01.08.2013 Visualizações

TCC, PÂMELA COPETTI.pdf - Unijuí

TCC, PÂMELA COPETTI.pdf - Unijuí

TCC, PÂMELA COPETTI.pdf - Unijuí

SHOW MORE
SHOW LESS

Transforme seus PDFs em revista digital e aumente sua receita!

Otimize suas revistas digitais para SEO, use backlinks fortes e conteúdo multimídia para aumentar sua visibilidade e receita.

RISCOS OCUPACIONAIS, AÇÕES PARA MINIMIZÁ-LOS, CONDUTAS FRENTE<br />

A ACIDENTES NA VOZ DE TRABALHADORES DE ENFERMAGEM.<br />

<strong>PÂMELA</strong> DE BORBA <strong>COPETTI</strong><br />

Orientadora: Marli Maria Loro<br />

Enfermagem


<strong>PÂMELA</strong> DE BORBA <strong>COPETTI</strong><br />

RISCOS OCUPACIONAIS, AÇÕES PARA MINIMIZÁ-LOS, CONDUTAS FRENTE<br />

A ACIDENTES NA VOZ DE TRABALHADORES DE ENFERMAGEM.<br />

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado<br />

ao Curso de Graduação de Enfermagem, do<br />

Departamento de Ciências da Vida da<br />

Universidade Regional do Noroeste do Estado<br />

do Rio Grande do Sul - UNIJUÍ, como<br />

requisito parcial para obtenção do título de<br />

Enfermeira.<br />

Orientadora: Marli Maria Loro<br />

Ijuí (RS)<br />

2011<br />

1


SUMÁRIO<br />

RESUMO ........................................................................................................................... 03<br />

ABSTRACT ....................................................................................................................... 03<br />

1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 04<br />

2 METODOLOGIA .......................................................................................................... 05<br />

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO ..................................................................................... 06<br />

Tema I: Riscos ocupacionais no contexto da enfermagem na atenção básica ................. 06<br />

Tema II: Medidas adotadas pela equipe de enfermagem na perspectiva de minimizar os<br />

riscos ocupacionais ............................................................................................................. 13<br />

Tema III: Compreendendo a conduta de acidentes de trabalho pela enfermagem ......... 16<br />

CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................. 18<br />

REFERÊNCIAS ................................................................................................................. 19<br />

2


RISCOS OCUPACIONAIS, AÇÕES PARA MINIMIZÁ-LOS, CONDUTAS FRENTE<br />

RESUMO<br />

A ACIDENTES NA VOZ DE TRABALHADORES DE ENFERMAGEM.<br />

OCCUPATIONAL RISKS, ACTIONS TO MINIMIZE THEM, CONDUCT<br />

ACCIDENT IN FRONT OF WORKERS VOICE OF NURSING.<br />

O estudo objetivou analisar o conhecimento de uma equipe de enfermagem atuante em uma<br />

Unidade de Atenção à Saúde referente a riscos ocupacionais, bem como a conduta frente à<br />

ocorrência de acidentes de trabalho. Estudo qualitativo, descritivo, do qual participaram<br />

quatorze profissionais de enfermagem. A coleta de dados foi por meio de entrevista semiestruturada,<br />

e os dados foram ponderados através da técnica de analise temática, na qual<br />

resultou em três categorias denominadas, riscos ocupacionais no contexto da enfermagem na<br />

atenção básica; medidas adotadas pela equipe de enfermagem na perspectiva de minimizar os<br />

riscos ocupacionais e compreendendo a conduta de acidentes de trabalho pela enfermagem.<br />

Os riscos apontados pelos depoentes são inerentes ao processo de trabalho e estão divididos<br />

em biológicos, ergonômicos, físicos e psicossociais. Os trabalhadores os identificam, possuem<br />

ciência quanto às medidas de proteção a serem utilizadas, porém, por vezes os negligenciam.<br />

Assim faz-se importante que se estabeleça ações de educação permanente e protocolos para<br />

estratégia de prevenção da saúde do trabalhador.<br />

Descritores: Enfermagem, Riscos Ocupacionais, Equipamento de Proteção individual<br />

ABSTRACT<br />

The study aimed to analyze the knowledge of a nursing team active in a Unit of Health Care<br />

related to occupational hazards, and the Management of the occurrence of accidents.<br />

Qualitative study, descriptive, attended by fourteen nurses. Data collection was through semistructured<br />

interview, and data were weighted using the technique of thematic analysis, which<br />

resulted in three categories called, occupational hazards in the context of nursing in primary<br />

care, measures adopted by the nursing staff in view to minimizing occupational hazards and<br />

accidents including the conduct of work by nurses. The risks mentioned by respondents are<br />

inherent in the work process and are divided into biological, ergonomic, physical and<br />

psychosocial. Workers to identify, have knowledge about the protective measures to be used,<br />

but sometimes neglect them. So it is important to establish permanent education actions and<br />

protocols for preventive health strategy of the worker<br />

Descriptors: Nursing, Occupational Risks, Equipment of individual Protection<br />

3


1 INTRODUÇÃO<br />

O serviço de saúde tem como principal finalidade a prevenção e recuperação da saúde<br />

de sua clientela. Entretanto, atuar em unidades de saúde, implica em laborar em ambiente com<br />

inúmeros riscos ocupacionais, fato que favorece a exposição do trabalhador da saúde a<br />

diversos malefícios ao longo da vida profissional.<br />

Isso decorre das peculiaridades da atividade e ao fato da presença do risco ocupacional<br />

ser inerente a determinados processos de trabalho, como é o caso do profissional de<br />

enfermagem. Entende-se por risco ocupacional situações que podem pôr fim ao equilíbrio<br />

físico, mental e social dos trabalhadores e não apenas as situações oriundas de acidentes e<br />

doenças (MIRANDA e STANCATO, 2008).<br />

Para tanto, o risco ocupacional decorre do fato de o processo de trabalho da equipe de<br />

enfermagem, diariamente, estar exposta a agentes com potencial de causar prejuízos ao bem<br />

estar físico e mental, em especial aos profissionais que atuam em unidades de urgências. Isso<br />

decorre das características da unidade, uma vez que a mesma é a porta de entrada do cliente ao<br />

serviço de saúde. Assim, todo individuo que acessa o serviço deve ser considerado<br />

potencialmente de risco, uma vez que em sua maioria não possui um diagnóstico clinico<br />

(FILHO et.al, 2005). Isso implica na necessidade de a equipe de saúde manter vigilância e na<br />

adoção de normas de segurança de trabalho, haja vista que o risco de contaminação deve ser<br />

sempre interpretado pelo trabalhador como presente ao seu meio (GIR et.al, 2004).<br />

Segundo Balsamo e Felli (2006), as instituições de saúde são consideradas locais<br />

tipicamente insalubres na medida em que propiciam a exposição de seus trabalhadores a<br />

inúmeros riscos inerentes ao trabalho nessa instituição. Esses são caracterizados em fatores<br />

químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e psicossociais, ao quais podem ocasionar doenças<br />

ocupacionais e acidentes de trabalho Neves et.al (2011). Sendo assim, é necessário que a<br />

enfermagem reconheça o processo de trabalho e os riscos potenciais a que está exposto.<br />

