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RISCOS OCUPACIONAIS, AÇÕES PARA MINIMIZÁ-LOS, CONDUTAS FRENTE<br />
A ACIDENTES NA VOZ DE TRABALHADORES DE ENFERMAGEM.<br />
<strong>PÂMELA</strong> DE BORBA <strong>COPETTI</strong><br />
Orientadora: Marli Maria Loro<br />
Enfermagem
<strong>PÂMELA</strong> DE BORBA <strong>COPETTI</strong><br />
RISCOS OCUPACIONAIS, AÇÕES PARA MINIMIZÁ-LOS, CONDUTAS FRENTE<br />
A ACIDENTES NA VOZ DE TRABALHADORES DE ENFERMAGEM.<br />
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado<br />
ao Curso de Graduação de Enfermagem, do<br />
Departamento de Ciências da Vida da<br />
Universidade Regional do Noroeste do Estado<br />
do Rio Grande do Sul - UNIJUÍ, como<br />
requisito parcial para obtenção do título de<br />
Enfermeira.<br />
Orientadora: Marli Maria Loro<br />
Ijuí (RS)<br />
2011<br />
1
SUMÁRIO<br />
RESUMO ........................................................................................................................... 03<br />
ABSTRACT ....................................................................................................................... 03<br />
1 INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 04<br />
2 METODOLOGIA .......................................................................................................... 05<br />
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO ..................................................................................... 06<br />
Tema I: Riscos ocupacionais no contexto da enfermagem na atenção básica ................. 06<br />
Tema II: Medidas adotadas pela equipe de enfermagem na perspectiva de minimizar os<br />
riscos ocupacionais ............................................................................................................. 13<br />
Tema III: Compreendendo a conduta de acidentes de trabalho pela enfermagem ......... 16<br />
CONSIDERAÇÕES FINAIS ............................................................................................. 18<br />
REFERÊNCIAS ................................................................................................................. 19<br />
2
RISCOS OCUPACIONAIS, AÇÕES PARA MINIMIZÁ-LOS, CONDUTAS FRENTE<br />
RESUMO<br />
A ACIDENTES NA VOZ DE TRABALHADORES DE ENFERMAGEM.<br />
OCCUPATIONAL RISKS, ACTIONS TO MINIMIZE THEM, CONDUCT<br />
ACCIDENT IN FRONT OF WORKERS VOICE OF NURSING.<br />
O estudo objetivou analisar o conhecimento de uma equipe de enfermagem atuante em uma<br />
Unidade de Atenção à Saúde referente a riscos ocupacionais, bem como a conduta frente à<br />
ocorrência de acidentes de trabalho. Estudo qualitativo, descritivo, do qual participaram<br />
quatorze profissionais de enfermagem. A coleta de dados foi por meio de entrevista semiestruturada,<br />
e os dados foram ponderados através da técnica de analise temática, na qual<br />
resultou em três categorias denominadas, riscos ocupacionais no contexto da enfermagem na<br />
atenção básica; medidas adotadas pela equipe de enfermagem na perspectiva de minimizar os<br />
riscos ocupacionais e compreendendo a conduta de acidentes de trabalho pela enfermagem.<br />
Os riscos apontados pelos depoentes são inerentes ao processo de trabalho e estão divididos<br />
em biológicos, ergonômicos, físicos e psicossociais. Os trabalhadores os identificam, possuem<br />
ciência quanto às medidas de proteção a serem utilizadas, porém, por vezes os negligenciam.<br />
Assim faz-se importante que se estabeleça ações de educação permanente e protocolos para<br />
estratégia de prevenção da saúde do trabalhador.<br />
Descritores: Enfermagem, Riscos Ocupacionais, Equipamento de Proteção individual<br />
ABSTRACT<br />
The study aimed to analyze the knowledge of a nursing team active in a Unit of Health Care<br />
related to occupational hazards, and the Management of the occurrence of accidents.<br />
Qualitative study, descriptive, attended by fourteen nurses. Data collection was through semistructured<br />
interview, and data were weighted using the technique of thematic analysis, which<br />
resulted in three categories called, occupational hazards in the context of nursing in primary<br />
care, measures adopted by the nursing staff in view to minimizing occupational hazards and<br />
accidents including the conduct of work by nurses. The risks mentioned by respondents are<br />
inherent in the work process and are divided into biological, ergonomic, physical and<br />
psychosocial. Workers to identify, have knowledge about the protective measures to be used,<br />
but sometimes neglect them. So it is important to establish permanent education actions and<br />
protocols for preventive health strategy of the worker<br />
Descriptors: Nursing, Occupational Risks, Equipment of individual Protection<br />
3
1 INTRODUÇÃO<br />
O serviço de saúde tem como principal finalidade a prevenção e recuperação da saúde<br />
de sua clientela. Entretanto, atuar em unidades de saúde, implica em laborar em ambiente com<br />
inúmeros riscos ocupacionais, fato que favorece a exposição do trabalhador da saúde a<br />
diversos malefícios ao longo da vida profissional.<br />
Isso decorre das peculiaridades da atividade e ao fato da presença do risco ocupacional<br />
ser inerente a determinados processos de trabalho, como é o caso do profissional de<br />
enfermagem. Entende-se por risco ocupacional situações que podem pôr fim ao equilíbrio<br />
físico, mental e social dos trabalhadores e não apenas as situações oriundas de acidentes e<br />
doenças (MIRANDA e STANCATO, 2008).<br />
Para tanto, o risco ocupacional decorre do fato de o processo de trabalho da equipe de<br />
enfermagem, diariamente, estar exposta a agentes com potencial de causar prejuízos ao bem<br />
