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1<br />

Boletim da Intercom - n 9 7<br />

Ceiiío óe Pastunl kmm<br />

N 0 .<br />

BIBLIOTECA^ Dezembro/78<br />

Sociedade Brasileira de .Estudos InterdÍ5GÍplinftres da-eomunicaçao<br />

INTERCOM - Rua Augusta, .555, sobreloja - São Paulo-SP.,CEP:01505<br />

1. Atividades da INTERCOM , ^^■•; '<br />

I CICLO DE ESTUDOS INTERDISCIPLINARES DA COMUNICAÇÃO ^<br />

O I ciclo da INTERCOM, realizado em Santos, no período de 1*4'<br />

de novembro, superoa inteiramente as expectativas pelo excelentei<br />

rendimento obtido. Tratou-se.: de-uma ^^ iã0 naáur ^ ^^11°^<br />

reflexões profundas e abriu inúmeras pistas para futuros ütsdobra<br />

mantos. Contando com 43 participantes, o evento foi ^ 1 "^° ^ -<br />

dia 1, com uma solenidade no auditório da Faculdade de Comunicação<br />

de SaAtos. Na ocasião, o Prof. José Marques de ^^v P^sidente<br />

da Comissão Executiva d,a. INTERCOM, destacou as idéias princípc-is<br />

l' que d-eterminaram a, çT.iação da entidade, e fP 1 ^ 0 ^ f ^J^^f^.<br />

• " preteíide ser um espaço para a critica, ^.debate e a reflexão nlu<br />

ralista sobre os problemas emergentes da comunicação no pais, com<br />

'prometida Com a superação da dependência econômico cultural que<br />

i marca marca o sistema nacional de comunicação, principalmente o<br />

ensino universitário da comunicação. A seguir o sociólogo Orlan-<br />

do Miranda fez uma exposição sobre "O estudo fenomenologico da co<br />

municacão no Brasil", ressaltando a fragmentaçao^que ocorre nos<br />

estudos ate agora realizados, como reflexo da própria estrutura<br />

universitária,' e propondo uma ação interdisciplimir como forma de<br />

obter resultados mais alienadores. A partir do dia seguinte^ as<br />

reuniões-foram realizadas no salão de convenções ;dc Maracanã San-<br />

tos Hòtél. A programação do diaZ foi a; seguinte: estratégias de<br />

Ensino em Teoria da. Comunicação (Carlos Eduardo Lins da Silva.)<br />

Sistemas de Comunicação no Brasil (José Marques de Melo)^Comuni-<br />

cação Comparada (Wilson da Costa Bueno) e Estética e Comunicação<br />

de Massa (Anamaria Fadul)., A manha do dia 3 foi dedicada a anali-<br />

se dos trabalhos de José Salvador Faro ( Es ^ ate ei as n^ f f,^a ^<br />

Problemas SÕcio-Culturais e -Econômicos Contemporar.eos) e Maria J^<br />

zareth'Ferreira (Estratégias de Ensino em Cultura ^^^"^^r ^<br />

da um desses trabalhos foi exaustivamente debatido pelos partici<br />

pantes, verificando-se na prática a preocupação interais.çiplinar<br />

do grupo, na medida em que se bús-cava formas de integração acaae:<br />

mica entre essas disciplinas da área fenomenologica do novo curri<br />

culo. A tarde do dia 3 foi destinada ao debate do novo currículo<br />

de comunicação. Alem das alternativas para: a estruturação dos cur<br />

rículos plenos formulados por Francisco,Gaudcncio Torquato do Re<br />

go (Jornalismo), Publicidade e Propaganda (Francisco Morei e Raul<br />

■ Fonseca) e Relações Públicas (Marisete Morei), foram apresentadas<br />

duas perspectivas mais gerais::Jaci Maraschin tentou fazer um )<br />

questionamento teórico,do novo currículo e_AliceMitika esboçou<br />

uma visão crítica da origem ,€..da .implantação da Resolução 5/78 do<br />

■ do CFE. A noite, realizou-se uma sessão informal ce encerramento<br />

do ciclo, decidindo-se,: W ocasião transferir a Assembleia^Geral<br />

da INTERCOM para o dia 11 de novembro, em.Sao Paulo. O ILicio üa<br />

INTERCOM contou-com a colaboração da Faculdade de Comunoiaçao^ üe<br />

; Santos e da Secretaria de Turismo da Prefeitura daquele Município.<br />

Registramos, aqui, os nossos agradecimentos, respectivamente, ao<br />

Prof.Jos5 de Sa Porto e ao Prof. BelarminoEranco, dirigentes da<br />

.aquelas instituições-.<br />

. ; , ; ;:;;';<br />

-v-ri:- , - < i ido? _ ■■■■■■.■' ■■' : ■ ■ ■v.iO-n::'.<br />

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-2-:<br />

ASSEMBLÉIA EXTRAORDINÁRIA DA INTERCOM<br />

Conforme edital de convocação publicado no jornal "O Estado^de<br />

São Paulo" (8/11/78), realizou-se uma Assembléia Extraordinária<br />

da Sociedade, no dia 11, sábado, as 15 horas, na sede da repre-<br />

sentação paulista da ABI, para tratar dos seguintes assuntos: IJ<br />

escolha do comitê eleitoral aue supervisionara as eleiçõesjpara^<br />

a primeira diretoria da sociedade; 2) aprovação do calendário<br />

eleitoral nos termos do estatuto; 3) homologação dos novos sócios.<br />

A Assembléia foi presidida pelo Prof. José Marques.de Melo, e se<br />

cretariada oelo Prof. José Salvador Faro, ficando decidido o se-<br />

guinte: a) Constitütir um comitê eleitoral, integrado pelos so -<br />

cios Angela Cassiano^ Maria Luiza Brotas e Joseph M. Luyten; b J<br />

Aprovar o seguinte calendário eleitoral: 11/1/79 - prazo final<br />

para inscrição de chapas; 12/2/79 - Encaminhamento das chapas ins<br />

critas aos sócios; 12/5/79 -'Oltiíno dia do período eleitoral. As<br />

17 horas, o Comitê Eleitoral reüne-se na sede da ABU-SP para apu<br />

rar os votos e proclamar os eleitos; 9/6/79 - Assembléia Geral<br />

para prestação de contas da Comissão Executiva Provisória, homolo<br />

gação dos resultados da eleição e posse da primeira diretoria<br />

eleita; c) Homologação d.a.s propostas de 50 novos sócios, previa-<br />

mente aprovados pela Comissão Executiva, e que, se habilitam a<br />

elegibilidade e ao exercício do voto nas eleições da Sociedade.<br />

■'■'■ ; ^i : . ■ í:<br />

PROCESSO ELEITORAL DA INTERCOM ' ■-<br />

— _______^—^—^——<br />

A sistemática de eleições.da INTERCOM é semelhante a da SBPC. As<br />

chapas inscritas são encaminhadas previamente aos sócios, que ta<br />

rão as respectivas escolhas, devolvendo a chapa preferida em enye<br />

lope lacrado, através do correio, ou depositando-a pessoalmente<br />

no último dià do r período eleitoral na.urna que ! estara a disposi-<br />

ção dos socibs-na sede da ABI-SPi /Os contatos para i^criçao de<br />

chapas deverão ser feitos com os sócios: Angela (fone:ao-üblbj,<br />

Maria Luizá: ; 225-9836^ e Joseph.Fone: ^288-3240) . So poderaovo -<br />

tar e ser votados7os sócios em dia com a Tesouraria. Solicita -<br />

se ãquelps qüe estiverem em débito, a gentileza de providenciar<br />

a, regularização das .respectivas situações.<br />

DOCUMENTOS DO CICLO ■DE.'.SANTOS SERÃO PUBLICADOS EM LIVRO<br />

0 documentário completo do I ciclo de Estudos Interdisciplinares<br />

da Comunicação, realizado em Santos, será publicado sob a forma<br />

de livro, pela Editora Cortei 5 Moraes..Esse velume reunira nao<br />

apenas os trabalhos expostos em Santos, devidamente reformulados<br />

pelos autores, que incorporarão as criticas e sugestões ali efe-<br />

tuadas, mas também alguns documentos mais gerais, que procurarão<br />

refletir as posições dos sócios ali reunidos sobre o novo currí-<br />

culo e a estrutura do ensino de comunicação no pais. Cada sócio<br />

da INTERCOM, em dia com a tesouraria, recebera um exemplar do li<br />

vro "ESTRATÉGIAS DE ENSINO EM COMUNICAÇÃO"-. Os demais interessa<br />

dos poderão fazer seus pedidos diretamente para Cortez ^ Moraes:<br />

Rua Ministro Godoy, 1002- São Paulo - SP. (CEP:05015) ou pelo te<br />

lefone (011) 62-8987. 0 livro devera estar circulando no inicio<br />

do ano letivo de 1979. "•.';'.<br />

REUNIÃO DE ESTUDOS DE DEZEMBRO: DEBATE SOBRE 0 DISCURSO PEDAGÓGICO<br />

A reunião de estudos de dezembro está marcada para o dia 9, as 15<br />

horas, na sede da ABI - Rua Augusta, 555-sobre.loja, tendo como te<br />

ma O discurso pedagógico e a transmissão do saber nas escolas<br />

comun unicação". A condução dos debates será,feita: pelas professo ras


.<br />

■ >r<br />

-3-<br />

Jeanne Marie Interlandi, Anamaria Fadul e Caria Aparecida Baccega,<br />

que estão elaborando um documento de trabalho sobie o tema, a par<br />

tir das suas experiências e reflexões da ECA-Ubl.<br />

FÉRIAS: INTHRCOM ESTARÁ EM RECESSO<br />

Durante os meses de janeiro e fevereiro, a INTERCOM estará em re-<br />

cesso, não havendo programai ?o de reuniões de estuuos. Da mesma<br />

maneira, o boletim não circulará..0 reinicio das_atividadcs regula<br />

res voltara a ocorrer em março/79. Os sócios serão informados^oa<br />

data e tema da primeira reunião de estudos de 79, que ocorrera no<br />

início de março.<br />

2. Ensino<br />

REUNIÃO NACIONAL DOS CURSOS DE PÔS-GRADUAÇÃO EM COMUNICAÇÃO<br />

A CAPES vai promover em dezembro (possivelmente na cidade paulista<br />

de Atibaia, em data ainda a ser confirmada) uma reunião nacional ^<br />

dos coordenadores do cursos de pos-graduação em comunicação, com<br />

a finaliüade de fazer um balnnço desse setor do ensino de comunica<br />

ção no país. Na ocasião, será discutido um projeto de cooperação<br />

entre os cursos de mestrado, para : ; em articulações com a ABEPEC,<br />

promover cursos de especialização que habilitem os atuais professo<br />

res das escolas de comunicação a permanência do exercício docente,<br />

em decorrência da nova legislação do CFE que exige a pós-graduação<br />

como condição indispensável para o credenciamento dos professores<br />

junto aquele Conselho. , ;<br />

MESTRADO EM COMUNICAÇÃO RURAL: RECIFE<br />

A partir de 1979 estará funcionando, na Universidade Federal Rural^<br />

r de Pernambuco.-èm Recife, um grupo de pós-graduação.em Comunicação<br />

Rural, em nível de mestrado. A direção do curso esta a cargo do Pro<br />

fessor Dr. Raymundo Dall'Agnol e conta com a participação ..entre ou<br />

tros dos seguintes docentes: Roberto Benjamin, Tereza Lúcia Haiii-<br />

day, Paulo Marques, Henriauc Levy-. As inscrições ja estão abertas(<br />

e poderão ser feitas no Departamento de Letras e Ciências Humanas<br />

daquela Universidade. Informações podem ser solicitadas a Caixa Pos<br />

tal 2071, Recife - Pernambuco.<br />

. '•- ' • • ' ■ • t,<br />

MESTRADO EM EXTENSÃO RURAL: SANTA MARIA -■,■■


-4-<br />

cativo (Orientador: Muniz Sodre); 8) Paulc de Tarso Marques S£<br />

lon - Comunicação - fator de eficiência gerencial (Orientador:<br />

E.Carneiro Leão); 9) Humberto Gastão Badra - Publicidade, domi<br />

nação e verdade (Orientador': E. Carneiro Leão).<br />

UNB: TESES DE MESTRADO DEFENDIDAS<br />

Na Universidade de Brasília, ruas teses de mestrado em comuni-<br />

cação foram defendidas durante o primeiro semestre de 1978: 1)<br />

Renato Argolo de Souza - Influência da participação no contro-<br />

le do ensino sobre a aprendizacem conccptual entre produtores<br />

rurais do Amazonas (Orientador: Luiz Pasquali); 2) Laercio_ Nu<br />

nes e Nunes.-. Discussão sobre a difusão: e adoçao'"de inovações<br />

na agricultura (Orientador: Gentil fíartins Dias).<br />

USP : TESES DE MESTRADO DEFENDIDAS<br />

Defenderam tese de mestrado, na Escola de Comunicações e Artes<br />

