ALIANÇA DESGKSTK PMDB BIVII^NO - cpvsp.org.br

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ALIANÇA DESGKSTK PMDB BIVII^NO - cpvsp.org.br

1 ~% *'•<br />

ANO VII - JANEIRO/ 86<br />

r S~*b^<br />

Mi de PKttrs! V^a^m<br />

^Ç, 1? FEV 1986<br />

SANTA MARIA DA VITORIA-BA Cr$ 2.000,<br />

ALIANÇA DESGKSTK PMDB BIVII^NO<br />

Mal começa e a»o de 86 e a guerra<br />

pela sucessão estadual aa BeJaia •<br />

já está geraaâo discussões, mar-<br />

chas e coxtra-marcjoas e, como aao<br />

poderia deixar de ser, as imevitá<br />

veis aliaaçaa.<br />

Parece que o mi»istro das Comumi-<br />

caçôes, iatoaie Carlos Magalhães,<br />

aiada tem aosse Estado como seu<br />

feudo, pois, para derrotá-lo aas<br />

eleições de aovembro próximo, " o<br />

PMDB recebe em suas fileiras figu<br />

ras como Prisco Viaaa, Eaimuado "<br />

Sobreira, Nilo Coelho, Jutahy Ma-<br />

galhães, entre outros opertuais-<br />

tas que so coaseguiram exercer '<br />

seus respectivos maadatos ao sea-<br />

tido de impedir os avaaços e coa-<br />

quistas do povo* Não devemos aos<br />

esquecer que eles fazem parte dos<br />

que votaram coatra a aprovação da<br />

Emeada Daate de Oliveira - que aos<br />

traria de volta o direito de vo-<br />

tar pra presideate da república -#<br />

A chapa majoritária que provavel-<br />

meate o PMDB laaçará aão aos ga-<br />

raate de forma alguma que haverão<br />

mudanças em favor dos trabalhado-<br />

res baiaaos caso ela se eleja*<br />

Não se pode coaceber que Nilo Cojg<br />

lho, Jutahy Magalhães e Bay Bace^<br />

lar àefeadam ;Os direitos do povo<br />

como vice-goveraador e seaadores<br />

respec&fcvameate* Hca, portaato,<br />

Waldir Pires como a úaica espe-<br />

rança dos baiaaos» Só que para<br />

ele» ou seja, para © PMDB histó-<br />

rico, sobra uma miaúscula fatia<br />

que representa apeaas 25$ do bo-<br />

lo.<br />

t de se lamentar que o PMDB baia-<br />

no, após tantos anos de lutas coa<br />

tra a ditadura - represeatada tam<br />

bem por estes que agora batem à<br />

porta d© partido - marginalize os<br />

peemebedistas autênticos e abra um<br />

importante espaço para os recem-chega<br />

dos que foram escorraçados do PPL por<br />

ACM* Antes, eles chamavam o PMDB de<br />

"partido de comunistas M , agora chegam<br />

a bater às portas deste mesmo partido<br />

pediado para eatrar*<br />

Na aossa opinião, seria mais seasato<br />

que o Diretório Eegioaal do PMDB se<br />

lançasse a um trabalho de consulta a<br />

todos os diretórios municipais e zo-<br />

nais da Bahia, para a partir disso<br />

lançar a chapa definitiva visando as<br />

eleições de novembro*<br />

Xaegavelmeate, houve um ato de desres,<br />

peito quanto às bases do partido e<br />

para agravar aiada mais o quadro da<br />

agremiação ao Estado, compõe—se uma<br />

aliança plenamente desfavorável aos<br />

anseios do povo baiano*<br />

Como poderá o PMDB falar em Reforma<br />

Agrária, tendo como candidato a Vice-<br />

Govemador um dos mi ores latifundiá-<br />

rios da Bahia, que é Nilo Coelho, de-<br />

tentor de nada menos que 300 mil hec-<br />

tares de terras?<br />

Se política e a arte de engolir sapos^<br />

está claro que este é por demais indi<br />

gesto*<br />

Valoriza-se bastante a pessoa de ACM<br />

e seu poder* Ao invés de preocupar-se<br />

demais com a tirania e o autoritaris-<br />

mo de Toninho Malvadeza, o PMDB deve-<br />

ria procurar fazer um amplo trabalho<br />

de conscientização, politização e or-<br />

ganização das massas baianas* Assim,<br />

a democracia na Bahia se implantaria<br />

com bases mais sólidas do que simples<br />

mente com a eleição de Waldir Pires,"<br />

que vai estar muito mal acompanhado,<br />

podem crer*


CRÔNICA DIVINA<br />

Foi psicografada hoje, em Brasília,<br />

uma conuersa^postuma entre Tancredo<br />

Neves e Teotonio l/ilela. Retirados<br />

um ou outro detelhe, mostramos ago-<br />

ra o que houve de melhor na "pales-<br />

tra"!<br />

TEOTONIO - A^unica coisa que me en-<br />

tristece e nâo ter morrido entre o<br />

Maluf e o Delfim!<br />

TANCREDO - Por que? Pelegou na hora<br />

da morte?<br />

TEOTONIO - Nao, queria morrer como<br />

Cristo: com um ladrão de cada lado,<br />

TANCREDO - Pois e, mas uoeê viu es-<br />

tes aviões a álcool, os "ffbrio I"? ,<br />