estar físico e mental, em especial aos profissionais que atuam em unidades de urgências. Isso<br />
decorre das características da unidade, uma vez que a mesma é a porta de entrada do cliente ao<br />
serviço de saúde. Assim, todo individuo que acessa o serviço deve ser considerado<br />
potencialmente de risco, uma vez que em sua maioria não possui um diagnóstico clinico<br />
(FILHO et.al, 2005). Isso implica na necessidade de a equipe de saúde manter vigilância e na<br />
adoção de normas de segurança de trabalho, haja vista que o risco de contaminação deve ser<br />
sempre interpretado pelo trabalhador como presente ao seu meio (GIR et.al, 2004).<br />
Segundo Balsamo e Felli (2006), as instituições de saúde são consideradas locais<br />
tipicamente insalubres na medida em que propiciam a exposição de seus trabalhadores a<br />
inúmeros riscos inerentes ao trabalho nessa instituição. Esses são caracterizados em fatores<br />
químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e psicossociais, ao quais podem ocasionar doenças<br />
ocupacionais e acidentes de trabalho Neves et.al (2011). Sendo assim, é necessário que a<br />
enfermagem reconheça o processo de trabalho e os riscos potenciais a que está exposto.<br />
Segundo Mastroeni (2004) as doenças e acidentes derivados do trabalho compõem um<br />
relevante problema de saúde pública em todo o mundo, sendo necessário direcionar a atenção<br />
para a prevenção dos mesmos e o acompanhamento pós-exposição ocupacional.<br />
Contudo, trata-se de profissionais que desenvolvem suas praticas em meio a múltiplos<br />
riscos disseminadores de doenças (RODRIGUES e PASSOS, 2009). Nesse contexto, se faz<br />
necessário investir na adoção de medidas preventivas com o intuito de diminuir a exposição<br />
do trabalhador a estes riscos. Mediante a estes fatores, revela-se importante o uso de<br />
4
dispositivos de segurança preconizados pelo Ministério do Trabalho e Emprego como, luvas,<br />
jalecos, óculos e protetores respiratórios, dentre outros, com o intuito de minimizarem<br />
contínuas ameaças a segurança e saúde do trabalhador (BRASIL, 2004).<br />
Perante o exposto a pesquisa objetivou fazer uma analise do conhecimento de uma<br />
equipe de enfermagem atuante em uma Unidade de Atenção Básica à Saúde referente a riscos<br />
ocupacionais e condutas frente a ocorrência de acidentes de trabalho.<br />
2 METODOLOGIA<br />
Estudo de abordagem qualitativa, com caráter descritivo, realizado com trabalhadores<br />
do serviço de enfermagem da Unidade de Atenção Básica, de um município da Região<br />
Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul.<br />
Os critérios de inclusão dos sujeitos do estudo foram: aceitar participar da pesquisa;<br />
idade igual ou superior a 18 anos; atuar no local por no mínimo seis meses e ser efetivo do<br />
quadro de funcionários da instituição.<br />
A coleta de dados foi realizada no mês de outubro de 2011, por meio de entrevista<br />
semi-estruturada composta por duas perguntas abertas e fechadas: Como se dá o uso de<br />
Equipamentos de Proteção Individual? Fale-me sobre os riscos do seu trabalho? As mesmas<br />
foram realizadas em local e horário de preferência dos sujeitos, gravadas em MP4, transcritas<br />
na íntegra e, posteriormente, analisados, interrompidas a partir do momento em que as<br />
informações começaram a se repetir, ou seja, pela saturação dos dados Assim, a amostra foi<br />
composta por 14 indivíduos. Ao final das entrevistas fez-se a escuta para que o entrevistado<br />
tomasse conhecimento e aprovasse ou alterasse os relatos conforme sua conveniência.<br />
Os aspectos éticos foram observados conforme prevê a Resolução 196/96 do Conselho<br />
Nacional de Saúde que regulamenta a pesquisa com seres humanos (BRASIL, 2000).<br />
Avaliado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Regional do Noroeste do Estado<br />
do Rio Grande do Sul, aprovado, mediante Parecer Consubstanciado n°222.1/2011.<br />
Objetivando manter o anonimato dos participantes optou-se por identificá-los pela letra E,<br />
seguida do número da ordem de realização da entrevista, ou seja, E1 a E14.<br />
Considera-se importante, ainda uma breve caracterização dos sujeitos da pesquisa. Dos<br />
14 entrevistados dois são enfermeiros, oito técnicos em enfermagem e quatro auxiliares de<br />
enfermagem. Em relação à idade seis possuem entre 20 e 30 anos de idade; cinco entre 31 a<br />
40 anos de idade e três de 41 a 50 anos e um entre 51 a 60 anos de idade, sendo a maioria do<br />
5
sexo feminino (doze). Em relação ao tempo de trabalho na instituição este variou de um ano a<br />
vinte e sete anos. Quanto a capacitações acerca dos riscos ocupacionais e quanto à utilização<br />
de medidas de proteção e segurança, apenas três sujeitos (20%) afirmam ter recebido<br />
treinamentos na instituição em estudo. No que se refere à ocorrência de acidentes de trabalho<br />
há registro de apenas um acidente com material perfurocortante.<br />
Para analise das informações coletadas utilizou-se a ordenação dos dados,<br />
classificação e análise final dos mesmos, de acordo com o que preconiza Minayo (2008).<br />
Posteriormente, a análise dos dados coletados utilizou-se a técnica de analise temática, na qual<br />
resultou em três temas denominados: Os riscos ocupacionais no contexto da enfermagem na<br />
atenção básica, Medidas adotadas pela equipe de enfermagem na perspectiva de minimizar os<br />
riscos ocupacionais e Compreendendo a conduta de acidentes de trabalho pela enfermagem.<br />
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO<br />
Analisar e avaliar as condições a que os trabalhadores da saúde estão expostos em seu<br />
