os representantes do privilegiado teem alcançado

uas mais partes.

Quem duvidar pôde ler os relatórios de todos os processos que

se acham patentes na Agéucia Geral da Sociedade, no largo do

Corpo Santo, 13, 2.®

Sobretudo o pítblico deve ficar de atalaia contra as apregoadas

vantagens do supporte central usado nas mangas de contrafacção.

0 supporte não é privilegio de ninguém; portanto, todos que

dem licitamente vender mangas de incandescência pódem em-

pregar o supporte central.

Se as sociedades exploradoras do Bioo Auer, em todos os

palzes, não.usam do supporte central, é porque acham preferível

o supporte exterior.

Quem se deixar seduzir e consentir que os supportes dos bi«

Exclnsivo

Extracção dos callos sem

dôr em 5 dias

l>e§con(o convidativo

para revender

Depositos—Lisboa: Leand

o de Freitas, rua da Prata,

231 ; Porto, José Maria Lopes,

rua do Bomjardim, 12; Coimbra,

Rodrigues da Silva & C. a ; e em

todas as cidades e principaes

villas do continente.

África — Loanda, José Marques

Diogo.

Brasil—Rio de Janeiro: Silva

Gomes & C a ; Pernambuco; Guerra

Fernandes & C a . rua do

Duque de Caxias, 47; Bahia:

Francisco de Assis e Souza;

Maranhão: Jorge & Santos.

Exija-se nos depósitos um

prospecto que ensina o modo

de usá-lo e previne as falsificações.

Ha um só depósito em

cada terra.

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Franco, Covilhã.

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eos fornecidos pela Sociedade Auer sejam modificados, a fim de

se lhe poder adaptar uma manga de contrafacção, terá mais tarde

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quaesquer encommendas pelos preços e condições eguaes

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"RESISTENCIA,,

PUBLICA-SE AOS DOMINGOS

B Q0INTA8-FEIRA8

Redacção e Administração

ARCO D'ALMEDINA, 6

EDITOR — Joaquim Teixeira de

Condições de assignatura

(PAGA ADIANTADA)

Com estampilha;

Anno 2^700

Semestre 10350

Trimestre 680

Sem estampilha i

Anno 2)5400

Semestre 10200

Trimestre 600

A N N U N C I O S

Cada linha, 30 réis—Repetições,

20 réis.—Para os srs. assignantes,

desconto de 50 p. c.

L I V R O S

Annunciam-se gratuitamente

todos aquelles com cuja remessa

êste jornal fór honrado.

Tjp. F. Frwçi A»«4i—C0«8à|


N.° 235 COIMBRA—Domingo, 23 de maio de 1897 3.° ANNO

Àccorde o POYO!

ATÉ CALUNIADORES...

Portugal, que em 31 de dezembro

de 1890 importára em 8:604 contos

de réis, attingiu em egual data

do anno findo a importante somma

«Os povos que, querendo, sam de 58:933 contos.

muito mais reis que os monarchas, e Têmos, pois, no curto espaço de

a prova é que os destronam e até seis annos, um augmenlo de 50:329

lhes cortam a cabeça, também ás vezes contos de réis na fabricação de di-

se deixam adormentar covardemente. nheiro em papel.

É preciso que acordem, para terem o Pelo visto, ha papel de sobra para

direito de se queixar e de mandar!...» bucha de espingardas.

E uns restos ainda sufficientes

Sam d'um jornal monárchico, para reduzir a cinzas um thrôno

d'um jornal progressista, d'um jor- apodrecido.

nalista do governo, as palavras que Só falta agora pegar-lhe fogo.

acabam de ler.

Por entre a defêsa à ouírance que

«Um povo só se respeita a

os jornaes do governo estám fa- si quando, atravcz de tudo e

zendo dos actos de quem lhes paga, contra tudo, manléiu inte-

resaltam de vez em quando verdameratas as suas liberdades e

impõe processos de adminisdes

como estas. Sam rebates da tração que garantam a inte-

consciência, que o facciosismo pargridade governativa e a independência

nacional i.

tidário e os interesses e conveniências

pessoaes não conseguem sof-

(Do Tempo)

frear, tam poderosamente se impõe

ao espírito de todos a urgência do

MORALIDADE...

acordar do povo.

Vem a imprensa republicana ha

Para o logar de chefe do depósito

de instrumentos mathemáticos e

annos, ininterruptamente, sem tré-

de materiaes para as obras públiguas

nem desfalecimentos, aponcas do ultramar, foi nomeado, pelo

tando dia a dia ao país inteiro os ministério da marinha, um 1.° offi-

perigos eminentes, o abysmo cacial aposentado d'aquelle ministério

vado pela monarchia, a bancarota, com a gratificação ^ ^ O O ^ O j ^ CorUiece-os bem a tod"os7o"faís

que já hoje é um facto, e sempre a annuáèS. '

promover na opinião um movimento

salutar, um abalo destruidor, de

cujo seio irrompam, indomáveis e

restauradoras, energias novas.

Os perigos têem-se succedido,

as dificuldades teem augmentado,

os crimes da monarchia teem-se

avolumado d'um modo incessante,

até que hoje a situação do país é

tremenda e pavorosa.

Está feita a propaganda republicana;

todos teem a consciência do

crime, conhecem todos os criminosos.

Não ha ninguém que não veja

onde está a causa de todas as misérias

do país, da vergonha, da ruina,

do oppróbia que teem caído sobre

nós. Falta só que o povo acorde...

E já nem só a imprensa republicana

appella para esta única solução;

encontra-se nos próprios jornaes

monárchicos a invocação do

último recurso.

A monarchia, os governos do rei,

OS homens d'êsse regimen odioso

que nos tem aviltado, reduziram-nos

ao extremo da miséria, auxiliados

pela complacência indifferente e criminosa

.do país; não ha que esperar

a salvação de quem nos perdeu...

Pois bem, levante-se o país, acorde

o povo, se quer ter direito de

se queixar e de mandar t

Já comnosco lh'o pedem até jornalistas

do rei...

r económica.. . Um decreto auctorizando

que o aferidor da Câmara de Carta de Lisboa

Lisboa passe a denominar-se fiscal

Publicou ha dois dias o Correio aferidor l

31 de maio

da Noite, transcrevendo d'um outro E em coisas d'estas se passa o

jornal da mesma parceria, uma tempo...

Continúa a incertêza sobre qual

calúmnia repellente que lhes áp- Que bambochata tudo isto é!

a base.gue a tnonarchia escolhe para

proúve, para inconfessáveis fins,

o novo empréstimo.

assacar ao partido republicano.

O que é seguro é que se faz.

Sem uma palavra de motivo,

Ainda hoje o Jornal, orgão do sr.

