UNIVERSIDADE REGIONAL DO NOROESTE DO ESTADO ... - Unijuí
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<strong>UNIVERSIDADE</strong> <strong>REGIONAL</strong> <strong>DO</strong> <strong>NOROESTE</strong> <strong>DO</strong><br />
ESTA<strong>DO</strong> <strong>DO</strong> RIO GRANDE <strong>DO</strong> SUL<br />
Andre Luiz Bedendo<br />
MODELAGEM MATEMÁTICA DA DINÂMICA LINEAR DE<br />
MEMS BASEA<strong>DO</strong>S EM DEFORMAÇÃO ELÁSTICA<br />
E AÇÃO ELETROSTÁTICA<br />
Ijuí<br />
2012
Andre Luiz Bedendo<br />
MODELAGEM MATEMÁTICA DA DINÂMICA LINEAR DE<br />
MEMS BASEA<strong>DO</strong>S EM DEFORMAÇÃO ELÁSTICA<br />
E AÇÃO ELETROSTÁTICA<br />
Dissertação apresentada ao Programa de Pós-<br />
Graduação em Modelagem Matemática da<br />
Universidade Regional do Noroeste do Estado do<br />
Rio Grande do Sul - UNIJUÍ, como requisito parcial<br />
para a obtenção do título de Mestre em Modelagem<br />
Matemática.<br />
Orientador: Prof. Dr. Manuel Martín Pérez Reimbold<br />
Ijuí<br />
2012
<strong>UNIVERSIDADE</strong> <strong>REGIONAL</strong> <strong>DO</strong> <strong>NOROESTE</strong> <strong>DO</strong> ESTA<strong>DO</strong> <strong>DO</strong> RIO<br />
GRANDE <strong>DO</strong> SUL<br />
DCEEng - DEPARTAMENTO DE CIÊNCIAS EXATAS E ENGENHARIAS<br />
PROGRAMA DE PÓS-GRADUAÇÃO STRICTU SENSU<br />
EM MODELAGEM MATEMÁTICA<br />
A Comissão Examinadora, abaixo assinada, homologa a Dissertação:<br />
MODELAGEM MATEMÁTICA DA DINÂMICA LINEAR DE<br />
MEMS BASEA<strong>DO</strong>S EM DEFORMAÇÃO ELÁSTICA<br />
E AÇÃO ELETROSTÁTICA<br />
Elaborada por<br />
ANDRE LUIZ BEDEN<strong>DO</strong><br />
Como requisito para obtenção do grau de Mestre em Modelagem Matemática<br />
Comissão Examinadora<br />
Prof. Dr. Manuel Martín Pérez Reimbold – UNIJUÍ (Orientador)<br />
Prof. Drª. Airam Teresa Zago Romcy Sausen – UNIJUÍ (Co-orientadora)<br />
Prof. Dr. Gideon Villar Leandro – UFPR<br />
Prof. Dr. Luiz Antonio Rasia - UNIJUÍ<br />
Ijuí, 30 de março de 2012.
A meus pais, Dorvalino e Elsa, e a minha<br />
irmã Andréia, pelo incentivo, carinho e<br />
confiança, lhes dedico este trabalho.
DEUS<br />
AGRADECIMENTOS<br />
Onipresente em todos os momentos de minha vida, especialmente em situações de frustrações<br />
e impaciência, dando-me coragem e ânimo para continuar minha caminhada.<br />
FAMÍLIA<br />
Aos meus pais Dorvalino e Elsa, os quais não mediram esforços para proporcionar minha<br />
formação moral e acadêmica. Obrigado pela confiança, pelo incentivo, coragem e paciência.<br />
Obrigado por terem acreditado no meu ideal. Por terem acreditado na minha persistência que<br />
chegaria ao final e por acreditarem que ainda chegarei a ser mais do que sonhamos. A minha<br />
irmã Andréia. Sem a sua ajuda, sem o seu incentivo eu não conseguiria retirar as pedras do<br />
caminho. Por isso dedico a você a minha conquista, quero lhe agradecer e compartilhar<br />
contigo minha alegria. A alegria da realização de um sonho.<br />
PROFESSORES<br />
Ao professor Dr. Manuel Martín Pérez Reimbold (Manolo). Não foram apenas dois anos de<br />
orientação acadêmica. Seus ensinamentos, sua motivação, seus ideais serviram-me como<br />
exemplo profissional, mas acima de tudo o caráter humano a ser seguido para a vida toda.<br />
Con su permiso, como o senhor sempre diz: “Companheiro, vamos que vamos.”<br />
A Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul, e demais professores<br />
do Mestrado em Modelagem Matemática da UNIJUÍ que contribuíram com minha formação.<br />
Em especial a professora Drª. Airam Sausen pela co-orientação.<br />
Ao CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico) pela bolsa de<br />
estudos concedida para realização desta pesquisa.<br />
COLEGAS E AMIGOS<br />
Aos colegas e acima de tudo amigos. Não é um adeus, muito menos uma despedida, apenas<br />
até breve. Muitas histórias, muito estudo e conversas quase sempre na saudosa sala 519 da<br />
FIDENE. Em especial, aos colegas Cléber, Marília e Alan, o agradecimento pelo<br />
companheirismo, pelas ideias trocadas e amizade. Fica na lembrança os bons, divertidos e<br />
preocupantes momentos e situações que convivemos. Ao “nash” Cléber, pelas nossas viagens,<br />
congressos, discussões de artigos e muitas horas de boa conversa. A secretaria do mestrado,<br />
em especial à Geni pela amizade, atenção e disposição sempre prontamente a nos atender.<br />
A TO<strong>DO</strong>S, MUITO OBRIGA<strong>DO</strong>.
“O melhor resultado acontece quando<br />
todos em um grupo fazem o melhor por<br />
si próprios e pelo grupo."<br />
(John Nash)
RESUMO<br />
MEMS (Micro-Electro-Mechanical Systems) é uma tecnologia emergente, desafiadora por<br />
sua multidisciplinaridade e promissora para atender às necessidades da sociedade moderna.<br />
Seu desempenho, confiabilidade, invisibilidade e economia de energia são suas principais<br />
virtudes. MEMS desperta elevado interesse industrial e agrega investimentos significativos. A<br />
caracterização precoce destes, assegurando sua qualidade por intermédio de testes, diminuição<br />
do tempo e custos da produção são as exigências principais da indústria. Consequentemente,<br />
este trabalho propõe obter modelos matemáticos que descrevam o desempenho<br />
comportamental de microtransdutores MEMS, baseados em deformação elástica e ação<br />
eletrostática. Para isso utilizou-se a modelagem matemática e técnicas de Identificação de<br />
Sistemas, especificamente a modelagem “caixa-cinza”. Esta metodologia consiste na seleção<br />
da forma do modelo, o qual deve estar adaptado ás representações de dados comportamentais<br />
de entrada e saída e respectivamente, obtidos a partir de simulações desenvolvidas<br />
no software ANSYS. Aliado a isso, utiliza-se o conhecimento a priori das microestruturas. O<br />
sinal teste utilizado para excitar o sistema e gerar o conjunto de dados, consiste em um degrau<br />
de força. Quando contaminado com ruído, os dados experimentais permitem obter o modelo<br />
comportamental estocástico. Caso contrário o modelo é determinístico. São utilizados<br />
modelos matemáticos autoregressivos, com entradas exógenas e entradas exógenas com<br />
média móvel. Seus parâmetros são estimados usando o método de mínimos quadrados<br />
clássico e estendidos. Concomitantemente são investigados e avaliados métodos de<br />
discretização de forma que a transformação do modelo analógico em discreto seja exata. Os<br />
resultados obtidos demonstram a necessidade da combinação de elementos da modelagem<br />
para que os modelos estimados apresentem uma dinâmica compatível com a dinâmica real. O<br />
processo de discretização é um fator preponderante na forma em que os dados são<br />
aproximados durante a transformação analógico/digital. A precisão alcançada nos resultados é<br />
satisfatória. Os modelos determinísticos e estocásticos identificados apresentaram<br />
desempenho eficiente, especialmente quando discretizados por intermédio do método de<br />
Tustin. Estes resultados são validados pelo desempenho comportamental compatível, erro<br />
mínimo de resposta, validação cruzada e critérios estatísticos. Logo, as técnicas utilizadas se<br />
mostram práticas eficientes, não invasivas e válidas na identificação do modelo de<br />
dispositivos microscópicos.<br />
Palavras chave: Identificação de Sistemas. Caixa-cinza. Elastomassas. Comb-drive. Discreto.
ABSTRACT<br />
MEMS (Micro-Electro-Mechanical Systems) is a emergent technology, challenging by its<br />
multidisciplinarity and promising by meet the needs of modern society. Its performance, trust,<br />
invisibility and energy economy are the main strengths. MEMS arouses high industrial<br />
interests and adds significant investments. The early characterization of these, assuring its<br />
quality through testing, to decrease the time and costs of production are the main requirements<br />
of the industry. Consequently, this study proposes to obtain mathematical models that<br />
describe the behavioral performance of microtransducers MEMS, based in elastic deformation<br />
and electrostatic action. For this it was used mathematical modeling and system identification<br />
techniques to meet this demand. Specifically, the “gray-box” modeling was used. This<br />
methodology consists in selecting the form of the model, which must be adapted to the<br />
representations of behavioral data, input and output, e respectively, obtained from<br />
simulations developed in ANSYS software. Along with that, it uses a priori knowledge of<br />
microstructures. The test signal used to excite the system and generate the set of data, consists<br />
of a step of electromechanical force. When contaminated with noise, the experimental data<br />
allow obtaining the stochastic behavioral model. Otherwise the model is deterministic.<br />
Mathematical models autoregressive are used, with exogenous inputs and exogenous inputs<br />
with moving average. Its parameters are estimated using the classical and extended method of<br />
least squares. Concomitantly are investigated and evaluated methods of discretization so the<br />
transformation of the analog to discrete is accurate. The obtained results demonstrate the<br />
necessity of a combination of modeling elements for the estimated models have a compatible<br />
dynamic with the real dynamics. The discretization process is a major factor in how data are<br />
approximate during the analog/digital transformation. The accuracy achieved in the results is<br />
satisfactory. The deterministic and stochastic models identified were efficient performance,<br />
especially when discretized via method of Tustin. These results are validated by compatible<br />
behavioral performance, minimal error response, cross-validation and statistical criteria. Thus,<br />
the techniques used to show effective practices, non-invasive and valid in identification of<br />
microscopic devices model.<br />
Key Word: System Identification. Gray Box Model. Micro-Nucleus. Comb-drive. Discrete.
LISTA DE FIGURAS<br />
Figura 1- Estrutura física dos dispositivos MEMS ................................................................................................ 21<br />
Figura 2 - Blocos funcionais dos microssistemas integrados ................................................................................ 21<br />
Figura 3 - Primeiro dispositivo. (a) transistor em germânio; (b) circuito integrado; (c) circuito integrado lógico 22<br />
Figura 4 - Tecnologias envolvidas e aplicações típicas de MEMS........................................................................ 24<br />
Figura 5 - Aplicações dos MEMS em um automóvel ............................................................................................ 25<br />
Figura 6 - CARDIOMEMS - sensores de pressão sem fio implantado no corpo humano .................................... 26<br />
Figura 7 - BIOMEMS. (a) cauterizador; (b) microagulha; (c) protótipo de microrrobô MEMS ........................... 27<br />
Figura 8 - Insetos Cyborg. (a) traça Pupa mais chip MEMS; (b) sistema de estimulação sobre o dorso do inseto28<br />
Figura 9 - Previsão do mercado de MEMS ........................................................................................................... 29<br />
Figura 10 - Conversão de sinais em sensores eletrônicos ...................................................................................... 34<br />
Figura 11 - Fluxo de energia e estímulo/resposta do sensor transdutor ................................................................. 35<br />
Figura 12 - Diagrama de fluxo de energia em MEMS. (a) atuador; (b) sensor ..................................................... 36<br />
Figura 13 - Formas de deformação dos corpos. Linhas tracejadas representam a forma antes, e linhas sólidas,<br />
após a deformação. (a) Deformação normal por alongamento; (b) Deformação normal por compreensão; (c)<br />
Deformação por cisalhamento; (d) Deformação por torção .................................................................................. 38<br />
Figura 14 - Atuador eletromecânico em diagrama de blocos ................................................................................ 39<br />
Figura 15 - Viga engastada ou em balanço, microcantilever ................................................................................. 41<br />
Figura 16 - Topologias de elastomassas. (a) formato em U; (b) crab; (c) ponte dupla; (d) dobradiça; (e) ponte<br />
simples; (f) serpentina ........................................................................................................................................... 41<br />
Figura 17 - Capacitor de placas paralelas .............................................................................................................. 42<br />
Figura 18 - Topologias de dedos capacitivos. (a) reto; (b) grosso-oval; (c) copa fina; (d) copa grossa; (e) alfinete;<br />
(f) serra .................................................................................................................................................................. 43<br />
Figura 19 - Estrutura comb-drive........................................................................................................................... 43<br />
Figura 20 - Tipos de comb-drive. (a) translação; (b) rotação ................................................................................ 44<br />
Figura 21 - Direção de deslocamentos do comb-drive translacional. (a) longitudinal; (b) lateral; (c) vertical ...... 45<br />
Figura 22 - Representação pictórica das dificuldades de cada classe de modelos ................................................. 48<br />
Figura 23 - Concepção do modelo analítico dos atuadores eletrostáticos MEMS ................................................. 53<br />
Figura 24 - Atuador eletrostático MEMS. (a) parâmetros concentrados; (b) corpo livre ...................................... 54<br />
Figura 25 - Identificação de sistemas .................................................................................................................... 56<br />
Figura 26 - Geometria do elemento SOLID45 ...................................................................................................... 58
Figura 27 - TRANS126. (a) banco capacitivo; (b) símbolo; (c) equivalente mecânico......................................... 58<br />
Figura 28 - Características do TRANS126. (a) capacitância x deslocamento; (b) repulsão eletromecânica ......... 59<br />
Figura 29 - Tipos de sinais. (a) contínuo; (b) contínuo quantizado; (c) discretizado; (d) discretizado quantizado 61<br />
Figura 30 – Discretização no tempo de um sinal contínuo .................................................................................... 62<br />
Figura 31 - Mapeamento exponencial entre e .................................................................................................. 63<br />
Figura 32 - Sinal amostrado com segurador ZOH ................................................................................................. 68<br />
Figura 33 - Representação esquemática do modelo ARX. (a) equivalente à equação (46); (b) representada em<br />
novo formato após algumas operações matemáticas ............................................................................................. 69<br />
Figura 34 - Representação esquemática do modelo ARMAX. (a) equivalente à equação (49); (b) representada em<br />
novo formato após algumas operações matemáticas ............................................................................................. 71<br />
Figura 35 - Elastomassas. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça ........................................................ 82<br />
Figura 36 - Atuadores eletrostáticos. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça ....................................... 83<br />
Figura 37 - Dinâmica real/experimental as elastomassas sem ruído: Sinal Degrau. (a) ponte simples; (b) ponte<br />
dupla; (c) dobradiça. Sinal Sinusoidal. (d) ponte simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça ..................................... 84<br />
Figura 38 - Dinâmica real/experimental as elastomassas com ruído: Sinal Degrau. (a) ponte simples; (b) ponte<br />
dupla; (c) dobradiça. Sinal Sinusoidal. (d) ponte simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça ..................................... 85<br />
Figura 39 - Dinâmica real/experimental do microatuador: Sinal Degrau sem ruído. (a) ponte simples; (b) ponte<br />
dupla; (c) dobradiça. Sinal Degrau com ruído. (d) ponte simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça ........................ 86<br />
Figura 40 - Interface gráfica do programa desenvolvido ....................................................................................... 87<br />
Figura 41 - Fluxograma do algoritmo .................................................................................................................... 88<br />
Figura 42 - Vetor de regressores obtidos por cada processo de discretização ....................................................... 89<br />
Figura 43 - Comparativo entre as dinâmicas da plataforma de testes e o modelo ARX (sem ruído) de<br />
elastomassas MEMS: Discretizador MII. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin.<br />
(d) ponte simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça .................................................................................................. 91<br />
Figura 44 - Erro relativo percentual entre plataforma de testes e o modelo ARX (sem ruído) de elastomassas<br />
MEMS: Discretizador MII. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça .................................................................................................................. 92<br />
Figura 45 - Respostas de ambos os modelos ARX (sem ruído) de elastomassas MEMS submetidos ao sinal<br />
sinusoidal: Discretizador MII. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça .................................................................................................................. 94<br />
Figura 46 - Comparativo entre as dinâmicas da plataforma de testes e o modelo ARX (com ruído) de<br />
elastomassas MEMS: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin.<br />
(d) ponte simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça .................................................................................................. 96<br />
Figura 47 - Erro relativo percentual entre plataforma de testes e o modelo ARX (com ruído) de elastomassas<br />
MEMS: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça .................................................................................................................. 97
Figura 48 - Respostas de ambos os modelos ARX (com ruído) de elastomassas MEMS submetidos ao sinal<br />
sinusoidal: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça ................................................................................................................ 100<br />
Figura 49 - Comparativo entre as dinâmicas da plataforma de testes e o modelo ARMAX (sem ruído) de<br />
elastomassas MEMS: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin.<br />
(d) ponte simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça ................................................................................................ 102<br />
Figura 50 - Erro relativo percentual entre plataforma de testes e o modelo ARMAX (sem ruído) de elastomassas<br />
MEMS: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça ................................................................................................................ 103<br />
Figura 51 - Resposta de ambos os modelos ARMAX (sem ruído) de elastomassas MEMS submetidos ao sinal<br />
sinusoidal: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça ................................................................................................................ 105<br />
Figura 52 - Comparativo entre as dinâmicas da plataforma de testes e o modelo ARMAX (com ruído) de<br />
elastomassas MEMS: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin.<br />
(d) ponte simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça ................................................................................................ 107<br />
Figura 53 - Erro relativo percentual entre plataforma de testes e o modelo ARMAX (com ruído) de elastomassas<br />
MEMS: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça ................................................................................................................ 108<br />
Figura 54 - Resposta de ambos os modelos ARMAX (com ruído) de elastomassas MEMS submetidos ao sinal<br />
sinusoidal: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça ................................................................................................................ 110<br />
Figura 55 - Comparativo entre as dinâmicas da plataforma de testes e o modelo ARX (sem ruído) do atuador<br />
MEMS: Discretizador BwD. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça ................................................................................................................ 112<br />
Figura 56 – Erro relativo percentual entre plataforma de testes e o modelo ARX (sem ruído) do atuador MEMS:<br />
Discretizador BwD. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte simples; (e)<br />
ponte dupla; (f) dobradiça ................................................................................................................................... 113<br />
Figura 57 - Comparativo entre as dinâmicas da plataforma de testes e o modelo ARX (com ruído) do atuador<br />
MEMS: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça ................................................................................................................ 116<br />
Figura 58 – Erro relativo percentual entre plataforma de testes e o modelo ARX (com ruído) do atuador MEMS:<br />
Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte simples; (e)<br />
ponte dupla; (f) dobradiça ................................................................................................................................... 117<br />
Figura 59 - Comparativo entre as dinâmicas da plataforma de testes e o modelo ARMAX (com ruído) do atuador<br />
MEMS: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça ................................................................................................................ 120<br />
Figura 60 – Erro relativo percentual entre plataforma de testes e o modelo ARMAX (com ruído) do atuador<br />
MEMS: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça ................................................................................................................ 121<br />
Figura 61 - Combinação das melhores estimativas dos modelos matemáticos .................................................. 124
LISTA DE TABELAS<br />
Tabela 1 - Representações de modelos discretos utilizando Identificação de Sistemas ........................................ 53<br />
Tabela 2 - Parâmetros estimados do modelo ARX (elastomassa sem ruído) com discretizador MII .................... 90<br />
Tabela 3 - Parâmetros estimados do modelo ARX (elastomassa sem ruído) com discretizador Tustin ................ 90<br />
Tabela 4 - Valores do para avaliação do modelo ARX determinístico de elastomassas MEMS ............... 93<br />
Tabela 5 - Valores do para avaliação do modelo ARX determinístico de elastomassas MEMS ................... 94<br />
Tabela 6 - Parâmetros estimados do modelo ARX (elastomassa com ruído) com discretizador ZOH .................. 95<br />
Tabela 7 - Parâmetros estimados do modelo ARX (elastomassa com ruído) com discretizador Tustin ................ 96<br />
Tabela 8 - Valores do para avaliação do modelo ARX estocástico de elastomassas MEMS .................... 99<br />
Tabela 9 - Valores do para avaliação do modelo ARX estocástico de elastomassas MEMS ........................ 99<br />
Tabela 10 - Parâmetros estimados do modelo ARMAX (elastomassa sem ruído) com discretizador ZOH ........ 101<br />
Tabela 11 - Parâmetros estimados do modelo ARMAX (elastomassa sem ruído) com discretizador Tustin ...... 101<br />
Tabela 12 - Valores do para avaliação do modelo ARMAX determinístico de elastomassas MEMS ..... 104<br />
Tabela 13 - Valores do para avaliação do modelo ARMAX determinístico de elastomassas MEMS ......... 105<br />
Tabela 14 - Parâmetros estimados do modelo ARMAX (elastomassa com ruído) com discretizador ZOH ....... 106<br />
Tabela 15 - Parâmetros estimados do modelo ARMAX (elastomassa com ruído) com discretizador Tustin ..... 106<br />
Tabela 16 - Valores do para avaliação do modelo ARMAX estocástico de elastomassas MEMS .......... 109<br />
Tabela 17 - Valores do para avaliação do modelo ARMAX estocástico de elastomassas MEMS .............. 110<br />
Tabela 18 – Tempo de execução em segundos da identificação do modelo ARX de elastomassas MEMS ....... 111<br />
Tabela 19 – Tempo de execução em segundos da identificação do modelo ARMAX de elastomassas MEMS . 111<br />
Tabela 20 - Parâmetros estimados do modelo ARX (atuador sem ruído) com discretizador BwD ..................... 112<br />
Tabela 21 - Parâmetros estimados do modelo ARX (atuador sem ruído) com discretizador Tustin ................... 112<br />
Tabela 22 - Valores do para avaliação do modelo ARX determinístico do atuador MEMS.................... 115<br />
Tabela 23 - Valores do para avaliação do modelo ARX determinístico do atuador MEMS ........................ 115<br />
Tabela 24 - Parâmetros estimados do modelo ARX (atuador com ruído) com discretizador ZOH ..................... 115<br />
Tabela 25 - Parâmetros estimados do modelo ARX (atuador com ruído) com discretizador Tustin ................... 115<br />
Tabela 26 - Valores do para avaliação do modelo ARX determinístico do atuador MEMS.................... 118<br />
Tabela 27 - Valores do para avaliação do modelo ARX determinístico do atuador MEMS ........................ 118<br />
Tabela 28 - Parâmetros estimados do modelo ARMAX (atuador com ruído) com discretizador ZOH .............. 119
Tabela 29 - Parâmetros estimados do modelo ARMAX (atuador com ruído) com discretizador Tustin ............ 119<br />
Tabela 30 - Valores do para avaliação do modelo ARMAX estocástico do atuador MEMS .................. 122<br />
Tabela 31 - Valores do para avaliação do modelo ARMAX estocástico do atuador MEMS ...................... 123<br />
Tabela 32 – Tempo de execução em segundos da identificação do modelo ARX do atuador MEMS ................ 123<br />
Tabela 33 – Tempo de execução em segundos da identificação do modelo ARMAX do atuador MEMS ......... 123
ABS Antilock Broking System<br />
LISTA DE ABREVIATURAS<br />
AIC Critério de Informação de Akaike (Akaike Information Criterion)<br />
ANSYS Analisys System<br />
AR Autoregressivo (Autoregressive)<br />
