MODELO PRÉ-PROJETO TCC - Unijuí
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UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO DO RIO<br />
GRANDE DO SUL - UNIJUÍ<br />
DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E ENGENHARIAS<br />
RAFAEL BOUFLEUR<br />
UMA APLICAÇÃO MÓVEL DE REGISTRO DE INFORMAÇÕES DE<br />
SAÚDE REALIZADO POR AGENTES COMUNITÁRIOS<br />
Santa Rosa, RS - Brasil<br />
2012
RAFAEL BOUFLEUR<br />
UMA APLICAÇÃO MÓVEL DE REGISTRO DE INFORMAÇÕES DE<br />
SAÚDE REALIZADO POR AGENTES COMUNITÁRIOS<br />
Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao<br />
Curso da Computação, do departamento de<br />
Ciências Exatas e Engenharias, da Universidade<br />
Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande<br />
do Sul, como requisito parcial para obtenção do<br />
grau de Bacharel em Ciência da Computação.<br />
Orientador: Me. Professor Vinícius Maran<br />
Santa Rosa – RS<br />
2012
Dedicatória<br />
Em primeiro lugar à minha mãe Anita pelo<br />
apoio, incentivo e ajuda para a conquista deste<br />
sonho. Em segundo lugar em memória de meu tio<br />
Cláudio Telfeut que sempre acreditou e me<br />
apoiou nesta jornada.<br />
Em terceiro e não menos importante lugar<br />
à Eliane que compartilha os meus sonhos e que<br />
pacientemente tem me ajudado a superar os<br />
desafios ajudando-me para a obtenção deste<br />
conquista.<br />
Dedico à Deus, por ter tido saúde e<br />
capacidade de realizar este trabalho e que espero<br />
de alguma forma poder contribuir com a<br />
sociedade.
AGRADECIMENTOS<br />
Agradeço em primeiro lugar à minha mãe que sempre fez o possível e impossível<br />
para me auxiliar na obtenção desta conquista, pelas vezes em que passamos dificuldades e<br />
pelas muitas vezes que abriu mão de suas prioridades para me auxiliar. Mãe sem você teria<br />
sido impossível!<br />
Agradeço de coração todos os professores da instituição que foram à fonte do<br />
conhecimento e o ponto norte para a realização desta caminhada.<br />
Agradeço ao meu orientador, Professor Vinícius Maran, que teve a paciência para<br />
me auxiliar no desafio de realizar este trabalho. Obrigado pela orientação e esforço dedicado,<br />
pelas horas que me auxiliou, pela disponibilidade e cobranças que foram de fundamental<br />
importância.
RESUMO<br />
O processo de coleta de informações realizado pelos Agentes Comunitários da<br />
Saúde (ACS) é fundamental para o funcionamento do Programa de Agentes Comunitários da<br />
Saúde (PACS), executado pelo Governo Federal. O Departamento de Atenção Básica (DAB),<br />
estrutura vinculada á Secretaria de Atenção Básica, do Ministério da Saúde, tem a missão<br />
institucional de operacionalizar essa política no âmbito da gestão federal do Sistema Único de<br />
Saúde (SUS). Através de entrevista informal realizado com o coordenador de agentes<br />
comunitários da cidade de Santa Rosa, foi possível identificar pontos à melhorar neste<br />
processo, como o tratamento das informações coletadas principalmente a redundância, o<br />
controle sobre as visitas realizadas através de visibilidade diária e registro que comprove à<br />
visita, a coleta manual de informações, a etapa de inserção dos dados coletados no sistema<br />
com a necessidade de possuir os dados inseridos no sistema de forma automática para evitar<br />
retrabalho. Através da identificação destas necessidades, foi possível propor a criação de uma<br />
aplicação móvel que auxilie neste processo de registro das informações. Este trabalho propõe<br />
a criação de uma aplicação móvel para auxiliar os ACS na realização de suas tarefas diárias<br />
através do uso de tecnologias provenientes das áreas de computação pervasiva e computação<br />
móvel. Foi possível observar através dos resultados alcançados neste trabalho à otimização do<br />
processo de coleta de informações nas visitas realizadas pelos agentes comunitários, bem<br />
como, uma aplicação móvel que atenda às necessidades de coleta de informações e que esteja<br />
inserido no ambiente dos envolvidos no processo.<br />
Palavras-chave: Computação Pervasiva, Computação Móvel, Aplicativos para a<br />
Saúde, Agentes Comunitários Saúde, Aplicação Móvel.
ABSTRACT<br />
The process of gathering information held by Community Health Agents (CHA) is<br />
fundamental to the functioning of the Community Agents Program (PACS), run by the Federal<br />
Government. The Department of Primary Care (DAB), the structure will be linked Secretary<br />
of Primary Care, Ministry of Health, has the institutional mission to operationalize this policy<br />
within the federal management of the Unified Health System (SUS). Through informal<br />
interview conducted with the coordinator of community of the city of Santa Rosa, was<br />
identified points to improve this process, as the treatment of information collected primarily<br />
redundancy, control over the visits through visibility and daily log attesting the visit, the<br />
manual collection of information, the step of inserting the data collected in the system with<br />
the need to have data entered into the system automatically to avoid rework. By identifying<br />
these needs, it was possible to propose the creation of a mobile application that assists in the<br />
process of recording information. This paper proposes the creation of a mobile application to<br />
assist ACS in performing their daily tasks through the use of technologies from the areas of<br />
pervasive computing and mobile computing. It was observed by the results achieved in this<br />
work to optimize the process of collecting information on visits by community workers, as<br />
well as a mobile application that meets the needs of data collection and is inserted in the<br />
environment of those involved in the process.<br />
Keywords: Pervasive Computing, Mobile Computing, Applications for Health,<br />
Community Health Agents, Mobile Application.
LISTA DE SIGLAS<br />
ABNT - Associação Brasileira de Normas Técnicas<br />
ACS - Agente Comunitário de Saúde<br />
ANATEL - Agência Nacional de Telecomunicações<br />
ANS - Agência Nacional de Saúde Suplementar<br />
API - Application Programming Interface<br />
CCR - Continuity Care of Record<br />
CDMA - Code Division Multiplexing Access<br />
CID - Classificação Internacional de Doenças<br />
COPISS - Comitê de Padronização de Informações na Saúde Suplementar<br />
CRM - Conselho Regional de Medicina<br />
DAB - Departamento de Atenção Básica<br />
DATASUS - Departamento de Informática SUS/MS<br />
EHR - Electronic Health Record<br />
GPRS - General Packet Radio Service<br />
GPS – Global Position System<br />
GSM - Global System for Mobile Communications<br />
HTML - Hypertext Markup Language<br />
IBM - International Business Machines<br />
IDE – Integrated Development Environment<br />
ISO/TR - International Organization for Standardization/Technical Report<br />
J2EE - Java 2 Enterprise Edition<br />
JBEANS - Java Beans<br />
JRE - Java Runtime Environment<br />
JSP - Java Server Pages<br />
MS - Ministério da Saúde<br />
OHA - Open Handset Alliance<br />
PACS - Programa de Agentes Comunitários de Saúde<br />
PEP - Prontuário Eletrônico do Paciente
PRC - Comitê de Padronização do Registro Clínico<br />
RES - Registro Eletrônico em Saúde<br />
SDK - Software Development Kit<br />
SGIU - Sistemas Gerenciadores de Interfaces de Usuário<br />
SIAB - Sistema de Informação de Atenção Básica<br />
SUS - Sistema Único de Saúde<br />
TIC - Tecnologia de Informação e Comunicação<br />
TIS - Tecnologia de Informação na Saúde<br />
TISS - Troca de Informação em Saúde Suplementar<br />
UBS - Unidade Básica Saúde
LISTA DE FIGURAS<br />
FIGURA 1 - PLATAFORMA ANDROID (ANDROID, 2012). .............................................................. 17<br />
FIGURA 2 - FICHA CADASTRO (SIAB, 2012). ............................................................................ 25<br />
FIGURA 3 - FICHA ACOMPANHAMENTO B-GES (SIAB, 2012). ................................................. 26<br />
FIGURA 4 – TELA APLICATIVO CLINIC WEB (MARTHA, 2008). ............................................... 28<br />
FIGURA 5 - TELA APLICATIVO EINSTEIN-MOBILE (EINSTEN-MOBILE, 2012). ....................... 29<br />
FIGURA 6 - DIAGRAMA ENTIDADE-RELACIONAMENTO ............................................................. 32<br />
FIGURA 7 - CONEXÃO BANCO DE DADOS .................................................................................. 35<br />
FIGURA 8 - DIAGRAMA DE CLASSES .......................................................................................... 35<br />
FIGURA 9 - VISÃO GERAL .......................................................................................................... 36<br />
FIGURA 10 – DEFINIÇÃO DE MAPAS .......................................................................................... 36<br />
FIGURA 11 - TELA INICIAL APLICAÇÃO ..................................................................................... 39<br />
FIGURA 12 - TELA DE CADASTRO .............................................................................................. 39<br />
FIGURA 13 - TRECHO DE CÓDIGO SALVAR ................................................................................ 40<br />
FIGURA 14 - BANCO DE DADOS ................................................................................................. 40<br />