ambiente de trabalho, com relação aos riscos ocupacionais é imprescindível para articular<br />
ações de promoção, proteção e recuperação da saúde destes trabalhadores. Nesse sentido, é<br />
fundamental que o trabalhador conheça os agentes que tem potencial de lhe causar dano a<br />
saúde e integridade física, bem como as medidas necessárias para minimizar os possíveis<br />
malefícios.<br />
Tema I: Riscos ocupacionais no contexto da enfermagem na atenção básica<br />
Para Bessa et.al. (2010) os riscos ocupacionais são condições que derivam de sua<br />
natureza, ou seja, das próprias funções e em resultado de ações ou fatores externos, o que<br />
aumenta a probabilidade de ocorrência de lesão física, psíquica ou patrimonial. Ainda Freitas<br />
e Passos (2010) pontuam que os riscos ocupacionais são fatores diretamente ligados à área e o<br />
exercício de atuação de cada profissional. E a equipe de saúde, em especial a enfermagem,<br />
está exposta a riscos que emergem das mais variadas exposições, diretamente ligada a<br />
assistência aos clientes, bem como ao tempo empregado ao realizá-las junto ao mesmo.<br />
Nesse contexto, com vistas a buscar adequadas condições de trabalho, os profissionais<br />
de enfermagem necessitam conhecer e intervir na qualificação dos seus processos de trabalho.<br />
Para Balsamo e Felli (2006) os profissionais não são meros prestadores de serviços<br />
6
assistenciais, mas pessoas que podem e devem colaborar com a identificação de situações<br />
geradoras de riscos ocupacionais, vislumbrando, assim alternativas que acresçam a<br />
preservação de sua saúde.<br />
Neste sentido, embora existam políticas públicas direcionadas à manutenção e<br />
preservação da saúde do trabalhador, como é o caso da Portaria nº 3214/78 do Ministério do<br />
Trabalho, em sua NR 32, por vezes, quando se fala em trabalho, ainda reporta-se somente a<br />
realização de tarefas e se esquece dos riscos da atividade e seu cotidiano de trabalho, bem<br />
como das medidas de precaução padrão preconizadas.<br />
Nesse contexto, é importante o contínuo aprimoramento dos profissionais de saúde no<br />
sentido de reconhecer os riscos de sua atividade. A partir das falas dos sujeitos percebe-se que<br />
avaliam o aprimoramento técnico - cientifico como uma forma de prevenção, o qual elucida<br />
medidas de proteção, a fim de evitar os perigos que o cercam em meio à organização do<br />
ambiente de trabalho, conforme expresso por E1 e E2:<br />
“A segurança no local de trabalho esta relacionada com [...] a disponibilidade de<br />
treinamentos [...] por parte da secretaria, no sentido de evitar os acidentes e de<br />
esclarecer as doenças que podem vir a acontecer [...] acho que é toda medida que<br />
for tomada para proteção dos funcionários. (E1)”.<br />
“A segurança do local de trabalho ela começaria desde a organização do ambiente<br />
de trabalho [...], a disponibilidade de EPI’s [...], a capacitação dos próprios<br />
profissionais [...], quanto à conscientização ao uso do EPI para sua própria<br />
segurança [...] (E2)”.<br />
Ações que favoreçam condições ocupacionais seguras em ambiente de trabalho são<br />
indispensáveis (BALSAMO e FELLI, 2006). Principalmente quando se almeja um espaço<br />
desconstituído de ameaças à vida e saúde em todas suas acepções. Assim, faz-se importante<br />
um ambiente de trabalho bem estruturado e apropriado para ações de recuperação e promoção<br />
de saúde. Tal menção se faz presente nas falas de alguns sujeitos da pesquisa, os quais<br />
relacionam o significado de segurança no local de trabalho aos aspectos organizacionais,<br />
conforme expresso nas seguintes elocuções:<br />
“[...] segurança de trabalho é toda infra-estrutura que a unidade oferece [...]<br />
(E13)”.<br />
“Para mim segurança do trabalho é conseguir trabalhar sem tornar esse trabalho<br />
um risco para saúde, então ter segurança é conseguir fazer todas as tarefas, todos<br />
os seus trabalhos sem se prejudicar [...] (E6)”.<br />
7
Assim, o profissional de saúde necessita de estrutura organizacional e espaço para a<br />
execução do labor de forma adequada, haja vista que as condições de trabalho influenciam o<br />
comportamento do mesmo (BARBOSA et.al (2009) apud BULHÕES (1998). A cotidianidade<br />
do trabalho e a constante exposição aos riscos ocupacionais agregam a possibilidade de o<br />
profissional acidentar-se e/ou adquirir agravos de origem ocupacional. Isto decorre da<br />
exposição a agentes químicos, físicos, biológicos, ergonômicos e psicossociais, os quais<br />
acrescem as possibilidades da aquisição de doenças (NEVES et. al, 2011).<br />
No que concerne ao risco biológico, autores evidenciam que tal exposição é<br />
preocupante, uma vez que são causadores de muitos problemas de saúde entre os<br />
trabalhadores da área da saúde. Isso por que os trabalhadores da enfermagem desenvolvem<br />
assistência direta ao paciente, bem como pelo constante exposição a sangue e fluidos<br />
corpóreos (ALMEIDA et.al 2009).<br />
Assim, o risco biológico é o de maior evidência para os profissionais da unidade de<br />
saúde em estudo. Neste sentido, conforme a alusão dos depoentes torna-se perceptível, na<br />
totalidade dos relatos dos sujeitos, que os mesmos relacionam o referido risco a<br />
procedimentos invasivos, com materiais perfurocortantes, que envolvam sangue e fluidos<br />
orgânicos como os que mais lhe proporcionam riscos. Citam também, atividades que<br />
envolvem contato físico direto com pacientes e possibilidade de disseminação de<br />
microorganismos por vias áreas, potencialmente contaminadas, conforme os relatos que<br />
seguem:<br />
“[...] como fizemos parte da enfermagem e estamos em contado direto com as<br />