ARARMAX Ruído Autoregressivo em modelo Autoregressivo de Entradas Exógenas<br />
(Autoregressive Noise Autoregressive Moving Average with Exogenous<br />
inputs)<br />
ARARX Ruído Autoregressivo em modelo Autoregressivo de Entradas Exógenas<br />
(Autoregressive Noise Autoregressive with Exogeneous inputs)<br />
ARMA Autoregressivo de Média Móvel (Autoregressive Moving Average)<br />
ARMAX Autoregressivo de Média Móvel com Entradas Exógenas (Autoregressive<br />
Noise Autoregressive Moving Average with Exogenous inputs)<br />
ARX Autoregressivo com Entradas Exógenas (Autoregressive with Exogenous<br />
inputs)<br />
BEM Método de Elementos de Fronteira (Boundary Element Method)<br />
BIOMEMS Sistemas Microeletromecânicos Biológicos (Biological<br />
BJ Box-Jenkins<br />
microelectromechanical systems)<br />
BwD Backward Difference<br />
CA Corrente alternada (alternating current)<br />
CADMEMS (Computer Aids Design for MEMS)<br />
CC Corrente Contínua (direct current)<br />
CIs Circuitos Integrados (Integrat Circuits)<br />
CR Corpo Rígido<br />
DARPA Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (Defense Advanced<br />
Research Projects Agency)<br />
DNA Ácido desoxirribonucleico (Deoxyribonucleic acid)<br />
DP Desvio padrão (Standard deviation)<br />
FEM Método de Elementos Finitos (Finite Element Method)<br />
FIR Resposta ao impulso finito (Finite Impulse Response)<br />
FT Função de transferência (Trasnfer function)
FwD Forward Difference<br />
HI-MEMS (Híbrid Insect Microelectromechanical Systems)<br />
IEEE Instituto de Engenheiros Eletricistas e Eletrônicos (Institute of Electrical<br />
and Electronics Engineers)<br />
MEMS Sistemas microeletromecânicos (Microelectromechanical Systems)<br />
MII Método da invariância ao Impulso (Impulse invariance method)<br />
MIMO Multientradas, multisaídas (Multiple Inputs, Multiple Outputs)<br />
MISO Multientradas, uma saída (Multiple Inputs, Single Output)<br />
MQ Mínimos quadrados (Least Square LS)<br />
MQE Mínimos quadrados estendidos (Extended Least Square ELS)<br />
MQR Mínimos quadrados recursivos (Recursive Least Square RLS)<br />
NEMS Sistemas nanoeletromecânicos (Nanoelectromechanical systems)<br />
NEW-MEMS Novos MEMS<br />
ODEs Equações diferenciais ordinárias (Ordinary Differential Equations)<br />
OE Erro na Saída (Output Error)<br />
PDEs Equações Diferenciais Parciais (Partial Differential Equations)<br />
PRBS Sinal binário pseudo-aleatório (pseudo-random binary signal)<br />
RF Rádio Frequência (Radio Frequency)<br />
RMSE Raiz Quadrada do Erro Quadrático Médio (Root Mean Square Error)<br />
SIMO Uma entrada, multisaídas (Single Input, Multiple Outputs)<br />
SISO Uma entrada e uma saída (Single Input, Single Output)<br />
SoCs Sistemas em um chip (Systems on a chip)<br />
ZOH Retentor de Ordem Zero (Zero Order Hold)
Germânio<br />
Preço, peso, performance<br />
LISTA DE SÍMBOLOS<br />
Frequência de oscilação do sistema<br />
Frequência natural<br />
Frequência de ressonância<br />
Carga elétrica<br />
Potencial elétrico<br />
Capacitância elétrica<br />
Massa<br />
Coeficiente de elasticidade<br />
Coeficiente de amortecimento<br />
Ordem da derivada do sinal de saída<br />
Ordem da derivada do sinal de entrada<br />
Variável dinâmica de saída<br />
Variável dinâmica de entrada<br />
Transformada de Laplace<br />
Função de transferência do processo<br />
Função de transferência do ruído<br />
Operador de atraso,<br />
Máximo atraso entre os regressores da entrada<br />
Máximo atraso entre os regressores da saída<br />
Máximo atraso entre os regressores do ruído<br />
Instante de tempo<br />
Intervalo de tempo<br />
Operador diferencial discreto<br />
Permissividade do meio<br />
Distância entre as placas ou “dedos”<br />
Espessura dos “dedos”<br />
Deslocamento dos dedos<br />
Energia eletrostática<br />
Diferença de potencial
Frequência com amortecimento<br />
Período de amostragem<br />
Sinal de entrada no instante<br />
Sinal de saída no instante<br />
Frequência de amostragem<br />
Frequência do sinal a ser amostrado<br />
Frequência complexa em tempo contínuo<br />
Transformada<br />
Transformada de Fourier<br />
Frequência complexa em tempo discreto<br />
Função temporal contínua<br />
Função discreta de<br />
Função de transferência do sistema contínuo<br />
Função de transferência do sistema discreto<br />
Erro no instante<br />
Vetor de regressores<br />
̂ Vetor de parâmetros a ser estimado<br />
Erro no modelo<br />
Resíduos (diferença entre valores observados e respectivas estimativas)<br />
Função custo minimizada pelo método de MQ<br />
Vetor de regressores que contém observações até o instante<br />
Matriz de covariância<br />
Matriz de ganho<br />
Número de atrasos do processo<br />
Número de atrasos do ruído<br />
Erro relativo percentual<br />
Valor real da saída do sistema no instante<br />
̂ Estimativa do valor previsto pelo modelo do sistema no instante<br />
Número de amostras<br />
Verossimilhança maximizada<br />
Número de parâmetros do modelo<br />
Intervalo de tempo<br />
Operador delta
SUMÁRIO<br />
1 INTRODUÇÃO ................................................................................................................... 19<br />
1.1 Considerações iniciais ...................................................................................................... 19<br />
1.2 Sistemas microeletromecânicos (MEMS) ....................................................................... 20<br />
1.3 Evolução dos MEMS ........................................................................................................ 21<br />
1.4 Aplicações .......................................................................................................................... 24<br />
1.4.1 Aplicações automotivas ................................................................................................. 24<br />
1.4.2 Aplicações em telecomunicações .................................................................................. 25<br />
1.4.3 Aplicações médicas e biomédicas ................................................................................. 26<br />
1.4.4 Aplicações militares ....................................................................................................... 27<br />
1.5 Mercado ............................................................................................................................. 28<br />
1.6 Motivação .......................................................................................................................... 30<br />
1.7 Objetivos ............................................................................................................................ 33<br />
1.8 Estrutura da dissertação .................................................................................................. 33<br />
2 ATUA<strong>DO</strong>RES MEMS ......................................................................................................... 34<br />
2.1 Transdução ou conversão de energia .............................................................................. 34<br />
2.1.1 Conceitos de dinâmica e cinemática ............................................................................ 36<br />
2.1.2 Movimento elástico ........................................................................................................ 37<br />
2.2 Atuadores eletromecânicos .............................................................................................. 39<br />
2.3 Microestruturas elásticas suspensas e elastomassas ...................................................... 40<br />
2.4 Estrutura comb-drive ........................................................................................................ 42<br />
3 MODELAGEM MATEMÁTICA ...................................................................................... 46<br />
3.1 Identificação de sistemas .................................................................................................. 46<br />
3.2 Classificação dos modelos dinâmicos .............................................................................. 48<br />
3.3 Representação linear de sistemas dinâmicos.................................................................. 51<br />
3.3.1 Representações discretas ............................................................................................... 52<br />
3.4 Modelo linear dos atuadores MEMS .............................................................................. 53<br />
3.5 Modelagem caixa-cinza .................................................................................................... 56<br />
3.5.1 Seleção de testes dinâmicos e coleta de dados ............................................................. 57<br />
3.5.1.1 Plataforma de teste ..................................................................................................... 57<br />
3.5.1.2 Experimentação do sistema ....................................................................................... 59<br />
3.5.1.3 Tempo de amostragem ............................................................................................... 60<br />
3.5.2 Discretizadores ............................................................................................................... 60
3.5.2.1 Forward Difference ..................................................................................................... 64<br />
3.5.2.2 Backward Difference ................................................................................................... 65<br />
3.5.2.3 Tustin ........................................................................................................................... 66<br />
3.5.2.4 Invariância ao impulso ............................................................................................... 67<br />
3.5.2.5 Zero Order Hold .......................................................................................................... 68<br />
3.5.3 Escolha da representação matemática ......................................................................... 68<br />
3.5.3.1 Representação ARX ................................................................................................... 69<br />
3.5.3.2 Representação ARMAX ............................................................................................. 70<br />
3.5.4 Determinação da Estrutura do Modelo ....................................................................... 71<br />
3.5.5 Estimação dos parâmetros ............................................................................................ 71<br />
3.5.5.1 Estimador de mínimos quadrados ............................................................................ 72<br />
3.6.4.2 Estimador de mínimos quadrados estendidos ......................................................... 77<br />
3.5.6 Validação dos modelos .................................................................................................. 80<br />
4 METO<strong>DO</strong>LOGIA E RESULTA<strong>DO</strong>S ................................................................................ 82<br />
4.1 Metodologia ....................................................................................................................... 82<br />
4.2 Resultados e discussões .................................................................................................... 89<br />
4.2.1.1 Resultados para modelo ARX de elastomassas ........................................................ 90<br />
4.2.1.2 Resultados para o modelo ARMAX de elastomassas ............................................ 101<br />
4.2.2.1 Resultados para modelo ARX do atuador eletrostático ........................................ 112<br />
4.2.2.2 Resultados para modelo ARMAX do atuador eletrostático ................................. 119<br />
5 CONCLUSÕES .................................................................................................................. 126<br />
5.1 Considerações finais ....................................................................................................... 126<br />
5.2 Propostas de trabalho ..................................................................................................... 128<br />
REFERÊNCIAS ................................................................................................................... 130<br />
APÊNDICE A - Relação do vetor de regressores com os parâmetros característicos ... 135<br />
ANEXO A – Topologias e dimensões das elastomassas .................................................... 146
1 INTRODUÇÃO<br />
Este capítulo apresenta os conceitos e a contextualização teórica dos diversos aspectos<br />
e fundamentos que caracterizam os MEMS. O capítulo visa também descrever a evolução<br />
desta tecnologia, bem como, a estreita ligação existente com a microeletrônica. Com ênfase<br />
nas potenciais aplicações destes microdispositivos são apresentados alguns dos segmentos<br />
industriais com destaque na utilização de MEMS. Também são expostas as projeções de<br />
mercado. Em seguida, apresenta-se a motivação para a realização do trabalho e o objetivo a<br />
ser alcançado. Por fim é apresentada a estrutura desta dissertação.<br />
1.1 Considerações iniciais<br />
Ao longo dos anos, a sociedade tem sido testemunha da constante evolução<br />
tecnológica desenvolvida pelo homem. No rastro desta evolução, alguns marcos foram<br />
essências para este crescimento tecnológico. A partir da metade do século XX, intitulado<br />
período pós-guerra, as investigações nos processos bélicos não eram mais o foco de interesse<br />
científico. A prioridade voltou-se as necessidades de avanços e estudos em materiais<br />
semicondutores. Conforme Swart (2000) o descobrimento do efeito “transistor” (transfer<br />
resistor) no final da década de 50 e o desenvolvimento da eletrônica promoveram inúmeros<br />
avanços científicos a partir deste período ocasionando, desta forma, o despertar para a ciência<br />
moderna.<br />
Esta descoberta permitiu ao homem uma constante miniaturização e integração de<br />
componentes eletrônicos em larga escala. Em seguida, o surgimento e o desenvolvimento do<br />
processo planar para a fabricação dos Circuitos Integrados (CIs), (integrated circuit),<br />
possibilitou o nascimento de um novo campo revolucionário, a Microeletrônica, a qual<br />
proporcionou uma revolução econômica mundial. Todavia, a busca por novas tecnologias foi<br />
uma consequência natural. O anseio em aperfeiçoar e produzir mecanismos inovadores<br />
tornou-se uma constante a cerca do desenvolvimento de modernas tecnologias.<br />
Nos dias atuais, uma nova revolução fundamentada nas micro e nanotecnologias<br />
encontra-se em plena ascensão. A sociedade vive agora o que é chamado de “era da<br />
informação”. Seu interesse está voltado aos bens de consumo e dispositivos de dimensões<br />
mínimas. Estes por sua vez, que apresentem características de portabilidade, confiabilidade,<br />
economia quanto ao consumo de energia e preço acessível. A maioria das atividades humanas<br />
depende de forma crescente nestas novas tecnologias.<br />
19
Neste sentido, o homem segue como parte integrante e atuante neste cenário de<br />
intensas mudanças tecnológicas. Na área da Microeletrônica, despertou-se o interesse na<br />
projeção e fabricação de dispositivos e mecanismos que combinassem, além dos componentes<br />
elétricos, outras estruturas. Segundo Ferreira e Fernandes (2003) unificadas com partes<br />
mecânicas, magnéticas, fluídicas, ópticas entre outras. Desta forma, os microdispositivos são<br />
integrados como sistema completo em um chip, (SoCs – Systems-on-a-Chip). Estes<br />
dispositivos ganharam caráter interativo em escala cada vez mais reduzida possibilitando a<br />
sua integração em nível de microssistemas.<br />
1.2 Sistemas microeletromecânicos (MEMS)<br />
A tecnologia dos microssistemas torna-se interessante devido as suas características<br />
micrométricas e versáteis vinculadas a produtos inteligentes. Um segmento emergente destes<br />
microssistemas são os Sistemas Microeletromecânicos (Micro-Electro-Mechanical Systems),<br />
ou MEMS. Esta tecnologia está ganhando crescente interesse tanto científico como industrial.<br />
MEMS encontra-se presente nas engenharias, física, matemática, computação, química,<br />
biologia entre outras ciências. Logo, se caracteriza por uma tecnologia desafiadora pela sua<br />
multidisciplinaridade e promissora por atender às necessidades da sociedade moderna.<br />
Segundo Maluf e Willians (2004) MEMS são definidos como microtransdutores que<br />
desempenham funções como sensoriamento e atuação. Estas funções gerenciadas por<br />
algoritmos matemáticos tornam estes microssistemas atrativos em inúmeras aplicações<br />
industriais e bens de consumo de dimensões micrométricas. Estes por sua vez, apresentam<br />
desempenho satisfatório, funcionalidades inteligentes e preço acessível. Reimbold (2008)<br />
define MEMS como,<br />
[...] um microssistema de princípio invasivo com capacidade de intermediação e<br />
interação que resulta da combinação das capacidades de sensação, atuação,<br />
autonomia, transporte e adaptação ao meio, pré-determinadas através de<br />
processamento computacional, condicionamento de sinal, transferência de dados.<br />
Estes gerenciados por algoritmos matemáticos que imitam o pensamento humano<br />
tornam o comportamento dos MEMS inteligente, versátil e eficiente.<br />
Fisicamente a concepção dos dispositivos MEMS consiste na integração de<br />
microssensores, microatuadores e microeletrônica. Estes microdispositivos são implantados<br />
em um único chip, em escala micrométrica, através de técnicas de microusinagem. De forma<br />
geral, os microssensores detectam os sinais das grandezas físicas, cujos sinais aos serem<br />
20
microprocessados geram comandos que ordenam ao microatuador executar determinadas<br />
funções de forma precisa e oferecem recursos superiores em economia de energia. A Figura 1<br />
exemplifica a integração da estrutura dos microcomponentes MEMS.<br />
Figura 1- Estrutura física dos dispositivos MEMS<br />
Fonte: Elaborada pelo autor<br />
Ribas (2000) define, de uma forma mais compacta, a tecnologia MEMS como<br />
sistemas miniaturizados compostos por três blocos fundamentais: (i) o sensor (e/ou atuador)<br />
responsável pela atuação com o meio externo; (ii) a interface analógica para a aquisição,<br />
transmissão e amplificação dos sinais provindos do sensor (e/ou atuador): (iii) e a parte de<br />
controle digital e processamento numérico, conforme apresentados na Figura 2.<br />
1.3 Evolução dos MEMS<br />
Figura 2 - Blocos funcionais dos microssistemas integrados<br />
Fonte: Elaborada pelo autor<br />
As raízes da tecnologia dos microssistemas no geral provêm da evolução tecnológica<br />
que acompanha a Segunda Guerra Mundial. Com o período pós-guerra, a economia mundial<br />
21
investigava novas necessidades uma vez que equipamentos bélicos não eram mais a<br />
prioridade. Em particular, o desenvolvimento do radar estimulou pesquisas na síntese de<br />
materiais semicondutores. O silício puro se tornaria a essência dos CIs e posteriormente a<br />
moderna tecnologia dos sistemas microeletromecânicos, de modo que os MEMS se tornaram<br />
produtos derivados diretamente das técnicas utilizadas na microeletrônica.<br />
Em um primeiro momento os processadores se consolidaram. Segundo Silva e<br />
Ibrahim (2009) somente em meados do século XX com a invenção do transistor usando<br />
material semicondutor é que houve um impulso significativo na área da eletrônica. Este fato<br />
foi marcado quando em 1947, os físicos William Shockley e Walter Brattain e o engenheiro<br />
eletricista John Bardeen, cientistas da Bell Telephone Laboratories, apresentaram o primeiro<br />
transistor em germânio (Ge) (Figura 3 (a)). Este fato valeu aos seus inventores o prêmio<br />
Nobel de Física de 1956 e foi citado na edição de janeiro de 1998 da revista Proceedings of<br />
the IEEE em edição comemorativa dos 50 anos do transistor como sendo "a invenção da<br />
engenharia elétrica mais revolucionária do século XX”.<br />
No entanto, apesar de representar um avanço importante na eletrônica essa fase ainda<br />
consistia em componentes dispostos individualmente, ou seja, utilizava componentes<br />
discretos. A invenção do transistor estimulou o desenvolvimento de circuitos eletrônicos cada<br />
vez mais complexos, o que culminou com a invenção dos CIs. O engenheiro Jack Kilby da<br />
Texas Instrument apresentou em 1958, o primeiro circuito integrado simples, (Figura 3 (b)).<br />
Este consistia em um oscilador de fase que convertia Corrente Contínua (CC), em Corrente<br />
Alternada (CA).<br />
Figura 3 - Primeiro dispositivo. (a) transistor em germânio; (b) circuito integrado; (c) circuito integrado lógico<br />
(a)<br />
(b)<br />
Fonte: Fruett (2010)<br />
Em 1959 na fábrica da Fairchild, Robert Noyce desenvolvia processos de<br />
interconexão dos microcomponentes dos CIs. Enquanto Kilby empregava pequenos fios nas<br />
conexões dos componentes, Noyce utilizava trilhas de alumínio ou ouro que podiam ser<br />
(c)<br />
22
aplicadas com ajuda de mascaras de litografia. Surgia então o primeiro circuito integrado<br />
lógico (Figura 3 (c)). Esse marco representa o aparecimento da microeletrônica, com<br />
mudanças significativas no processo de fabricação e montagem de circuitos eletroeletrônicos.<br />
Silva e Ibrahim (2009) destacam ainda que a redução do tamanho dos dispositivos<br />
eletrônicos tornou-se rápida seguindo a lei de Moore. Esta lei foi concebida por Gordon<br />
Moore um dos fundadores da Intel. Moore previu que a diminuição de tamanho dos<br />
dispositivos seria de aproximadamente uma ordem de magnitude a cada dois anos. Outro fato<br />
imprescindível neste desenvolvimento é concedido ao renomado e famoso físico<br />
norte-americano, Dr. Richard Phillips Feynman, considerado o pai da Nanotecnologia.<br />
Segundo Allen (2005), o Dr. Feynman apresentou uma palestra intitulada “There’s<br />
Plenty of Room at the Bottom” (Há mais espaços lá embaixo) em 29 de dezembro de 1959, na<br />
reunião anual da Sociedade Americana de Física no Instituto de Tecnologia da Califórnia<br />
(Caltech). Esta palestra é frequentemente citada como o início dos campos conceituais de<br />
MEMS e Nanotecnologia. O Dr. Feynman ofereceu alguns comentários esclarecedores sobre<br />
a escala de fenômenos físicos com tamanho reduzido. Na ocasião, ele ressaltou o fato de que<br />
as leis físicas permitem a fabricação de micro e nanomáquinas. Ele ainda destacou que um dia<br />
o homem conseguiria manipular objetos de dimensões atômicas e assim construir estruturas<br />
de dimensões micro e nanométricas segundo seu livre arbítrio.<br />
Conforme Melo e Pimenta (2004) ressaltam, esta previsão somente começou a tornar-<br />
se realidade no início da década de 80. Neste período, físicos europeus desenvolveram os<br />
chamados microscópios de varredura por sonda. Entre os quais, hoje incluem o microscópio<br />
de tunelamento e de força atômica. Segundo Tang (1989) no ano 1982, Robert T. Howe<br />
demonstrou a possibilidade de produzir vigas de silício cujo desfecho resultou no primeiro<br />
microatuador de índole eletrostática. Posteriormente foram construídas vigas biengastadas.<br />
Este fato marcou o despertar do interesse na consolidação dos primeiros MEMS.<br />
Segundo Allen (2005) desde meados dos anos de 1990 até os dias atuais tem-se<br />
assistido a uma mudança na ênfase de pesquisa em tecnologia MEMS. Segundo Ribas (2000),<br />
o crescente interesse do mercado mundial sobre os MEMS tem sido ocasionado pela<br />
“saturação” na evolução dos CIs. Os mesmos apresentam capacidades de integração e<br />
excelentes desempenhos, no entanto, é preciso um esforço cada vez maior para obter<br />
pequenos avanços. Por isso, passou-se a considerar a possibilidade de integrar sistemas<br />
completos dentro de um único chip, incluindo além da eletrônica outras estruturas físicas<br />
constituindo, assim, a tecnologia dos microssistemas.<br />
23
1.4 Aplicações<br />
O crescimento em aplicações que envolvem dispositivos MEMS está sendo<br />
impulsionada por tendências globais. Questões como o consumo de energia, meio ambiente e<br />
o bem-estar da população entre outros fatores, impulsiona o crescimento desta tecnologia.<br />
Aliado a isso, as características, tais como: tamanho compacto, peso leve, baixo custo de<br />
produção e fabricação em grandes quantidades, vinculado ao desempenho e confiabilidade na<br />
resposta deseja tornam os MEMS fundamentais na indústria de componentes miniaturizados.<br />
As aplicações para esta tecnologia são limitadas unicamente pela imaginação humana.<br />
A competência tecnológica e empresarial em MEMS compreende um ciclo composto<br />
pelos fatores de concepção, projeto, desenvolvimento, fabricação, testes e comercialização. O<br />
tamanho em nível micrométrico dos MEMS permite que eles se encaixem em uma ampla<br />
gama de produtos em diversos segmentos industriais. A Figura 4 ilustra a diversidade de<br />
tecnologias envolvidas em microssistemas e suas variadas aplicações.<br />
1.4.1 Aplicações automotivas<br />
Figura 4 - Tecnologias envolvidas e aplicações típicas de MEMS<br />
Fonte: Elaborada pelo autor<br />
A demanda por produtos MEMS em aplicações automotivas foi o segmento industrial<br />
pioneiro na utilização destes microdispositivos. Como exemplo, pode-se citar os<br />
acelerômetros para implementação dos modernos sistemas de segurança contra impactos<br />
(airbags) e sensores de pressão para freios ABS (Antilock Braking System).<br />
24
Segundo Dixon e Bouchaud (2007) um dos fatores do crescimento significativo de<br />
MEMS é o setor automotivo, uma vez que, o uso de sensores no apoio às tecnologias de<br />
segurança obrigatória é exigido pela legislação norte-americana e alguns países europeus.<br />
Entre algumas dessas orientações destacam-se o controle eletrônico de estabilidade e sistemas<br />
de monitoramento da pressão dos pneus. Inúmeros dispositivos sensores MEMS automotivos<br />
estão sendo produzidos e inseridos no mercado. Os mais relevantes incluem o uso de sensores<br />
de gás para controlar qualidade do ar no interior do veículo, termopilhas infravermelho para<br />
monitorar a temperatura, microbolômetros para ajudar em sistemas de visão noturna e<br />
osciladores para impulsionar câmeras retrovisoras. Conforme ilustrado na Figura 5 são<br />
apresentadas outras funções desenvolvidas por esses microssistemas vinculadas ao setor<br />
automobilístico.<br />
1.4.2 Aplicações em telecomunicações<br />
Figura 5 - Aplicações dos MEMS em um automóvel<br />
Fonte: Adaptada de Pruthveen e Sharam (2008)<br />
A utilização de micromecanismos em dispositivos eletrônicos está diretamente<br />
presente nas telecomunicações. A chave RF (radio frequency) MEMS, por exemplo, permite a<br />
