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UNIJUI - UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ... - Unijuí

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<strong>UNIJUI</strong> - <strong>UNIVERSIDADE</strong> <strong>REGIONAL</strong> <strong>DO</strong> <strong>NOROESTE</strong> <strong>DO</strong> ESTA<strong>DO</strong> <strong>DO</strong> RIO<br />

GRANDE <strong>DO</strong> SUL<br />

DCEEng – DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E ENGENHARIAS<br />

CENTRAL DE ATENDIMENTO E SISTEMA DE CHAMA<strong>DO</strong>S<br />

BASEA<strong>DO</strong> NO FRAMEWORK ITIL<br />

RICAR<strong>DO</strong> PLETSCH KUNTZ<br />

Ijuí<br />

Dezembro/201


<strong>UNIJUI</strong> - <strong>UNIVERSIDADE</strong> <strong>REGIONAL</strong> <strong>DO</strong> <strong>NOROESTE</strong> <strong>DO</strong> ESTA<strong>DO</strong> <strong>DO</strong> RIO<br />

GRANDE <strong>DO</strong> SUL<br />

DCEEng – DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E ENGENHARIAS<br />

CENTRAL DE ATENDIMENTO E SISTEMA DE CHAMA<strong>DO</strong>S<br />

BASEA<strong>DO</strong> NO FRAMEWORK ITIL<br />

RICAR<strong>DO</strong> PLETSCH KUNTZ<br />

Trabalho de Conclusão de Curso<br />

apresentado ao Curso de Informática - Sistemas de<br />

Informação do Departamento de Ciências Exatas e<br />

Engenharias (DCEEng), da Universidade Regional<br />

do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul<br />

(UNIJUÍ), como requisito para a obtenção do título<br />

Bacharel em Informática - Sistemas de Informação.<br />

Orientador: Ms. Romário Lopes de Alcântara<br />

Ijuí<br />

Dezembro/2011


CENTRAL DE ATENDIMENTO E SISTEMA DE CHAMA<strong>DO</strong>S<br />

BASEA<strong>DO</strong> NO FRAMEWORK ITIL<br />

RICAR<strong>DO</strong> PLETSCH KUNTZ<br />

Trabalho de Conclusão de Curso apresentado ao Curso<br />

de Informática - Sistemas de Informação do<br />

Departamento de Ciências Exatas e Engenharias<br />

(DCEEng), da Universidade Regional do Noroeste do<br />

Estado do Rio Grande do Sul (UNIJUÍ), como requisito<br />

para a obtenção do título Bacharel em Informática -<br />

Sistemas de Informação.<br />

Orientador: Prof. Ms. Romário Lopes de Alcântara<br />

BANCA EXAMINA<strong>DO</strong>RA<br />

Ijuí<br />

Dezembro/2011<br />

Prof. Ms. Marcos R. M. Cavalheiro


Agradecimentos<br />

Primeiramente, quero agradecer a Deus por me estender a mão durante a conclusão deste<br />

trabalho, pois, apesar das dificuldades, me levantou e fez com que não desanimasse. Por ser meu<br />

alicerce e porto seguro.<br />

À minha esposa Andressa, pelos incentivos e por não me deixar desanimar. A alegria<br />

contagiante me renova e sua dedicação e amparo me dão a certeza de que você me completa.<br />

À minha família, que sempre esteve ao meu lado e nunca mediu esforços param me<br />

ajudar, que me colocou no rumo em todas as vezes que me desviei e me deu carinho quando<br />

precisei.<br />

À orientação do professor e mestre Romário Lopes de Alcântara pela disponibilidade,<br />

ajuda e incentivo.<br />

me tornar.<br />

Aos demais professores e mestres que foram fundamentais no profissional que sou e irei<br />

Aos colegas que, mesmo durante o aprendizado foram amigos e, com certeza, são os<br />

responsáveis por deixar o ensino mais prazeroso.<br />

Por fim, aos amigos, sempre dispostos a ajudar e apoiar.


“A medida de um homem não está naquilo que alcança,<br />

mas naquilo que almeja alcançar.”<br />

Kahlil Gibran


SUMÁRIO<br />

Lista de Abreviaturas ....................................................................................................................... 9<br />

Lista de Figuras ............................................................................................................................. 11<br />

RESUMO ...................................................................................................................................... 14<br />

ABSTRACT .................................................................................................................................. 15<br />

1 INTRODUÇÃO ..................................................................................................................... 16<br />

1.1 Posicionamento .................................................................................................. 16<br />

1.2 Objetivo Geral ................................................................................................... 17<br />

1.3 Organização do Trabalho................................................................................... 17<br />

1.4 Local da Implantação......................................................................................... 18<br />

1.4.1 Descrição da Empresa ............................................................................. 18<br />

1.4.2 Estrutura da Área de TI ........................................................................... 19<br />

1.4.3 Proposta ................................................................................................... 24<br />

2 ASPECTOS GERAIS DA ITIL ............................................................................................ 25<br />

2.1 Sobre ITIL ......................................................................................................... 25<br />

2.1.1 Gestão de Serviços .................................................................................. 28<br />

2.2 Ciclo de Vida de ITIL ........................................................................................ 28<br />

2.3 Serviço ............................................................................................................... 30<br />

2.4 Processo ............................................................................................................. 30<br />

2.5 Central de Atendimento ..................................................................................... 31<br />

2.5.1 Atribuições .............................................................................................. 31<br />

2.5.2 Objetivos ................................................................................................. 31


2.5.3 Atividades ............................................................................................... 32<br />

2.5.4 Estrutura .................................................................................................. 32<br />

2.5.5 Implementação ........................................................................................ 33<br />

2.6 Foco do Trabalho sobre ITIL............................................................................. 35<br />

2.6.1 Gerenciamento de Incidentes .................................................................. 35<br />

2.6.2 Gerenciamento de Problema ................................................................... 41<br />

2.6.3 Gerenciamento de Mudança ................................................................... 46<br />

2.7 Ferramentas para Desenvolvimento .................................................................. 50<br />

2.7.1 Scriptcase ................................................................................................ 50<br />

2.7.2 Mysql ...................................................................................................... 50<br />

2.7.3 FusionCharts ........................................................................................... 51<br />

3 MODELAGEM <strong>DO</strong> SISTEMA PROPOSTO ....................................................................... 52<br />

3.1 Domínio do Sistema .......................................................................................... 52<br />

3.2 Descrição dos Objetivos .................................................................................... 52<br />

3.3 Lista de Requisitos ............................................................................................ 53<br />

3.4 Local do Sistema ............................................................................................... 54<br />

3.5 Processo de Software ......................................................................................... 55<br />

3.5.1 Modelo Evolutivo ................................................................................... 55<br />

3.5.2 Modelo Cascata ....................................................................................... 55<br />

3.6 Arquitetura do Sistema ...................................................................................... 56<br />

3.7 Cenários ............................................................................................................. 56<br />

3.7.1 Cenários Primários .................................................................................. 56<br />

3.7.2 Cenários Secundários .............................................................................. 57<br />

3.8 Listagem dos Casos de Uso ............................................................................... 57<br />

3.9 Projeto Lógico das Tabelas do Sistema ............................................................. 58<br />

3.9.1 Nome externo: chamado ......................................................................... 59<br />

3.9.2 Nome externo: chamado_mudança ......................................................... 59<br />

3.9.3 Nome externo: ec_conhecido .................................................................. 59<br />

3.9.4 Nome externo: especificacao .................................................................. 59<br />

3.9.5 Nome externo: ic_conhecido .................................................................. 60<br />

3.9.6 Nome externo: incidente ......................................................................... 60<br />

7


3.9.7 Nome externo: incidente_problema ........................................................ 60<br />

3.9.8 Nome externo: matriz_prioritaria ........................................................... 60<br />

3.9.9 Nome externo: mudanca ......................................................................... 61<br />

3.9.10 Nome externo: problema ......................................................................... 61<br />

3.9.11 Nome externo: setor ................................................................................ 61<br />

3.9.12 Nome externo: solicitacao ....................................................................... 62<br />

3.9.13 Nome externo: tipo ................................................................................. 62<br />

3.9.14 Nome externo: user ................................................................................. 62<br />

3.9.15 Nome externo: responsavel_especificacao ............................................. 63<br />

3.10 Diagrama de Casos de Uso ................................................................................ 63<br />

3.10.1 Caso de Uso ............................................................................................ 63<br />

3.11 Diagrama de Classe ........................................................................................... 67<br />

3.12 Diagrama de Estado ........................................................................................... 68<br />

3.12.2 Diagrama de Estado de Mudança............................................................ 69<br />

3.13 Relação de Programas a serem desenvolvidos .................................................. 70<br />

3.13.1 Programas de Cadastro: .......................................................................... 70<br />

3.13.2 Programas de Consultas: ......................................................................... 70<br />

3.13.3 Programas de Relatórios/ Indicadores: ................................................... 70<br />

3.14 Projetos de Entrada (Cadastros) e Saídas (Relatórios) ...................................... 71<br />

3.14.1 Tela de Login .......................................................................................... 71<br />

3.14.2 Tela de Abertura de Chamado ................................................................ 71<br />

3.14.3 Definição de Fluxo (Solicitação ou Incidente) ....................................... 72<br />

3.14.4 Responsáveis pelos Serviços ................................................................... 72<br />

3.14.5 Matriz Prioritária ..................................................................................... 73<br />

4 RESULTA<strong>DO</strong>S DA IMPLANTAÇÃO DA CENTRAL DE ATENDIMENTO E SISTEMA<br />

DE CHAMA<strong>DO</strong>S .......................................................................................................................... 74<br />

CONSIDERAÇÕES FINAIS ........................................................................................................ 78<br />

BIBLIOGRAFIA ........................................................................................................................... 80<br />

8


LISTA DE ABREVIATURAS<br />

6M’s – Mão de obra, material, meio ambiente, método, máquina e medida<br />

AJAX – Asynchronous Javascript and XML<br />

ANS – Acordo de Nível de Serviço<br />

BD – Base de dados<br />

BDEC – Banco de Dados de Erros Conhecidos<br />

CCTA – Central Computing and Telecommunications Agency<br />

COBOL – Common Business Oriented Language<br />

DB – Data Base<br />

DBA – Data Base Administrator<br />

EC – Erros Conhecidos<br />

EFQM – European Foundation for Quality Management<br />

HTML – Hypertext Markup Language<br />

HTTP – Hypertext Transfer Protocol<br />

HTTPS – Hypertext Transfer Protocol secure<br />

IC – Incidentes Conhecidos<br />

ICT – Information and Communication Technology<br />

ISO – International Organization for Standadization<br />

IT – Information Technology<br />

ITIL – Information Technology Infrastructure Library<br />

JSON – Javascript Object Notation<br />

9


OGC – Office of Government Commerce<br />

PHP – Hypertext Preprocessor<br />

SGBD – Sistemas Gerenciadores de Banco de Bados<br />

SIC – Sistema Interno de Comunicação<br />

SLA – Service Level Agreement<br />

SQL – Structured Query Language<br />

TI – Tecnologia da Informação<br />

XML – Extensible Markup Language<br />

10


LISTA DE FIGURAS<br />

Figura 1.1- Vista aérea do parque fabril da empresa Bruning Tecnometal S.A. ........................... 19<br />

Figura 1.2 – Tela inicial para abertura de chamado. ..................................................................... 20<br />

Figura 1.3 – Distribuição do chamado por área............................................................................. 21<br />

Figura 1.4 – Histórico de transferência de chamado. .................................................................... 21<br />

Figura 1.5 – Histórico de chamados concluídos. ........................................................................... 22<br />

Figura 1.6 – Indicador de eficiência da equipe de TI. ................................................................... 23<br />

Figura 2.1 – Livros que compõem a biblioteca ITIL (OGC)......................................................... 26<br />

Figura 2.2 – Mapa de ITIL (ITIL, 2007). ...................................................................................... 27<br />

Figura 2.3 – Fluxo do Ciclo de vida de ITIL (ITIL, 2007)............................................................ 28<br />

Figura 2.4 – Ciclo de Vida de Serviços de TI (QUEIROZ, 2009). ............................................... 29<br />

Figura 2.5 – Processo (MAGALHÃES E PINHEIRO, 2010). ...................................................... 30<br />

Figura 2.6 - Central de Serviços Centralizada (ARRUDA, 2010). ............................................... 33<br />

Figura 2.7 – Entradas e Saídas do processo de Gerenciamento de Incidentes (ARRUDA, 2010).35<br />

Figura 2.8 – Ciclo de vida de um incidente (MAGALHÃES E PINHEIRO, 2010). .................... 38<br />

Figura 2.9 – Escalonamento de Incidentes (MAGALHÃES E PINHEIRO, 2010). ..................... 39<br />