pessoas. Corremos grandes riscos de adquirir doenças contagiosas, como<br />
tuberculose, [...] e também a contaminação com o manuseio de substâncias como<br />
sangue na realização de punções venosas, em auxilio de suturas e em todos os<br />
procedimentos que tiverem secreções [...] (E1)”.<br />
“Todo trabalho realizado pela enfermagem por si só pode desenvolver riscos, pela<br />
exposição a materiais biológicos, sangue e secreções, então, acho que esse é o risco<br />
maior ao profissional de enfermagem devido à realização de procedimentos (E2)”.<br />
“Existem vários riscos na área da saúde, lidar com materiais cortantes como<br />
agulhas, pacientes com doenças contagiosas e sangue (E5)”.<br />
A enfermagem é uma das principais profissões sujeitas a exposição à material<br />
biológico. Para Almeida et.al, (2009) isso relaciona-se ao fato de serem em número maior no<br />
serviço de saúde, estar em contato direto na assistência e, também, ao tipo e freqüência de<br />
procedimentos realizados. Deste modo, Simão et al, (2010) enfatizam que a equipe de<br />
8
enfermagem por realizar a assistência ao paciente se expõe à situações de acidentes inerentes<br />
ao contato com material biológico, podendo assim, desencadear doença ocupacional.<br />
Para o mesmo autor outro risco evidenciado no processo de trabalho da enfermagem<br />
relaciona-se ao ritmo acelerado de trabalho e a sobrecarga na realização excessiva de tarefas,<br />
o que pode determinar estresse influenciando o aparecimento de problemas de ordem física e<br />
mental. Corroborando Mauro et.al (2010), o acúmulo de funções estabelece o ritmo intenso no<br />
cotidiano da equipe de enfermagem atribuindo grande consumo de energia para a realização<br />
de atividades, o que determina sobrecargas que se manifestam física e psiquicamente.<br />
Neste sentido, Bessa et.al (2010), pontuam que os riscos ergonômicos se caracterizam<br />
pelo levantamento e transporte manual de cargas e peso, repetitividade, ritmo excessivo de<br />
trabalho e posturas inadequadas, por vezes, desempenhadas sem noção de princípios<br />
ergonômicos.<br />
Em congruente relevância o risco ergonômico é relatado por alguns sujeitos da<br />
pesquisa, reportam-se à realização de atividades que exijam esforços físicos excessivos.<br />
“[...] levantamento de peso, existem técnicas e tem muitas pessoas que não sabem<br />
usá-las corretamente e isso com certeza com o passar dos anos vai trazer riscos<br />
para saúde do trabalhador [...] (E13)”.<br />
“[...] e também esforço físico, pois retiramos pacientes do carro quando ele chega<br />
mal, nós os retiramos, para fazer mudança de uma maca para outra [...] (E7).”<br />
“[...] nos temos que colocar pacientes em macas, isso é muito peso que temos me<br />
carregar [...] (E4)”.<br />
Pondera-se que vinculada aos aspectos ergonômicos, está a sobrecarga do trabalhador,<br />
a qual pode ser uma condição que facilita a ocorrência de acidentes de trabalho, pois a mesma<br />
influencia a vida deles determinando, por vezes em esgotá-los e, conseqüentemente, lhes<br />
expor a outros riscos (GALLAS e FONTANA, 2010). Tal fato é evidenciado nas falas dos<br />
sujeitos.<br />
“[...] fazer o transporte de paciente [...] fazer força [...] o problema é a sobrecarga<br />
(E8)”.<br />
“[...] também, caminhadas excessivas, porque 12 horas durante o dia é muito<br />
cansativo, são 12 horas sem parar [...] erguendo peso, colocando paciente em<br />
macas, [...] a rotina de trabalho é muito cansativa acho que isso nos prejudica [...]<br />
(E9)”.<br />
9
Para Elias e Navarro (2006), a sobrecarga de trabalho é vivenciada pelo trabalhador de<br />
enfermagem como um fato inevitável. Que emana de ações repetitivas que necessitam de<br />
elevado gasto de energia, tais como: andar excessivamente, transportar doentes e levantar<br />
cargas em posturas nocivas, ou seja, quanto maior o nível de dependência dos pacientes,<br />
maior será a sobrecarga do trabalhador e a exigência de posturas nocivas (ABEn, 2006).<br />
Os sujeitos do estudo revelam também preocupação com o risco de origem<br />
psicossocial o qual integra, pela legislação trabalhista, o risco ergonômico. Eles o relacionam<br />
a possibilidades concretas de manifestações a diversos problemas de saúde. O ritmo acelerado<br />
de trabalho, múltiplas cargas horárias e os elevados números de atendimentos, agregado a<br />
redução do numero de trabalhadores, resulta na carga excessiva de trabalho pelo acumulo de<br />
atividades, com potencial de aumentar o desgaste físico e mental do trabalhador. Logo, por<br />
conseqüência, se inviabiliza uma assistência qualificada o que, por vezes, coloca a saúde do<br />
paciente em risco (SALOMÉ et.al, 2008).<br />
“[...] o pessoal esta trabalhando bastante, aqui não temos a questão de carga<br />
horária especifica para trabalhar, em fim, acabamos fazendo muito mais horas do<br />
que deveríamos o que também expõem e aumento o risco de erros pela enfermagem<br />
(E11).”<br />
“[...] porque na verdade estamos cada vez com menos funcionários, [...] então isso<br />
acaba desgastando muito o profissional porque acabamos trabalhando toda a nossa<br />
carga horária e mais hora extra [...], é só olhar a nossa escala, trabalhamos todos<br />
os dias 12 horas ou 6 horas [...] (E10)”.<br />
“[...] geralmente atendemos 100 pacientes durante o dia sendo uma demanda<br />
grande e às vezes existem poucos funcionários, é um risco que se têm (E8)”.<br />
O Acúmulo de atividades e o insuficiente quadro de funcionários são fatores que<br />
podem levar ao esgotamento físico e mental dos trabalhadores. Para tanto, as situações de<br />
atividades ininterruptas e habituais das práticas de assistência relacionadas a rotatividades de<br />