transmissão de imagens de vídeo via celular sem dificuldades. A troca de imagens de vídeo<br />
via celular se tornou um fenômeno comum em todo o mundo. No futuro, a demanda por<br />
transmissão de grande quantidade de dados em alta velocidade deverá crescer.<br />
25
O sucesso dos MEMS, em especial, os ressonadores e indutores, nas telecomunicações<br />
conforme destaca Reimbold (2008) é resultado da flexibilidade, alto desempenho, sintonia e<br />
ampla faixa de frequências de operação que os mesmos apresentam. Segundo Nguyen (1995)<br />
os sensores e os atuadores MEMS quando combinados e integrados constituem-se em um<br />
novo dispositivo, o qual desempenha uma nova função como: transformação, amplificação,<br />
filtragem, mixagem, entre outras funcionalidades aplicadas nas telecomunicações.<br />
1.4.3 Aplicações médicas e biomédicas<br />
O desenvolvimento de MEMS para aplicações biológicas e médicas tornou-se um<br />
novo campo de própria investigação conhecido como BioMEMS, sistemas<br />
microeletromecânicos biológicos (biological microelectromechanical systems). As<br />
características inerentes aos BioMEMS promete na produção de dispositivos miniaturizados,<br />
inteligentes e de baixo custo para aplicações biomédicas. Conforme Bhansali ([s.d]) esses<br />
dispositivos destacam-se pela atuação eficiente dos medicamentos sobre a doença,<br />
substituindo os convencionais e longos tratamentos. Entre alguns dispositivos, destacam-se<br />
funções como neuroestimulação implantável e monitoramento cardíaco por intermédio dos<br />
CARDIOMEMS, conforme apresentado na Figura 6.<br />
Figura 6 - CARDIOMEMS - sensores de pressão sem fio implantado no corpo humano<br />
Fonte: Adaptada de Dolan (2010)<br />
Nas aplicações hospitalares, produtos MEMS mostram-se promissores em diversas<br />
aplicações como: diagnóstico, monitoração da pressão arterial, microagulhas, micropinças,<br />
26
dispositivos microfluídicos entre outros (Figura 7 (a) e (b)). Segundo Bhansali ([s.d.]) a<br />
inserção de microdispositivos capazes de agir diretamente dentro do organismo é a grande<br />
vantagem destes dispositivos. Os microrrobôs implantáveis nas veias e artérias são excelentes<br />
alternativas. Problemas de saúde que surgem com o acúmulo de substâncias orgânicas<br />
indesejáveis que interferem com as funções normais do corpo, tais como: tumores, coágulos<br />
sanguíneos, acúmulo de tecido cicatricial, obstrução arterial dentre outras, são diagnosticados<br />
e corrigidos pela ação destes microdispositivos, atuando diretamente no ponto doente. A<br />
capacidade de miniaturizar sistemas biomédicos, com o auxílio da tecnologia MEMS prevê<br />
significativa redução nos custos e aumento da qualidade da gestão de saúde.<br />
Figura 7 - BIOMEMS. (a) cauterizador; (b) microagulha; (c) protótipo de microrrobô MEMS<br />
1.4.4 Aplicações militares<br />
(a) (b) (c)<br />
Fonte: (a), (b) Sandia International Laboratories (2011), (c) Bhansali ([s.d])<br />
As aplicações militares usando dispositivos na escala micrométrica têm amplo<br />
incentivo financeiro nas pesquisas, essencialmente, por parte do governo norte-americano.<br />
Um exemplo revolucionário de aplicações dos MEMS para fins militares é desenvolvido pela<br />
Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa ou DARPA (Defense Advanced<br />
Research Projects Agency), que realiza pesquisas para controlar insetos através da<br />
microtecnologia. O projeto chamado Hibrid-Insect MEMS (HI-MEMS) prevê os chamados<br />
“insetos Cyborg”.<br />
A pesquisadora Dra. Judy ([s.d]) gerente do programa HI-MEMS, relata que este visa<br />
desenvolver interfaces acopladas entre máquina e insetos através da colocação de sistemas<br />
microeletromecânicos no seu interior durante as primeiras fases da metamorfose. O programa<br />
objetiva equipar os insetos com uma gama de sensores MEMS, tais como: câmeras de vídeo,<br />
microfones, áudio e agentes químicos, guiados remotamente por dispositivos sem fio. Usando<br />
implantes conectados no cérebro e músculos (Figura 8), é possível o controle sobre as<br />
27
funcionalidades como a decolagem, voo e aterrissagem dos insetos. Desta forma, em um<br />
possível cenário de conflito, através dos “insetos Cyborg” é possível executar missões de<br />
reconhecimento e ataque em território inimigo sem a exposição do homem.<br />
Figura 8 - Insetos Cyborg. (a) traça Pupa mais chip MEMS; (b) sistema de estimulação sobre o dorso do inseto<br />
(a)<br />
Fonte: DARPA (2010)<br />
Outras aplicações estão consolidadas na área militar como a utilização dos MEMS.<br />
Estas desempenham um papel vital em aplicações como controle aerodinâmico,<br />
processamento de sinais usando calor e radiação, medição de inércia e orientação, detecção<br />
biológica, identificação de toxinas, análise de DNA (Deoxyribonucleic acid), análise celular,<br />
preparação e uso de drogas.<br />
Outro projeto em desenvolvimento pelo DARPA, visto como algo visionário é a<br />
implantação de redes de monitoramento permanente. Nada irá fugir ao controle da tecnologia<br />
em um futuro próximo através dos chamados Smart dust ou poeira inteligente. Segundo o<br />
pesquisador Dr. Pister ([s.d]) da Universidade da Califórnia, Berkeley, pioneiro no estudo e<br />
desenvolvimento desta tecnologia, Smart dust é um conjunto de sistemas<br />
microeletromecânicos (MEMS). Estes incluem sensores, robôs e ou outros dispositivos, que<br />
podem detectar luz, temperatura, vibração, produtos químicos, etc. Liberados na atmosfera em<br />
nível de pó eles formam uma rede de sensores com conexão sem fio, monitorando<br />
praticamente tudo oque acontece nesta região.<br />
1.5 Mercado<br />
Com base nas inúmeras aplicações, o crescimento da tecnologia MEMS está em ampla<br />
ascensão. Consequentemente, o mercado de MEMS tende a evoluir em ritmo acelerado. A<br />
(b)<br />
28
demanda por preços baixos e confiabilidade nos produtos é o fator principal que motiva o<br />
interesse neste mercado. Interagindo sobre uma gama de questões que envolvem desde o<br />
aquecimento global até o envelhecimento da população e consequente o consumo de bens, o<br />
mercado de MEMS está definindo para um crescimento rápido com significativos e<br />
diversificados segmentos industriais.<br />
Conforme Nancy (2010) os dispositivos médicos para as ciências da vida e<br />
microfluídicos para a medicina são as aplicações de MEMS promissoras para o futuro. Além<br />
destes, os tradicionais segmentos da indústria automobilística, espacial, militar,<br />
telecomunicações entre outras tendem a representar altos investimentos e lucros na área de<br />
MEMS. No entanto, um novo ramo comercial denominado NEW MEMS voltados a<br />
dispositivos de consumo representará um amplo crescimento na receita deste mercado.<br />
Segundo a YOLE DEVELOPMENTS (2011) líder mundial na análise dos mercados<br />
de MEMS, estima-se um crescimento no mercado a partir de 2011. Relatórios projetam que<br />
este mercado alcance US$ 19,6 bilhões em 2016, e 15,8 bilhões de unidades produzidas. A<br />
perspectiva do mercado de MEMS por segmento de aplicação, para os próximos anos até<br />
2016 é apresentada na Figura 9.<br />
Xxx<br />
xxxx<br />
Figura 9 - Previsão do mercado de MEMS<br />
Fonte: Adaptada de YOLE DEVELOPMENTS (2011)<br />
29
1.6 Motivação<br />
Atribuir qualidade aos MEMS implica garantir sua adequação ao uso. A garantia para<br />
produtos inovadores de baixo custo e alta qualidade como os que podem ser produzidos pela<br />
Microtecnologia, em especial, os MEMS, reflete um longo caminho com inúmeros desafios.<br />
Alguns destes incluem a superação de expectativas de mercado, concepção, tecnologia, mão-<br />
de-obra e confiabilidade. Além disso, outras limitações devem ser avaliadas para que ideias<br />
cheguem a protótipos e virem produtos.<br />
O funcionamento básico de microtransdutores MEMS está associado ao conhecimento<br />
da sua frequência de ressonância. Logo, há dependência da forma geométrica e das<br />
propriedades do material que os constituem. Contudo, segundo Lin e Wang (2006) cabe<br />
considerar que as dimensões de ordem micrométrica, a espessura fina do dispositivo, a não<br />
compreensão dos efeitos físicos das forças intermoleculares sob essas dimensões, a mudança<br />
das propriedades dos materiais dos elementos quando reduzidos a pequenas escalas, são<br />
fatores que comprometem a qualidade operacional dos dispositivos como um todo.<br />
Desta forma, altos níveis de rendimento e confiabilidade são fundamentais para o<br />
sucesso da produção de qualquer dispositivo MEMS. Segundo Arft (2011) isso inclui otimizar<br />
todos os aspectos do produto, incluindo o projeto de MEMS, fabricação, montagem e testes.<br />
Neste sentido, conforme destaca Song et al., (2011) as pesquisas na área de dispositivos<br />
MEMS visam diminuir custos e confirmar a qualidade dos mesmos. Estes fatores têm sido<br />
garantidos na produção em lote (batch), onde milhões de componentes são fabricados em uma<br />
única lâmina (ou wafer) e testados por amostragem. No entanto, conforme destaca Cigada,<br />
Leo e Vanalli (2006), é de fundamental importância testar cada um dos dispositivos<br />
fabricados, no menor tempo possível. Portanto, testes para detecção dos defeitos e falhas<br />
devem ser otimizados quanto ao tempo de duração e confiabilidade.<br />
A proliferação de dispositivos MEMS e as necessidades dos fabricantes em testar os<br />
produtos antes de liberá-los no mercado, coloca importância acrescida em equipamentos de<br />
testes automatizados. Conforme destaca MEMS Investor Journal (2011) testes em MEMS<br />
representam de a dos custos de produção total dos dispositivos. Embora estes testes<br />
sejam semelhantes aos testes de CIs na indústria de semicondutores, dispositivos MEMS<br />
apresentam novos desafios. Além das propriedades elétricas, partes mecânicas também devem<br />
ser testadas. Esta etapa, consiste em uma extensa caracterização dos dispositivos, visando<br />
acelerar a produção e otimizar o rendimento contra defeitos. Assim, o fator preponderante e<br />
de maior contribuição é o tempo despendido nesta etapa.<br />
30
Segundo Revel (2011) dispositivos MEMS requerem testes em várias fases do nível de<br />
produção. Os métodos e tipos de testes são geralmente definidos pela aplicação final do<br />
sistema e dependem de padrões diferentes. Um dos principais desafios para testar MEMS é<br />
desenvolver plataformas de avalição precisa para estes dispositivos. Isso se aplica tanto para o<br />
desenvolvimento de produtos, quanto aos testes de produção. Nesse sentido, fica claro a<br />
exigência da indústria em atender o chamado requisito 3P. O trinômio “preço, peso e<br />
performance (desempenho)” exige que, cada transdutor MEMS produzido seja verificado.<br />
Para isso se faz necessário otimizar o tempo de duração dos testes sem perder a<br />
confiabilidade.<br />
Com base nisso, a modelagem matemática é uma das alternativas que poderá atender<br />
essa demanda. Com o crescimento e interesse em MEMS, a modelagem e simulação destes<br />
microdispositivos tornam-se uma área emergente que vem ganhando interesse. No entanto, o<br />
conhecimento de todos os fenômenos que se manifestam nos MEMS não é trivial. Desafios<br />
em etapas de modelagem, manipulação e análise das características dinâmicas destes<br />
microssistemas torna-se um campo de ampla investigação.<br />
A descrição preliminar destes fenômenos a partir da construção e interpretação de<br />
modelos matemáticos, que representem o sistema físico real é fundamental. Este caminho<br />
torna-se uma alternativa viável no sentido de superar as dificuldades impostas na<br />
representação do desempenho comportamental e das características dinâmicas dos MEMS.<br />
Logo, a modelagem matemática e sua investigação ganha importância primordial nesta área.<br />
De acordo com Kerschen et. al., (2005) a “modelagem matemática se refere ao uso da<br />
linguagem matemática para simular o comportamento de um "mundo real" do sistema<br />
(prático). Seu papel é proporcionar uma melhor compreensão e caracterização do sistema”.<br />
Neste sentido, representar fenômenos observáveis através de dados com a informação<br />
da dinâmica do sistema físico, por intermédio de modelos matemáticos, torna-se uma<br />
tendência promissora como auxílio na análise e entendimento do funcionamento dos sistemas<br />
em investigação. Segundo Coelho A. e Coelho L. (2004) “A utilização de um modelo para<br />
simular um sistema real constitui um procedimento de baixo custo e seguro para experimentar<br />
o sistema. Entretanto, a validade (adequação) dos resultados de simulação depende<br />
completamente da qualidade do modelo matemático do sistema”.<br />
Conforme Chuang et al., (2010) para estes microssistemas, em um primeiro momento<br />
isto é possível através da utilização de CADMEMS (Computer Aids Design for MEMS). No<br />
entanto, este é ainda um trabalho em andamento. Reimbold (2008) destaca que a integração<br />
do computador no projeto de MEMS propicia a modelagem computacional. A partir dela,<br />
31
investiga-se a forma de desenvolver modelos analíticos e numéricos que ao serem<br />
implementados no computador permitem examinar gráficos e visualizar o dispositivo de<br />
forma facilitada.<br />
Segundo Ljung (1999) outra alternativa é a utilização de técnicas de Identificação de<br />
Sistemas, como procedimentos para a formulação de modelos matemáticos computacionais<br />
confiáveis. Este processo é fundamental na concepção e análise preliminar do desempenho da<br />
dinâmica de sistemas como um todo. Desta forma, sua utilização em nível de sistemas<br />
microscópicos pode tornar-se uma alternativa válida quanto às dificuldades impostas na<br />
análise de seu comportamento.<br />
Para Aguirre (2004) a Identificação de Sistemas “é uma área do conhecimento que<br />
estuda maneiras de modelar e analisar sistemas a partir de observações, ou seja, dados”.<br />
Contudo, o tratamento computacional destas observações requer seu armazenamento em<br />
quantidades finitas. Assim, a transformação do desempenho analógico para o desempenho<br />
discretizado, utilizando o computador é um fator adicional que dificulta a obtenção do modelo<br />
matemático comportamental de MEMS.<br />
O comportamento dinâmico de estruturas mecânicas de MEMS tem influência sobre<br />
as respostas elétricas através de princípio de transdução de energia. Portanto, a determinação<br />
de parâmetros mecânicos, tais como rigidez de elasticidade, o amortecimento e a massa das<br />
estruturas são de grande importância tecnológica para a caracterização e otimização destes<br />
dispositivos. A obtenção dos parâmetros físicos dos MEMS torna-se importante, ao passo que<br />
os mesmos contêm informações das propriedades dos materiais e geometrias utilizados para a<br />
construção dos próprios dispositivos.<br />
Desta forma, a inserção destes parâmetros tanto na modelagem matemática como na<br />
simulação possibilita desenvolver métodos eficientes, que permitam ao projetista de MEMS<br />
agilidade nos cálculos, pensamento rápido, análise de seu desempenho e inserção em nível de<br />
sistema. Logo, a concepção destes modelos se tornam procedimentos práticos, eficientes, não<br />
invasivos e válidos na obtenção do modelo de dispositivos microscópicos.<br />
Nesse sentido, a caracterização precoce de dispositivos MEMS, por meio da<br />
modelagem matemática, em uma faixa de frequência estreita e em um intervalo de tempo<br />
reduzido, assegurando a qualidade e o baixo custo é fundamental. Além disso, a avaliação do<br />
desempenho comportamental estimado em relação ao desempenho real é uma forma prática e<br />
eficiente de identificar possíveis alterações funcionais nos dispositivos. Com este pressuposto,<br />
este trabalho visa investigar uma proposta de aliar qualidade, precisão e interatividade do<br />
projeto, sob o desempenho comportamental de dispositivos MEMS.<br />
32
1.7 Objetivos<br />
Propor através das técnicas de Identificação de Sistemas, modelos matemáticos que<br />
descrevam o desempenho comportamental linear, de microtransdutores MEMS baseados em<br />
deformação elástica (elastomassas), e força eletrostática (estrutura comb-drive). Para que o<br />
objetivo principal seja alcançado, os seguintes objetivos específicos foram traçados:<br />
Investigar o princípio de funcionamento dos atuadores MEMS;<br />
Pesquisar os modelos matemáticos mais usados na obtenção do desempenho<br />
comportamental;<br />
Estudar alternativas que tenham sido propostas recentemente e possam contribuir na<br />
modelagem matemática de MEMS;<br />
Aplicar, comparar, e estabelecer a melhor combinação de critérios necessários para a<br />
identificação dos modelos matemáticos;<br />
A expectativa é reproduzir o desempenho comportamental dos microtransdutores<br />
MEMS em relação processo experimental com qualidade, precisão e menor tempo possível.<br />
1.8 Estrutura da dissertação<br />
Esta dissertação esta organizada em cinco capítulos. Cada um dos quais apresentam os<br />
aspectos essenciais para o desenvolvimento deste estudo.<br />
O Capítulo 2 é composto pela abordagem dos aspectos e conceitos inerentes aos<br />
atuadores MEMS e seu funcionamento. O estudo é dirigido aos dispositivos baseados em<br />
deformação elástica e atuação eletrostática, formas de atuação e topologias.<br />
O Capítulo 3 apresenta as técnicas de identificação e suas características, assim como,<br />
uma importante classificação dos modelos matemáticos. Ao mesmo tempo, é descrita<br />
formulação matemática do modelo físico que descreve o processo em estudo. Em seguida, o<br />
mesmo destaca a técnica de modelagem utilizada, onde cada etapa do processo é exposta.<br />
O Capítulo 4 é dividido em duas partes. Inicialmente é descrita de forma sucinta a<br />
metodologia desenvolvida durante o trabalho. Na segunda parte são apresentados os<br />
resultados obtidos através das simulações computacionais, com seus respectivos comentários<br />
decorrentes dos ensaios realizados sobre as topologias das estruturas selecionadas.<br />
Finalmente, no Capítulo 5, estão expostas as conclusões e comentários ao<br />
desenvolvimento do trabalho. Posteriormente, propõem-se as sugestões para novos trabalhos<br />
que consolidem e propiciem a continuidade desta investigação.<br />
33
2 ATUA<strong>DO</strong>RES MEMS<br />
Neste capítulo são abordados conceitos inerentes aos atuadores MEMS baseados em<br />
deformação elástica e ação eletrostática. O capítulo visa também, destacar o princípio de<br />
transdução eletrostático. De forma concomitante, é ressaltado a constituição destes<br />
dispositivos através das diferentes topologias baseadas deformação elástica (elastomassas) e<br />
estruturas comb-drive, bem como, o princípio de funcionamento. A ênfase é dada os<br />
dispositivos com um grau de liberdade e a estrutura comb-drive translacional de ação<br />
longitudinal.<br />
2.1 Transdução ou conversão de energia<br />
A energia, nas suas mais diversas formas, é extremamente necessária à sobrevivência<br />
do homem. Sua principal característica é a conservação, o que implica na impossibilidade de<br />
criá-la ou destruí-la. Consequentemente resta monitorá-la, transformá-la e utilizá-la de forma<br />
conveniente. Desta forma, conforme esta influencie as propriedades dos materiais e os<br />
parâmetros geométricos e transmitam seus resultados a um sistema de controle ou medida. Na<br />
Figura 10 são ilustrados estímulos de diferentes domínios de energia convertidos a sistemas<br />
de sensoriamento elétrico.<br />
Figura 10 - Conversão de sinais em sensores eletrônicos<br />
Fonte: Fruett (2010)<br />
O comportamento da energia é monitorado por meio de sistemas denominados de<br />
sensores, cuja nomenclatura deriva do latim sentire, que significa perceber. Os sensores são<br />
34
sistemas desenvolvidos para responder aos estímulos de determinadas formas de energia,<br />
como apresentada na Figura 10. Conforme Reimbold (2008)<br />
Os sensores são classificados obedecendo a vários aspectos considerados na<br />
“Análise de Sistemas”. Entre eles, alimentação para operação, energia de entrada<br />
versus energia de saída, características dos sinais de entrada, de perturbação e de<br />
saída, mensuração, parâmetros característicos, número de entradas e saídas e ligação<br />
externa entre entrada e saída.<br />
Ao analisar unicamente o aspecto energia de entrada versus energia de saída, é<br />
possível conceituar os termos, transdutor, atuador, gerador e motor. Estes conceitos são<br />
fundamentais quando se trata de conversão de energia. Os atuadores podem ser considerados<br />
mecanismos de ativação de equipamentos de controle de processo por uso de hidráulica,<br />
pneumática ou eletrônica de sinais.<br />
Conforme Allen (2005) sensores e atuadores são formas de transdutores. Basicamente<br />
a sua função consiste em transformar a energia de uma forma para outra. Um sensor é um<br />
transdutor 1 de entrada que detecta um sinal de entrada de energia (ou seja, mecânica, química,<br />
térmica, etc) e, na maioria dos casos, transforma-a em energia elétrica, o que facilita a<br />
integração de sistemas. Alternativamente, um atuador é um transdutor de saída que, na maior<br />
parte, transforma uma forma de energia em uma saída mecânica. Na Figura 11 é apresentado<br />
um esquema da forma de transdução de energia.<br />
Figura 11 - Fluxo de energia e estímulo/resposta do sensor transdutor<br />
Fonte: Adaptada de Reimbold (2008)<br />
Particularmente, quando os estímulos são provenientes de energia mecânica e energia<br />
elétrica, o transdutor ou conversor de energia é denominado de transdutor eletromecânico. Se<br />
o transdutor recebe energia elétrica e a transforma em energia mecânica ele é denominado de<br />
atuador ou motor, caso contrário, é definido simplesmente como um sensor ou gerador. Estes<br />
termos que definem inúmeros dispositivos conhecidos na escala macroscópica referenciam-se<br />
também, mantendo-se as devidas características, aos elementos que constituem os<br />
1 Termo que deriva do latim transducere, que significa “levar através”.<br />
35
microssistemas. Assim, esses transdutores, quando construídos com técnicas de<br />
miniaturização e integração utilizando os processos de fabricação da microeletrônica<br />
consolidam os MEMS. Um sensor e um atuador MEMS obedecem ao esquema de diagrama<br />
de blocos, conforme apresentado na Figura 12.<br />
Figura 12 - Diagrama de fluxo de energia em MEMS. (a) atuador; (b) sensor<br />
(a)<br />
Fonte: Elaborada pelo autor<br />
Segundo os autores Dorey e Morre (1995), Muller (2000) e Senturia (2003) a partir do<br />
princípio mostrado na Figura 12, vários dispositivos MEMS podem ser concebidos,<br />
projetados e construídos, levando em consideração as mais diversas aplicações e tecnologias<br />
desenvolvidas até o presente momento. Nos microssistemas, a trandução essencialmente se dá<br />
através do seguintes princípios: mecânicos; eletrostáticos; térmicos; piezoelétrico e fluídico.<br />
2.1.1 Conceitos de dinâmica e cinemática<br />
As teorias fundamentais básicas para o entendimento e estudos dos sistemas<br />
microeletromecânicos, são a mecânica clássica newtoniana e o eletromagnetismo. Nesse<br />
sentido, alguns conceitos e relações são vitais quanto ao estudo dos MEMS. Entre estes<br />
conceitos, a classificação entre corpos rígidos e não rígidos é essencial. Desta forma,<br />
conforme destaca Pesce (2004)<br />
[...] um Corpo Rígido (CR) pode ser definido como um corpo material que guarda a<br />
propriedade de invariância de distância relativa entre quaisquer pontos que o<br />
constituam. Esta é a propriedade fundamental de um CR. Trata-se, obviamente, de<br />
uma idealização, um modelo da realidade, porquanto inexistem, senso estrito, corpos<br />
materiais totalmente indeformáveis.<br />
Entre os movimentos possíveis, um CR realiza basicamente, duas formas de<br />
movimentação. O movimento de translação, quando a direção de qualquer segmento que une<br />
duas de suas partículas não se altera durante o movimento. Nesta situação, todos os pontos<br />
percorrem trajetórias paralelas.<br />
(b)<br />
36
Conforme destaca Reimbold (2008)<br />
Todas as partículas sofrem o mesmo deslocamento durante o mesmo intervalo de<br />
tempo, de modo que todas possuem em qualquer instante a mesma velocidade e<br />
aceleração. A direção das forças aplicadas define dois tipos de translação:<br />
longitudinal e transversal. É denominada “longitudinal” quando o movimento é<br />
paralelo à direção da força, e, caso o seja perpendicular á direção desta, o<br />
movimento de translação é dito “transversal”.<br />
Em contrapartida, o movimento é dito rotacional quando todos os pontos materiais do<br />
corpo percorrem trajetórias circulares em relação a outro ponto qualquer do mesmo corpo.<br />
Para um corpo sólido livre, as interferências destes movimentos estão suscetíveis a sofrer<br />
alguns deslocamentos, ou seja, descrever determinadas trajetórias denominadas de graus de<br />
liberdades. No plano, um corpo sólido tem três graus de liberdade, sendo duas translações,<br />
segundo duas direções ortogonais e uma rotação, em torno da direção perpendicular ao plano.<br />
Considerando o espaço, um corpo sólido tem seis graus de liberdade, sendo três translações,<br />
segundo três direções ortogonais e três rotações, em torno das mesmas direções ortogonais. A<br />
combinação de translação e rotação produz o movimento roto-translacional. Conforme<br />
destaca Tavares e Barbosa (2002) o movimento não rígido ou deformável pode ser<br />
classificado em apenas três classes: articulado, elástico ou fluídico. Com base nisso Reimbold<br />
(2008) afirma que,<br />
2.1.2 Movimento elástico<br />
O movimento articulado ocorre se as partes rígidas do corpo se movem<br />
independentemente das restantes. O movimento elástico caracteriza-se pelo<br />
movimento não rígido com algum grau de continuidade e suavidade de maneira a<br />
modificar a forma do corpo, os parâmetros geométricos e as propriedades intrínsecas<br />
do material. O movimento fluídico é um movimento não rígido que não satisfaz a<br />
restrição de continuidade, podendo envolver variações topológicas e deformações<br />
turbulentas.<br />
Todo corpo material sofre alguma deformação quando submetido à ação de forças.<br />
Desta forma, nenhum corpo é perfeitamente rígido. Estas forças podem causar tanto<br />
mudanças na forma ou mesmo no volume do corpo. Segundo Portela e Silva (1996) a posição<br />
oferecida a essas mudanças e o retorno à sua forma, ou volume inicial, quando retirada as<br />
forças é caracterizado como propriedade elástica dos corpos.<br />
Entre as formas de deformação mais relevantes vale destacar a deformação normal,<br />
cisalhante e de torque. A deformação normal, segundo Silva e Ibrahim (2009) “se refere, mais<br />