TEOTONIO - Vi,^inclusive circula<br />

por ai que o Danio comprou uma fro-<br />

ta, abastecida por ele mesmo,<br />

TANCREDO - 30 no bafo, o Danio não<br />

tem jeitoü<br />

TEOTONIO - Mas o que eu achei um abi<br />

surdo foi^o pacote do Sarney, Que<br />

bicho será que mordeu ele?<br />

TANCREDO - Foram os^tais^"Marimbon-<br />

dos de Fogo", que ja estão nas ban-<br />

cas e melhores livrarias,<br />

TEOTONIO - E agora com o veto do^Me<br />

tro da Alegria surgiu o Tapete MagT<br />

co da Alegria,<br />

TÔNC8ED8 - Se e mágico nao sei, mas<br />

que vai ter funcionário sendo efeti<br />

vado no tapetão, vai,<br />

TEOTONIO - Mas, mudando de assunto,<br />

você viu o Baumgarten hoje?<br />

TANCREDO - Ele passou por aqui com<br />

aquele livro dele,<br />

TEOTONIO - 0 "Yelloui Cake"?<br />

TANCREDO - Nao, é um novo, sobre o<br />

Polila,o ,, Black Caca", coro prefácio<br />

do anjo Gabriel,<br />

0*?mM<br />

- Neste momento a mensagem foi in-<br />

terrompida por um aposentado que<br />

morreu na fila do^INPS e que acaba_<br />

ra de chegar ao ceu, dizendo:<br />

"5o mudam as moscas, a merda e<br />

sempre a mesma"<br />

Distribui a rapadura e fecha a tal<br />

da abertura,<br />

ROGÉRIO MARTINE2<br />

São Paulo, 12,12,85<br />

A£J<br />

Eatidade respoasável: ADERI-Assecia<br />

çao de Desenvolvimento Rural I»te-<br />

grad» - CGC/MF 13243977/0001-81<br />

A»» VII - N2 59 - Ja»eir«/l986<br />

CONSELHO DE DIREÇÃO:<br />

Admard© Serafim de Oliveira, Admil<br />

Nôvais Net», Cláudio Tkomás Bomstei»<br />

Cyr© Camargo, Decio Paulo Spamiol,<br />

Domingos Leonelli, Emlliano José,<br />

Hamoldo Teixeira, Hélio Leite, José<br />

de Sousa Lisboa, Jeková de Carvallio,<br />

Jairo Rodrigues da Silva, José Queiro^<br />

Monteiro Sobrinko, Joaquim Lisboa<br />

Neto, Martinlao Leite, Nilva de Souza<br />

Monteiro, Réné Neves de Sá, Vanderlei<br />

Marques Ferreira, Paulo Henrique<br />

Martinez, Washington Antônio Souza<br />

Simões.<br />

DIRETOR RESPONSÁVEL:<br />

Joaquim Lisboa Neto<br />

DIRETOR ADMINISTRATIVO:<br />

Vanderlei Marques Perreira<br />

REDAÇÃO: Rua Euclides da Cuniia, 33 -<br />

Santa Maria da Vitória-Bakia-Brasil-<br />

CEP 47640 - fone (073)483-1130<br />

PREÇOS: Número avulso - Cr$2.000<br />

Assinatura Anual:<br />

-Normal-Cr$24 . 000<br />

-Apoio -Cr$50.000<br />

Composto pela Redação e Impresso na IND.<br />

GRAFICA CORRENTE LTDA.- Rua Cel. Flores,<br />

78-A - Fone. 484-2202 - Santana - Bahia.<br />

JAN/-8é


HDMINISTRHCHO F. HLNES<br />

o 'PREFEITO PERFEITO<br />

E isso flí<br />

Eaquante • prefeit©<br />

Fraacisc© Alves usa I<br />

o diiilieiro do pov©<br />

«.a construção de<br />

©bras faraôaicas<br />

como © Parque de<br />

Exposições e © Ce»<br />

tr© AdmiJLlstrativ©<br />

J©ã© Durval Carmei-a<br />

r© - quê qui esse<br />

cara fez por Saa-<br />

ta Maria pra ser<br />

homeaiagead© assim?-1<br />

a cidade se trans-<br />

forma *usia verda-<br />

deira EXPOSIÇÃO DE<br />

LIXO, As fotos<br />

comprovam © que<br />

afirmamos. MOHTE BE IIZO EM FRENTE AO GRUPO ESCOLAR Dr» JOSÉ BORBA<br />

Isto que estamos<br />

m©stra*do representa<br />

minúscula parte<br />

da situação de<br />

sujeira em que se<br />

encontra nossa<br />

cidade»<br />

E, pior ainda, a<br />

sujeira da Admi- ^5<br />

nistração Fran-<br />

cisco Alves não<br />

acontece semente<br />

em termos físicos<br />

As professoras<br />

rurais e urbanas<br />

©s garis e ou-<br />

tros funcionários<br />

da prefeitura<br />

- exceto uns poucos PRAÇA HO JARDIM PIPA Ã MARGEM DO RIO CORREHTE<br />

parasitas privilegiados-<br />

ganham mal e recebem com<br />

atras©. A Administração Prancisc© Alves é, p©rtanto, LIXO SÓI<br />

0* ?$XJ%Qf<br />

JAN- 86


EXTRATOS DE ESTATUTOS<br />

EXTRATO DOS ESTATUTOS DA ASSOCIAÇÃO<br />

ATLÉTICA CASTRO ALUES<br />

Art. 12 - A Associação Atlética<br />

st.ro.Alves, funaaaa em L'<br />

onde tem^sua sede e fórum, e uma ,<br />

Associaçaç Desportiva destinada a<br />

cultura, a pratica de desportos es<br />

pecialmente o Futebol, podendo prü" •<br />

mouer a realização de torneios e "^<br />

campeonatos internos, em suas di-<br />

versas modalidades de esporte,<br />

Art. 283..- Constituem poderes da '<br />

Associação Atlética Castro Alves:<br />