da USP, durante o 2? semestre de 1978, os seguintes candidatos:<br />

Alice Mitika Koshivawa (Monteiro Lobato: trabalhador intelec-<br />

tual e o ideólogo da industria do livro no Brasil - Orientador:<br />

Virgílio Noya Pinto); João Evangelista B.R. da-Silveira (A abor<br />

dagem metodológica do objeto artístico: considerações sobre ai<br />

guns princípios teóricos - Orientador:.Eduardo Penuela Canizal)<br />

José Benedito Camargo (Bandas de musicas civis em Comunidades )<br />

interioranas, 1873/1977 - Orientador: Miroel Silveira); Marco<br />

Antônio Guerra (0 universo tahitiano na obra de Paul Gaugin_ -<br />

Orientador: Yolanda Lhulier dos Santos); Tupa Gomes Correa(Eci-<br />

toração em Relações Publicas: o emprego dos meios editoriais em<br />

em comunicação direta - Orientador: Helda Bullotta Barraco); ba<br />

ra-h Strackman Bacall Cneaiidade e use do tempo livre -Orienta-<br />

dor- Virgílio Noya" Pinto) e Marcelo Giovanni Tassara (Interpre-<br />

tação e leitura cinematográfica de uma fotografia - Orientador:<br />

Fredric Littc).<br />

PUC-SP: TESES DE MESTRADO DEFENDIDAS<br />

Nà PUC àcSão Paulo foram defendidas, recentemente, três teses<br />

de mestrado que analisam temas de comunicação, nac obstante sob<br />

enfoques de outras disciplinas acadêmicas. Enfoque Histórico -<br />

"A Historia de uma esperança: e muitos desenganos: Getulic Var<br />

gas e a imprensa bligarquica paulista -.1926/1932", tese oefen-<br />

dida por Vera Hercilia Pacheco Borres, sob a orientação de bvai<br />

do Amaro Vieira. Enfoque psicológico. - "Anúncios de Objetos Má-<br />

gicos como um possível fator de diferenças sexuais no pensamen-<br />

to científico"', tese defendida por Andiara Balletta, sob a onen<br />

tação de Maria Amélia Goldberg. Enfoque lingüístico - Cartaz<br />

de Cinema: como e escolhido"e decodificado pelo adolescente ,te<br />

se defendida por Tarcisio Loro, sob a orientação de Mana Lúcia<br />

Braga.- . "./'<br />

3. Pesquisa , .<br />

FRANCESES LÊEM 15V MAIS, APESAR DA TELEVISÃO '<br />

Pesquisa realizada pelo Instituto Loui.s-Harris, mediante encomen<br />

da da revista L'Express, revela um aumento.de 1S% no numero ae<br />

franceses que lêem. A pesquisa foi realizada entre 25 cc setem-<br />

bro e 6 de outubro de 1978, com uma amostragem nacional ce Z i<br />

mil pessoas, representando a população de idade superior a 18 _<br />

anos. Ha 20 anos a França entrou na era da televisão. De um mi<br />

Ihão de aparelhos recentores em 1959, passou para 15 milhões,<br />

hoje tornando-se a principal fonte' de lazer. Surpreendentemente,<br />

■■<br />

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-5-<br />

porein, a TV não afastou os franceses de livro. Entre as razões<br />

que explicam este fenômeno estaria a nova maneira


.fi-<br />

mica de uma publicação que defendia principalmente os interesses<br />

de um grupo social em conflito com outros grupos sociais igual -<br />

mente poderosos, conflito esr-c que foi habilmente explorado pela<br />

Inglaterra". E acrescenta: "BâSta ler, na sua serie completa, es<br />

te periódico dirigido por um negociante parasse ter uma noção J"<br />

mais rica e profunda das lutas pela independência na Bahia. Não<br />

ha duvida de que os antagonismos sociais e econômicos eram muito<br />

profundos .e que o corpo dos negociantes esperava do movimento<br />

constitucional o apoio necessário gara lutar contra o elemento '<br />

estrangeiro, principalmente o inglês. Por outro lado, o_Semanã -<br />

rio Cívico propunha-se igualmente a convencer, a opinião publi-<br />

ca oe que o inimigo da lavoura não era o negociante, mas sim o<br />

conjunto de quatro males principais: o sistema militar do Brasil<br />

(que muitas vezes arrancava o lavrador as suas terras) , es privai<br />

legios dos senhores de engenho, a ml divisão das terras na Pro -<br />

víncia da Bahia e o comercio na mão de estrangeiros". Dado signo,<br />

ficativo da posição anti-britânica dos negociantes baianos que<br />

respaldaram o movimento .cei.stitucional de 1821 5 a explicação<br />

oferecidarpara o .comportamento inglês de rejeitar a .escravatura:<br />

"as atitudes •filantrópica f.os ingleses -/dizia o semanãrio-eram<br />

ditadas pelos seus ;nterc.-yc ? comerciais egue, em muitos_cascs,<br />

aquelas entravam em contradição con a tolerância emrelação^a ou<br />

trás formas de escravidão e servidão". 0 antagonista ac comercio<br />

estrangeiro projeta-se também no antagonf.smo ao comercio ~do- Rio<br />

de Janeiro, pela capitulação que ali ocorr§ em relação aos inte-<br />

resses inqçionaio. "Krara-so tambe-m o corpoide negociantes.^do Rio<br />

de Janeiro, acusados do; se terem dc.íxad6..deslumbrai;iipela .presen-<br />

ça da Corte e de terem entregue facilmente o comercio daquela '<br />

praça na mão dos estrangeiros".<br />

ROTEIRO INTELECTUAL Pb PZ-ULO EMÍLIO SALLES GOMES<br />

Um estudo sobre PaüÍO~BÇiTÍD Sa\Hres Gomes,'pesquisador do cinema<br />

brasileiro falecido em. U-,:^,está sendo realizado por Jean Claude<br />

Bernadet. Segundo:registro,do "Boletim do Arquivo.Nacional", Ber<br />

nadet esta procurando. Io^í-'izar as principais fontes de estudo e<br />

pesquisa de Paulo Emilio., com o objetivo de traçar o seu roteiro<br />

intelectual. ■ ? .Jú ,. - , , V :.•:"_..■<br />

DIAGNOSTICO DAS ESCOLAS DE COMUNICAÇÃO<br />

0 CIESPAL (Centro Inernacional de Estudos Superiores de Periodis<br />

mo para America Latina) esta realizando^mais um diagnostico da<br />

situação do ensino de comunicação na Amê-ricar-LatinV. No B^rasil.a<br />

pesquisa foi confiada r APEPEC, cuja Comissão de Pesquisa esta '<br />

coordenando o levantamento, dos dados. ::■;,_ r.;<br />

ASSOCIAÇÃO LATINOAMERICAMA DE PESQUISADORES DA COMUNICAÇÃO<br />

Foi criada em .Caracas,; nc dia 19 de novembro, a Associação Lati-<br />

noamericana de Pesquisadores de Comunicação,.contando com^apar-<br />

ticípação de representantes da Venezuela, Brasil, Chile México,<br />

Bolívia e outros ; países. A decisão de criar a entidade foi doma-<br />

da durante o congresso tl£ IAIICR, realizada recentemente em Varso<br />

via (Polônia). A nova. entidade ê presidida pbrLuis Aníbal Gomez<br />

diretor do Instituto de''Invcs-t,igacicnes de Ia Gomunicacion da<br />

Univesidade Central Ide Caracas. A representação brasileira este-<br />

ve a cargo de Luiz Gonzaga Motta (UNB), credenciado pela ABEPEC.<br />

4. Profissões •<br />

JORNALISTAS DEFINEM LUTA PELA LIBERDADE DE IMPRENSA<br />

Cerca de 260 jornalistas., repr sentando 16 sindicatos de: jornalis<br />

tas profissionais de todo o país , ,;r,e:uniram-se em Sao Paulo, nos<br />

íliJoe; ■ i ■ ■ . ■ ->■" '■■ ■'


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-7-<br />

"clias 26 27 e 28 de outubro, num Congresso Nacional pela Liberda<br />

de de Imprensa. 0 congresso foi organizado T 6 ^ Sindicato dos<br />

Jornalistas de São Paulo e se realizou no edifício da Câmara Municipal.<br />

Entre as principais reivindicações aprovadas pelo plena<br />

rio estão a revogação da atual Lei de Segurança Nacional, da Lei<br />

de Imprensa e do projeto do executivo que institui a nova Lei da<br />

Segurança Nacional. Os jornalistas denunciaram que o cireito de<br />

informar e de ser informado - considerando.como indispensável a<br />

construção de uma ordem democrática - vem sendo sistematicamente<br />

violentado por diversas formas de censura que visam i«pedir a<br />

participação popular na condução política da Nação. A liberdade<br />

de imprensa não foi defendida como uma prerrogativa para os jor-<br />

nalistas, mas como um direito social que toda a sociedade tem de<br />

se informar, de ser informada e de informar de manifestar suas<br />

aspirações e debater livremente suas opiniões, para poder parti-<br />

cipar conscientemente dos destinos sociais, culturais economi -<br />

cos e políticos da nação. Nesse sentido, o congresso chegou a<br />

conclusão de que os jornalistas são trabalhadores assalariados e<br />

que guardam sua identidade de interesses com os demais trabalha-<br />

dores assalariados do país. Também concluiu que a censura^conti-<br />

nua existindo, embora não mais exercida previamente nos orgaos<br />

impressos de comunicação. A existência da censura se faz de uma<br />

forma intrínseca a própria esturtura do sistema capitalista que<br />

constitui uma das formas de exercício do poder político das^cias<br />

ses dominantes. No Brasil, ha um sistema de censura, com três<br />

grandes fontes geradoras: o Estado, o proprietário e o jornalis-<br />

ta (autocensura). 0 plenário do congresso decidiu que se criem,^<br />

nas redações, comissões que assegurem o direito dos jornalistasi<br />

de participarem na elaboração e na execução da linha editorial<br />

dos órgãos de comunicação; que se criem instrumentos de_luta con.<br />

tra a censura em defesa da liberdade de imprensa; organizar a co<br />

leta de informações sobre as transformações tecnológicas, restri<br />

tivas ao mercado e ã liberdade de imprensa; apoiar o movimento (<br />

pela anistia ampla, geral e irrestrita, e iniciar uma campanha<br />

nacional contra a exigência de credenciamento oficial de jornaiis<br />

tas.<br />

QUEM g 0 RADIALISTA EM SÃO PAULO?<br />

Esta em tramitação no Congresso Nacional o projeto de regulamen-<br />

to da profissão de radialista . Aprovado pela Câmara dos Deputa-<br />

dos em 11 de outubro, o projeto espera, agora, a sua discussão e<br />

aprovação pelo Senado. Em matéria que analisa o novo F^ojeto de<br />

regulamentação profissional, "0 Estado de São Paulo' (12/11/78) i<br />

realizou entrevistas com profissionais, buscando definir o seu<br />

perfil. Eis o resultado: "0 radialista de hoje o um homem simples,<br />

que aprendeu seu trabalho na pratica da atividade, que ganha pou<br />

co e enfrenta uma serie de problemas. E aquele sujeito que, basi<br />

camente, põe a emissora de radio ou televisão no ar - o sonoplas<br />

ta, câmera, contra-regra, operador, montador, locutor, produtor^<br />

de programas e espetáculos, a pessoa encarregada de escrever<br />

scriptS. Com exceção de alguns mitos, que chegam a receber mensal<br />

mente salários ate hoje superiores a 300 mil cruzeiros e que, se<br />

estão fazendo programas altamente rentáveis parada empresa do pon<br />

to de vista publicitário, por veicularem eles próprios os comer-<br />

ciais, já conquistaram a simpatia pública para arrebatar conside<br />

ráveis níveis de audiência, o que dá no mesmo (garantia de patro<br />

cinadores economicamente fortes), os demais radialistas ganham<br />

apenas o piso salarial em sua atividade. E existem mais ou menos<br />

175 pisos para a categoria, que vão de 2.300 cruzeiros a 8.500<br />

cruzeiros no rádio e de 2.200 a 10 mil na televisão. A maioria<br />

ganha entre 4 e 5 mil cruzeiros".