especificadamente, à variação percentual de comprimento num material solicitado por um<br />
37
esforço de tração ou compressão”. Ou de forma mais genérica, pode-se considerar a<br />
deformação cujo resultado físico é a alteração do volume do corpo sem modificar a forma<br />
quando a este é aplicada uma força perpendicular. Em contrapartida, a deformação cisalhante<br />
causa uma distorção angular, ou seja, a variação do ângulo de uma fibra em relação ao plano.<br />
Ou ainda, é o resultado físico da alteração da forma sem modificar o volume quando ao corpo<br />
é aplicada uma força tangencial. E por fim, a deformação por torção. Para Silva e Ibrahim<br />
(2009) esta, “é caracterizada por uma rotação em torno do eixo longitudinal devido a um<br />
momento de torção”. Na Figura 13 são ilustradas estas deformações nos materiais.<br />
Figura 13 - Formas de deformação dos corpos. Linhas tracejadas representam a forma antes, e linhas sólidas,<br />
após a deformação. (a) Deformação normal por alongamento; (b) Deformação normal por compreensão; (c)<br />
Deformação por cisalhamento; (d) Deformação por torção<br />
Fonte: Callister (2001)<br />
Qualquer material elástico ao sofrer uma deformação longitudinal, também sofre uma<br />
deformação transversal, proporcional á deformação longitudinal aplicada. A relação destas<br />
duas deformações, normal e cisalhante, obedece à expressão conhecida como razão de<br />
Poisson, definida pela equação (1). A razão de Poisson é fundamental para relacionar<br />
diferentes deformações,<br />
|<br />
Conforme afirma Silva e Ibrahim (2009) “os movimentos em MEMS não são<br />
transmitidos e controlados pelo uso de articulações (juntas), como nos mecanismos<br />
convencionais. Nos MEMS os movimentos, normalmente são obtidos por flexões de partes<br />
estruturais mais finas”. Ainda, de acordo com estes autores, os MEMS utilizam mecanismos<br />
compliantes, ou seja, flexíveis e sujeitos a grandes deflexões elásticas durante sua operação<br />
para substituir estes mecanismos convencionais. O intuito é assegurar as partes estruturais<br />
|<br />
38<br />
(1)
destes dispositivos aliando o comportamento elástico, semelhante a uma mola. Desta forma, é<br />
possível associar as deformações (deslocamentos) com as forças atuantes.<br />
2.2 Atuadores eletromecânicos<br />
Os atuadores eletromecânicos são transdutores que convertem energia elétrica em<br />
energia mecânica. Nise (2002) afirma que, “um motor é um componente eletromecânico que<br />
fornece um deslocamento de saída para uma tensão de entrada, isto é, uma saída mecânica<br />
gerada por uma entrada elétrica”. Esta relação entre os sinais de entrada e saída para a<br />
concepção de qualquer atuador eletromecânico demanda dois blocos funcionais e uma função<br />
unívoca, conforme apresentado na Figura 14.<br />
Figura 14 - Atuador eletromecânico em diagrama de blocos<br />
Conforme destaca Reimbold (2008),<br />
Fonte: Adaptada de Reimbold (2008)<br />
O bloco denominado de acionador, idealmente desempenha duas funções,<br />
monitoração e geração de força, sendo constituído por dois blocos: um sensor e um<br />
“gerador fenomenológico”. O bloco “meio” tem como finalidade canalizar a<br />
manifestação da força através do movimento. Dependendo da cinemática este bloco<br />
pode conter outros (corpo rígido ou/e corpo não rígido) de forma a aperfeiçoar o<br />
desempenho mecânico.<br />
De fato, como cita Reimbold (2008) “a ressonância e o limite de elasticidade são os<br />
parâmetros que definem a função unívoca na maior parte dos atuadores eletromecânicos<br />
baseados em deformação elástica”. A ressonância é um fenômeno físico produzido quando a<br />
frequência de vibração natural de um sistema coincide com a frequência de forças externas.<br />
Neste caso, há uma transferência de energia entre um sistema oscilante para outro sistema que<br />
entrará em regime de oscilação ou vibração, com amplitude cada vez maior. Este fenômeno<br />
pode ainda ser classificado como destrutivo ou não destrutivo.<br />
39
Com relação a esta classificação Reimbold (2008) relata que,<br />
O princípio não-destrutivo consiste em igualar a frequência do sistema oscilatório<br />
( ) à frequência natural ( ) do sistema vibratório, de forma que as propriedades<br />
intrínsecas desse não sejam alterados. Quando isto acontece à frequência do sistema<br />
é denominada de frequência de ressonância ( ). A ideia fundamental consiste em<br />
aumentar a amplitude de vibração respeitando os limites de elasticidade do sistema<br />
vibratório de forma que este atinja maiores deslocamentos dos que possuía em<br />
estado natural. A frequência natural como parâmetro é necessária para comparar o<br />
desempenho entre atuadores eletromecânicos.<br />
A indústria apresenta inúmeros atuadores eletromecânicos baseados, principalmente,<br />
nas formas de índole eletroquímica, eletromagnéticos, eletrorresistritivos e eletrostáticos.<br />
Cada uma destas formas apresenta vantagens e desvantagens quando comparadas suas<br />
funcionalidades. Em especial, os atuadores eletrostáticos são amplamente utilizados na<br />
concepção de dispositivos MEMS. Este fato é justificado por apresentarem facilidade de<br />
integração, respostas rápidas e beneficiaram-se dos processos de fabricação compatíveis com<br />
os processos dos CIs.<br />
Atuação eletrostática é baseada na força de Coulomb atrativa existente entre cargas<br />
opostas. Conforme Reimbold (2008) destaca, “[...] são poucos afetados pela temperatura<br />
ambiente e são altamente eficientes na atuação devido ao baixo consumo que apresentam.<br />
Estes podem gerar grandes forças, mas são limitados por deslocamentos curtos”. Allen (2005)<br />
destaca alguns dispositivos MEMS de sucesso baseados no princípio eletrostático, como:<br />
microbombas, microinterruptores, microespelhos, micro e nanopinças, entre outros.<br />
2.3 Microestruturas elásticas suspensas e elastomassas<br />
Microestruturas suspensas ou vigas em balanço são as estruturas usuais nos sistemas<br />
microeletromecânicos. Em síntese, são formas de arranjos constituídas de partes móveis sobre<br />
bases fixas. Conforme Reimbold et al., (2008) as elastomassas MEMS, também denominadas<br />
de micronúcleos elásticos, são constituídas de forma geral, utilizando-se de vigas e colunas,<br />
como elementos não rígidos, e de âncoras ou engastes e massa, como elementos rígidos.<br />
Segundo os autores, a viga é o elemento formado por uma barra de eixo plana submetida a<br />
esforços contidos no mesmo plano. Destacam-se duas importantes formas de vigas para a<br />
construção de elastomassas: vigas hiperestáticas e isostáticas. A diferença básica encontra-se<br />
unicamente nas formas de seus engastes. Outro elemento importante são as colunas, que<br />
suportam as forças de tensão ou compressão submetidas no eixo longitudinal.<br />
40
O cantilever é outro componente amplamente utilizado nos atuadores eletrostáticos.<br />
Esta microestrutura elementar permite a partir de sua flexibilidade e versatilidade torná-la um<br />
componente essencial em uma variedade de dispositivos MEMS. Aplicações de sucesso têm<br />
utilizado esta microestrutura, como acelerômetros e giroscópios. Sua estrutura consiste em<br />
uma microviga em balanço onde uma de suas extremidades está engastada, e a outra<br />
permanece livre, conforme apresentado na Figura 15.<br />
Figura 15 - Viga engastada ou em balanço, microcantilever<br />
Fonte: Elaborada pelo autor<br />
A aplicação específica define a melhor forma geométrica do cantilever e o material de<br />
que ela deve ser feita. Estes dois parâmetros definem as características da estrutura, como a<br />
rigidez (constante da mola). Conforme destaca Reimbold (2008), “as diferentes combinações<br />
do microcantilever podem gerar outras microestruturas suspensas, as quais permitem<br />
conceber variadas topologias de molas, cujo princípio se baseia em deformação elástica”.<br />
A integração de diferentes geometrias combinadas com micromolas e massas<br />
vibratórias permitem obter inúmeras topologias de massas elásticas, conhecidas como<br />
elastomassas. Estas, por sua vez, são responsáveis pela frequência de ressonância. Estas<br />
topologias podem apresentar determinados graus de liberdades. Algumas destas formas são<br />
apresentadas na Figura 16.<br />
Figura 16 - Topologias de elastomassas. (a) formato em U; (b) crab; (c) ponte dupla; (d) dobradiça; (e) ponte<br />
simples; (f) serpentina<br />
Fonte: Baidya, Gupta e Mukherjee (2002)<br />
41
2.4 Estrutura comb-drive<br />
Os principais atuadores eletromecânicos MEMS, utilizam-se essencialmente da<br />
atuação eletrostática ou capacitiva. Um atuador eletrostático simples disponível<br />
comercialmente, mais conhecido é o capacitor de placas paralelas. Este dispositivo tem a<br />
função de armazenar energia elétrica no campo elétrico existente em seu interior. Ao fornecer<br />
uma carga a um condutor, ele adquire um potencial elétrico . Verifica-se que o potencial<br />
elétrico é diretamente proporcional à quantidade de carga. Logo, a razão entre a quantidade de<br />
carga e o potencial elétrico , define a grandeza denominada capacitância, ou capacidade<br />
elétrica ( ) representada pela equação (2),<br />
Em síntese, a capacitância é a habilidade de armazenar cargas elétricas por unidade de<br />
potencial elétrico. O capacitor de placas paralelas é composto por duas placas condutoras<br />
paralelas ou eletrodos separadas por um material dielétrico de espessura uniforme, conforme<br />
apresentado na Figura 17. O valor da capacitância depende diretamente da geometria das<br />
placas, da distância entre ambas e também do material dielétrico.<br />
Figura 17 - Capacitor de placas paralelas<br />
Fonte: Elaborada pelo autor<br />
Quando o capacitor é submetido a variações na diferença de potencial aplicada em<br />
seus terminais, variação dos parâmetros geométricos e diferentes formas de movimentação<br />
das placas, este dispositivo apresenta a funcionalidade de gerar forças eletrostáticas. Esta<br />
possibilidade desperta o interesse na construção de diferentes formas de capacitores. Segundo<br />
Reimbold (2008) uma destas formas consiste na estrutura digital (inter-digited), nomeada pela<br />
forma análoga aos dedos. Na Figura 18 são apresentadas algumas destas estruturas.<br />
42<br />
(2)
Figura 18 - Topologias de dedos capacitivos. (a) reto; (b) grosso-oval; (c) copa fina; (d) copa grossa; (e) alfinete;<br />
(f) serra<br />
(a) (b) (c) (d) (e) (f)<br />
Fonte: Adaptada de Reimbold (2008)<br />
Uma estrutura baseada nas topologias de dedos capacitivos que veem despertando<br />
interesse é a estrutura comb-drive. Este micromecanismo autopropulsor funciona como<br />
transdutor eletromecânico. Seu princípio de funcionamento relaciona energia mecânica com<br />
energia elétrica, regido pelas leis físicas destes dois domínios. Em geral, apresentam resposta<br />
rápida, baixa potência de consumo e facilidade de integração com circuitos eletrônicos. Sua<br />
concepção é a base para a nova era da robótica. Neste sentido, estes atuadores MEMS são<br />
importantes para operação de vários manipuladores robóticos. Sua capacidade precisa de<br />
posicionar, orientar objetos micrométricos e realizar movimentos com alta resolução e<br />
confiabilidade garante a eficiência do sistema robótico.<br />
Sua estrutura é constituída normalmente por dois combs, um fixo, enquanto que outro<br />
é suspenso por molas de flexão e pode se movimentar. Eles se caracterizam por uma série de<br />
eletrodos (dedos) dispostos lado a lado, formando um conjunto semelhante a um “pente”,<br />
conforme apresentado na Figura 19.<br />
Figura 19 - Estrutura comb-drive<br />
Fonte: Elaborada pelo autor<br />
43
Ao se aplicar uma diferença de potencial entre os dois combs, é gerado um efeito<br />
capacitivo entre os “dedos” adjacentes devido à concentração de cargas opostas nas<br />
superfícies dos mesmos. Pequenas variações da diferença de potencial aplicada geram forças<br />
elétricas de atração e repulsão entre os combs, resultando em pequenos deslocamentos do<br />
comb móvel. Este se encaixa, porém sem contato físico, com o comb fixo. A amplitude dos<br />
deslocamentos gerados depende da frequência e da variação de diferença de potencial<br />
aplicada.<br />
Conforme Chavarette et al., (2009) para que o movimento ocasionado pela<br />
deformação aconteça, uma força de natureza eletrostática ou puramente mecânica é aplicada<br />
ao dispositivo. Este fato permite explorar o dispositivo tanto como sensor ou atuador.<br />
Aplicando-se uma tensão alternada entre os combs obtém-se como resposta um deslocamento<br />
do comb. Assim, a estrutura se comporta como um atuador e este deslocamento pode ser<br />
utilizado para acionar outros mecanismos do sistema. Por outro lado, medindo-se a variação<br />
de capacitância devido a algum movimento relativo entre os pentes observa-se que a estrutura<br />
se comporta como um sensor de deslocamento. Estas funções necessitam da interação e da<br />
integração de dois dispositivos, um móvel ou deformável o qual é denominado comumente de<br />
mola e outro de índole eletrostática, ou seja, a estrutura comb-drive. Estes dispositivos são<br />
constituídos, basicamente, de vigas, colunas, âncoras ou engates e massa. Os comb-drives<br />
podem apresentar tanto movimentos de translação como de rotação, dependendo da sua<br />
topologia, conforme apresentado na Figura 20.<br />
Figura 20 - Tipos de comb-drive. (a) translação; (b) rotação<br />
(a)<br />
Fonte: Sandia National Laboratories (2011)<br />
O comb-drive de movimento translacional pode ainda ser dividido em três formas de<br />
atuação conforme a direção de seu deslocamento: ação longitudinal, ação lateral e ação<br />
vertical. As três formas são apresentadas na Figura 21.<br />
(b)<br />
44
Figura 21 - Direção de deslocamentos do comb-drive translacional. (a) longitudinal; (b) lateral; (c) vertical<br />
(a)<br />
(b)<br />
Fonte: Sandia National Laboratories (2011)<br />
O funcionamento básico destes microdispositivos está associado ao conhecimento da<br />
frequência de ressonância dos mesmos, a qual é definida pelas propriedades dos materiais e<br />
sua forma geométrica. O desempenho ótimo da força aplicada versus o deslocamento depende<br />
do conhecimento preciso dos valores da massa ( ), do coeficiente de elasticidade (rigidez) da<br />
mola ( ) associado ao amortecimento do ambiente ( ) no qual está inserido.<br />
Segundo Chavarette et al., (2009) na indústria estes dispositivos quando disposto<br />
convenientemente como microssensores e microatuadores, possibilitam a integração como<br />
relés, pinças, osciladores, filtros, transformadores, giroscópios, acelerômetros, entre outros<br />
dispositivos micrométricos. Observa-se que as áreas de instrumentação, controle de processos,<br />
aeronáutica, agricultura de precisão e automação industrial veem nestes micromecanismos<br />
uma forma de desenvolver sensores e atuadores para aplicações antes limitadas pelo tamanho<br />
dos dispositivos.<br />
Com base nisso, neste trabalho o foco de interesse volta-se ao comb-drive de ação<br />
longitudinal. Esta escolha é baseada na topologia simples, polarização unipolar e<br />
funcionamento de fácil compreensão. No entanto, esta estrutura apresenta algumas<br />
desvantagens, como a utilização de altos níveis de potencial elétrico para reproduzir pequenos<br />
deslocamentos e a instabilidade gerada pela arquitetura das elastomassas e comprimentos dos<br />
eletrodos do comb-drive.<br />
(c)<br />
45
3 MODELAGEM MATEMÁTICA<br />
A necessidade em aprimorar as técnicas de modelagem e simulação de microestruturas<br />
MEMS mostra-se como um amplo campo de investigação. Etapas como a construção, análise,<br />
técnicas utilizadas, e interpretação dos modelos matemáticos destes microssistemas é<br />
fundamental no auxílio do projeto e otimização dos MEMS. Para o caso específico dos<br />
dispositivos baseados em deformação elástica e força eletrostática estas etapas são destacadas<br />
neste capítulo. Este capítulo, também ressalta as técnicas de identificação de Sistemas,<br />
especificamente, a modelagem caixa cinza. Além disso, os dados amostrados conforme<br />
Nyquist resultam da transformação de tempo continuo em discreto. Logo, os processos de<br />
discretização são abordados como fator fundamental na modelagem destes microssistemas.<br />
Neste sentido, este capítulo é uma contribuição científica quanto à modelagem matemática<br />
destes atuadores MEMS.<br />
3.1 Identificação de sistemas<br />
Conforme Monteiro (2002) um sistema pode ser definido como “um conjunto de<br />
objetos agrupados por alguma interação ou interdependência, de modo que existam relações<br />
de causa e efeito nos fenômenos que ocorrem com os elementos deste conjunto”. Para Ogata<br />
(1995) sistema é “uma combinação de componentes que atuam em conjunto e realizam um<br />
certo objetivo”.<br />
Uma forma de descrever as relações entre as variáveis e elementos dos sistemas é<br />
através de modelos. Em consequência disso, a modelagem matemática visa estudar maneiras<br />
de desenvolver e implementar modelos matemáticos adequados a estes sistemas reais. Esta<br />
prática torna-se uma alternativa para descrever as características de um sistema. Esta forma de<br />
modelagem simula saídas para o sistema conforme os estímulos (entradas) são aplicados,<br />
permitindo, desta forma, a descrição do comportamento dinâmico do sistema.<br />
A complexidade de um modelo matemático dependerá da aplicação visada. No<br />
entanto, o levantamento e a formulação matemática de todos os aspectos e fenômenos que<br />
afetam o comportamento do sistema não é uma tarefa simples. Logo, torna-se praticamente<br />
impossível reproduzir por intermédios de modelos matemáticos o comportamento exato do<br />
sistema real. Neste sentido, os modelos matemáticos devem ser capazes de reproduzir o<br />
comportamento original do sistema da melhor forma possível. Basicamente, existem três<br />
grupos de técnicas usadas para a obtenção de modelos matemáticos.<br />
46
O primeiro grupo é denominado modelagem pela física do processo, também<br />
conhecida como modelagem caixa-branca. Segundo Garcia (1997) todo o processo de<br />
obtenção do modelo se baseia em leis e princípios físicos. Desta forma, todos os parâmetros<br />
são conhecidos ou previamente determinados. Os dados de entrada e saída do sistema, quando<br />
disponíveis, são usados unicamente para validar o modelo. Nesta forma de identificação, os<br />
termos da estrutura e seus parâmetros detêm um sentido físico. Portanto, a principal vantagem<br />
é exatamente este significado físico do modelo obtido. No entanto, Corrêa e Aguirre (2004)<br />
reconhecem a dificuldade na obtenção de modelos por intermédio da modelagem caixa-<br />
branca. Segundo estes autores, a complexidade nas equações físicas envolvidas e por vezes, o<br />
desconhecimento das mesmas, assim como seus parâmetros e o tempo despendido em suas<br />
análises, são as principais desvantagens desta técnica.<br />
O segundo grupo é referenciado como modelagem empírica, também conhecida como<br />
modelagem (identificação) caixa-preta. Conforme Sjöberg et al., (1996) este procedimento<br />
normalmente não pressupõe qualquer conhecimento prévio do sistema. Neste caso, apenas os<br />
dados de entrada e saída do processo são usados durante a identificação. Desta forma, não<br />
existe nenhuma relação óbvia entre a estrutura e seus parâmetros com os aspectos físicos do<br />
sistema sendo identificado. Para Pottmann e Pearson (1998) este fator, aliado a dificuldade<br />
para a seleção dos modelos e, em alguns casos o número excessivo de parâmetros são as<br />
principais desvantagens desta técnica. Por outro lado, a relativa facilidade na obtenção e a<br />
possibilidade em escolher estruturas mais adequadas para o projeto de sistemas de controle,<br />
apresentam-se como vantagens nesta técnica de modelagem.<br />
Estes dois grupos podem ser interpretados como os dois extremos das técnicas de<br />
modelagem. No entanto, conforme Lindslong e Ljung (1994) ressaltam um avanço no<br />
interesse em desenvolver e aprimorar métodos de identificação que permitam incorporar<br />
informações adicionais que se tenha sobre o sistema durante sua investigação, e não apenas<br />
dados. Sobre isso Aguirre, Rodrigues e Jacomé (1998) afirmam que,<br />
Procedimentos com esta característica são denominados métodos de “identificação<br />
caixa-cinza” e são especialmente interessantes porque não exigem do usuário um<br />
profundo conhecimento “a priori” do processo, mas permitem a utilização de<br />
conhecimento prévio. Isso normalmente resulta em melhores modelos e,<br />
principalmente, modelos fisicamente mais significativos.<br />
Neste sentido, este tipo de informação a priori auxilia na obtenção de modelos mais<br />
concisos. Este tipo de informação varia conforme o caso, o que permite quantificar a<br />
47
identificação caixa-cinza em métodos claros e escuros. Uma síntese das vantagens e<br />
desvantagens de cada técnica de identificação é apresentada na Figura 22.<br />
Figura 22 - Representação pictórica das dificuldades de cada classe de modelos<br />
3.2 Classificação dos modelos dinâmicos<br />
Fonte: Corrêa e Aguirre (2004)<br />
Um modelo de um sistema dinâmico consiste em uma representação por elementos e<br />
operadores matemáticos que permitam analisar e prever com certo grau de precisão o seu<br />
48
comportamento futuro. A dinâmica consiste na existência de propriedades que relacionem<br />
valores passados e futuros, de variáveis de saída e entrada. Ou seja, relacionam variáveis que<br />
levam em consideração a sua dependência temporal. Segundo Aguirre (2004) todo o sistema<br />
real é dinâmico. No entanto, quando a sua dinâmica (variações no tempo) não for relevante,<br />
tais modelos podem ser descritos por sistemas estáticos.<br />
Conforme Ljung (1999) e Aguirre (2004) os modelos dinâmicos podem ser<br />
classificados de várias formas. Para sua distinção pode-se citar algumas características. Desta<br />
forma, uma possível classificação pode ser considerada como:<br />
Modelos Lineares e Modelos Não-Lineares: modelos lineares satisfazem o princípio<br />
da superposição (princípio da homogeneidade mais o princípio da aditividade). Estes<br />
modelos apresentam ainda a mesma forma de comportamento independente do ponto<br />
de operação. Sistemas lineares são mais simples de serem tratados. No entanto, a<br />
negligência de certas não-linearidades presentes pode comprometer a análise do<br />
sistema. Caso os modelos não satisfazem o princípio da superposição, os mesmos são<br />
classificados como não-lineares. Nesta situação é possível verificar inúmeros<br />
fenômenos específicos em virtude das não-linearidades presentes. Em síntese, todo o<br />
sistema é em princípio não-linear. No entanto, em inúmeros casos é possível linearizar<br />
estes sistemas em torno de um ponto de operação, aproximando-o a um sistema linear.<br />
Modelos Contínuos e Modelos Discretos: esta classificação é baseada nas<br />
características da variável independente temporal. Para modelos cuja sua evolução é<br />
observada continuamente, para qualquer intervalo de tempo são denominados como<br />
modelos contínuos. Estes são modelados por equações diferenciais. Modelos discretos<br />
tendem a sua evolução há instantes isolados de tempo devido a sua observação,<br />
intervalos de tempo ou eventos discretos (amostragem). Na natureza quase todos os<br />
processos são contínuos, porém em várias situações é interessante a discretização.<br />
Estes modelos são representados por equações a diferenças. Estas equações são mais<br />
fáceis de resolver em computador, pois podem ser calculadas recursivamente, ou seja,<br />
solução obtida numericamente.<br />
Modelos de Parâmetros Concentrados e Modelos de Parâmetros Distribuídos: O<br />
primeiro caso consiste em modelos de sistemas onde seu comportamento varia<br />
unicamente em função do tempo, sendo seus parâmetros constantes. Estes sistemas<br />
são descritos por equações diferenciais ditas ordinárias (ODE – Ordinary Differential<br />
49
Equations). No segundo caso, existe mais de uma variável independente como a<br />
posição espacial ( ). Se os parâmetros mudam de acordo com a variação destas<br />
coordenadas este modelo é dito de parâmetros distribuídos e representado por um<br />
conjunto de equações diferenciais parciais (PDE – Parcial Differential Equations).<br />
Modelos Paramétricos e Modelos Não-Paramétricos: modelos que relacionam a<br />
entrada e a saída por intermédio de um conjunto de parâmetros (números ou<br />
coeficientes) são denominados modelos paramétricos. Em contrapartida, os métodos<br />
não-paramétricos objetivam representações gráficas de um sistema.<br />
Modelos Determinísticos e Modelos Estocásticos: esta classificação é baseada quanto<br />
às incertezas presentes no contexto de um problema real. Modelos determinísticos<br />
possuem certeza nos dados de seu comportamento. No entanto, modelos estocásticos<br />
possuem certo nível de incerteza, na forma de variáveis aleatórias na saída do sistema.<br />
Modelos Autônomos e Modelos Não-Autônomos: modelos que não dependem<br />
explicitamente do tempo, ou ainda, sistemas que não apresentam sinais de entrada de<br />
forma explícita são denominados de modelos autônomos. Caso contrário, modelos que<br />
apresentam entradas e saídas bem definidas são caracterizados como não-autônomos.<br />
Modelos Monovariáveis e Modelos Multivariáveis: modelos que apresentam relação<br />
(causa e efeito) em um par de variáveis, ou seja, uma única entrada e saída são ditos<br />
como monovariáveis. Estes são conhecidos pela sigla SISO (single input, single<br />
output). Os modelos multivariáveis podem ser classificados conforme o número de<br />
entradas e saídas. A sigla MISO (multiple inputs, single output) refere-se a modelos<br />
com múltiplas entradas e uma saída. SIMO (single input, multiple outputs) para<br />
modelos com uma única entrada e várias saídas. E por fim, MIMO (multiple input,<br />
multiple outputs) para modelos com várias entradas e saídas.<br />
Modelos Causais e Modelos Antecipativos: um modelo é dito causal, quando o<br />
sistema dinâmico começa a responder a uma excitação no momento em que esta é<br />
efetivamente aplicada ao sistema. Em contrapartida, um sistema antecipativo (ou não-<br />
causal) é capaz de responder antes da aplicação dos sinais de entrada. Ainda que possa<br />
ser possível representar matematicamente modelos não-causais, nenhum sistema físico<br />
tem esta capacidade. Assim, todo o sistema físico real na natureza é causal.<br />
50
Modelos Variantes e Invariantes no Tempo: para o caso dos parâmetros de um<br />
modelo, sejam eles, concentrados ou distribuídos serem constantes ao longo do tempo,<br />
o modelo é denominado como invariante. Por outro lado, se os parâmetros são funções<br />