Figura 2.10 – Entradas e saídas principais do processo (ARRUDA, 2010). ................................. 43<br />

Figura 2.12 – Exemplo (com 5M’s) do diagrama de Ishikawa (RIGONI, 2009).......................... 45<br />

11


Figura 3.1 - Tabela de abertura de chamado. ................................................................................ 59<br />

Figura 3.2 - Tabela de discriminação dos chamados afetados pela mudança ............................... 59<br />

Figura 3.3 - Tabela de erros conhecidos. ....................................................................................... 59<br />

Figura 3.4 - Tabela discriminada dos serviços prestados pelo TI. ................................................ 59<br />

Figura 3.5 - Tabela de incidentes conhecidos. .............................................................................. 60<br />

Figura 3.6 - Tabela de incidentes. ................................................................................................. 60<br />

Figura 3.7 - Tabela de discriminação dos incidentes transformados em problema. ...................... 60<br />

Figura 3.8 - Tabela do Acordo de Nível de serviço (ANS). .......................................................... 60<br />

Figura 3.9 - Tabela de mudanças. .................................................................................................. 61<br />

Figura 3.10 - Tabela de problemas. ............................................................................................... 61<br />

Figura 3.11 - Tabela de setores. ..................................................................................................... 61<br />

Figura 3.12 - Tabela de solicitação de serviço. ............................................................................. 62<br />

Figura 3.13 - Tabela da área de serviços de TI. ............................................................................. 62<br />

Figura 3.14 - Tabela de usuários (equipe técnica) do sistema. ...................................................... 62<br />

Figura 3.15 - Tabela de responsável por área de serviço. .............................................................. 63<br />

Figura 3.16 – Diagrama de Caso de Uso do sistema de chamados. .............................................. 63<br />

Figura 3.17 – Diagrama de Classe. ................................................................................................ 67<br />

Figura 3.18 – Diagrama de estado da abertura de chamado. ......................................................... 68<br />

Figura 3.19 – Diagrama de estado da Mudança. ........................................................................... 69<br />

Figura 3.20 – Tela de Login. ......................................................................................................... 71<br />

Figura 3.21 – Abertura de Chamados ............................................................................................ 71<br />

Figura 3.22 – Definição do Fluxo do Chamado (Solicitação ou Incidente). ................................. 72<br />

Figura 3.23 – Responsáveis pelo serviço....................................................................................... 72<br />

Figura 3.24 – Matriz de Prioridades (Impacto x Urgência). .......................................................... 73<br />

12


Figura 4.1 – Chamados Abertos no Período. ................................................................................. 74<br />

Figura 4.2 – Chamados encerrados no período (por tipo). ............................................................ 75<br />

Figura 4.3 – Nível de atendimento por chamado........................................................................... 75<br />

Figura 4.4 – Chamados por nível de suporte. ................................................................................ 76<br />

Figura 4.5 – Discriminação da área “Diversos”. ........................................................................... 77<br />

13


RESUMO<br />

A área de TI tem uma grande importância para as empresas. Seu papel é no mínimo, estar<br />

alinhado com o negócio para fornecer informações que apoiem as decisões da área executiva.<br />

Além de gerar e gerenciar a informação, é obrigação da área de TI manter o bom funcionamento<br />

dos serviços, evitando possíveis perdas competitivas. Pensando na importância e no impacto que<br />

a indisponibilidade de um serviço pode causar a uma empresa, tornaram-se necessários estudos<br />

para encontrar as melhores práticas da gestão de serviços de TI. E foi o que a OGC (Office of<br />

Government Commerce) fez criando o framework ITIL (Information Technology Infrastructure<br />

Library).<br />

Baseado no gerenciamento de incidentes, problemas e mudanças, descrito em ITIL, este<br />

trabalho visa implantar uma central de atendimento e um sistema de chamados para a empresa<br />

Bruning Tecnometal SA. A central terá a função de centralizar os contatos com usuários e o<br />

sistema de chamados é a proposta de sistema para receber e registrar todos os contatos com o TI,<br />

desde requisições de serviço, notificação de incidentes, até a alteração de algum sistema.<br />

Palavras-chave: Informação. Central de Atendimento. ITIL.<br />

14


ABSTRACT<br />

The IT has a great importance to business. The IT's role is to be aligned with business to<br />

provide information and to support the executive's decisions. In addition to generating and<br />

managing information, the IT obligation is to maintain satisfatory service operation, in this way,<br />

avoiding losses in competition.<br />

Furthermore, thinking about the importance and the impact that the unavailability of a<br />

service can cause to a company, it turns out to be necessary further studies to find better<br />

management practices on IT services. That is the reason why the OGC (Office of Government<br />

Commerce) created the framework called ITIL.<br />

Moreover, ITIL work is based on incidents management, problems, and changes. Besides<br />

that, ITIL's goal is to stablish a service desk system and a call center to Bruning Tecnometal S/A<br />

company. The call center's function is to centralize the contacts with its users. On the other hand,<br />

the service desk system was created for the purpose of receiving and recording IT's contacts. It<br />

englobes service, requests, notification of incidents, and even system changes.<br />

Keywords: Information. Service Desk. ITIL<br />

15


1 INTRODUÇÃO<br />

1.1 Posicionamento<br />

No atual momento, onde o cenário corporativo foca a evolução tecnológica, empresas<br />

inovam e, além da tecnologia, visam ao suporte como diferencial competitivo. Devido às<br />

constantes mudanças, torna-se necessário estar preparado para agir com rapidez e objetividade<br />

perante as falhas e imprevistos. É de consenso que independente do cliente (interno ou externo), a<br />

disponibilidade de serviços de TI deve ser prioridade e o atendimento (suporte) devem ser de<br />

qualidade.<br />

Com o amadurecimento da consciência corporativa em relação à área de TI, ficou evidente<br />

a necessidade de alinhar a TI como negócio da empresa. Com isso, a TI passou de uma simples<br />

área de apoio, para uma área diretamente relacionada com a alta gerência, abastecendo os<br />

executivos com informações fundamentais para decisões estratégicas e gerenciais. Dessa forma,<br />

ficou evidente a necessidade de evoluir a qualidade dos serviços prestados pela área.<br />

Muitas vezes, a ausência de informação sobre a indisponibilidade de algum serviço,<br />

somada a dificuldade de encontrar o responsável pela solução do problema causa algumas críticas<br />

por parte dos clientes. A reincidência desses problemas pode agravar a insatisfação, quando não<br />

muito, uma quebra de confiança por parte do cliente, em relação à equipe de TI.<br />

Com o intuito de contornar esse problema, foram definidas as melhores práticas de ITIL<br />

sobre o Gerenciamento de Serviços de TI. A partir de uma metodologia baseada em processos, a<br />

ITIL visa à melhoria contínua que afeta desde pessoas até a tecnologia, tendo a redução dos<br />

custos e a agilidade dos processos como parceiros estratégicos do negócio.<br />

16


1.2 Objetivo Geral<br />

O objetivo principal deste trabalho é, a partir de uma pesquisa bibliográfica sobre as<br />

melhores práticas reunidas na ITIL, desenvolver um sistema de chamados para suporte a usuários<br />

na empresa Bruning Tecnometal SA. Esta pesquisa tem seu foco baseado em ITIL devido a casos<br />

de sucesso, onde ficou evidenciado o aumento de produtividade da área de desenvolvimento da<br />

empresa.<br />

Um dos focos de ITIL é o Gerenciamento de Serviços de TI. Como referência, podemos<br />

usar um Service Desk, que é considerado uma evolução se comparado com o Help Desk. A<br />

diferença entre os dois é que, ao contrário do Help Desk, o Service Desk tem um canal<br />

centralizado de atendimento ao cliente. Uma das metas do Service Desk é que a grande maioria<br />

dos contatos com a área de suporte deve ser solucionada pelos responsáveis do atendimento em<br />

1º nível, isso faz com que os técnicos e especialistas da área dediquem mais do seu tempo para a<br />

criação e mudanças. Outra atividade dos responsáveis pelo atendimento em 1º nível é deixar o<br />

cliente bem informado sobre a previsão de retorno do serviço, ou sobre a solução do problema,<br />

bem como, identificar melhorias, reforçar treinamentos e principalmente, caso não consiga<br />

solucionar um chamado, abastecer os técnicos e especialistas com informações sobre o problema.<br />

Baseado nos resultados de outras empresas que implantaram ITIL, estima-se que o<br />

atendimento em primeiro nível possa ser responsável por 65% de todos os chamados, porém,<br />

como a implantação será exponencial, têm-se a expectativa de alcançar a margem de 50% dos<br />

chamados.<br />

1.3 Organização do Trabalho<br />

O capítulo 2 trabalha com o conceito de ITIL (IT Infrastructure Library), uma ferramenta<br />

desenvolvida pelo governo britânico com o objetivo de padronizar os serviços prestados pela área<br />

de TI dos departamentos do governo. Um dos tópicos será a Central de Serviços (Service Desk),<br />

na empresa Bruning será denominada Central de Atendimento, tendo a proposta de suas<br />

atribuições, bem como sua implantação e os problemas que estão sendo esperados para a<br />

implementação. Também, será apresentado o foco sobre ITIL, ao qual será incorporado na<br />

17


Central de Atendimento. O Gerenciamento de Incidente, Gerenciamento de Problema e<br />

Gerenciamento de Mudanças serão os processos destacados da ITIL.<br />

No capitulo 3 será apresentado a modelagem do sistema proposto. Nele constará o<br />

domínio do sistema, a lista de requisitos, o processo de software, a arquitetura do sistema, os<br />

casos de uso, dentre outros.<br />

Por fim, o capítulo 4 mostrará os resultados obtidos com a pesquisa e implantação do<br />

sistema proposto. A pesquisa (capítulo 2) foi fundamental para a implantação dos processos<br />

descritos em ITIL. Já o capítulo 3 tem a importância de gerar a informação e apresentar os<br />

resultados, permitindo a conclusão sobre o sucesso do projeto.<br />

1.4 Local da Implantação<br />

1.4.1 Descrição da Empresa<br />

O trabalho será realizado na empresa Bruning Tecnometal S.A. (Figura 1.1) em sua<br />

unidade fabril localizada na Rua 25 de Julho, 2305, Bairro Jaciandi, na cidade de Panambi/RS.<br />

A empresa foi fundada em 1º de abril de 1947 pelo Sr. Ernesto Rehn, atuando no ramo<br />

metal-mecânico, fornecedora de produtos das linhas automotiva, rodoviária e agrícola, através do<br />

beneficiamento de metais utilizando tecnologias de processo nas áreas de estamparia, usinagem,<br />

soldagem e tratamentos superficiais.<br />

A empresa é certificada pelas normas ISO-14001, ISO-9001 e ISO-TS 16949.<br />

18


Figura 1.1- Vista aérea do parque fabril da empresa Bruning Tecnometal S.A.<br />

Fonte: Bruning Tecnometal S/A<br />

Abaixo são citadas algumas características do parque fabril da empresa:<br />

- Área: 65.000 m² construídos em uma área total de 441.000 m²;<br />

- Número de funcionários: 3.050;<br />

- Beneficiamento de aço: 4.600 ton. / mês;<br />

- Faturamento: em torno de 500 milhões / ano (previsão para 2011);<br />

1.4.2 Estrutura da Área de TI<br />

O departamento de TI da empresa é dividida em três áreas, a área de suporte a hardware e<br />

infraestrutura, a área de desenvolvimento e suporte COBOL e a área de desenvolvimento e<br />

suporte web (intranet). No topo da estrutura está o gerente de TI que é o responsável pelas<br />

decisões estratégicas e administrativas das três áreas.<br />

Com exceção da área de suporte, nas duas áreas de desenvolvimento os programadores<br />

são os responsáveis pelo suporte dos sistemas por eles desenvolvidos. Para qualquer dúvida que o<br />

usuário tenha ou algum problema identificado, o usuário tem acesso direto ao programador para<br />

informar ou questionar. Cientes da necessidade de registrar todos os contatos com usuários, a<br />

19


área de TI TI desenvolveu desenvolveu um sistema de chamados, onde onde o o usuário seleciona seleciona o sistema sistema e reporta o<br />

o<br />

problema ou dúvida para o programador, por por ele definido, conforme figura 1.18.<br />

1.4.2.1 O Sistema de Chamados Atual<br />

Figura 1.2 – Tela inicial para abertura de chamado.<br />

O sistema de chamados é a garantia do usuário de que seu problema vai ser atendido.<br />