Assembléia Geral e Diretoria,<br />

§ Único - A constituição e Funcio-<br />

namento dçs poderas estabelecidos<br />

nesçe artigo, estão previstos nos<br />

capítulos e artigos apropriados '<br />

destes estatutos,<br />

Art, 54S - Os presentes estatutos<br />

para serem reÇormados, no todo ou<br />

em parte, Cera de ser assentado pe<br />

Ia Assembléia Geral, especialmente<br />

convocada para este fim, se assim<br />

convier os interesses do Clube, ou<br />

por forças da Lei a que for obriga<br />

do a obedecer, —<br />

Santa Maria da Vitória, 13 de da<br />

zembro de 1985, —<br />

Pedro Mariano Messias Alves Chaves<br />

Presidente Uice-Presidente<br />

EXTRATO DOS ESTATUTOS DA SOCIEDADE<br />

ESPORTIVA RODOCLUBE<br />

Art, le - A Sociedade Esportiva Ro-<br />

doclube, fundada em 20 de janeiro de<br />

1975f nesta cidade de Santa Maria da<br />

Vitoria, Estado da^Bahia, onde tgm<br />

sua sede e fórum, e upa Associação<br />

Desportiva destinada a cultura, à<br />

pratica de desportos especialmente o<br />

Futebol, podendo promover a realiza-<br />

ção de torneios e campeonatos inter-<br />

nos, em suas diversas modalidades de<br />

esporte,<br />

Art, 285 - Constituem poderes da So-<br />

ci§dade Esportiva Rodoclube: Assem-<br />

bléia e Diretoria,<br />

§ Único - A constituição e funciona-<br />

mento dos pode£es estabelecidos neç-<br />

te artigo, estão previstos nos capí-<br />

tulos e artigos apropriados destes<br />

Estatutos,<br />

Art. 54S - Os presentes Estatutos pa<br />

ra serem reformados, no todo ou em ""<br />

parte, ^eva de ser assentado pela<br />

Assembléia Geral, especialmente con-<br />

vocada para este fim, se assim con-<br />

vier os interesses do Clube, ou por<br />

forças da Lei a que for obrigado a<br />

obedecer.<br />

Santa Maria da Vitória, 13 de de-<br />

zembro de 1985,<br />

Milton Rodrigues Souza-Presidente<br />

Ailton Alves Chaves-V,Presidente<br />

EXTRATO DOS ESTATUTOS DO ESPORTE EXTRATO DOS ESTATUTOS DO SÃO FELIX<br />

CLUBE SANTA MARIA<br />

FUTEBOL CLUBE<br />

Art. 18 - o Esporte C lube Santa Ma Art, 15-0 são Felix Futebol Clube,<br />

ria, fundado em 08 de setembro de"" fundado em 25 de dezembro de 1982,,<br />

1983t ijesta cidade de Santa Maria nesta Cidade de Santa Maria da Vitoda<br />

Vitoria, Estado da Çahia, onde ria, Estado da^Bahia- onde tgm sua<br />

teffl sua sede e fórum, e um^t Associ sede e fórum, e^uma Associação,Despor<br />

açao^Oesgortiva desti nada a cultu- tiva destinada a cultura, a pratica<br />

ra, a pratica de desp ortos especi- de desportos especialmente 2 Futebol,<br />

almente o futebol, po dsndo promover podendo promover a realização de tor<br />

a realização de torne ios e campeo- neios e campeonatos internos, em<br />

natos internos, em su as diversas suas diversas modalidades de esporte,<br />

modalidades de esport e,<br />

Açt. 286 - Constituem podereç do Sao<br />

Art, 238 - Constituem poderes do^Es Felix Futebol Clube: Assembléia Geral<br />

porte Clube Santa Mar ia: AssembleiS" e Diretoria,<br />

e Diretoria.<br />

§ Único - A constituição e funciona-<br />

§ Único - A constitui ção e funcio- mento dos poderes estabelecidos nesnamento<br />

dos poderes e stabelecidos te artigo, estão previstos nos capínes^e<br />

artigo, estão p revistos nos tulos e artigos apropriados destes<br />

capítulos e artigos a propriados ' estatutos,<br />

destes estatutos.<br />

Art, 545 m Os presentes estatutos pa<br />

Art, 54S - Os present es estatutos ra serem reformados, no todo ou em ""<br />

para serem reÇorraados , no todo ou parte^ terá de ser assentado pela As<br />

em parte, ^eva de ser assentado pe sembleia Geral, especialmente convo-<br />

Ia Assembléia Geral, especialmente cada para este fim, se assim convier<br />

convocada para este f ira, se assim os interesses do Clube, ou por forconvier<br />

os interesses do Clube, ou ças da Lei a que for obrigado a obepor<br />

forças da Lei a q ue for obrigja decer,<br />

do a obedecer.<br />

. Santa Maria da Vitória, 13 de de-<br />

Santa Maria da Vitó ria, 13 de d^ zembro de 1985,<br />

zembro de 1985.<br />

Osmir de Souza Celestino-Presidente<br />

Luiz Carlos Ramos Cru z-Prgsidente Luiz Carlos Ferreira-V,Presidente •<br />

Florisvaldo Francolin o Leao-V.Presidante.<br />

^?$*fêÔte<br />

JAN- 86.