temporais o mesmo é considerado variante no tempo.<br />
3.3 Representação linear de sistemas dinâmicos<br />
Conforme ressalta Aguirre (2004) existem várias formas de representar os modelos<br />
matemáticos. As principais representações são a resposta ao impulso, à resposta em<br />
frequência, à Função de Transferência (FT), a representação no espaço de estados e as<br />
representações discretas. O autor afirma que “uma destas representações mais importantes na<br />
modelagem de sistemas dinâmicos lineares é a função de transferência”.<br />
De forma geral, um sistema dinâmico linear contínuo e invariante no tempo é descrito<br />
por equações diferenciais ordinárias lineares na forma representada pela equação (3)<br />
sendo a ordem da derivada do sinal de saída e entrada respectivamente, a variável<br />
dinâmica de saída, e de entrada, ou seja, o sinal de excitação. Os coeficientes e<br />
relacionam os sinais de entrada e saída, ou seja, os parâmetros físicos do sistema.<br />
Segundo Aguirre (2004) “funções de transferência são funções que modelam o<br />
comportamento dinâmico de um par, entrada-saída de um sistema, ou seja, descrevem como<br />
uma determinada entrada é dinamicamente “transferida” para a saída do sistema”. Por<br />
definição, a FT de um sistema contínuo é a Transformada de Laplace da sua<br />
resposta ao impulso do sistema conforme a representação dada pela equação (4)<br />
∫<br />
ou ainda, a FT é definida como a relação das transformadas de Laplace da saída e da entrada<br />
quando todas as condições iniciais são nulas. Assim, a FT da equação (3) é dada conforme (5)<br />
51<br />
(3)<br />
(4)
As raízes do polinômio são denominados de zeros e são dados por<br />
valores são dados por<br />
3.3.1 Representações discretas<br />
. Em contrapartida, as raízes do polinômio são chamados de pólos e seus<br />
As representações matemáticas são voltadas essencialmente à identificação de<br />
sistemas usando algoritmos para a estimação de parâmetros. Neste caso, a classe de modelos é<br />
denominada de modelos paramétricos. Dado um vetor de observações de entrada e saída do<br />
processo, objetiva-se obter os parâmetros do modelo que melhor descrevem o processo.<br />
Conforme Aguirre (2004) a estrutura geral de modelos paramétricos pode ser definida<br />
pelo conjunto de equações a seguir:<br />
onde é a FT do processo e , a FT do ruído, e ruído branco (variável aleatória).<br />
Considerando que os polinômios e são definidos como:<br />
sendo o operador de atraso, de forma que , e são<br />
as ordens dos respectivos polinômios. corresponde aos pólos comuns entre a modelagem<br />
52<br />
(5)<br />
(6)<br />
(7)<br />
(8)<br />
(9)
da dinâmica do sistema e a modelagem do ruído (útil nos casos que se assume que o ruído<br />
entra no sistema junto com a entrada). representam pólos e zeros que afetam<br />
somente a entrada, e os pólos e zeros que afetam somente o ruído. Desta forma,<br />
é possível elaborar uma família de modelos discretos lineares, conforme apresentado na<br />
Tabela 1. A forma estrutural depende dos polinômios na expressão (6) serem iguais a um.<br />
Tabela 1 - Representações de modelos discretos utilizando Identificação de Sistemas<br />
Polinômio no<br />
Modelo Geral<br />
Fonte: Ljung (1999)<br />
3.4 Modelo linear dos atuadores MEMS<br />
Nome do Modelo<br />
FIR (Resposta ao impulso finito)<br />
AR (Autoregressivo)<br />
ARX (Autoregressivo com Entradas Exógenas)<br />
ARMAX (Autoregressivo com Média Móvel e Entradas Exógenas)<br />
ARMA (Autoregressivo com Média Móvel)<br />
ARARX (Ruído Autoregressivo em um modelo ARX)<br />
ARARMAX (Ruído Autoregressivo em um modelo ARMAX)<br />
OE (Erro na saída)<br />
BJ (Box-Jenkins)<br />
Neste trabalho o modelo matemático proposto baseia-se no modelo analítico clássico<br />
que descreve o comportamento do microtransdutor eletromecânico MEMS proposto por Tang,<br />
Nguyen e Howe (1989). Este modelo relaciona o conjugado, força aplicada versus<br />
deslocamento obtido, que pode ser representado na forma de diagrama de blocos, conforme<br />
apresenta a Figura 23.<br />
Figura 23 - Concepção do modelo analítico dos atuadores eletrostáticos MEMS<br />
Fonte: Elaborada pelo autor<br />
53
Os três blocos da Figura 23 representam as três equações embarcadas no próprio<br />
modelo. Uma das equações descreve o comportamento elétrico e a outra mostra o<br />
desempenho mecânico. A terceira faz o acoplamento entre as duas primeiras, ou, entre as<br />
diferentes formas de energia. A relação estabelecida entre os fluxos de energia, elétrico e<br />
mecânico da Figura 23, também é representada através de um diagrama de corpo livre,<br />
resultado da aplicação da Segunda Lei de Newton, conforme pode ser visto na Figura 24.<br />
Figura 24 - Atuador eletrostático MEMS. (a) parâmetros concentrados; (b) corpo livre<br />
(a) (b)<br />
Fonte: Adaptado de Reimbold (2008)<br />
Através da análise da Figura 24, pode-se observar que o comportamento mecânico é<br />
descrito pela inércia do corpo „ ‟, o amortecimento „ ‟ e a rigidez ou elasticidade „ ‟ da<br />
estrutura, à qual é aplicada uma força de índole eletrostática. Portanto, o modelo matemático<br />
que decorre da análise do corpo livre e que a literatura técnica atribui é uma ODE de segunda<br />
ordem, linear e de parâmetros invariantes no tempo e não-homogênea. Esta representação tem<br />
sido atribuída indiferentemente a sensores ou atuadores. As expressões (10) e (11) definem o<br />
modelo para o domínio de tempo contínuo e discreto respectivamente, onde „ ‟ são os<br />
instantes de tempo e „ ‟ são os intervalos.<br />
Esse modelo proposto é válido para sistemas que incorporam o atuador e o sensor<br />
simultaneamente. A vibração ou movimento imposto ao comb-drive é consequência da<br />
aplicação de um campo elétrico. Conforme destaca Schmidt et al., (2004) as não-linearidades<br />
54<br />
(10)<br />
(11)
são inerentes a maioria destas microestruturas. No entanto, o capacitor de atuação longitudinal<br />
mostra-se como uma exceção a regra. Conforme apresentado na equação (12), a capacitância<br />
é diretamente proporcional ao deslocamento da estrutura.<br />
onde<br />
representa a capacitância em função do deslocamento;<br />
a permissividade do meio;<br />
a distância entre as placas, ou “dedos”;<br />
é o valor da espessura dos “dedos”;<br />
deslocamento dos “dedos”;<br />
O "2" na equação é (12) é devido à capacitância das placas fixadas em ambos os lados.<br />
A energia eletrostática armazenada em um capacitor pela aplicação de uma<br />
diferença de potencial é dada pela expressão (13)<br />
e a força eletrostática entre as placas ou conjunto de “dedos” interdigitados pode ser<br />
determinada através da diferenciação da função de energia em relação a coordenada da<br />
direção da força, da seguinte forma e expressa pela equação (14)<br />
(<br />
.<br />
A partir da solução da equação (10) pode-se obter tanto a frequência natural do<br />
sistema , como a frequência com amortecimento , definidas através das expressões (15) e<br />
(16),<br />
)<br />
/<br />
55<br />
(12)<br />
(13)<br />
(14)
√<br />
√<br />
assim, analisando a equação (15) verifica-se que a frequência natural do sistema depende, das<br />
características geométricas e das propriedades dos materiais que formam a estrutura. Neste<br />
sentido, torna-se importante a determinação dos parâmetros físicos para estabelecer o<br />
comportamento destes atuadores, bem como, a avaliação coerente de seu funcionamento.<br />
3.5 Modelagem caixa-cinza<br />
Para os MEMS, inicialmente, Tang, Nguyen e Howe (1990) no projeto do comb-drive<br />
utilizou-se da modelagem caixa branca, ou modelagem pela física. Por outro lado,<br />
Wolfram et al., (2005) destacou a utilização das técnicas de modelagem caixa preta,<br />
manipulação de dados, como alternativa para a modelagem de MEMS. Entretanto,<br />
combinando as vantagens destas duas formas de modelagem, têm-se conseguido progressos<br />
no sentido de melhorar a maneira de obter-se o modelo comportamental destes dispositivos.<br />
Assim, na identificação caixa cinza, além dos dados de entrada e saída obtidos do<br />
sistema, algum outro tipo de informação a priori são usados na extração do modelo<br />
matemático, conforme mostrado na Figura 25. Segundo Corrêa e Aguirre (2004) os principais<br />
pontos a favor desta forma de identificação na literatura técnica são: (i) diminuição do número<br />
de parâmetros nos modelos, (ii) maior capacidade de reproduzir características fora dos dados<br />
de identificação, (iii) maior robustez, e (iv) maior adequação para o desenvolvimento de<br />
sistemas de controle.<br />
Figura 25 - Identificação de sistemas<br />
Fonte: Reimbold (2008)<br />
56<br />
(15)<br />
(16)
Segundo Aguirre (2004) o processo de modelagem caixa preta é dividido em cinco<br />
etapas principais que são aplicadas à modelagem caixa cinza. Estas etapas são: testes<br />
dinâmicos e coleta de dados, escolha da representação matemática a ser usada, determinação<br />
da estrutura do modelo, estimação dos parâmetros e validação do modelo. Neste trabalho<br />
investigativo, as elastomassas são consideradas como um sistema linear, o que permite<br />
estudar seu desempenho em uma faixa relativamente estreita de operação.<br />
3.5.1 Seleção de testes dinâmicos e coleta de dados<br />
Os dados utilizados para identificar os sistemas dinâmicos são chamados de dados de<br />
identificação. Estes são gerados a partir de medições da resposta de sistema, de acordo com o<br />
sinal (excitação) pré-estabelecido em sua entrada. Eles devem conter a informação necessária<br />
sobre o sistema a ser modelado. Logo, espera-se que exista uma correlação significativa entre<br />
as variáveis que explique a relação causa e efeito presente nos dados. Conforme cita Aguirre,<br />
Rodrigues e Jacomé (1998) “o sinal de excitação deve apresentar espectro suficientemente<br />
amplo de frequência e amplitude de tal forma que excursione o sistema pelos regimes<br />
dinâmicos de interesse”.<br />
Segundo Aguirre (2004) nesta etapa alguns aspectos fundamentais devem ser<br />
observados. A realização dos testes dinâmicos e especificação dos ensaios envolve a definição<br />
dos sinais a serem medidos e ambiente de manipulação, caracterização dos sinais de excitação<br />
e a escolha do intervalo de amostragem são itens que devem ser criteriosamente analisados.<br />
3.5.1.1 Plataforma de teste<br />
A coleta de dados é realizada a partir da plataforma de testes desenvolvida no<br />
aplicativo ANSYS (Analysis System). Esta ferramenta computacional permite fazer diferentes<br />
tipos de análises pelo método de Elementos Finitos (FEM – Finite Element Method) e<br />
Elementos de Fronteira (BEM – Boundary Element Method). Segundo Swanson (1998) dentre<br />
estas análises destacam-se: Estática, Modal, Harmônica, Espectral, Dinâmica Transiente e<br />
análise de Flambagem.<br />
O aplicativo ANSYS apresenta uma ampla gama de capacidades de simulação de<br />
engenharia. O ambiente de plataformas de simulação unificada e personalizável permite que<br />
engenheiros realizem de forma eficiente simulações complexas que envolvem a interação de<br />
múltiplos domínios. Desta forma, o software de simulação é utilizado para prever como se<br />
57
comportará projetos de produtos, e como processos de fabricação serão operados em<br />
ambientes do mundo real. O mesmo fornece a qualidade para analisar os projetos no menor<br />
tempo possível e ter a certeza de resultados precisos. Seu prestígio a nível acadêmico garante<br />
caracterizar as simulações desenvolvidas como sendo a parte experimental do trabalho.<br />
Para a simulação de deformação de sólidos dispõe-se de elementos como o SOLID45<br />
e o SOLID95, entre outros. O SOLID45 é um elemento que tem plasticidade, dilatação,<br />
rigidez, estresse, deflexões e deformação. A simulação da elastomassa MEMS no aplicativo<br />
ANSYS, bem como, a geometria, a localização dos nodos e o sistema de coordenadas de cada<br />
elemento são apresentados respectivamente na Figura 26.<br />
Figura 26 - Geometria do elemento SOLID45<br />
Fonte: Adaptada de Swanson (1998)<br />
Para a estrutura comb-drive seguindo o proposto por Reimbold (2008) o dispositivo<br />
pode ser implementado utilizando-se diferentes soluções que envolvem forças eletrostáticas e<br />
estruturas mecânicas. No entanto, neste trabalho o elemento utilizado é o TRANS126.<br />
Segundo ANSYS o elemento é adequado para simular a resposta eletromecânica de<br />
dispositivos MEMS. Na Figura 27 é apresentado o elemento, onde e são as<br />
nomenclaturas dadas aos nodos, e . Estes nodos representam os capacitores,<br />
gap a distância entre as placas do capacitor e por fim, a rigidez do dispositivo.<br />
Figura 27 - TRANS126. (a) banco capacitivo; (b) símbolo; (c) equivalente mecânico<br />
(a) (b) (c)<br />
Fonte: Adaptada de Reimbold (2008)<br />
58
O TRANS126 é um elemento concentrado o qual converte energia eletrostática de seu<br />
domínio em um domínio estrutural e vice-versa e ao mesmo tempo, permite o armazenamento<br />
de energia. Em síntese, o TRANS126 representa a resposta capacitiva do dispositivo ao<br />
movimento em uma direção. As forças eletrostáticas são obtidas da derivada da capacitância<br />
como função da distância, cuja análise pode ser realizada a partir da Figura 28.<br />
Figura 28 - Características do TRANS126. (a) capacitância x deslocamento; (b) repulsão eletromecânica<br />
(a) (b)<br />
Fonte: Adaptada de ANSYS ([s.d])<br />
A capacitância do elemento TRANS126 do ANSYS é definida por meio da expressão<br />
(17). Logo, a força eletrostática é calculada através da equação (18)<br />
3.5.1.2 Experimentação do sistema<br />
[<br />
Os sinais de excitação aplicados ao sistema devem ser projetados para satisfazer o<br />
melhor conjunto de propriedades que garantirão a adequabilidade dos dados obtidos. Segundo<br />
Leontaritis e Billings (1987) na prática os sinais utilizados para excitar os sistemas são sinais<br />
binários pseudo-aleatórios (PRBS), especialmente para sistemas lineares. Ondas quadráticas e<br />
ruído branco, que contém um espectro de frequência relativamente largo também podem ser<br />
utilizados. Além destes, pode-se citar os sinais sinusoidal, degrau e impulso.<br />
A amplitude do sinal de teste é também um fator extremamente importante nesta<br />
etapa. Este é o responsável por levar o sistema a diferentes regiões de operação. No caso dos<br />
sistemas lineares, deseja-se aplicar uma amplitude que seja a menor possível para não excitar<br />
]<br />
59<br />
(17)<br />
(18)
as não-linearidades dos sistema. No entanto, ao mesmo tempo, seu valor deve ser<br />
suficientemente grande para garantir uma boa relação sinal-ruído. As propriedades dos dados<br />
selecionados na fase de testes e utilizados em seguida na estimação dos parâmetros são<br />
relevantes para garantir a qualidade do modelo estimado.<br />
3.5.1.3 Tempo de amostragem<br />
A escolha da realização dos testes é um problema relacionado além dos sinais de<br />
excitação, ao tempo de amostragem. A forma de modelagem computacional requer uma<br />
quantidade finita de amostras. Logo, torna-se necessário registrar as variáveis contínuas do<br />
sistema na forma discreta no tempo. Portanto, tais variáveis devem ser amostradas.<br />
Segundo Aguirre (2004) “o período entre duas amostras é chamado de período ou<br />
tempo de amostragem, ”. Esta importância quanto ao é devida ao fato em que tempos de<br />
amostragem diferentes, geram modelos diferentes. Se for demasiadamente curto, tende-se a<br />
obter dados superamostrados. Desta forma, as sucessivas medições tendem a estar<br />
correlacionadas, as quais poderá tornar a estimação dos parâmetros mal condicionada. Por<br />
outro lado, caso a obtenção dos dados torna-se subamostrados pode-se levar a uma perda de<br />
informação dinâmica entre uma amostra e outra. Em consequência disso, tem-se uma redução<br />
na qualidade do modelo estimado.<br />
Para os sinais amostrados, e reter as características fundamentais do sinal<br />
original, é necessário que o seja suficientemente curto. Uma forma de estabelecer este<br />
critério é obedecer ao teorema de Shannon/Nyquist definido através da equação (19)<br />
onde: é a frequência de amostragem, e é a frequência do sinal a ser amostrado. Assim,<br />
conforme Shannon (1949) deve-se garantir que a frequência de amostragem seja maior que o<br />
dobro da maior frequência do sinal original para evitar o falseamento do sinal amostrado.<br />
3.5.2 Discretizadores<br />
A transformação do desempenho analógico para o discretizado, através de<br />
processadores digitais é fundamental na obtenção do modelo matemático comportamental dos<br />
MEMS. Logo, sua importância é relevante em todo o processo de identificação. A formação<br />
60<br />
(19)
do vetor de regressores , necessário à estimação dos parâmetros do modelo matemático<br />
está diretamente vinculada ao método de discretização utilizado no processamento dos dados.<br />
Portanto, a eficácia do modelo proposto está relacionada à escolha do melhor discretizador.<br />
A discretização ou amostragem do sinal de um sistema consiste na transformação de<br />
uma representação no domínio de tempo contínuo para o tempo discreto. Esta é realizada por<br />
meio de amostragem de tempo e da quantização em amplitude, passíveis de serem tratadas por<br />
computadores digitais. Por outro lado, a passagem do tempo discreto para o domínio contínuo<br />
é denominada de reconstrução do sinal.<br />
Entre as formas de sinais disponíveis Ogata (1995) cita os sinais analógicos em<br />
tempos contínuos definidos para qualquer instante de tempo, cuja amplitude varia<br />
continuamente. Sinais em tempo contínuo quantizado, onde a amplitude somente pode<br />
assumir valor pré-determinados. Sinais discretizados que assumem valor em instantes de<br />
tempo determinados. E por fim, discretizados quantizados, que são sinais discretizados que<br />
unicamente podem assumir determinados valores de amplitude. Estas formas de sinais são<br />
apresentadas na Figura 29.<br />
Figura 29 - Tipos de sinais. (a) contínuo; (b) contínuo quantizado; (c) discretizado; (d) discretizado quantizado<br />
(a) (b)<br />
(c) (d)<br />
Fonte: Adaptada de Ogata (1995)<br />
61
Na análise de sistemas em tempo contínuo uma das ferramentas matemáticas uteis é a<br />
utilização da Transformada de Laplace com o uso da frequência complexa . De forma<br />
análoga, em sistemas discretos, a alternativa frequentemente utilizada na análise destes<br />
sistemas é a Transformada . E ambas relacionadas à Transformada de Fourier .<br />
Semelhantemente a , a utiliza-se da frequência complexa que neste caso é . No entanto,<br />
são baseadas em séries de potência, nas „Séries de Laurent‟, ou seja, uma representação de um<br />
sinal por séries de potência generalizando a conhecida expansão em séries de Taylor. A<br />
utilização da é vital para o desenvolvimento dos modernos sistemas de controle discretos,<br />
em especial, em processos de amostragem, processamento de sinais digitais e discretização de<br />
sistemas e controladores.<br />
Seja uma função temporal contínua e seu correspondente sinal discreto ,<br />
conforme apresentado na Figura 30,<br />
Figura 30 – Discretização no tempo de um sinal contínuo<br />
Fonte: Elaborada pelo autor<br />
onde é a soma de todas as amostras impulsivas conforme equação (20)<br />
desta forma,<br />
∑<br />
Aplicando a em (20), e sabendo-se que a do delta de Dirac é dado por<br />
{ { }} ∫<br />
{ ( )} {∑<br />
}<br />
62<br />
(20)<br />
(21)<br />
(22)
{ ( )} ∑ { }<br />
{ ( )} ∑<br />
Segundo Ogata (1995) com um simples ajuste na notação, tomando , a de<br />
uma função temporal contínua definida positivamente, ou de uma sequência de valores<br />
, tendo para valores inteiros positivos, e o período de amostragem é definido pela<br />
equação (25), conhecida como unilateral,<br />
uma variável complexa e indica no momento em que ocorre a amplitude . Assim,<br />
a transforma uma sequência em uma função da variável complexa .<br />
A expressão estabelece um mapeamento biunívoco entre os espaços das<br />
funções contínuas e discretas, conforme apresentado na Figura 31. Sendo uma função de<br />
variável complexa, é conveniente representá-la no plano complexo . Neste plano, a região<br />
| | corresponde ao círculo de raio unitário. Os valores de para os quais existe a , ou a<br />
série converge são chamados Região de Convergência. A partir deste plano é possível entre<br />
outros fatores verificar a estabilidade do sistema discreto. Além disso, de forma similar ao<br />
processo de obtenção da FT de uma função no domínio contínuo através da , a FT para<br />
∑<br />
o tempo discreto é obtida a partir da utilização da .<br />
Figura 31 - Mapeamento exponencial entre e<br />
Fonte: Elaborada pelo autor<br />
63<br />
(23)<br />
(24)<br />
(25)
Conforme apresenta Soares (1996) existem vários métodos que facilitam a<br />
discretização, de forma que a transformação de contínuo para o discreto seja a mais exata<br />
possível. Cada método apresenta uma forma distinta do tipo de aproximação numérica<br />
utilizada. Neste trabalho são utilizados os métodos: Forward Difference (FwD), Backward<br />
Difference (BwD), Invariância ao Impulso (MII), o método de retentores de ordem zero (Zero<br />
Order Hold - ZOH) e o método de Tustin.<br />
Cada um destes discretizam a FT do sistema analógico com diferentes números de<br />
fatores de regressão e tempos de atraso. A escolha destes métodos é baseada nas técnicas<br />
clássicas de discretização disponíveis na literatura. Sua escolha também está relacionada com<br />
a facilidade da implementação computacional. Para efeito de comparação e escolha do melhor<br />
método, deve-se levar em conta o que se espera do algoritmo de sistema discretizado em<br />
comparação com o desempenho do sistema analógico. Nas subseções seguintes será<br />
apresentada a formulação matemática dos métodos de discretização utilizados neste trabalho.<br />
3.5.2.1 Forward Difference<br />
Este método, também conhecido como método de Euler consiste em aproximar a<br />
derivada do sistema contínuo ,<br />
pela equação (26)<br />
64<br />
por uma aproximação à equação de diferenças dada<br />
onde corresponde ao período de amostragem dos dados. Considerando um sistema<br />
contínuo na seguinte forma,<br />
cuja transformada de Laplace fornece a FT representa pela equação (28),<br />
A aproximação discreta substituindo (26) em (27) é dada por<br />
(26)<br />
(27)<br />
(28)
de onde tem-se que<br />
organizando a equação (31) chega-se em,<br />
comparando (28) com (32), para obter a FT discreta a partir de , basta fazer a<br />
substituição de variáveis dos planos e , conforme apresentado na equação (33)<br />
[<br />
No entanto, Soares (1996) ressalta que “a simplicidade deste método contrasta com a<br />
possibilidade que o mesmo introduz de transformar um sistema contínuo estável, em um<br />
sistema discreto instável”.<br />
3.5.2.2 Backward Difference<br />
]<br />
De forma análoga ao método anterior, este processo também conhecido como método<br />
diferencial permite aproximar a derivada do sistema contínuo dado pela equação (27), por<br />
uma aproximação discreta que obedece a relação representada pela equação (34),<br />
Aplicando a transformada em (34) e considerando o domínio discreto e o<br />
domínio contínuo, de modo que , é possível realizar a substituição da variável<br />
65<br />
(29)<br />
(30)<br />
(31)<br />
(32)<br />
(33)<br />
(34)
pela variável na FT contínua , conforme a expressão apresentada na equação (35),<br />
permitindo a obtenção da FT discreta ,<br />
[<br />
]<br />
A proximidade com método anterior é aparente do ponto de vista da forma como é<br />
obtido e tratar-se de uma simples substituição das variáveis e . No entanto, neste caso, se o<br />
sistema contínuo é estável, a aplicação do BwD tornará o sistema discreto também estável.<br />
3.5.2.3 Tustin<br />
A aproximação de , também conhecida como método bilinear é baseado na<br />
aproximação numérica de integração na forma trapezoidal. Semelhante aos processos<br />
anteriores, este consiste também em um mapeamento entre os domínios e . Considerando<br />
um sistema de primeira ordem, dado por (27) e obedece a FT dada por (28), a aproximação<br />
discreta pelo método de Tustin para sistema é dado pela equação a diferenças conforme a<br />
equação (36)<br />
a versão amostrada para (27), é dada pela representação (37),<br />
ou atrasado no tempo<br />
Substituindo (38) e (37) em (36) resulta<br />
66<br />
(35)<br />
(36)<br />
(37)<br />
(38)
de onde tem-se aplicando a<br />
e portanto<br />
(<br />
comparando (28), com (41), para obter a partir de , basta fazer a substituição nas<br />
variáveis, conforme a equação (42),<br />
3.5.2.4 Invariância ao impulso<br />
[<br />
)<br />
67<br />
(39)<br />
(40)<br />
(41)<br />
] (42)<br />
Segundo Smith (2007) dada uma FT , sua forma equivalente em tempo discreto<br />
é obtida pelo Método de Invariância ao Impulso (MII), de forma que as respostas ao<br />
impulso nos instantes de amostragem sejam equivalentes à resposta ao impulso do sistema<br />
contínuo conforme a equação (43)<br />
[ ] { } (43)
3.5.2.5 Zero Order Hold<br />
A aproximação pelo segurador de ordem zero “Zero Order Hold” é também conhecido<br />
como método da invariância ao degrau. A FT discreta equivalente ao sistema contínuo<br />
descrito por , cuja FT é dada por é matematicamente obtida de acordo com a<br />
equação (44), e segue a representação como apresentado na Figura 32,<br />
{ {<br />
Figura 32 - Sinal amostrado com segurador ZOH<br />
}|<br />
Fonte: Elaborada pelo autor<br />
A função do segurador de ordem zero consiste em reter o último valor amostrado de<br />
. Sendo o sinal amostrado ideal representado por uma sequência de funções delta, o<br />
ZOH fornece uma aproximação em escada para . A saída do sistema é uma sequência de<br />
funções degrau cuja amplitude é no instante de amostragem, ou seja, .<br />
3.5.3 Escolha da representação matemática<br />
A escolha da representação matemática de um modelo recai sobre inúmeras<br />
possibilidades existentes na literatura, e algumas destas apresentadas na subseção 3.3.1.<br />
Considerando a identificação de sistemas lineares, para as microestruturas MEMS,<br />
prevalecerá a escolha do modelo que possibilite uma melhor representação do sistema em<br />
estudo. Neste sentido, as representações ARX (Autoregressive with Exogenous Inputs), e<br />
ARMAX (Autoregressive Moving Avarege with Exogenous Inputs) são as que melhor se<br />
adequam ao modelo. Ambas consideram o erro na equação, passivo de acontecer em<br />
estruturas cujas dimensões são de ordem micrométrica.<br />
}<br />
68<br />
(44)
3.5.3.1 Representação ARX<br />
A representação ARX é obtida a partir da equação do modelo geral (6), tomando<br />