-:.. -8-<br />

QUEDA DE 70°^ NO FATIJRASP:T:> rUBLlC' TÂRIO DO IMÍCIO DE 79<br />

Em reportagem publicado no jornal "O Estado de São Paulo" (19/<br />

i \ 11/79], Everícn Çapri Freire analisa os diversos- ânguloçs da que<br />

''da do faturamento publicitário que normalmente íôcorre no início^<br />

■ : de cada ano. mas destaca as preocupações dos dirigentes, de agen-<br />

' cias com relação ao fcnôiieno a ocorrer eín 19 79, pelas,repercus -<br />

soes dos acontecimentos políticos s econômicos que vive atualmen<br />

te o pais o "Todos os publicitários brasileiros ;; ídiz Freire - es<br />

tão de acordo neste ponto: o faturamento das agências, em janei-<br />

ro e fevereiro de 1979, serã normal. Mas isso não e.umbom sinal.<br />

Significa apenas que, de dezembro para janeiro-, o faturamento de<br />

vera cair 70% em. media em todas us agências-. : E-Os publicitários<br />

jã estão acostumados a íJ.:O. Desde que as empresas brasileiras '<br />

começaram a anunciar, esse "onômeno da queda abrupta do fatura -<br />

Dento em janeiro vem ocorrendo. So que, desta vez, o "gap" pode-<br />

rá ser maior e ate mesmo igualar-se aos 40^1974 e 76,_ dois anos'<br />

críticos. Os motives s ; .'c frcilmonte explicáveis: serã um ano de'<br />

mudança: de governo, e. portanto, de muitas incertezas sem falar'<br />

do : novo"pacoto" de méá-dâs restritivas que deverão ser anunciadas<br />

pelo Conselho Monetário Nacional* 1 . Ne que s.e ■refere rã: queda nor-<br />

mal do faturamento nb período das ferias de Verão,:o.jornalista'<br />

aponta cinco fatores responsáveis: "l 9 , porque janeiro e feverei<br />

' : ro estão entre duas grafedes festas - o Natal com o fim do ano e<br />

o Carnaval -t em OJO o Consumidor concentra' os seus gastos e ge<br />

ralmeüte avança no seu credito,, estimulado sobretudo pela campa-<br />

nha do "compfe ágdrfi e sõ pague ro ano que vem", feita em cima<br />

das possibillidádes de consumo oferecidaá'gelo 13 9 salário; 2 9 ,<br />

porque janeiro o fevereiro são meses de ferias^ em que o consumi<br />

dor'acaba duplicando os seus gastes com as viagens (passagens,ga<br />

solina, novos aíüçuêis, hotel, etc), reduzindo assim o seu po -<br />

téncial de consume; o 9 , porque, alem disso-', ha em janeiro um na<br />

tural esvaziameato do poder aquisitivo do' consumidor médio, pelo<br />

simplos fato de que os encargos do 13 9 salário recaem invariável<br />

mente sobre os salários nagos no grimeiro mês do.ano; 4', poraue,<br />

em vez de programarei.: cem antecedência suas campanhas, os anuncian<br />

tes-costumam entregar seus planos sc:.iente_no._fim do ano, o que ira<br />

pede as agências do faser um pianjeamonto adequado visando estes<br />

meses de baixa; ^ c ■ ha também, :ic/anunciante brasileiro, uma for-<br />

te tendência para 1 lançar novas campanhas y reformular tudo no ano<br />

que entra". ' : . ' í '■.<br />

^Il^^^i^LJ^iLJ^AJ^J^^ 1 ^^ 11mm PA PR0FI<br />

•<br />

ssA0<br />

' Ao receber o prêmio de 'Melhor Profissional,de Relações Publicas<br />

de i977 ,, , ; Paulc Alberto Aloise/diretor-de Relações Publicas da<br />

TELESP. declarou na solenidade realizada no dia 21/11, no Terra-<br />

. ço Itália, que recebia c premití^omo uma homenagem aos "novos ^<br />

profi'-'s-onais ao ramo", cuja colaboração foram imprescindível<br />

para o trabalho que vem realizando na TELESP. Na sua opinião, es<br />

m ses novos profissionais vem lutando peia identidade da profissão<br />

e o resultado dessa aeuacão estará coroada na próxima década. O<br />

mundo profissional - disse Aioise - de uns anos para ca vem des-<br />

. .,,. cobrindo a necessidade do trabalhcdessa natureza. Estamos ven -<br />

condo um preconceito que por muito temido.-dificultou nosso trabalho-<br />

o de qúe o relaçooF Publicas ora um almofadinha: o homem<br />

dos coquetéis. Hoje o brofissionai sabe que mais importante^e aga<br />

recer seu trabalho e não ele próprio. 0 relações publicasja ^e<br />

consultado na realização de grandes eventos, dai a ascençao da<br />

profissão". ' .