ADERI PROMOVE II ENCONTRO<br />

DE EDUCAÇÃO<br />

A ASSOCIAÇÃO DE DESENVOLVIMENTO<br />

RURAL INTEG-RADO (ADERI) prom» -<br />

veu em Saata Maria da Vitória,<br />

»o período de 6 a 10 de Ja»eir«<br />

de 1986, e II ENCONTRO SOBRAI E-<br />

DÜCAÇlO E DESENVOLVIMENTO, cum-<br />

priado assim a penúltima etapa<br />

de seu Projet© "Aaimaçae Cultu-<br />

ral", subveacioaado pela CESE -<br />

C»orde»adoria Ecumêaica de Servi<br />

ç». Salvador.<br />

0 E».c«atro foi coordeaad© pelos<br />

Professores Admardo Serafim de 0<br />

liveira (prof. de Filosofia da E<br />

ducação da DEES-Uaiversidade Fe-<br />

deral do Espírito Saat© e profio.<br />

do coxkecedor da obra do Educador<br />

Paulo Freire), Rita de Cássia<br />

Memdes (Estudante de História da<br />

ÜFB»-ü»iversidade Federal da Ba-<br />

hia^ profi do Colégio Salesiaao<br />

de Salvador), Edna Oliveira (Es-<br />

tudante de Pos-Graduaçao pela<br />

TJFES) e Raimundo Silva (licencia<br />

do em História pela UCSal e prof<br />

do Colégio Sistema de Salvador).<br />

A programação do encontro versou<br />

sobre os seguintes temas: dias -<br />

6 - Planejamento Educacional, com<br />

projeção dos slides "A Indicação<br />

no Brasil"; 7-0 Livro Didático<br />

projeção de slides "As onças e os<br />

gatos"; 8 - A Formação do Educsu-<br />

dor, acompaaAando os slides "No-<br />

ta para que?"; 9 - A Participa-<br />

ção da Comunidade na Escola; e<br />

dia 10 - Reflexão Filosófica so-<br />

bre os temas de maior interesse<br />

dos participantes d© encontro, re<br />

caindo a discussão sobre o tema<br />

Filosofia do Corpo,<br />

Apesar da proposta de participa-<br />

ção ampla da comunidade e da di-<br />

vulgação ter sido conduzida nes-<br />

te sentido, notou-se a presença<br />

em sua maioria de técnicos da<br />

EMATERaBA, os quais trabalkam •<br />

com educação e extensão rural e<br />

professores engajados no ensino<br />

de 12 e 22 grau.<br />

^p$xmi~\<br />

Ressalte-se neste encontro a importân<br />

cia que a ADERI vem dedicando aos pro<br />

blemas da Educação em nossa região,<br />

principalmente aqueles voltados para<br />

a educação geral do indivíduo na soei<br />

edade, levando em consideração a bus-<br />

ca permanente de novos caminkos que<br />

liberte o ser immano da ordem estabe-<br />

lecida de uma dominação cultural que<br />

transfigura © crescimento intelectual<br />

do komem em seu meio e consequentemen<br />

te a perda de sua identidade cultural.<br />

Alem das sementes de uma educação li-<br />

bertadora que ali foram lançadas, fi-<br />

cou a proposta de se criar um núcleo<br />

em Santa Maria da Vitória visando a<br />

prática do Método Paulo Freire de Al-<br />

fabetização.<br />

Desde a realização do I ENCONTRO SO-<br />

BRE EDUCAÇÃO E DESENVOLVIMENTO, ©cor-<br />

rida em março/85, algo começou a mu-<br />

dar em nossa cidade em termos de Edu-<br />

cação, ainda que não palpáveis no mo-<br />

mento. A prática dos que atuam nesta<br />

área - em especial dos que participa-<br />

ram dos encontros - está sofrend© al-<br />

terações, a preposta de educação de<br />

Paulo Freire só não sensibiliza aos<br />

que lucram com a alienação do povo.<br />

Para os que pretendem se aprofundar<br />

na questão da Educação libertadora,<br />

a Biblioteca Campesina c©l©ca à dis-<br />

p©siçã© alguns livr©s que certamente<br />

contribuirá© para um mel]a©r entendi-<br />

ment© d© trabalho de educação popular.<br />

Além de diversos livros do próprio<br />

Paul© Freire, a Campesina tem no seu<br />

acervo importantes obras de Rubem Al-<br />

ves - "Conversas com quem g&Bta. de en<br />

sinar" e "Estórias para quem gosta de<br />

ensinar" -, Makarenko - "Peema Peda-<br />

gógico" - Rosiska e Darcy de Oliveira,<br />

- "Cuidado, Escolai", além de muitos<br />

outros títulos que abordam o tema,<br />

inclusive alguns artigos e palestras<br />

do Prof. Admardo Serafim de Oliveira.<br />

E então: vamos começar a transformar<br />

a sociedade santamariense a partir da<br />

_Eduçasã© Popular?<br />

SAN- S6


«<br />

EXTRATOS DE ESTATUTOS DO CLUBE DE<br />

REGATAS MONTE CASTELO<br />

Art. 19-0 Clube de Reqatas Mon-<br />

te Castelo, fundado em 19 de no -<br />

verobro de 1954, nesta Cidade de '<br />

Santa Maria da Vitória, Estado da<br />

Çahia, onde tem sua sede e fórum,<br />

e uma Associação Desportiva desti<br />

nada a cultura, a pratica de des-<br />

portos especialmente o Futebol, '<br />

podendo promover a realização de<br />

torneios e campeonatos internos,<br />

em suas diversas modalidades de '<br />

esporte.<br />

Art, 282 - Constituem poderes do<br />

Clube de Regatas Monte Castelo:<br />

Assembléia Geral e Diretoria,<br />

§ Único - A constituição e funcio<br />

namento dos poderes estabelecidos"<br />

neste artigo, estão previstos nos<br />

capítulos e artigos apropriados •<br />

destes estatutos,<br />

Art, 543 - Os presentes estatutos<br />

para serem reformados, no todo ou<br />

em parte, terá de ser assentado •<br />

pela Assembléia Geral, especial-<br />

mente convocada para este fim, se<br />

assim convier os interesses do '<br />

Clube, ou por forças da Lei a que<br />