FIGURA 15 - TELA DE ACOMPANHAMENTOS .............................................................................. 41<br />
FIGURA 16 - ACOMPANHAMENTO DE HIPERTENSOS .................................................................. 42<br />
FIGURA 17 - MAPA COM AS FAMÍLIAS CADASTRADAS................................................................ 43
LISTA DE TABELAS<br />
TABELA 1 - TESTE DE DESEMPENHO .......................................................................................... 44<br />
TABELA 2 - RESULTADO DOS TESTES DE USABILIDADE ............................................................. 45
SUMÁRIO<br />
1. INTRODUÇÃO ............................................................................................................... 12<br />
1.1. Problemas e Objetivos ................................................................................................ 12<br />
1.2. Organização do Texto ................................................................................................ 13<br />
2. COMPUTAÇÃO MÓVEL E PERVASIVA .................................................................... 14<br />
2.1. Computação Móvel .................................................................................................... 14<br />
2.2. Linguagem de Programação Java ............................................................................... 16<br />
2.3. Plataforma Android .................................................................................................... 17<br />
2.3.1. APIs .................................................................................................................... 18<br />
2.4. Computação Pervasiva ............................................................................................... 19<br />
3. COMPUTAÇÃO APLICADA NA ÁREA DA SAÚDE .................................................. 21<br />
3.1. Sistemas de Saúde ...................................................................................................... 21<br />
3.2. Padrões para a Representação de Informações de Saúde ........................................... 23<br />
3.2.1. OpenEHR ........................................................................................................... 23<br />
3.2.3. Padrão SIAB ....................................................................................................... 24<br />
3.3. Aplicação da Representação de Informações de Saúde ............................................. 27<br />
3.3.1. Prontuário Eletrônico do Paciente ...................................................................... 27<br />
4. TRABALHOS RELACIONADOS ................................................................................... 28<br />
4.1. Clinic Web .................................................................................................................. 28<br />
4.2. Einstein Mobile .......................................................................................................... 29<br />
5. UMA FERRAMENTA PARA O AUXÍLIO NO PROGRAMA SAÚDE DA FAMÍLIA<br />
30<br />
5.1. Levantamento de Requisitos ...................................................................................... 30<br />
5.2. Modelagem de Dados ................................................................................................. 31<br />
5.3. Arquitetura de Software ............................................................................................. 33<br />
5.3.1. Comunicação ...................................................................................................... 37<br />
6. CENÁRIO DE USO E TESTES ........................................................................................ 38<br />
6.1. Cenário de Uso ........................................................................................................... 38<br />
6.2. Realização de Testes .................................................................................................. 44<br />
7. CONCLUSÕES ................................................................................................................... 46<br />
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS ................................................................................. 47
1. INTRODUÇÃO<br />
O programa Saúde da Família é uma das estratégias para o modelo assistencial com<br />
a implantação de equipes multiprofissionais em unidades básicas de saúde (UBS). Cabe a<br />
estas equipes a realização do acompanhamento de uma quantidade definida de famílias em<br />
uma área geográfica definida, onde são responsáveis por atuar através de ações, na promoção<br />
da saúde. Esta equipe é composta por agentes comunitários, além de médicos, enfermeiros e<br />
auxiliares.<br />
O Ministério da Saúde (MS) é responsável por conduzir as ações direcionadas ao<br />
melhoramento da atenção básica no país através das equipes de atenção básica de saúde,<br />
seguindo princípios fundamentais de atenção básica (SANTOS, 2011).<br />
Neste cenário de prestação de serviços, as aplicações de telemedicina surgem como<br />
um grande aliado na busca de soluções técnica e economicamente viáveis para aperfeiçoarem<br />
o trabalho desenvolvido pelos agentes de saúde. Portanto a opção pela utilização da<br />
telemedicina pode ser entendida como um fator importante para melhorar consideravelmente<br />
este tipo de atendimento à população (LUNA, 2008).<br />
1.1. Problemas e Objetivos<br />
Atualmente, as ferramentas e métodos disponíveis para realizar o trabalho dos ACS<br />
possuem problemas em relação aos processos utilizados e em relação às informações<br />
coletadas por estes agentes. Soma-se ainda, o cansaço físico que é agregado pela realização da<br />
coleta de informações a pé e o preenchimento de formulários e registros manuais de visita,<br />
que pôde ser observado em entrevistas realizadas com agentes comunitários.<br />
Estes relatórios são entregues nos postos de saúde aos quais o ACS está vinculado e<br />
posteriormente, entregues na secretaria de saúde municipal. A partir daí, todo o registro no<br />
sistema deve ser refeito, pois há a necessidade que alguém esteja fazendo a inserção dos<br />
dados contidos no formulário no sistema do posto de saúde.<br />
Além do retrabalho da digitação, a partir do momento que se faz alguma alteração ou<br />
atualização das informações, todo o trabalho precisa ser refeito, impactando diretamente na<br />
produtividade.<br />
12
Estes processos geram: (i) a necessidade da realização de trabalho redundante,<br />
através do relançamento manual de informações, podendo gerar inconsistências entre os<br />
dados registrados pelos agentes comunitários de saúde e os dados recadastrados nos postos de<br />
saúde, e (ii) a incompatibilidade dos dados em relação a padrões para a representação<br />
eletrônica de informações do prontuário de saúde dos pacientes, utilizados em larga escala nos<br />
hospitais.<br />
Por isso, faz-se necessária a construção de uma aplicação móvel, que utilizando<br />
tecnologias provenientes da computação pervasiva e móvel, auxilie os agentes comunitários<br />
de saúde na realização de suas tarefas diárias tanto em municípios com alto grau de<br />
urbanização e também periferias urbanas quanto em localidades rurais.<br />
1.2. Organização do Texto<br />
O texto está organizado da seguinte forma. No Capítulo 2 é apresentado um estudo<br />
sobre as áreas de computação móvel e computação pervasiva. No Capítulo 3 é apresentado<br />
um estudo sobre aplicação de tecnologias pervasivas em aplicação na área da saúde, sistemas<br />
de saúde e sobre padrões utilizados para a representação de informações de saúde e CCR.<br />
No Capítulo 4 é realizada uma comparação entre os trabalhos relacionados e a<br />
proposta deste trabalho. No Capítulo 5, é descrita a proposta para a Modelagem de Dados,<br />
Arquitetura de Software, Interfaces, Armazenamento de Banco de Dados, Sincronização e<br />
Comunicação. No Capítulo 6, descrevemos os testes realizados nos protótipos desenvolvidos<br />
e realizamos um cenário de uso, por fim, no Capítulo 8 apresentamos as considerações finais<br />
deste trabalho.<br />
13
2. COMPUTAÇÃO MÓVEL E PERVASIVA<br />
Neste capítulo é apresentada a revisão bibliográfica das áreas da computação<br />
envolvidas na execução deste projeto. Os resultados obtidos através da integração das recentes<br />
tecnologias existentes da Computação Móvel em consonância com os conceitos<br />
computacionais de pervasividade têm apresentado ganhos consideráveis no auxílio e busca<br />
constante pela evolução de serviços bem como propicia o surgimento de outros novos.<br />
Para que seja mais fácil compreender os trabalhos resultantes dos avanços<br />
tecnológicos decorrentes da utilização da computação móvel, é necessário que tenhamos por<br />
base alguns conceitos fundamentais, que irão orientar e nortear este estudo. Desta forma,<br />
veremos a seguir alguns conceitos de fundamental importância para que tal objetivo seja<br />
atingido.<br />
2.1. Computação Móvel<br />
Partindo-se do contexto atual, fazendo-se a análise da crescente evolução nos<br />
indicadores de acessos móveis na última década, é que percebemos surgir cada vez mais à<br />
oportunidade de desenvolvimento de serviços e recursos para estes dispositivos.<br />