^í ?.<br />

-9-<br />

HOUAISS DEFINE O ESCRITOR BRASILEIRO<br />

Os escritores brasileiros Scão "una classe desclassificada , uma<br />

categoria explorada pelo editor e juntanente com ele. A atirna-<br />

cao foi feita pelo acadêmico Antônio Houaiss eleito no dia ió<br />

de novembro presidente.dò Sindicato dos Escritores do Riode Ja<br />

neiro. Para Houais,s'"os escritores brasileiros sao bancários .jor<br />

nalistas, advogados, médicos", que raramente vivem exclusiyamen<br />

te 'da atividade de escrever.- "Estcão catalogados como escritores,<br />

no Brasil, cerca de 4 mil pessoas, mas se considerarmos somente(<br />

aaueles que vivem de escrever encontraremos como^únicos Jorge )<br />

Amado e Carlos Druramond de Andrade, sendo que o ultimo exerce<br />

também a atividade jornalística". Segundo ele, também.os^editores<br />

são vítimas dessa situação: "0 editor^deveria ser amparado pelo<br />

poder político, a fim de aceitar um numero maior de livros e nao_<br />

na forma de co edição com o Instituto Nacional do Livro;, que im-<br />

põe determinadas publicações que nada trazem de_signifiçado para<br />

a sociedade brasileira". Falando sobre a situa^ao^do livro no<br />

Brasil, Houaiss afirmou que o que existe no pais e uma total tal<br />

ta de informação. "Não ha um livro por capita no Brasil, temos o<br />

mais baixo índice de leitura do mundo e isto implica diretamente<br />

o nível de consciência cultural brasileira". Essa situação, para<br />

o novo presidente do Sindicato dos Escritores^do Rio ae Janeiro,<br />

esta diretamente relacionada com o quadro político do pais: bou<br />

muito cetico com relação ã tão preconizada abertura política. U<br />

facismo a que estamos submetidos não se entrega tao cedo, mas,se<br />

se instaurar rio País uma democracia, daremos um passo a frente<br />

no-Mentido de amenizar a falta de informação do povo, devido ao<br />

baixo índice de afluência de informação portadora de critica, de<br />

análise do que. se chama livro". 0 Sindicato dos Escritores do Rio<br />

de Janeiro e o único existente no Brasil dessa categoria profis-<br />

sional e a chapa "Unidade", presidida por Houaiss, propos-se du<br />

rante a campanha em promover uma ampliação do quadro te sindica-<br />

lizados em direção a jornalistas, advogados, tradutores, mesmo<br />

que estejam filiados a outros sindicatos.<br />

6. Veículos<br />

TELEVISÃO E DEMOCRATIZAÇÃO CULTURAL<br />

Relatório oficial, divulgado na França, constata que um filme e<br />

visto na televisão por um numero de pessoas 30 vezes maior que no<br />

cinema. Na Franca, nove de cada dez residências possui um apare -<br />

lho de televisão e cada espectador lhe dedica 16 horas por semana.<br />

0 estudo, segundo a Agencia Franco Press, afirma que no mundo in-<br />

teiro a democratização cultural e uma realidade .graças a estes<br />

meios que chegam ate os lares do grande publico.<br />

MONOPÓLIO DAS AGENCIAS NOTICIOSAS '■ •<br />

O Congresso Nacional de Jornalistas pela Liberdade de Imprensa, '<br />

reunido em São Paulo, no período de 26 a ZS^de outubro aprovou (<br />

uma série de medidas para enfrentar o monopólio exercido pelas<br />

grandes empresas jornalísticas do país e pelas principais agencias<br />

noticiosas internacionais. Os jornalistas propuseram a criação de<br />

comissões de profissionais do interior de cada empresa, para ga -<br />

rantir aos eleitores o direito ã informação sem a mteríerencia<br />

da ótica pessoal do seu proprietário. Alem disso, propugnaram o<br />

estímulo a imprensa alternativa e a formação de cooperativas _cle<br />

jornalistas. 0 congresso ainda endossou algumas das recomendações<br />

da UNESCO para quebrar o monopólio da informação, tais como a cria


■ r<br />

• n<br />

-■ r<br />

-10-<br />

'ção de agênedas,.noticiosas no âmbito do Terceiro Mundo, consta<br />

tando que as agências noticiosas nacionais exercer, urna influen<br />

cia negativa ao nível da necessidade de democratização da infor<br />

maçao e restringindo c mercado de trabalho dds jornalistas.<br />

QUEM LUCRA COM Q LIVRO NÒ BRASIL<br />

Em artigo publicado no "Suplemento do Livro" do JB Í1S/11/7S),<br />

Jacinto "de Thorr.es traça um sugestivo perfil dâ' industria, do li<br />

vro no Brasil, revelando a questão do lucro e't3as 'tiragens .Eis<br />

alguns trechos: "No Brasil há perto__de ^00 editoras. ^Apenas _ is<br />

so. Sendo que ne r ;. todas .$e dedicau:, ã literatura, política, li -<br />

vros infantis e didãtiçorS. T-uitas são gráficas que trabalham<br />

com cartazes, panfletos, guias,-programas de teatro e coisas as_<br />

sim. Aqui, em cedo este tefí-itori o, sabemos ter 400 livrarias<br />

para 300 editores l £ verdade que no interior vende-se pelo<br />

reembolso postal, cm pauei.;rias, bazares e farmácias. (•••) ?£<br />

ra que se entenda a mecânica do livro ê preciso que 551 do lucro<br />

vão para o distribuidor c a livraria. Para o editor, 45%, de on<br />

de são deduzidos 10 r u r/ára o escritor, todas as despesas de com-<br />

posição, grafica, pap-K ressoai, sobrando no final 5%. Será um<br />

bom negocio ? ɧsa,pergunta vem porque sei que as tiragens ini-<br />

ciais são ridículas. De Z a", mil eic-nplares^e, quando a 1-<br />

ediçãose esgota em ' 3 ,. i''oü í me^os , o, livro é'Considerado um<br />

best seller. 0 l);cro Começa na 2- edição^ Concluo-então que pa-<br />

■ ra uma editora, sobrevi/e:i ao jogo-da maré alta e baixa necessita<br />

de um carro-chefe. Nenhum editor gcs^a de admitir que faz conces<br />

soes comerciais",. ■ ■ : ;. ', ^'<br />

CADERNOS PROAL MUDAM DE --ORTIATO ■ . '-<br />

A partir do seu. próximo numero, a re.vista "Cadernos Prcal de Co<br />

municação" mudará do formato. Segundo explicação dada pelo edi-<br />

tor "a reform ilação gráfica se cã por motivos de conveniência<br />

nos'processos de composição c impressão gráfica, 1 alem de maior'<br />

facilidade no manuseio". , ■<br />

CINEMA: TENDBNCIA PJRã-^ILM£S;.DE:LONgAngljRACAQ.<br />

Durante muito tempo, fei r.egra geral a. duração de filme de cer-<br />

ca de uma hora e moia (inárs precisamente, 1 hora e 45- mmutosj .<br />

Essa regra ainda persii:-, mas verifica-se uma tendência para a<br />

produção de filmes tão longos que precisam, ser divididos em duas<br />

partes (é o caso do "Jesus de líararg", , de Zef irelli) ; '0 Podero-<br />

so Chefão"," etc) . Se


-€ í::' ;<br />

-li-'<br />

. ,i V<br />

duração ideal para o filme t pois ofilire deve durar exatamente<br />

o tempo necessário para que o diretor possa comunicar a mensacem.<br />

"Quando comecei a trabalhar como montador - diz V.ise - a<br />

duração era de,:hora e meia, isso em 1940; depois passou para 1<br />

■ ho,ra'e 45 m\ mais tarde pára 2 horas e hojeboa parto chega ^<br />

ate duas horas c meia. Pavà os diretores, esse alongamento e<br />

bom, pois permite-lhe tratar de certos detalhes mais pormenori<br />

,. , zadamente". . .;'; . /, . .<br />

A LITERATURA; Í)É rÒRDEL E A SUBMISSÃO AO PODER ■<br />

'No seu livro de memórias, recentemente publicado pela Editora'<br />

Alfa-Omega - O caso eu conto como o caso foi - o escritor per-<br />

nambucano Paulo Cavalcanti chama a atenção para um aspecto da<br />

literatura de cordel, nem sempre bem dimensionado pelos pesqui<br />

sadores. Trata-se da submissão que os poetas-autores dos'folhe<br />

tos populares demonstram em relação ao poder político, varian-<br />

do de posição, conforme a oscilação do momento político. Essa<br />

• questão já havia sido aflorada no livro "Arte Populà-r e Damma<br />

cão"'(Recifeí Editora Alternativa, 1978), dos Jovens,pesquisa-<br />

■ dores Ivan i-tóuricio e Ricardo de Almeida), mas o livro'de Pau-<br />

lo Cavalcanti ê bastante ilustrativo, pefca transcrição;de to -<br />

lhetos referentes aos últimos acontecimentos políticos de Per-<br />

nambuco.<br />

RELAÇÕES PUBLICAS: MUDANÇA EDITORIAL<br />

i A revista "Comunicação e.Relaçães Publicas", publicada mensal-<br />

''•^ me A te.pela Editora Brasileira de Comunicação e ReTaçoes Publicas,<br />

:encerrou suas atividades çm agosto/78, depois de oito anos de<br />

publicação initerrupta, .registrando setenta e sete edições. Ela<br />

passa a ser substituid4',pcla nova revista ''Relações Publicas i<br />

cujo primeiro numero foi publicado em setembro, tendo uma temá-<br />

tica mais ampla que:a sua antecessora: Comunicação, marketing e<br />

publicidade.^Os pedidos de assinaturas devem ser feitos para:_<br />

Editores Brasileiros Associados Ltda., Av. Paulista, 2001 - cj.<br />

'603, São Paulo - SP., CEP: 01311-Fone: 289-7121<br />

•ws . ■ ■ i ' i .<br />

CINEMA TOLlT-íCO' ; .-.:-..-.. : ; -T-rrlí<br />

João Batista de : Andradtr- , -diretor de "Doramundo", filme j_q^e abor<br />

da a violência nolicial entre ferroviários no Estado Ní^], e pro<br />

dutor do documentário "Uilsihho 1 Gali.lêa, que a- Rede Ga^bq, foi<br />

proibida de levar ao ar, em novembro, : ê de opinião que,ha brechas<br />

■ suficientes para se^fazí^r .icitfema políticer TIO'^ra^ri, hoje. Em en<br />

)l)[i tfevista' a "Folha de São Pdulo" C20/T1/78) ele ,afirma: "A socie-<br />

dade brasileira tem de aprender que ela pode construir tudo aqui<br />

• • Io que ela mesma forçar. Não há nada que venha de erraça. A par -<br />

tir da prática"dos cineastas, vamos avançar, leVár-filmes e peças<br />

teatrais no melhor caminho. Claro, cotii^temos erros e-estamos com<br />

as idéias muito atyãzad^g.. Vamos precisar de tempo para descarre<br />

gar. a cabeça c passar por um período derramando''experiências ,ana<br />

lis'és;lcxí.ticas., tentando TOCuperar uma^objetividaüe que, perde -<br />

mos há anos. Õ que caractortzã'muito a cultura^brasileira nesses<br />

tíltiiíios anos o que sempre sé falou de coisas- interessantes, mas<br />

de modo confuso, meio perdido,.. A questão agora', ê f^zer a limpe-<br />

za mental, e" chegar a um cinema^politico;que fatalmente será dife<br />

rentç dãauele qúe se fazia na. época do cinema novo, que era mui-<br />

to carrèpado c com Uma certa perspectiva romântica da realidade'<br />

brasileira, do mudá-la do dia pra noite. Hoje a sociedade brasi-


-12-<br />

leira ê outra, marcada por todos estes anos de apatiai indus-<br />

trialização, invasão de capital estrangeiro, importação de tec<br />

nologia, JOPO empresarial, etc. Mudou demais a minha visão do<br />

cinema brasileiro, hoje, e que ela deve, primeiro, levar a re<br />

flexão, e depois, as indagações. "João Batista de Andrade faz<br />

questão de ressaltar que o cinema brasileiro sempre teve a sua<br />

vertente política. "0 Brasil sempre tem feito filmes sobre pro<br />

blemas sociais. Eu mesmo, durante anos, fiz filmes sobre a rea<br />

lidade ; social, apanhando aspectos daquele Brasil apresentado ^<br />

como produto de um milagre econômico enquanto a população, na^<br />

verdade curtia a miséria. Era importante, então, colocar en<br />

imagens os contrastes entre o chamado milagre nacional e a rea<br />

lidade mais áspera que se conhecia. Uma analise desses aspec -<br />

tos acaba resultando, lógico, numa postura política. De repen-<br />

te, quando a imprensa começa a ser liderada, etc, a coisa muda<br />

0 jogo agora c diferente: hoje, aualquer autoridade brasileira<br />

estãVeocupada ccm boias-frias, com periferia urbana, com mar<br />

ginalismo, embora essa preocupação seja formal. 0 cinema tem<br />

de acompanhar essas transformações".<br />

NOVA REVISTA DE RP , . ': ;<br />

0 Departamento de Relações Públicas da Cãsper.Libero çretende'<br />

lançar em breve (antes de março de 1979) o primeiro numero de<br />

sua revista "Estudos de Relações Publicas". 0 orgao pretende<br />

apresentar estudos-dè professores, profissionais e alunos do<br />

ultimo semestre a rospeito dos novos rumos em RP, resultados<br />

de pesquisa na ãrea e resenhas de obras e eventos.<br />

6. Eventos<br />

VIII Congresso Mundial de Relações PÜblicas - programado para o<br />

período cíc 23 a 2b de maio de 1979, em Londres. Temaá a seren^<br />

discutidos: "Problemática dos anos oitenta", '^Aspecto Social<br />

das mudanças". Necessidades dos grupos minoritários", etc. In -<br />

formações! Diretório Nacional da ABRP - Rua Cel. Oscar Porto,398<br />

São Paulo - SP. CEP: 04003- Fone: 289-8619 .<br />

XIV Conferência Interamcricana de Relações PÜblicas - promovida<br />

nela FIARP (Federação lütcramericana de Relações PublicasJ, em<br />

colaboração com a ABRP. Data: 12 a 15 de novembro de 1979. Local:<br />

São Paulo (hilten Hotel). Informações_ ABRP/SP- Rua Cel.Oscar<br />

Porto, 398, São Paulo-CEP:04003- Fone: 289-8619<br />

VIII Congresso"Brasileiro de Comunicação Social - promovido pela<br />

União Cristã Brasileira de Comunicação Social ^UCBC) _. Período: i<br />

a 4 de novembro de 1979. Local: Natal (RN). Informações: UCBC-Av.<br />

Graça Aranha, 416, s/724- Rio de Janeiro - RJ.<br />

XXXI Reunião Anual de SBPC "CSociedade Brasileira parado Progres-<br />

. so da Ciência) Local: Fortaleza (CE)- Período: 11/07/79 a 18/7/79<br />

7. Serviço^<br />