A APPLICAÇÃO DOS EMPRÉSTIMOS

sem o minimo facto que os aucto-

ministro da fazenda, dizia:

rizasse á calúmnia miserável, a não Diz um jornal monárchico de Lis- «O que ha a fazer, pois ? Como não

serem os intuitos vergonhosos d'uma boa verdades como punhos sobre as podêmos inventar qualquer expediente

política de bandidos, que anavalham applicações que têem sido dadas, e parecido com o de Calonne, resta-nos

uma reputação como um fadista as pretextadas, aos milharps de con- o recurso exclusivo do empréstimo,

rasga um ventre, o Correio da Noite tos que os governos da monarchia

que libertará o mercado cambial da

concorrência do governo, deixando-o,

aventou —que no Grupo Republicano têem levantado por empréstimo: portanto, habilitado desde logo a po-

d'Estudos Sociaes fora apresentada

der occorrer ás necessidades commer-

«Portugal, depois de inaugurada a

uma moção, em que se pedia, como

ciaes, e assegurará um immediato des-

paz política de 1851, tem vivido semafogo da situação, que entám pôde

meio efficaz de restaurar as finanças pre de empréstimos.

permittir a applicação profícua dos

portuguêsas, a alienação das nossas Enquanto se abriam estradas e se planos de fomento.»

colonias!

construíam caminhos de ferro, era a

A torpeza é manifesta, e a de-

essas obras económicas que se desti- For conseguinte não ha dúvida

navam principalmente as soramas lemonstração

da calúmnia facíllima.

de que o governo vae empenhar ou

vantadas no extrangeiro.

A moção votada na assemblêa

vender. ,

Mas, desde que parámos com os ca-

do Grupo Republicano d'Estudos minhos de ferro, e desde que, em vez Por conseguinte também é oppor-

Sociaes, a que se referem os biltres, de continuarmos com as estradas, têportuno o momento do pôvo se lemos

deixado arruinar as que existiam

já nós a publicámos. E' num senvantar,

de ir para a rua, fallando

construídas, os empréstimos têem tido

tido absolutamente contrário ao que

hoje, combatendo ámanhã.

todos a mesma applicação!

os bi-frontes do progressismo pre-

Eis porque me parece justifica-

O fim ostensivo d'estas operações fitendem

fazer acreditar.

nanceiras tem sido, nos últimos temdíssimo o comício que deve reali-

Publicámos, contudo, novamente pos, o pagamento da divida fluctuante. za r-se á hora d'êste número da Re-

a referida moção. Leiam-na os pro-

Mas, a divida fluctuante nunca tem sistência apparecer á publicidade,

sido paga !

em Lisboa, na rua da Alegria, 50.

gressistas, que ao país escusamos Nem um só anno ainda passámos

de tal pedir para nossa justificação.

Tem essa manifestação recebido,

sem dívida fluctuante!

Quanto mais chorudos têem sido os até agora, valiosas adhesões, que

''7~ e sabe ' também que na alma dos empréstimos, mais gorda tem ficado á promettem torná-la importante.

Querêmos pôr em relêvo simples- republicanos portuguêses palpita, dívida fluctuante!

Estám inscriptos para fallar, enmente

o facto de se aposentarem os

Paga-se aos portadores legítimos ou

sobre tudo, superior a tudo, o sentre

outros, os srs. dr. Manuel d'Ar-

Ilegítimos dos títulos de D. Miguel.

funccionários do estado por já não timento patriótico, no que nelle ha

riaga, João Chagas, dr. Theóphilo

Gista-se em comes e bebes.

poderem prestar-lhe serviços na sua de mais elevado e mais puro.

Ficam ricos os intermediários. Braga, dr. José Benevides, Alves

qualidade de empregados, devendo Ei-la:

Mas a divida fluctuante segue sem- Correia, dr. Celestino dAlmeida,

reputar-se como impossibilitados

pre na sua marcha ascensional. Augusto José Vieira, dr. Affonso de

para o exercício das suas funcções, «Pelo sócio Joaquim Madureira foi O que fica real e prático nêstes ar- Lemos, Ferreira Chaves e. Carlos

e virem depois os mesmos aposen- apresentada a seguinte moção, assiranjos finaoceiros é o augmento dos Callixto. A presidência deve ser de

gnada por elle e pelos sócios João de encargos no orçamento do Estado.»

tados, os inválidos da burocracia,

João Chagas, sendo talvez um dos

Menezes, Paulo Falcão, João de Freitas,

desempenhar novos cargos para jun- Duarte Leite e Alfonso Costa:

E termina dizendo que vivemos secretários o sr. dr. Azevedo e Siltar

á aposentação alguns centos de

numa atmosphera de empréstimos, va, que em todo o caso adhere á

mil réis a mais.

«O Grupo Republicano de Estudos

Sociaes, não podendo permanecer es-

de que nos não será fácil sair, o que

manifestação.

Não vale a pena insistir no que tranho aos boatos reproduzidos na im- nos será mesmo impossível fazê-lo—

é evidente — em que, se estám aptos prensa europêa sobre uma próxima se o país se não resolver a romper de

para desempenhar funcções do Es- alienação do território português na vez com a rotina que lhe prepara as Um dos casos da semana teve

tado, continuem no exercício das Africa oriental e, profundamente im- últimas agonias por que pôde passar por prologonista o sr. Conde de S.

suas funcções e lhes não seja dada pressionado pelos anlecedentes da monarchia

que mais de uma vez tentou

um pôvo livre.

Januario—a interessante figura pro-

a aposentação.

consummar este acto de traição, já ne- Vae estando de accôrdo comnosgressista, que, quando os seus par-

Mas para que fazer reparos, se gociando tratados affrontosos, já tranco o jornal monárchico, orgão d'um tidários, em farça ignóbil, fingiram

na burocracia portuguêsa ha logar sigindo e capitulando perante as im- ex-ministro d'estado... pelo menos fazer opposição revolucionária, se

para todos ?. ..

posições do extrangeiro, e não podendo nêste ponto fundamental — no ap- manteve firme ás praxes constitu-

ter a mínima confiança em que o

Apontêmos sómente.

actual governo, ou qualquer governo

pêllo que, comnosco, ha tempos vem cionaes, não deixando de compare-

d'este regimen, possa desmentir, com fazendo á intervenção enérgica e cer onde o rei se apresentava e de

factos, ésses boatos mantendo intacta decisiva do pôvo.

tomar logar na divertida comparsa-

A. IMITAR... a nossa integridade territorial;

Não ha outro meio. Sanear, puria das occasiões solemnes.

Protesta contra qualquer negociação rificar. .. para reconstituir.

Foi que se divulgou, mesmo

A câmara dos communs, em In- que envolva perda de propriedade ou

pela imprensa d'affinidades goverglaterra,

por proposta do major diminuição de soberania, e appella

namentaes, que seria apresentada

para a nação portuguêsa, que saberá

Rasch, decidiu limitar a duração cumprir o seu dever, evitando pela Falia a arithmética ao Solar uma proposta ae lei isen-

dos discursos parlamentares. imposição da sua vontade essa destando

da reforma para o limite de

O major Rasch, defendendo a sua honra e esse crime».