Soma-se a estes dados a evolução tecnológica que estes dispositivos portáteis vêm<br />
agregando, tornando possível acessar informações onde quer que se esteja desde que haja<br />
meio para conexão à internet sem fio, pois ela é necessária e permite essa funcionalidade,<br />
somado a isso temos as questões de processamento e mobilidade que estes dispositivos<br />
incorporaram.<br />
Essa integração de dispositivos móveis à rede permite que ocorra a comunicação<br />
entre eles e qualquer outro equipamento que esteja conectado à rede e isto é que definimos<br />
como computação móvel um novo paradigma decorrente de avanços tecnológicos nos<br />
dispositivos portáteis (ROCHA, 2007).<br />
Esta crescente evolução da quantidade de dispositivos móveis torna a computação<br />
móvel mais presente a cada dia na vida das pessoas desta forma os aplicativos móveis passam<br />
a ter maior relevância e, portanto utilizados para diversas finalidades, aplicações empresariais,<br />
14
pessoais, entretenimento, medicina e até mesmo com a utilização de serviços que utilizam<br />
localização.<br />
Dentro da área da saúde podemos citar diversas aplicações que servem para proceder<br />
com o monitoramento da saúde em um nível primário, pois se trata de soluções importantes<br />
que ajudam a diminuir os atendimentos hospitalares, evitando-se um colapso na rede<br />
hospitalar através da utilização de computação móvel (BARROS, 2011).<br />
A elevada taxa de crescimento da faixa de população com<br />
necessidades de cuidados médicos em ambulatório e assistência<br />
domiciliária potencia a necessidade de multiplicação de espaços<br />
inteligentes com capacidade para monitorização e assistência remota<br />
à população (FERRAZ, 2010).<br />
Algumas características que temos que ressalvar dos dispositivos móveis é questões<br />
de autonomia, comunicação, processamento e interface limitada, isto se deve pelo fato do<br />
atendimento da mobilidade destes equipamentos e que, portanto possuem certa restrição.<br />
Possíveis soluções para aumentar a autonomia dos dispositivos devem vir integradas na<br />
própria arquitetura utilizada, como hardware, software por exemplo.<br />
As infraestruturas para a computação móvel também possuem grande importância e<br />
tem um papel fundamental na funcionalidade destes equipamentos, dentre as utilizadas<br />
atualmente podemos citar: redes infraestruturadas que possuem estrutura fixa, redes Ad hocs<br />
com a utilização de sensores e redes tipo Mesh que unem as redes infraestruturadas e<br />
elementos ad hoc.<br />
No entanto, ao mesmo tempo em que as novas tecnologias eliminam<br />
fronteiras e fortalece a chamada “comunidade global”, elas também<br />
aumentam a distância que separa regiões mais pobres e menos<br />
favorecidas – sem acesso ao conhecimento e às facilidades<br />
proporcionadas pelo uso das modernas tecnologias – daquelas onde<br />
os avanços científicos e tecnológicos estão cada vez mais presentes.<br />
(PESSOA, 2006).<br />
A computação móvel trouxe maior comodidade, pois permite maior liberdade na<br />
obtenção e manipulação de informações a qualquer instante em função da necessidade da<br />
mobilidade que temos no dia-a-dia e com a propagação de infraestruturas disponíveis<br />
permitindo que sejam criadas formas novas de se trabalhar.<br />
Para compreender um pouco mais sobre a computação móvel, devem-se citar as<br />
principais tecnologias que estes dispositivos utilizam para se conectar a rede, dentre eles<br />
CDMA (Code Division Multiplexing Access), GSM (Global System for Mobile<br />
communications), 3G, GPRS (General Packet Radio Service), cada qual possui uma série de<br />
especificações e finalidades permitindo acesso mais rápido e possibilitando maior largura de<br />
banda para troca de informações (MATEUS, 1998).<br />
15
Portanto a partir do conhecimento dos vários tipos de redes disponíveis é que os<br />
desenvolvedores de aplicações móveis devem ter o cuidado para estabelecer a aplicabilidade<br />
dos programas que são desenvolvidos para os dispositivos, uma vez que é preciso ter o aporte<br />
de rede para que muitos deles possam funcionar de forma adequada e satisfatória, pois a<br />
comunicação sem fio normalmente possui um custo maior com largura de banda e<br />
confiabilidade menor.<br />
No Brasil, aos poucos, começa-se a despertar para a infinidade de benefícios que a<br />
computação móvel tem trazido, e com o passar do tempo diversas aplicações estão surgindo e<br />
cada vez mais sendo utilizadas trazendo benefícios à sociedade nas mais diversas áreas<br />
(ROGÉRI, 2004).<br />
A Computação Móvel tornou-se popular a partir da grande disponibilidade de<br />
dispositivos portáteis, sendo esta a peça fundamental para a popularização dos sistemas para<br />
computação móvel, desta forma, é possível expandir a capacidade e utilização dos serviços<br />
independentes para o usuário (AUGUSTIN, 2004).<br />
As linguagens de programação têm sido um dos principais fatores que contribuíram<br />
para o aumento das funcionalidades dos dispositivos portáteis por permitem que aplicativos<br />
sejam criados para manipular o hardware, disponibilizando assim uma maior capacidade de<br />
utilização de novos recursos.<br />
2.2. Linguagem de Programação Java<br />
Java é uma linguagem orientada a objetos, e possui uma vasta biblioteca que<br />
possibilita serem criados programas portáteis que não levam em consideração os sistemas<br />
operacionais nativos dos dispositivos. Desta forma é possível o desenvolvimento de<br />
programas e a posterior execução nos mais diversos tipos de dispositivos e com as mais<br />
diversas finalidades (GOODRICH, 2007).<br />
Por se tratar de uma linguagem de programação open source o Java tornou-se<br />
mundialmente conhecido, hoje são mais de nove milhões de desenvolvedores de software<br />
utilizando esta linguagem, características como eficiência, versatilidade, portabilidade e<br />
segurança a transformaram numa das tecnologias mais presentes em dispositivos, cerca de 4,5<br />
bilhões em todo o mundo. O fato de ter a possibilidade de se criar um software em uma<br />
determinada plataforma e executá-la em qualquer outra se torna o principal atrativo para os<br />
desenvolvedores (Java, 2012).<br />
Desta forma, um dentre vários benefícios do Java é a possibilidade de estar<br />
desenvolvendo aplicativos para dispositivos que contenham a plataforma Android.<br />
16
2.3. Plataforma Android<br />
A Google lançou em 2005 a plataforma Android desenvolvida em Linux, para ser<br />
utilizado pelos usuários, pois além de vir embarcado nos dispositivos gerenciando diversas<br />
funcionalidades de hardware e software ainda permite que o próprio usuário seja capaz de<br />
estar desenvolvendo software utilizando múltiplas funcionalidades, conforme suas reais<br />
necessidades ou para resolver problemas que passam a existir, com a ajuda de um ambiente de<br />
desenvolvimento completo (LECHETA, 2010).<br />
A plataforma Android, como pode ser vista na Figura 1, está presente nos<br />
dispositivos fabricados pelas maiores empresas de tecnologia existentes na atualidade, pois é<br />
uma plataforma completa contendo Sistema Operacional, Middleware, aplicações, um kit de<br />
desenvolvimento de software (SDK) e interface de programação de aplicativos (API), que<br />
auxiliam no desenvolvimento de software utilizando a linguagem JAVA (SCHEMBERGER,<br />
2009).<br />
Figura 1 - Plataforma Android (Android, 2012).<br />
A plataforma Android é dividida em quatro camadas: Kernel GNU Linux, bibliotecas,<br />
framework para aplicações e as próprias aplicações completando-se pela porção runtime,<br />
necessária para que ocorra a execução dos aplicativos no dispositivo móvel. Na camada de<br />
arquitetura, Kernel Linux, é que ocorre o gerenciamento dos processos, threads, arquivos,<br />
17
pastas, memória, drivers. A base para o desenvolvimento do Android é Java, desta forma está<br />
contido em seu sistema operacional a máquina virtual Dalvik que está otimizada para<br />
interpretar códigos nos dispositivos móveis, ao compilar o bytecod (.class) este é convertido<br />
para o formato da máquina virtual Dalvik chamado .dex (Dalvik Executable), que representa a<br />
aplicação Android depois de ser compilada. Após ter sido compilada a aplicação Android gera<br />
um arquivo único com a extensão .apk (Android Package File) que refere-se a aplicação que<br />
deverá ser instalada (SCHEMBERGER, 2009) .<br />
Um dos passos fundamentais para o desenvolvimento de novos projetos no Android é<br />
a configuração do ambiente de desenvolvimento, pois se faz necessário escolhermos a versão<br />
mínima de Android, uma vez que cada versão corresponde a uma API Level que corresponde<br />
a todas funcionalidades e features implementadas, ou seja, a cada nova versão do SDK<br />
Platform Android é lançado uma versão nova do SDK de APIs do Google que dá acesso aos<br />
serviços do Google.<br />
2.3.1. APIs<br />
A Application Programming Interface (API) ou Interfaces de Programação dos<br />
Aplicativos como é mais conhecida, trata-se do conjunto das classes disponíveis a serem<br />
utilizadas durante o processo de desenvolvimento de software, é nela que estão contidas toda<br />
e quaisquer funções disponíveis que podem ser chamadas e de que forma funcionam.<br />