. Seu modelo matemático obedece à expressão (45). O mesmo pode<br />
ser visualizado por meio de diagrama de blocos, conforme apresentado na Figura 33.<br />
ou reescrita conforme as equações (46) ou (47)<br />
onde em (47),<br />
é a saída do processo no instante ;<br />
é a entrada do processo no instante ;<br />
é o erro do processo no instante ;<br />
são os coeficientes do polinômio que relacionam a saída no instante atual com<br />
as saídas anteriores;<br />
são os coeficientes do polinômio que relacionam a saída no instante atual com<br />
as entradas anteriores.<br />
Figura 33 - Representação esquemática do modelo ARX. (a) equivalente à equação (46); (b) representada em<br />
novo formato após algumas operações matemáticas<br />
(a) (b)<br />
Fonte: Adaptada de Aguirre (2004)<br />
69<br />
(45)<br />
(46)<br />
(47)
Pela equação (46) percebe-se que o modelo ARX é adequado para representar uma FT<br />
entre a entrada e a saída perturbada por uma variável exógena entrando no<br />
sistema (Figura 33 (a)). Esta variável visa representar o erro de representação do modelo. O<br />
ruído que atua sobre o sistema que é adicionado na saída não é mais<br />
branco, pois o ruído branco original atuante sobre o sistema passa pelo filtro<br />
autoregressivo , com pólos idênticos aos do processo, que são as raízes do polinômio<br />
.<br />
3.5.3.2 Representação ARMAX<br />
O modelo autoregressivo com média móvel e entradas exógenas, de forma análoga ao<br />
modelo ARX a partir da representação geral discreta (6), tomando-se e . No<br />
entanto, neste caso há a inserção do polinômio arbitrário , além dos existentes e<br />
nos modelos ARX. Desta forma, o modelo matemático ARMAX considera a<br />
modelagem do ruído correlacionado, e obedece á expressão (48),<br />
ou reescrito conforme (49) ou (50)<br />
onde<br />
c q c q C<br />
1<br />
( ) 1 <br />
representa o polinômio que contém os pólos e zeros que<br />
1<br />
nv<br />
nvq <br />
afetam o ruído. Desta forma, O modelo ARMAX fornece uma flexibilidade extra para a<br />
modelagem do ruído em relação ao modelo ARX. A atuação da variável exógena no modelo é<br />
realizada através de um processo autoregressivo e média móvel. A representação ARMAX<br />
torna-se mais genérica, uma vez que considera o erro na equação modelado com um processo<br />
de média móvel para a determinação do estado futuro. Além disso, o ruído adicionado a saída,<br />
, é modelado como ruído branco filtrado pelo filtro ARMA, , assim<br />
, conforme apresentado na forma de diagrama de blocos, na Figura 34,<br />
70<br />
(48)<br />
(49)<br />
(50)
Figura 34 - Representação esquemática do modelo ARMAX. (a) equivalente à equação (49); (b) representada em<br />
novo formato após algumas operações matemáticas<br />
(a) (b)<br />
Fonte: Adaptada de Aguirre (2004)<br />
3.5.4 Determinação da Estrutura do Modelo<br />
Nesta fase é escolhido o valor da ordem do modelo proposto. Esta escolha é<br />
extremamente importante para adequada estimação dos parâmetros. A escolha equivocada da<br />
ordem do modelo pode não representar a sua complexidade estrutural, bem como, torná-la<br />
mal condicionada. No caso deste trabalho, esta escolha é baseada no conhecimento a priori do<br />
modelo analítico dos atuadores eletrostáticos da expressão (10), ou seja, o conhecimento<br />
físico do processo. Conforme cita Aguirre (2004) “no caso de modelos lineares, a escolha da<br />
sua estrutura se restringe, basicamente, à escolha do número de pólos e zeros”.<br />
3.5.5 Estimação dos parâmetros<br />
Esta etapa do processo de identificação de sistemas consiste em estimar (determinar),<br />
os parâmetros que compõem a representação do modelo matemático. O processo de estimar<br />
os parâmetros tende a estabelecer a associação entre a realidade física de um conjunto de<br />
dados (observações), sinais de entrada e saída, e a concepção abstrata do modelo. Em síntese<br />
o processo de estimação consiste em um problema de otimização. Pretende-se determinar um<br />
conjunto de parâmetros que minimize certa função custo.<br />
Conforme Ljung (1999) os parâmetros destas estruturas matemáticas são ajustados por<br />
algoritmos de estimação a partir dos dados medidos. A literatura específica dispõe de<br />
inúmeros métodos, algoritmos e técnicas de estimação de parâmetros. Cada um com suas<br />
especificações, vantagens e desvantagens quanto à eficácia no processo de estimação.<br />
Segundo o autor pode-se citar os métodos de mínimos quadrados e suas extensões, máxima<br />
verossimilhança e filtro de Kalman. Neste trabalho, será adotado o método de Mínimos<br />
71
Quadrados Clássico (MQ), também conhecido como ordinário, do inglês (Ordinary Lest<br />
Square - OLS), além da versão estendida, método de Mínimos Quadrados Estendido (MQE)<br />
(Extended Least Square – ELS). Para ambos os algoritmos, será aplicada as versões em<br />
batelada (batch) e recursiva para a estimação dos parâmetros dos modelos discretos das<br />
microestruturas MEMS.<br />
O método dos MQ é um dos mais conhecidos e utilizados processos de estimação. A<br />
partir de sua concepção proposta pelo matemático alemão Johann Carl Friedrich Gauss<br />
(1777 – 1855), inúmeros outros estimadores forem concebidos. A escolha por este método se<br />
justifica pela relação linear entre a entrada e saída, além da facilidade de implementação e<br />
eficiência na estimação de parâmetros de sistemas lineares. Este processo, pode ainda, ser<br />
estendido a representação não-lineares, levando em conta algumas especificações.<br />
3.5.5.1 Estimador de mínimos quadrados<br />
Considerando um sistema físico caracterizado por uma entrada, , e uma saída,<br />
, conforme a Figura 25. Supondo-se que o sistema possa ser modelado cuja representação<br />
por equações a diferenças é dada pela equação (51)<br />
( )<br />
o mesmo pode ser escrito de uma forma mais compacta conforme a equação (52),<br />
72<br />
(51)<br />
̂ (52)<br />
onde é o vetor de regressores que obedece ao discretizador utilizado, e ̂ é o vetor que<br />
contém os parâmetros a serem identificados, dados respectivamente pelas expressões (53) e<br />
(54). A dimensão do vetor de parâmetros é dada por . E ainda considera-se<br />
como o erro do modelo assumido de média nula.<br />
[ ( )]<br />
ou ainda, em termos de ̂, conforme (55)<br />
̂<br />
(53)<br />
(54)
̂ [ ̂ ̂ ̂ ̂ ] (55)<br />
Admitindo que sejam realizadas medidas, suficientes para estimar o conjunto de<br />
elementos do vetor ̂, tem-se a equação representada por (56)<br />
[<br />
]<br />
[<br />
]<br />
[ ̂]<br />
O método dos MQ tem por objetivo estimar ̂ de modo a minimizar a função custo<br />
dado pela equação (58). Ou seja, representa somatório do quadrado das diferenças entre os<br />
valores observados, e as respectivas estimativas. Estas diferenças são chamadas de resíduos,<br />
conforme a equação (57),<br />
a qual pode ser expressa por (59) e (60)<br />
̂<br />
∑( ̂)<br />
( ̂) ( ̂)<br />
̂ ̂ ̂ ̂<br />
onde , a fim de minimizar a função custo em relação a ̂, é necessário resolver<br />
Logo, tem-se as expressões (61) e (62)<br />
̂ ̂<br />
̂ ̂<br />
[<br />
]<br />
̂ .<br />
73<br />
(56)<br />
(57)<br />
(58)<br />
(59)<br />
(60)<br />
(61)<br />
(62)
considerando que as relações (63) e (64) são verdadeiras, no caso de uma matriz e os<br />
vetores e , tem-se<br />
desta forma, determina-se a equação (65)<br />
74<br />
(63)<br />
(64)<br />
̂ (65)<br />
Conforme Aguirre (2004) pode-se garantir pela equação (65) obtém-se a estimativa<br />
para o vetor de parâmetros , uma vez que ela representa o mínimo da função custo , visto<br />
que satisfaz a relação (66),<br />
̂ (66)<br />
pois, é definida positiva por construção. Desta forma, a equação (65) é o estimador que<br />
fornece o valor de ̂ que minimiza o somatório dos quadrados dos erros.<br />
A descrição do algoritmo de estimação por MQ pode ser classificado quanto à forma<br />
em que o conjunto de dados são computados. A aplicação direta da equação (65) é conhecida<br />
como processo em batelada ou (batch). Neste processo os dados de entrada e saída são<br />
medidos, armazenados e processados de uma única vez, para obter os parâmetros desejados.<br />
Neste caso, como todo o processo é realizado de forma única, não a limitação do tempo de<br />
execução. Porém, este procedimento requer grande quantidade de memória e demanda um<br />
aumento no esforço computacional conforme o tempo de ensaio.<br />
Diferentemente da versão batch, o método de Mínimos Quadrados Recursivo (MQR)<br />
utilizam pouca memória e baixo nível de esforço computacional. O processo consiste em<br />
estimar de forma sequencial a cada período de amostragem um conjunto de parâmetros. Neste<br />
caso, a cada , novas medidas dos sinais de entrada e saída tornam-se disponíveis e são<br />
processadas. Assim, o algoritmo torna-se um processo interativo. Isso torna os métodos<br />
recursivos extremamente uteis, além da possibilidade de resolução de problemas numéricos<br />
cuja solução em batelada seria difícil.
Conforme cita Aguirre (2004), “os termos estimação recursiva e estimação em<br />
batelada dizem respeito ao algoritmo”. No entanto, estimação on-line e off-line são expressões<br />
designadas quanto à obtenção dos dados. Estes termos são comumente usados para indicar<br />
algoritmos executados em tempo real ou não. Aguirre (2004) ressalta que,<br />
[...] a denominação tempo real refere-se ao fato do processamento (que tanto pode<br />
ser recursivo como em batelada) ocorrer suficientemente rápido de maneira que o<br />
resultado esteja disponível para influenciar o processo sendo monitorado ou<br />
controlado. [...] algoritmos recursivos podem ser executados em tempo real, ou não.<br />
Semelhantemente, algoritmos de estimação em batelada podem, em princípio, ser<br />
executados tanto em tempo real ou não.<br />
A obtenção do estimador recursivo segue o desenvolvimento apresentado a partir de<br />
(65). No contexto de atualização recursiva, é interessante expressar ̂ em função do último<br />
valor estimado, ou seja, ̂ . Um modelo para o sistema pode ser escrito conforme (67),<br />
75<br />
̂ (67)<br />
sendo o vetor de regressores formado na interação com informação<br />
disponível até a interação . Nesse sentido, o estimador de mínimos quadrados pode ser<br />
reescrito de acordo com a equação (68),<br />
̂ [∑<br />
]<br />
[∑<br />
a partir deste ponto, será utilizada a seguinte notação para a matriz de covariância :<br />
[∑<br />
[∑<br />
]<br />
O princípio dos algoritmos recursivos consiste em expressar as grandezas em um<br />
determinado instante , em função dos valores em instantes passados. Logo,<br />
]<br />
]<br />
(68)<br />
(69)
̂ [∑<br />
considerando o instante , a equação (70) pode ser apresentada por (71)<br />
[∑<br />
] ̂ [∑<br />
uma forma compacta de apresentar o lado esquerdo da equação (71) pode ser escrito como<br />
̂ Assim, substituindo esse resultado na equação (70), tem-se,<br />
̂ [<br />
̂ ]<br />
̂ *( ) ̂ +<br />
̂ ̂ ̂<br />
̂ ̂ [ ̂ ]<br />
̂ ̂<br />
onde uma matriz de ganho determinada a partir da covariância da rotina de<br />
atualização recursiva. E ̂ a inovação no instante . A<br />
atualização da equação (69) torna-se evidente no algoritmo recursivo a cada nova interação,<br />
para o novo conjunto de parâmetros estimados. A aplicação direta da equação (69) implica<br />
sua inversão a cada interação do algoritmo.<br />
Segundo Aguirre (2004) uma forma de resolver esta dificuldade pode ser obtida<br />
aplicando-se a seguinte identidade:<br />
Logo,<br />
]<br />
]<br />
76<br />
(70)<br />
(71)<br />
(72)
onde,<br />
ou, alternativamente,<br />
; ; e . Desta forma, obtém-se<br />
{ }<br />
utilizando a expressão (73) obtém-se a matriz ganho, conforme a equação (74)<br />
Finalmente o conjunto de equações que são utilizadas no algoritmo de estimação de<br />
parâmetros por MQR, é apresentado conforme o conjunto de equações (75),<br />
̂ ̂ [ ̂ ]<br />
3.6.4.2 Estimador de mínimos quadrados estendidos<br />
O estimador de mínimos quadrados estendido assume que as estruturas dos modelos<br />
são da forma ARMAX, o qual considera o ruído adicionado a saída modelado por<br />
⁄ . Neste caso, a simples implementação através de MQ causaria a polarização dos<br />
parâmetros estimados. Desta forma, o vetor de resíduos apresentaria alguma dinâmica que não<br />
foi devidamente explicada pelo modelo.<br />
A polarização em MQ surge do fato de existir correlação no vetor de resíduos e<br />
existirem regressores da forma no modelo. Isso acaba correlacionando a matriz de<br />
regressores com . Neste caso, para evitar a polarização, uma alternativa consiste a partir<br />
da equação (65), estender tanto na matriz de regressores , quanto no vetor de parâmetros a<br />
serem estimados ̂, novos termos que consideram a modelagem do erro correlacionado. O<br />
primeiro passo, para estimar estes modelos, consiste na estimação dos parâmetros do modelo<br />
77<br />
(73)<br />
(74)<br />
(75)
ARX. A partir deste modelo são estendidos os regressores e o vetor de parâmetros de forma a<br />
incluir o erro.<br />
Considerando que os resíduos de identificação forem modelados como um processo de<br />
média móvel de acordo com a equação (76), e o sistema possa ser modelado cuja<br />
representação por equações a diferenças é dada pela equação (77) da seguinte forma,<br />
( )<br />
sendo ruído branco, os termos podem ser incorporados à matriz de regressores<br />
e seus respectivos parâmetros. Logo, a equação matricial gerada por (77) pode ser reescrita<br />
conforme (78),<br />
onde 2<br />
ou<br />
, e<br />
[<br />
̂ ̂<br />
78<br />
(76)<br />
(77)<br />
̂ (78)<br />
]<br />
( )<br />
onde, se o modelo a ser estimado possuir termos do processo e termos do ruído, então<br />
( ) e . Da equação (77), tem-se a expressão (81)<br />
2 * Indica a estimação de forma interativa pelo método de MQE<br />
(79)<br />
(80)<br />
̂ (81)
logo,<br />
[<br />
Verifica-se que a parte parametrizada de (76) é inserida na matriz de regressores.<br />
Logo, é uma variável aleatória “branca”, de forma que em (76), não está correlacionado<br />
com . Como os termos não são medidos, estes precisam ser estimados. Logo, a<br />
partir deste ponto, a estimação do modelo ARMAX torna-se um processo interativo. Em<br />
Aguirre (2004) o autor descreve um algoritmo interativo para estimação de , divididos<br />
em seis passos, da seguinte maneira:<br />
1. a partir da equação de regressão ̂ e dos dados<br />
disponíveis, forma-se a equação matricial como no método de mínimos quadrados,<br />
e determina-se ̂ ;<br />
2. calcule-se o vetor de resíduos ̂;<br />
3. faça ( indica o número da interação);<br />
4. com , cria-se a matriz estendida de regressores, , e estima-se<br />
̂ ;<br />
5. determina-se o vetor de resíduos ̂ ;<br />
6. faça e volte ao passo 4. Repita até convergir.<br />
Conforme cita Aguirre (2004) “para verificar a convergência, pode-se monitorar a<br />
variância dos resíduos,<br />
]<br />
79<br />
(82)<br />
, ou o vetor de parâmetros ̂ . Na prática, é<br />
normalmente suficiente para atingir a convergência”. Além disso, o método MQE estima<br />
tanto o modelo do processo como o modelo ruído, ou seja, os parâmetros da equação (77).<br />
Logo, isso aponta para uma dificuldade em determinar a estrutura do modelo do ruído<br />
dado por (76). Se o objetivo da estimação do modelo do ruído for somente minimizar os<br />
efeitos de polarização, a estrutura e número de termos podem ser escolhidos o suficiente<br />
para garantir que os resíduos sejam brancos. Por fim, o modelo final deve conter apenas os<br />
termos do processo, e a parte estocástica deve ser desprezada.
3.5.6 Validação dos modelos<br />
A confiabilidade dos dados estimados e a necessidade de averiguar se um modelo<br />
proposto atende ao seu propósito, torna a validação dos modelos um processo extremamente<br />
importante. A validação consiste em verificar se os modelos estimados se comportam de<br />
forma aceitável dentro de seu domínio de aplicação. Ou seja, avalia-se a capacidade,<br />
habilidade de um dado modelo representar, ou reproduzir de forma adequada o<br />
comportamento dinâmico do sistema real. Entre as diversas técnicas de validação pode-se<br />
utilizar a comparação das respostas do sistema real com a do modelo estimado, ou investigar a<br />
magnitude de certos índices de desempenho. Estas técnicas são classificadas respectivamente<br />
em subjetivas e estatísticas.<br />
A forma mais usual de validar um modelo é comparar a simulação do modelo obtido<br />
com os dados experimentais. Conforme destaca Correa (2001) outra forma de validar a<br />
eficiência do modelo estimado consiste em verificar se este, responde da mesma forma que o<br />
modelo medido a diferentes dados daqueles utilizados na estimação. Este processo é<br />
conhecido como validação cruzada, e refere-se à capacidade de generalização do modelo. O<br />
resultado fornecido pelo modelo é comparado com os dados de saída reais, sendo realizada<br />
uma avaliação visual da capacidade do modelo acompanhar novas entradas.<br />
Outra forma, subjetiva, mas também quantitativa é a partir da avaliação comparativa<br />
visual dos erros entre os dados reais e as respectivas estimativas. O erro relativo percentual<br />
é a diferença entre o valor da estimativa ̂ prevista pelo modelo, e o valor real , cujo<br />
valor é dividido pelo próprio valor da estimativa ̂ , dado pela equação (83)<br />
Conforme cita Aguirre, Rodrigues e Jacomé (1998),<br />
| ̂<br />
̂<br />
|<br />
80<br />
(83)<br />
Uma vertente da validação de modelos dinâmicos utiliza funções de correlação para<br />
detectar possíveis dinâmicas não-modeladas nos resíduos de identificação. Tratandose<br />
de sistemas lineares, a validação deve verificar se os resíduos ξ(t) são brancos e<br />
não-correlacionados com a entrada. Esta verificação pode ser feita calculando-se as<br />
funções autocorrelação dos resíduos e correlação cruzada dos resíduos com a<br />
entrada.<br />
A validação estatística, entretanto utiliza os critérios de informação, ou índices de<br />
desempenho para avaliar a acurácia e performance do modelo proposto. Conforme apresenta
Fair (1986) existem diversos critérios e índices dispostos na literatura específica. Alguns<br />
indicadores são de precisão, outros de adequação relativa e alguns tentam capturar a<br />
capacidade de tendência de acerto dos modelos.<br />
Entre os critérios usuais pode-se destacar o Erro Quadrático Médio (Root Mean<br />
Square Error – ) como medida que consiste quantificar o erro obtido na previsão. O<br />
índice RMSE calcula os desvios em relação aos valores observados da variável Ou seja, as<br />
diferenças entre o valor de referência e sua respectiva estimativa ̂ prevista pelo modelo<br />
para a i-ésima amostra, sendo o número de amostras. Logo, representado pela<br />
equação (84) mede o erro em uma unidade de medida coerente com os dados reais. Quanto<br />
menor seu valor, melhor será considerado o modelo.<br />
√[∑ ̂<br />
A eleição do modelo mais parcimonioso dentro de uma família modelos pode ser<br />
escolhida ainda através do Critério de Informação de Akaike (Akaike Information Criterion –<br />
AIC). Akaike (1974) estabeleceu uma relação entre a informação ou distância de Kullback-<br />
Leibler, que é uma medida de discrepância relativa entre dois modelos. Segundo Burnham e<br />
Anderson (2011) o critério AIC fornece uma medida da qualidade do modelo estimando<br />
através da distância relativa entre o modelo na sua verossimilhança máxima e o processo real.<br />
Valores menores indicam modelos mais próximos ou que possuem menor perda de<br />
informação em relação à realidade. A distância é uma medida de discrepância entre as linhas<br />
do modelo experimental e o modelo estimado.<br />
Conforme Burnham e Anderson (2004) o critério de AIC é definido pela equação (85)<br />
onde é a Verossimilhança Maximizada do modelo candidato, e é o número de parâmetros<br />
do modelo. Para os casos especiais da estimação de modelos por mínimos quadrados com<br />
resíduos com distribuição normal, a equação (85) pode ser reescrita conforme a equação (86),<br />
] ⁄<br />
81<br />
(84)<br />
(85)<br />
(86)
4 METO<strong>DO</strong>LOGIA E RESULTA<strong>DO</strong>S<br />
Neste capítulo, inicialmente é destacada de forma sucinta a metodologia realizada<br />
durante o trabalho. Em seguida, a ênfase volta-se aos resultados obtidos nas simulações<br />
desenvolvidas no programa computacional desenvolvido para este fim. Finalmente, a<br />
comparação dos resultados quanto á eficácia e eficiência é apresentado, destacando o melhor<br />
conjunto na obtenção dos modelos mais parcimoniosos em relação ao desempenho<br />
comportamental real/experimental dos micronúcleos elásticos e dos atuadores MEMS.<br />
4.1 Metodologia<br />
O procedimento de identificação sistemas, neste caso, a técnica da modelagem caixa-<br />
cinza é baseada nas cinco etapas, descritas no capítulo anterior. Ela consiste na seleção da<br />
forma do modelo, o qual deve estar adaptado às representações dos dados comportamentais de<br />
entrada e saída, e respectivamente, obtidas através de simulações utilizando-se o<br />
software ANSYS e do conhecimento a priori das estruturas. A metodologia proposta neste<br />
trabalho tende a estabelecer a melhor combinação, da representação matemática, discretização<br />
e estimador de parâmetros para o modelo matemático que descreva o desempenho<br />
comportamental dos dispositivos MEMS.<br />
Na literatura, são identificadas três formas básicas de topologias de atuadores<br />
eletromecânicos MEMS baseados em deformação elástica e estrutura comb-drive. O conjunto<br />
de elastomassas, combinado com o comb-drive, as quais foram objeto de investigação neste<br />
trabalho são: Ponte Simples, Ponte Dupla e Dobradiça, conforme apresentados na Figura 35.<br />
Suas dimensões e propriedades geométricas encontram-se no Anexo A.<br />
Figura 35 - Elastomassas. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça<br />
(a) (b) (c)<br />
Fonte: Reimbold (2008)<br />
82
O critério de seleção das elastomassas baseia-se na simplicidade das estruturas. Elas<br />
apresentam apenas um grau de liberdade e acessibilidade ao modelo analítico. O atuador<br />
ponte simples é teórico, o que permite compreender o princípio de atuação. O mesmo pode<br />
ainda ser empregado na construção de simples interruptores. O atuador ponte dupla, é<br />
utilizados em dispositivos como: acelerômetros, indutores, pinças, sensores e interruptores.<br />
Por outro lado, o atuador baseado na estrutura dobradiça, tem vasta aplicação em<br />
telecomunicações, como amplificadores, mixers, transformadores, entre outros dispositivos,<br />
além de aplicações na medicina. As três formas de atuadores são apresentados na Figura 36.<br />
Figura 36 - Atuadores eletrostáticos. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça<br />
(a) (b) (c)<br />
Fonte: Adaptada de Reimbold (2008)<br />
A coleta de dados é realizada a partir da plataforma de testes desenvolvida no<br />
aplicativo computacional ANSYS. Utiliza-se a modelagem de elementos finitos e as<br />
propriedades e geometrias dos materiais de cada estrutura. Nesta plataforma aplicasse uma<br />
força e coletam-se os dados do deslocamento da estrutura. O sinal teste utilizado para excitar<br />
o sistema 3 e gerar o conjunto de dados, consiste em um degrau de força, aplicado no instante<br />
, com amplitude de para os micronúcleos elásticos e para o atuador<br />
MEMS. Estas amplitudes são selecionadas dentro de uma faixa de valores de forma que as<br />
estruturas não entrem em colapso quando aplicada a força.<br />
Os valores atribuídos à intensidade do sinal visam simplificar a expressão literal do<br />
modelo comportamental para facilitar a sua análise. Quando contaminado com ruído, os dados<br />
experimentais permitem obter o modelo comportamental estocástico. Caso contrário o modelo<br />
é determinístico. A amplitude do ruído é selecionada de forma a não despertar as não-<br />
linearidades de ambas as estruturas. A resposta a esses sinais permite obter a estabilidade,<br />
dinâmica assimétrica e fase mínima das estruturas. O utilizado que satisfaz as topologias<br />
3 Conjunto do atuador eletromecânico MEMS (elastomassas e estrutura comb-drive)<br />
83
de elastomassas e dos atuadores é de . A força versus o deslocamento são<br />
apresentadas na Figura 37 para as elastomassas. As mesmas descrevem a resposta transitória<br />
da simulação no aplicativo ANSYS, com dois sinais de excitação: degrau e sinusoidal.<br />
Figura 37 - Dinâmica real/experimental as elastomassas sem ruído: Sinal Degrau. (a) ponte simples; (b) ponte<br />
dupla; (c) dobradiça. Sinal Sinusoidal. (d) ponte simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça<br />
(a) (d)<br />
(b) (e)<br />
(c) (f)<br />
84
Em seguida, os mesmos testes foram realizados com a presença de ruído junto ao sinal<br />
de excitação. Estas dinâmicas são apresentadas na Figura 38. Neste caso, os dados obtidos por<br />
intermédio da plataforma de testes possibilitaram a estimação dos modelos estocásticos.<br />
Figura 38 - Dinâmica real/experimental as elastomassas com ruído: Sinal Degrau. (a) ponte simples; (b) ponte<br />
dupla; (c) dobradiça. Sinal Sinusoidal. (d) ponte simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça<br />
(a) (d)<br />
(b) (e)<br />
(c) (f)<br />
85
Alternativamente, o procedimento realizado anteriormente é realizado considerando as<br />
simulações do conjunto (elastomassas e comb-drive), caracterizando o microatuador MEMS.<br />
As respostas transientes para estas estruturas são apresentadas na Figura 39.<br />
Figura 39 - Dinâmica real/experimental do microatuador: Sinal Degrau sem ruído. (a) ponte simples; (b) ponte<br />
dupla; (c) dobradiça. Sinal Degrau com ruído. (d) ponte simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça<br />
(a) (d)<br />
(b) (e)<br />
(c) (f)<br />
86
Finalizada a etapa dos testes dinâmicos e coleta de dados, os mesmos foram utilizados<br />
como um banco de dados, para construção de um programa computacional desenvolvido com<br />
o software MATLAB (MATriz LABoratory). O programa consiste em uma interface gráfica<br />
onde o usuário define a combinação desejada para a estimação do modelo matemático.<br />
O programa dispõe das seguintes opções de escolha: representação matemática (ARX<br />
ou ARMAX); estrutura do dispositivo (elastomassas/núcleos elásticos ou atuador); topologia<br />
da estrutura (ponte simples, ponte dupla ou dobradiça), sinal de excitação do sistema (degrau<br />
com/sem ruído e sinusoidal com/sem ruído); estimador de parâmetros (MMQ e MQE,<br />
batelada ou recursivo); e o processo de discretização (FwD, BwD, MII, ZOH e Tustin). A<br />
partir destas informações, fornecidas pelo o usuário, o programa realiza o processo de<br />
estimação/identificação, do modelo comportamental das microestruturas MEMS. Além disso,<br />