Nele, o usuário usuário seleciona seleciona o o tipo tipo do do problema problema (onde (onde geralmente separamos as as áreas), áreas), conforme<br />

conforme<br />

figura 1.3 e especifica o problema (seleciona o o sistema sistema ou o o dispositivo dispositivo com problema).<br />

problema).<br />

20


Como Como é é o o usuário usuário que define os responsáveis pelo sistema, habilitamos habilitamos a possibilidade de<br />

transferir os os chamados entre a equipe de TI, TI, deixando deixando o usuário devidamente devidamente informando sobre sobre a<br />

transferência. Existe também, um histórico de transferência (figura 1.4), onde é possível ver a<br />

origem do chamado.<br />

Figura 1.3 – Distribuição do chamado por área.<br />

Figura 1.4 – Histórico de transferência de chamado.<br />

chamado<br />

21


Há ainda, um relatório sobre chamados concluídos (figura 1.5), onde é possível verificar a<br />

data de conclusão e a informação passada ao usuário usuár sobre a solução do problema/solicitação.<br />

problema/<br />

Figura 1.5 – Histórico de chamados concluídos.<br />

Outra funcionalidade é o relatório sobre a eficiência da área (figura 1.6). Nela é exibida a<br />

média de solicitações diárias, a média média de de transferências e o tempo médio para a solução do<br />

chamado em um determinado período. período.<br />

22


1.4.2.2 Dificuldades Encontradas<br />

Figura 1.6 – Indicador de eficiência da equipe de TI.<br />

Na atual forma de trabalho, não há uma maneira confiável de avaliar o desempenho da<br />

equipe. Para cada problema identificado exi existe ste uma solução, porém, não é possível distinguir se a<br />

solução é definitiva ou uma forma de contorno para restabelecer o serviço. Também, não existe a<br />

informação se a maioria dos cha chamados emitidos é de solicitação ou problema. Deixando evidente<br />

que o indicador ador de chamados concluídos e o ranking de eficiência (figura (figura 1.6) 1.6) não são são suficientes<br />

para avaliar a equipe.<br />

23


1.4.3 Proposta<br />

Com o intuito de melhor atender ao usuário (cliente interno) e aumentar a produtividade<br />

da área de desenvolvimento, foi identificada em ITIL uma excelente referência para as melhores<br />

práticas nos processos de atendimento. Com isso, pretende-se implantar uma central de serviços,<br />

denominada central de atendimento, onde será centralizado o contato preliminar com o cliente.<br />

A ideia é definir os acordos de níveis de serviço e apresentar para a empresa quais<br />

serviços serão prestados pela área. Dessa forma, caberá à central fazer o filtro inicial de chamado<br />

e o atendimento preliminar ao usuário, o qual será tratado como suporte em primeiro nível.<br />

No caso de a central não conseguir prover o suporte para determinado problema, este será<br />

encaminhado à área técnica, ao qual será tratado como suporte em segundo nível. A solução do<br />

suporte em segundo nível irá abastecer uma base de conhecimento que servirá como referência<br />

para a central em chamados futuros.<br />

Trabalhando dessa forma, permite-se que em um determinado momento (definido pela<br />

gerência) seja feita uma análise sobre os chamados, onde será avaliada a sua reincidência e<br />

tomadas ações para que a sua solução seja definitiva.<br />

24


2 ASPECTOS GERAIS DA ITIL<br />

2.1 Sobre ITIL<br />

A ITIL foi criada pela CCTA, atualmente denominada como OGC, no final da década de<br />

1980. O OGC é um órgão do governo britânico que tem como finalidade a padronização e<br />

melhorias dos processos internos dentro dos departamentos do governo britânico. A criação da<br />

biblioteca de ITIL teve como objetivo, a melhoria dos processos específicos de TI. A partir de<br />

1990, ITIL se expandiu para a Europa inteira e acabou recebendo contribuições no seu<br />

desenvolvimento de empresas como IBM e Microsoft (ITIL, 2011).<br />

Tendo o foco voltado para a qualidade e na proposição de melhores práticas para o<br />

Gerenciamento de Serviços de TI, a ITIL viabiliza a implantação da certificação ISO 9000 e ao<br />

modelo europeu (EFQM). Como resultado, foi adotado também, pelos países da América do<br />

Norte, tornando-se a referencia principal para esse segmento de TI. Hoje, seu uso é explorado por<br />

empresas públicas e privadas em países de todo o mundo, tendo como base uma pesquisa<br />

realizada pela Forester Research em empresas com faturamento igual ou superior a US$ 1 bilhão<br />

(MAGALÃES E PINHEIRO, 2010):<br />

- 13% em 2004;<br />

- 40% em 2006;<br />

- 80% em 2008;<br />

Essa evolução na adoção das práticas de ITIL pelas empresas foi motivada,<br />

principalmente, pelo ganho dos seguintes aspectos:<br />

- Aumento da disponibilidade dos Serviços de TI;<br />

- Identificação e acompanhamento das mudanças nos Serviços de TI;<br />

25


- Medição do retorno sobre os investimentos em TI.<br />

- Satisfação em relação à qualidade e na relação custo/ benefício dos Serviços de TI;<br />

- Provisionamento das entregas e manutenção dos serviços;<br />

- Segurança (desde o sentido estrutural, a disponibilidade de serviços e mudanças).<br />

No início, a ITIL era integrada por 40 livros (por isso chamam de biblioteca). Mas a partir<br />

de 2000 ela foi reformulada, conforme figura 2.1 e reduzida para oito livros, sendo denominada<br />

como ITIL v2. As práticas defendidas por ITIL eram as seguintes:<br />

• Service Support (Suporte ao Serviço);<br />

• Service Delivery (Entrega de Serviço);<br />

• Planning and Implementation (Planejamento e Implementação);<br />

• Applications Management (Gerenciamento de Aplicações);<br />

• Security Manager (Gerenciamento de Segurança);<br />

• Information and Communication Technology (ICT) Infrastructure Management<br />

(Gerenciamento da Infraestrutura de TI e de Comunicações);<br />

• Business Perspective (Perspectiva de Negócio);<br />

• Software Asset Management (Gerenciamento dos Ativos de Software).<br />

Figura 2.1 – Livros que compõem a biblioteca ITIL (OGC)<br />

Posteriormente, em maio de 2007, foi lançada uma atualização sobre a versão 2 de ITIL,<br />

denominada de ITIL v3. A comparação entre ITIL v2 e v3 mostra que os principais processos de<br />

26


ITIL v2 permaneceram na v3, porém, os processos foram revisados e melhorados<br />

(CHIARI,2010).<br />

O novo ciclo de vida dos Serviços, proposto em ITIL v3 e conforme figura 2.2, teve como<br />

foco o melhor entendimento, organizando os processos de uma forma cíclica. Dessa forma, a<br />

versão 2 é substituída por um conjunto de 5 livros:<br />

- Service Strategies (Estratégias de Serviço);<br />

- Service Design (Desenho de Serviço);<br />

- Service Transition (Transição de Serviço);<br />

- Service Operation (Operação de Serviço);<br />

- Continual Service Improvement (Melhoria Contínua de Serviço);<br />

Figura 2.2 – Mapa de ITIL (ITIL, 2007).<br />

27


2.1.1 Gestão de Serviços<br />

A gestão de serviços é uma estrutura de gestão que planeja, monitora e controla a<br />

qualidade do serviço. Seu objetivo é coordenar recursos específicos, técnicos e organizacionais<br />

que agreguem valor ao cliente. Dessa forma é possível obedecer às exigências dos clientes e<br />

empresas, otimizar a qualidade dos serviços prestados e reduzir os custos do serviço a longo<br />

prazo (MAGALÃES E PINHEIRO, 2010).<br />

2.2 Ciclo de Vida de ITIL<br />

A estrutura dos manuais é baseada no ciclo de vida dos serviços. Coube a Estratégia de<br />

serviço ser definida como o eixo de onde gira o ciclo de vida.<br />

Figura 2.3 – Fluxo do Ciclo de vida de ITIL (ITIL, 2007).<br />

Das ações implementadas pelos meios de serviço de Transição, Operação e Desenho, são<br />

geradas ações de melhorias que refletem o aprendizado contínuo (melhoria contínua) e ajudam a<br />

melhorar os projetos com base nos objetivos estratégicos (ITIL, 2007).<br />

Para QUEIROZ (2009), o ciclo de vida de serviços de TI é dividido em 3 partes:<br />

28


- Análise de requisitos e definição inicial, composto pelos livros de Service Strategy e<br />

Service Design. Nele são definidos os requisitos do negócio e planejados os resultados esperados,<br />

além da disponibilidade do serviço;<br />

- Migração para o ambiente de produção, composto pelo livro de Service Transition.<br />

Durante a implementação de um novo sistema ou alteração de um sistema já existente, tem-se a<br />

responsabilidade de testar, acompanhar e validar a implementação.<br />

- Operação e melhoria em produção, composto pelos livros de Service Operation e<br />

Continual Service Improvement. É responsável por manter a disponibilidade dos serviços, para<br />

alcançar os resultados esperados e identificar alguma oportunidade de melhoria nos serviços,<br />

respectivamente.<br />

Figura 2.4 – Ciclo de Vida de Serviços de TI (QUEIROZ, 2009).<br />

29


2.3 Serviço<br />

Segundo o dicionário (AURÉLIO, 2008), o termo serviço pode ser definido como o<br />

desempenho de uma função obrigatória ou necessária. Para a área de TI é possível dizer que um<br />

serviço é um componente (físico ou virtual) fornecido como suporte para um ou mais processos.<br />

Para facilitar o entendimento, um sistema contábil utiliza uma base PostgreSQL e rede. O<br />

banco PostgreSQL e a rede são serviços que atuam como suporte para que o sistema contábil<br />

funcione normalmente.<br />

Queiroz (2009) define serviço de TI como “um meio para entregar valor aos clientes,<br />

propiciando os resultados que eles queiram alcançar sem que eles tenham que assumir custos e<br />

riscos específicos”.<br />

2.4 Processo<br />

Magalhães e Pinheiro (2010) afirmam em seu livro "Gerenciamento de Serviços de TI na<br />

Prática" que processo é uma série de ações, atividades, mudanças, etc., conectadas entre si e<br />

realizadas por agentes com o fim de satisfazer um propósito ou alcançar uma meta.<br />

Ainda, segundo os mesmos, os processos são o mais alto nível de definição de atividades<br />

de uma organização. Os procedimentos são mais detalhados e descrevem exatamente o que deve<br />

ser executado em determinada atividade do processo.<br />

Figura 2.5 – Processo (MAGALHÃES E PINHEIRO, 2010).<br />

30


2.5 Central de Atendimento<br />

A central de atendimento será fundamental para a implementação do Gerenciamento dos<br />

Serviços de TI e ao contrário do que se pensa, ela não é um processo e sim uma função. Muitos<br />

pensam que a central é um ponto de suporte aos usuários, mas mais que isso, a Central de<br />

Serviços é a interface principal de operação entre a área de TI e os usuários dos seus serviços. Ela<br />

é responsável pelo atendimento preliminar, desde um esclarecimento sobre serviços, solicitação<br />

de serviço, até para informar a ocorrência de um erro no serviço (ARRUDA, 2010).<br />

2.5.1 Atribuições<br />

Com a implantação da central de serviços, podemos dividir a área de suporte, da área<br />

responsável pela solução dos problemas e desenvolvimento. Com essa mudança, acredita-se que<br />

o usuário tenha o benefício de um suporte com agilidade e qualidade, proporcionando também, o<br />

aumento de produtividade da área técnica que não terá o seu trabalho interrompido com<br />

chamadas diretas dos usuários (somente se a central não conseguir solucionar o problema).<br />

A central de serviços é considerada uma evolução em relação ao help desk devido à<br />

unificação do suporte em primeiro nível, ou seja, cabe à central tratar todas as solicitações<br />

relacionadas aos serviços prestados pela área de TI. No help desk existiam vários atendentes de<br />

diferentes níveis, fazendo com que o usuário do serviço passasse por vários níveis de atendimento<br />

sem ter o problema solucionado (MAGALHÃES E PINHEIRO, 2010).<br />

2.5.2 Objetivos<br />

Para Arruda (2010), são objetivos da central:<br />

• Minimizar os contatos dos usuários com a área técnica, concluindo os chamados<br />

num primeiro nível de suporte;<br />

• Utilizando a informação como ferramenta (base de erros conhecidos e base de<br />

conhecimento), é de responsabilidade da central ,restaurar os serviços o mais breve<br />

possível;<br />

• Conhecer o negócio, para saber o impacto causado por cada serviço prestado pela<br />