Em relação à disponibilidade das APIs da Google em aplicativos que utilizem<br />
serviços de mapas, por exemplo, podemos citar algumas que servem para utilizar os recursos<br />
de visibilidade de cidades, ruas, imagens no mapa. A maioria delas está localizada no pacote<br />
com.google.android.maps e no mínimo duas são necessárias para disponibilizar as<br />
ferramentas de mapeamento, sendo elas MapActivity e MapView. A MapActivity é<br />
responsável por gerenciar o ciclo de vida das atividades e serviços que funcionam por trás da<br />
MapView que exibe o mapa. Além destas APIs há a MapController que é responsável por<br />
fornecer os recursos de zoom e a MyLocationOverlay e também Overlay utilizadas para<br />
desenhar objetos e informações do usuário no mapa (LECHETA, 2010).<br />
O núcleo Android APIs está disponível em todos os telefones Android e para que seja<br />
possível a utilização destas APIs os dispositivos móveis devem possuir recursos que permitem<br />
a utilização, podemos citar ainda os serviços baseados na localização que permitem o<br />
software obter a localização do telefone através do GPS (Global Position System), as APIs de<br />
mídia para reproduzir arquivos de mídia, a API para gráficos 3D ou ainda as APIs para que<br />
seja possível acessar baixo nível de hardware (LECHETA, 2010).<br />
18
Embora se tenha o conhecimento da variedade de funções, a API não deve ser<br />
confundida com o conceito de biblioteca, pois ela determina através da utilização de interface<br />
apenas os recursos disponíveis que podem ser chamados como se comportam e funcionam,<br />
portanto é de extrema importância possuir o conhecimento prévio das diversas API<br />
disponíveis para obter-se melhor resultado.<br />
Através da utilização da API que permite acessar os serviços de localização com a<br />
utilização de mapas da Google é possível que o aplicativo trabalhe de forma automática em<br />
qualquer local que esteja através da utilização de conexão à internet e aos serviços da Google<br />
e que possa ser utilizado para implementar novos paradigmas de programação que sirvam<br />
para resolver problemas antigos ou novos nas mais diversas áreas.<br />
2.4. Computação Pervasiva<br />
A Computação Pervasiva é um paradigma computacional que trabalha com a ideia de<br />
estar disponível em qualquer lugar, representado por qualquer dispositivo independente de<br />
mobilidade, permitindo que estes façam as conexões necessárias para atender as requisições<br />
do usuário.<br />
O objetivo primário da Computação Pervasiva é fornecer aos<br />
usuários um acesso uniforme e imediato a informações e,<br />
transparentemente, suportar a execução de suas tarefas. A sua<br />
essência é um ambiente saturado com capacidade de computação e de<br />
comunicação integradas com as atividades do usuário (AUGUSTIN,<br />
2004).<br />
O termo Computação Ubíqua e Computação Pervasiva é facilmente confundido em<br />
função de serem semelhantes ou até mesmo considerados sinônimos. Enquanto na<br />
Computação Ubíqua temos uma alta relação entre número de CPUs e usuários, na<br />
Computação Pervasiva não ocorre à preocupação com as aplicações ou a forma como deveria<br />
ocorrer esta interação entre usuário e computador, busca-se na verdade tornar presente a<br />
disponibilidade de poder computacional ao usuário em qualquer parte que ele esteja<br />
(VASSÃO, 2008).<br />
O surgimento do termo Computação Pervasiva ficou associada à IBM quando esta<br />
publicou a edição Pervasive Computing no IBM System Journal (PERVASIVE, 1999), onde<br />
nesta edição foram narrados os principais aspectos da Computação Pervasiva. Segundo<br />
YAMIN (2004), este cenário é composto pela junção de mobilidade física de usuários e<br />
software, permitindo ao usuário acessar um determinado ambiente computacional indiferente<br />
de tempo e localização.<br />
19
Entende-se por ambiente pervasivo o espaço físico em que a computação esteja<br />
aplicada e funcionando de maneira invisível ou onipresente a perceptividade de usuários,<br />
interagindo com estes. Este ambiente é composto por vários atores tais como, usuários,<br />
dispositivos, redes e aplicações (RIES, 2007).<br />
20
3. COMPUTAÇÃO APLICADA NA ÁREA DA SAÚDE<br />
A área da saúde possui uma vasta variedade de áreas, e assim torna-se um grande<br />
campo de aplicação do desenvolvimento de softwares que permitem ajudar a resolver velhos e<br />
novos problemas, portanto é possível aliar tecnologia com demandas necessárias na prestação<br />
de serviços aos usuários do sistema de saúde.<br />
3.1. Sistemas de Saúde<br />
Com a efetiva evolução tecnológica aplicada na área da saúde, bons resultados têm-<br />
se atingido com o aumento na propagação de informações através da computação. Dentre os<br />
principais responsáveis por essa conquista está à computação ubíqua/pervasiva que torna<br />
possível a cada dia o surgimento de novos dispositivos computacionais que auxiliam nos<br />
cuidados da saúde (GOULART, 2006).<br />
Devido à importância das áreas com as quais a Saúde está relacionada é possível<br />
aplicar a computação pervasiva, pois se faz necessário à inclusão das informações do meio ao<br />
banco de dados dos sistemas informatizados de forma automática, estas informações<br />
obedecem a um padrão de registro eletrônico (MACHADO, 2010).<br />
Conforme determina o padrão ABNT ISO/TR 20514, os registros eletrônicos devem<br />
seguir um padrão de arquivamento, que serve de modelo para armazenar e registrar as<br />
informações que competem à saúde. Este padrão serve para padronizar a coleta das<br />
informações para que possam ser arquivadas e posteriormente acessadas (NEIRA, 2011).<br />
Conforme (LOUREIRO, 2009) a Computação Pervasiva/Ubíqua na Saúde está sendo<br />
considerada a próxima etapa da Web-based Healthcare Computing que oferece vantagens<br />
competitivas aos provedores de serviços de Saúde, com isso obtém-se melhores resultados na<br />
execução do serviço.<br />
A área de Cuidados Clínicos (Healthcare) (CPH, 2007), é uma das<br />
principais áreas de atuação da Computação Pervasiva e muitas<br />
pesquisas estão sendo desenvolvidas tanto pela indústria quanto pela<br />
academia. Pesquisas nesta área objetivam o desenvolvimento de<br />
sistemas para ambientes hospitalares e também a extensão dos<br />
cuidados médicos aos pacientes em seus próprios lares (KOMNIOS;<br />
STAMOU, 2006) (SILVA, 2009).<br />
21
Segundo (MORAES, 2009) o objetivo da Pervasive Healthcare, é disponibilizar um<br />
modelo distribuído para gerenciar a saúde com a utilização de Tecnologias de Informação e<br />
Comunicação (TIC), tornando o cuidado da saúde disponível em qualquer lugar, momento e<br />
para qualquer pessoa ou sistema.<br />
Ressalta-se também que em conjunto aos avanços tecnológicos na área da<br />
computação, a internet vem possibilitando um maior compartilhamento da informação, desta<br />
forma surgiu a e-health que passou a ser uma área emergente integrando saúde, informação e<br />
serviços através das tecnologias relacionadas e a internet (GOULART, 2006).<br />
O uso de tecnologias para a assistência domiciliar tem sido um aliado para preencher<br />
a lacuna da demanda atual dos serviços de saúde num cenário em que o sistema de saúde tem<br />
tido aumento nas requisições deste novo tipo de atendimento. É fato que a assistência<br />
domiciliar tornou-se reconhecida pela diminuição no número de internações através da<br />
utilização de tecnologias que passam a monitorar o paciente em seu domicílio com a<br />
utilização de sensores (CARVALHO, 2011).<br />
Dentro da área de tecnologia da informação há um segmento denominado Tecnologia<br />
da Informação na Saúde (TIS), que se propõe em atender as solicitações que fazem parte da<br />
gestão de informações da área de saúde. Este setor trabalha com três grupos que se classifica<br />
quanto à sua aplicação, destacando-se a interoperabilidade de informações, colaboração entre<br />
equipes a distância e processamento de alto desempenho (RIES, 2008).<br />
O volume de informações que estes sistemas têm gerado somado à quantidade de<br />
pessoas/usuários que possuem acesso a elas, também cria uma preocupação em relação à<br />
segurança dos dados. Num âmbito geral o paciente é dono dos dados que compõem o seu<br />
prontuário médico, podendo ser acessado somente pelos profissionais que o estejam tratando<br />
ou em casos excepcionais serem acessados em atendimentos de urgência, para tanto há a<br />
necessidade dos sistemas serem dotados de arquitetura para gerenciar os privilégios de acesso<br />
à informação nos sistemas da área da saúde (CUSTÓDIO, 2010).<br />
São as seguintes áreas de atuação da Informática em Saúde:<br />
“Sistemas de Informação em Saúde, Prontuário Eletrônico do<br />
Paciente, Telemedicina, Sistemas de Apoio à Decisão, Processamento<br />
de sinais biológicos, Processamento de Imagens Médicas, Internet em<br />
Saúde, Padronização da Informação em Saúde” (ROSÁRIO, 2010).<br />
A importância que a computação assumiu em relação a sua aplicação na área da<br />
Saúde é imensurável, visto que seria difícil imaginarmos nos dias atuais o seu não<br />
envolvimento com esta área. É evidente que a saúde não teria atingido os patamares atuais em<br />