Segundo Mastroeni (2004) as doenças e acidentes derivados do trabalho compõem um<br />

relevante problema de saúde pública em todo o mundo, sendo necessário direcionar a atenção<br />

para a prevenção dos mesmos e o acompanhamento pós-exposição ocupacional.<br />

Contudo, trata-se de profissionais que desenvolvem suas praticas em meio a múltiplos<br />

riscos disseminadores de doenças (RODRIGUES e PASSOS, 2009). Nesse contexto, se faz<br />

necessário investir na adoção de medidas preventivas com o intuito de diminuir a exposição<br />

do trabalhador a estes riscos. Mediante a estes fatores, revela-se importante o uso de<br />

4


dispositivos de segurança preconizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego como, luvas,<br />

jalecos, óculos e protetores respiratórios, dentre outros, com o intuito de minimizarem<br />

contínuas ameaças a segurança e saúde do trabalhador (BRASIL, 2004).<br />

Perante o exposto a pesquisa objetivou fazer uma analise do conhecimento de uma<br />

equipe de enfermagem atuante em uma Unidade de Atenção Básica à Saúde referente a riscos<br />

ocupacionais e condutas frente a ocorrência de acidentes de trabalho.<br />

2 METODOLOGIA<br />

Estudo de abordagem qualitativa, com caráter descritivo, realizado com trabalhadores<br />

do serviço de enfermagem da Unidade de Atenção Básica, de um município da Região<br />

Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul.<br />

Os critérios de inclusão dos sujeitos do estudo foram: aceitar participar da pesquisa;<br />

idade igual ou superior a 18 anos; atuar no local por no mínimo seis meses e ser efetivo do<br />

quadro de funcionários da instituição.<br />

A coleta de dados foi realizada no mês de outubro de 2011, por meio de entrevista<br />

semi-estruturada composta por duas perguntas abertas e fechadas: Como se dá o uso de<br />

Equipamentos de Proteção Individual? Fale-me sobre os riscos do seu trabalho? As mesmas<br />

foram realizadas em local e horário de preferência dos sujeitos, gravadas em MP4, transcritas<br />

na íntegra e, posteriormente, analisados, interrompidas a partir do momento em que as<br />

informações começaram a se repetir, ou seja, pela saturação dos dados Assim, a amostra foi<br />

composta por 14 indivíduos. Ao final das entrevistas fez-se a escuta para que o entrevistado<br />

tomasse conhecimento e aprovasse ou alterasse os relatos conforme sua conveniência.<br />

Os aspectos éticos foram observados conforme prevê a Resolução 196/96 do Conselho<br />

Nacional de Saúde que regulamenta a pesquisa com seres humanos (BRASIL, 2000).<br />

Avaliado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Noroeste do Estado<br />

do Rio Grande do Sul, aprovado, mediante Parecer Consubstanciado n°222.1/2011.<br />

Objetivando manter o anonimato dos participantes optou-se por identificá-los pela letra E,<br />

seguida do número da ordem de realização da entrevista, ou seja, E1 a E14.<br />

Considera-se importante, ainda uma breve caracterização dos sujeitos da pesquisa. Dos<br />

14 entrevistados dois são enfermeiros, oito técnicos em enfermagem e quatro auxiliares de<br />

enfermagem. Em relação à idade seis possuem entre 20 e 30 anos de idade; cinco entre 31 a<br />

40 anos de idade e três de 41 a 50 anos e um entre 51 a 60 anos de idade, sendo a maioria do<br />

5


sexo feminino (doze). Em relação ao tempo de trabalho na instituição este variou de um ano a<br />

vinte e sete anos. Quanto a capacitações acerca dos riscos ocupacionais e quanto à utilização<br />

de medidas de proteção e segurança, apenas três sujeitos (20%) afirmam ter recebido<br />

treinamentos na instituição em estudo. No que se refere à ocorrência de acidentes de trabalho<br />

há registro de apenas um acidente com material perfurocortante.<br />

Para analise das informações coletadas utilizou-se a ordenação dos dados,<br />

classificação e análise final dos mesmos, de acordo com o que preconiza Minayo (2008).<br />

Posteriormente, a análise dos dados coletados utilizou-se a técnica de analise temática, na qual<br />

resultou em três temas denominados: Os riscos ocupacionais no contexto da enfermagem na<br />

atenção básica, Medidas adotadas pela equipe de enfermagem na perspectiva de minimizar os<br />

riscos ocupacionais e Compreendendo a conduta de acidentes de trabalho pela enfermagem.<br />

3 RESULTADOS E DISCUSSÃO<br />

Analisar e avaliar as condições a que os trabalhadores da saúde estão expostos em seu<br />

ambiente de trabalho, com relação aos riscos ocupacionais é imprescindível para articular<br />

ações de promoção, proteção e recuperação da saúde destes trabalhadores. Nesse sentido, é<br />

fundamental que o trabalhador conheça os agentes que tem potencial de lhe causar dano a<br />

saúde e integridade física, bem como as medidas necessárias para minimizar os possíveis<br />

malefícios.<br />

Tema I: Riscos ocupacionais no contexto da enfermagem na atenção básica<br />

Para Bessa et.al. (2010) os riscos ocupacionais são condições que derivam de sua<br />

natureza, ou seja, das próprias funções e em resultado de ações ou fatores externos, o que<br />

aumenta a probabilidade de ocorrência de lesão física, psíquica ou patrimonial. Ainda Freitas<br />

e Passos (2010) pontuam que os riscos ocupacionais são fatores diretamente ligados à área e o<br />

exercício de atuação de cada profissional. E a equipe de saúde, em especial a enfermagem,<br />

está exposta a riscos que emergem das mais variadas exposições, diretamente ligada a<br />

assistência aos clientes, bem como ao tempo empregado ao realizá-las junto ao mesmo.<br />

Nesse contexto, com vistas a buscar adequadas condições de trabalho, os profissionais<br />

de enfermagem necessitam conhecer e intervir na qualificação dos seus processos de trabalho.<br />

Para Balsamo e Felli (2006) os profissionais não são meros prestadores de serviços<br />

6


assistenciais, mas pessoas que podem e devem colaborar com a identificação de situações<br />

geradoras de riscos ocupacionais, vislumbrando, assim alternativas que acresçam a<br />

preservação de sua saúde.<br />

Neste sentido, embora existam políticas públicas direcionadas à manutenção e<br />

preservação da saúde do trabalhador, como é o caso da Portaria nº 3214/78 do Ministério do<br />