área;<br />

31


2.5.3 Atividades<br />

• Manter o usuário abastecido com informações sobre o agendamento das mudanças<br />

e sobre o restabelecimento do funcionamento do serviço;<br />

• Acompanhar o incidente durante o seu ciclo de vida e deixar o usuário<br />

devidamente informado sobre a solução (provisória ou definitiva).<br />

As seguintes atividades são definidas (MAGALHÃES E PINHEIRO, 2010):<br />

2.5.4 Estrutura<br />

• Receber e armazenas todos os contatos dos usuários;<br />

• Acompanhar os pedidos e reclamações;<br />

• Gerar uma avaliação inicial de todos os incidentes comunicados;<br />

• Realizar o suporte de primeiro nível;<br />

• Encaminhar para a área técnica (segundo nível de suporte) os incidentes não<br />

solucionados, obedecendo os níveis de serviços estabelecidos (SLA).<br />

• Monitorar os atendimentos e escalar de acordo com os níveis estabelecidos;<br />

• Informar os usuários sobre o status do incidente e comunicar a evolução do<br />

atendimento;<br />

• Identificar a necessidade de treinamento dos usuários;<br />

• Gerar informações gerenciais;<br />

• Ajudar na identificação de problemas.<br />

Como a empresa é situada em apenas uma cidade e não possui filial, utilizaremos a<br />

estrutura centralizada, onde o objetivo é centralizar todas as solicitações de suporte em um único<br />

local. Com a central de serviços centralizada há um ganho na redução de custos e otimização da<br />

utilização de recursos (ARRUDA, 2010).<br />

32


2.5.5 Implementação<br />

Figura 2.6 - Central de Serviços Centralizada (ARRUDA, 2010).<br />

Seguindo as diretrizes de Magalhães e Pinheiro (2010), o projeto de implantação é<br />

dividido em cinco etapas:<br />

2.5.5.1 Levantamento das informações<br />

Para que a central de serviços tenha sucesso, é necessário que a mesma tenha uma<br />

documentação completa sobre fluxos, scripts e regras de escalonamento para qualquer incidente<br />

ou consultas feitas pelos usuários. Muita informação será complementada durante a execução do<br />

projeto, mas a organização/criação de uma base inicial de conhecimento é fundamental para que<br />

o analista tenha em que se basear e tirar as dúvidas.<br />

O livro de ITIL destaca como fundamental nessa etapa, a definição de categorias de<br />

atendimento, prazos de solução e a estrutura para o Acordo de Nível de Serviço (ANS, ou SLA<br />

em inglês) (MAGALHÃES E PINHEIRO, 2010).<br />

2.5.5.2 Definição de nível de habilidade necessário para manter o processo<br />

Nesta etapa é estipulado o nível de conhecimento necessário para o atendimento. Como a<br />

central será iniciada do princípio, foi optado pela central de serviços básica. À medida que houver<br />

33


uma evolução na base do conhecimento, paralela à evolução da base de dados do sistema, haverá<br />

uma qualificação nos serviços prestados pela central (MAGALHÃES E PINHEIRO, 2010).<br />

2.5.5.3 Definição da forma mais eficaz para atender à demanda<br />

No item 2.5.4 foi definido que a central será implantada de maneira centralizada.<br />

2.5.5.4 Definição dos níveis de serviço<br />

Definiremos os níveis de serviços que serão utilizados para o atendimento, focaremos no<br />

equilíbrio entre desempenho e segurança x custo e na quantidade e custo de recurso x<br />

desempenho/disponibilidade dos serviços (MAGALHÃES E PINHEIRO, 2010):<br />

2.5.5.5 Gerenciamento do resultado<br />

Estabelecer regras para gerenciamento das informações, transformando-as em relatórios<br />

gerenciais. Extrair indicadores de desempenho da equipe técnica e da central de serviços.<br />

2.5.5.6 Problemas Previstos<br />

Foram identificados alguns fatores críticos de sucesso (ARRUDA, 2010):<br />

• Usuários tentarão acesso direto ao técnico responsável pelo serviço antes da<br />

implantação da central;<br />

• Convencer a equipe sobre a importância de um atendimento de qualidade;<br />

• Investir na capacitação da equipe para renovar as tecnologias empregadas;<br />

• Motivação e comprometimento da equipe de atendimento;<br />

• Certificar que toda a equipe de TI participe da definição dos acordos de nível de<br />

serviço (ANS).<br />

• Alocar as pessoas com conhecimento e perfil adequado para a execução das<br />

diferentes tarefas.<br />

34


2.6 Foco do Trabalho sobre ITIL<br />

2.6.1 Gerenciamento de Incidentes<br />

Para Magalhães e Pinheiro (2010), o gerenciamento de incidente tem como objetivo<br />

assegurar que após a ocorrência de um incidente, o serviço de TI afetado tenha seu<br />

funcionamento restaurado o mais breve possível, fazendo com que a indisponibilidade não tenha<br />

impactos sobre o negócio. Para que os serviços sejam restabelecidos o mais breve possível, pode<br />

ser utilizada uma solução de contorno (workaround), que faz com que o serviço afetado retorne<br />

suas funcionalidades, de maneira provisória, reduzindo o impacto do incidente no negócio.<br />

O livro de ITIL (2007) define o incidente como a entrada principal do processo. Essa<br />

entrada deriva, não somente dos usuários, mas também de ferramentas de monitoramento<br />

(infraestrutura) e equipes de operação que podem identificar alguma instabilidade nos serviços.<br />

Figura 2.7 – Entradas e Saídas do processo de Gerenciamento de Incidentes (ARRUDA, 2010).<br />

A central de serviços é o primeiro contato com o usuário e também é responsável por<br />

catalogar/registrar a ocorrência, ela ainda acompanha todo o ciclo de vida do incidente.<br />

Monitorando o estado e o progresso do incidente, tendo a responsabilidade de manter as áreas<br />

usuárias dos serviços informadas sobre a previsão para regularização do serviço. Para falhas ou<br />

35


demora no atendimento do serviço, cabe à central rever os níveis de prioridade e alocação de<br />

recursos para o atendimento a determinado problema.<br />

Para auxiliar a central de atendimento e fazer com que os incidentes sejam atendidos no 1º<br />

nível de suporte, é importante dispor de um BDEC (banco de dados de erros conhecidos), onde se<br />

encontra um histórico de erros já conhecidos e que podem auxiliar a central na solução do<br />

incidente o mais breve possível, evitando o escalonamento para o segundo nível.<br />

2.6.1.1 Objetivos<br />

Incidentes:<br />

ARRUDA (2010) lista alguns dos principais objetivos do processo de Gerenciamento de<br />

• Resolver o incidente o mais breve possível, devolvendo a operabilidade do sistema<br />

(mesmo que seja provisório) ao usuário, respeitando a ANS;<br />

• Diminuir o impacto causado pelo incidente sobre o negócio;<br />

• Manter o usuário informado sobre o estado do incidente/ serviço;<br />

• A partir de um incidente, ter a capacidade de identificar as causas e se este pode<br />

tornar a acontecer.<br />

2.6.1.2 Solicitação de Serviço<br />

É o pedido de informação sobre o funcionamento do serviço/sistema ou um pedido de<br />

mudança em algum sistema/serviço. Sendo assim, nem todo chamado feito à central de<br />

atendimento é incidente (MAGALHÃES E PINHEIRO, 2010).<br />

Algumas solicitações:<br />

• Consulta sobre o funcionamento de algum aplicativo;<br />

• Informação sobre aquisição de algum serviço e ou produto de TI;<br />

• Solicitação de adequação da infraestrutura para mudança de layout.<br />

36


2.6.1.3 Erro Conhecido<br />

Identificado a partir de análises realizadas anteriormente como sendo a causa de um<br />

problema. Esses dados já estão armazenados na BDEC e são utilizados para solucionar incidentes<br />

que tenham os mesmos sintomas de outros incidentes já registrados previamente como erro<br />

conhecido (MAGALHÃES E PINHEIRO, 2010).<br />

A BDEC auxilia para que o incidente seja solucionado no primeiro nível de suporte<br />

(central de atendimento). Caso o incidente não tenha registros da BDEC ou não possa ser<br />

resolvido no primeiro nível, é encaminhado ao segundo nível de suporte.<br />

2.6.1.4 Processo<br />

Ao pesquisar a causa do incidente, o responsável pelo primeiro nível de suporte pesquisa<br />

no BDEC algum caso similar ao incidente atual. Ao identificar, deve-se aplicar a solução<br />

definitiva ou de contorno, normalizando o serviço e resolvendo o incidente. Caso não seja<br />

possível resolver, deverá encaminhar ao segundo nível de suporte. Dessa forma, o processo de<br />

gerenciamento de incidente deverá aumentar gradativamente o índice percentual dos incidentes<br />

encerrados no primeiro nível de suporte (MAGALHÃES E PINHEIRO, 2010).<br />

Apesar de diversas atividades a serem realizadas no processo de gerenciamento de<br />

incidente, as principais são:<br />

• Consulta ao BDEC, no objetivo de encontrar ocorrências similares que auxiliem na<br />

solução do incidente (mesmo que seja provisório) em um primeiro nível de<br />

suporte;<br />

• Classificar os incidentes, determinando prioridade a partir de uma análise de<br />

urgência x impacto do incidente;<br />

• Encerrar o incidente e restaurar o serviço de TI.<br />

37


2.6.1.5 Ciclo de Vida<br />

Um incidente pode ter diversos estados durante a sua vida. Dessa forma, pode-se auxiliar a<br />

central na previsão de normalização do serviço. A tabela de MAGALHÃES E PINHEIRO (2007)<br />

apresenta uma proposta de ciclo de vida.<br />

Estado Descrição<br />

Novo Ao ser registrado, o incidente assume o estado de "NOVO".<br />

Após uma primeira análise e a classificação em relação à sua prioridade, o<br />

Aceite incidente passa ao estado de "ACEITO".<br />

O incidente aceito está "PROGRAMA<strong>DO</strong>" para atendimento, ou seja,<br />

encontra-se na fila de atendimento, esperando a definição de um analista para<br />

Programado execução do atendimento<br />

Atribuído O incidente já foi atribuído a um técnico responsável.<br />

Em andamento O trabalho de investigação e diagnóstico da causa do incidente já foi iniciado.<br />

O trabalho de investigação e diagnóstico da causa do incidente foi<br />

Em espera interrompido.<br />

A solução permanente ou de contorno foi implementada e o serviço de TI<br />

Resolvido afetado, restabelecido.<br />

A equipe de Central de Serviços contatou o usuário que comunicou o<br />

Encerrado incidente e obteve a confirmação da restauração do serviço de TI.<br />

Figura 2.8 – Ciclo de vida de um incidente (MAGALHÃES E PINHEIRO, 2010).<br />

2.6.1.6 Escalonamento<br />

Para Magalhães e Pinheiro (2010), o escalonamento visa à solução de um incidente no<br />

menor tempo possível, disponibilizando conhecimento (escalonamento horizontal) e recursos<br />

necessários (escalonamento vertical).<br />

No escalonamento horizontal, o incidente é tratado primeiramente pela central de serviços,<br />

responsável pelo atendimento em primeiro nível. Tendo como premissa que a solução é<br />

desconhecida (não se encontra no BDEC), ou não seja possível determinar a causa do incidente,<br />

passa-se para o atendimento em segundo nível e assim sucessivamente, conforme figura.<br />

38


Figura 2.9 – Escalonamento de Incidentes (MAGALHÃES E PINHEIRO, 2010).<br />

O escalonamento vertical consome um nível maior de suporte, mas também consome<br />

dinheiro e recursos, com o objetivo de resolver o incidente o mais breve possível. Também serve<br />

para suprir uma falha no processo do escalonamento horizontal (MAGALHÃES E PINHEIRO,<br />

2010).<br />

O monitoramento do progresso dos escalonamentos é fundamental para identificar<br />

possíveis erros de processo e para identificar possíveis melhorias no processo.<br />

2.6.1.7 Relatório de Gestão<br />

Kaplan e Norton (1997) escreverem em seu livro que “o que não é medido não é<br />

gerenciado”. Seguindo essa linha de raciocínio, por exemplo, ao acompar o processo de<br />

gerenciamento de incidentes, será possível gerar relatórios que auxiliem uma análise sobre carga<br />

de trabalho prevista e quantidade de itens de configuração sob gerenciamento.<br />

Magalhães e Pinheiro (2010) apresenta uma proposta de estrutura para o relatório de<br />

gestão do processo de gerenciamento de incidentes, a qual pode ser reduzida ou ampliada de<br />

acordo com a necessidade de cada organização:<br />

39


• Volume de atendimentos realizados;<br />

• Distribuição dos incidentes por serviço, prioridade, etc.;<br />

• Distribuição dos incidentes por área usuária;<br />

• Necessidade de capacitação e atualização da equipe de suporte;<br />

• Percepção de satisfação das áreas usuárias com atendimentos realizados;<br />

• Desempenho dos fornecedores de tecnologias empregadas nos serviços de TI;<br />