for obrigado a obedecer.<br />

Santa Maria da Vitória, 13 de<br />

dezembro de 1985,<br />

Durandir Pereira da Silva-Presi-<br />

dente<br />

Deccleciano Mangueira de Souza -<br />

U.Presidente<br />

O HO<br />

DO CAMPO<br />

0 homem que sai do campo<br />

Para viver na cidad»<br />

Deixando as verdsjs «atas<br />

A lugar da vaidade.<br />

Homem do campo<br />

Destemido e leal #<br />

La seus filhos e uma jóia<br />

'Ca e um marginal.<br />

Homem do campo<br />

Nunca deixe de lutar<br />

0 voto e sua arma<br />

E a hora de vingar.<br />

Homem do campo<br />

0 trabalho bem nos faz<br />

Tuas mãos calejadas<br />

Este e o símbolo da Paz.<br />

Homem do campo<br />

Que chora as^suas dores<br />

Fuja das astucias<br />

Dos projetos enganadores.<br />

Homem do campo<br />

A esperança nag acabou<br />

Nosso símbolo e a Paz<br />

Que o mundo consagrou.<br />

Homem do campo<br />

Desperte^o teu olhar<br />

É hora», f hora», É hora'.<br />

Vamos nos organizar,<br />

ORLANDO RIBEIRO DA SILVA<br />

Santa Maria, 10-dez-e5<br />

HALLEY^VISTO COM BONS OLHOS<br />

Foi visto nos dias de Santo Reis,<br />

em Santa Maria, um grupo de jovens<br />

entre 15 e 20 anos, denominado '<br />

"Grupo Halley", com tambores, flau<br />

tas e violões, fazendo a Festa de""<br />

Reis, cantando e dançando nas ca-<br />

sas^que abriam suas portas para re-<br />

cebê-los,<br />

0 trabalho desses meninos chamou a<br />

atenção da população e conquistou a<br />

simpatia^da mesma quando eles canta<br />

vam as musicas de "reis" pedindo iT<br />

cença para cantar o Santo Reis, sa-<br />

indo de casa em casa.<br />

Ate que enfim um grupo que se apre-<br />

sentava somente através de pichaçoes<br />

nas paredes da cidade com seus slo-<br />

ganis, assume um comportamento práti<br />

co, fazendo arte popular e resgatajT<br />

do nossas autenticas manifestações""<br />

artísticas e culturais,<br />

Se a proposta do "Grupo Halley" for<br />

realmente levada a serio, podem con<br />

tar com o modesto apoio deste jornal<br />

e da Casa da Cultura "Antônio Lisboa<br />

de Morais",<br />

Y£M AI A j£M4A/A DE A*TE £ CULTü/L*<br />

J>E JANTA MAR IA DA VOOI^A .<br />

o^p^seim^:<br />

jAN-$é


DIRETORIADO SI<br />

TRABAL<br />

V/arias denúncias de trabalhadores<br />

rurais tem chegado a este jornal,<br />

criticando o comportamento da atu<br />

ai diretoria do Sindicato dos Trã"<br />

balhatíores Rurais de Santa Maria""<br />

da Vitória e^Coribe, no que se re<br />

fere a criação de Associações de""<br />

Moradores nos Distritos destes 2<br />

municípios.<br />

Estas Associações, segundo os tra<br />

balhadores, serviriam para eles T<br />

fazerem^suas reivindicações junto<br />

aos orgaos governamentais que es-<br />

tão constantemente colocando di-<br />

nheiro a disposição do sindicato.<br />

Ocorre, porem, que o sindicato '<br />

tem rejeitado a ajuda sob o argu-<br />

mento de que nao pode se tornar '<br />

dependente, o que e mais do que a<br />

certado. A ajuda do governo sp va<br />

le a pena se nao sacrificar a au~"<br />

tonomia da entidade dos trabalha-<br />

dores .<br />

Enquant 0 13 asso ciad os estão<br />

sem pod er u sufrui r dos con venios<br />

médicos -odo ntolog icos, sem transportes,<br />

sem verba para aqu isicao<br />

de maqu inas e imp lemen tos agrico-<br />

Ias, se m es colas e sem con dições<br />

de impl anta rem pr o j e t o s de irriga<br />

ção, ai em d e outr os^be nefí cios<br />

que mel hora riam o ni ve 1 de<br />

dos tra balh adores rura is,<br />

os da m isér ia a q ue es tao<br />

dos.<br />

T<br />

vida »<br />

tirandosubmeti<br />

Aconte ce que o s trabalh adores des^<br />

cobrir am as at itudes di visionistas<br />

da atual d iretoria do STR -<br />

atrela da à CUT - e part iram para<br />

dar um a respos ta ao imo bilismo do<br />

sindic ato, cri ando, mes mo co.rr- as .<br />

dificu Idades i mpostas p ela direto<br />

ria qu a esta p artindo a te mesmo<br />

para a s ameaça s - como<br />

de Das on, memb ro da atu<br />

ria do STR, qu e chegou<br />

de diz er que n ao podia<br />

a asso ciação d o povoado<br />

do sem a inter ferencia<br />

to»<br />

T "<br />

foi o caso<br />

ai diretoao,.ponto<br />

'<br />

ser criada<br />

de Mozondo<br />

sindica<br />

Ainda no mesmo povoado - Mozondofoi<br />

discutida a possibilidade deT<br />

se formar uma chapa de consenso '<br />

para represent ar os interesses do<br />

sindicato e do povo daquela localidade,mas<br />

aco ntece que os diret£<br />

res sindicais ja estavam fazendo<br />

ua trabalho pa ralelo - nisso eles<br />

sao muito bons „- criando uma segunda<br />

Associaç ao, com o intuito '<br />

DIÇATO DIVIDE O<br />

HADORES<br />

exclusivo de monopolizar e frear o avan_<br />

ço da organização dos trabalnadores.<br />

Nas eleições desta mal-intencionada n a&_<br />

sociação de Moradores de Mozondó" - es-<br />

ta, para atender os interesses de dire-<br />

toria da sindicato e consequentemente<br />

do PT, da CPT e da CUT, fizeram até cri_<br />

ancas votarem. Depois^disso, convocaram<br />

3 reuniões e o povo nao compareceu em<br />

sinal de protesto.<br />

Outro exemplo que mostra o mau comporta_<br />