Trabalho, em sua NR 32, por vezes, quando se fala em trabalho, ainda reporta-se somente a<br />

realização de tarefas e se esquece dos riscos da atividade e seu cotidiano de trabalho, bem<br />

como das medidas de precaução padrão preconizadas.<br />

Nesse contexto, é importante o contínuo aprimoramento dos profissionais de saúde no<br />

sentido de reconhecer os riscos de sua atividade. A partir das falas dos sujeitos percebe-se que<br />

avaliam o aprimoramento técnico - cientifico como uma forma de prevenção, o qual elucida<br />

medidas de proteção, a fim de evitar os perigos que o cercam em meio à organização do<br />

ambiente de trabalho, conforme expresso por E1 e E2:<br />

“A segurança no local de trabalho esta relacionada com [...] a disponibilidade de<br />

treinamentos [...] por parte da secretaria, no sentido de evitar os acidentes e de<br />

esclarecer as doenças que podem vir a acontecer [...] acho que é toda medida que<br />

for tomada para proteção dos funcionários. (E1)”.<br />

“A segurança do local de trabalho ela começaria desde a organização do ambiente<br />

de trabalho [...], a disponibilidade de EPI’s [...], a capacitação dos próprios<br />

profissionais [...], quanto à conscientização ao uso do EPI para sua própria<br />

segurança [...] (E2)”.<br />

Ações que favoreçam condições ocupacionais seguras em ambiente de trabalho são<br />

indispensáveis (BALSAMO e FELLI, 2006). Principalmente quando se almeja um espaço<br />

desconstituído de ameaças à vida e saúde em todas suas acepções. Assim, faz-se importante<br />

um ambiente de trabalho bem estruturado e apropriado para ações de recuperação e promoção<br />

de saúde. Tal menção se faz presente nas falas de alguns sujeitos da pesquisa, os quais<br />

relacionam o significado de segurança no local de trabalho aos aspectos organizacionais,<br />

conforme expresso nas seguintes elocuções:<br />

“[...] segurança de trabalho é toda infra-estrutura que a unidade oferece [...]<br />

(E13)”.<br />

“Para mim segurança do trabalho é conseguir trabalhar sem tornar esse trabalho<br />

um risco para saúde, então ter segurança é conseguir fazer todas as tarefas, todos<br />

os seus trabalhos sem se prejudicar [...] (E6)”.<br />

7


Assim, o profissional de saúde necessita de estrutura organizacional e espaço para a<br />

execução do labor de forma adequada, haja vista que as condições de trabalho influenciam o<br />

comportamento do mesmo (BARBOSA et.al (2009) apud BULHÕES (1998). A cotidianidade<br />

do trabalho e a constante exposição aos riscos ocupacionais agregam a possibilidade de o<br />

profissional acidentar-se e/ou adquirir agravos de origem ocupacional. Isto decorre da<br />

exposição a agentes químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e psicossociais, os quais<br />

acrescem as possibilidades da aquisição de doenças (NEVES et. al, 2011).<br />

No que concerne ao risco biológico, autores evidenciam que tal exposição é<br />

preocupante, uma vez que são causadores de muitos problemas de saúde entre os<br />

trabalhadores da área da saúde. Isso por que os trabalhadores da enfermagem desenvolvem<br />

assistência direta ao paciente, bem como pelo constante exposição a sangue e fluidos<br />

corpóreos (ALMEIDA et.al 2009).<br />

Assim, o risco biológico é o de maior evidência para os profissionais da unidade de<br />

saúde em estudo. Neste sentido, conforme a alusão dos depoentes torna-se perceptível, na<br />

totalidade dos relatos dos sujeitos, que os mesmos relacionam o referido risco a<br />

procedimentos invasivos, com materiais perfurocortantes, que envolvam sangue e fluidos<br />

orgânicos como os que mais lhe proporcionam riscos. Citam também, atividades que<br />

envolvem contato físico direto com pacientes e possibilidade de disseminação de<br />

microorganismos por vias áreas, potencialmente contaminadas, conforme os relatos que<br />

seguem:<br />

“[...] como fizemos parte da enfermagem e estamos em contado direto com as<br />

pessoas. Corremos grandes riscos de adquirir doenças contagiosas, como<br />

tuberculose, [...] e também a contaminação com o manuseio de substâncias como<br />

sangue na realização de punções venosas, em auxilio de suturas e em todos os<br />

procedimentos que tiverem secreções [...] (E1)”.<br />

“Todo trabalho realizado pela enfermagem por si só pode desenvolver riscos, pela<br />

exposição a materiais biológicos, sangue e secreções, então, acho que esse é o risco<br />

maior ao profissional de enfermagem devido à realização de procedimentos (E2)”.<br />

“Existem vários riscos na área da saúde, lidar com materiais cortantes como<br />

agulhas, pacientes com doenças contagiosas e sangue (E5)”.<br />

A enfermagem é uma das principais profissões sujeitas a exposição à material<br />

biológico. Para Almeida et.al, (2009) isso relaciona-se ao fato de serem em número maior no<br />

serviço de saúde, estar em contato direto na assistência e, também, ao tipo e freqüência de<br />

procedimentos realizados. Deste modo, Simão et al, (2010) enfatizam que a equipe de<br />

8


enfermagem por realizar a assistência ao paciente se expõe à situações de acidentes inerentes<br />

ao contato com material biológico, podendo assim, desencadear doença ocupacional.<br />

Para o mesmo autor outro risco evidenciado no processo de trabalho da enfermagem<br />

relaciona-se ao ritmo acelerado de trabalho e a sobrecarga na realização excessiva de tarefas,<br />

o que pode determinar estresse influenciando o aparecimento de problemas de ordem física e<br />

mental. Corroborando Mauro et.al (2010), o acúmulo de funções estabelece o ritmo intenso no<br />

cotidiano da equipe de enfermagem atribuindo grande consumo de energia para a realização<br />

de atividades, o que determina sobrecargas que se manifestam física e psiquicamente.<br />

Neste sentido, Bessa et.al (2010), pontuam que os riscos ergonômicos se caracterizam<br />

pelo levantamento e transporte manual de cargas e peso, repetitividade, ritmo excessivo de<br />

trabalho e posturas inadequadas, por vezes, desempenhadas sem noção de princípios<br />

ergonômicos.<br />

Em congruente relevância o risco ergonômico é relatado por alguns sujeitos da<br />

pesquisa, reportam-se à realização de atividades que exijam esforços físicos excessivos.<br />

“[...] levantamento de peso, existem técnicas e tem muitas pessoas que não sabem<br />

usá-las corretamente e isso com certeza com o passar dos anos vai trazer riscos<br />

para saúde do trabalhador [...] (E13)”.<br />

“[...] e também esforço físico, pois retiramos pacientes do carro quando ele chega<br />

mal, nós os retiramos, para fazer mudança de uma maca para outra [...] (E7).”<br />

“[...] nos temos que colocar pacientes em macas, isso é muito peso que temos me<br />

carregar [...] (E4)”.<br />

Pondera-se que vinculada aos aspectos ergonômicos, está a sobrecarga do trabalhador,<br />

a qual pode ser uma condição que facilita a ocorrência de acidentes de trabalho, pois a mesma<br />

influencia a vida deles determinando, por vezes em esgotá-los e, conseqüentemente, lhes<br />

expor a outros riscos (GALLAS e FONTANA, 2010). Tal fato é evidenciado nas falas dos<br />

sujeitos.<br />

“[...] fazer o transporte de paciente [...] fazer força [...] o problema é a sobrecarga<br />

(E8)”.<br />

“[...] também, caminhadas excessivas, porque 12 horas durante o dia é muito<br />

cansativo, são 12 horas sem parar [...] erguendo peso, colocando paciente em<br />

macas, [...] a rotina de trabalho é muito cansativa acho que isso nos prejudica [...]<br />