Eis a última situação do Banco edade os officiaes que fôssem mem-

proposta, citou exemplos de orado-

de Portugal, relativa a 12 do corbros do conselho d'estado.

No sentido da moção fallaram, além

res pairarem durante 2, 3, 4 e até do apresentante, os sócios Bessa de rente mês:

O bravo general poderia d'esta

5 horas, e affirmou, com inteira ver- Carvalho, Alfonso Costa e João de A dívida do lhesouro em conta forma continuar ostentando, com a

dade, sem dúvida, que um ministro Freitas, sendo afinal approvada por corrente subiu de l8,723:364$270 mesma magestosa marcialidade, a

que não é capaz de exprimir o seu acclamaçao, no meio de grande enthu- para 19.625:7*7 réis, isto é; sua pittoresca figura, que, ladeada

pensamento sobre uma dada quessiasmo». solfreu um augmento de 89:6I4$783 de dois ajudantes e seguida por

tão numa hora, e um deputado num E recolham agora a lingua d'ás- réis.

três ajudantes, é hoje um dos mais

quarto de hora, não' sabem nada do pides, os calumniadores do progres- A circulação de notas augmen- deslumbrantes attraclivos das tardes

seu offício e que não merecem ter sismo. ..

tou de 58.680:866|650 para réis da Avenida.

assento no parlamento.

59.I83:997|750, isto é: sofíreu um Mas abortou, pelo que parece, o

E terminou com esta conceituosa

augmento de 503:I32|000 réis. projectado plano.

phrase:—- muita parra e pouca uva...

Não ha eloquência que possa Não que o governo se conven-

lEaàÃL^ôítâiiltê

Vae-se abrir o parlamento (?)

fallar mais alto do que a da sciência cesse de que era uma refinada

No regimen da papelada português. Não haverá um major O Diário do GoVerno publicou na dos números,

pouca vergonha fazer uma lei de-

Rasch que ponha um dique á pal- quinta feira um decreto de elevado Em face de tudo isto, ha só uma cepção,

Segundo as estatísticas officiaes, ratória parlamentar, nêste país onde alcance para a reconstituição do nos- rethórica a empregar.

Mas nos quartéis murmurou-se e

Versão $ emissão integral de notas disponível do Banco de em a parra digitalis.uc.pt

é tudo e a uva nada? so crédito e fomento da nossa vida Rethórica sem flôres.,. a gente %ue está hoje no podert


RESISTENCIA — Domingo, 16 de maio de 1897

como a que a precedeu, só alli enmuceno, entrou numa phase sobrecontra

ainda motivos para recear e modo divertida, após um ligeiro in-

hesitar.

cidente— o do filho do fallecido ar-

Por isso não irá por deante a chitecto procurar o director do Paiz,

excepção em beneficio do sr. de S. não para lhe explicar a procedên-

Januario e por isso se manterá a cia dos azulejos, mas para lhe pa-

lei dos limites d'edade que a folha tentear modos aggressivos que fo-

do sr. general Cornélio da Silva ram promptamente reprimidos.

apropriadamente classifica de «si- O presidente da commissão dos

necura inventada por ambiciosos monumentos nacionaes, tomando

sem escrúpulos, que sacrificam ás conhecimento do facto, reclamou

suas vantagens pessoaes os inte- providências ao ministro, lamentanresses

do thesouro, as conveniêndo que a commissão nada pudesse

cias do serviço e os mais elementa- fazer, por não ter poderes.

res princípios da justiça».

E de verdadeiro grão-ducado,

x

como dizia ha tempos o grande Marianno.

Em questões de dignidade pa- Existe uma grande commissão

triótica, posta ainda de parte a hy- para fiscalizar e zelar pelos monupóthese

da venda de Lourenço Marmentos do Estado, para se oppôr

ques, os que hontem bramavam in- aos attentados que contra elles posdignações

contra os adversários, acsam praticar-se, mas essa commissão

cusando-os de estarem vendidos á não tem auctorização para dar um

Inglaterra t á South Africa, vam-se passo, para tomar uma iniciativa,

affirmando eloquentemente. para emfim desempenhar o papel

Esta semana fizeram uma d'essas que lhe foi entregue.

affirmações, publicando o decreto Lembra o caso o que succedeu

que prorogara por 25 annos a con- com, a commissão de inquérito ás

cessão á Companhia de Moçambi- casas religiosas, nomeada pelo parque,

demais accusada d'affinidades lamento para as inspeccionar sob

com a mesma South Africa, con- três aspectos — de hygiene, de restituída

em grande parte por capiligião e de ensino—e propôr o que

taes dos sequazes de Cecil Rhodes houvesse por conveniente.

e ácêrca da qual o orgão do sr. Sem gastar um real ao thesouro,

José Luciano contou, com os de- visitou essa commissão todas as cavidos

commentários, estes e outros sas de Lisboa e arrabaldes. Depois

factos:

officiou ao ministro que três dos

«Não imaginas a vergonhosa desna- seus membros iam visitar as casas

cionalização a que aquillo chegou ! da província e fariam todas as des-

A lingua que se falia é a inglesa; pêzas á sua custa, excepto as de

nella se escrevem os editaes officiaes transportes, as quaes pediam fossem

da companhia. A moeda corrente — é pagas pelo thesouro.

inglesa. O capital—inglês. A propriedade

inglêsa.

Era ministro o João Franco e

O caminho de ferro — inglês, com presidente da Commissão o sr. Serpa

operários e empregados inglêses. A na- Pimentel.

vegação—inglêsa. As minas—inglêsas, A resposta foi que o governo

com mineiros também inglêses. 0 commércio—

inglês. Colonos portuguêses nem mesmo podia abonar as des-

três por junto, devendo êste anno ha-' pêzas de transporte e a commissão

ver para cima de 1:000 famílias por- dissolveu-se, inutilizando todos os

tuguêsas estabelecidas como o deter- trabalhos feitos.

minavam as obrigações do contrato!

Os nossos dias santos e de gala não

Os dois episódios, complelando-

se respeitam. No da Padroeira do Reise, documentam o que sam em

no e nos dos annos d'el-rei, está aber- Portugal as commissões—mero jogo

ta a secretaria: No dia dos annos da scénico, destinado a entreter in-

rainha Victória ha festejos: E mil coicautos.sas mais graves que lerás, se os jornaes

obrigarem o governo, como de-

F. B.

vem, a publicar o relatório que o Ay-

« Q o

res d'0rnella8 apresentou ao governador

geral ácêrca da sua ida á Beira,

acompanhando as praças que foram Ha dias um official do exército

vigiar a passagem das tropas inglêsas entrou na redacção do Paiz, e des-

para Mashonaland e que, segundo me embainhou a espada, na hypóthe-

dizem, é um documento precioso a resse de que, aggredindo o redactor

peito da questão.»

daquellejornal,ficava demonstrado

a todas as luzes, que os azulejos

Ainda esta semana, trouxe-nos o

actualmente em leilão, do fallecido

jornal a South Africa a nova de que architecto Nepomuceno, não foram

o inglês John Scar declarou que o subtrahidos ao estado.

sr. Barros Gomes, o ministro que

Pela frequência com que estes

recebeu o ultimatum de 1890, não

estava, como lhe haviam dito, mal

factos se dam, e, por outro lado,

pela abstenção com que os senhores

disposto com os inglêses e que teve

officiaes deixam correr o marfim

occasião de observar o contrário.

dos negócios públicos, parece con-

Mais ainda: — O Johannesburg

cluir-se que as espadas de s. ex.