• Informação sobre o acumulo de trabalho (incidentes não atendidos);<br />

• Número de incidentes atendidos, sem a confirmação do usuário;<br />

• Informação sobre atrasos ocorridos na execução do atendimento dos incidentes,<br />

detalhando a causa e a solução implementada.<br />

2.6.1.8 Dificuldades Previstas<br />

A implementação dos processos baseados nas melhores práticas reunidas na ITIL depende<br />

da mudança proposta e incorporada pela área de TI. Portanto, é necessário focar em alguns itens<br />

fundamentais para o sucesso da iniciativa (MAGALHÃES E PINHEIRO, 2010);<br />

• Clareza em relação a necessidades do negócio;<br />

• Alocação de recursos com conhecimento suficiente e perfil adequado para<br />

desempenhar tais tarefas;<br />

• Motivação e comprometimento da equipe de suporte;<br />

• Definição detalhada dos objetivos e responsabilidades;<br />

• Disponibilização de ferramenta que automatize o processo.<br />

2.6.1.9 Avaliação de Performance<br />

ARRUDA (2010) sugere alguns indicadores de performance, para avaliar o processo:<br />

• Número total de incidentes (segmentar por área de negócio);<br />

• Tempo médio para reparo;<br />

• Incidentes resolvidos por nível de serviço;<br />

• Redução do tempo médio de solução;<br />

40


• Incidentes resolvidos com a Base de Conhecimento (incidentes conhecidos e erros<br />

conhecidos).<br />

2.6.2 Gerenciamento de Problema<br />

Todos os dias, vários chamados são feitos para a área de TI solucionar problemas em<br />

sistemas ou sobre o mau funcionamento de hardware e softwares proprietários, o que acaba<br />

sobrecarregando a equipe de suporte e por vezes, até gerando gargalo na área. Por isso, é possível<br />

que muito dos problemas sejam tratados de forma provisória, fazendo com que o sistema seja<br />

restabelecido o mais rápido possível, para evitar a pressão dos usuários (OGC, 2010).<br />

A partir da solução provisória, a área de suporte assume o risco de reincidência, alocando<br />

novamente recursos e tempo da equipe de suporte para solução. Como a equipe de suporte quase<br />

nunca tem tempo, o incidente acaba sendo “varrido para baixo do tapete”.<br />

Para solucionar esse problema, é usado o processo de Gerenciamento de Incidentes, onde<br />

as causas não identificadas (desconsiderando os erros conhecidos) estarão catalogadas,<br />

permitindo uma análise e posterior correção, para que o incidente não torne a acontecer. Para<br />

facilitar o entendimento, pode-se considerar que um incidente tenha causa e efeito. A causa é o<br />

que motiva o erro e o efeito é o sintoma. Quando somente o efeito de um incidente é tratado,<br />

denomina-se solução de contorno (responsabilidade do gerenciamento de incidentes) e quando a<br />

causa é tratada, denomina-se solução definitiva (ARRUDA. 2010).<br />

Ter o alinhamento entre o Gerenciamento de Problema e Gerenciamento de Mudança é<br />

muito importante, pois a partir da descoberta da solução definitiva é feita uma análise dos riscos<br />

sobre o serviço, antecedendo a implementação da mudança. A análise dos riscos antes da<br />

implementação da solução do problema previne que outros incidentes possam surgir, causando<br />

um impacto ao usuário que sofrerá com a indisponibilidade de algum serviço.<br />

2.6.2.1 Objetivo<br />

Foram identificados por Arruda (2010), os objetivos principais do processo de<br />

Gerenciamento de Problemas. São eles:<br />

41


• Reduzir os problemas e incidentes com erros conhecidos de modo que não impacte<br />

sobre o negócio;<br />

• Tratar pro ativamente os problemas e incidentes, de forma que não sejam<br />

recorrentes;<br />

• Reduzir o número geral de incidentes;<br />

2.6.2.2 Exemplo de Aplicação<br />

De maneira bem detalhada e clara, Magalhães e Pinheiro (2010) exemplificam o<br />

Gerenciamento de Problema, baseado em fatos ocorridos em uma empresa de grande porte:<br />

- Existe um problema em um serviço de TI que causa 50 incidentes por semana;<br />

- O tempo médio para solução desses incidentes é de 30 minutos;<br />

- Isso quer dizer que:<br />

• A equipe de suporte gasta 25 horas semanais para atender aos incidentes decorrentes<br />

de um problema não resolvido;<br />

• 50 vezes por semana há um usuário que é afetado por um dos incidentes;<br />

• Provavelmente, durante a solução do problema o usuário vai tomar café, tendo um<br />

gasto adicional de 15 minutos;<br />

• 50 vezes por semana o usuário perde em torno de 45 minutos de produtividade;<br />

• 38 horas por semana de falta de produtividade impactam o negócio, devido aos<br />

efeitos de um problema com causa não identificada.<br />

Dessa forma, podemos considerar que a empresa precisa de um funcionário extra para<br />

manter a produtividade, supondo que a mesma tenha jornada de trabalho de 40 horas semanais.<br />

2.6.2.3 Processo<br />

A partir da relação entre incidentes, problemas e erros conhecidos, é feita uma análise com<br />

o intuito de identificar a “causa raiz” do problema. Para todo o incidente sem solução definitiva é<br />

emitido um aviso para a área de gerenciamento de problemas. De acordo com o impacto e<br />

42


importância do serviço afetado, é criado um novo registro de problema, na tentativa de evitar que<br />

o problema seja reincidente (ARRUDA, 2010).<br />

Figura 2.10 – Entradas e saídas principais do processo (ARRUDA, 2010).<br />

Ao contrário do gerenciamento de incidentes, cujo objetivo é restabelecer o serviço da<br />

maneira mais rápida possível, o objetivo do gerenciamento de problemas é evitar que incidentes<br />

reincidam sobre o negócio.<br />

2.6.2.4 Ciclo de Vida<br />

Um problema poderá ser registrado por qualquer membro da equipe de TI. O problema<br />

poderá ser identificado pela central de atendimento devido à reincidência do mesmo, ou pela área<br />

especialista (inclui gerência), que avaliou que o incidente pode ter um alto impacto sobre o<br />

negócio.<br />

Quando a causa do problema é identificada, altera-se o status para “Resolvido” e é feito o<br />

registro do que foi feito para solucionar o mesmo. Se a solução do problema não é atingida, é<br />

cancelado o registro do problema.<br />

43


Após o responsável identificar a solução do problema, é feita uma análise sobre esse item<br />

de configuração. Se após análise ficar evidenciado que o problema não foi solucionado, o status é<br />

alterado para “Rejeitado” e o processo é direcionado ao início do ciclo de vida. Identificada a<br />

solução após a análise, o status do chamado é alterado para “Fechado”. A imagem 4.5 representa<br />

o diagrama do ciclo de vida (MAGALHÃES E PINHEIRO, 2010).<br />

Figura 2.11 – Ciclo de vida de um problema (MAGALHÃES E PINHEIRO, 2010).<br />

2.6.2.5 Método para Solução de Problema<br />

Quando um problema é identificado, deve-se primeiramente encontrar a “causa raiz”, para<br />

em seguida tratá-lo de tal forma que o mesmo seja eliminado. O livro de Operação de Serviços<br />

indica algumas ferramentas da área de gestão da qualidade para identificar a “causa raiz” dos<br />

problemas (ITIL, 2007).<br />

2.6.2.5.1 Diagrama de Ishikawa<br />

Essa ferramenta foi criada em 1943 pelo engenheiro químico Kaoru Ishikawa, conforme<br />

exemplo da imagem 4.6, também é conhecida como “Diagrama de Causa e Efeito”, “Espinha de<br />

Peixe” e “Diagrama 6M”. Ela é utilizada para determinar as causas do problema. Segundo Rigoni<br />

44


(2009), Ishikawa propôs uma divisão baseada em 6M’s, ou seja, as causas do problema podem<br />

ser originadas da mão de obra, material, meio ambiente, método, máquina e medida. Para cada<br />

um dos ambientes dos 6M’s é feito um Brainstorming de causas possíveis, até a identificação da<br />

“causa raiz” (RIGONI, 2009).<br />

Figura 2.12 – Exemplo (com 5M’s) do diagrama de Ishikawa (RIGONI, 2009).<br />

2.6.2.5.2 Análise de Krepner e Tregoe<br />

Foi desenvolvido na década de 50 por Charles Kepner e Benjamin Tregoe. Da análise<br />

compõem-se três processos (RIGONI, 2009):<br />

• Análise do problema (identificação da causa do problema);<br />

• Análise da Decisão (escolha de uma solução para o problema);<br />

• Análise de Problema Potencial (planejamento da implantação da solução);<br />

2.6.2.6 Relatório de Gestão<br />

Da mesma forma que ocorre em todos os processos da área de TI, o Gerenciamento de<br />

Problemas precisa de um acompanhamento da gerência. Os relatórios servem para a gerência<br />

45


avaliar a equipe e também para direcionar a atuação da equipe em relação aos impactos e<br />

severidade de algum problema, bem como uma nova estrutura na definição dos níveis de suporte.<br />

São indicados alguns itens que auxiliam na gestão (MAGALHÃES E PINHEIRO, 2010):<br />

• Quantidade de atendimentos total e segmentado por serviço, impacto e status;<br />

• Comparar a demanda com meses anteriores;<br />

• Soluções proativas x reativas;<br />

• Incidentes atendidos por problema solucionado;<br />

• Indicador de custo/mês e custo por problema;<br />

• Indicador individual da equipe;<br />

• Problemas não atendidos;<br />

• Taxa de conversão (problemas solucionados x problemas gerados).<br />

2.6.2.7 Dificuldade Prevista<br />

O Gerenciamento de Problemas tem uma relação diretamente ligada ao Gerenciamento de<br />

Mudanças e ao Gerenciamento de Incidentes. Esse relacionamento é fundamental para o sucesso,<br />

mas alguns fatores também são importantes (ARRUDA, 2010 e MAGALHÃES E PINHEIRO,<br />

2010):<br />

• Ter uma equipe treinada e capacitada para solucionar os problemas;<br />

• Alimentar sempre que necessário o BDEC;<br />

• Avaliar corretamente o impacto do problema sobre o negócio;<br />

• Garantir que a informação originada dos incidentes seja completa e de qualidade.<br />

2.6.3 Gerenciamento de Mudança<br />

Mudança é o processo de mover-se de um estado definido a outro (MENDES, 2011).<br />

Como qualquer coisa da vida, mais cedo ou mais tarde será necessária uma mudança. Para<br />

os sistemas de informação e tecnologias então, é necessário ter um fluxo de mudanças que<br />

atendam as novas tendências. No gerenciamento de mudanças de ITIL está programado um<br />

46


tempo considerável, para que as mudanças passem pelos seguintes processos (CLEMENTI,<br />

2006):<br />

• Análise e estimativa sobre o impacto que a mudança pode causar no negócio;<br />

• A partir dos problemas identificados, estabelecer mudanças para solucioná-los;<br />

• Inovações tecnológicas e ideias que beneficiem o negócio também geram<br />

mudanças.<br />

Tais medidas são necessárias devido ao nível de criticidade da área de TI sobre as<br />

operações, originadas da importância da área dentro do negócio. Motivada pela evolução do<br />

negócio, cabe a TI acompanhar a tendência, melhorando a capacidade dos serviços,<br />

implementando melhorias nos sistemas e atualizando as políticas de segurança.<br />

Segundo uma pesquisa do Instituto Gartner, 80% dos problemas de indisponibilidade dos<br />

serviços de TI foram ocasionados devido a falhas de procedimento, ingerência sobre mudanças e<br />

sistemas ou atualizações mal testadas, que resultavam em uma sobrecarga nos servidores. O<br />

gerenciamento de mudanças proposto por ITIL sugere que antes de trabalhar para solucionar o<br />

problema, o mesmo seja analisado e testado, para então ser implementado no ambiente de<br />

produção (ARRUDA, 2010).<br />

2.6.3.1 Objetivos<br />

Este processo tem como objetivo controlar todas as mudanças, na tentativa de minimizar<br />

os impactos negativos sobe o negócio. Para isso, visa canalizar a aprovação e acompanhamento<br />

da mudança, garantindo que a área de TI e os serviços mantenham o alinhamento com os<br />

requisitos do negócio.<br />

Para Arruda (2010), podemos separar os objetivos deste processo nos seguintes itens:<br />