(E9)”.<br />

9


Para Elias e Navarro (2006), a sobrecarga de trabalho é vivenciada pelo trabalhador de<br />

enfermagem como um fato inevitável. Que emana de ações repetitivas que necessitam de<br />

elevado gasto de energia, tais como: andar excessivamente, transportar doentes e levantar<br />

cargas em posturas nocivas, ou seja, quanto maior o nível de dependência dos pacientes,<br />

maior será a sobrecarga do trabalhador e a exigência de posturas nocivas (ABEn, 2006).<br />

Os sujeitos do estudo revelam também preocupação com o risco de origem<br />

psicossocial o qual integra, pela legislação trabalhista, o risco ergonômico. Eles o relacionam<br />

a possibilidades concretas de manifestações a diversos problemas de saúde. O ritmo acelerado<br />

de trabalho, múltiplas cargas horárias e os elevados números de atendimentos, agregado a<br />

redução do numero de trabalhadores, resulta na carga excessiva de trabalho pelo acumulo de<br />

atividades, com potencial de aumentar o desgaste físico e mental do trabalhador. Logo, por<br />

conseqüência, se inviabiliza uma assistência qualificada o que, por vezes, coloca a saúde do<br />

paciente em risco (SALOMÉ et.al, 2008).<br />

“[...] o pessoal esta trabalhando bastante, aqui não temos a questão de carga<br />

horária especifica para trabalhar, em fim, acabamos fazendo muito mais horas do<br />

que deveríamos o que também expõem e aumento o risco de erros pela enfermagem<br />

(E11).”<br />

“[...] porque na verdade estamos cada vez com menos funcionários, [...] então isso<br />

acaba desgastando muito o profissional porque acabamos trabalhando toda a nossa<br />

carga horária e mais hora extra [...], é só olhar a nossa escala, trabalhamos todos<br />

os dias 12 horas ou 6 horas [...] (E10)”.<br />

“[...] geralmente atendemos 100 pacientes durante o dia sendo uma demanda<br />

grande e às vezes existem poucos funcionários, é um risco que se têm (E8)”.<br />

O Acúmulo de atividades e o insuficiente quadro de funcionários são fatores que<br />

podem levar ao esgotamento físico e mental dos trabalhadores. Para tanto, as situações de<br />

atividades ininterruptas e habituais das práticas de assistência relacionadas a rotatividades de<br />

pacientes, gera-se no cotidiano da enfermagem uma intensa agitação, pelas jornadas<br />

cansativas e longas cargas horárias a serem cumpridas, o que tem potencial de determinar<br />

cansaço físico e psíquico (CAETANO et.al, 2006).<br />

Outro fator gerador de risco agregado para a enfermagem deve-se à sobrecarga da<br />

dupla jornada de trabalho, comum na categoria profissional. Isto se relaciona a necessidade de<br />

garantir a sobrevivência do trabalhador (CAETANO et al 2006). Entretanto, nesta pesquisa,<br />

somente um entrevistado identifica a dupla jornada de trabalho como um risco ocupacional<br />

presente em seu cotidiano de trabalho.<br />

10


“[...] trabalhamos doze horas por dia praticamente em pé e quase todos nós<br />

trabalhamos em outros locais, e assim vem o cansaço e a desatenção (E1)”.<br />

A duplicação da jornada de trabalho faz-se necessário, pois a remuneração, por vezes,<br />

é insuficiente para manutenção do sustento do trabalhador. Entretanto ao vivenciar a dupla<br />

jornada de labor, o trabalhador acaba por diminuir sua qualidade de vida e sua atenção no<br />

desenvolvimento do trabalho, lhe coagindo assim, a influências físicas e emocionais<br />

(PAFARO e MARTINO, (2004); RIBEIRO e SHIMIZU, (2007).<br />

Outro fator de risco evidenciado pelos sujeitos relaciona-se ao medo de agressão física<br />

e psicológica, pelos pacientes, bem como, seus acompanhantes. Risco este que para Ribeiro e<br />

Shimizu (2007) reporta as ameaças à saúde mental dos trabalhadores em seu cotidiano de<br />

serviço.<br />

“[...] muitas vezes as pessoas nos agridem verbalmente e temos que acabar ficando<br />

quietos (E3)”.<br />

“[...] os riscos vão desde uma agressão, porque tem pacientes que chegam [...],<br />

muito exaltados que chegam muito nervosos, e os acompanhantes muitas vezes<br />

também, (E8)”.<br />

“[...] hoje [...] a pessoa tem que estar preparada para o trabalho, não deve<br />

absorver problemas, tem pacientes que te provocam, acho que, se a pessoa estiver<br />

mal preparada terá sim, um risco psicológico [...] (E13)”.<br />

A violência faz-se presente em inúmeros espaços de trabalho, constituindo-se assim,<br />

em grave ameaça para a saúde. No entanto, os trabalhadores nem sempre estão preparados<br />

para lidar com o risco de violência. Cesar e Marziele (2006) aludem que é necessário<br />

desenvolver ações com vistas à prevenção de atos violentos tal como: habilitar o trabalhador a<br />

contornar situações embaraçosas e possíveis atos violentos de pacientes e seus familiares.<br />

Os trabalhadores da unidade de saúde em estudo, se reportam ainda, ao risco<br />

relacionado à exposição a agentes físicos. Estes para Brasil (2004) podem ser desencadeados<br />

pelas condições físicas decorrentes do ambiente de trabalho, tais como, ruídos, vibrações,<br />

calar, frio, radiações ionizastes, dentre outros. Bessa et.al, (2010), pontuam que as cargas<br />

físicas podem derivar da iluminação precária o que dificulta a realização de procedimentos,<br />

tornando-se o ambiente um local impróprio para a realização do trabalho em saúde. Da mesma<br />

forma a exposição a equipamentos elétricos, fato que propicia a ocorrência de acidentes de<br />

trabalho. Situações reveladas por E6 e E8.<br />

11


“[...], por exemplo, usando o desfibrilador, existe risco de um choque elétrico [...]<br />

(E6)”.<br />

“[...] a iluminação é fraca [...] acho que teríamos que ter mais claridade,<br />

principalmente no setor onde fizemos punções [...] (E8)”.<br />

Faz-se mister destacar que os riscos que cercam o trabalho da equipe de enfermagem<br />

são inúmeros e acrescem de acordo com a infra-estrutura do local em que os procedimentos<br />

são desenvolvidos. Em vista disso, a adaptação originada da ausência de melhores condições<br />

de trabalho também se mostra geradora de irritação e frustração ao trabalhador (FARIAS et. al<br />

(2007), RIBEIRO e SHIMIZU (2007). Neste sentido, ao desempenhar tarefas em ambientes<br />

inadequados, o trabalhador pode tornar-se vitima dos riscos, fato este explicitado por E10.<br />

“[...] então a [...] iluminação não é boa principalmente na parte onde os pacientes<br />

ficam na observação para serem medicados, de dia ainda vai, mas a noite é uma<br />

vergonha não podemos enxergar as veias e sim temos que senti-las [...] (E10)”.<br />

Os riscos inerentes ao processo de trabalho estão presentes continuamente e<br />

diretamente relacionados ao fluxo operacional e organizacional do serviço. Conglomerado a<br />

estes fatores a saúde do trabalhador pode comprometer-se física e psicologicamente na medida<br />

em que o trabalhador não dispõe de ambientes adequados para a efetivação de suas tarefas.<br />