pacientes, gera-se no cotidiano da enfermagem uma intensa agitação, pelas jornadas<br />
cansativas e longas cargas horárias a serem cumpridas, o que tem potencial de determinar<br />
cansaço físico e psíquico (CAETANO et.al, 2006).<br />
Outro fator gerador de risco agregado para a enfermagem deve-se à sobrecarga da<br />
dupla jornada de trabalho, comum na categoria profissional. Isto se relaciona a necessidade de<br />
garantir a sobrevivência do trabalhador (CAETANO et al 2006). Entretanto, nesta pesquisa,<br />
somente um entrevistado identifica a dupla jornada de trabalho como um risco ocupacional<br />
presente em seu cotidiano de trabalho.<br />
10
“[...] trabalhamos doze horas por dia praticamente em pé e quase todos nós<br />
trabalhamos em outros locais, e assim vem o cansaço e a desatenção (E1)”.<br />
A duplicação da jornada de trabalho faz-se necessário, pois a remuneração, por vezes,<br />
é insuficiente para manutenção do sustento do trabalhador. Entretanto ao vivenciar a dupla<br />
jornada de labor, o trabalhador acaba por diminuir sua qualidade de vida e sua atenção no<br />
desenvolvimento do trabalho, lhe coagindo assim, a influências físicas e emocionais<br />
(PAFARO e MARTINO, (2004); RIBEIRO e SHIMIZU, (2007).<br />
Outro fator de risco evidenciado pelos sujeitos relaciona-se ao medo de agressão física<br />
e psicológica, pelos pacientes, bem como, seus acompanhantes. Risco este que para Ribeiro e<br />
Shimizu (2007) reporta as ameaças à saúde mental dos trabalhadores em seu cotidiano de<br />
serviço.<br />
“[...] muitas vezes as pessoas nos agridem verbalmente e temos que acabar ficando<br />
quietos (E3)”.<br />
“[...] os riscos vão desde uma agressão, porque tem pacientes que chegam [...],<br />
muito exaltados que chegam muito nervosos, e os acompanhantes muitas vezes<br />
também, (E8)”.<br />
“[...] hoje [...] a pessoa tem que estar preparada para o trabalho, não deve<br />
absorver problemas, tem pacientes que te provocam, acho que, se a pessoa estiver<br />
mal preparada terá sim, um risco psicológico [...] (E13)”.<br />
A violência faz-se presente em inúmeros espaços de trabalho, constituindo-se assim,<br />
em grave ameaça para a saúde. No entanto, os trabalhadores nem sempre estão preparados<br />
para lidar com o risco de violência. Cesar e Marziele (2006) aludem que é necessário<br />
desenvolver ações com vistas à prevenção de atos violentos tal como: habilitar o trabalhador a<br />
contornar situações embaraçosas e possíveis atos violentos de pacientes e seus familiares.<br />
Os trabalhadores da unidade de saúde em estudo, se reportam ainda, ao risco<br />
relacionado à exposição a agentes físicos. Estes para Brasil (2004) podem ser desencadeados<br />
pelas condições físicas decorrentes do ambiente de trabalho, tais como, ruídos, vibrações,<br />
calar, frio, radiações ionizastes, dentre outros. Bessa et.al, (2010), pontuam que as cargas<br />
físicas podem derivar da iluminação precária o que dificulta a realização de procedimentos,<br />
tornando-se o ambiente um local impróprio para a realização do trabalho em saúde. Da mesma<br />
forma a exposição a equipamentos elétricos, fato que propicia a ocorrência de acidentes de<br />
trabalho. Situações reveladas por E6 e E8.<br />
11
“[...], por exemplo, usando o desfibrilador, existe risco de um choque elétrico [...]<br />
(E6)”.<br />
“[...] a iluminação é fraca [...] acho que teríamos que ter mais claridade,<br />
principalmente no setor onde fizemos punções [...] (E8)”.<br />
Faz-se mister destacar que os riscos que cercam o trabalho da equipe de enfermagem<br />
são inúmeros e acrescem de acordo com a infra-estrutura do local em que os procedimentos<br />
são desenvolvidos. Em vista disso, a adaptação originada da ausência de melhores condições<br />
de trabalho também se mostra geradora de irritação e frustração ao trabalhador (FARIAS et. al<br />
(2007), RIBEIRO e SHIMIZU (2007). Neste sentido, ao desempenhar tarefas em ambientes<br />
inadequados, o trabalhador pode tornar-se vitima dos riscos, fato este explicitado por E10.<br />
“[...] então a [...] iluminação não é boa principalmente na parte onde os pacientes<br />
ficam na observação para serem medicados, de dia ainda vai, mas a noite é uma<br />
vergonha não podemos enxergar as veias e sim temos que senti-las [...] (E10)”.<br />
Os riscos inerentes ao processo de trabalho estão presentes continuamente e<br />
diretamente relacionados ao fluxo operacional e organizacional do serviço. Conglomerado a<br />
estes fatores a saúde do trabalhador pode comprometer-se física e psicologicamente na medida<br />
em que o trabalhador não dispõe de ambientes adequados para a efetivação de suas tarefas.<br />
Para tanto, embora importante à temática para a categoria da enfermagem, ainda são<br />
insuficientes os estudos que ressaltam os riscos físicos que os contemplam (CASTRO e<br />
FARIAS, 2008).<br />
Contudo, torna-se importante que as instituições de saúde implementem políticas de<br />
precaução, que visem manter atuais os conhecimentos técnicos–científicos, bem como as<br />
praticas de proteção ao trabalhador da enfermagem. Para que ações de saúde, efetivas aos<br />
mesmos sejam apoiados pelo senso de responsabilidade pessoal e não somente por ações que<br />
lhes sejam impostas (GIR et.al, 2004).<br />
Assim, faz-se necessário que os investimentos voltados a tornar mínimo, os riscos<br />
ocupacionais sejam consolidados pela adoção de condutas preventivas por parte da instituição<br />
e do trabalhador.<br />
12
Tema II: Medidas adotadas pela equipe de enfermagem na perspectiva de minimizar os<br />
riscos ocupacionais<br />
Diversos são os fatores relacionados à ocorrência de agravos na enfermagem, assim<br />