CURSO DE APERFEIÇOAMENTO: INOVAÇÕES TECNOLÓGICAS EM TV<br />

0 Instituto Metodista de^Ensino Superior, de São ^rhardo do Campo<br />

, vai promover, no período .de 13 de fevereiro a 15_de março/79<br />

^ ' F •>: VL- i^^^^^- QTn r^r^r-i rU nnq-rraduacao.sobro ' Ino<br />

um mvso de i<br />

vaçõesTecnoloriCas em Televisão". 0 curso será ministrado pelo<br />

íío^John 5?klein diretor da Escola de Comunicação Publica da Uni<br />

T


li !<br />

-13-<br />

versidade de Boston (USA), antigo editor do "New York Times e<br />

diretor de estações de televisão ptib li ca e comercial em Nova<br />

York. Autor de ufe interessante livro sobre televisão por cabo,<br />

o >rc£ TJicklein dará ênfase a- essa inovação da TV nortc-ameri<br />

cana, destacando também outras tendêrcias e recursos usados pe<br />

los produtores daquele país. As inscrições ja estão abertas na<br />

Secretaria de Pos-Craduação do Instituto: Rua do Sacramento,230<br />

Ed.Lambda, sala 1315, Rudge Ramos, São Bernardo do Campo, no<br />

horário das 13 as "18 e das 19 às 21 horas, Maiores informações<br />

poderão ser obtidas através do telefone 457-37-33.<br />

FINANCIAMENTO PARA PESQUISA : INEP 'V.\<br />

0 Instituto Nacional-dei Estudos'Pedagógicos (INEP), orgío do MEC,<br />

mantém um programa de incentivo e auxilio financeiro as pesquisas<br />

realizadas por instituições Cpúblicas e privadas)_ que tratem de<br />

problemas educacionais. Entre as prioridades esta o setor de edu<br />

cação de adultos e educação permanente, que envolve naturalmente<br />

a área de comunicação de massa. Os pedidos de informações devem<br />

ser encaminhados para: INEP - Ed.Gilberto Salomão - SCS, Bl.M,<br />

14' andar - Çrasília, DF. CEP: 70000<br />

BOLSAS NO.EXTERIOR: CAPES<br />

■ -<br />

■•-■-■■ f ■ .--■; r- , ■. ■' ■<br />

■ ' - : , ; i • ■ l í r .<br />

A CAPES ; oferece anualmente^bolsas de estudo para^docentes em exer<br />

cício nas instituições, de ensino superior, nopai.s, que pretendam<br />

buscar aperfeiçoamento no exterior. As prioridades estão orienta-<br />

das para o doutorado e o pos-doutorado, aceitando-se também pedi-<br />

dos para mestrado em áreas não possíveis de serem, cursadas no pais.<br />

Os pedidos devem ser encaminhados a Brasília, no mes de junho, sen<br />

do os candidatos submetidos ao teste de línguas em setembro e_ a<br />

uma entrevista em outubro. A decisão final e divulgada em janeiro<br />

do ano sepuinte, valendo a bolsa para o ano letivo que, nas_insti<br />

tüições estrangeiras, começa ,em agosto. Pedidos de informações ço<br />

dem ser encaminhados para: CAPES - SAS, Q.6, Lote 4, Bl.L, Brasí-<br />

lia- DF, CEP:70000, ou então aos coordenadores do PICD(Plano Ins-<br />

titucional de Capacitação de Docentes) em cada Universidade.<br />

. OBRAS DE PEIRCE EM MICROFICHAS<br />

As obras completas de Charles Sanders. Peirce poderão ser adquiri-<br />

das no Brasil, em microfichas, através do IMS - Informações^ Micro<br />

formas e Sistemas S/A (Ala.Joaquim Eugênio de Lima, 1409, Sac Pau-<br />

lo, SP. CEP: 01403). A coleção inteira tem aproximadamente 14 mil<br />

paginas filmadas em apenas 145 microfichas e inclui materiais ra-<br />

ros, e esparsos como artigos em jornais e revistas cientificas,tra<br />

dUções verbetes em dicionários e enciclopédias.<br />

8. Tecnologia • ■ < •<br />

NO JAPÃO, A MAIS AVANÇADA EXPERIÊNCIA EM COMUNICAÇÃO<br />

0 governo japonês já investiu cerca de 200 milhões de dólares na<br />

implantação e utilização experimental, de um conjunto de meios ele<br />

tronicos audiovisuais que inclui a televisão convencionai por cabo,<br />

televisão educativa, videofone, serviços de comunicação comunita-^<br />

ria, banco de dados e biblioteca eletrônica na cidade de Higashi<br />

Ikoma, onde está sendo construído o sistema mais avançado do mun-<br />

do em termos de comunicação e informação. Desde julho cerca de 170


' . "<br />

cazas jã dispõem dos terminais do sistema aue se utiliza de uma<br />

rede subterrânea de fibras õtiça.s (em lugar de, cabos de cobre) ,<br />

transmissão por raios "laser" e computadores especiais. Trata-<br />

se de testar,; .ate .1982 v^a viabilidade técnieo-econômicajdo _ sijs<br />

tema-e as^reações humanas .que ele provoca e süas : conseqüências<br />

• socio-culturãisi-e mQdio1 prazo . ..^.f'<br />

■BRASIL; PAiSID:EAL- PARA A'ÍNfORMÁTICA ■■ l .\^ : / ,<br />

"0 Brasil tem as condições ideais para' o'desenvolvimento d^e uma<br />

nova sociedade baseada na; informação,. Quase, tudo_estã por fazer<br />

em matéria de avanço tecnológico; A : víista'-extensão do.-pais, a<br />

abundância dos^ recursos naturais a serem preservados e cs 110<br />

milhões de^ habitantes .espalhados nesse território justificariam<br />

a preparação seria visando-os melhores resultados na implanta -<br />

ção da sociedade, de i,nforma.ção",.. Essas afirmações sac do profes<br />

sor Yoneji Massuda, que visitou o Brasil no fim de outubro para<br />

nrticipar do V Congresso Brasileiro de Telecoiíiunicaçoes ,em Bra<br />

-.íUa. Segundo Massuda, a informática deve ser entendida como<br />

instrumento da felicidade'humana. "Não sou ingênuo a ponto de<br />

não ver os riscos que a utilização indiscriminada ou inconscien ,-<br />

te ao computador e dos meios de comunicação pode trazer a huma-<br />

nidade. A violação dá Vr.ivavidade e um desses, riscos,._.Para evi-<br />

tar or maiores problemas, jã,dispomos de legislação e regulamen<br />

tos. Japão, Estados Unidos,VSueçia-e outros países ja fixaram<br />

as normas 1 ãsícas de nroteçÇo,do cidadão contra as ameaças da<br />

'' > ff or-uatiea mal dirigida" . A sociedade ' da' informação , segundo<br />

Mâs'SU'âa terã que oxercer um papel de reeducação permanente ua<br />

humanidade, mostrando-lhe a necessidade de um convívio interna-<br />

caõhai pacifico^ revalorizai^ào, o: ambiente natural;, criando mais<br />

cooperaçãc do que, compêtifã^, iír racionalii£índo t ã produção a nível<br />

mur.-.niai e protegendo c indivíduo contra os riscos e pendes re<br />

ais a que esta submetido nos dias atuais.<br />

9. Noticiário Geral. ; ■;. .;.■,.,;:,.-.,'<br />

RESTRIC_GBSjv LIBERDADE DH'COMUNICAÇÃO KA NOVA-LSN<br />

0 Professor Dalmo de Abreu Dallari, presidente da. Comissão de '<br />

Justiça e Paz da Arauiaiccese de São Paulo e docente da Faculda<br />

de de"Direito da USP, cm artigo publicado na "Folha de Sao Pau-<br />

lo" (29/10/78) faz uma serie de considerações ao projeto da no-<br />

vr Lei do Segurança Nacional-^ que ele chama de "lei de insegu -<br />

■'i-ança".. Transcrevemos, a seguir, o trecho que se refere as res-<br />

i t*&Ç©es a liberdade de comunicação.. "0 artigo 50 contem^uma aber<br />

ração que ofende a Constituição e subverte a ordem jurídica. (<br />

Diz esse artigo que o ministro da Justiça poderá determinar a<br />

apreensão de livro, jornal, revista, boletim, panfleto, filme,<br />

fotografia ou gravação, que possam constituir méio.._rara_a prati<br />

ca d- ai"um crime' contra a segurança nacional. Cabe, pois, ao ^<br />

ministro da JustiÇâT, decidir arbitrariamente se algum desses vei<br />

• cu^os podd ser usado para a prática de algum crime contra a se-<br />

guranea nacional. £ evidente, pela simples enumeração oos veicu<br />

lo- 1 oue todos;eles podem ser considerados instrumentos hábeis<br />

narà a pratica daqueles crimes, sobretudo tendo-se em conta que,<br />

pela extraordinária larguèzca epela imprecisão na definição dos<br />

crim-s aualauer ato humanorpode ter esse enquadramento.^hssa e,<br />

nornanto, uma forma não muito yeíadá de impor a censura a impren^<br />

sa, contrariando a Constituição, pois a qualquer momento um peno<br />

dico rode ter proibida sua circulação, porque o ministro teve no<br />

tiçia de que ele conteria matéria que, em sua opinião, poderia aju<br />

■HH


ção especifica".<br />

-15-<br />

ASSOCIAÇÕES INTERNACIONAIS DE COMUNICAÇÃO<br />

Ha mais de duas décadas vem ocorrendo tentativas para reunir os<br />

estudiosos da coiauaicaçlo em associações internacionais. Duas eji m<br />

tidades vem catalizando a atenção dos pesquisadores da área - a<br />

lAMCRflnternational Association for Mass Commumcation Rcse?rchJ,<br />

atualmente com sede em Leiccster, na Inglaterra e que realizou<br />

em outubro, o seu congresso anual^ em-Varsovia (Polônia) e ? 1UV<br />

- International Communication Association, com sede em Austm,<br />

Texas, nos Estados Unidos. Enquanto a primeira entidade congrega,<br />

principalmente, os pesquisadores europeus, apesar das tentativas<br />

de expansão para a AmSrica Latina (em fins da década de 60, a<br />

IAMCR chegou a realizar um dos seus congressos anuais na Argenti<br />

na), a segunda associação reunc os estudiosos norte-americanos,<br />

canadenses e uma proporção menor de asiáticos, a^anose latino-americanos<br />

que passaram por universidades dos USA. A íLA vem<br />

desenvolvendo esforços, nos Últimos tempos, para se mternaciona<br />

lizar, recebendo adesões de pesquisadores de todos os raises cio<br />

mundo. Uma das estratégias utilizadas tem sido a de realizar reu<br />

niões anuais fora dos USA, de quatro "env r ail os:: (a primeira foi<br />

realizada no Canada, em 1972, a segunda foi realizada na Alemanha<br />

Ocidental, em 1977). Alem disso, a ICA tem obtido êxito em sua<br />

ampliação pela natureza dos serviços que presta aos associados,<br />

oferecendo, ademais do boletim informativo - ICA Newletter - a<br />

excelente Revista trimestral - THE JOURNAL OF COMMUNiCATiüN e a<br />

nova publicação HUMAN COMMUNICATION RESEARCH, sem contar os bole<br />

tins e as reuniões promovidas pelas oito divisões em que se congregam<br />

os sócios: 1) Sistemas de Informação;^ Comunicação Inter<br />

pessoal; 3) Comunicação de Massa; 4) Comunicação^Organizacional;<br />

5) Comunicação Intercultural; 6) Comunicação Política; 7) Comuni<br />

cação Educativa; 8) Comunicação para a Saúde. Os interessados em<br />

aderir a tais associações devem se dirigir a: IAMCR- Conter tor<br />

Mass Communication Research - 104 Regent Road - Leicester LEI 7LT,<br />

England;ICA - Baldones Research Conter - 10.100 Regent Rcad -Aus<br />

tin, Texas 78758, USA.<br />

FOLCLORE DO SÃO FRANCISCO<br />

Sob o.patrocínio da FUNARTE, o Departamento de^Letras e Ciências<br />

Humanas da UFRPE realizou em Petrolina, no período de 27/10 ai/<br />

11, um Seminário de Folclore do São Francisco, dedicado ao estu-<br />

do do Folclore do Rosário daquela região. Na ocasião, foi inaugu<br />

rado oMuseu do Sertão, com uma exposição do ciclo do íolclore (<br />

do Rosário. A organização do evento esteve sob a liderança dos<br />

professores Roberto Benjamin e Raymundo DairAgnol.<br />

SIMPÓSIO DE RADIO E TELEVISÃO ■;<br />

A ECA-USP promoveu, de 6 a 10 de novembro, o I Simpósio de Radio<br />

e Televisão, procurando debater as seguintes questões: qual O pa<br />

rei do RTV no cenário nacional ? o que representam o RTV na educa<br />

cão do povo brasileiro ? Seria o circuito fechado a resposta ade-<br />

quada para a solução dos problemas da radiodifusão nacional.' te-<br />

ria a empresa cinematográfica brasileira condições de produzir


JU:<br />

-16-<br />

filnes para a TV ? o que e necessário para que isso venha a '<br />

acontecer ? qual a situação atual do jornalismo radiofônico e<br />

televisado ? qual o significado da programação musical noRTV?<br />

qiíais os problemas estruturais com que se defrontam as empre<br />

sas ! de RTV c os profissionais que atuam nessa^area? quais as<br />

■ características bSscias, no que diz respeito a formação, ao<br />

:i rotnrortamento a a-itude perante o seu trabalho, exibidas re<br />

ío? P ?íofil?ioAais qie militam o RTV ? 0 Simpósio foi coordenado<br />

pelo professor Fredric M. Litto.<br />

CORDEL BRASILEIRO DISG r jTIDQ--NOS. USA<br />

A poesia popular do Nordeste brasileiro foi amplamente discuti<br />

da em Filadélfia, USA, poriocasião da First International Con-<br />

" ference on Tthnic Poetry, promovida pelo Balch Institute, enti<br />

7 —' dade dedicada a experiência e integração dos grupos Taciais<br />

rmé comnõemio povo amerlzano. 0 Instituto foi fundado em 1971<br />

graças a uma doação da fai;.íiia Balch. Um dos grupos de estudo^<br />

da confer5ncia: dedico —se I analise do tema - Brazilian folk<br />

poctrv - sob a liderança òos-professoros Ernest Barge CutHJj<br />

■Roger'Abraham HJnnv. Vó-ar) e Jan Feidel (especialista em lite<br />

- ratura comparada). 0 profVésor Barge destacou a significação<br />

da ; lite-atura de cordel como veículo de cultura da^regiao nor-<br />

destina ühoje se c/pandindo por outras áreas do pais. 0 profes<br />

sor Abraham" falou d'as ori-ons históricas do desafio, informan-<br />

do oue outros países a tradição permanece, como ocorre nas<br />

ilhas do Caribe, oude os desafiantes se insultam por meio de<br />

versos quase sempre improvisados.<br />

EFEITOS DA QREVE DE JORNAIS EM NOVA YORK<br />

Durante quase.três meseâ, Nova York ficou sem jornais diários,<br />