Para tanto, embora importante à temática para a categoria da enfermagem, ainda são<br />

insuficientes os estudos que ressaltam os riscos físicos que os contemplam (CASTRO e<br />

FARIAS, 2008).<br />

Contudo, torna-se importante que as instituições de saúde implementem políticas de<br />

precaução, que visem manter atuais os conhecimentos técnicos–científicos, bem como as<br />

praticas de proteção ao trabalhador da enfermagem. Para que ações de saúde, efetivas aos<br />

mesmos sejam apoiados pelo senso de responsabilidade pessoal e não somente por ações que<br />

lhes sejam impostas (GIR et.al, 2004).<br />

Assim, faz-se necessário que os investimentos voltados a tornar mínimo, os riscos<br />

ocupacionais sejam consolidados pela adoção de condutas preventivas por parte da instituição<br />

e do trabalhador.<br />

12


Tema II: Medidas adotadas pela equipe de enfermagem na perspectiva de minimizar os<br />

riscos ocupacionais<br />

Diversos são os fatores relacionados à ocorrência de agravos na enfermagem, assim<br />

faz-se necessário a adoção de medidas preventivas com vistas a sua redução. Para Silva e<br />

Zeitoune (2009) a analogia em meio às exposições ocupacionais e o advento de doenças são<br />

reconhecidos desde a antiguidade, os quais podem ter maior ou menor freqüência de acordo<br />

com o uso medidas de proteção, segurança e do modelo de labor exercido pelos trabalhadores.<br />

Nesse sentido, faz-se importante a doção de medidas de proteção coletivas e individuais com<br />

vistas à prevenção de agravos ao trabalhador de enfermagem.<br />

Entende-se por medida de proteção coletiva todas as ações que visam proteger à saúde<br />

de uma ou mais pessoas no ambiente de trabalho. Já o uso do equipamento de proteção<br />

individual, segundo a Norma reguladora NR N° 6, visa proteger a saúde e segurança<br />

individual do trabalhador contra riscos e ameaças. Assim, para Brasil (2004) tornar o uso<br />

obrigatório das mediadas de proteção é compromisso de todas as instituições baseadas na<br />

disponibilidade e fornecimento de dispositivos de segurança adequados aos riscos e de boa<br />

qualidade.<br />

Os profissionais de enfermagem em ambiente de trabalho, freqüentemente<br />

permanecem em situações de riscos com potencial de acidentes. Daí a necessidade em adotar<br />

as precauções padrões preconizadas pelo Ministerio do Trabalho e Emprego para assim,<br />

minimizá-los. De tal modo, recomenda-se o uso do Equipamento de Proteção Individual<br />

adotada pelos trabalhadores envolvidos na assistência a saúde do paciente, independente da<br />

patologia diagnosticada ou suspeitada (FILHO et.al, 2005). Neste contexto, quando<br />

questionados os sujeitos acerca das medidas de segurança utilizadas para minimizar a<br />

exposição aos riscos ocupacionais, por eles identificados no seu ambiente de trabalho,<br />

relatam fazer uso dos EPI’s, como se evidencia nas falas a seguir:<br />

“Para minimizar os riscos, o uso de EPIs é um dos principais (E6)”.<br />

“Usamos os EPIs que a secretaria nos oferece [...] (E1)”.<br />

De acordo com Brasil (2004) quando as medidas de proteção coletivas se mostram<br />

insuficientes e não oferecem completa proteção contra as ameaças à saúde dos trabalhadores,<br />

o empregador deve fornecer e garantir outro meio de proteção, de forma imediata, dispondo<br />

neste sentido, os dispositivos individuais de segurança. Neste contexto, Balsamo e Felli<br />

13


(2006) ponderam que se faz imprescindível proporcionar ao trabalhador condições<br />

ocupacionais, livres de ameaças, bem como avigorar subsídios acerca da compreensão em<br />

relação à importância na adoção de medidas protetoras no ambiente trabalho.<br />

No entanto, observa-se por estudos, que mesmo existindo medidas de prevenção e,<br />

ainda que o trabalhador as conheça, por vezes, não as põem em pratica na realização dos<br />

procedimentos, fato que aumenta a exposição aos riscos (RIBEIRO e SHIMIZU, (2007);<br />

DAMASCENO et. al, 2006). Para tanto, pode-se inferir que o trabalhador não prioriza a sua<br />

proteção. No entanto, a não aderência ao uso dos EPIs evidencia que ao negligenciá-lo o<br />

trabalhador não expõe somente a si, mas também a outrem. (GALLAS e FONTANA, 2010).<br />

“[...] eu uso EPI, dificilmente me veriam puncionar sem luvas é raro, só em uma<br />

emergência ou alguma coisa assim [...] (E13)”.<br />

“O que mais fizemos aqui é o uso de EPI, quando possível, [...] (E7)”.<br />

“Eu Procuro sempre usar luvas, uma vez não tínhamos o costume de usar, [...]<br />

(E9)”.<br />

A equipe de enfermagem continuamente deve fazer uso dos Equipamentos de Proteção<br />

Individuais, listados no Ministério do Trabalho e Emprego - MTE, de acordo com os riscos de<br />

suas atividades, e em todas as situações, mesmo em emergências. Uma vez que os riscos<br />

podem estar presentes no ambiente de trabalho. No entanto, enquanto não estabelecido um<br />

diagnóstico, por vezes, este é oculto e o fato do trabalhador, muitas vezes, não possuir<br />

conhecimento suficiente sobre estes riscos, faz com que ele coloque em perigo sua saúde<br />

(BULHÕES apud MAURO et.al, 2010).<br />

Entre os equipamentos de proteção individual listados pelo Ministério do Trabalho e<br />

Emprego, coloca-se o uso do calçado fechado como uma das medidas destinadas a proteção e<br />

resguardo dos pés (BRASIL, 2010).<br />

“[...] a questão do calçado fechado, hoje eu tento cuidar, [...] uma vez, eu vim de<br />

chinelinho e puncionei um paciente quando eu vi estava respingando sangue no meu<br />

pé, deus me livre nunca mais [...] (E9)”.<br />

Não basta que o trabalhador modifique seus costumes e condutas em função de<br />

imposição legal ou por meio da fiscalização da vigilância à saúde, mas espera-se que o mesmo<br />

modifique condutas e posturas por meio de ações educacionais e de reflexões acerca das<br />

práticas que se reflete sobre os mesmos (GALLAS e FONTANA, 2010). Neste sentido, por<br />

meio de informações com relação à necessidade da adoção de medidas protetoras, o<br />

14


trabalhador perceberá que a importância em realizar suas atividades com segurança, esta<br />

diretamente relacionada com a conservação e manutenção de sua própria saúde.<br />

“[...] eu procuro usar luvas [...] até porque realmente é para minha segurança [...]<br />