faz-se necessário a adoção de medidas preventivas com vistas a sua redução. Para Silva e<br />
Zeitoune (2009) a analogia em meio às exposições ocupacionais e o advento de doenças são<br />
reconhecidos desde a antiguidade, os quais podem ter maior ou menor freqüência de acordo<br />
com o uso medidas de proteção, segurança e do modelo de labor exercido pelos trabalhadores.<br />
Nesse sentido, faz-se importante a doção de medidas de proteção coletivas e individuais com<br />
vistas à prevenção de agravos ao trabalhador de enfermagem.<br />
Entende-se por medida de proteção coletiva todas as ações que visam proteger à saúde<br />
de uma ou mais pessoas no ambiente de trabalho. Já o uso do equipamento de proteção<br />
individual, segundo a Norma reguladora NR N° 6, visa proteger a saúde e segurança<br />
individual do trabalhador contra riscos e ameaças. Assim, para Brasil (2004) tornar o uso<br />
obrigatório das mediadas de proteção é compromisso de todas as instituições baseadas na<br />
disponibilidade e fornecimento de dispositivos de segurança adequados aos riscos e de boa<br />
qualidade.<br />
Os profissionais de enfermagem em ambiente de trabalho, freqüentemente<br />
permanecem em situações de riscos com potencial de acidentes. Daí a necessidade em adotar<br />
as precauções padrões preconizadas pelo Ministerio do Trabalho e Emprego para assim,<br />
minimizá-los. De tal modo, recomenda-se o uso do Equipamento de Proteção Individual<br />
adotada pelos trabalhadores envolvidos na assistência a saúde do paciente, independente da<br />
patologia diagnosticada ou suspeitada (FILHO et.al, 2005). Neste contexto, quando<br />
questionados os sujeitos acerca das medidas de segurança utilizadas para minimizar a<br />
exposição aos riscos ocupacionais, por eles identificados no seu ambiente de trabalho,<br />
relatam fazer uso dos EPI’s, como se evidencia nas falas a seguir:<br />
“Para minimizar os riscos, o uso de EPIs é um dos principais (E6)”.<br />
“Usamos os EPIs que a secretaria nos oferece [...] (E1)”.<br />
De acordo com Brasil (2004) quando as medidas de proteção coletivas se mostram<br />
insuficientes e não oferecem completa proteção contra as ameaças à saúde dos trabalhadores,<br />
o empregador deve fornecer e garantir outro meio de proteção, de forma imediata, dispondo<br />
neste sentido, os dispositivos individuais de segurança. Neste contexto, Balsamo e Felli<br />
13
(2006) ponderam que se faz imprescindível proporcionar ao trabalhador condições<br />
ocupacionais, livres de ameaças, bem como avigorar subsídios acerca da compreensão em<br />
relação à importância na adoção de medidas protetoras no ambiente trabalho.<br />
No entanto, observa-se por estudos, que mesmo existindo medidas de prevenção e,<br />
ainda que o trabalhador as conheça, por vezes, não as põem em pratica na realização dos<br />
procedimentos, fato que aumenta a exposição aos riscos (RIBEIRO e SHIMIZU, (2007);<br />
DAMASCENO et. al, 2006). Para tanto, pode-se inferir que o trabalhador não prioriza a sua<br />
proteção. No entanto, a não aderência ao uso dos EPIs evidencia que ao negligenciá-lo o<br />
trabalhador não expõe somente a si, mas também a outrem. (GALLAS e FONTANA, 2010).<br />
“[...] eu uso EPI, dificilmente me veriam puncionar sem luvas é raro, só em uma<br />
emergência ou alguma coisa assim [...] (E13)”.<br />
“O que mais fizemos aqui é o uso de EPI, quando possível, [...] (E7)”.<br />
“Eu Procuro sempre usar luvas, uma vez não tínhamos o costume de usar, [...]<br />
(E9)”.<br />
A equipe de enfermagem continuamente deve fazer uso dos Equipamentos de Proteção<br />
Individuais, listados no Ministério do Trabalho e Emprego - MTE, de acordo com os riscos de<br />
suas atividades, e em todas as situações, mesmo em emergências. Uma vez que os riscos<br />
podem estar presentes no ambiente de trabalho. No entanto, enquanto não estabelecido um<br />
diagnóstico, por vezes, este é oculto e o fato do trabalhador, muitas vezes, não possuir<br />
conhecimento suficiente sobre estes riscos, faz com que ele coloque em perigo sua saúde<br />
(BULHÕES apud MAURO et.al, 2010).<br />
Entre os equipamentos de proteção individual listados pelo Ministério do Trabalho e<br />
Emprego, coloca-se o uso do calçado fechado como uma das medidas destinadas a proteção e<br />
resguardo dos pés (BRASIL, 2010).<br />
“[...] a questão do calçado fechado, hoje eu tento cuidar, [...] uma vez, eu vim de<br />
chinelinho e puncionei um paciente quando eu vi estava respingando sangue no meu<br />
pé, deus me livre nunca mais [...] (E9)”.<br />
Não basta que o trabalhador modifique seus costumes e condutas em função de<br />
imposição legal ou por meio da fiscalização da vigilância à saúde, mas espera-se que o mesmo<br />
modifique condutas e posturas por meio de ações educacionais e de reflexões acerca das<br />
práticas que se reflete sobre os mesmos (GALLAS e FONTANA, 2010). Neste sentido, por<br />
meio de informações com relação à necessidade da adoção de medidas protetoras, o<br />
14
trabalhador perceberá que a importância em realizar suas atividades com segurança, esta<br />
diretamente relacionada com a conservação e manutenção de sua própria saúde.<br />
“[...] eu procuro usar luvas [...] até porque realmente é para minha segurança [...]<br />
(E12)”.<br />
No entanto, evidencia-se que para alguns dispositivos de segurança o trabalhador ainda<br />
demonstra resistência em seu uso, como é o caso da mascara protetora. Para Brasil (2010) este<br />
dispositivo de segurança deve ser adotado como uma indispensável medida de proteção,<br />
utilizada em meio a riscos que envolvam ameaças a saúde do trabalhador, como a exposição a<br />
substancia tóxica e patógenos ao organismo.<br />