mento dos dirigentes sindicais santama-<br />

rienses em relação aos trabalhadores e<br />

que mostram que eles gostam de dividir<br />

e boicotar o movimento popular esta a-<br />

contecendo na região de Cuscuzeiro (3,<br />

Maria), onde as mesmas entidades assu-<br />

mem comportamento idêntico, enquanto<br />

os moradores da região de Riacho d^gu-<br />

a, Uolta Grande, ^Olho 0'iígua e Cuscuzei^<br />

ro decidiram no último dia 29 rie dezem-<br />

bro do ano passado criar a Associação '<br />

do Moradores do Cuscuzeiro, em eleições<br />

livres e democráticas, os citados opos^<br />

tores estão mais uma vez querendo criar"<br />

uma associação paralela, através da re-<br />

gião de Capim Grosso, onde eles acredi-<br />

tam contar com a maioria dos habitantes,<br />

Estas denuncias nos deixam cada vez mais<br />

decepcionados com a atuação dos referi-<br />

dos dirigentes sindicais, que se autcin_<br />

titulam defensores do povo trabalhador""<br />

e de repente deixam a mascara cair 2 mos<br />

tram que estão mais a serviço do PT, da<br />

CPT e da Igreja do que a serviço, dos '<br />

trabalhadores.<br />

Finalmente, resta-nos admirar a resisten<br />

cia dos trabalhadores que lutam para se""<br />

manter unidos;^ que continuem firmes e<br />

atentos para não deixarem que algumas<br />

conhecidas entidades monopolizem e con-<br />

trolem as lutas populares.<br />

LEiA MA CAM^tsÍMA<br />

- 0 ^^^ Í SÍN^OVUSNAO<br />

%$WM£rz JAN-SÓ


8<br />

CRÔNICA DA DESCRENÇA<br />

Hoje eu tive pena<br />

Pena de mim, de lhe,.. Pena de nos,<br />

Eu vi nos olhos de alguém o café<br />

puro cedo,<br />

Ele foi a Rampa do Congresso aplaudir,<br />

Eu vi meu Brasil Varonil mais uma vez<br />

ser^palco de apenas aplausos.<br />

Os irônicos artistas estavam<br />

impecáveis*.<br />

Muitos chegaram de importação,<br />

Hoje eu tentei ver a Rosa,<br />

Que Rosa? A rosa, A rosa que a minha<br />

infância falou que havia.<br />

Onde? No futuro, quando eu<br />

crescesse,<br />

Procurei-a em cada floricultura,<br />

em cada namorado, em paradas de<br />

ônibus, sob o asfalto e ela nem<br />

tentava nascer,<br />

Olhei os Ministérios e cada um me<br />

disse gue não,<br />

A multidão esperava a posse e em<br />

cada rosto eu leio que eles<br />

acreditaml<br />

Em que? na rosa,<br />

Que rosa?wA rosa da qual rainha<br />

adolescência falou,<br />

Onde? No futuro, quando eu<br />

amadurecesse,<br />

Procurei-a em cada escola, nas<br />

universidades, passeatas, nos<br />

governantes e nao a encontrei,<br />

Olhei nos olhos dos^adultos e eles<br />

ms disseram que nao,<br />

A multidão esperava a posse sambando.<br />

Bandeiras brasileiras X bandeiras<br />

vermelhas,,,<br />

E eles acreditam,,. Em que?<br />

Na rosa. Que rosa? A rosa da qual a<br />

rainha maturidade ainda falou,<br />

Onde? Num futuro próximo, quando eu<br />

envelhecesse,<br />

Procurei-a em todos os orfanatos,<br />

asilos, prisões, hospitais, aeropojr<br />

tos,,. Em todas as igrejas e nao a<br />

encontrei.<br />

Olhei triste para os olhos^dos velhos<br />

e eles me disseram que nao havia<br />

rosa nenhuma,<br />

A multidão esperava a posse e no dia<br />

seguinte ela nao conseguiu comprar o<br />

pao, Mas eles acreditam na ROSAI<br />

Eles ainda conseguem acreditar na<br />

rosa murcha dentro de todos os<br />

coraçoasl<br />

Oçp^im^<br />

A rosa murchou com o desemprega,<br />

cora a miséria nos lares, ccrri a<br />

violência nas ruas, com a corrupção<br />

do meu Pais,<br />

Nem os famintos-desempreçados-<br />

devedores,,, Meu Deusl Ainda<br />

acreditaml<br />

Em que? Na ROSA»,<br />

IEDA MARIA DE ALMEIDA<br />

BIGAMIA<br />

0 Gerente de um estabelecimento de<br />

credito, da Capital do Estado,,foi<br />

transferido^para uma cidade próxima,<br />

por conveniência do Banco Central,<br />

como o mesmo era casado e possuía<br />

duas filhas menorçs- a esposa recusou-se<br />

a acompanha-lo porque morava<br />

com sua mae ja idosa, e nao queria<br />

deixa-la sozinha,<br />

Cumpriobo ordem superior, o Bancário<br />

para Ia se deslocou, hoçpedando-se<br />

nym Hotel cuja proprietária era sin^<br />

patica e desquitada. Decorridos al~<br />

guns dias, ambos começaram a se gos<br />

tar, nascendo uma filha daquela amT<br />

zade,<br />

0 Gerçnte sempre visitava a família<br />

pos sábados e domingos, retornando<br />

a cidade onde e§tavawlotado, na seounda-feira,<br />

ate então, a esposa na<br />

3a sabia,do que estava acontecendo""<br />

por detrás dos bastidores.<br />

Subitamente, o Bancário foi acometido<br />

de derrame cerebral, morrendo<br />

inesperadamente, tendo sido sepultado<br />

na Capital,<br />

No 7s dia a tarde, a esposa com as<br />

filhas foram visitar g sua sepultura,<br />

che 3ando no Cemitério<br />

Ja tumba ne 128, e aproxima-<br />

ram-se oa tumba ns iZb, e com surpresa,<br />

depararam com uma senhora<br />

acompanhada de uma garotinha, orando<br />

no túmulo do seu esposo,<br />

Ela nao se conteve, meditou um,pouco<br />

e disse-lhe: "A senhora,esta e-<br />

quivocada, esta sepultura e de mau<br />

esposo falecido recentemente," A mu<br />