avanços tecnológicos sem o auxílio desta área das ciências exatas, o que cabe é ressaltar que a<br />
22
computação tem sido a principal aliada, interagindo seja de forma presente ou onipresente,<br />
atuando como um dos principais propulsores para a melhoria contínua da saúde (SILVA,<br />
2007).<br />
3.2. Padrões para a Representação de Informações de Saúde<br />
As possíveis formas de representação das informações de saúde têm sido alvo de<br />
estudos, que em virtude de sua importância, buscam o melhor método para representar as<br />
informações. Em virtude disto, torna-se necessário conhecer os tipos e suas características o<br />
que impactará na decisão e influenciará a busca de se obter melhores resultados.<br />
Para que se possa construir um sistema de registro eletrônico em saúde (RES), se faz<br />
necessário incorporar os conhecimentos clínicos no desenvolvimento de tais aplicações, e isto<br />
tem sido um dos maiores desafios. Desta forma a ABNT ISO/TR 20514:2005, define que o<br />
registro eletrônico das informações em saúde deve obrigatoriamente seguir um modelo de<br />
referência (NEIRA, 2008).<br />
A inexistência de padrões e pré-requisitos que compõem a troca de dados entre as<br />
diversas instituições que prestam algum tipo de serviço relacionado à saúde, foi o fomento<br />
para que a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) toma-se a atitude de normatizar a<br />
interoperabilidade eletrônica dos dados através do padrão TISS (Troca de Informação em<br />
Saúde Suplementar) (MENDES, 2009).<br />
No Brasil, para que fosse possível padronizar a transmissão e armazenamento das<br />
informações médicas criaram-se comissões formadas pelas instituições que possuem vínculo<br />
com a saúde surgindo assim o Comitê de Padronização do Registro Clínico (PRC) e Comitê<br />
de Padronização de Informações na Saúde Suplementar (COPISS), onde se definem padrões<br />
para o uso da telemedicina a nível nacional (GONÇALVES, 2010).<br />
3.2.1. OpenEHR<br />
A Fundação OpenEHR (OpenEHR), a partir da utilização e união de diversos<br />
arquétipos propôs a criação de sistemas onde seja possível realizar a integração destes,<br />
adotando um padrão de representação que possibilite a troca de informações, desta forma<br />
podendo-se integrar diversos sistemas compartilhando informações em saúde em larga escala<br />
(NARDON, 2008).<br />
Conceitualmente o Registro Eletrônico de Saúde (RES), proposto pelo modelo<br />
OpenEHR, está baseado na modelagem de dois níveis: primeiramente o modelo de referência<br />
que possui conotação genérica no domínio da saúde que tendo uma relação de classes pré-<br />
23
definidas moldam a estrutura do registro. No segundo nível encontram-se os conceitos<br />
específicos organizados na formatação de arquétipos mais templates (DIAS, 2010).<br />
Basicamente têm-se a ocorrência de um modelo dual dividido em modelo de<br />
referência e um modelo de arquétipo. O modelo de referência se compõe de classes<br />
representando uma estrutura padrão de registros eletrônicos que permitem um maior controle<br />
de acesso às informações. Já o modelo de arquétipos é mais rígido fazendo que os dados<br />
possuam restrição quanto ao conteúdo representado e as possíveis modificações permitidas no<br />
modelo de referência (FREIRE, 2008).<br />
A vantagem de poder separar o modelo OpenEHR em dois níveis é ter a liberdade de<br />
poder utilizar o modelo de arquétipos para uso exclusivo de especialistas permitindo que os<br />
desenvolvedores estejam focados exclusivamente no modelo de referência. Dessa forma o<br />
padrão OpenEHR conceitua que arquétipos devam expressar formalmente os níveis de<br />
conhecimento através de declarações que não permitam determinadas estruturas de<br />
informações (SANTOS, 2010).<br />
Em síntese, a modelagem distingue uma estrutura de referência utilizada para<br />
compor o modelo padrão para coleta e armazenamento de informações de ordem genérica<br />
contendo as propriedades comuns do registro de informações de saúde em contraposição de<br />
um modelo especializado em conhecimento específico que satisfaça um conjunto<br />
determinístico de dados clínicos (SANTOS, 2010).<br />
3.2.3. Padrão SIAB<br />
O modelo de referência OpenEHR descreve o conteúdo clínico a<br />
partir de uma ontologia de conceitos em saúde. Trata-se de um<br />
sofisticado modelo orientado a objetos que incorpora tipagem forte<br />
com tipos de dados muito robustos para representar a informação em<br />
saúde, como duração, período e datas parciais, medidas e dado<br />
qualitativos (NEIRA, 2008).<br />
O padrão atual de coleta e processamento de informações segue as premissas<br />
constantes do Manual do Sistema de Informação de Atenção Básica (SIAB), pertencente ao<br />
Departamento de Atenção Básica que rege todo este processo. O modelo de Atenção Básica,<br />
constante do Programa de Agentes Comunitários (PACS), trata da união de ferramentas e<br />
tecnologias disponíveis utilizadas para assistir à saúde da população.<br />
Para entendermos como ocorre a estratégia de todo este trabalho se faz necessário o<br />
entendimento de alguns conceitos. Área corresponde ao conjunto geográfico de Microáreas<br />
que são atendidas por uma equipe PACS (1 supervisor com uma equipe de 30 agentes<br />
comunitários). Microárea é o local de atuação do agente comunitário, sendo esta um espaço<br />
24
geográfico onde resida a escala de no mínimo 400 e no máximo 750 pessoas e o conjunto das<br />
Áreas contíguas formam o Segmento Territorial (SIAB, 2012).<br />
Atualmente os municípios que possuem o programa de agentes comunitários em<br />
vigor já possuem todos os segmentos territoriais definidos com suas respectivas abrangências<br />
e cada equipe do PACS tem um número sequencial de três números já definido. Todas as<br />
informações coletadas pelos agentes são posteriormente consolidadas no sistema chamado<br />
SIAB, que se trata de um sistema exclusivo desenvolvido pelo DATASUS a pedido da<br />
Secretaria de Assistência à Saúde do Ministério da Saúde.<br />
Todas as informações recolhidas nas fichas de cadastramento e também de<br />
acompanhamento são agregadas e processadas no sistema para que posteriormente se possam<br />
analisar os resultados consolidados. Os instrumentos atuais de coletas de dados são compostos<br />
pela ficha de cadastramento de família – Ficha-A, acompanhamento de gestantes – Ficha B-<br />
GES, acompanhamento de hipertensos – Ficha B-HA, acompanhamento de diabéticos – Ficha<br />
B-DIA, acompanhamento de pacientes com tuberculose – Ficha B-TB, acompanhamento de<br />
pacientes com hanseníase – Ficha B-HAN, acompanhamento de crianças – Ficha C (cartão da<br />
criança) e registro de atividades, procedimentos e notificações – Ficha D (SIAB, 2012).<br />
Nesta rotina são utilizados alguns instrumentos para a consolidação das informações<br />
tais como relatórios de consolidado anual das famílias cadastradas e relatórios de situação de<br />
saúde e acompanhamento das famílias. A Figura 2 é a ficha de cadastro utilizada atualmente<br />
pelos agentes comunitários.<br />
Figura 2 - Ficha Cadastro (SIAB, 2012).<br />
25
As informações são coletadas na Ficha-A – Figura 2 - quando ocorre a primeira<br />
visita às famílias da comunidade, sendo este preenchimento único e unitário por família. Nela<br />
são coletadas as seguintes informações: dados de identificação da família, cadastro de todos<br />
os membros e informações que posteriormente permitem à equipe de saúde conhecer as reais<br />
condições de vida que servirão para ajudar a planejar as possíveis intervenções futuras<br />
naquela família/localidade. Também é utilizada quando é necessário atualizar quando ocorrem<br />
alterações.<br />
As Fichas de Acompanhamento são utilizadas no acompanhamento domiciliar<br />
naqueles grupos que possuem uma prioridade maior para monitoramento. Uma vez por mês,<br />
na visita mensal os dados desta ficha devem ser atualizados, para tanto, o agente comunitário<br />
fica de posse das fichas de acompanhamento. É importante ressaltar que todas as fichas de<br />
acompanhamento possuem os campos de cabeçalho iguais, e são utilizados para identificar a<br />
microárea onde está ocorrendo o acompanhamento.<br />
O processo de cadastro e acompanhamento realizado pelo agente comunitário ocorre<br />
dentro do mês todos os meses. Este possui a relação das famílias e os espaços geográficos que<br />
são de sua responsabilidade. É nelas que ele fará as visitas, ficando a cargo do próprio agente<br />
gerenciar quem ele irá visitar, bem como os dias e horários, desde que ele as realize dentro do<br />
mês e as apresente ao seu supervisor. A Figura 3 trata-se da atual ficha de acompanhamento<br />
de gestantes.<br />
Figura 3 - Ficha Acompanhamento B-GES (SIAB, 2012).<br />
26
De posse do material coletado e levantado durante o mês, o agente comunitário tem<br />
por tarefa ainda digitá-las no SIAB, isto pode ocorrer ou ao longo do mês ou como e quando<br />
for necessário. Esta fase ocorre na unidade básica de saúde da área ao qual ele pertence e<br />
posteriormente o seu supervisor analisa e debate com ele os dados levantados sempre na<br />
busca da retroalimentação do sistema.<br />
3.3. Aplicação da Representação de Informações de Saúde<br />
Com o surgimento dos padrões de representação das informações de saúde se fez<br />