(E12)”.<br />

No entanto, evidencia-se que para alguns dispositivos de segurança o trabalhador ainda<br />

demonstra resistência em seu uso, como é o caso da mascara protetora. Para Brasil (2010) este<br />

dispositivo de segurança deve ser adotado como uma indispensável medida de proteção,<br />

utilizada em meio a riscos que envolvam ameaças a saúde do trabalhador, como a exposição a<br />

substancia tóxica e patógenos ao organismo.<br />

“[...] mascara temos, mas, [...] é muito difícil usá-las, apenas por causa dos maus<br />

odores, mas não para proteção [...] (E12)”.<br />

O emprego apropriado dos equipamentos de proteção individual é necessário para a<br />

realização de um trabalho seguro. E mesmo que os profissionais possuam determinada<br />

consciência sobre os riscos que os cercam, muitas vezes, acabam por negligenciá-los e, por<br />

vezes, banalizá-los devido à não utilização habitual de medidas de proteção (POLO, 2004;<br />

ZAPPAROLI, 2005).<br />

Importante salientar que embora o trabalhador de enfermagem predispõe-se a<br />

inúmeros riscos observa-se que a adesão as proteções recomendas, por vezes, se faz<br />

incontínua e até mesmo incongruente (GIR et. al, 2004). Fato este, também explicitado por<br />

E14.<br />

“Em relação à [...] luva, eu não uso, nunca usei, [...] perco a sensibilidade para<br />

puncionar [...] e nunca me contaminei [...] minha técnica é bem aprimorada, mas<br />

sei que mesmo assim o certo seria usar [...] mascara tem, mas não é usado, [...]<br />

óculos têm, mas só um para os médicos [...] eu sei que é errado (E14)”.<br />

A confiança demasiada nas habilidades e tempo de trabalho atrapalha a equipe de<br />

enfermagem na adesão as medidas protetoras universais (GALLAS e FONTA, 2010). Para<br />

Neves (2011) o pensamento de que o uso de equipamentos de proteção interfere na habilidade<br />

e execução dos procedimentos, faz com que os profissionais subestimem a função de proteção<br />

e escolham por não utilizá-las. Tornando-se assim vulneráveis aos riscos ocupacionais e<br />

acidentes de trabalho.<br />

15


Neste contexto, Schuh e Krabbe (2007) inferem que os acidentes ocupacionais são<br />

possíveis de ser evitados, por meio da adoção de medidas de precaução, ou seja, o uso de<br />

EPI’s como, luvas, aventais, máscaras, protetores oculares, botas entre outros.<br />

Apesar do fornecimento dos equipamentos de proteção para o trabalhador da referida<br />

equipe de enfermagem, percebe-se que o seu emprego acontece de forma aleatória conforme<br />

relatos anteriormente evidenciados. Porém, o fato dos trabalhadores terem ciência dos riscos<br />

do seu labor, nem sempre garante a adesão ao uso de medidas protetoras. Assim, conhecer as<br />

medidas de segurança e equipamentos de proteção é importante, porém sua disponibilização<br />

não é garantia de que os mesmos serão utilizados pelo trabalhador. Nesse sentido, faz-se<br />

necessário que os gestores invistam no desenvolvimento de as ações educativas permanentes<br />

junto a seus trabalhadores.<br />

Tema III: Compreensão de conduta de acidentes de trabalho pela enfermagem<br />

Avaliar os fatores relacionados aos acidentes de trabalho é vital para que se planeje e<br />

desenvolva medidas que possa tornar mínimo o risco de acidentes ocupacionais pela equipe de<br />

enfermagem, o que inclui a efetivação de programas de educação permanente, bem como<br />

protocolos indispensáveis na estratégia de preservação a saúde do trabalhador (BALSAMO e<br />

FELLI, 2006). Neste sentido, a educação permanente necessita ser desenvolvida, a partir do<br />

acesso a informações claras e precisas, com relação às questões que envolvam a segurança do<br />

trabalhador em relação à minimização de ocorrências de acidentes de trabalho (MARZIALE e<br />

RODRIGUES, 2002). Assim, faz-se importante que as instituições criem protocolos para as<br />

intercorrências que possam advir do processo de trabalho.<br />

Para Balsamo e Felli, (2006) todas as instituições devem ser contempladas com esta<br />

implementação, na medida em que estes norteiam as ações imediatas em acidentes de<br />

trabalho, em especial posterior ao risco contato com biológico. Nesta exposição deve se ter<br />

clareza e agilidade na assistência ao trabalhador acidentado, bem como recomendações<br />

profiláticas e acompanhamento do trabalhador.<br />

Importante ainda que a conduta a ser tomada seja de conhecimento de todos os<br />

trabalhadores, pois a mesma deve ser prestada de forma imediata. Entretanto, os participantes<br />

da pesquisa, quando indagados acerca da conduta adotada pela instituição a acidentes de<br />

trabalho, em sua maioria, reconheceram que as informações referentes ao tema não estão<br />

16


suficientemente claras, demonstram dúvidas acerca da conduta a ser tomada, como é<br />

evidenciado nas falas de E15 e E10:<br />

“[...] teria que ter uma coisa mais certa mais explicada, se acontecesse comigo eu<br />

não saberia o que fazer, procuraria as enfermeiras, mas eu sei que elas [...] tem<br />

duvidas quanto a isso, quanto aos procedimentos a serem tomados [...] (E15)”.<br />

“[...] aqui na verdade é complicado, porque não temos protocolo se sofre acidente<br />

[...] aqui ninguém sabe de nada [...] eu não sei como funciona, aqui não tem saúde<br />

do trabalhador (E10)”.<br />

A análise do conteúdo das entrevistas permite evidenciar controvérsias no que se<br />

refere à conduta pós exposição ocupacional. Na medida em que alguns sujeitos relatam não as<br />

conhecer e outras conhecer, afirmam que a unidade de saúde possui um protocolo para<br />

acidente, conforme segue:<br />

“Nós temos um protocolo de encaminhamentos para acidentes de trabalho, onde<br />

hoje a unidade 24 horas é referencia para todo município [...] o primeiro<br />

atendimento é feito aqui, tanto para servidor quanto para outros profissionais [...]<br />

teste rápido ainda não temos [...] a anti-retroviral se for à hora de expediente é<br />

encaminhado para o SAE [...] quando é a noite ou finais de semana vai para o HCI<br />

referencia regional para dispensa da anti-retroviral[...] (E11)”<br />

“A secretaria no momento [...] esta utilizando um protocolo de atendimento [...]<br />

hoje a referencia é o pronto atendimento 24 horas [...] tudo está estruturado e<br />

funcionando, toda equipe foi orientada e esta preparada para isso (E6)”.<br />

“[...] se for perfuro cortante, material biológico, se tem paciente fonte a gente<br />

deveria ter o teste rápido que a secretaria ainda não tem [...] o plantonista [...] irá<br />

preencher a documentação solicitará o exame [...] não disponibilizamos da retro<br />

viral aqui na secretaria [...] mas o médico diz que deveríamos tomar em até duas<br />

horas se a fonte é desconhecida, como não temos teste rápido [...] não tem uma<br />

definição bem certa [...] (E2)”.<br />

Não conhecer o protocolo implica em atraso no inicio da medicação profilática, se<br />

necessário, a qual dever ser disponibilizada o mais cedo possível. Isso nos reporta a<br />

necessidade de o trabalhador estar orientado e informado acerca dos procedimentos a serem<br />

tomados em caso da ocorrência de um acidente de trabalho com material biológico. Para tanto,<br />

o reconhecimento da implantação de protocolos deve ser feita a partir da reflexão dos gerentes<br />

de trabalho e, incorporada ao fluxograma da instituição para que haja seguridade no<br />

atendimento adequado a esses profissionais (BALSAMO e FELLI, 2006).<br />

No entanto, a pesar das divergências evidencias pelos relatos dos sujeitos da pesquisa<br />

em relação à conduta a ser tomada em acidente de trabalho, evidencia-se que esta unidade<br />