• Assegurar que os métodos padronizados estão sendo usados para o tratamento<br />

eficiente de todas as mudanças, reduzindo seus riscos e impactos;<br />

• Minimizar incidentes relacionados com as mudanças;<br />

47


2.6.3.2 Processo<br />

• Balanço entre necessidade e impacto;<br />

Ao contrário do que se imagina, este processo não é responsável pela implementação ou<br />

execução das mudanças. Cabe ao processo, somente a decisão e o gerenciamento das mudanças,<br />

para que a implantação tenha a eficiência e eficácia necessária, sem correr riscos ou traumas por<br />

uma implantação mal planejada. A execução e implementação serão de responsabilidade da<br />

equipe técnica da área.<br />

mudanças:<br />

É proposta por Magalhães e Pinheiro (2010), uma proposta para tratamento de 3 tipos de<br />

• Mudança padrão: Deve ser documentada, mas não apresenta risco para a área de<br />

TI. Pode-se exemplificar a atualização de hardware e software na estação de<br />

trabalho, a configuração de firewall e alteração no banco de dados.<br />

• Mudança normal: Destinada a projetos que alterem a infraestrutura de TI. Esse tipo<br />

de mudança pode ter um impacto sobre os serviços disponíveis ao usuário. Como<br />

exemplo, podemos utilizar a atualização da versão de algum sistema.<br />

• Mudança emergencial: É uma mudança já prevista, mas devido à severidade e<br />

2.6.3.3 Benefício Proposto<br />

impacto, necessita ser implementada em caráter de urgência. Um exemplo é<br />

alguma alteração da legislação, onde a não implantação pode acarretar em multa.<br />

A vantagem mais evidente sobre o Gerenciamento de Mudanças é a facilidade de fazer<br />

mudanças de maneira organizada, minimizando os impactos negativos sobre o negócio e evitando<br />

que incidentes sejam originados da mesma.<br />

Os principais benefícios do Gerenciamento de Mudanças são (ARRUDA, 2010):<br />

• Melhor alinhamento dos serviços de TI com o negócio;<br />

• Aumento da visibilidade dentro da mudança. Têm-se um controle maior sobre a<br />

execução;<br />

48


• Redução de impacto negativo da mudança;<br />

• Melhor avaliação do custo da mudança<br />

• Habilidade para absorver um volume maior de mudanças.<br />

2.6.3.4 Relatório de Gestão<br />

Para avaliar o gerenciamento de mudanças, devem ser colocados a disposição alguns<br />

relatórios que transpareçam as atividades desempenhadas pela área. Magalhães e Pinheiro (2010)<br />

indicam uma análise sobre o monitoramento do progresso das mudanças, auditorias de<br />

atendimento e um planejamento das atividades futuras. E ainda propõem uma estrutura para o<br />

relatório, que pode ser customizada de acordo com a necessidade de cada negócio, tendo os<br />

seguintes itens:<br />

• Volume de mudanças realizadas;<br />

• Distribuição das mudanças por área usuária;<br />

• Informação sobre o crescimento da demanda;<br />

• Identificação da satisfação dos usuários com as mudanças;<br />

• Informação sobre a quantidade de mudanças implementadas, separadas por tipo de<br />

mudanças (padrão, normal e emergencial);<br />

• Mudanças pendentes para implementação;<br />

• Quantidade de mudanças solicitadas e consideradas inviáveis.<br />

2.6.3.5 Dificuldades Previstas<br />

Apesar dos benefícios evidentes, também existem problemas que precisam ser<br />

enfrentados. A burocracia necessária, mesmo em mudanças simples, aliada a falta de treinamento<br />

da equipe e a falta de autoridade do responsável pelo processo podem afetar a credibilidade e<br />

incentivar o uso incorreto dos serviços, onde é mais fácil “burlar” o sistema, do que aguardar uma<br />

alteração no mesmo (MAGALHÃES E PINHEIRO, 2010).<br />

Dentre outros problemas, Arruda (2010) citou:<br />

• Falta de informação para análise de risco;<br />

49


• Falta de ferramenta integrada aos demais processos.<br />

• Falta de comprometimento da equipe. Se não houver o entendimento dos<br />

benefícios do processo, pode ocorrer um boicote da área por achar muito<br />

burocrático.<br />

• Priorização de todas as mudanças. Para toda a mudança deve haver uma análise de<br />

impacto sobre o negócio, para que sejam definidas as prioridades.<br />

2.7 Ferramentas para Desenvolvimento<br />

2.7.1 Scriptcase<br />

Para o desenvolvimento do sistema, será utilizada uma ferramenta case chamada<br />

Scriptcase. Essa ferramenta visa auxiliar o desenvolvimento e maximizar a produtividade da<br />

equipe de desenvolvimento. O fabricante define o Scriptcase como um ambiente de<br />

desenvolvimento de aplicações WEB (consultas, relatórios, formulários e menus), baseado em<br />

banco de dados. A facilidade de manuseio, rapidez na criação de aplicações e inúmeros recursos<br />

de programação são características diferenciais do Scriptcase.<br />

O funcionamento do Scriptcase está condicionado a um servidor web e pode ser acessado<br />

via internet/ intranet, sendo a portabilidade outro diferencial. O único requisito para utilização da<br />

ferramenta é o conhecimento básico de SQL, mas quanto mais conhecimento em SQL, PHP e<br />

Javascript, mais pode-se explorar a ferramenta.<br />

Como resultado do desenvolvimento, o Scriptcase gera os programas fontes em PHP,<br />

Javascript, HTML e AJAX. Os fontes gerados são completamente independentes da ferramenta,<br />

permitindo com que sejam copiados para qualquer servidor WEB. Por ser gratuito, o PHP pode<br />

ser utilizado nos ambientes Windows e Linux. (http://www.scriptcase.com.br)<br />

2.7.2 Mysql<br />

O MySQL será o sistema de gerenciamento de banco de dados. Atualmente o MySQL está<br />

na versão 5.5 e é mantido pela Oracle. Ele é um banco de dados relacional e de distribuição<br />

gratuita, sendo uma boa opção em relação ao custo/ benefício. (http://www.mysql.com)<br />

50


2.7.3 FusionCharts<br />

A ferramenta para exibir gráficos indicadores é a FusionCharts. Essa ferramenta está na<br />

sua terceira versão e tem uma versão light gratuita. A partir de dados formatados em XML ou<br />

JSON, a ferramenta monta os gráficos e os exibe utilizando javascript e Flash.<br />

(http://www.fusioncharts.com/free)<br />

51


3 MODELAGEM <strong>DO</strong> SISTEMA PROPOSTO<br />

3.1 Domínio do Sistema<br />

O sistema de chamados tem como foco, a partir de uma metodologia de centralização de<br />

suporte, documentar todos os contatos feitos pelos usuários e auxiliar a central no atendimento<br />

em primeiro nível de suporte. Sua implantação será sustentada nas melhores práticas de ITIL,<br />

com ênfase no gerenciamento de problemas, gerenciamento de incidentes e no gerenciamento de<br />

mudanças.<br />

3.2 Descrição dos Objetivos<br />

O sistema de chamados visa documentar as requisições e notificações de problemas por<br />

parte dos usuários. A partir de uma intranet local e, munido do seu crachá, o funcionário pode<br />

acessar o sistema utilizando qualquer computador da empresa e informar algum problema nos<br />

serviços de TI, ou requisitar algum serviço.<br />

Caso o chamado seja uma solicitação de serviço, a central avalia a necessidade de<br />

encaminhar para aprovação do gerente, havendo a possibilidade do gerente aprovar ou não a<br />

solicitação. A central também pode recusar alguma solicitação, quando a mesma não atende as<br />

regras de negócio. A solicitação pode ser atendida pela central ou pela equipe técnica.<br />

Outra possibilidade é a notificação de um incidente. O usuário descreve o problema e a<br />

central verifica se já existe alguma solução de contorno, onde se consegue devolver a<br />

operabilidade do serviço de forma rápida. Também, pode-se pressupor que uma restrição do<br />

hardware/ software seja a origem do incidente. Dessa forma, a central pode acessar a base de<br />

52


erros conhecidos e verificar se existe uma forma para retornar a operabilidade do serviço que foi<br />

atingido.<br />

Prevendo a incapacidade de solucionar tal incidente, a central pode encaminhar o chamado<br />

para a área técnica (2º nível de atendimento). O técnico verifica o chamado e avalia se aceita ou<br />

recusa (normalmente, quando outro técnico é responsável pelo sistema). Avaliando os acordos de<br />

nível de serviço e impacto sobre o negócio, cabe ao técnico avaliar se vai dar uma solução de<br />

contorno (disponibilizando o serviço novamente, mas sem solucionar o incidente), ou se<br />

transforma o incidente em problema e soluciona definitivamente o problema (podendo referenciar<br />

outros incidentes com a mesma causa).<br />

Após a solução do chamado (seja solução de contorno ou definitiva), é enviado um aviso<br />

ao usuário afetado, informando sobre a regularização do serviço. Também cabe aos supervisores<br />

da área avaliar os chamados e identificar melhorias e soluções para incidentes frequentes e sem<br />

solução definitiva (encerrados como solução de contorno). Desta forma, emite-se uma solicitação<br />

de mudança.<br />

Na solicitação de mudança é levado em consideração o impacto que a mudança pode ter<br />

sobre o negócio. Nas mudanças de alto impacto, são realizadas algumas reuniões de análise<br />

crítica, onde é avaliada a forma como a mudança será implantada e se ela irá atender a<br />

necessidade. Também é avaliada a necessidade de apoio externo de especialistas. Com isso, são<br />

feitas reuniões para levantamentos de requisitos e aprovação do projeto/orçamento. Para<br />

mudanças mais simples, onde o impacto sobre o negócio é baixo. O especialista avalia a mudança<br />

e apresenta ao responsável, que aprova ou sugere mudanças para sua implantação.<br />

O sistema tem como objetivo registrar as mudanças, avaliar a capacidade da equipe<br />

técnica e principalmente, o foco na melhoria contínua em seus serviços. Para haver harmonia<br />

entre os objetivos, cabe aos supervisores avaliarem as estatísticas e relatórios gerenciais. Muitas<br />

melhorias podem ser identificadas a partir da análise dos relatórios do sistema, cabe aos<br />

responsáveis aproveitá-los da melhor forma possível.<br />

3.3 Lista de Requisitos<br />

1- Cadastro das áreas de suporte<br />

53


2- Definição da central de atendimento<br />

3- Cadastro detalhado dos serviços prestados<br />

4- Abertura do chamado<br />

5- Central define fluxo (solicitação, incidente)<br />

6- Alimentar base de Erros Conhecidos<br />

7- Alimentar base de Incidentes conhecidos<br />

8- Central define atendimento em 2º nível<br />

9- Técnico altera status do chamado de incidente para problema<br />

10- Encerra chamado e envia feedback para usuário<br />

11- Emissão de solicitação de mudança<br />

12- Supervisor aprova projeto e prazo de mudança<br />

13- Relação de mudanças<br />

14- Incidentes/Problemas atendidos na mudança<br />

15- Relação de incidentes emitidos<br />

16- Relação de incidentes por área<br />

17- Relação de incidentes solucionados em 1º nível e 2º nível<br />

18- Relação de problemas<br />

19- Relação de mudança<br />

20- Relação do impacto causado nos incidentes/problemas<br />

21- Relação de solicitações/incidentes/problemas<br />

3.4 Local do Sistema<br />

O sistema será implantado na empresa Bruning Tecnometal SA, situado na rua 25 de<br />

Julho, Bairro Jaciandi, Panambi, RS.<br />

O responsável pelo sistema será o senhor Leandro Castoldi Lopez, tendo como contato<br />

telefônico nº: 55-3376-9000, ramal:9406 e e-mail Leandro@bruning.com.br, nos turnos manhã e<br />

tarde de segunda-feira à sexta-feira.<br />

54


3.5 Processo de Software<br />

O processo utilizado para o desenvolvimento do sistema é o ciclo evolutivo, dessa forma<br />

pode-se desenvolver com rapidez e controlar versões. A implantação será no modelo cascata,<br />

pois se pretende aproveitar a base de dados antiga e a implantação paralela.<br />

3.5.1 Modelo Evolutivo<br />

Segundo ALCÂNTARA (2007), para o modelo evolutivo, o processo é analisado em dois<br />

períodos. O período de exploração e o período de desenvolvimento evolutivo.<br />