lher toda desapontada com o que acS"<br />

bava de presenciar, responçjeu-lhe :~"<br />

"Minha senhora, o extinto e pai dçs<br />

ta menina, ele estava hospedado ha""<br />

quatro anos no meu Hotel, motivo<br />

'porque aqui estamos orando e colocando<br />

estas flores no seu sepulcro<br />

como lembranga,<br />

(Colaboração de um Cronista Santamariense)<br />

JAN-8é


EVASÃO E REPETÊNCIA NAS 1^ SERIES<br />

DAS ESCOLAS DEI^GRAU<br />

Embora esforços coasideráveis têm<br />

sido feitos em todos os países a<br />

fim ^e toraar o easimo básico ac-<br />

cessxvel a todos, isto esta aiada<br />

loage de ser^uma realidade, mor-<br />

meate aos países subdeseavolvidos»<br />

Em 1968, por exemplo, cerca de<br />

lOfí das criaaças de todo o maàdo<br />

estavam de algum modo matricula-<br />

das em algum tipo d9 escola. Mas<br />

ao passo íjue aos países deseavol-<br />

vidos 98^ das criaaças frequeata-<br />

vam algum tipo de/estabelecimeato<br />

de easiao, aos caises subdeseavol<br />

vidos apeaas 58% de SUííP criaaçaS'<br />

eatre 7 e 14- aaos gozavam este *<br />

privilegio»<br />

Eatretaato, o que^tora^ este pro-<br />

blema mais água* s 0 aumero de *<br />

criaaças que aao claegam, sequer,<br />

a eatrai- aas escolas. Aqui as es-<br />

tatísticas mais sigaificativas sao<br />

as do coatiaeate africaao oade^ '<br />

cerca de 8 eatre Io criaaças aao<br />

sao escolarizadas. Na América Lati<br />

aa a proporção é de 3 ou 4 eatre<br />

10 criaaças. Diaate destas cifras<br />

estarrecedoras os países subdesea<br />

volvidos aiada ea^reatam um grave<br />

problema: o alto xadice de aluaos<br />

repeteates e/ou de aluaos desistea<br />

tes.<br />

Coasideremos, primeirameate o aúme<br />

ro de criaaças que evadem das es-""<br />

colas. Assim, 1 eatre 2 alyaos afri<br />

caaos evadeip aa primeira serie da ""*<br />

escola pçimaria. Os da^os referea-<br />

tes a America Latiaa sao de apro-<br />

ximadameatç 1 eatre 4 criaaças. No<br />

caso especifico do Brasil a situa-<br />

ção se apreseata da seguiate forma:<br />

Nas regioes^Norte e Nordeste as ta<br />

xas de evasão escolar sãojaaiores.<br />

Os Estados de pior situação são o<br />

ELauí (75^) e Sergipej7450. Nos<br />

demais Estados e regiões do< pa^S' as<br />

taxas variam eatre 60 a SOjS. Sao<br />

Paulo possui as meaores taxas com<br />

apeaas 23/6 seguida de Saata Cata-<br />

riaa com 40^. A situação global do<br />

Brasil se apreseata, pois, assim:<br />

de cada 1.000 aluaos que iaiciam<br />

a li série, apeaas 43o alcaaçam a<br />

2i, 352 a 3», 297 a 4» e 235 a 5».<br />

Portaato. destas 1,000 criaaças,<br />

apeaas .180 coacluem o ^12 grau, ou<br />

seja, termiaam^a 8* série. Estas<br />

mesmas taxas aão são tão diferea-<br />

tes qyaado se trata do problema de<br />

repeteacia.<br />

Pr«f, Admard» Serafim de Oliveira (*)<br />

Desta forma, o peato de estraagulamea<br />

to do sistema escolar brasileiro, co-<br />

mo acabamos de ver, é a passagem da<br />

li para a 2* série, oade as taxas de<br />

repeteacia e evasão ckegam a 56^. A<br />

partir da 2t série, as taxas oscilam<br />

eatre 30 e 359^. 0 graade desafio, por<br />

taato, é saber detectar com rigorosa<br />

precisão quais sao as causas destas<br />

cifras tão elevadas. Já se toraou co-<br />

mum peasar que são fatores socio-ec£<br />

aômicos os determiaaates de tal situa-<br />

ção. Mas isto por si só já aao satis-<br />

faz os pesquisadores educacioaais que<br />

procuram aaalisar outros fatores que<br />

também determiaam estas altas taxas<br />

de evasão e repeteacia aas séries iai-<br />

ciais do easiao brasileiro, mormeate<br />

o easiao público e gratuito. Pedagogos<br />

e filósofos da educação" maHüTexigeates<br />

apoatam como um fator importaate o fa-<br />

to de estar o easiao público voltado<br />

iateirameate para o aluao ideal. Isto<br />

sigmifica que as classes dtmiaaates<br />

fazem um sistema de educação para atea<br />

der os seus iateresses. Este sistema<br />

aão satisfaz, portaato, os iateresses<br />

das classes domiaadas, pois através<br />

dele toda a ideologia do modelo ecoaô-<br />

mico do capitalismo é imposto sobre<br />

as camadas iaferiores da sociedade,<br />

que aão coaseguem assimilar o coateúdo<br />

programático que Ikes são impostos de<br />

cima para baixo.<br />

Aiada aciiamos por bem ressaltar que a<br />

formação do educador é também um fator<br />

determiaaate ao elevado íadice de eva-<br />

são e repeteacia, 0 educador brasileiro<br />

formado^aum clima de autoritarismo e<br />

repressão iacorporou em sua persoaali-<br />

dade este autoritarismo exacerbado. As-<br />

sim temos,um modelo de educação ngida,<br />

aati-dialogica e autoritária em que ©<br />

sistema de avaliação e feito levaado-se<br />

em coata apeaas o que o aluao repete<br />

para o professor por meio de provas e<br />

testes. 0 educador brasileiro foi, d©e~<br />

ta forma des-educado, A imeasa tarefa<br />

que pesa agora^sobre os aossos ombros<br />

e a de re-educa-lo, Como já dizia o<br />

velko Marx "o educador precisa re-edu<br />

car-se coatiauameate".<br />

(*) Professor de Filosofia da Educação do PPGE-UPES: Programa de Pos-Gradua<br />