o programa fornece as representações gráficas e informações pertinentes para cada estrutura<br />
física avaliada. Na Figura 40 é apresentada a interface do programa desenvolvido com a<br />
ferramenta Guide do MATLAB. Na Figura 41 é apresentado o fluxograma do algoritmo<br />
desenvolvido para a estimação/identificação dos modelos matemáticos.<br />
Figura 40 - Interface gráfica do programa desenvolvido<br />
Fonte: Elaborada pelo autor<br />
Em um primeiro momento foi constatada a eficácia do processo de identificação<br />
somente para os micronúcleos elásticos. Desta maneira, foi realizada todas as possíveis<br />
combinações de simulação para as representações ARX e ARMAX, tanto para o modelo<br />
determinístico, quanto para o estocástico. Em seguida, a mesma metodologia adotada para as<br />
elastomassas foram realizadas para o conjunto micronúcleos e comb-drive, caracterizado<br />
assim o atuador eletromêcanico MEMS baseado em deformação elástica e ação eletrostática.<br />
87
Figura 41 - Fluxograma do algoritmo<br />
Fonte: Elaborada pelo autor<br />
88
4.2 Resultados e discussões<br />
A FT correspondente à equação (10) no domínio de tempo contínuo é dada pela<br />
equação (87). A partir desta, utilizando-se os métodos descritos, com a manipulação das<br />
variáveis nos planos e , é possível encontrar , correspondente para cada processo de<br />
discretização, conforme apresentado na Figura 42. Cada possui a informação dos diferentes<br />
instantes em que aconteceram os eventos favoráveis ao processo. A dedução detalhada do<br />
procedimento para encontrar os vetores regressores com a relação física entre os parâmetros<br />
característicos da estrutura está disponível no Apêndice A.<br />
Figura 42 - Vetor de regressores obtidos por cada processo de discretização<br />
⁄<br />
Fonte: Elaborada pelo autor<br />
Por meio do conjunto de elementos que formam o vetor de regressores, verifica-se em<br />
todos os métodos de discretização há presença de dois termos de atraso idênticos,<br />
incorporados aos dados vinculados à saída do processo. Logo, as possíveis diferenças entre a<br />
estimação e identificação dos modelos volta-se a forma de aproximação entre os domínios<br />
contínuo e discreto, e aos termos de atraso do modelo relacionados aos dados de entrada do<br />
sistema.<br />
89<br />
(87)
4.2.1.1 Resultados para modelo ARX de elastomassas<br />
Diante nas inúmeras possibilidades de simulação do comportamento das<br />
microestruturas, são apresentadas os dois modelos mais eficientes encontrados para cada<br />
situação em relação aos discretizadores. Em um primeiro momento, os valores dos parâmetros<br />
dos modelos estimados para as três topologias são para o modelo ARX sem ruído, cujos<br />
valores são apresentados nas Tabelas 2 e 3.<br />
Tabela 2 - Parâmetros estimados do modelo ARX (elastomassa sem ruído) com discretizador MII<br />
Parâmetros estimados Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
Tabela 3 - Parâmetros estimados do modelo ARX (elastomassa sem ruído) com discretizador Tustin<br />
Parâmetros estimados Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
Para os sinais amostrados, e , reter as características fundamentais do sinal<br />
original, sendo que o degrau é um sinal sem frequência e sem energia, a amostragem não<br />
segue os critérios de Nyquist. Ensaios realizados mostram a necessidade mínima de 300<br />
amostras para comparar a resposta do modelo estimado com a do modelo real. Este<br />
comparativo visual pode ser observado a partir da Figura 43. Verifica-se a presença de dois<br />
regimes de operação distintos: um regime transitório e outro permanente para ambas as<br />
topologias. Com o valor da força aplicada a partir do instante zero, sendo a posição inicial da<br />
elastomassa zero a partir do meio, o sinal de entrada na forma degrau gera um movimento<br />
oscilatório no início do deslocamento, caracterizando o regime transitório. Na medida em que<br />
os dados são computados instantaneamente no processo em batelada o movimento oscilatório<br />
tende e diminuir. Neste sentido, a estrutura tende a operar em regime de estabilidade<br />
caracterizando o regime de operação permanente.<br />
90
Figura 43 - Comparativo entre as dinâmicas da plataforma de testes e o modelo ARX (sem ruído) de<br />
elastomassas MEMS: Discretizador MII. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin.<br />
(d) ponte simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
4.5<br />
4<br />
3.5<br />
3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
da elastomassa MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
(a) (d)<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
4.5<br />
3.5<br />
2.5<br />
1.5<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
4<br />
3<br />
2<br />
1<br />
da elastomassa MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
(b) (e)<br />
da elastomassa MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
(c) (f)<br />
Para avaliar de forma quantitativa as discrepâncias existentes em ambos os regimes, é<br />
necessário o comparativo dos erros entre a plataforma de teste e o modelo estimado a partir do<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
4.5<br />
4<br />
3.5<br />
3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
da elastomassa MEMS<br />
91<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
da elastomassa MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
4.5<br />
4<br />
3.5<br />
3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
da elastomassa MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)
desempenho dos discretizadores, conforme apresentado na Figura 44.<br />
Figura 44 - Erro relativo percentual entre plataforma de testes e o modelo ARX (sem ruído) de elastomassas<br />
MEMS: Discretizador MII. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça<br />
Erro (%)<br />
Erro (%)<br />
Erro (%)<br />
25<br />
20<br />
15<br />
10<br />
5<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
25<br />
20<br />
15<br />
10<br />
5<br />
Erro (%)<br />
0.035<br />
0.025<br />
0.015<br />
0.005<br />
(a) (d)<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
25<br />
20<br />
15<br />
10<br />
5<br />
(b) (e)<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
(c) (f)<br />
Erro (%)<br />
Erro (%)<br />
0.04<br />
0.03<br />
0.02<br />
0.01<br />
Erro relativo percentual<br />
92<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
0.9<br />
0.8<br />
0.7<br />
0.6<br />
0.5<br />
0.4<br />
0.3<br />
0.2<br />
0.1<br />
x 10-3<br />
1<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
0.9<br />
0.8<br />
0.7<br />
0.6<br />
0.5<br />
0.4<br />
0.3<br />
0.2<br />
0.1<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)
Observa-se nas Figuras 43 (a), (b) e (c) que o modelo estimado via discretização por<br />
MII apresenta um desempenho comportamental satisfatório durante todo o período de<br />
simulação em relação à dinâmica real para as três topologias. No período inicial de<br />
processamento dos dados o modelo estimado apresentou oscilações mais dispersas em relação<br />
à dinâmica real. No entanto, mesmo na existência destes erros mais acentuados, os modelos<br />
estimados conseguem acompanhar a dinâmica do sistema real. À medida que o sistema<br />
converge para o regime permanente, o erro entre os modelos tende a zero. Este fato pode ser<br />
comprovado conforme apresentado nas Figuras 44 (a), (b) e (c). Verifica-se no regime<br />
transitório um índice de erro acentuado nos instantes iniciais atingindo a faixa de entre a<br />
dinâmica real e a estimada. Após estes instantes, o erro diminui consideravelmente. Para<br />
ambas as topologias, verifica-se que e erro atinge níveis inferiores a por volta de .<br />
Para os modelos obtidos por intermédio do discretizador de Tustin, (Figura 43 (d), (e)<br />
e (f)), verifica-se visualmente, a sobreposição da dinâmica do modelo estimado sobre á<br />
resposta real, ou seja, ela é perfeitamente compatível com a dinâmica real, tanto no regime<br />
transitório quanto no permanente. Este fato pode ser avaliado de forma quantitativa através do<br />
erro percentual entre dinâmica experimental da plataforma de testes em relação ao modelo<br />
estimado. Conforme apresentado na Figura 44 (d), (e) e (f), estes erros tendem a zero. Para o<br />
caso da dobradiça existe uma variação mais visível do erro em virtude da complexidade da<br />
estrutura, no entanto, ele é mínimo. Estas variações mínimas do erro próximas a zero<br />
resultaram em representações gráficas com escalas distintas para cada topologia.<br />
A técnica de identificação que culminou na escolha dos métodos de discretização MII<br />
e Tustin para o modelo ARX sem ruído deu-se através do processo de estimação dos dados<br />
em batelada. Uma maneira de avaliar de forma estatística a escolha destes resultados pode ser<br />
analisada pelo uso do conjunto de índices , e , cujos valores são apresentados<br />
respectivamente nas Tabelas 4 e 5.<br />
Tabela 4 - Valores do para avaliação do modelo ARX determinístico de elastomassas MEMS<br />
Discretizadores Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
93
Tabela 5 - Valores do para avaliação do modelo ARX determinístico de elastomassas MEMS<br />
Discretizadores Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
Pela análise dos índices e critérios estatísticos apresentados, verifica-se a veracidade<br />
dos resultados gráficos quanto ao desempenho dos discretizadores. Para as três topologias<br />
constatam-se os métodos de discretização MII e Tustin como os mais eficazes na estimação<br />
do modelo ARX determinístico para os micronúcleos elásticos. De forma respectiva, os<br />
modelos obtidos por intermédio de Tustin e MII apresentam os menores valores de e<br />
, caracterizando os modelos estimados mais parcimoniosos em relação à dinâmica real.<br />
Outra forma de validar a eficiência dos modelos consiste em verificar se estes,<br />
respondem da mesma forma que o modelo medido a diferentes dados daqueles utilizados na<br />
estimação. Este processo é conhecido como validação cruzada. Desta forma, as respostas das<br />
elastomassas, sujeitas a um sinal sinusoidal com amplitude de , são<br />
apresentadas na Figura 46. Nesta é possível verificar que a aplicação do sinal sinusoidal as<br />
estruturas permite concluir que os valores preditos pelo modelo discreto e os valores<br />
experimentais demonstram que a representação encontrada por MII (Figura 45 (a), (b) e (c)), e<br />
Tustin (Figura 45 (d), (e) e (f)) prediz de forma satisfatória a dinâmica do processo.<br />
Figura 45 - Respostas de ambos os modelos ARX (sem ruído) de elastomassas MEMS submetidos ao sinal<br />
sinusoidal: Discretizador MII. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça<br />
Deslocamento (m)<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
0<br />
-0.5<br />
-1<br />
-1.5<br />
-2<br />
cruzada<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
-2.5<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)<br />
(a) (d)<br />
Deslocamento (m)<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
0<br />
-0.5<br />
-1<br />
-1.5<br />
-2<br />
cruzada<br />
94<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
-2.5<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
0<br />
-0.5<br />
-1<br />
-1.5<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
0<br />
-0.5<br />
-1<br />
-1.5<br />
-2<br />
(b) (e)<br />
(c) (f)<br />
Em um segundo momento, os parâmetros estimados para a representação ARX são<br />
referentes aos dados contaminados por ruído junto ao sinal de excitação. Neste caso, os<br />
modelos mais precisos foram obtidos respectivamente por intermédio dos discretizadores<br />
Tustin e ZOH. Estes são apresentados respectivamente nas Tabelas 6 e 7.<br />
Tabela 6 - Parâmetros estimados do modelo ARX (elastomassa com ruído) com discretizador ZOH<br />
Parâmetros estimados Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
cruzada<br />
cruzada<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
-2.5<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
0<br />
-0.5<br />
-1<br />
cruzada<br />
95<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
-1.5<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
0<br />
-0.5<br />
-1<br />
-1.5<br />
-2<br />
cruzada<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
-2.5<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)
Tabela 7 - Parâmetros estimados do modelo ARX (elastomassa com ruído) com discretizador Tustin<br />
Parâmetros estimados Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
Os resultados encontrados apontam o processo de estimação em batelada como o mais<br />
eficiente para a estimação destes modelos. Novamente a partir da comparação visual entre as<br />
dinâmicas da plataforma de testes versus o modelo estimado, conforme apresentado na Figura<br />
46 é possível avaliar a eficácia do procedimento utilizado.<br />
Figura 46 - Comparativo entre as dinâmicas da plataforma de testes e o modelo ARX (com ruído) de<br />
elastomassas MEMS: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin.<br />
(d) ponte simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
4.5<br />
4<br />
3.5<br />
3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
da elastomassa MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
4.5<br />
(a) (d)<br />
da elastomassa MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
(b) (e)<br />
4<br />
3.5<br />
3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
da elastomassa MEMS<br />
96<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
da elastomassa MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)
Deslocamento (m)<br />
4.5<br />
4<br />
3.5<br />
3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
da elastomassa MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
(c) (f)<br />
A avaliação por intermédio do erro relativo percentual é apresentado na Figura 47.<br />
Figura 47 - Erro relativo percentual entre plataforma de testes e o modelo ARX (com ruído) de elastomassas<br />
MEMS: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça<br />
Erro (%)<br />
Erro (%)<br />
18<br />
16<br />
14<br />
12<br />
10<br />
8<br />
6<br />
4<br />
2<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
18<br />
16<br />
14<br />
12<br />
10<br />
8<br />
6<br />
4<br />
2<br />
Erro relativo percentual<br />
(a) (d)<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
Erro (%)<br />
(b) (e)<br />
Deslocamento (m)<br />
Erro (%)<br />
4.5<br />
4<br />
3.5<br />
3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
0.045<br />
0.04<br />
0.035<br />
0.03<br />
0.025<br />
0.02<br />
0.015<br />
0.01<br />
0.005<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
da elastomassa MEMS<br />
97<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
x 10-3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)
Erro (%)<br />
16<br />
14<br />
12<br />
10<br />
8<br />
6<br />
4<br />
2<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
(c) (f)<br />
Nesta situação, diferentemente do caso determinístico, não é nítida a presença dos<br />
regimes encontrados no processo em que os dados não estavam sujeitos à presença de<br />
interferências. O uso de ZOH mostrou-se mais eficiente na medida em que foi comparado<br />
com MII. A presença de dados contaminados exigiu do discretizador a utilização de um termo<br />
adicional incorporado ao vetor de regressores. Logo, a estimação de quatro parâmetros, dois<br />
relacionados à saída e dois a entrada, resultaram em uma estimativa mais próxima a dinâmica<br />
real. Semelhantemente ao modelo determinístico, no período inicial de processamento dos<br />
dados percebe-se um movimento oscilatório mais acentuado. O mesmo mantem-se até em<br />
torno de (Figura 46 (a), (b) e (c)). Neste período o modelo estimado apresenta<br />
dificuldades em acompanhar a dinâmica real. Estes fatos são comprovados, inicialmente pelo<br />
elevado índice de erro no início do processo em torno de para ambas as topologias,<br />
conforme pode ser visualizado na Figura 47 (a), (b) e (c). No entanto, na medida em que os<br />
dados são computados, mesmo com variações acentuadas provocadas pelo ruído o modelo<br />
estimado acompanha a trajetória da dinâmica real, com o erro tendendo a estabilizar em níveis<br />
inferiores a .<br />
Erro relativo percentual<br />
De forma semelhante aos modelos determinísticos, a utilização de Tustin apresentou-se<br />
como o método de discretização mais eficiente para a estimação dos parâmetros do modelo.<br />
Conforme apresentado na Figura 46 (d), (e) e (f), as estimativas dos desempenhos<br />
comportamentais dos micronúcleos elásticos reproduziram uma dinâmica perfeitamente<br />
compatível com a resposta real. Este resultado é validado de forma quantitativa através do<br />
erro relativo percentual (Figura 47 (d), (e) e (f)). Os mesmos apresentam índices próximos à<br />
zero para as topologias ponte simples e dupla, e em torno de para a estrutura dobradiça.<br />
Erro (%)<br />
1.4<br />
1.2<br />
1<br />
0.8<br />
0.6<br />
0.4<br />
0.2<br />
Erro relativo percentual<br />
98<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)
Além destas avaliações, a utilização do conjunto de índices e critérios estatísticos<br />
consolida a escolha destes discretizadores. Conforme análise dos dados expostos nas Tabelas<br />
8 e 9 os menores valores de e , caracterizam os modelos estimados por e<br />
, respectivamente como os mais equivalentes à resposta real.<br />
Tabela 8 - Valores do para avaliação do modelo ARX estocástico de elastomassas MEMS<br />
Discretizadores Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
Tabela 9 - Valores do para avaliação do modelo ARX estocástico de elastomassas MEMS<br />
Discretizadores Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
Além destas avaliações, na Figura 48 é apresentado o desempenho dos modelos sob a<br />
forma de validação cruzada. Conforme pode-se constatar, a utilização desta técnica para o<br />
modelo ARX estocástico mostrou-se valida quanto a fidelidade em acompanhar o formato da<br />
dinâmica do sinal original. No entanto, as respostas das elastomassas aplicadas ao sinal<br />
sinusoidal contaminado por ruído apresentam dinâmicas dispersas, conforme exposto na<br />
Figura 48. Este fato é caracterizado pela inserção de ruído com significativa faixa de<br />
amplitude. No entanto, este fato não inválida o processo de obtenção dos modelos. A<br />
alternativa viável para superar esta dificuldade é a coleta de um número mais expressivo de<br />
amostras e principalmente a determinação da maior frequência do sinal sinusoidal.<br />
99
Figura 48 - Respostas de ambos os modelos ARX (com ruído) de elastomassas MEMS submetidos ao sinal<br />
sinusoidal: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça<br />
X<br />
X<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
4<br />
3<br />
2<br />
1<br />
0<br />
-1<br />
-2<br />
-3<br />
cruzada<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
-4<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)<br />
1.5<br />
0.5<br />
-0.5<br />
-1.5<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
2<br />
1<br />
0<br />
-1<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
4<br />
aaaaaa(a) aaaaaa(d)<br />
-2<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
3<br />
2<br />
1<br />
0<br />
-1<br />
-2<br />
-3<br />
cruzada<br />
aaaaaa (b) aaaaaa (e)<br />
cruzada<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
-4<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)<br />
aaaaaa (c) aaaaaa (f)<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
3<br />
2<br />
1<br />
0<br />
-1<br />
-2<br />
-3<br />
cruzada<br />
100<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
-4<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
0<br />
-0.5<br />
-1<br />
-1.5<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
2<br />
cruzada<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
-2<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
3<br />
2<br />
1<br />
0<br />
-1<br />
-2<br />
-3<br />
cruzada<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
-4<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)
4.2.1.2 Resultados para o modelo ARMAX de elastomassas<br />
Os resultados para os modelos mais parcimoniosos estimados em relação à<br />
representação ARMAX para o caso determinístico são apresentados nas Tabelas 10 e 11.<br />
Conforme esta representação, a utilização do estimador de mínimos quadrados estendidos<br />
para a modelagem do erro correlacionado foi um fator preponderante para a eficácia dos<br />
resultados obtidos. Estes originaram-se do processamento dos dados na forma em batelada.<br />
Tabela 10 - Parâmetros estimados do modelo ARMAX (elastomassa sem ruído) com discretizador ZOH<br />
Parâmetros estimados Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
Tabela 11 - Parâmetros estimados do modelo ARMAX (elastomassa sem ruído) com discretizador Tustin<br />
Parâmetros estimados Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
O fato de incluir a modelagem do erro correlacionado no procedimento de estimação<br />
dos parâmetros e consequentemente a construção da matriz estendida ao vetor de regresssores<br />
torna a representação ARMAX eficiente. O objetivo desta matriz é realizar a modelagem do<br />
erro correlacionado, uma vez que este polariza o estimador de mínimos quadrados e gera erro<br />
nas estimativas. Como é necessário estimar estes erros, a escolha arbitrária de cinco termos<br />
para os parâmetros do erro é considerada suficiente. Como as estimativas ocorrem de forma<br />
interativa foi escolhido um número fixo de 100 interações. Devido às estimativas com valores<br />
na ordem micrométrica, os erros possuem magnitudes menores que estas. Sendo assim, este<br />
deve ser considerado pequeno para que o critério de convergência seja válido. Como o<br />
algoritmo desenvolvido apresenta excelente desempenho para aplicações off-line, constata-se<br />
que o número de 100 interações não é abusivo. A partir destes resultados é possível avaliar o<br />
101
desempenho comportamental dos modelos estimados em relação ao processo real, conforme<br />
apresentado na Figura 49.<br />
Figura 49 - Comparativo entre as dinâmicas da plataforma de testes e o modelo ARMAX (sem ruído) de<br />
elastomassas MEMS: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin.<br />
(d) ponte simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
4.5<br />
4<br />
3.5<br />
3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
da elastomassa MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
aaaaaa (a) aaaaaa (d)<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
4.5<br />
3.5<br />
2.5<br />
1.5<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
4<br />
3<br />
2<br />
1<br />
da elastomassa MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
aaaaaa (b) aaaaaa (e)<br />
da elastomassa MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
aaaaaa (c) aaaaaa (f)<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
4.5<br />
4<br />
3.5<br />
3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
da elastomassa MEMS<br />
102<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
da elastomassa MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
4.5<br />
4<br />
3.5<br />
3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
da elastomassa MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)
Para avaliar as discrepâncias existentes entre as dinâmicas, o comparativo dos erros<br />
entre a plataforma de teste e o modelo estimado é fundamental. Estes resultados são<br />
apresentados na Figura 50.<br />
Figura 50 - Erro relativo percentual entre plataforma de testes e o modelo ARMAX (sem ruído) de elastomassas<br />
MEMS: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça<br />
Erro (%)<br />
Erro (%)<br />
Erro (%)<br />
14<br />
12<br />
10<br />
8<br />
6<br />
4<br />
2<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
30<br />
25<br />
20<br />
15<br />
10<br />
5<br />
0.035<br />
0.025<br />
0.015<br />
0.005<br />
aaaaaa (a) aaaaaa (d)<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
12<br />
10<br />
8<br />
6<br />
4<br />
2<br />
aaaaaa (b) aaaaaa (e)<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
aaaaaa (c) aaaaaa (f)<br />
Erro (%)<br />
Erro (%)<br />
Erro (%)<br />
0.04<br />
0.03<br />
0.02<br />
0.01<br />
Erro relativo percentual<br />
103<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
0.9<br />
0.8<br />
0.7<br />
0.6<br />
0.5<br />
0.4<br />
0.3<br />
0.2<br />
0.1<br />
x 10-3<br />
1<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
0.9<br />
0.8<br />
0.7<br />
0.6<br />
0.5<br />
0.4<br />
0.3<br />
0.2<br />
0.1<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)
O desempenho da dinâmica comportamental obtido por intermédio do modelo<br />
matemático estimado com o discretizador apresenta resultados satisfatórios. Conforme<br />
exposto na Figura 49 (a), (b) e (c), a estimativa do modelo representou tanto o regime<br />
transitório quanto o permanente. A dinâmica apresentada pelo modelo estimado para ambas as<br />
topologias consegue acompanhar a resposta transitória da plataforma de testes. Este fato é<br />
comprovado pela análise do erro entre a dinâmica real e estimado, de acordo com a avaliação<br />
através da Figura 50 (a), (b) e (c). Para as topologias ponte simples e dobradiça, no início de<br />
processamento dos dados, caracterizando o regime transitório o erro para estas topologias<br />
atingiu o nível máximo em torno de . No entanto, após estes valores encontram-se<br />
abaixo de tendendo a zero a medida que a dinâmica tende ao regime permanente. Para o<br />
caso da estrutura ponte dupla verifica-se erros mais acentuados no início do processo. Através<br />
de uma visualização criteriosa na Figura 49 (b) percebe-se a dinâmica do processo com<br />
estimativas dispersas a resposta real. Conforme apresentando na Figura 50 (b), os erros neste<br />
período inicial atingem valores próximos a , e níveis inferiores a em torno de .<br />
Este fato comprova a estabilidade atingida pela estrutura.<br />
Semelhantemente as representações ARX, os modelos obtidos por intermédio do<br />
discretizador Tustin apresenta-se como o mais eficaz para modelos do tipo ARMAX. Por<br />
meio da avaliação visual na Figura 49 (d), (e) e (f), constata-se uma dinâmica fiel à resposta<br />
experimental em ambos os regimes de operação. Aliado a isso, o erro relativo percentual entre<br />
estas dinâmicas, conforme apresentado na Figura 50 (d), (e) e (f), atinge o nível máximo de<br />
para a topologia dobradiça e valores tendendo a zero para as demais estruturas. Estas<br />
avaliações podem ser confirmadas pelas figuras de mérito, também conhecidas como índices e<br />
critérios estatísticos, e . Segundo os dados apresentados na Tabela 12 e 13,<br />
referentes a estes índices, comprova-se os menores valores obtidos pelos modelos estimados<br />