Times affirmou que a Inglaterra vae

tomar posse da ilha da Luluca para

fins absolutamente pacíficos, e a imprensa

do governo não protestou

nem negou.

Em face d'êstes factos e d'outros

não resta dúvida de que a alliança

com a Inglaterra, levando aos extrêt

mos da mais requintada indignidade,

não é dos progressistas nem dos

regeneradores.

É da monarchia, e, por conseguinte

os perigos sam os mesmos, enquanto

ella existir, governem, em

seu nome ou á sua ordem, regeneradores

ou progressistas.

X

A questão dos azulejos, pertencentes

a conventos do Estado, que

ham de ser vendidos na próxima

quinta feira, em leilão paiticular,

como expólio do architecto Nepo-

a! tram as ruas principaes da cidade, as corporações resente-se da inca- aprendiz garôto e inconsciente, e

que nas outras nem é bom fallar. pacidade da governação suprêma. Peixoto (serralheiro).

Uma perfeita e absoluta vergo- Uma anedocta basta a stereoty- De resto, uma perfeita desgraça.

nha; é a cidade, de cada canto, a par a situação. Reconheceu-se ha Do drama resalta um único ar-

gritar a incúria, o desleixo, o des- tempos, que as águas das fontes esgumento de mór valor: a miséria do

mazelo municipal, para que não ha tavam inquinadas de princípios de- operariado. Mas é estafado de mais

da parle dos edis illustres um moletérios, que constituíam a ameaça para assumptos de theatro.

mento de attenção.

contagiosa e permanente de doen- O desempenho revela-nos só-

Em qualquer ponto a que nos ças graves.

mente a fraqueza extrema da com-

queiramos referir, sam constantes Houve descomedida agitação de panhia. Por isso lhe retirámos a

os factos a demonstrar o desprezo susto, e todos os agentes adminis- benevolência que lhe dispensámos

da câmara pajo cumprimento dos trativos,compenetrados das respon- no último número. Por isso e para

seus deveres.

sabilidades das suas atlribuições, evitar que Coimbra seja avaliada

A Quinta de Santa Cruz encon- entenderam congregar os seus es- pela indulgência da sua plateia.

tra-se num estado deplorável, e os forços para impedir a prorogação Hontem, A Dama das Camélias,

proprietários teem razões de sobra do mal.

de que já fallámos ha tempos, quan-

para accusar a câmara de os ter Meditaram com afinco e debatedo desempenhado pelos mesmos ar-

ludibriado, visto tê-los obrigado a ram longamente, até que uma idéa tistas.

construir sem lhes dar garantias luminosa brotou das locubrações

de nenhuma ordem.

dos cérebros escandecidos.

A rua oriental de Montarroio Em cada fonte foi posto o seguin-

está cheia de barrancos fundos, de te dístico: — « Esta água não serve Uo Oriente

4

meio metro e mais, a todo o com- para uso interno.»

primento. Completamente inutiliza- E lavavam suas mãos numa bem- Ainda não está assegurada a paz

da, lia muitos annos sem um reparo. aventurança de tranquiilidade e de entrega Grécia'e a Turquia, e, con-

Economias municipaes. ..

gôso!

seguintemente, ainda não estám sus-

As ruas em volta da cidade, Mas reclamar providências, apospensas as hostilidades, por a Tur-

detestáveis. Pois se até as centraes trophar os que dormem, tudo será quia não consentir no armistício, te-

eslám uma vergonha!.. .

inútil!

mendo uma reorganização das for-

Senhores vereadores, mais pudor Nêste torrão abençoado para as ças gregas.

administrativo e mais consciência grandes cal tmidades têmos o recur- Chegou a phase de pôr de parte

dos seus deveres!

so inexaurível da protecção divina. a piéguice do sentimentalismo e

Será o que Deus quizer — é o olhar, de ânimo sereno, o campo da

prolóquio lusitano, que desafoga de derrota entre as duas raivosas ini-

DE JUSTIÇA cuidados e nos tem levado á glómigas. Consta-nos que os empregados

ria !

A Turquia está, a nosso vêr, no

incontestável direito de pôr as con-

do commércio, no ramo de merceadições

de paz, que julgue compatíria,

vam constituir dentre si uma

veis com o seu brio militar oííendi-

commissão encarregada de promo- Museu arclieológ-ico

do, procurando, quanto possível,

ver o encerramento das mercearias

ao domingo, das 3 horas da tarde

O sr. dr. José de Sousa Nazareth resarcir-se dos prejuízos causados

em diante, a exemplo do quejá suc-

offereceu ao museu archeológico do por uma guerra que não provocou,

cede em outros ramos do commér-

Instituto quantidade de notáveis antes forçadamente acceilou.

cio.

peças de olaria romana, descobertos Allega-se por ahi que a Grécia

no local onde em tempos existiu o não dispõe de recursos para o paga-

Achámos justíssima a pretensão,

caslrum de Medobriga, vulgarmente mento da indemnização exigida.

em cuja realização não vêmos in-

conhecido pelo nome de Aramenha.

convenientes irreductiveis.

Para que se lançou entám numa

Estas peças; algumas cm perfeita guerra de resultados duvidosos ?

conservação e com a marca do ar- Para que pôs entám o rei Jorge

tífice, foram colligidos pelo sr. José a sua corôa na ponta das espadas

0 miasma ás soltas Augusto d'Orb Camarate, de Por- dos seus generaes ?

talegre, com o desvêlo d'um amador Francamente, o bárbaro por ser

É corrente que os assumptos de inlelligente e dedicado. t bárbaro tem direitos como os civi-

preferência impostos á sollicitude

v

lizados, como os cultos, que pro-

das vereações municipaes sam os

• • • — f r — clamam a efficácia do abuso contra

que interessam á limpêza e á hy-

os desprotegidos da sympathia dos

giene públicas.

THEATRO PRÍNCIPE REAL grandes.