17


possui normas referentes ao acidente de trabalho, no entanto há deficiência na forma de<br />

divulgação, na medida em que estas informações não são de conhecimento da totalidade dos<br />

trabalhadores.<br />

Ainda na análise das falas dos sujeitos fica evidente que a unidade de pronto<br />

atendimento não dispõe do Kit de teste rápido para HIV bem como a medicação profilática<br />

para imediato atendimento aos trabalhadores acidentados. Neste contexto, Balsamo e Felli,<br />

(2006) pontuam a importância em recordar que a medicação profilática para HIV pós<br />

exposição ocupacional, para ação efetiva deve ser preferencialmente realizada em um período<br />

de 2 horas, podendo estender-se até 72 horas após a exposição. Ou seja, o trabalhador de<br />

saúde vítima de acidente de trabalho com material biológico, potencialmente contaminado,<br />

deve ser tratado como uma emergência medica, uma vez que as intervenções para sua<br />

profilaxia devem ser iniciadas precocemente para obter maior eficácia (VIEIRA e PADILHA<br />

(2008) apud CIESIELSKI et.al, (2003).<br />

Cabe ressaltar que integra esta rede de atenção básica do município o Serviço<br />

Atendimento Especializado, o qual se localiza a poucos metros da unidade de estudo e em<br />

caso de acidente com material biológico este serviço é referência para o primeiro atendimento<br />

e disponibiliza a medicação profilática, se necessário. Porém, não se pode esquecer que há<br />

risco da aquisição de hepatites virais na exposição com risco biológico, entre outros<br />

patógenos, e o trabalhador necessita atendimento imediato e acompanhamento posterior de até<br />

90 dias pós acidente, o qual é de responsabilidade do empregador.<br />

CONSIDERAÇÕES FINAIS<br />

Evidencia-se que os sujeitos da pesquisa possuem conhecimento sobre os riscos<br />

ocupacionais existentes em seu local de labor. Estes enfatizam os riscos biológicos como o<br />

contato com sangue e outros fluidos corporais, seguido dos riscos ergonômicos e psicossociais<br />

evidenciados, por vezes, como uma conseqüência da sobrecarga do labor e do esgotamento<br />

mental. Ainda neste contexto, porém em menor dimensão referenciam os riscos físicos como<br />

iluminação precária e riscos de choques elétricos.<br />

Em relação aos riscos ocupacionais e as medidas adotadas para minimizá-las,<br />

evidencia-se que os participantes da pesquisa possuem conhecimento acerca dos riscos que os<br />

cercam, porém esta informação por si só não se torna uma ação segura para a adesão aos<br />

equipamentos de proteção individual. Isso decorre do fato de que alguns trabalhadores da<br />

18


equipe de enfermagem empregam estes equipamentos apenas nos momentos em que é de sua<br />

percepção e relevância, ou seja, quando se tem conhecimento de que o paciente é realmente<br />

portador de doenças.<br />

Quanto à conduta a ser tomada acerca da exposição a acidentes ocupacionais, na<br />

unidade básica de saúde, analisa-se que os entrevistados não possuem total conhecimento,<br />

quanto ao tema, evidenciando assim, contradições e deficiências nas formas de divulgacão,<br />

das informações, ou seja, as mesmas não são de total conhecimento dos trabalhadores.<br />

Neste contexto, faz-se importante instituir ações de segurança e de educação<br />

permanente que abordem de forma clara e precisa temas direcionados à saúde do trabalhador,<br />

estando estas, adequadas às rotinas e hábitos dos trabalhadores, com intuito de prevenir e<br />

minimizar acidentes relacionados ao trabalho com a perspectiva de resguardar a integridade<br />

física e psíquica do mesmo.<br />

Toda via, foi possível aprofundar o conhecimento sobre a necessidade de reconhecer<br />

os possíveis geradores de riscos, bem como a necessidade do uso rotineiro de proteção<br />

individual incorporado ao cotidiano do profissional e a qualificação da equipe de enfermagem<br />

no desenvolvimento diário de seu aprimoramento técnico – científico.<br />

Assim, espera-se com este estudo que o conhecimento dos riscos implique na tomada<br />

de medidas de proteção e segurança, inerentes ao processo de trabalho, para vislumbrar desta<br />

forma ações de melhoria e qualidade aos trabalhadores da equipe de enfermagem.<br />

REFERÊNCIAS<br />

ABEN. Associação Brasileira de Enfermagem – Seção RJ. Cartilha do trabalhador de<br />

enfermagem, saúde segurança e boas condições de trabalho. Rio de Janeiro, 2006.<br />

Disponível em: http://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/cartilha_aben.<strong>pdf</strong>.<br />

ALMEIDA, A.N.G. et.al. Risco biológico entre os trabalhadores de enfermagem. Rev.<br />

enferm. UERJ, Rio de Janeiro, 2009 out/dez; 17(4):595-00.<br />

BALSAMO e FELI. Estudo sobre os acidentes de trabalho com exposição aos líquidos<br />

corporais humanos em trabalhadores da saúde de um hospital universitário. Rev Latinoam<br />

Enfermagem 2006 maio-junho; 14(3):346-53, 2006.<br />

BARBOSA, K.P et.al . Processo de trabalho em setor de emergência de hospital de<br />

grande porte: a visão dos trabalhadores de enfermagem. Revista da Rede de Enfermagem<br />

do Nordeste - Versão impressa ISSN 1517-3852, v. 10, n. 4, out./dez.2009.<br />

19


BESSA ET.AL. Riscos ocupacionais do enfermeiro atuante na estratégia saúde da<br />

família. Rev. Enferm. UERJ, Rio de Janeiro, 2010 out/dez; 18(4):644-9.<br />

BRASIL Segurança e medicina do trabalho. Manuais de legislação Atlas. 63.ed. São Paulo:<br />

Atlas, 2004.<br />

BRASIL. Comissão nacional de ética em pesquisa. Normas para pesquisa envolvendo seres<br />

humanos (RES. CNS 196/96). Conselho Nacional de saúde Brasília; ministério da saúde,<br />

2000.<br />

BRASIL. Portaria SIT n.º194, de 07 de dezembro de 2010 (DOU de 08/12/2010) NR6-<br />

Equipamento de proteção Individual. Disponível em: <<br />

http://www.mte.gov.br/legislacao/normas_regulamentadoras/nr_06.<strong>pdf</strong> >. Acesso em: 06 de<br />

julho de 2011.<br />

BULHÕES, I. Riscos do trabalho de enfermagem. Rio de Janeiro (RJ): Folha Carioca;<br />

1994.<br />

BULHÕES, I. Riscos do trabalho de enfermagem. 2.ed,. Rio de Janeiro: Folha Carioca;<br />

1998.<br />

CAETANO, J.A.; et.al. Acidentes de trabalho com material biológico no cotidiano da<br />

enfermagem em unidade de alta complexidade. Rev.Enfermería Global Nº 9 Noviembre<br />