necessário regulamentar no Brasil a aplicação da representação de informações de saúde,<br />
desta forma torna-se possível à interoperabilidade das informações.<br />
3.3.1. Prontuário Eletrônico do Paciente<br />
As diversas demandas requeridas pela saúde como qualidade, eficiência e segurança<br />
na tomada de decisão partem da correta consulta aos registros eletrônicos dos pacientes que<br />
com o passar do tempo tem servido de referência. Desde o surgimento dos primeiros registros<br />
médicos provenientes dos pioneiros sistemas eletrônicos para armazenamento de informações<br />
hospitalares a informática médica ajudou a evoluir as práticas médicas (REIS, 2011).<br />
O Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP), ou como também é conhecido Eletronic<br />
Health Record (EHR), neste âmbito tornou-se rapidamente relevante no compartilhamento de<br />
registros de dados clínicos devido a portabilidade dos dados, utilizado no compartilhamento<br />
das informações pois permite que através da pesquisa clínica seja possível aprimorar os<br />
cuidados aos pacientes bem como gerar novos conhecimentos.<br />
No Brasil a extrema importância adquirida pelo EHR tem servido como um imenso<br />
repositório de informações que são armazenadas eletronicamente contendo o histórico<br />
formado ao longo da vida do indivíduo. Os benefícios provenientes do levantamento destas<br />
informações a partir da disponibilidade dos dados é um dos diversos fatores que auxiliam na<br />
melhoria do cuidado da saúde (REIS, 2011).<br />
27
4. TRABALHOS RELACIONADOS<br />
Neste capítulo serão apresentados dois exemplos de aplicativos que estão<br />
relacionados ao tema de utilização de dispositivos móveis na área da saúde. Estes aplicativos<br />
possuem a função de estar auxiliando o acesso às informações através da substituição do<br />
prontuário em papel por um meio eletrônico.<br />
4.1. Clinic Web<br />
O Clinic Web é um projeto que unifica as tecnologias disponíveis de prontuário<br />
eletrônico com dispositivos móveis. Através da disponibilização de um Prontuário Eletrônico<br />
do Paciente na Web, que permite consultar as agendas através da utilização de um celular bem<br />
como as informações inseridas numa prancheta eletrônica resultantes da transcrição destes<br />
dados que antes eram inseridos em prontuários de papel.<br />
O sistema foi desenvolvido para um ambiente WEB em J2EE (Java 2 Enterprise<br />
Edition) projetado em três camadas, na apresentação: JSP (Java Server Pages), HTML e<br />
Javascript, na camada de negócios: JBeans (Java Beans) e na camada de dados MySQL. Na<br />
figura 4, é apresentada a tela do aplicativo.<br />
Figura 4 – Tela Aplicativo Clinic Web (MARTHA, 2008).<br />
28
Na próxima seção será apresentado o segundo aplicativo utilizado na área da saúde,<br />
como exemplo de aplicação utilizado em hospital.<br />
4.2. Einstein Mobile<br />
Um dos hospitais mais modernos da América Latina, situado na cidade de São Paulo<br />
conhecido como Albert Einstein, utiliza uma aplicação médica para iPhone. O aplicativo<br />
inclui acesso às informações de pacientes (resultados de exames, passagens, prescrição de<br />
medicamento, contato), cadastros médicos (CRM, especialidades), comunicação entre<br />
médicos e pacientes, e consulta às agendas cirúrgicas e também consulta integrada ao CID<br />
(Classificação Internacional de Doenças), (EINSTEIN-MOBILE, 2012).<br />
O aplicativo encontra-se disponível na relação de aplicativos do iPhone disponíveis<br />
para baixar, identificado com o nome Einstein-Mobile, é relevante lembrar que somente<br />
médicos possuem acesso às informações médicas no aplicativo. Na Figura 5, é apresentada a<br />
tela do aplicativo.<br />
Figura 5 - Tela Aplicativo Einstein-Mobile (EINSTEN-MOBILE, 2012).<br />
Após ter estudado a funcionalidade das aplicações citadas, pode-se notar que<br />
nenhuma delas trata o problema dos ACS que é a definição do escopo deste trabalho, baseado<br />
nestas informações é que está proposto a seguir uma solução a ser utilizada.<br />
29
5. UMA FERRAMENTA PARA O AUXÍLIO NO PROGRAMA SAÚDE<br />
DA FAMÍLIA<br />
A seção a seguir apresenta o levantamento de requisitos necessários para que seja<br />
possível integrar um dispositivo móvel na rotina do agente comunitário e solucionar os<br />
problemas encontrados atualmente.<br />
5.1. Levantamento de Requisitos<br />
Através de entrevista informal com o coordenador de agentes comunitários da cidade<br />
de Santa Rosa, que teve como objetivo principal entender a rotina atual dos agentes e<br />
processos envolvidos foi possível identificar vários problemas. Para que se possa<br />
compreender, o processo atual ocorre da seguinte forma.<br />
Em cada posto de saúde há um grupo de agentes comunitários, todos os agentes<br />
possuem uma relação de tarefas, ou seja, é responsável por cadastrar todas as famílias<br />
pertencentes à sua microrregião que é previamente estabelecida e dentro desta microrregião o<br />
agente é responsável também por estar preenchendo as fichas de acompanhamentos de<br />
doenças.<br />
Os problemas encontrados referem-se à parte de preenchimento manual destes<br />
formulários, uma vez que após os dados terem sidos coletados em campo, estes dados<br />
precisam ser inseridos posteriormente no sistema. Além deste retrabalho foi possível<br />
identificar que muitos dos dados coletados nos formulários são redundantes e precisam ser<br />
preenchidos a cada visita, quando seria possível dispor destes dados de forma automática e<br />
somente proceder à atualização destes.<br />
Atualmente não existe nenhuma determinação e controle das visitas dos agentes, o<br />
processo ocorre conforme a organização de cada agente e não há uma padronização, pois cada<br />
agente molda sua própria rotina, não há uma forma de comprovar que o agente esteve<br />
realmente realizando as visitas. Cabe a ele estipular quem irá visitar e quando, e muitas vezes<br />
a inúmera quantidade de famílias pertencentes à sua microrregião propicia que sejam<br />
cometidos erros de frequência de visita a determinadas famílias. Outro fator observado é que<br />
o agente vai acumulando ao longo do mês todas as fichas de acompanhamento e de cadastro,<br />
30
ou seja, todos estes documentos ficam de posse do agente e não há segurança que estes dados<br />
possam acabar sendo perdidos ou extraviados. Apenas uma vês por mês o agente vai até o<br />
posto de saúde e ele próprio procede com a inserção dos dados no sistema do posto de saúde.<br />
Outro problema detectado ocorre quando há a substituição de um agente, pois para o<br />
novo agente fica difícil localizar onde estão as famílias que ele precisa estar realizando o<br />
acompanhamento, pois pode não ter sido ele que tenha feito o cadastro.<br />
A partir destes problemas detectados é que propõem-se a criação de uma aplicação<br />
móvel que tem por objetivo geral o registro de informações de saúde realizado por agentes<br />
comunitários. Visando esse objetivo geral, o aplicativo tem por objetivos específicos os itens<br />
a seguir:<br />
- Permitir o cadastro/consulta das famílias;<br />
- Permitir o acompanhamento das famílias;<br />
- Localizar automaticamente as famílias a partir do local atual do agente;<br />
- Substituir o formulário de papel por aplicação;<br />
- Possibilitar a descarga das informações coletadas para interoperabilidade das<br />
informações coletadas;<br />
Visando alcançar estes objetivos é necessário fazer o tratamento de todas estas<br />
informações a serem levantadas pelos agentes para que possam ser armazenadas, desta forma,<br />
na seção seguinte está descrito a modelagem dos dados.<br />
5.2. Modelagem de Dados<br />
Para que os resultados atingidos tivessem uma qualidade superior, antes de começar<br />
a parte de programação deste aplicativo foi necessário estudar a parte de modelagem dos<br />
dados dos formulários, pois isto impacta diretamente na lógica da programação.<br />
A seguir foi montado um esquema para o banco procurando abstrair as informações<br />
dos formulários e traduzi-las no diagrama entidade-relacionamento que consta na Figura 6.<br />
31
elacionamento:<br />
Figura 6 - Diagrama Entidade-Relacionamento<br />
Dentro da aplicação foram criadas as seguintes tabelas a partir do diagrama entidade-<br />
- agente_comunitario: nesta tabela são armazenados os dados cadastrais dos agentes<br />
comunitários, necessários para o preenchimento dos cabeçalhos das fichas de<br />
acompanhamento;<br />
- cadastro_familia: nesta tabela são armazenados os dados cadastrais da família para<br />
que seja possível realizar a atualização cadastral que consta nos formulários de<br />
acompanhamento;<br />
- doenca_condicao: nesta tabela são armazenados os dados cadastrais das doenças aos<br />
quais os agentes são responsáveis de fazer acompanhamento;<br />
- endereco: nesta tabela são armazenados os dados cadastrais contendo o id do agente<br />
comunitário, a microárea e dados de endereço de todas famílias cadastradas;<br />
- FichaBGES: nesta tabela são armazenados os dados coletados da ficha de<br />
acompanhamento de gestantes;<br />
- FichaBHA: nesta tabela são armazenados os dados coletados da ficha de<br />
acompanhamento de hipertensos;<br />
- FichaBDIA: nesta tabela são armazenados os dados coletados da ficha de<br />
acompanhamento de diabéticos;<br />