Com tudo, por uma inversão que

O heroísmo do pôvo grêgo, em

atropella os mais rudimentares pre- Subiu á scena na quinta feira, que tanto confiámos no começo da

ceitos de honestidade administrati- como dissémos, o drama A vida de questão, deixou muito a desejar nos

va, é exactamente em Coimbra essa um rapaz pobre. Não assistimos, e, campos de batalha. Além da cobar-

questão que menos preoccupa os por isso, nada podêmos dizer. dia da fuga, tem a deprimi-lo, ain-

prestimosos cidadãos que os sufrá- Na sexta feira, como annunciáda mais. a vergonha da súpplica ás

gios do concelho empoleirou nos ramos, representou-se, no mesmo potências para por ellas intercede-

escabellos curues.

theatro, o drama Os que trabalham, rem junto d'aquelles a quem lança-

Por vezes, médicos e hygienistas de Ernesto da Silva. Tem defeitos, ra o mais audacioso dos reptos.

têem estado á frente da gerência e muitos. Ha nelle algumas scenas Magoou-nos o procedimento da

camarária, sem que a cidade se te- bem delineadas a par d'outras de- Grécia. Não esperávamos d'ella a

nha purgado da infecção dos monmasiado fracas. A acção, em si, não vergonha da sujeição. Esperávamos,

turos.

é attrahente, embora haja nella mui- sim, a lucta porfiada, tenaz, lucta

Ha ruas qu(ídurante a noite sam to de bom. Para obra de propagan- sem tréguas, guerra sem quartel, a

intransitáveis, como collectores de da achámo-la excessivamente pala- que só dariam fim a morte ou a vi-

,

esgôto.

vrosa e muito pouco convincente. ctória.

quando não representam fielmente

O mercado nas horas de maior Isto quanto á obra em si.

Não comprehendêmos como pos-

uma insígnia de paz, sám conside-

•calor exhala o fétido nauseante de Quanto ao desempenho, é verdasa viver com dignidade qaem não

rados objectos de utilidade particu-

matérias pútridas!

deiramente detestável. Chega a fa- soube morrer no campo da honra.

laríssima para os desabafos pes- Os passeios mais frequentados, zer perder as estribeiras á paciên- Só admittimos dois extrêmos na

soaes.

como o Caes, a estrada da Beira, o cia do mais indulgente espectador! lucta d'um fraco contra um forte.

Penedo da Saudade, etc., pesa so- Pato Moniz deu-nos um serra- Evite aquelle, quanto possível,

Como demonstração de bravura

bre elles uma almosphera de estrulheiro (tecelão, segundo a informa- o desenlace. Mas. na impossibilida-

militar, é para fazer rir; como

comprehensão do préstimo d'uma

meira!ção

da mulher) que tem muito poude do bom êxito de todos os recur-

espada é para fazer chorar 1

Por lodos os recantos nas ruas co de operário e algo de popular sos da prudência, uma vez arremes-

de maior trânsito se improvisam José Augusto. Não sabe dizer; desado ao fragôr da peleja, saiba cum-

mictórios; e os poucos que existem clama, sempre que para tal tem enprir o dever que a si mesmo se im-

apropriados estám convertidos em sejo; e, quanto a lágrimas... é um pôs.

A incúria municipal

chiqueiros úricos e immundos que louvar a Deus.

Supplícou misericórdia. Pois sim;

Na rua da Cadeia, que está qua- repellem!

Antónia de Sousa apresentou-se mas ao vencedor é que assiste o insi

intransitável como todas as de Voltámos positivamente aos an- com uma lysica que faria rir um contestável direito de dictar as cláu-

Coimbra, com covas significativas tigos tempos dos zeladores munici- companheiro de infortúnio. sulas do seu perdão.

da acurada attenção que merecem paes, em que a via pública era o Luciano e Emília, attentas as Perdão vergonhoso e humilhante,

á Câmara municipal os interesses receptáculo de todos os despejos e péssimas qualidades da companhia, perdão que um fraco nunca deve

dos munícipes, andou um calcetei- dejecções; havia porcos e gallinhas com muito custo puderam fazer coi-1 acceilar, e muito menos pedir a um

ro a espalhar remendos d'um cal- pelas ruas, e no páteo da Universi- sa que algum geito tivesse. forte, lenha embora de cair em poscetamento

irrisóiio. A coisa ficou dade pastavam livremente um ju- Os únicos que souberam manter tas sob o gládio do vencedor.

como estava, se não peor do que mento e duas cabras 1...

nos seus papeis uma certa natura- * Um telegramma do Herald, pro«

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d'antes, e do mesmo modo se encon- A acção administrativa de todas lidade foram Adelina Ruas, como veniente de Constantinopla, insist§


RESISTENCIA — Domingo, 16 de maio de 1897

em que eslám suspensas as relações A par das suas informações optimistas,

chegam-nos informações extra-of-

diplomáticas entre o governo da Suficiaes, quedam um aspecto de graviblime

Porta e o governo francês, em dade á marcha dos acontecimentos,

consequência de uma scena des- provocada Ultimamente pela intervenagradável

occorrida entre o Sultão ção directa da nação norte-americana.

e o embaixador da França na Tur- Mac-Kinley pediu informes ácêrca da

situação dos insurrectos. E as noticias

quia, o sr. Cambon, numa das au- por elle recebidas estám numa flagrandiências

passadas. Segundo parete contradicção como as que tem puce,

o Sultão pediu, sem resultado, blicado o governo hespanhol.

a retirada da sua côrte do alludido E tanto que, apresentada no senado

representante.

dos Estados-Unidos a proposta do reconhecimento

dos insurrectos como

Em virtude d'isto, parle da es- belligerantes, foi quasi unánimemente

quadra francêsa, estacionada nas approvada, sendo a sua approvação

águas do Oriente, recebeu ordem sanccionada pela câmara dos repre-

para se*dirigir a Besika-Bay, onde sentantes. E esta resolução do senado

e da câmara fui provocada pelas ex-

se encontram já alguns navios da cellenles situação e disposições dos

Grã-Bretanha.

defensores da liberdade de Cuba, sen-

* Segundo dizem de Athenas, os do agora de esperar que Mac Kinley

chefes insurrectos de Creta estabe- não faça grande reparo na sua approleceram

um governo provisório, após vação, attendendo ao seu passado de

lucta intransigente pela causa cubana,

a evacuação das tropas grêgas. às suas promessas, e ao aspecto eco-

* A agitação em Athenas voltou nómico por que agora é encarada a

a ser extraordinária. E de esperar guerra.

que, de um momento para o outro, 0 sr. Cánovas tem, pois, as mais ar-

surjam graves acontecimentos 011 se dentes esperanças no veto presiden-

realizem perigosas manifestações. cial, visto que o reconhecimento da

* Seguem os últimos telegram- belligeráncia é potestativo deMac-Kinley,

o que tira a importância ás votamas:ções

do senado e da câmara dos representantes.

Chalkis, 20, n — Os turcos em nú- Da maneira de proceder do presimero

de 15:000, proseguindo as "hosdente da grande República, depende,

tilidades, atacaram os grêgos, terça- pois, a sorte das armas hespanholas,

feira, em Plourka, e no dia seguinte e não da valentia de Weyler.

em Taratza, afim de lhes cortar a Com êste nada tem que contar. É

retirada. O violento combate cessou aquelle o árbitro suprêmo, que não

por causa do armisticio, e os grêgos 'ará demorar muito a sua importante

retirarapi sobre La mia. Os turcos tra- e capital decisão.'

tam de concentrar-se em Plourka. 0

príncipe real Constantino estabeleceu o

seu quartel general Tnashermópylas

0 exército acha-se em Moio, Lamia e

Thermópylas.