O período de exploração identifica os requisitos que o sistema é obrigado a atender. Nesse<br />

período são identificados os requisitos funcionais, o esboço dos objetivos da aplicação, o esboço<br />

da arquitetura e ambiente tecnológico; e é nesse período que é feito o planejamento da fase<br />

evolutiva.<br />

No período de desenvolvimento evolutivo, a construção das classes, responsáveis pela<br />

funcionalidade do sistema é o foco. O ciclo evolutivo formado nesse processo se beneficia da<br />

iteração de cada uma das fases. A fase de especificação é a fase de identificação das classes. A<br />

fase de projeto é a fase que define a arquitetura (das classes e associações). A fase de construção<br />

codifica a classe detalhadamente. A fase de teste verifica e valida à funcionalidade das classes e a<br />

generalização permite a reutilização e outras técnicas.<br />

3.5.2 Modelo Cascata<br />

A implantação do sistema será de forma paralela. Os dados atuais do sistema serão<br />

normalmente usados e os novos dados serão gradativamente incorporados, com o intuito de<br />

comparar os dados antigos com dados gerados na nova estrutura. Dessa forma será possível<br />

comparar se a nova metodologia se torna satisfatória, de acordo com a expectativa<br />

(ALCÂNTARA, 2007).<br />

55


3.6 Arquitetura do Sistema<br />

A arquitetura do sistema será web, ao qual estará disponível em uma intranet local e pode<br />

ser acessada por meio de qualquer computador presente na rede. O desenvolvimento será feito a<br />

partir da ferramenta case chamada ScriptCase que se encontra na versão 5.02. Tal ferramenta<br />

deve ser instalada em um servidor web que pode ser apache ou IIS e necessita de uma versão do<br />

PHP, Zend Optimizer e um banco de dados padrão SQL, sendo o MySQL 5.5 o modelo e versão<br />

selecionados. A ferramenta ScriptCase, após desenvolvimento gera arquivos php, javascript e<br />

html.<br />

3.7 Cenários<br />

Ao se deparar com alguma indisponibilidade de algum serviço, seja por falha ou por não<br />

ter autorização prévia, qualquer funcionário da empresa pode acessar o sistema de chamados e<br />

munido do crachá de identificação, requisitar algum serviço, ou notificar uma falha. Essa<br />

requisição ou notificação é definida como chamado e será canalizada para a central de<br />

atendimento, que a partir da definição da prioridade e impacto do chamado, avalia se tem<br />

condições de responder, ou se encaminha o mesmo para a equipe técnica, definida como segundo<br />

nível de atendimento. A central ou a equipe técnica resolvem o chamado e uma notificação, via<br />

sistema interno de comunicação (SIC), é enviada para o emitente do chamado.<br />

3.7.1 Cenários Primários<br />

• Cadastro da Central e da equipe de técnicos;<br />

• Usuário acessa o sistema através de um navegador web;<br />

• O usuário passa o crachá para acessar o sistema;<br />

• Os dados são checados e acesso é autorizado (nível de usuário ou técnico);<br />

• Técnico cadastra todas as áreas (db tipo) de serviços de TI.<br />

• Técnico cadastra de maneira discriminada (db especificação) os serviços de cada área.<br />

• Usuário emite chamado;<br />

• Central verifica se a requisição é compatível com os serviços de TI;<br />

• Central escala chamados entre solicitação e incidente;<br />

56


• Central encerra chamado;<br />

• Central seleciona especialista para o atendimento em 2º nível;<br />

• Técnico recebe o chamado (incidente) e avalia se responde ou recusa para a central;<br />

• Técnico altera status do chamado para problema;<br />

• Técnico encerra o chamado;<br />

• Central alimenta base de incidentes conhecidos (IC);<br />

• Central alimenta base de erros conhecidos (EC);<br />

• Técnico emite solicitação de mudança;<br />

• Supervisor aprova prazo e projeto;<br />

• Técnico encerra mudança;<br />

3.7.2 Cenários Secundários<br />

• Crachá não encontrado/ Tente novamente;<br />

• Não há chamados pendentes;<br />

• Sistema inoperante/ Tente novamente;<br />

• Banco de dados inoperante / Avisar administrador (DBA);<br />

• Técnico tenta excluir uma das áreas de atendimento com item discriminado relacionado /<br />

Excluir primeiramente todos os subitens;<br />

• Técnico tenta excluir uma das discriminações da área que já foi utilizada em outros<br />

chamados / Impossível excluir item;<br />

3.8 Listagem dos Casos de Uso<br />

1. Cadastro das áreas dos serviços prestados<br />

2. Cadastro do discriminado de cada área;<br />

3. Emissão do chamado;<br />

4. Central define status do problema (solicitação/ incidente);<br />

5. Análise do impacto e prioridade;<br />

6. Autorização da gerência;<br />

7. Cancelar chamado;<br />

57


8. Encaminhar incidente/ solicitação para área técnica;<br />

9. Recusar chamado para central;<br />

10. Exportar solução para base de incidentes conhecidos (IC);<br />

11. Exportar solução para base de erros conhecidos (EC);<br />

12. Técnico muda status de incidente para problema;<br />

13. Notificar usuário sobre chamado (recusado/ encerrado);<br />

14. Encerrar chamado;<br />

15. Emissão de mudança<br />

16. Relacionar incidentes/ problemas com mudanças;<br />

17. Responsável aprova prazo e projeto de mudança;<br />

18. Relação dos incidentes por técnico/central;<br />

19. Relação de solicitações por técnico/central;<br />

20. Relação de problemas por técnico/central;<br />

21. Relação de incidente por área;<br />

22. Relação de solicitações por área;<br />

23. Relação de problemas por área;<br />

24. Relação de Incidentes solucionados/ contornados;<br />

25. Relação de problemas relacionados a incidentes;<br />

26. Relação de incidentes/ problemas afetados por mudanças.<br />

3.9 Projeto Lógico das Tabelas do Sistema<br />

O SGBD utilizado é o Mysql. Por ser gratuito, torna-se uma boa opção custo x benefício.<br />

Abaixo será listado o projeto lógico das tabelas, alocadas na database service_desk.<br />

Os tipos de dados serão considerados na seguinte forma: Numérico, Alfanumérico, Data,<br />

Hora, Lógico, Texto e Arquivo. Será utilizado o InnoDB como padrão de armazenamento das<br />

tabelas.<br />

58


3.9.1 Nome externo: chamado<br />

Chave Atributo Tipo de dado Tamanho Observação<br />

@ id_chamado Numérico 10 Chave Primária<br />

conteudo Texto<br />

data Data<br />

hora Hora<br />

encaminhado Lógico<br />

registro Alfanumérico 20<br />

id_especificacao Numérico 10 Chave Estrangeira<br />

impacto Lógico 1 Chave Estrangeira<br />

urgencia Lógico 1 Chave Estrangeira<br />

anexo Alfanumérico 50<br />

Figura 3.1 - Tabela de abertura de chamado.<br />

3.9.2 Nome externo: chamado_mudança<br />

Chave Atributo Tipo de dado Tamanho Observação<br />

@ id_chamado Numérico 10 Chave Primária<br />

@ id_mudanca Numérico 10 Chave Estrangeira<br />

Figura 3.2 - Tabela de discriminação dos chamados afetados pela mudança<br />

3.9.3 Nome externo: ec_conhecido<br />

Chave Atributo Tipo de dado Tamanho Observação<br />

@ id_incidente Numérico 10 Chave Primária<br />

@ id_especificacao Numérico 10 Chave Estrangeira<br />

Figura 3.3 - Tabela de erros conhecidos.<br />

3.9.4 Nome externo: especificacao<br />

Chave Atributo Tipo de dado Tamanho Observação<br />

@ id_especificacao Numérico 10 Chave Primária<br />

descricao Alfanumérico 30<br />

id_tipo Numérico 10 Chave Estrangeira<br />

Figura 3.4 - Tabela discriminada dos serviços prestados pelo TI.<br />

59


3.9.5 Nome externo: ic_conhecido<br />

Chave Atributo Tipo de dado Tamanho Observação<br />

@ id_incidente Numérico 10 Chave Primária<br />

@ id_especificacao Numérico 10 Chave Estrangeira<br />

Figura 3.5 - Tabela de incidentes conhecidos.<br />

3.9.6 Nome externo: incidente<br />

Chave Atributo Tipo de dado Tamanho Observação<br />

@ id_incidente Numérico 10 Chave Primária<br />

id_chamado Numérico 10 Chave Estrangeira<br />

data_encaminhado Data<br />

hora_encaminhado Hora<br />

solucao Texto<br />

responsavel Alfanumérico 30<br />

data_encerra Data<br />

hora_encerra Hora<br />

texto_recusa Texto<br />

recusado Lógico<br />

contorno Lógico<br />

Figura 3.6 - Tabela de incidentes.<br />

3.9.7 Nome externo: incidente_problema<br />

Chave Atributo Tipo de dado Tamanho Observação<br />

@ id_incidente Numérico 10 Chave Primária<br />

@ id_problema Numérico 10 Chave Estrangeira<br />

Figura 3.7 - Tabela de discriminação dos incidentes transformados em problema.<br />

3.9.8 Nome externo: matriz_prioritaria<br />

Chave Atributo Tipo de dado Tamanho Observação<br />

@ impacto Alfanumérico 1 Chave Primária<br />

@ urgencia Alfanumérico 1 Chave Primária<br />

status Alfanumérico 1<br />

Figura 3.8 - Tabela do Acordo de Nível de serviço (ANS).<br />

60


3.9.9 Nome externo: mudanca<br />

Chave Atributo Tipo de dado Tamanho Observação<br />

@ id_mudanca Numérico 10 Chave Primária<br />

responsavel Alfanumérico 30<br />

prazo Data<br />

data_encerra Data<br />

hora_encerra Hora<br />

descricao Texto<br />

anexo Alfanumérico 20<br />

aprovacao Alfanumérico 1<br />

data_aprovacao Data<br />

3.9.10 Nome externo: problema<br />

Figura 3.9 - Tabela de mudanças.<br />

Chave Atributo Tipo de dado Tamanho Observação<br />

@ id_problema Numérico 10 Chave Primária<br />

id_chamado Numérico 10 Chave Estrangeira<br />

data_encaminhado Data<br />

hora_encaminhado Hora<br />

solucao Texto<br />

responsavel Alfanumérico 50<br />

data_encerra Data<br />

hora_encerra Hora<br />

texto_recusa Texto<br />

recusado Alfanumérico 1<br />

3.9.11 Nome externo: setor<br />

Figura 3.10 - Tabela de problemas.<br />

Chave Atributo Tipo de dado Tamanho Observação<br />

@ id_setor Numérico 10 Chave Primária<br />

descricao Alfanumérico 30<br />

Figura 3.11 - Tabela de setores.<br />

61


3.9.12 Nome externo: solicitacao<br />

Chave Atributo Tipo de dado Tamanho Observação<br />

@ id_solicitacao Numérico 10 Chave Primária<br />

id_chamado Numérico 10 Chave Estrangeira<br />

data_encaminhado Data<br />

hora_encaminhado Hora<br />

solucao Texto<br />

responsavel Alfanumérico 50<br />

data_encerra Data<br />

hora_encerra Hora<br />

aprova_gerente Alfanumérico 1<br />

data_gerente Data<br />

hora_gerente Hora<br />

texto_recusa Texto<br />

recusado Alfanumérico 1<br />

3.9.13 Nome externo: tipo<br />

Figura 3.12 - Tabela de solicitação de serviço.<br />

Chave Atributo Tipo de dado Tamanho Observação<br />

@ id_tipo Numérico 10 Chave Primária<br />

descricao Alfanumérico 30<br />

3.9.14 Nome externo: user<br />

Figura 3.13 - Tabela da área de serviços de TI.<br />

Chave Atributo Tipo de dado Tamanho Observação<br />

@ registro Alfanumérico 20 Chave Primária<br />

id_setor Numérico 10 Chave Estrangeira<br />

nome Alfanumérico 50<br />

nivel Numérico 11<br />

central Alfanumérico 1<br />

Figura 3.14 - Tabela de usuários (equipe técnica) do sistema.<br />

62


3.9.15 Nome externo: responsavel_especificacao<br />

Chave Atributo Tipo de dado Tamanho Observação<br />

@ id_especificacao Numérico 10 Chave Primária<br />

@ Registro Alfanumérico 20 Chave Estrangeira<br />

Principal Alfanumérico 1<br />

3.10 Diagrama de Casos de Uso<br />

Figura 3.15 - Tabela de responsável por área de serviço.<br />

Neste item é feita a diagramalização da integração de todos os casos de uso.<br />

3.10.1 Caso de Uso<br />

Figura 3.16 – Diagrama de Caso de Uso do sistema de chamados.<br />

O Caso de Uso mostrado tem o objetivo de revelar o funcionamento do sistema proposto.<br />

Os momentos principais são a abertura de chamado e a emissão de mudança. Segue o<br />

detalhamento do diagrama.<br />

63


acesso);<br />

Atores<br />

- TI (composto pelos técnicos, central e gerente; estruturados de acordo com o nível de<br />