como: conseqüência do uma ^eve dos gráficos. A greve foi encer<br />

rada êm r 4 de novembro. Seus efeitos foram comentados por Paulo<br />

írancis, na "Folha de São ; Paulo'-(5/11778) : •'Novai York e_o maior<br />

varejo do mundo. Nas nri^iras sfeinar«S da greve de jornais<br />

~ anunciei que o movimento caíra em 40% por cento no comercio se<br />

fiundo âs estimativas dá Prefeitura. Hoje, que a greve esta tec<br />

nicamente terminada,, faltando apenas a ratificação de alguns<br />

contratos sindicais (o "New York Times" e"Daily News", fechados<br />

há 86'riias,'ainda sonhar em tirar edições amanha, domingo), as<br />

notícias são outras e mas para os jornais. O fato e que o comer<br />

cio conseguiu dispensar ó "Times"' e o "News", aparentemente,man<br />

tendo o mesmo ritmo de venda, volume, etc. que antes da greve.<br />

As receitas de teatro, segundo "Variety", subiram em 171, o que<br />

talvez seja explicável pelo fato de^ que as criticas adversas fe<br />

cham "shows", em geral, particularmente a-critica do Times .<br />

Os únicos setores ,que parecem ter sofrido.âao os de livros, pa-<br />

ra quem o suplemento do'"Times ê a bíblia".<br />

. I PROJETO BIBLIOTECA PB LITERATURA POPULAR EM VERSO<br />

A Universidade da Paraíba criou recentemente um "Programa de Pes<br />

quisas em Literatura :%pular",com o ^J^ivo.de preservar e di-<br />

vulgar a arte regional. Esse programa esta vinculado ao Reparta<br />

mento de Letras Clássicas e Vernáculas^ estando a ele vinculado<br />

o "Projeto Biblioteca de Literatura Popular em Verso liderado<br />

pela Professora Idèlette Muzart Fonseca dos Santos. Esse proje-<br />

to visa a elaboração derm exaustivo "Catalogo Geral dos Folhe<br />

tos de Feira" e a organ::ação de uma^Biblioteca Critica sobre


oral em Campina Grande.<br />

-17-<br />

MONOGRAFIAS SOBRE FOLKCOMUNICAÇAO<br />

Centro de Docu -<br />

em verso,<br />

escrita es<br />

eratura<br />

0 Cent de Estudos Folclóricos '/^ Reci£e '^"ií^l^Se^tní '<br />

««" rFrancisca Neuma Fechme Borges) , A cruz GO pav*^ K. ,<br />

hBk>^&^^^^^ ...<br />

0 MÉTODO PAULO FREIRE E A TEORIA DA COMUNICAÇÃO<br />

Vanlldá Poeira da Silva, em seu livro "Educação Popular^ Edu-<br />

^o^^^lr^eS^íep^seSiÜ^p^^ « If oo |aíS ;<br />

original das conquistas da teoria da comunicação, da ^atica<br />

5?-S 0 e^rL\â|iyal1^^iraf" i ó^ i £3° Plas.a.0<br />

^^r J^^L^r^a f ^^ior^eÇj a n£ eios.^<br />

?or sua vez, Silvia Manfredi, ^ or %^^xllll\\lfTTiU°e-<br />

?fzSL C 1n ^r-nltiri^f dâ^efa^e^ic P?ríxl "A preo<br />

1 ; c o r>n^:í!^rdr^r/air/oo^jor^io:L ?e edS:<br />

n nrS^rio Paulo Freire, conforme reportagem publicada pela Fo<br />

íhfdeslo Paulo' 1 (19/Í1/78) confirma de modo geral essas mter-<br />

iíetacõer "O que estou fazendo e teoria do conhecimento a al-<br />

rindo-se a pênese do seu método, diz Paulo Fjeire. A S u ^ s "" .<br />

Ira somente têcnico-metodolõgica; a questão de fundo e a capaci<br />

dlde de 2onhe?e? associada I curiosidade em torno do objeto. É<br />

fcuriosidade q^ tem que ser estimulada, e a ^inventividade.<br />

ÊonvIdad.o para^ronunciar a conferência de f^^^^^, /^fe<br />

rio de Educação Brasileira, promovido pela.UNICaMF e ^ ^<br />

Camoinas, PaÍlo Freire foi impedido de viajar para oJrasiL^xi<br />

lado ha 14 anos, vive atualmente em Genebra, na Suíça) porque<br />

Itamarati não lhe concedeu passaporte.<br />

' JORNALISMO-CPENTIFICO CRIOU OS CIENTISTAS VISÍVEIS<br />

Tn^Ó Reis decano dos jornalistas científicos do país, comenta '<br />

ía 'Tolía'de sIS Paulo'' (19/11/78) o livro da professora Rae_Gool<br />

deli The Visible Scientists (Little, Brovm and Company, 1977),<br />

- deMcado%^aiise,daqueles cientista, que ^ Popular^ara^atr^<br />

7 ves dos seus contatos com o ^náe Vuhlico utiliz^o a impre^<br />

^i p a televisão, e tendo como mediadores os jornalistas. Lsses<br />

rtkntlaíafi visívÜs Utilizando agressivamente os meios de. comu-<br />

LcSlãf procurISiAcíuir no publico e nes que estabelecem_as po<br />

? t?cas'nrcionais e regionais 1 . Por isso ^^^^^if^t?/^<br />

rasitaria centre esses cientistas e os jornalistas. Geralmente<br />

leessííeis as entrevistas e contatos com os redatores científicos


-18 -<br />

dos crandcs jornais ou :^r^


-19ta-se<br />

da "apreensão previa ". A edição n 9 177 do semanário, que<br />

tava na capa. dos resultados das eleições parlamentares<br />

fcíapr^endida uma hora depois de impressa e antes de chegar<br />

as bancas, antes, portanto, que qualquer autoridade P^esse<br />

ter lido o material publicado e te-loJulgado passível de puni<br />

çlo. Enquanto isso, os veículos eletrônicos continuam sofrendo<br />

nas mãos da censura: um documentário sobre o menino Wilsinho<br />

Salillil. assassinado pela goleia, £oi proibido de ser levado<br />

ao ar "TTO: programa- Globo Repórter.<br />

10^,JOocumentó' - ;■<br />

" À^RISE DA FMRAFTLMES^O CINEMA BRASILEIRO EA COBIÇA DAS: MUL-<br />

Nas ultimas- semanas, os. iornais e revistas tem apresentado<br />

serie de denuncias contra a EMBRAFILHES, bem como a defesa<br />

seus dirigentes. Diante dessa serie.de lances, com ataques w<br />

contra-atãoue5r o panorarv--permanece nebuloso para o leitor co-<br />

mum: 0 que'ha por detrás dessa camapnha, aparentemente tao ape<br />

titôsa para os -raudes jornais ? Em entrevista concedida a José<br />

Neumane'Pinto, do "Jornal, do Brasil", o produtor ^^ Carlos<br />

Barreto, defende..o, ponto de vista de que -ha uma aliança espúria<br />

entre os interesses das grandes empresas multmacronais de-eme<br />

ma, de alguns: oxihid^rcs inescrupulosos, habitais fraudadores<br />

da legislação,- de .produtores e realizadores nacionais cujos fil<br />

mes fracassam .sempre,..Eis alguns dos argumentos usados por Luís<br />

Carloá SartetO'. ; . £., :';^'<br />

Cinema, precedente perigoso a contrariar os interesses multinacionais<br />

.<br />

"Não e mera coincidência que toda essa polemica tenha -surgido<br />

no momento em que a Embrafilme ponsa seriamente em_finanGiar a<br />

produção de sSries cinematográficas para a televisão. Tudo isso<br />

atinge profundamente os interesses das empresas^estrangeiras. ü<br />

interesse comercial-ê ate pequeno diante do verdadeiro interes-<br />

se que e o político e.o ideológico. As empresas multinacionais<br />

estão perdendo em mídia, env colocação de sua mensagem. 0 cinema<br />

e um problema altamente oolítico. Lí alguns relatórios do Banco<br />

Mundial assinados pelo pr6prio Robert McNamarra, em que se da i<br />

uma importância fundamental ã dominação dos meios audiovisuais)<br />

pelas multinacionais. -Es-se^...relatórios me foram mostrados pelO(<br />

então Ministro do Planejamento Sr/Hélio Beltrão.^Agora, nosso<br />

problema não e apenas de uma classe, a cinematográfica, mas de<br />

todo um país, de toda uma nação.' (...) 0. sistema^ de comunicação<br />

social do Brasil ja foi completamente invadido. Veja o que ocor<br />

re com a musica brasileira e o que fazem as multinacionais do<br />

disco para massacra-la. Saiba qv.e, nos países africanos de ixn-<br />

eua portuguesa, os livros brasileiros são vendidos por empresas<br />

norte-americanas. Tudc isso esta em jogo.agora, quando o cinema<br />

nacional provou?que existe concretamente no mercado interno e<br />

invade o mercado externo, principalmente a America;a.atina e a<br />

África. 0 cinema esta sendo o mau exemplo para o radio, o disco,<br />

a televisão e outros setores da industria cultural. As multina-<br />

cionais querem cortar o mal pela raiz".<br />

Pressões norte-americanas contra a legislação protecionista<br />

"0 grande problema do Brasil e que hoje somos um país produtor"<br />

de cinema, mas a postura e cs um país importador. A estrutura<br />

. ' ■ ; ,<br />

ii<br />

i rn<br />

;m<br />

uma<br />

de


-20-<br />

da rroducão e a geografia da distribuição são de um pais impor<br />

tador típico. Os cinemas de São Paulo, estão concentrados nos<br />

jardins, bairros sofisticados, po.rque naqueles bairros se con-<br />

centram os consumidores de produtos estrangeiros. Por isso,nao<br />

ha cinemas nos bairros populares das grandes cidades brasilei-<br />

ras • lã se concentra b verdadeiro consumidor do produto cinema<br />

togfâfico nacional, que são classes populares» Quando o. Brasil<br />

passou a produzir automóvel houve üma reciclagem. Nao houve es<br />

sa.reciclagem no cinema. A industria do cinema,^sem a lei_ do<br />

similar nacional, vive sob d.umping. Nenhuma industria resisti-<br />

ria um mês nas condições em que estamos sobrevivendo- Pergunte<br />

a um fabricante de eletrodoméstico se ele sobreviveria sem a<br />

lei do similar nacional. (...) No ano passado, Jack Valenti.da<br />

Motion Pictures, veio ao Brasil pressionar o Governo contra a<br />

legislação protecionista do produto brasileiro e nos ameaçou a<br />

todos, dizendo^que a legislarão tinha chegado ao limite do su-<br />

portável e que, se ultrapassássemos aquele limite, as empresas<br />

norte-americana teriam condições de pressionar nossa industria<br />

■cinematográfica. Ele se reuniu com produtores, em Brasília, e<br />

isoladamente com Roberto Farias, no Rio, repetindo a^ameaça._<br />

(...) No mercado nacional, aue deveria ser um patrimônio nacio<br />

nal do cinema brasileiro, nos passamos a ser o elemento oe cho<br />

que. Estava deflagrada uma guerra feroz. E e nessa guerra que<br />

se inserem essas discussões em torno da honestidade da Embra -<br />

filmes, pois não se discute pessoalmente o Sr. Roberto Farias,<br />

mas qualquer um de nos que por acaso, ocupasse a presidência<br />

da empresa, sofreria esses ataques. Nao quero desviar a discus<br />

são. Pode ser ate que os grupos que estão alimentando essa dis<br />

cussao o estejam fazendo inconscientemente,mas todos estamos<br />

participando de algo muito importante, de uma grande disputa<br />

de mercado de um_produto cultural, nas salas de cinema ou nas<br />

telas de televisão".<br />

A expansão do cinema brasileiro<br />

"Da estratégia de luta pelo mercado interno surgiu o incremento<br />

dá produção nacional. Ha quatro anos fazíamos anualmente de 4U<br />

a 45 filmes. Passamos nara 80 e agora fazemos de 100 a IZü tii<br />

mes por ano. 0 Brasil e o terceiro maior produtor de cinema do<br />

mundo ocidental, perdendo apenas para os Estados Unidos e a _<br />

Itália. Passo importante para isso foi a criação da distribui-<br />

dora da Embrafilme, :hoje a maior, a que mais fatura e a mais<br />

bem estruturada distribuidora em operação no mercado nacional,<br />

a ünica que se faz presente em nove regiões cinematográficas<br />

do" país, de Norte a Sul. Por isso o filme nacional aumentou a<br />

freqüência em 751, nos últimos três anos. O mercado total caiu<br />

de 250 milhões para 210 milhões de espectadores, dos quais 30ô<br />

veêm filmes nacionais. 0 publico de. filmes nacionais, mesmo cain<br />

do a freqüência aos cinemas, aumentou env mais de 20 milhões _cle<br />

ex^ectadores anuais. Aí se configura o quadro de solidificação<br />

do'cinema brasileiro. As empresas estrangeiras estimulavam ou<br />

pouco se incomodavam com a grande evasão de renda existente nas<br />

bilheterias do cinema nacional. A Embrafilme adotou um controle<br />

de receita mais eficiente que diminuiu essa evasão de 60* para^<br />

25%. E, semiconsolidado o mercado interno, o cinema brasileiro<br />

partiu para conquistar o mercado externo principalmente na Ame-<br />

rica Latina è a África. Nos últimos dois anos, o cinema nacio-<br />

nal fez mais pela diculgação do Brasil^no exterior do que a dl<br />

plomacia brasileira em toda a sua historia, com as semanas pro-<br />

mocionais. Este Õ um projeto que não se destina a servir a qual<br />

ouer Governo, mas ã nação. Exigimos e exigiremos de qualquer Go<br />

verno o respeito e a importância que a industria cinematografi-


-21-<br />

ca merece. Acabamos de vender mais de 20 filmes para a Argenti<br />

na e vendemos 40 para o Paraguai que, de novembro para ca, exi<br />

biu 21 semanas de cinema brasileiro".<br />

Ação da Embrafilme<br />

"Os recursos da Embrafilme são da própria economia cinematogrã<br />

fica. De um ano para cã há dotações orçamentarias, mas elas<br />

são irrisórias, atingem a 10 milhões de dólares por ano. o que<br />

significa um terço, por exemplo, do que gastou Francis Ford<br />

Coppola em sua mais recente produção, Apocalypse Now. A Embra-<br />

filme e sócia em quase a metade da produção brasileira, com<br />

participação de 50% e ganhou muito dinheiro com filmes como üa-<br />

ma da Lotação, Dona Flor ou Xica da Silva, LÍ£Oes de Amor e ou<br />

tros. So nesses três primeiros ganhou mais de CR$ 30 miinoes ^<br />

em comissões de distribuição e participação como produtora. ^<br />

Alem disso, a Embrafilme produz filmes culturais, estimulando<br />

curta-metragens, que foram colocados no mercado em centenas,de<br />

TX)íS de bloqueados e sem meios de distribuição e agora inicia<br />

o plano de produção de series para a televisão. A legislação do<br />