Paris, 21.—Uma nota da Agencia

Havas desmente o boato da demissão

do sr. Cambon de embaixador da

Republica francêsa em Constantinopla

e do rompimento das relações diplomáticas

franco-turcas.

Canéa, 21, n — Retiraram já de

Creta todas as tropas grêgas.

CUBA

Como prevlramos, a situação da Hespanha

tornou-se muito grave, nêstes

últimos dias. Resurgem os tempos em

que por toda a nação vizinha echoavam

os brados de protesto contra o proceder

dos Estados-Unidos.

Weyler tranquillisa com a mentira.

Chega a suppôr completamente abafada

a insurreição, e felicita o seu governo

pelo brilhante resultado.

Que modéstia!... E que descara

mento, santo Deus 1...

« Folhetim da RESISTENCIA

ALÉXIS BOUVIER

0 casamento d^m forçado

SEGUNDA PARTE

A casa Bérard «fc C 1 . 4

mando as duas construcções em brazeiros

enormes. Passados 20 minutos

estava reduzido a cinzas um dos chalets,

e o outro, o incombustível, levemente

carbonizado exteriormente, sem

as paredes internas terem soffrido

damno algum.

Depois do incéndo do Bazar da Caridade,

em Paris, desperta verdadeiro

e legítimo interesse este meio de construcções,

que não tardará a ser posto

em prática na Inglaterra. Nos Estadosllnidos

já foram mandados construir

navios de madeira incombustível pelo

mesmo processo.

Falleceu, na última sexta feira, a

sr.

Intervenção dos Estados-Unidos

Washington, 21, t.—Consta que no

conselho de gabinete de hoje foi expressamente

manifestado que o presidente

Mac-Kinley está resolvido a empregar

a sua acção em fazer cessar a

efíusão de sangue em Cuba, tanto

quanto possível sem guerra.

•••

Notícias diversas

No dia 14 foi feita em Londres uma

curiosa experiência de madeira incomlustivel,

depois de sujeita a dadas

operações chímicas.

Realisaram a experiência nas seguintes

condições:

Construíram dois chalets de pinho e

casquilha; um de madeira ordinária e

outro de madeira tornada incombustível.

Uataram-nos de petróleo e deiíaram-

Ihes o fogo. Em breve as chammas se

apoderaram das madeiras, transfor

XII

Em casa de gente honrada

—Quer saber tudo? Pois entám ahi

vae a razão: Ha dois annos que nós

trabalhamos todos três por conta de

Lorémont.

—0 barão! emendou Lalongueur in

genuamente.

Grosbouleau encolheu os hombros.

Cardinet ria com vontade.

— Desde êsse dia qua nós somos

roubados, como se andassemos sempre

num pinhal... no dia do negócio da

Grande Jatte, nós e Petite tínhamos

dito...

— Petite? perguntou Cardinet.

— Petite, é minha... mulher...

— Ah! sua mulher fazia parte da quadrilha.

.. da sociedade dos ripers—

—Como diz.

«—Depois?

, Depois, vendo que eratnos roubados

todos os dias, tínhamos resolvi-

a Graças aos Exforços do sr. Joaquim

de Vasconcellos e á attitude do povo

de Tarouca escaparam ainda d'esta

vez os quadros góthicos que o sr.

Pacculy, crítico judeu, queria levar por

seis contos de réis.

Agora o Jornal do Commércio informa

que o sr. José d'Azevedo Castello

Branco já offerecera também por

elles dois contos de réis.

Pobres quadros!..,

Realizâ-se hoje, pela 1 hora e meia

da tarde, a inauguração do novo matadouro.

Agradeeêmos o convite, que

D. Maria Thereza, estremecida filha nos foi offerecido pela Direcção.

do sr. dr. Cunha Leitão, a quem enviámos

os nossos pêsames.

A finada contava apenas 16 annos

Regressou, de Lisboa a esta cidade,

de edade.

o sr. dr. Neve» e Castro, juiz de Direito

d'esta comarca.

Têem-se aggravado os padecimentos

do sr. Joaquim Maria Martins, sogro do

nosso amigo sr. Francisco Nazareth. Os srs. drs. Daniel de Mattos e

Sousa Refoios foram eleitos pela Faculdade

de Medicina para representarem

Falleceu na Covilhã o sr. António a Universidade no congresso de cirúr

Mousaco, de 21 annos de edade, filho gia hispano-português, que em 10

querido do commendador sr. João Nu d'outubro próximo deverá realizar-se

nes Mousaco, sócio da firma Alçada & em Madrid.

Mousaco, que muitos annos teve nesta

cidade um depósito da sua importaate

fábrica, e aquém enviamos a expressão

das nossas mais sentidas condolências. Revistas e jornaes

Continúa recebendo o mais lisongeiro Perfis» Contemporâneos — Retra

acolhimento a organização da exposi- tos, biographias e litteratura.

Acha-se publicado o n.° 30 d'esta exeellente

ção dos trabalhos de Leandro Braga. revista quinzenal que se publica em Lisboa.

A exposição realizar-se-ha no palácio Insere este número um bello retraio do dr.

do sr. Marquez da Foz, que foi amigo Manuel António Moreira Júnior, lente da Es-

do artista e possue algumas das suas ehóIa-Médico-Cinirgica d'aquella cidade, e deputado

ha pouco nomeado para representar no

obras mais interessantes.

pseudo-parlamento a capital do reino.

A maior parte dos possuidores dos Acompanha o retrato uma biographia sub-

trabalhos de Leandro Braga prestaramscripta por Curry Cabral.

se a expô los, outros permittiram que

se tirassem photographias; será por

isso uma exposição completa da obra

do artista.

0 cartaz, que ê impresso gratuitamente

pela Companhia Nacional Editora

é desenhado por A. Baeta collaborador,

de Leandro Braga em alguns dos seus

trabalhos, e pintordecorador justamente

estimado, que ainda ha pouco, esteve

em Coimbra de passagem para Luso

onde fôra expressameute para decorar

a habitação do sr. dr. Ayres de Campos.

Encontra-se gravemente enferma, ha

já bastantes dias, a ex. mi sr. 8 Câmara indicações offerecidas a bem

das condições hygiénicas d'este estabelecimento,

vendo-se que os peritos o

consideram assim em condições de

poder funccionar, sem prejuízo para a

saúde pública.

Offerecendo-se comtudo, dúvidas

ácêrca da execução do projecto para a

construcção do edifício, resolveu a

mesma Câmara pedir nova informação

dos peritos, ficando d'elia dependente

a deliberação a tomar para a abertura

do matadouro á exploração.