“[...] mascara temos, mas, [...] é muito difícil usá-las, apenas por causa dos maus<br />
odores, mas não para proteção [...] (E12)”.<br />
O emprego apropriado dos equipamentos de proteção individual é necessário para a<br />
realização de um trabalho seguro. E mesmo que os profissionais possuam determinada<br />
consciência sobre os riscos que os cercam, muitas vezes, acabam por negligenciá-los e, por<br />
vezes, banalizá-los devido à não utilização habitual de medidas de proteção (POLO, 2004;<br />
ZAPPAROLI, 2005).<br />
Importante salientar que embora o trabalhador de enfermagem predispõe-se a<br />
inúmeros riscos observa-se que a adesão as proteções recomendas, por vezes, se faz<br />
incontínua e até mesmo incongruente (GIR et. al, 2004). Fato este, também explicitado por<br />
E14.<br />
“Em relação à [...] luva, eu não uso, nunca usei, [...] perco a sensibilidade para<br />
puncionar [...] e nunca me contaminei [...] minha técnica é bem aprimorada, mas<br />
sei que mesmo assim o certo seria usar [...] mascara tem, mas não é usado, [...]<br />
óculos têm, mas só um para os médicos [...] eu sei que é errado (E14)”.<br />
A confiança demasiada nas habilidades e tempo de trabalho atrapalha a equipe de<br />
enfermagem na adesão as medidas protetoras universais (GALLAS e FONTA, 2010). Para<br />
Neves (2011) o pensamento de que o uso de equipamentos de proteção interfere na habilidade<br />
e execução dos procedimentos, faz com que os profissionais subestimem a função de proteção<br />
e escolham por não utilizá-las. Tornando-se assim vulneráveis aos riscos ocupacionais e<br />
acidentes de trabalho.<br />
15
Neste contexto, Schuh e Krabbe (2007) inferem que os acidentes ocupacionais são<br />
possíveis de ser evitados, por meio da adoção de medidas de precaução, ou seja, o uso de<br />
EPI’s como, luvas, aventais, máscaras, protetores oculares, botas entre outros.<br />
Apesar do fornecimento dos equipamentos de proteção para o trabalhador da referida<br />
equipe de enfermagem, percebe-se que o seu emprego acontece de forma aleatória conforme<br />
relatos anteriormente evidenciados. Porém, o fato dos trabalhadores terem ciência dos riscos<br />
do seu labor, nem sempre garante a adesão ao uso de medidas protetoras. Assim, conhecer as<br />
medidas de segurança e equipamentos de proteção é importante, porém sua disponibilização<br />
não é garantia de que os mesmos serão utilizados pelo trabalhador. Nesse sentido, faz-se<br />
necessário que os gestores invistam no desenvolvimento de as ações educativas permanentes<br />
junto a seus trabalhadores.<br />
Tema III: Compreensão de conduta de acidentes de trabalho pela enfermagem<br />
Avaliar os fatores relacionados aos acidentes de trabalho é vital para que se planeje e<br />
desenvolva medidas que possa tornar mínimo o risco de acidentes ocupacionais pela equipe de<br />
enfermagem, o que inclui a efetivação de programas de educação permanente, bem como<br />
protocolos indispensáveis na estratégia de preservação a saúde do trabalhador (BALSAMO e<br />
FELLI, 2006). Neste sentido, a educação permanente necessita ser desenvolvida, a partir do<br />
acesso a informações claras e precisas, com relação às questões que envolvam a segurança do<br />
trabalhador em relação à minimização de ocorrências de acidentes de trabalho (MARZIALE e<br />
RODRIGUES, 2002). Assim, faz-se importante que as instituições criem protocolos para as<br />
intercorrências que possam advir do processo de trabalho.<br />
Para Balsamo e Felli, (2006) todas as instituições devem ser contempladas com esta<br />
implementação, na medida em que estes norteiam as ações imediatas em acidentes de<br />
trabalho, em especial posterior ao risco contato com biológico. Nesta exposição deve se ter<br />
clareza e agilidade na assistência ao trabalhador acidentado, bem como recomendações<br />
profiláticas e acompanhamento do trabalhador.<br />
Importante ainda que a conduta a ser tomada seja de conhecimento de todos os<br />
trabalhadores, pois a mesma deve ser prestada de forma imediata. Entretanto, os participantes<br />
da pesquisa, quando indagados acerca da conduta adotada pela instituição a acidentes de<br />
trabalho, em sua maioria, reconheceram que as informações referentes ao tema não estão<br />
16
suficientemente claras, demonstram dúvidas acerca da conduta a ser tomada, como é<br />
evidenciado nas falas de E15 e E10:<br />
“[...] teria que ter uma coisa mais certa mais explicada, se acontecesse comigo eu<br />
não saberia o que fazer, procuraria as enfermeiras, mas eu sei que elas [...] tem<br />
duvidas quanto a isso, quanto aos procedimentos a serem tomados [...] (E15)”.<br />
“[...] aqui na verdade é complicado, porque não temos protocolo se sofre acidente<br />
[...] aqui ninguém sabe de nada [...] eu não sei como funciona, aqui não tem saúde<br />
do trabalhador (E10)”.<br />
A análise do conteúdo das entrevistas permite evidenciar controvérsias no que se<br />
refere à conduta pós exposição ocupacional. Na medida em que alguns sujeitos relatam não as<br />
conhecer e outras conhecer, afirmam que a unidade de saúde possui um protocolo para<br />
acidente, conforme segue:<br />
“Nós temos um protocolo de encaminhamentos para acidentes de trabalho, onde<br />
hoje a unidade 24 horas é referencia para todo município [...] o primeiro<br />
atendimento é feito aqui, tanto para servidor quanto para outros profissionais [...]<br />
teste rápido ainda não temos [...] a anti-retroviral se for à hora de expediente é<br />
encaminhado para o SAE [...] quando é a noite ou finais de semana vai para o HCI<br />
referencia regional para dispensa da anti-retroviral[...] (E11)”<br />
“A secretaria no momento [...] esta utilizando um protocolo de atendimento [...]<br />