ção em Educação da Uaiversidade Federal do Espírito Saat©,<br />

sM^- 86<br />

Tr


10<br />

— i ■ ■■—*—^ IIII.I..IU Mi i i<br />

A PALAVRA<br />

DO CONTADOR<br />

EM quase toaos os tra balhos sobre<br />

cone eitos, postu lados e prin cipios<br />

cont abeis, ençon tramos ref er ência a<br />

enti dade c ontabi 1» £U j a impo rtancia<br />

envo Ive a delimi taçao do cam po de '<br />

inte rssse da Con tabili dade e , cons^<br />

quen temant e, fun ciona como e leraentõ'<br />

sele tivo d as ati vi dade s que deverão<br />

ser euiden ciadas atrau es das demons<br />

traç ões co ntabei s.<br />

A en tidade a u m postul ado de base £<br />

mine ntemen te j undica e estabelece""<br />

a ne cessid ade de a Con tabilidade '<br />

dist inguir » in equivoca mente, as pes_<br />

soas juríd icas que ela representa,""<br />

das pessoa s fí sicas do s seus sócios.<br />

Assi m send o, p ertencem a esse ser '<br />

abst rato o rAti vo, o Pa ssivo e o Patrim<br />

Snio L iqui do, fica ndo o direito<br />

dos sócios con dicionad o as destinaçoes<br />

que 1 egal mente Ih es forem defe<br />

rida 8,<br />

Esse postulado exige considerável '<br />

esforço organizacional com vistas a<br />

segregar com equidade e segurança gur<br />

essas duas personalidades (ju rxdica<br />

e física).<br />

t im port ante, toda via, q ue nao se '<br />

pare a de vist a a n ecessi dade de i-<br />

dent if ic ar a unida de eco nomica que<br />

admi nist ra os recu rsos o btidos, a-<br />

plic ando -os n a rea lizaçã o dos fins<br />

que se t em em mira alcan çar, para o<br />

que deve ra te r cap acidad e de assum^r<br />

e li quida r obr igaçõa s, caractenst<br />

icas de u ma en tidade contabil ,<br />

qual quer que seja sua or ganização »<br />

jurí dica e in depen dente de ter ou<br />

nao fina lidad e luc rativa<br />

Por isso, numa visão mais moderna,<br />

podemos entender como entidade qual<br />

quer departamento ou centro de cus-<br />

to capaz de produzir receita e de '<br />

receber apropriações dos custos que<br />

lhes sao pertinentes.<br />

Entretanto, o caráter mais significativo<br />

da entidade e c de distinguir<br />

os diferentes interessas presentes<br />

na empresa a se expressa pela eçjuaçao:<br />

Ativo-Passivo, Nessa equação,<br />

os direitos dos acionistas sobre o<br />

patrimônio liquido estarão restritos<br />

a parcela declarada como distri<br />

buivel gela Assembléia e a outras ""<br />

restrições legais, em regime de con<br />

tinuidade. f ""<br />

«?trã*.ÇÍ! a fcd a «yitorÍa-Ba.. 14,1.86<br />

"VAStONtELOS OLlt/EIRAttCNTABÍLlOAOE"<br />

. JL1KH tLUN Mt<br />

^001-8'<br />

e 4.457,<br />

BOA LENHADA I<br />

Carta \jazt houve uma festa noturna<br />

na zona suburbana, numa cidade do<br />

interior da Bahia, como de praxe,<br />

a Policia depois das 22,00 horas '<br />

faz a ronda. Ia chegando encontrou<br />

tudo em ordem, decorridos alguns<br />

minutos, talvez, por excesso de be<br />

bida, começou uma discussão entre""<br />

dois participantes da festa, o cer<br />

to e que, dentro de instantes, allTs<br />

se agarraram, tendo havido interver.<br />

çao da Policia, para punir os culpe<br />

dos, os policiais foram obrigados ã<br />

usar cassetetes, la^se v/ai pancada<br />

daqui, dali a dacolá, com isto utr<br />

dos policiais sempre ouvia uma voz<br />

oculta: "boa lenhada»... ^ isso,<br />

por repetidas vezes, ate que enfim,<br />

o policial^dascobriu um dos partici<br />

pantes atras da porta, c policial "<br />

surpreendido, disse: "Ahl é você<br />

que, esta aqui escondido, dizendo:<br />

"boa lenhada"?.,., agora chegou a<br />

sua vez". Deu-lhe uma boa "chamada"<br />

nas costas, o camarada mudou logo<br />

de conversa e foi dizendo: "Ühl lenhada<br />

da pestel"<br />

Sta.Maria da l/itoria, 30-04-85,<br />

(reportagem de um Cronista do In-<br />

terior)<br />

ESCONDERIJO DO AiMOR<br />

Triste, procuro encontrar o calor humano<br />

em tudo que cerca-me,<br />

Meu olhar procura com esperança em tu<br />

do que ve, algo que preencha o seu ""<br />

brilho de amor.<br />

E olhando no azul do céu -que estava<br />

iluminado pelas estrelas, como brilhantes<br />

a luz do sol, descobri onde<br />

encontrar o amor.<br />

0 amor está em cada rosa, em cada<br />

miniatura da natureza.<br />

0 amor está em cada frase, em cada<br />

olhar, em cada surpresa da vida.<br />

0 amor esta em nosso caminho, em cada<br />

icmento, em cada sorriso, em cada dor,<br />

0 amor esta em cada ser, na autora.<br />

em mim, em nos, em cada filho de<br />

Deus,<br />

LUCIENE (21.9.84)<br />

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"0 QUE E AMOR"<br />

"E POR FALAR EM AMOR"<br />

"DE MARIAZINHA A MARIA"<br />

"CONVERSANDO SOBRE SEXO"<br />

"0 QUE E CONTABILIDADE"<br />

! o^posmof i> JAU-86


11<br />

Raras sao as manhas em que nao<br />

estão reunidos alguns comerci-<br />

antes, carroceiros, boiadeiros<br />

e curiosos na Barraca de Didi,<br />

na Praça dos Afonsos, em Santa<br />

Maria, para ouvir e rir das '<br />

historias que acontecem na vi-<br />

da do cômico "fazendeiro" Roxo<br />

Capa Curta - que nunca foi pro<br />

prietario e nem tampouco cria-<br />

dor de gado - contadas por ele<br />

numa seriedade tamanha que,quero<br />

nao o conhece, termina acredi-<br />

tando nas suas façanhas.<br />

As pesso as ficam n a expectativa<br />

da ch egada de R oxo Capa Cur<br />

ta, que chega bem humorado,<br />

cumprime ntando a t<br />

recepcio nado em se<br />

cafezinh o. Logo ap<br />

acende u m cigarro<br />

começa a falar dos<br />

alizados " por ele<br />

"fazendo iro".<br />

T<br />

odos e sendo<br />

guida com um<br />

os, Roxo ♦<br />

de palha e '<br />

negócios"^<br />

na vida de<br />

- "Ainda outro dia, chegou um<br />

boiadeiro da cidade de Feira de<br />

Santana interessado em comprar<br />

uma mamotada,<br />

Oe repente, apareceu um ma-<br />

landro e disse ao forasteiro,<br />

apontando pra mim, "aquele fa-<br />

zendeiro que esta^sentado ali<br />

na ponte do Canecão costuma '<br />

ter boiadas pra venderU 0 boia<br />

deiro, meio desconfiado, sem T<br />

acreditar muito na conversa do<br />

informante, dirigiu-se a mim,<br />

cumprimentou-me e foi logo pe£<br />

guntando se eu não tinha uma ma<br />

motada de ano e meio pra ve


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