0 CALLIC1DA de que é auctor o sr.

António Franco, é um exeellente preparado

para a extracção dos callos,

tendo, sem dôr, dado os melhores resultados

no praso de oito dias.

Penafiel — Antonio José Ribeiro.

AGRADECIMENTO

0 Cabido da Sé Cathedral d'esta

cidade, em extremo penhorado, vem

agradecer por êste modo às respeitáveis

auetoridades civis, administrativas,

judiciaes e militares; digníssimos

lentes da Universidade, reitor e professores

do lyceu e seminário; câmara

municipal, Associação Commercial, Instituto,

redactores da imprensa, Associações

dos bombeiros voluntários e

municipaes; rev.

•••

Camara Municipal de Coimbra

D. Virgínia

Augusta de Carvalho, estremecida

filha do nosso bom amigo sr.

Adelino Augusto Pereira de Carvalho,

o que deveras sentimos.

A' gentilissima menina desejámos um

prompto restabelecimento.

os arciprestes, párochos

e clérigos da cidade e de fóra; às

illustres damas de Coimbra, preclaros

cavalheiros e nobres académicos e

mais lieis que se dignaram honrar com

a sua presença o solemne Te-Deum

que se celebrou na Sé Cathedral no

dia 19 do corrente, para commemorar

o jubileu episcopal de s. ex. s rev. ma o

sr. bispo conde.

A todos protestamos o nosso profundo

reconhecimento.

Coimbra e Sé Cathedral, 22 de maio

de 1897.

O presidente do cabido,

Conego José Ferreira Fresco,

Edital

Resumo das deliberações tomadas na

sessão extraordinária de 18 de maio O \ doutorLuís d. a, Costa

de 1897.

e Almeida, provedor

d.si ganta O as a da Mi-

Presidência do dr. Luiz Pereira da sericórdia de Coim-

Costa.

bra.

Vereadores presentes:—Bacharel José

Augusto Gaspar de Mattos, José An Faço saber que, por deliberação da

tónio Lucas, José António dos Santos, Mêsa da mesma Santa Casa, se acha

António José de Moura Bastos, José Mar- aberto concurso, por espaço de quinze

ques Pinto e Albano Gomes Paes, efe- dias, para o provimento de dois logactivos.res

de merceeira do número da Santa

Approvou a acta da sessão anterior. Casa.

Apresentado pela presidência o re- As concorrentes devem instruir os

latório dos engenheiros, convidados seus requerimentos cora certidão de

para o exame do ediOcio do novo ma- edade, pela qual mostrem ter pelo metadouro

e lido em acto de vereação nos 50 annos, attestado de que são

êste documento, foram apreciadas pela viuvas ou solteiras pobres, honestas e

virtuosas, e de que residem em Coimbra

ou seus arredores, passado pelo

do montar estabelecimento à parte, por é possível. Vou vêr. Fico desasoccega- e pensou no que lhe conviria fazer. respectivo párocho.

nossa conta.

do, aviso Lalongueur... e disse para Estava seguro pelo lado dos três a Secretaria da Santa Casa da Miseri-

-—Um estabelecimento de quê?... mira : Elle anda desconfiado que a gen- quem tratava, ignoravam o plano do córdia de Coimbra, 22 de maio de

— De... de.... de disse Gros te o quer deixar, e vae-nos fazer algu- barão. Foram só três a saber o segredo 1897.

bouleau embaraçado, de... o senhor ma partida... Efectivamente, dois dias de Bérard—a Linotte, Lorémont e elle

0 provedôr,

já entendeu, de. ... venda, compra e depois soube que elle tinha mandado Com os três patifes que tinha na frente

Luis da Costa e Almeida

troca de mercadorias provenientes da uma pessoa a casa de Bérard. elle podia dar cabo do barão. Convinha

venda...

— Quem lh'o disse?

por isso tê-los do seu lado.

— Sim ! Sim ! Já entendi

Desta vez ainda Grosbouleau não en- Via bem que elles tinham pelo me- Grande Utilidade Commercial

— Nêsse dia, andavamos nós a tracontrou resposta.

nos tanto ódio ao barão como elle, era

balhar, quando eu vi o barão pegar — Não quero dizer...

necessário encontrar um pretexto que Novas tabellas de câmbio directo entre

num retrato dependurado sobre o fo- —Diga! Diga! Foi em casa do nosso

explicasse a sua lucta com o barão.

Inglaterra, Portugal e Brazil

gão, olhar para elle...

patrão...

Depois d'alguns minutos Cardinet disse:

POR

— 0 fogão de casa de Bérard ?

-Quem lb'0 tinha dito, a elle.

— Pois bem! Lá vae: a mulher que A. DE SOUSA PAUPER10

— Exacto, e dizer: Eu conheço êste -0 barão tinha vindo a casa d'elle

vocês viram com o barão, recusou-se

typo ! Pergunta-me o nome do proprie- pedir informações de Bérard... Entàm

a servir os projectos d'elle qu» eram Desde 6 a 58 "/»

tário da casa, a gente dizlh'o; porque eu disse para mim: é necessário saber

entregar-vos à justiça, denunciando o

se tinha informado !...

o que elle vae lá fazer... Foi entám

furto da Grande Jatte d'outra maneira

— Como! Informado?

que nós decidimos que Petite iria ser-

differente.

— Exacto! Quando ha um negócio vir. Ella foi ter com a mulher que -Eu já desconfiava, exclamou Gros-

planeado, a gente informa-se; porque vende a fructa para casa de Bérard, bouleau.

não gosta de trabalhar senão com o diseram-lhe que precisava de nova -Anda a gente a massar-se pelos

que é bom... Se nos dizem: sam ope- creada, e tomáram-na. Ahi está!... outros, disse Lalongueur.

rários, gente pobre... Os moveis dos — Ella espiava Bér&rd?...

— Hoje elle persegue essa mulher

rapazes, as porcellanas fóra dos servi- — Bérard não, o barão!

com toda a força do seu ódio; eu

ços. os vidros partidos que trouxeram — Mas elle nunca lâ entrou. quero salvar essa mulher, porque a

dizendo: isto é bom para o campo!... —Foi lá uma vez com uma senhora, amo, por isso vim ter comvòsco, a

Não contem comnosco. Mas se nos di- mas ficou na carruagem...

procurar armas e auxiliares para me

zem: é nm homem rico, a casa está —Mas nao voltou!...

desfazer de Lorémont.

posta, como se fosse em Paris, roupas, —Não, por causa d'uma carta que —Têmos as mãos cheias d'armas,

bronzes, crystaes,... entàm lá vamos! nós lhe escrevemos.

e estámos ao seu dispôr.

— Entendo! E era isso que tinham —Ah! A carta era de vocês. Tudo —Todo o trabalho merece salário,

dito de Bérard.

está explicado!

accrescentou Lalongueur.

— Tal e qual! Eu entám disse para —Viu a nossa carta?