mercado cinematográfico brasUeiro e uma das mais modernas e<br />

perfeitas do mundo para a criação de condições de produção pa<br />

ra o cinema nacional. Hoje, um produtor nacional competente<br />

não precisa da Embrafilme, mas lhe basta a legislação. Alias,<br />

nos da classe cinematográfica, não somos favoráveis a estatiza<br />

ção da produção. Achamos que o Estado deve financiar e desen -<br />

volver a pesouisa cinematográfica, jogando em projetos de ris-<br />

co, no estímulo aos filmes de curta-metragem, que sao muito<br />

significativos no treinamento de mão-de-obra, por exemplo. Mas<br />

achamos necessária a presença forte de uma empresa estatal vol<br />

tada para a política de comercialização".<br />

11. Comentário<br />

0 PROBLEMA DA INFORMAÇÃO INTERNACIONAL<br />

No momento em eme o problema da circulação internacional de in<br />

formação voltai ser debatido no âmbito da UNESCO, atualmente<br />

reunida na sua XX Assembléia Geral, e interessante recordar ai<br />

guns fatos:<br />

Em "Mobilizing for chãos", publicado em 1934 pela universidade<br />

de Yale, o professor O.W.Reigel diz o seguinte sobre a agencia<br />

REUTER: "Dava seu fiel apoio onde que que a diplomacia britani<br />

ca procurasse estende sua influencia imperial. Não se negava a<br />

aceitar subsídios do governo e das grandes empresas de seu<br />

país. Durante a primeira guerra, a Reuter atuou como câmara<br />

de compensação de informação internacional, elaborada no moi -<br />

nho purificador da censura inglesa". A mesma agencia, na Guer-<br />

ra de Boers, trabalhava com "despachos que torciam^a realidade<br />

e enojavam os jornais norte-americanos". Na mesma época duas<br />

ainda pequenas agencias dos Estados Unidos (United Press e In-<br />

ternational News Service) que em 1959 se juntariam na UPI, co<br />

meçavam a marcar seu estilo. Sobre a France Press (antiga HavasJ,<br />

o mesmo professor diz ainda: "A agencia francesa sempre recebeu<br />

subvenções como compensação pelo trabalho no extremo-oriente e<br />

America Latina. Depois da primeira guerra, com os Estados Unidos<br />

entrando em cena como potência mundial, a hoje UPI e AP toram^<br />

avançando sob o empuxe de interesses que as fariam dominar a


-22informação<br />

na America Latina. Com a crise de 29 e o colapso da<br />

capacidade europcia^de expansãcriiaçeTial. \^ ue ^JZ^TrnLol<br />

fraquecimento automático das agencias de noticias da Europa,os<br />

avanços já apontavam para o que e agora: controle de 85 por<br />

cento da circulação de notícias na America Latina. "De 1902<br />

ate o final da década do 20 a AP participou de acordos operacionais<br />

com ingleses e franceses,.feitos a.base de áreas, de in<br />

flu£ncia política e econômica. Ainda sem o necessário empuxe<br />

de iníerelses imperiais, a AP entrara no cartel com o monopólio<br />

das notícias internacionais como um:meio de i^. S ,<br />

o mercado. A Rcutér ficava comra Ásia e Oriente Médio, onde<br />

ora mai [ or o peso do impSric britânico. A Havas francesa com a<br />

Aml^cá Latina o Extremo Oriente. Reuter_;e ;Havas dividiam a<br />

Af^iá seguirdo as estacas da colonização. Mas .na década de<br />

25 a Sàvas *eri. eliminada da America Latina pela UPI, que ope<br />

r


12. Noticiário dos sócios<br />

23-<br />

AT.TCE MITIKA KOSHIYAMA - Defendeu tese de mestrado Junto a _<br />

ECA-USP—tendo sido aprovada com distinção. Titulo da tese.<br />

"Monteiro Lobato: empresário, trabalhador intelectual e ideo<br />

low da indSstriâ do livro no Brasil". A banca examinadora<br />

fof consíuuiíla pelos professores VirgilioNoya Pinto (onen<br />

tador), Alfredo Bosi e Carlos Guilherme Motta.<br />

MARTA NAZARETH :FERREI R/v - Publicou o. Uvr o ^^5fg^-^JT|<br />

ria no Brasil - 188Ü-1920", pela Editora Vozes de Petropolis.<br />

írata-se de uma, versão revista da tese de-mestrado que defeg<br />

deu, em 1977, junto.a ECA^ÜSP-. 0 livre tem prefacio de Paulo<br />

Sérgio Pinheiro, da UNICAMP.<br />

TDSEPH M LUYTEN - Participou do Simpósio tealijado durante'<br />

f í Bienal batinoamerlcana 1 , em S|o'Paulo, proferindo palestra<br />

sobre Uteratura de Cordel..queJ o objeto da tese de mestrado<br />

que defendera brevemente junto a ECA-USP.<br />

FRANCISCO ROCHA MOREi; - i*^'^--^^^ de Comunicação"<br />

promovida pela HWvP, proferindo palestra sobre publicidade e<br />

propaganda. • ; ; '.' ;' - r '<br />

LOURDES TIAGO NEVES - Foi designada,chefe ^a Agencia ^e Esta-<br />

gios e Encaminhamentos profissionafs da Faculdade de Comunica<br />

çao Social Câ^er Libero. . ... ,,.<br />

SARA STR/CKMAN BAÇALL -Defendeu tese deAmestrado 3^° ? 5^-<br />

USP,. tendo,SA4o,aprovaaa:com 9,7. Titulo d ^íf ^te^^ lda ^<br />

è o ÍJso do Tempo Livre - Uma pesquisa em três categorias ce<br />

'trabalSadores/comerciãrios, metalúrgicos e operários da cons-<br />

trução civil". Banca examinadora: Virgílio Noya Pinto (orienta<br />

dor). Sara Chuci da Via e Helda Bulclca Barraco.<br />

GERALDO BONADIO - Foi agraciado com bolsa de estudos da CAPES<br />

para a conclusão do curso de mestrado em comunicação que reali<br />

za atualmente na ECA-USP.<br />

ANGFLA CASSIANO - Foi confirmada, por mais um ano, na direção<br />

do Centro de Expansão Cultural da Faculdade de Comunicação So<br />

ciai CSsper Libero, passando a integrar o Conselho Departnmen<br />

tal daquela Instituição.<br />

ERASMO DE FREITAS NUZZI - Esta presidindo a comissão encarrega<br />

da de elaborar o currículo pleno da Faculdade de Comunicação<br />

Social Cãsrer Libero, no sentido de adapta-lo a resolução 3/78<br />

do CFE.<br />

LARY RAMOS COUTINHO - Está coordenando o Centro de PÓs-Gradua-<br />

ção das FMU.<br />

LUIZ DIAS GUIMARÃES - Foi designado coordenador ^o Curso de Jor<br />

nalismo da UNAERP (.Ribeirão Preto) .Coordenou naquela Universida<br />

de a IV Semana de Comunicação, realizada no período de LI de<br />

novembro a 1 de dezembro.<br />

RAUL FONSECA SILVA- Participou da "Semana de Comunicação/ da<br />

FAAP, proferindo palestra sobre publicidade e propaganda.<br />

ANAMARIA FADUL - Participou de debate sobre ensino da comunica-<br />

ção na FIAM. a convite do Diretório Acadêmico.


iv i rj<br />

-24-<br />

JEANNE Í4ARIE - Participou de debate sob-re. ensino de comunica-<br />

çcão na FIAM. a convite do Diretório Acadêmico<br />

■'■■■• TAPT r MARASCHIN ^ Esta integrando o Conselho Editoria da re<br />

■■ vista -l^iace Sociedade"/editada pela^ivili.açao BrasiTex<br />

í ia eS convênio com o Centro de Estudos da Religião, da USP.<br />

F.nVALDO PEREIRA LIMA - Eleito representante ^^cente junto a<br />

Congregação da ECA-USP função que acumulara com a representação<br />

doMlunos na Comissão de Pos-GraduaçãO- daquela escola.<br />

ISMAR DE OLIVEIRA SOARES - Coordenou a Semana Cultural de Jorna-<br />

ismo do instituto Metodista de Ens_ino Su P^^^tfR^b^r 9 tc d ?0^a<br />

tuhro aue contou com a participação do jornalista Ro 5? rt( ; 1 i<br />

li, dk FolhaSe São Paulo e do Instituto de Oceanografia da USP.<br />

CAUDENCIO TORQUATO - Proferiu Palestra ha UNAERP^Ribeirão Preto)<br />

sobre o tema "Comunicação Empresarial' , no âmbito da IV Semana<br />

da Comunicação realizada naquela cidade.<br />

LUIZ BELTRÃO - Entregou ã Editora Suli^.de PCTtp^Jègre, os ori<br />

ginais de seu novo livro "Jornalismo OpmatiVQ .<br />

;fi<br />

I ; ■ ■ ■ J<br />

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i -j<br />

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■lU :...<br />

TURT.IOGRAFIA CORRENTF. DE COMUNICAÇÃO<br />

N 9 5 (Dezembro/7.8) :<br />

1. Bibliografias<br />

■.•> -<br />

Suplemento do Boletim da INTERCOM<br />

ria dos quais disponíveis apenas em chmesj<br />

Lipstein, Benjamin and William J.McGuire. Ey^l^^rl%lll^<br />

estldo a?ual de pesquisa no âmbito da TV comercial)<br />

g^cionals! Í97 5 ínv^ntãrio de Pesquisas sobre educação in-<br />

cluindo mais de uma dezena de projetos direta ou mdiretamen<br />

te relacionados com a comunicação de massaj<br />

i i on ■■ ' •<br />

: ■ : 2. Obras Gerais . , . ;: , ••,[■: -.077 .<br />

Peirce Charles S. Semiótica, São Paulo: Perspectiva 1977<br />

ColeílAea de trabalT^TII^mentais de Peir "'r"f^^s ?<br />

pai da semiótica, sobre a doutrina dos signos e as questões<br />

filosóficas fundamentais que a eles se la,gamj<br />

3. Comunicação de ^lassai<br />

Knt7 Flihu and Georpe Wedel. Broadcastinp in thc Third World:Pro<br />

- ^isfand P^rfo^nL, CambriIge,^MA: Halard ümvcrsiLy^^s,<br />

1977 (Pesquisa realizada no período de ^73 a 1975 sobre o P<br />

pel da radiodifusão no desenvolvimOnto de 11 países, mciusiv<br />

SuslanHeonard R. Mnss News and the Third World ^^f^<br />

lv Hills CA: Sape Publications, Wfi (Analise das atituat-b uu<br />

terceiro Mundo em relação as agencias noticiosas dos países li<br />

n<br />

.:'„ deres do mundo capitalista) . .<br />

Chu,<br />

nu r«^w4«<br />

Godwin<br />

r<br />

C.<br />

Rflrficai<br />

t^aaicax ^nc>ii^c<br />

Chanee Throuph<br />

iinu^^,—r.<br />

ConmunicatJon<br />

.^77 ^petnHn<br />

in<br />

qobre<br />

Mãos China,<br />

os mo<br />

, . Honolulu: University Press ot Hawan ^!^^f 0 JJ^^an?<br />

rins nelos auais a comunicação tem sido usada para oDter^muadu<br />

,,J<br />

cas de est?utÍras sociais. 0 autor formula conceitos teóricos<br />

cipresentlresultados de estudos sociológicos, psicológicos,<br />

antropológicos, econômicos e políticos)-.<br />

- • " ^ -T ^,1 i\rrfm


I ■ ■/<br />

■ •<br />

■ ■ -<br />

Udell, John G. The Economjcs of the Ancrican Newspaper, New York:<br />

Hastings House, 1978 (P-Oxf.il. econômico do jornal diário nos '<br />

USA, seus problemas c oportunidades, destacando o papel que a<br />

empresa privada representa na manutenção da liberdade de im -<br />

prensa)<br />

Boddewyn, Jí»Ii and Katherin Marton. Comparison Advertisifigl A World<br />

wide study sponsored bv the^International Advertising Associa-<br />

tíon, New York; Hasting F/cure-,-1978 (Analisa a natureza, uso,<br />

legalidade, vantagens, desvantagens e eficiências"da propaganda<br />

comparativa. 0 volume inclui estudos sobre campanhas da Pepsi -<br />

•Cola e Datril-Tylerol)<br />

Strentz, Herbert. News Repqrters and News Sourçes, Amés^.Iowca: State<br />

University Press, 1978 (manual sobre o processo de captação de<br />

notícias e acesso as fontes de informação. 0 autor enfatiza o<br />

relacionamento do repórtercom suas fontes de informação e a ne<br />

cessidade de protegê-las. Destac-a ainda como o processo de cap-<br />

tação está relacionado com o poder da imprensa")<br />

Dorfman, Ariel e Manuel Jofre. Super Homem e seus amigos do peito.<br />

Rio: Paz e Terra, 1978 (Analise teórica dos super-hercis, par-<br />

tindo do zorro, e resultados práticos de uma experiência de<br />

transformação deste tipo de historieta durante o Governo de Al.<br />

lende no Ghile).<br />

Jesualdo. A literatura infantil, São Paulo: Cultrix, 1978 (Ensaio<br />

sobre a-etica, a estlticia i a psicopedagogia da literatura in-<br />

fantil)<br />

4. Comunicação no Brasil<br />

Ferreira, Maria Nazareth.A imprensa operaria no Brasil, 1S80-<br />

1920, Petropolis: Vozes, 1978 (Estudo das formas de comunicação<br />

desenvolvidas dentro de uma parcela da sociedade brasileira _-<br />

especialmente o meio operário paulista. A autora destaca_a gê-<br />

nese da imprensa operaria.. A autora destaca á gênese da impren<br />

. : sa operaria'è aprofunda a analise do trabalhador gráfico como<br />

agente comunicador)<br />

Coelho, Netto, J.Teixeira. O intelectual brasileiro: degmatismo §<br />

.é--outras-confusões, São Paulo: Global,. 1978 (Enssics sobre o pa<br />

p.el dò intelectual ria sociedade, destacando a ascençao: do _ inte<br />

lectual brasileiro como foco de atenção dos meios dencomunicaçao<br />

.- Na põs-facio, o autor analisa a questão das "patrulhas ideologi<br />

cas ", denunciadas per Caca Diegues) ■ ■.<br />

Pereira, Mc^cir. Comunicação e Liberdade, Florisncpolis:Lunardelli,<br />

1978 (Ensaios/sobre á liberdade de imprensa nos regimes políti-<br />

cos, com un documentãrio"estatístico e ilustrativo sobre a im -<br />

prensa na América Latina, no Brasil e em Santa Catarina)<br />

Travassos, Nelson Palma. Livro sobre Livros, São Paulo:Hucitec,<br />

1978 (Volume que reúne ensaios de livros anteriores do autor -<br />

"Nos-bastidores da literatura" e "Nem tudo que reluz e_ouro , _' -<br />

acrescentando" alguns trabalhos inéditos sobre a produção edito-<br />

rial brasileira).<br />

Renault, Delso. Rio de Janeiro: A vida da Cidade Refletida nos Jor<br />

nais. Rio: Civilização Brasileira, 1978 (Painel histórico e so-<br />

■ socTolõgico da cidade durante os 20 primeiros anos d,a__segunda<br />

metade do século XIX, construído com base no documentário loca-<br />

lizado nos jornais da época).<br />

Mello, Alcino Teixeira .Legislação do Cinema Brasileiro, Rio:EMBRA<br />

FILME, 1978, 2 vols. ^Legislação complementar, resoluções do<br />

CONCINE, resoluções do INC, portarias e circulares)