2006 Página ISSN 1695-6141.<br />

CASTRO, M. R.; FARIAS, S.N.P. A produção científica sobre riscos ocupacionais a que<br />

estão expostos os trabalhadores de enfermagem. Esc Anna Nery Rev Enferm 2008 jun; 12<br />

(2): 364- 69.<br />

CESAR, E.S; MARZIALE, M.H. Problemas de violência ocupacional em um serviço de<br />

urgência hospitalar da Cidade de Londrina, Paraná, Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de<br />

Janeiro, 22(1):217-221, jan, 2006.<br />

CIESIELSKI CA, METLER RP, FLEMING PL. Ocupationally acquired human<br />

immunodeficienty virus (HIV) infection: national case surveillance data during 20 years<br />

of the HIV epidemic in the United States. Infec Control Hosp Epidemiol. 2003;24(2):86-92.<br />

DAMASCENO, Ariadna Pires et al. Acidentes ocupacionais com material biológico: a<br />

percepção do profissional acidentado. Rev. bras. enferm. [online]. 2006, vol.59, n.1, pp. 72-<br />

77. ISSN 0034-7167.<br />

ELIAS, M. A.; NAVARRO, V.L. A relação entre o trabalho, a saúde e as condições de<br />

vida: negatividade e positividade no trabalho das profissionais de enfermagem de um<br />

hospital escola. Rev. Latino-Am. Enfermagem [online]. 2006, vol.14, n.4, pp. 517-525. ISSN<br />

0104-1169.<br />

20


FARIAS, S.N.P. de; ZEITOUNE, R.C.G. A qualidade de vida no trabalho de<br />

Enfermagem. Escola Ana Nery Revista de Enfermagem. Rio de Janeiro, v.11, n.3, p.487-493,<br />

setembro 2007.<br />

FILHO PSR, SOUZA VHS, HOEFEL HHK. Prevenção de Infecção Hospitalar e<br />

Biossegurança. In: SOUZA, V.H.S, MOZACHI N. O Hospital: Manual do Ambiente<br />

Hospitalar. 2.ed. Curitiba: Manual Real Ltda; 2005.<br />

FREITAS, C.M.S.; PASSOS, J.P. O risco ocupacional e a saúde do trabalhador. R. pesq.:<br />

cuid. fundam. online 2010. out/dez. 2(Ed. Supl.):68-72.<br />

GALLAS e FONTANA, Biosegurança e a equipe de enfermagem na unidade de cuidados<br />

clínicos: contribuições para a saúde do trabalhador. Rev Bras Enferm, Brasília 2010 setout;<br />

63(5): 786-92.<br />

GIR et.al. Biossegurança em DST/AIDS: condicionantes da adesão do trabalhador de<br />

enfermagem às precauções. Rev Esc Enferm, USP2004; 38(3):245-53, 2004.<br />

MARZIALE, M.H.P. Problemas de violência ocupacional em um serviço de urgência<br />

hospitalar da Cidade de Londrina, Paraná, Brasil. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro,<br />

22(1):217-221, jan, 2006.<br />

MARZIALE, M.H.P.; RODRIGUES, C.M. A produção científica sobre os acidentes de<br />

trabalho com material perfurocortante entre trabalhadores de enfermagem. Rev Latinoam<br />

Enfermagem 2002 julho-agosto; 10(4):571-7.<br />

MASTROENI MF. Biossegurança aplicada em laboratórios e serviços de saúde. São Paulo<br />

(SP): Atheneu; 2004.<br />

MAURO, M.Y.C., et.al. Trabalho da Enfermagem nas Enfermarias de um Hospital<br />

Universitário. Esc Anna Nery Rev Enferm 2010 abr-jun; 14 (1): 13-18.<br />

MINAYO, M. C. S. Pesquisa social: teoria, método e criatividade. Petrópolis, Rio de Janeiro:<br />

Vozes, 2008.<br />

MIRANDA EJP, STANCATO K. Riscos à saúde de equipe de enfermagem em unidade de<br />

terapia intensiva: proposta de abordagem integral da saúde. Rev Bras Ter Intensiva.<br />

2008; 20:68-76.<br />

NEVES, S. A. F. et al. Segurança dos trabalhadores de enfermagem e Fatores<br />

determinantes para adesão aos equipamentos de proteção individual. Rev. Latino - Am.<br />

Enfermagem 19(2): [08 telas]; mar-abr 2011.<br />

21


PAFARO, R. C. ; MARTINHO, M. M. F. Estudo do estresse do enfermeiro com dupla<br />

jornada de trabalho em um hospital de oncologia pediátrica de Campinas. Rev Esc<br />

Enferm USP 2004; 38(2):152-60.<br />

POLO S, BRAND SW. O uso de Equipamento de Proteção Individual pela equipe de<br />

Enfermagem. [monografia]. Ijuí (RS): Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio<br />

Grande do Sul, Curso de Enfermagem, Departamento de Ciências da Saúde; 2004.<br />

RIBEIRO, E.J.G.; SHIMIZU, H.E. Acidentes de trabalho com trabalhadores de<br />

Enfermagem. Revista Brasileira de Enfermagem, Rio de janeiro, v.60, n.5, p.535-540,<br />

set./out. 2007.<br />

RODRIGUES MNG, PASSOS JP. Trabalho de enfermagem e exposição aos riscos<br />

ocupacionais. Rev. de Pesq.: cuidado é fundamental Online 2009. set/dez. 1(2): 353-359<br />

ISSN 2175-5361.<br />

SALOMÉ, G.M., ESPÓSITO, V. H. C., REIS, G. T.R. O ser profissional de enfermagem<br />

em Unidade de Terapia Intensiva. Acta Paul Enferm 2008; 21(2):294-99.<br />

SCHUH, C. A.; KRABBE, E. C. Riscos Ocupacionais Envolvendo Material Biológico para<br />

Profissionais de Enfermagem em Unidade de Terapia Intensiva. Dissertação [Pósgraduação]<br />

Ijuí (RS): Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul,<br />

2007.<br />

SILVA, M. K.D.; ZEITOUNE, R.C.G. Riscos ocupacionais em um setor de hemodiálise na<br />

perspectiva dos trabalhadores da equipe de enfermagem. Esc Anna Nery Rev Enferm<br />

2009 abr-jun; 13 (2): 279- 86.<br />

SIMÃO, I. Acidentes de trabalho com materiais perfurocortantes. Rev. enferm. UERJ,<br />

Rio de Janeiro, 2010 jul/set; 18(3):400-4.<br />

VIEIRA, M.; PADILHA, M.I.C.S. O HIV e o trabalhador de enfermagem frente ao<br />

acidente com material perfurocortante. Rev Esc Enferm USP 2008; 42(4):804-10.<br />

ZAPPAROLI, A.S. Promoção da saúde do trabalhador de enfermagem: análise da<br />

prática segura do uso de luvas na punção venosa periférica [dissertação]. Ribeirão Preto:<br />

Escola de Enfermagem de Ribeirão Preto, Universidade de São Paulo; 2005.<br />

22

Hooray! Your file is uploaded and ready to be published.

Saved successfully!

Ooh no, something went wrong!