—Pagarei generosamente, disse Car

elle: é um tal Bérard, com casa de —Não, mas sei o que ella diz. dinet.

commissões na rua de Eoghlen. Bérard! E Cardinet abriu a carteira e leu a — Ah! Entàm Conte comnôsco. Pe

Bérard! repetia elle.... eu conheço carta que a Linotte lhe dlctara. Ôs três tile, outra garrafa.

êste typo... De repente dá uma pal- sócios ficaram admirados.

—Agora conversámos, a sério.

mada na cabeça e põe-se a dizer? Não Cardinet metteu a carteira no bolso

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A Sociedade francêsa exploradora do invento do dr. Cal Auer

alcançou uma importantíssima victória sobre dezesete contrafactores,

em audiência pública de 7 de janeiro próximo passado,

no juizo correccional do departamento do Sena, em Paris.

A Sociedade Belga, exploradora do mesmo invento, também

venceu um pleito que trazia contra três contrafactores. A sentença

foi proferida em audiência pública de 6 de março do corrente

anno, no juizo da segunda câmara do tribunal civil de Bruxellas.

Corridos d'essas terras é de suppôr que os réos venham procurar

saída para os productos da sua illicita industria em Portugal,

vendendo-os por ínfimo preço para não soffrerem perda lotai;

e por isso a Sociedade exploradora do Bico Auer neste

país participa os factos ao público para que não seja illudido e

frisa bem o seguinte:

Que os pontos de defêsa allegados pelos réos nos diversos

processos que a Sociedade se tem visto obrigada a instaurar era

Portugal, mau grado seu, tem sido em Londres, Paris, Bruxellas

e Pavia, decididos a seu favor isto é:

(i.°) Que as prioridades de Berzelius, Frankenstein, Clamond

e Luke (Williams) não afectam de modo algum a patente do dr

Auer;

(2.°) Que a discripção que o dr. Auer fez de seu invento

para obter a sua patente, ê sufllcientissima;

(3.°) Que tudo quanto seja accessório tubular de tecido vegetal,

impregnado de saes de metaes raros, puros ou impuros, o

qual tecido depois de impregnado, é enxuto e queimado, a fim

de se produzir com elle a incandescência e augmentar a forç*

da luz, é uma contrafacção do objecto privilegiado e como tal

sujeito às penas da lei.

A lei portuguêsa é idêntica á dos referidos países. Os tribunaes

portuguêses sâm tam rectos como os das mais terras cultas;

portanto não é licito presumir-se que a sua decisão final seja

diversa das que os representantes do privilegiado teem alcançado

nas mais partes.

Quem duvidar pôde ler os relatórios de todos os processos que

se acham patentes na Agência Geral da Sociedade, no largo do

Corpo Santo, 13, 2.°

Sobretudo o pítblico deve flear de atalaia contra as apregoadas

vantagens do supporte central usado nas mangas de contra-

facção.

0 supporte não é privilegio de ninguém; portanto, todos que

dem licitamente vender mangas de incandescência pódem em*

pregar o supporte central.

Se as sociedades exploradoras do Bido Auer, em todos os

paizes, não usam do supporte central, é porque acham preferível

o supporte exterior.

Quem se deixar seduzir e consentir que os supportes dos bU

008 fornecidos pela Sociedade Auer sejam modificados, a fim de

se lhe poder adaptar uma manga de contrafacção, terá mais tarde

Ú9 comprar um bico aovg do feitio d'aquelle que deixou estragar.

Versão integral disponível em digitalis.uc.pt

RESISTENCIA — Domingo, 16 de maio de 1897

CALDAS DA FELGUEIRA

Depositos—Lisboa: Leando

de Freitas, rua da Prata,

231; Porto, José Maria Lopes,

rua do Bomjardim, 12; Coimbra,

Rodrigues da Silva & C. a ; e em

todas as cidades e principaes

villas do continente.

África — Loanda, José Marques

Diogo.

Brasil— Rio de Janeiro: Silva

Gomes &C a ; Pernambuco; Guerra

Fernandes & C. a , rua do

Duque de Caxias, 47; Bahia:

Francisco de Assis e Souza;

Maranhão: Jorge á Santos.

Exija-se nos depósitos um

prospecto que ensina o modo

de usá-lo e previne as falsificações.

Ha um só depósito em

cada terra.

Pedidos ao auctor: António

Franco, Covilhã.

8 M'ESTE depósito, regularmente montado, se acham á

venda por junto e a retalho, todos os productos d'aquella

fábrica, a mais antiga de Coimbra, onde se recebem

quaesquer encommendas pelos preços e condições eguaes

aos da fábrica.

A cura da Blennorrhagia

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ligada com todas as liuhas férreas hespanholas que eutram em Portugal por Badajoz, Cáceres, Villar Formoso, Barca

d'Aiva e Tuy — Para esclarecimentos: — Em L i s b o a : rua do Alecrim, n 0 (t.

10

125, referente ao estabelecimento balnear' e rua

de S. Juliao, 80, 1.°, referente ao Grande Hotel.—Correspondência para as C a l d a s d a Felg-ixeira, ao gerente, da companhia

do Grande Hotel —As águas engarrafadas vendem-se nas pharmácias e drogarias e no depósito geral, PHARMA-

CIA ANDRADE, rua do Alecrim, 125.-A exploração do Hotel fica êste anno a cargo da Companhia do Grande

Hotel Club.

Depósito da fábrica «A NACIONAL»

DE

Privilégio BOLACHAS E BISCOITOS

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Extracção dos callos sem

dôr em 5 dias

l>eseonto convidativo

para revender

DE

JOSE FRANCISCO DA CRUZ,

128—RDA FERREIRA BORGES

TELLES

130

a publicação)

No juizo de Direito da comarca

de Coimbra

cartório do escrivão José Lourenço

da Costa se processam

uns autos d'arrolamento dos

bens que ficaram por obito de

Joanna Caudida de S. José Gallinha,

moradora que foi nesta

cidade; e pelo mesmo processo

correm éditos de trinta dias a

contar da segunda publicação

d'este annúncio no Diário do

Governo, virem reclamar os

seus créditos ao mencionado

processo sob pena de revelia.

Verifiquei a exactidão.

O juiz de Direito,

Neves e Castro.

«Foão Matheus dos

Santos arrenda a grande loj*

do Çarrno que serviu de celeiro

ao sr. Arioza.

Gymnàsio Martins

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Cart. —litro 320 réis.

"RESISTENCIA»

PCBMGÁ-SE AOS DOMINGOS

S QUIKTAS-FEIRAS

Redacção e Administração

ARCO D'ALMEDINA, 6

EDITOR = Joaquim Teixeira de

Condições de assignatura

(PAGA ADIANTADA)

Com estampilha:

Anno 2)5700

Semestre 10350

Trimestre 680

Sem estampilha:

Anno 2f$400

Semestre 10200

Trimestre 600

ANNUISrCIOS

Cada linha, 30 réis—Repeti'

pões, 20 réis.—Para os srs. assigrumtes.

desconto de 50 p. c.

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