Secco, Carmen LucioTindÓ. Morte c p—zer em João do Rio.Rio,<br />

Francisco Alves, 1978 (Estudo sobre c repórter João de Rio, no<br />

perspectiva da teoria literária.<br />

5. Folkcomunicação<br />

Cedran, Lourdes, ed.O Circo, São Paulo: Paço das Artes (Av.Europa,<br />

158) 1978 (Documentário fotográfico sobre o circo no Brasil,<br />

contendo também alguns estudp^ e ecnrntârios sobre a arte cir-<br />

- cense, sua evolução, sua atual situação no país)<br />

Fonyat, Bina. Carnaval, Pio; NovW Fronteira^ 1978 (Fotografias '<br />

que procuran expressar ãs ambigüidades não se do carnaval, mas<br />

vida social en um momento de ritualização)<br />

Cascudo, Luis da Câmara. L^eratura oral no Brasil, 2« ed. , Rio:<br />

José Olympio, 1978 (Ensaios sobre o conto popular, a poesia de<br />

cordel e suas raízes indígenas européias)<br />

Efegê, Jota. Figuras e eeisas da Musica Popular Brasileira, Rio,:<br />

FUNARTE, líTTS (livro de memórias, que procura preservar a vida<br />

.artística do Rio de Janeiro no inicie^do.século, destacando a<br />

atuação dos compositores, cantores ^..músicos, etc»,)<br />

Vasconcelos, Ary. Raizesjda Musica Popular Brasileira, São Paulo,<br />

Martins, 1978 (primeiro d;: üü serie ^e seis volumes^ o livro^<br />

conta a historia da musica popular brasileira no período de<br />

1500 a 1889)<br />

6. Comunicação espacial<br />

v S<br />

Magalhães, Basílio de. Eapangao Geográfica-do Brasi! Colonial, 4-<br />

ed. ,.Sãò Paulo, Nacion'iT/lNLi 19:r. "^Livro Básico sobre o devas<br />

samente e ocupação do território racional, .destacardo as pene-<br />

trações feitas, sob a forma de entradas e bandeiras, movimen -<br />

tos-que configuram a atual situação espacial do Brasil)<br />

7..Assuntos Afins •' ~<br />

Lima, Etelvina. A biblioteca no ensino superior. Brasília: CAPES,<br />

1978, (Sugescões de uma caracterização tipoiogica das biblicte<br />

cas universitárias, enfatizando o problema da "formação de acer<br />

vos) . ■ . : ' \ ■ O'<br />

Figueiredo, Nice. 0_er!sine de biblioteconomia nO| Brasil, vol.I,<br />

Brasília: CAPES, 1978 (Analise e' caracterização das escolas de<br />

biblioteconomia do país 3 do seu pessoal docente)<br />

Rouanet, Sérgio Paulo. Imaginário e dominação, Rio: Tempo^Brasilei<br />

ro, 1978 (Estudo do con.:eito de ideologia, como ..imaginário so<br />

ciai ou come relação c,e poder, enfocando dois pensadores marxis<br />

tas: Althusser e Cramsci.)<br />

Lopes, José Sérgio Leite., 3 vapor do diabo, 2a. ed. , Rio:Paz e Ter<br />

ra, 1978 (Estudo sobre os tvabalhadores^da..industria do açúcar,<br />

focalizando a própria visão desses operários em relação ao pro-<br />

cesso produtivo da usina, a jornada de trabalho e suas condições<br />

ambientais de trabalho e ã concepção que têm os operários do sa<br />

lãrio)<br />

. . ■ .. e ■<br />

Souto Maior, Armando. Quebra-Crilcs, lutas sociais ITQ outono do Impêrio,<br />

São Paulo, Nacional, 197:8:-vRosquisa sobre as reações ocor<br />

ridas quando da adoção, no país, do sistema métrico decimal.Cias<br />

sificando o quebra-quilos como foTma primitiva ou arcaica de^re<br />

belião social", o autor lastreou sua pesquisa na imprensa da epo<br />

ca, ou nas fontes da tradição popular, considerando que a pro -<br />

pria .rebelião teve o cuidado de destruir cartories ..e arquivos,<br />

como forma de eliminar provas para dificultar a ação dos seus '<br />

julgadores.)<br />

:• Ofi ;.>':.JC,í(Í ) - . ■ ■! • . ! OT-í


Cavalcanti, Pedro Celso Uchoa e Jovelino Ramos, eds. Memórias do<br />

exilio, vol I, São Paulo:Ed.Livramento, 1978 (Obra coletiva,<br />

contendo entrevistas e depoimentos de exilados brasileiros, '<br />

que ainda vivem no exterior, documentando as experiências e '<br />

reflexões do exílio em toda a sua diversidade)<br />

Politzer, Georges. A filosofin e os mitos. Rio: Civilização Brasi<br />

leira, 1978 (Pensador trances, preso e fuzilado pela Gcstapo<br />

em 1942, Politzer produziu poças combativas de grande poder '<br />

contra o obscriantisruo filosófico do nazismo. Este livro c uma<br />

expressiva demonstração cc como o materialismo dialético pode<br />

servir, na prática, para o combate as estruturas que se opõem'<br />

ao livre desenvolvimento úos-povos)<br />

Lopes, Hélio. A divisão das ãguas: contribuição ao estudo das re-<br />

vistas românticas, 'Sao Paulo': Secretaria Estadual de Cultura,<br />

1978 (Estudo sobre as revistas literárias da primeira metade '<br />

do século XIX)<br />

Freyrew Gilberto, Alhos T; Bugalhos, Rio, Nova Fronteira,_197S (Co<br />

letânea de ensaios, destacando-se o que trata do cartão postal<br />

como veículo de comunicação) -<br />

Furtado, Celso. Criatividade e dependência na civilização IndUs -<br />

trial. Rio, Paz e Terra, 1^78 (Visão de conjunto da emergência<br />

c difusão da civilização industrial^ apontando a subordinação<br />

da ciência a tecnologia e da criação artística ao marketing)<br />

8. Periódicos<br />

REVISTA DE ARTES E COMUNICAÇÕES (N 9 1, Out/1978)-Bauru:Fundação '<br />

Educacional/Faculclade de Artes e Comunicações (Destaques rentre<br />

. • vista com Jean Claude Bernacet.sobre filme e sociedade e com T<br />

Augusto Boal sobre técnicas latino-americanas de um teatro po-<br />

pular)<br />

Cadernos de Comunicação Proal, n 9 4, São Paulo, 1978 (Edição mono<br />

gráfica dedicada a Te.cvisão e Criança, Com colaborações de ^<br />

Lauro de Oliveira Lima, Fulvia Rosemberg, Carlos Eduardo Lins<br />

da Silva, José Marques de Melo, Glauco Carneiro e Charles Atkin)<br />

Journalism Quartely, vol..S2, n ? 2, Athens, Ohio, USA,Verão de : 1978,<br />

. (Destaques: Perspectiva Transnacional da Pesquisa em Comunica-<br />

ção - Blumler, Estado atual da TV por cabo -- Xaplan; Papel das<br />

escolas de jornalismo no criticismo da imprensa - Ryan) , .<br />

■Journalism Educator, vol.33, n*2, Minneapolis, USA, Julho/1978 '<br />

' • ' (Destaques: cresciiVcnto dos programas de comunicação ambiental<br />

'""nas escolas de jornalismo dos USA; expan=ao do ensino de jorna<br />

lismo na Nigéria; programas interdisciplinares superam defasa-<br />

gem entre RP e PP; revisão do ensino de ética nas escolas de '<br />

comunicação)<br />

Relações' Públicas,ano 1, n ç 1, São Paulo:Ed.Brás.*.ss.- Av.Paulista<br />

2001, cj.603, São Paulo-SP., Set/1978 (Destaques: A sociedade '<br />

contemporânea e as RP; 1- Assembléia Mundial de RF)<br />

Propaganda, n 9 26 7, out/78 - (Destaques: 0 desenho animado no Bra-<br />

sií; 10 anos de agência SGB; "istrategia de ^.ropc^anda: objeti-'<br />

vos e apelos)<br />

Marketing, n 9 60, Out/1978 (Destaque: Embalagem: o feio não vende)<br />

Press Release, n 9 5, Set./1978 (Destaques: Debate do projeto Lindo<br />

so sobre a regulamentação d" publicidade; debate sobre a propa-<br />

ganda eleitoral; regulamentação de out-door; criatividade nas '<br />

escolas de comunicação


Meio £ Mensagem, n? 9, Set/7S (Destaques: Analise do projeto Lin<br />

^"doso ^'ortáncia da imagem na venda de P-^utos de consumo<br />

texto da conferência de Mauro Salles na ESG, 10 anos de veja<br />

analisados por R. Civita)<br />

Teia Livros n« 7, Nov/Dcz/78 (Destaques: a explosão da literatu<br />

?a política; d^senraizamento do processo educativo nacional)<br />

Develoment Communication Rorcrt n» 24. Washington, Set./78(Des<br />

taques: o radio como veículo de educação formalj<br />

Communications, n' 28, Paris-1978 (estaques:Ideologia discurso<br />

e poder—cõm artipos de Eliseo Veron, Violette Morm, J - tí -^<br />

?a?li! Roque FaraLe analisa as relações -tre poder ecomuni<br />

caçcão de massa, numa perspectiva ^rxista. Alain Peyraubc cO|<br />

menta as lutas políticas c os mass media na China depois da<br />

Revolução Cultural)<br />

Leonoldianvm. n^ 13, Santos-Agosto/78_(Destaques: Liberdade de'<br />

informação e tutela penal da intimidade- de Aldo R.dc | ou ^.<br />

Relações Rublicas no contexto da empresa - de Ricardo_P. Dcsio,<br />

San?os. porta do "Sol Nascente" - de Luis Dias Guimarães)<br />

Dionysos, Rio: FUNARTE:1978 (Numero especial dedicado ao Teatro<br />

de Arena)<br />

Revista Brasileira de Lingüística, n^ 2-1978 Vozes-Destaque: A<br />

investigação de tormas de tratamento e a telenovela - de Francis<br />

Henrik Áubèft<br />

Revistade Ciência Política, n' ^ Rio:FGV,Jul/Set-78- Destaque :<br />

Pesquisa semântica em leituras de operárias, de Eclea Bosi<br />

Revista de Cultura Vozes, ano 72; n* 8, ^^Vf^lJ^Jl^l ^l^<br />

quês: A educação permanente como discurso ideológico - de MW<br />

cir Gadotti; No cinema, o futebol ficou na reserva - de José<br />

Wolf.<br />

ReliPião e Sociedade, n? 3. Rio:Civ.Brás., Outubro/78:Destaques:Re<br />

Rel Ugíao e poíitica^m Gramsci - de Carlos Alberto Dor ia; Os cami<br />

nhos da sociologia da religião no Brasil - de Rubens Alves<br />

Ensaios de Opinião, n' 7, Rio:Paz e Terra, 1978 (Destaques:Litera-<br />

EnS ?u?l e reSiidlde. de Antônio Callado; Eu acredito nisso de Ros<br />

sellini; Guia de TV - James Wolcott; Ficção e realidade - de J.<br />

A.Guilhon<br />

Briefing, n' 4, São Paulo, out/1978- Destaques: Cadê a_C0NAR?; mar<br />

ketiSg do out-door; luta pela identidade da profissão de RP.


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