32
- FichaBTB: nesta tabela são armazenados os dados coletados da ficha de<br />
acompanhamento de tuberculose;<br />
- FichaBHAN: nesta tabela são armazenados os dados coletados da ficha de<br />
acompanhamento de hanseníase;<br />
- FichaC: nesta tabela são armazenados os dados coletados da ficha de<br />
acompanhamento da criança;<br />
- FichaD: nesta tabela são armazenados os dados coletados da ficha de registro de<br />
atividades, procedimentos e notificações;<br />
Para uma maior compreensão sobre o diagrama segue as ações que ocorrem. A tabela<br />
Família está relacionada com a tabela Acompanhamento que possui como evento as visitas<br />
diárias realizadas pelo agente. Uma família pode ter vários históricos de endereço, vários<br />
moradores e diversos tipos de acompanhamento, é a partir dela que serão levantados os<br />
históricos do grupo familiar e por sua vez o acompanhamento é realizado pelo agente<br />
comunitário.<br />
Todo e qualquer acompanhamento possui um registro, que se referem aos tipos de<br />
acompanhamentos realizados dentro daquele grupo familiar, neste registro está contido todas<br />
as ocorrências com relação aos grupos familiares onde ocorreram e desta forma cada tipo de<br />
registro conterá as informações já levantadas.<br />
A tabela Endereço possui os dados de endereço das famílias, que contém como<br />
evento o registro de todos os endereços de cada família. A tabela endereço ainda relaciona-se<br />
com outras tabelas que são necessárias para levantar informações adicionais de cada grupo<br />
familiar que também passam a ser dados da família para entender a realidade de cada grupo e<br />
direcionar as ações para solução de possíveis problemas. São levantados dados sobre a<br />
destinação do lixo, tipo de casa, tratamento de água, tipo de abastecimento de água e destinos<br />
de fezes e urina.<br />
Através do reconhecimento dos relacionamentos e funcionalidades necessárias para<br />
desenvolver o aplicativo, a seguir segue a arquitetura utilizada para fazê-lo.<br />
5.3. Arquitetura de Software<br />
Procurando atender as especificações de cada tabela foi levado em consideração o<br />
manual do SIAB, nele são descritos quais as informações que são coletadas pelos agentes<br />
comunitários em cada tipo de acompanhamento, desta forma todos os campos das tabelas<br />
tiveram seus tipos de dados formatados para receber tal informação através da tela do<br />
aplicativo.<br />
33
Após ter estudado os requisitos do sistema é que se pode implementar o banco de<br />
dados do aplicativo. Utilizando-se a ferramenta SQlite Expert Personal 3.4.21.2243, foi<br />
criado as tabelas que são manipuladas através de comandos SQL dentro da própria aplicação.<br />
Para que isto fosse possível, foi necessário importar o banco de dados com as tabelas<br />
criadas com a ferramenta SQlite para dentro da aplicação através da funcionalidade do File<br />
Explorer, desta forma a aplicação consegue manipular as tabelas dentro da própria aplicação.<br />
Para que a aplicação possa manipular os dados foi necessário criar uma classe<br />
Data.java, esta é responsável por fazer a conexão com o banco de dados e manipular todo e<br />
qualquer dado das tabelas criadas.<br />
Dentro do sistema operacional Android ocorre o controle do ciclo de vida das telas<br />
ou como é chamado activity. Desta forma, o próprio sistema controla os diferentes estados da<br />
execução das telas entre execução, parada ou pausada (LECHETA, 2010).<br />
Na aplicação todas as telas criadas são subclasses da classe Principal. A classe<br />
responsável por controlar o ciclo de vida de todas as telas chama-se Ciclo de Vida, desta<br />
forma há um maior controle sobre as telas que estão sendo executadas e a correção de<br />
qualquer problema que possa ocorrer em tempo de execução.<br />
A partir da tela Principal, o usuário pode escolher uma das seguintes opções,<br />
Cadastro, Acompanhamento e Mapa. A classe Cadastro.java é responsável por apresentar o<br />
resultado da consulta ao banco de dados quando a aplicação é iniciada através da opção Mapa<br />
retornando as informações da imagem da família que fora selecionada no mapa ou através da<br />
seleção da família que pode ocorrer diretamente na tela Cadastro.<br />
A classe Acompanhamento.java é responsável por apresentar ao usuário os diversos<br />
tipos de acompanhamentos disponíveis e também por chamar as subclasses com os tipos de<br />
formulários a serem selecionados no momento da visita.<br />
A classe Mapa.java apresenta na tela do dispositivo móvel a atual localização do<br />
usuário com as famílias disponíveis para atendimento próximos a sua localização e possibilita<br />
que o usuário navegue pelo mapa e consiga selecionar a família a qual será prestado o<br />
acompanhamento através de um duplo clique na tela sobre a família desejada.<br />
A clase Data.java é responsável por executar todos os comandos SQL no banco de<br />
dados, executando todos os comandos de inserção, deleção ou atualização das informações<br />
feitas pelo usuário, a Figura 7 apresenta um trecho do código responsável por fazer a conexão<br />
com o banco de dados.<br />
34
Figura 7 - Conexão Banco de Dados<br />
A Figura 8 apresenta o Diagrama de Classes da aplicação.<br />
Figura 8 - Diagrama de Classes<br />
35
Uma visão geral do aplicativo pode ser visualizado na Figura 9, em resumo o<br />
software é formada por uma aplicação móvel que permite acessar as funcionalidades de<br />
cadastro de famílias e acompanhamento, por um banco de dados onde estão modelados as<br />
informações e pela conexão com a internet que permite acessar os recursos de internet para<br />
visualizar as informações no mapa.<br />
Figura 9 - Visão Geral<br />
Para exibir o mapa na tela do aplicativo foi necessário utilizar a classe<br />
com.google.android.maps.MapView através da importação do pacote<br />
com.google.android.maps como pode ser visualizado no trecho de código da Figura 10.<br />
Figura 10 – Definição de Mapas<br />
36
5.3.1. Comunicação<br />
Por se tratar de uma aplicação móvel, faz-se necessário que o aplicativo esteja em<br />
contínua comunicação com o servidor da unidade básica de saúde ao qual o agente<br />
comunitário esteja atrelado. Desta forma é possível manter os dados atualizados em tempo<br />
real. O objetivo de tal comunicação é poder criar a interoperabilidade das informações<br />
coletadas, permitindo que estas possam estar em constante atualização.<br />
Pensemos no seguinte cenário: Ao procurar um hospital dentro do próprio município<br />
ou qualquer estado, seria possível levantar os dados do paciente através da consulta a um<br />
banco de dados que acumulasse as informações de todos os agentes comunitários a nível<br />
federal. Desta forma, indiferente do lugar que se estivesse, no momento de fazer o<br />
atendimento, seria possível levantar os dados históricos do paciente antes de realizar a<br />
consulta e através do acesso a estas informações ganhar-se tempo e precisão no atendimento.<br />
Para isto, a aplicação permite que futuramente sejam feitas descargas com as<br />
informações já coletadas pelos agentes comunitários que são recebidas na unidade básica de<br />
saúde, desta forma não seria necessário o retrabalho de digitar as informações posteriormente<br />
no SIAB dentro da unidade básica de saúde que hoje é um processo que precisa ser feito.<br />
37
6. CENÁRIO DE USO E TESTES<br />
Utilizando um cenário de uso fictício, abaixo serão apresentados alguns passos e<br />
telas do aplicativo para que se tenha um esboço das funcionalidades do aplicativo através de<br />
descrições objetivas. Também será apresentado o resultado de alguns testes da aplicação.<br />
6.1. Cenário de Uso<br />
O cenário de uso apresentado a seguir tem como objetivo retratar a realidade do<br />
cotidiano de um agente comunitário executando as suas tarefas rotineiras dentro do seu<br />
ambiente de trabalho, levando-se em consideração o seu deslocamento, geoposição e deveres<br />
a cumprir durante o seu dia de expediente.<br />
Para o correto funcionamento do aplicativo, parte-se da premissa que o agente<br />
comunitário já esteja na rua, que possua uma conexão à internet via pacote de dados de<br />
operadora celular, que esteja de posse de um dispositivo móvel com a aplicação instalada e<br />
que já tenha recebido treinamento sobre a aplicação.<br />
A partir da Tela Inicial o agente comunitário terá três opções de seleção, uma para a<br />
Tela de Cadastro, outra opção para a Tela de Acompanhamentos e por último a Tela Mapa.<br />
Ambas serão acessadas através de botão onde a opção escolhida pelo usuário é que definirá a<br />
ação a ser executada pelo aplicativo para dar início à sequência de utilização.<br />
A Figura 11 exibe na prática como será a tela que irá nortear o trabalho do agente<br />
comunitário no dia-a-dia, permitindo que execute sua rotina com maior facilidade, de forma<br />
prática e de fácil memorização. Desta forma o agente não precisará mais possuir uma imensa<br />
quantidade de formulários, pois todo o serviço poderá ser realizado com a simples utilização<br />
do aplicativo.<br />
38
Figura 11 - Tela Inicial Aplicação<br />
Quando o usuário clica sobre a opção Cadastro é exibido à tela da Figura 12, nela o<br />
agente comunitário poderá selecionar uma das famílias que consta da sua base de visitas ou<br />