- Pessoa (qualquer funcionário presente na base de dados da empresa);<br />

- Central<br />

- Técnico<br />

- Gerente<br />

- Usuários<br />

Casos de Uso relacionados<br />

- Cadastrar área dos serviços;<br />

- Cadastrar serviços;<br />

- Cadastrar equipe de TI;<br />

- Definir responsáveis pelos serviços;<br />

- Alimentar EC (erros conhecidos);<br />

- Solucionar chamados;<br />

- Alimentar IC (incidentes conhecidos);<br />

- Regrar matriz prioritária;<br />

- Definir fluxo do chamado;<br />

- Definir impacto/urgência do chamado;<br />

- Encaminhar chamado para 2ª nível de atendimento;<br />

- Notificar conclusão do chamado;<br />

64


- Cancelar chamado;<br />

- Aprovar solicitação;<br />

- Recusar chamado;<br />

- Definir chamado como problema;<br />

- Abrir chamado;<br />

- Emitir Mudança;<br />

- Aprovar Mudança.<br />

Pré Condições<br />

- O login deve estar acessível;<br />

- Área e serviço devem estar cadastrados;<br />

- Regras da matriz prioritária devem estar definidas;<br />

Cenários primários<br />

- É feita a leitura do código de barras do crachá para acessar ao sistema;<br />

- A área de TI cadastra as áreas dos serviços disponibilizados pelo TI;<br />

- A área de TI cadastra todos os serviços prestados pelo TI;<br />

- A área de TI define os responsáveis (equipe de TI) pelos serviços;<br />

- O usuário abre um chamado para requisitar algum serviço ou informar sobre algum<br />

problema em um dos serviços;<br />

- Central cancela chamado;<br />

- Central recebe o chamado e define o fluxo do chamado;<br />

- Central destaca técnico para solucionar o chamado;<br />

65


- Técnico recusa chamado que retorna para central;<br />

- Técnico muda o status do chamado para problema;<br />

- Equipe de TI abastece a base de EC (erros conhecidos);<br />

- Equipe de TI abastece a base de IC (Incidentes conhecidos);<br />

- TI soluciona chamado;<br />

- TI emite mudança;<br />

- Gerente aprova mudança;<br />

- Usuário visualiza chamados (próprios) em aberto;<br />

- TI visualiza chamados em aberto;<br />

- TI visualiza chamados encerrados;<br />

Cenários secundários<br />

- Erro na leitura do crachá/ Passe o crachá novamente;<br />

- Não há chamados em aberto/ Desejas abrir novo chamado?<br />

- Central tenta cancelar chamado sem explicar/ É necessário preencher o motivo do<br />

cancelamento do chamado;<br />

do chamado;<br />

- Técnico tenta recusar chamado sem explicar/ É necessário preencher o motivo da recusa<br />

- TI tenta encerrar chamado sem preencher a solução/ É necessário preencher a solução do<br />

chamado para esclarecimentos ao usuário;<br />

- O sistema está inoperante/ Entre em contato com a Central de Atendimento;<br />

- O banco de dados está inoperante/ Entre em contato com a Central de Atendimento.<br />

66


3.11 Diagrama de Classe<br />

Figura 3.17 – Diagrama de Classe.<br />

67


3.12 Diagrama de Estado<br />

3.12.1.1 Diagrama de Estado da Abertura de Chamado<br />

Figura 3.18 – Diagrama de estado da abertura de chamado.<br />

68


3.12.2 Diagrama de Estado de Mudança<br />

Figura 3.19 – Diagrama de estado da Mudança.<br />

69


3.13 Relação de Programas a serem desenvolvidos<br />

Relação dos programas de entrada no sistema<br />

3.13.1 Programas de Cadastro:<br />

FrmUser – Cadastro de Usuários<br />

FrmArea – Cadastro das Áreas de Serviço<br />

FrmServico – Cadastro dos Serviço de TI<br />

FrmMudanca – Emissão de Mudança<br />

FrmChamado – Abertura de Chamado<br />

FrmIC – Incidentes Conhecidos<br />

FrmEC – Erros Conhecidos<br />

3.13.2 Programas de Consultas:<br />

GridIncidentes – Consulta de Incidentes em Aberto<br />

GridProblemas – Consulta de Problemas em Aberto<br />

GridSolicitacao – Consulta de Solicitações em Aberto<br />

GridMudanca – Consulta de Mudanças em Aberto<br />

GridIC – Consulta de Incidentes Conhecidos<br />

GridEC – Consulta de Erros Conhecidos<br />

SearchIncidentes – Consulta de Incidentes Concluídos<br />

SearchProblemas – Consulta de Problemas Concluídos<br />

SearchSolicitacao – Consulta de Solicitações Concluídos<br />

SearchMudanca – Consulta de Mudanças Concluídos<br />

3.13.3 Programas de Relatórios/ Indicadores:<br />

GraphIncidente – Indicador dos Incidentes<br />

GraphProblema – Indicador dos Problemas<br />

GraphSolicitacoes – Indicador das Solicitações<br />

70


GraphMudança – Indicador das Mudanças<br />

GraphNivel – Indicador dos níveis de Suporte<br />

GraphPrioridade – Indicador da Prioridade dos Chamados<br />

GraphChamados – Indicador Geral dos Chamados<br />

3.14 Projetos de Entrada (Cadastros) e Saídas (Relatórios)<br />

3.14.1 Tela de Login<br />

3.14.2 Tela de Abertura de Chamado<br />

Figura 3.20 – Tela de Login.<br />

Figura 3.21 – Abertura de Chamados<br />

71


3.14.3 Definição de Fluxo (Solicitação ou Incidente)<br />

Figura 3.22 – Definição do Fluxo do Chamado (Solicitação ou Incidente).<br />

3.14.4 Responsáveis pelos Serviços<br />

Figura 3.23 – Responsáveis pelo serviço.<br />

72


3.14.5 Matriz Prioritária<br />

Figura 3.24 – Matriz de Prioridades (Impacto x Urgência).<br />

73


4 RESULTA<strong>DO</strong>S DA IMPLANTAÇÃO DA CE CENTRAL NTRAL DE ATENDIMENTO E<br />

SISTEMA DE CHAMA<strong>DO</strong>S<br />

Com dois meses de utilização do sistema e considerando o primeiro mês, mês como operíodo<br />

de mudança de processo e implantação do sistema, serão apresentados os resultados de<br />

07/10/2011 e 07/11/2011. Preliminarmente, pode-se pode se dizer que os resultados obtidos foram<br />

satisfatórios, tendo em vista que a a implantação implantação é recente recente e a base de conhecimento conhecimento (erros<br />

conhecidos e incidentes conhecidos) ainda está sendo abastec abastecida.<br />

No No referido referido período período foram abertos abertos 1157 1157 (mil (mil cento e e ciquenta e e sete) sete) chamados, chamados, sendo<br />

estes divididos nas seguintes áreas.<br />

Figura 4.1 – Chamados Abertos no Período.<br />

74


Desse Desse total, 1125 1125 (mil cento e vinte e cinco) chamados foram encerrados nesse período.<br />

Aproximadamente 61% eram incidentes, 37% de solicitações, 0,5% de problemas e<br />

aproximadamente 1,5% do total foi recusado. Detalhes na figura abaixo (figura 4.2):<br />

Figura 4.2 – Chamados encerrados no período (por tipo).<br />

De todos os chamados encerrados encerrados, 49,5% % foram encerrados pela central de atendimento<br />

(primeiro nível), sobrando obrando 50, 50,5% para o atendimento em segundo nível (definido como técnicos).<br />

Conforme figura 4.3:<br />

Figura 4.3 – Nível de atendimento por chamado.<br />

75


No gráfico seguinte é mostrada a solução dos chamados e o nível de atendimento<br />

destinado. O quantitativo do gráfico está segmentado em solicitação, incidente e problema. Pelo<br />

tamanho dos pilares, pode-se notar que o número de atendimentos entre primeiro e segundo nível<br />

de suporte é próximo. Também pode-se deduzir que os problemas são resolvidos apenas pelo<br />

suporte em segundo nível.<br />

Figura 4.4 – Chamados por nível de suporte.<br />

Uma melhoria a ser feita no sistema, é em relação à definição da área e serviço<br />

selecionados no chamado. Conforme a imagem abaixo (Figura 4.5), dando sequência ao gráfico<br />

(Figura 4.1) onde a área selecionada é “Diversos”, mostra-se o seguinte gráfico:<br />

76


Figura 4.5 – Discriminação da área “Diversos”.<br />

O O indicador indicador “Outros” “Outros” do do gráfico gráfico denota denota a falha do processo em generalizar gene<br />

um serviço em<br />

uma área área que já tem conotação generalizada. generalizada. Dessa forma, selecionando a área “Diversos” “Diversos” e e o<br />

o<br />

serviço “Outros” torna inviável a análise de uma possível melhoria, até por que os 85 chamados<br />

(indiferente de solicitação ou incidente) podem ser diferentes, ou pior, estarem alocados<br />

erroneamente nessa área. A A solução solução para isso é instruir a central para para que que entregue o chamado<br />

chamado<br />

para o segundo nível da maneira mais completa e, também, instruir os técnicos para que<br />

trabalhem apenas com dados da maneira ma correta.<br />

Com os resultados obtidos até o momento, pode-se se afirmar que a central resolve, em<br />

primeiro nível, aproximadamente 50% 50% dos chamados, o que acarreta uma redução redução de de quase 50%<br />

para a área de suporte que poderá focar nas mudanças e desenvolvimento. to.<br />

77


CONSIDERAÇÕES FINAIS<br />

O ITIL surgiu a partir da necessidade de padronizar e melhorar os processos internos da<br />

área de TI, catalogando os contatos dos usuários com a área de suporte e, assim, favorecendo ao<br />

processo de melhoria contínua e aprendizado do TI. Também por isso, este modelo se tornou uma<br />

das melhores práticas de TI, porém sua aplicação não é obrigatoriamente total, podendo ser<br />

parcial, de acordo com a necessidade e negócio da empresa.<br />

Como a implantação de ITIL afeta a cultura da empresa e da TI, foi adotada uma postura<br />

mais cautelosa em sua implantação na Empresa Bruning Tecnometal SA. Optou-se pela versão 2,<br />

pois da mesma forma que Chiari (2010) pensa, a mesma é destinada a empresas que tem a área de<br />

TI alinhada ao negócio, diferente da versão 3 que se destina a empresas que tem a TI como<br />

negócio. Também para evitar que a mudança seja traumática, foi definido que a implantação de<br />

ITIL abrangeria duas mudanças. A primeira mudança seria relacionada a processos, com a<br />

implantação da central de atendimento, e a segunda mudança, um sistema de chamados, com o<br />

objetivo de catalogar todos os contatos e gerenciar incidentes, problemas, requisições e<br />

mudanças.<br />

Desconsiderando pequenas atitudes comportamentais, pode-se concluir que a implantação<br />

da central de atendimento e sistema de chamados foi extremamente satisfatória. Com pouco mais<br />

de dois meses de implantação, a central de atendimento está resolvendo em torno de 50% dos<br />

chamados. Estima-se que com o abastecimento da base de conhecimento, esse indicador pode<br />

subir para até 80%. Contudo, pode-se concluir que, mesmo em uma parcela inicial, ITIL pode se<br />

transformar em um diferencial estratégico para empresas que tem a TI como negócio.<br />

O sistema proposto foi concluído, mas aperfeiçoamentos e trabalhos futuros podem ser<br />

feitos. Como o sistema roda em uma intranet local e é acessado por máquinas restritas, não houve<br />

a preocupação em colocar segurança no banco de dados, para prevenir SQL Injection e nem em<br />

implementar o protocolo HTTPS para que a transmissão dos dados seja criptografada.<br />

78


Outro aspecto que pode ser melhorado, é a abrangência do sistema em relação ao ITIL. O<br />

sistema proposto está tratando apenas o gerenciamento de incidente, o gerenciamento de<br />

problema e o gerenciamento de mudança. Utilizando ferramentas profissionais em conjunto com<br />

o sistema, pode-se abranger o gerenciamento de disponibilidade e após ter um plano de negócio<br />

bem estabelecido, pode-se implantar o gerenciamento de configuração.<br />

Também, com a maturidade do sistema e com a aderência total da equipe de TI, é possível<br />

estipular prazos para conclusão do chamado. A partir do histórico dos chamados e tendo como<br />

auxílio a base de conhecimento, somando-se à matriz prioritária é bem possível dar ao usuário<br />

uma estimativa para a solução do seu problema.<br />

E, por fim, com a evolução da tecnologia e o constante aprimoramento dos processos,<br />

novas soluções devem surgir para ajudar a melhorar a qualidade dos serviços prestados pelo TI.<br />

79


BIBLIOGRAFIA<br />

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81

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