hoje a referencia é o pronto atendimento 24 horas [...] tudo está estruturado e<br />
funcionando, toda equipe foi orientada e esta preparada para isso (E6)”.<br />
“[...] se for perfuro cortante, material biológico, se tem paciente fonte a gente<br />
deveria ter o teste rápido que a secretaria ainda não tem [...] o plantonista [...] irá<br />
preencher a documentação solicitará o exame [...] não disponibilizamos da retro<br />
viral aqui na secretaria [...] mas o médico diz que deveríamos tomar em até duas<br />
horas se a fonte é desconhecida, como não temos teste rápido [...] não tem uma<br />
definição bem certa [...] (E2)”.<br />
Não conhecer o protocolo implica em atraso no inicio da medicação profilática, se<br />
necessário, a qual dever ser disponibilizada o mais cedo possível. Isso nos reporta a<br />
necessidade de o trabalhador estar orientado e informado acerca dos procedimentos a serem<br />
tomados em caso da ocorrência de um acidente de trabalho com material biológico. Para tanto,<br />
o reconhecimento da implantação de protocolos deve ser feita a partir da reflexão dos gerentes<br />
de trabalho e, incorporada ao fluxograma da instituição para que haja seguridade no<br />
atendimento adequado a esses profissionais (BALSAMO e FELLI, 2006).<br />
No entanto, a pesar das divergências evidencias pelos relatos dos sujeitos da pesquisa<br />
em relação à conduta a ser tomada em acidente de trabalho, evidencia-se que esta unidade<br />
17
possui normas referentes ao acidente de trabalho, no entanto há deficiência na forma de<br />
divulgação, na medida em que estas informações não são de conhecimento da totalidade dos<br />
trabalhadores.<br />
Ainda na análise das falas dos sujeitos fica evidente que a unidade de pronto<br />
atendimento não dispõe do Kit de teste rápido para HIV bem como a medicação profilática<br />
para imediato atendimento aos trabalhadores acidentados. Neste contexto, Balsamo e Felli,<br />
(2006) pontuam a importância em recordar que a medicação profilática para HIV pós<br />
exposição ocupacional, para ação efetiva deve ser preferencialmente realizada em um período<br />
de 2 horas, podendo estender-se até 72 horas após a exposição. Ou seja, o trabalhador de<br />
saúde vítima de acidente de trabalho com material biológico, potencialmente contaminado,<br />
deve ser tratado como uma emergência medica, uma vez que as intervenções para sua<br />
profilaxia devem ser iniciadas precocemente para obter maior eficácia (VIEIRA e PADILHA<br />
(2008) apud CIESIELSKI et.al, (2003).<br />
Cabe ressaltar que integra esta rede de atenção básica do município o Serviço<br />
Atendimento Especializado, o qual se localiza a poucos metros da unidade de estudo e em<br />
caso de acidente com material biológico este serviço é referência para o primeiro atendimento<br />
e disponibiliza a medicação profilática, se necessário. Porém, não se pode esquecer que há<br />
risco da aquisição de hepatites virais na exposição com risco biológico, entre outros<br />
patógenos, e o trabalhador necessita atendimento imediato e acompanhamento posterior de até<br />
90 dias pós acidente, o qual é de responsabilidade do empregador.<br />
CONSIDERAÇÕES FINAIS<br />
Evidencia-se que os sujeitos da pesquisa possuem conhecimento sobre os riscos<br />
ocupacionais existentes em seu local de labor. Estes enfatizam os riscos biológicos como o<br />
contato com sangue e outros fluidos corporais, seguido dos riscos ergonômicos e psicossociais<br />
evidenciados, por vezes, como uma conseqüência da sobrecarga do labor e do esgotamento<br />
mental. Ainda neste contexto, porém em menor dimensão referenciam os riscos físicos como<br />
iluminação precária e riscos de choques elétricos.<br />
Em relação aos riscos ocupacionais e as medidas adotadas para minimizá-las,<br />
evidencia-se que os participantes da pesquisa possuem conhecimento acerca dos riscos que os<br />
cercam, porém esta informação por si só não se torna uma ação segura para a adesão aos<br />
equipamentos de proteção individual. Isso decorre do fato de que alguns trabalhadores da<br />
18
equipe de enfermagem empregam estes equipamentos apenas nos momentos em que é de sua<br />
percepção e relevância, ou seja, quando se tem conhecimento de que o paciente é realmente<br />
portador de doenças.<br />
Quanto à conduta a ser tomada acerca da exposição a acidentes ocupacionais, na<br />
unidade básica de saúde, analisa-se que os entrevistados não possuem total conhecimento,<br />
quanto ao tema, evidenciando assim, contradições e deficiências nas formas de divulgacão,<br />
das informações, ou seja, as mesmas não são de total conhecimento dos trabalhadores.<br />
Neste contexto, faz-se importante instituir ações de segurança e de educação<br />
permanente que abordem de forma clara e precisa temas direcionados à saúde do trabalhador,<br />
estando estas, adequadas às rotinas e hábitos dos trabalhadores, com intuito de prevenir e<br />
minimizar acidentes relacionados ao trabalho com a perspectiva de resguardar a integridade<br />
física e psíquica do mesmo.<br />
Toda via, foi possível aprofundar o conhecimento sobre a necessidade de reconhecer<br />
os possíveis geradores de riscos, bem como a necessidade do uso rotineiro de proteção<br />
individual incorporado ao cotidiano do profissional e a qualificação da equipe de enfermagem<br />
no desenvolvimento diário de seu aprimoramento técnico – científico.<br />
Assim, espera-se com este estudo que o conhecimento dos riscos implique na tomada<br />
de medidas de proteção e segurança, inerentes ao processo de trabalho, para vislumbrar desta<br />
forma ações de melhoria e qualidade aos trabalhadores da equipe de enfermagem.<br />
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