ainda poderá executar o cadastro de uma nova família e após salvar as atualizações<br />
executadas.<br />
Figura 12 - Tela de Cadastro<br />
39
Após o usuário acionar a opção salvar, o aplicativo através do reconhecimento do<br />
clique do botão que ocorre com o método setOnClickListener, captura todas as informações<br />
que foram digitadas nos campos e chama a classe responsável por fazer a conexão com o<br />
banco de dados e posteriormente insere as informações no banco. A Figura 13 mostra um<br />
trecho de código onde está implementado o método salvar.<br />
Figura 13 - Trecho de Código Salvar<br />
Depois de ter salvado as informações, estas serão inseridas na respectiva tabela do<br />
banco de dados, neste caso a tabela de cadastros, na Figura 14 temos um exemplo de dados<br />
que foram inseridos através da tela cadastro do banco de dados.<br />
Figura 14 - Banco de Dados<br />
Para realizar os acompanhamentos, o usuário poderá executar a tela de<br />
Acompanhamentos exibidos na tela inicial, nela será apresentada os tipos de<br />
acompanhamentos que poderão ser realizados, ficando a cargo de o agente estar selecionando<br />
a opção correspondente, a tela é apresentada na Figura 15.<br />
40
Figura 15 - Tela de Acompanhamentos<br />
A partir desta tela, para que se tenha um exemplo, fora selecionado aleatoriamente<br />
pelo agente comunitário o acompanhamento de hipertensos através do botão Ficha B-HA,<br />
lembrando que o botão FICHA B-GES refere-se ao acompanhamento de gestantes, o botão<br />
FICHA B-DIA refere-se ao acompanhamento de diabéticos, o botão FICHA B-TB refere-se<br />
ao acompanhamento de tuberculose e o botão FICHA B-HAN refere-se ao acompanhamento<br />
de hanseníase, cada botão segue o padrão das fichas tal qual é apresentando no treinamento do<br />
SIAB. Na figura 16, segue exemplo do acompanhamento de hipertensos.<br />
Na tela de hipertensos está implementado o método Spinner que é responsável por<br />
fazer uma consulta ao banco de dados e exibir dentro do choice-box todas as famílias que<br />
estão cadastradas e após a seleção, os dados são carregados automaticamente, para que o<br />
agente comunitário faça a atualização dos dados, ou apenas os mantenha salvo.<br />
41
Figura 16 - Acompanhamento de Hipertensos<br />
Partindo-se da tela principal, também é possível estar selecionando a opção Mapa,<br />
que através do clique sobre o botão Mapa irá carregar na tela a partir da localização<br />
centralizada do agente em relação a posição atual, quais são as famílias que estão cadastradas<br />
ao seu redor.<br />
Esta tela possibilita ainda que o agente comunitário possa interagir com o mapa,<br />
clicando sobre uma das famílias cadastradas, representado aqui pela imagem da Saúde da<br />
Família. Desta forma, se o agente não se recordar do nome de uma família ao qual ele tenha<br />
que realizar o atendimento ou se ele quiser realizar o atendimento levando-se em consideração<br />
à sua localização atual, basta ele acessar a opção Mapa. Desta forma, enquanto ele estiver se<br />
deslocando pelo seu roteiro, as famílias vão sendo exibidas no mapa para que ele possa estar<br />
sempre atualizado. Após ter clicado sobre uma das famílias, a tela de Acompanhamentos é<br />
carregada e o agente pode estar executando-o conforme a opção selecionada no mapa.<br />
42
Figura 17 - Mapa com as famílias cadastradas<br />
No decorrer do dia a rotina do usuário com relação à aplicação será orientada da<br />
forma apresentada anteriormente, basicamente ele terá que estar selecionando a opção<br />
desejada para que o aplicativo o auxilie na rotina de coleta de informações.<br />
Através do cenário de uso apresentado conclui-se que o aplicativo atende às<br />
intenções propostas neste trabalho, permitindo que o usuário consiga realizar as visitas dentro<br />
da sua microrregião, realizando tarefas de cadastro e acompanhamento que na verdade são<br />
suas obrigações. Pode-se observar ainda que existem outras melhorias que poderiam estar<br />
sendo implementadas e outras criadas, porém estas alterações precisam ser primeiramente<br />
inclusas dentro do Programa de Agentes Comunitários para posterior implementação, um dos<br />
pontos que pode influenciar o desempenho do aplicativo é a demora de carregamento do mapa<br />
que depende de conexão com a internet e que na realidade tanto local como a nível nacional<br />
43
deixam a desejar, mas que no formato atual não impediram que o aplicativo funcionasse com<br />
êxito.<br />
6.2. Realização de Testes<br />
Na parte de realização de testes, estes foram executados com objetivo de verificar o<br />
desempenho em relação ao tempo de carregar o aplicativo ao iniciar, o tempo de carregar o<br />
mapa, fazer as consultas no banco de dados e o tempo de transição entre as telas. Todos estes<br />
testes foram executados levando-se em consideração as regras de negócio e condições de<br />
carga normal sobre o trabalho executado. A Tabela 1 mostra os resultados obtidos nos testes.<br />
Função<br />
Tabela 1 - Teste de Desempenho<br />
Tempo de resposta em<br />
(ms)<br />
Inicialização da aplicação 784<br />
Carregamento do Mapa 824<br />
Consulta ao Banco de Dado 932<br />
Tempo de Transição Telas 302<br />
Através dos resultados obtidos, é possível notar que o tempo para as respostas dos<br />
eventos é pouco significativo. É importante ressaltar que o tempo de carregamento do mapa<br />
foi testado numa conexão 3G, com velocidade 1Mb/s. As variações que ocorrem neste tempo<br />
é fortemente influenciada pelo tipo de conexão existente, uma vez que o mapa precisa ser<br />
carregado da internet pois trata-se de uma API da Google disponível para programação com o<br />
Android SDK.<br />
Quanto aos quesitos de usabilidade estudados, foram questionados de forma<br />
informal, alguns pontos, com pessoas relacionadas a área, variando numa escala entre 0 a 5,<br />
conforme a Tabela 2.<br />
Com relação aos resultados alcançados à Satisfação em relação ao uso do sistema e<br />
lembrança de uso de comandos obteve-se 100% da pontuação, em relação às expectativas que<br />
o sistema propôs fazer, sequência de telas, tempo para aprender o sistema e número de passos<br />
atingiu-se 94% dos pontos. Os quesitos de quantidade de informação nas telas, aprendizado<br />
para usar o sistema, leiaute de telas, organização da informação atingiu-se 88% dos pontos.<br />
Quanto ao tratamento da falha ocorrida trata-se do não carregamento do mapa em virtude da<br />
44
velocidade de conexão com a internet. Os dados dos questionamentos são apresentados na<br />
Tabela 2.<br />
Tabela 2 - Resultado dos Testes de Usabilidade<br />
Questões 1º<br />
Avaliador<br />
2º<br />
Avaliador<br />
3º<br />
Avaliador<br />
45<br />
Resultado<br />
Satisfação em relação ao uso do sistema 5,0 5,0 5,0 5,0<br />
Em relação a sua expectativa ao que o<br />
sistema propôs fazer<br />
5,0 4,0 5,0 4,7<br />
Os leiautes das telas foram úteis 5,0 3,0 4,0 4,0<br />
Quantidade de informação mostrada na<br />
tela<br />
4,0 5,0 4,0 4,3<br />
Organização da informação 4,0 4,0 4,0 4,0<br />
Sequência de telas 5,0 4,0 5,0 4,7<br />
Aprendizado para operar o sistema 5,0 4,0 4,0 4,3<br />
Tempo para aprender a usar o sistema 4,0 5,0 5,0 4,7<br />
Lembrança de uso de comandos 5,0 5,0 5,0 5,0<br />
Número de passos para executar uma<br />
tarefa<br />
4,0 5,0 5,0 4,7<br />
Falhas de sistema que ocorreram 0,0 1,0 0,0 0,3
7. CONCLUSÕES<br />
O trabalho executado pelos Agentes Comunitários de Saúde é de suma<br />
importância para o perfeito andamento do Programa de Agentes Comunitários. É fato que a<br />
rotina atual de coleta de informações possibilita que vários erros sejam cometidos bem como<br />
se percebe todo o retrabalho e perda de tempo para a consolidação dos dados levantados.<br />
Desta forma, percebe-se a carência da utilização de tecnologias para ajudar o processo da<br />
coleta de informação e apresentar dados em tempo real.<br />
O objetivo deste trabalho foi desenvolver uma aplicação móvel para a coleta<br />
destas informações, que possa ser executado num dispositivo móvel que esteja rodando o<br />
sistema operacional Android, através da utilização dos conceitos de computação móvel e<br />
computação pervasiva. Desta forma é possível otimizar o processo e obter melhores<br />
resultados de eficiência e eficácia na rotina diária de um Agente Comunitário, e tornando os<br />
dados disponíveis para a interoperabilidade da informação.<br />
Para o desenvolvimento da aplicação foram utilizados a versão Java – Eclipse em<br />
conjunto com o SDK Android 2.2 com. Para a modelagem das informações médicas seguiu-se<br />
o padrão OPENEHR, e para o armazenamento dos dados foi utilizado a ferramenta SQLite.<br />
Como conclusão, pode-se verificar que os objetivos traçados no projeto foram<br />
atingidos e os resultados são satisfatórios. Como sugestões para trabalhos futuros, ficam a<br />
implementação do servidor na unidade básica de saúde e a interligação destas informações<br />
ocorrendo de forma automática entre todos os servidores das unidades básicas de saúde do<br />
município, estado e federação. O tratamento das questões de segurança e o aperfeiçoamento<br />
da sincronização dos dados com a unidade básica de saúde.<br />
46
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