respectivamente via discretizador e .<br />
Tabela 12 - Valores do para avaliação do modelo ARMAX determinístico de elastomassas MEMS<br />
Discretizadores Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
104
Tabela 13 - Valores do para avaliação do modelo ARMAX determinístico de elastomassas MEMS<br />
Discretizadores Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
A generalização dos modelos estimados é validada quando os mesmos são submetidos<br />
a outro conjunto de dados, observado do mesmo sistema. A aplicação do sinal sinusoidal de<br />
de amplitude as estruturas permite concluir que os valores preditos pelos<br />
modelos discretos descrevem de forma satisfatória a dinâmica do processo. Este teste é<br />
apresentado na Figura 51 por meio da validação cruzada.<br />
Figura 51 - Resposta de ambos os modelos ARMAX (sem ruído) de elastomassas MEMS submetidos ao sinal<br />
sinusoidal: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
0<br />
-0.5<br />
-1<br />
-1.5<br />
-2<br />
cruzada<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
-2.5<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
0<br />
-0.5<br />
-1<br />
aaaaaa (a) aaaaaa (d)<br />
cruzada<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
-1.5<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
2.5<br />
aaaaaa (b) aaaaaa (e)<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
0<br />
-0.5<br />
-1<br />
-1.5<br />
-2<br />
cruzada<br />
105<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
-2.5<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
0<br />
-0.5<br />
-1<br />
cruzada<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
-1.5<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)
Deslocamento (m)<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
0<br />
-0.5<br />
-1<br />
-1.5<br />
-2<br />
-2.5<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)<br />
aaaaaa (c) aaaaaa (f)<br />
Para o modelo ARMAX estocástico, os parâmetros estimados são apresentados<br />
respectivamente nas Tabelas 14 e 15. Os melhores resultados foram obtidos através dos<br />
discretizadores e , com o algoritmo de estimação em batelada.<br />
Tabela 14 - Parâmetros estimados do modelo ARMAX (elastomassa com ruído) com discretizador ZOH<br />
Parâmetros estimados Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
Tabela 15 - Parâmetros estimados do modelo ARMAX (elastomassa com ruído) com discretizador Tustin<br />
Parâmetros estimados Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
cruzada<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
A flexibilidade em modelar o erro correlacionado aos dados, em tese, faz da<br />
representação ARMAX indicada à identificação de modelos estocásticos. Este pressuposto é<br />
inicialmente verificado a partir da comparação entre o desempenho comportamental dos<br />
modelos estimados em relação aos dados reais, conforme apresentado na Figura 52.<br />
Deslocamento (m)<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
0<br />
-0.5<br />
-1<br />
-1.5<br />
-2<br />
cruzada<br />
106<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
-2.5<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)
Figura 52 - Comparativo entre as dinâmicas da plataforma de testes e o modelo ARMAX (com ruído) de<br />
elastomassas MEMS: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin.<br />
(d) ponte simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
4.5<br />
4<br />
3.5<br />
3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
da elastomassa MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
4.5<br />
aaaaaa (a) aaaaaa (c)<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
4.5<br />
3.5<br />
2.5<br />
1.5<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
4<br />
3<br />
2<br />
1<br />
da elastomassa MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
aaaaaa (b) aaaaaa (e)<br />
da elastomassa MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
aaaaaa (c) aaaaaa (f)<br />
Por meio da verificação gráfica dos erros apresentados entre as dinâmicas estimada e<br />
real, verifica-se a validade dos modelos determinados. Estes são apresentados na Figura 53.<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
4<br />
3.5<br />
3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
da elastomassa MEMS<br />
107<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
da elastomassa MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
4.5<br />
4<br />
3.5<br />
3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
da elastomassa MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)
Figura 53 - Erro relativo percentual entre plataforma de testes e o modelo ARMAX (com ruído) de elastomassas<br />
MEMS: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça<br />
Erro (%)<br />
Erro (%)<br />
Erro (%)<br />
24<br />
22<br />
20<br />
18<br />
16<br />
14<br />
12<br />
10<br />
8<br />
6<br />
4<br />
2<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
20<br />
18<br />
16<br />
14<br />
12<br />
10<br />
8<br />
6<br />
4<br />
2<br />
aaaaaa (a) aaaaaa (d)<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
20<br />
18<br />
16<br />
14<br />
12<br />
10<br />
8<br />
6<br />
4<br />
2<br />
Erro relativo percentual<br />
aaaaaa (b) aaaaaa (e)<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
aaaaaa (c) aaaaaa (d)<br />
Sendo as representações gráficas apresentadas na Figura 52 (a), (b) e (c) os modelos<br />
ARMAX estimados, sob a influência de ruído aleatório, com o discretizador descrevem<br />
Erro (%)<br />
Erro (%)<br />
Erro (%)<br />
0.045<br />
0.04<br />
0.035<br />
0.03<br />
0.025<br />
0.02<br />
0.015<br />
0.01<br />
0.005<br />
Erro relativo percentual<br />
108<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
x 10-3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
1.4<br />
1.2<br />
1<br />
0.8<br />
0.6<br />
0.4<br />
0.2<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)
uma dinâmica compatível com o desempenho real. Novamente para estes modelos<br />
estocásticos não é possível distinguir os regimes transitório e permanente. Para as três<br />
topologias no início do processamento dos dados é verificada a dificuldade da resposta<br />
estimada acompanhar a dinâmica real. Este fato pode ser comprovado a partir dos valores do<br />
erro relativo percentual. Conforme apresentado na Figura 53 (a), (b) e (c), nos instantes<br />
iniciais os índices de erro atingem a faixa em torno de , superando desta forma o índice<br />
de erro em relação aos modelos sob as mesmas características, mas representado pelo modelo<br />
ARX. Estes por sua vez apresentaram valores máximos do erro de . Neste caso, esta<br />
situação é caracterizada pela aplicação de ruído com significativa faixa de amplitude. Outro<br />
fator a ser considerado deve ser vinculado à insuficiência computacional no tratamento dos<br />
dados numérico agregados a ordens de amplitude micrométricas. No entanto, desconsiderando<br />
este período inicial mínimo, o restante do processo comporta-se compatível com a resposta<br />
obtida através da representação ARX, estabilizando o erro em níveis de .<br />
Os resultados obtidos por meio do discretizador Tustin novamente são considerados<br />
ideais. O desempenho comportamental dos modelos estimados apresenta fidelidade à resposta<br />
da plataforma de testes durante todo o regime de operação, conforme exposto na Figura 52<br />
(c), (d) e (e). Esta eficiência é validada pelo percentual de erro entre as dinâmicas, segundo as<br />
representações gráficas da Figura 53 (a), (b) e (c), onde o erro percentual tende a zero.<br />
A utilização dos índices estatísticos validam quantitativamente as avaliações gráficas.<br />
De acordo com os dados apresentados nas Tabelas 16 e 17 referentes aos valores e<br />
, confirma os menores valores obtidos pelos modelos estimados, respectivamente, com os<br />
discretizadores e . Segundo a sua contextualização, estas ferramentas estatísticas<br />
garantem a estes modelos dentre os cinco estimados como sendo os mais precisos.<br />
Tabela 16 - Valores do para avaliação do modelo ARMAX estocástico de elastomassas MEMS<br />
Discretizadores Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
109
Tabela 17 - Valores do para avaliação do modelo ARMAX estocástico de elastomassas MEMS<br />
Discretizadores Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
A avaliação realizada para a representação ARX estocástico, quanto à utilização da<br />
técnica de validação cruzada, repete-se para o modelo ARMAX, conforme apresentado na<br />
Figura 54. No entanto, a técnica utilizada persiste como um procedimento eficiente.<br />
Figura 54 - Resposta de ambos os modelos ARMAX (com ruído) de elastomassas MEMS submetidos ao sinal<br />
sinusoidal: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
4<br />
3<br />
2<br />
1<br />
0<br />
-1<br />
-2<br />
-3<br />
cruzada<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
-4<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)<br />
1.5<br />
0.5<br />
-0.5<br />
-1.5<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
2<br />
1<br />
0<br />
-1<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
4<br />
aaaaaa (a) aaaaaa (c)<br />
cruzada<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
-2<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)<br />
aaaaaa (b) aaaaaa (e)<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
3<br />
2<br />
1<br />
0<br />
-1<br />
-2<br />
-3<br />
cruzada<br />
110<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
-4<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
0<br />
-0.5<br />
-1<br />
-1.5<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
2<br />
cruzada<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
-2<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)
Deslocamento (m)<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
3<br />
2<br />
1<br />
0<br />
-1<br />
-2<br />
-3<br />
-4<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)<br />
aaaaaa (c) aaaaaa (f)<br />
Outro resultado importante em relação ao procedimento realizado é o tempo de<br />
execução do processo de identificação. Os valores apresentados nas Tabelas 18 e 19 são<br />
decorrentes ao período inicial de leitura dos dados, até a estimação dos parâmetros e<br />
representação do desempenho comportamental de cada elastomassa.<br />
Tabela 18 – Tempo de execução em segundos da identificação do modelo ARX de elastomassas MEMS<br />
Representação ARX sem ruído ARX com ruído<br />
Tempo/Discretizador<br />
Ponte Simples<br />
Ponte Dupla<br />
Dobradiça<br />
Tabela 19 – Tempo de execução em segundos da identificação do modelo ARMAX de elastomassas MEMS<br />
Representação ARMAX sem ruído ARMAX com ruído<br />
Tempo/Discretizador<br />
Ponte Simples 0,4<br />
Ponte Dupla<br />
Dobradiça<br />
cruzada<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
De acordo com os dados expostos, pode-se estabelecer uma média de tempo de<br />
execução em torno de e , respectivamente para os modelos ARX e ARMAX.<br />
Entretanto, cabe destacar que as funções de monitoramento de tempo do software MATLAB<br />
levam em conta toda e qualquer ação adicional realizada pelo computador. Logo, o período de<br />
tempo real despendido somente para durante a execução do programa seria menor.<br />
Deslocamento (m)<br />
x 10-7<br />
Validação<br />
3<br />
2<br />
1<br />
0<br />
-1<br />
-2<br />
-3<br />
cruzada<br />
111<br />
Original<br />
Estimado<br />
Força<br />
-4<br />
0 0.002 0.004 0.006 0.008 0.01 0.012 0.014 0.016 0.018<br />
Tempo (s)
4.2.2.1 Resultados para modelo ARX do atuador eletrostático<br />
Em um segundo momento as elastomassas analisadas anteriormente, foram acopladas<br />
ao comb-drive, resultando assim em três atuadores eletrostáticos MEMS (ver Figura 36). Os<br />
ensaios obedeceram aos mesmos procedimentos desenvolvidos nos micronúcleos elásticos.<br />
Os resultados obtidos para o modelo determinístico são apresentados nas Tabelas 20 e 21. A<br />
partir da dinâmica do desempenho comportamental do modelo estimado em relação à resposta<br />
real é possível analisar a sua eficiência. Estas avaliações são realizadas a partir da Figura 55.<br />
Tabela 20 - Parâmetros estimados do modelo ARX (atuador sem ruído) com discretizador BwD<br />
Parâmetros estimados Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
Tabela 21 - Parâmetros estimados do modelo ARX (atuador sem ruído) com discretizador Tustin<br />
Parâmetros estimados Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
Figura 55 - Comparativo entre as dinâmicas da plataforma de testes e o modelo ARX (sem ruído) do atuador<br />
MEMS: Discretizador BwD. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça<br />
Deslocamento (m)<br />
4.5<br />
4<br />
3.5<br />
3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
do atuador MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
aaaaaa (a) aaaaaa (d)<br />
Deslocamento (m)<br />
4.5<br />
4<br />
3.5<br />
3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
do atuador MEMS<br />
112<br />
Original<br />
Estimado<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
do atuador MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
4.5<br />
3.5<br />
2.5<br />
1.5<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
4<br />
3<br />
2<br />
1<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
2.5<br />
aaaaaa (b) aaaaaa (e)<br />
do atuador MEMS<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
aaaaaa (c) aaaaaa (f)<br />
O erro relativo permite quantificar a relação da discrepância existente entre a dinâmica<br />
real e a estimada. Estes resultados são apresentados na Figura 56.<br />
Figura 56 – Erro relativo percentual entre plataforma de testes e o modelo ARX (sem ruído) do atuador MEMS:<br />
Discretizador BwD. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte simples; (e)<br />
ponte dupla; (f) dobradiça<br />
Erro (%)<br />
12<br />
10<br />
8<br />
6<br />
4<br />
2<br />
Erro relativo percentual<br />
Original<br />
Estimado<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
aaaaaa (a) aaaaaa (d)<br />
Erro (%)<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
do atuador MEMS<br />
113<br />
Original<br />
Estimado<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
4.5<br />
4<br />
3.5<br />
3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
0.018<br />
0.016<br />
0.014<br />
0.012<br />
0.01<br />
0.008<br />
0.006<br />
0.004<br />
0.002<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
do atuador MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)
Erro (%)<br />
Erro (%)<br />
12<br />
10<br />
8<br />
6<br />
4<br />
2<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
10<br />
9<br />
8<br />
7<br />
6<br />
5<br />
4<br />
3<br />
2<br />
1<br />
Erro relativo percentual<br />
aaaaaa (b) aaaaaa (e)<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
aaaaaa (c) aaaaaa (f)<br />
Observa-se a partir da Figura 55 (a), (b) e (c) a eficiência do discretizador BwD quanto<br />
a resposta do desempenho comportamental do modelo estimado. O mesmo tende a<br />
acompanhar a reposta real durante todo o período de processamento dos dados, assegurando a<br />
confiabilidade em todos os regimes de operação. Este fato é validado por meio da avaliação<br />
do erro relativo existente entre as repostas. Cabe considerar que este erro diminuiu em<br />
amplitude para os atuadores em relação aos micronúcleos sob as mesmas condições de<br />
operação. Conforme exposto na Figura 56 (a), (b) e (c), o nível máximo de erro na faixa de<br />
acontece no início da simulação. Este é elevado devido à estimação iniciar-se no valor<br />
zero. Entretanto, na medida em que os dados são computados o erro tende a reduzir, atingindo<br />
a faixa de em e estabiliza-se em valores abaixo de .<br />
Apesar de apresentar desempenho satisfatório, o discretizador BwD é superado por<br />
Tustin. Conforme avaliação visual a partir da Figura 55 (c), (d) e (e) a resposta do modelo<br />
estimado por meio deste, coincide com a dinâmica real. Esta é comprovada pelo erro relativo<br />
tendendo a zero, conforme exposto na Figura 56 (c), (d) e (e). Além disso, a utilização dos<br />
Erro (%)<br />
Erro (%)<br />
x 10-3<br />
6<br />
5<br />
4<br />
3<br />
2<br />
1<br />
0.018<br />
0.016<br />
0.014<br />
0.012<br />
0.01<br />
0.008<br />
0.006<br />
0.004<br />
0.002<br />
Erro relativo percentual<br />
114<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)
critérios e comprovam estas análises. Os menores valores apresentados nas<br />
Tabelas 22 e 23 são referentes aos modelos estimados respectivamente, com Tustin e BwD.<br />
Tabela 22 - Valores do para avaliação do modelo ARX determinístico do atuador MEMS<br />
Discretizadores Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
Tabela 23 - Valores do para avaliação do modelo ARX determinístico do atuador MEMS<br />
Discretizadores Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
Em seguida, os resultados expostos são decorrentes aos modelos ARX estocásticos<br />
para o atuador MEMS. Estes são apresentados nas Tabelas 24 e 25.<br />
Tabela 24 - Parâmetros estimados do modelo ARX (atuador com ruído) com discretizador ZOH<br />
Parâmetros estimados Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
Tabela 25 - Parâmetros estimados do modelo ARX (atuador com ruído) com discretizador Tustin<br />
Parâmetros estimados Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
115
Com a estimação dos parâmetros é possível avaliar o desempenho comportamental do<br />
modelo. Esta é realizada através do comparativo entre as dinâmicas, a partir da Figura 57.<br />
Figura 57 - Comparativo entre as dinâmicas da plataforma de testes e o modelo ARX (com ruído) do atuador<br />
MEMS: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
4.5<br />
4<br />
3.5<br />
3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
do atuador MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
aaaaaa (a) aaaaaa (d)<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
4.5<br />
3.5<br />
2.5<br />
1.5<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
4<br />
3<br />
2<br />
1<br />
do atuador MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
aaaaaa (b) aaaaaa (e)<br />
do atuador MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
aaaaaa (c) aaaaaa (f)<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
4.5<br />
4<br />
3.5<br />
3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
do atuador MEMS<br />
116<br />
Original<br />
Estimado<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
do atuador MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
4.5<br />
4<br />
3.5<br />
3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
do atuador MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)
Além disso, é possível quantificar os níveis de erro entre estas dinâmicas por<br />
intermédio da analise do erro relativo percentual. Estes são apresentados na Figura 58.<br />
Figura 58 – Erro relativo percentual entre plataforma de testes e o modelo ARX (com ruído) do atuador MEMS:<br />
Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte simples; (e)<br />
ponte dupla; (f) dobradiça<br />
Erro (%)<br />
Erro (%)<br />
Erro (%)<br />
25<br />
20<br />
15<br />
10<br />
5<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
20<br />
18<br />
16<br />
14<br />
12<br />
10<br />
8<br />
6<br />
4<br />
2<br />
aaaaaa (a) aaaaaa (d)<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
20<br />
18<br />
16<br />
14<br />
12<br />
10<br />
8<br />
6<br />
4<br />
2<br />
Erro relativo percentual<br />
aaaaaa (b) aaaaaa (e)<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
aaaaaa (c) aaaaaa (f)<br />
Erro (%)<br />
Erro (%)<br />
Erro (%)<br />
10<br />
9<br />
8<br />
7<br />
6<br />
5<br />
4<br />
3<br />
2<br />
1<br />
Erro relativo percentual<br />
117<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
9<br />
8<br />
7<br />
6<br />
5<br />
4<br />
3<br />
2<br />
1<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)
Com os dados contaminados por ruído, observa-se que a resposta dos modelos<br />
estimados com a utilização do discretizador ZOH apresenta níveis acentuados de erro. Este<br />
fato é comprovado a partir do erro relativo percentual (Figura 58 (a), (b) e (c)). Para ambas as<br />
topologias, no período inicial o erro atinge níveis na faixa de . Este valor é resultado da<br />
amplitude do ruído presente nos dados, proporcional à utilizada nos testes das elastomassas.<br />
No entanto, na medida em que os dados são computados, o erro tende a reduzir, estabilizando<br />
em torno de e para as topologias ponte simples e dupla e para a dobradiça.<br />
Em relação ao discretizador Tustin, os resultados obtidos foram satisfatórios. No<br />
entanto, o mesmo não apresentou a excelente eficiência das demais estimativas. Ao final do<br />
processamento dos dados, a resposta dos modelos estimados apresentou dispersões em relação<br />
à reposta dos dados reais. Esta pode ser avaliada a partir da Figura 57 (d), (e) e (f). Conforme<br />
as discrepâncias entre estas dinâmicas apresentadas na Figura 58 (d), (e) e (f), verifica-se o<br />
erro em torno de a , conforme a topologia das elastomassas acoplados ao comb-drive.<br />
No entanto, na medida em que os dados foram computados o erro tende a aumentar, atingindo<br />
valores próximos a para as topologias ponte simples e dupla, e ao final da dinâmica<br />
para a estrutura dobradiça. Apesar disso, os resultados obtidos apresentam-se satisfatórios.<br />
A validação estatística vem ao encontro dos resultados expostos. Conforme<br />
apresentado nas Tabelas 26 e 27, os menores valores de e , e consequentemente as<br />
melhores estimativas são obtidas respectivamente por meio dos discretizadores Tustin e ZOH.<br />
Tabela 26 - Valores do para avaliação do modelo ARX determinístico do atuador MEMS<br />
Discretizadores Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
Tabela 27 - Valores do para avaliação do modelo ARX determinístico do atuador MEMS<br />
Discretizadores Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
118
4.2.2.2 Resultados para modelo ARMAX do atuador eletrostático<br />
Os resultados obtidos referentes ao modelo ARMAX determinístico para os atuadores<br />
MEMS apresentou a mesma dinâmica e desempenho idêntico à representação ARX.<br />
Consequentemente a utilização de Tustin e BwD, respectivamente, são os métodos de<br />
discretização mais eficientes. Esta semelhança nos resultados pode ser resultado da aplicação<br />
do sinal degrau sem energia, o qual manteve os sinais de entrada constante. Além disso, como<br />
alguns parâmetros estimados apresentam valores variando na faixa de e , a<br />
insuficiência computacional para a modelagem do erro correlacionado no processo interativo<br />
é incapaz de aprimorar os parâmetros relacionados aos termos de entrada e saída presentes no<br />
modelo.<br />
Em contrapartida, na presença de ruído incorporado aos dados, a representação<br />
ARMAX apresentou resultados satisfatórios em relação aos modelos ARX. Os resultados<br />
obtidos para o modelo estocástico são apresentados nas Tabelas 28 e 29.<br />
Tabela 28 - Parâmetros estimados do modelo ARMAX (atuador com ruído) com discretizador ZOH<br />
Parâmetros estimados Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
Tabela 29 - Parâmetros estimados do modelo ARMAX (atuador com ruído) com discretizador Tustin<br />
Parâmetros estimados Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
̂<br />
A utilização dos discretizadores Tustin e ZOH, respectivamente, apresentaram<br />
novamente os melhores resultados para a estimação de modelos estocásticos. Neste caso,<br />
novamente a estimação em batelada apresentou melhor eficácia quando comparada ao<br />
119
processo recursivo. A partir da Figura 59 é possível verificar o desempenho comportamental<br />
da estimativa do modelo em relação à dinâmica real da plataforma de testes.<br />
Figura 59 - Comparativo entre as dinâmicas da plataforma de testes e o modelo ARMAX (com ruído) do atuador<br />
MEMS: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
4.5<br />
4<br />
3.5<br />
3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
do atuador MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
aaaaaa (a) aaaaaa (d)<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
4.5<br />
3.5<br />
2.5<br />
1.5<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
4<br />
3<br />
2<br />
1<br />
do atuador MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
aaaaaa (b) aaaaaa (e)<br />
do atuador MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
aaaaaa (c) aaaaaa (f)<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
Deslocamento (m)<br />
4.5<br />
4<br />
3.5<br />
3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
do atuador MEMS<br />
120<br />
Original<br />
Estimado<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
do atuador MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
4.5<br />
4<br />
3.5<br />
3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
x 10-7<br />
Dinâmica<br />
5<br />
do atuador MEMS<br />
Original<br />
Estimado<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)
Através do erro relativo percentual verifica-se quantitativamente a discrepância entre<br />
estas repostas. O mesmo é apresentado na Figura 60.<br />
Figura 60 – Erro relativo percentual entre plataforma de testes e o modelo ARMAX (com ruído) do atuador<br />
MEMS: Discretizador ZOH. (a) ponte simples; (b) ponte dupla; (c) dobradiça. Discretizador Tustin. (d) ponte<br />
simples; (e) ponte dupla; (f) dobradiça<br />
Erro (%)<br />
Erro (%)<br />
Erro (%)<br />
15<br />
12.5<br />
10<br />
7.5<br />
5<br />
2.5<br />
12.5<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
10<br />
7.5<br />
5<br />
2.5<br />
12.5<br />
aaaaaa (a) aaaaaa (d)<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
10<br />
7.5<br />
5<br />
2.5<br />
Erro relativo percentual<br />
aaaaaa (b) aaaaaa (e)<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
aaaaaa (c) aaaaaa (f)<br />
Erro (%)<br />
Erro (%)<br />
Erro (%)<br />
7<br />
6<br />
5<br />
4<br />
3<br />
2<br />
1<br />
Erro relativo percentual<br />
121<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
3.5<br />
3<br />
2.5<br />
2<br />
1.5<br />
1<br />
0.5<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)<br />
6<br />
5<br />
4<br />
3<br />
2<br />
1<br />
Erro relativo percentual<br />
0 0.5 1 1.5 2 2.5 3<br />
x 10 -3<br />
0<br />
Tempo (s)
A resposta do desempenho comportamental do modelo estimado com o discretizador<br />
ZOH apresenta dispersões acentuadas no início do processamento dos dados. Conforme<br />
apresentado na Figura 59 (a), (b) e (c), esta dinâmica ultrapassa a resposta real, elevando o<br />
índice de erro. Este é comprovado a partir da Figura 60 (a), (b) e (c). Nos instantes iniciais o<br />
erro varia de a conforme a estrutura elástica do dispositivo. A partir de , verifica-<br />
se que as estruturas tendem a operar em regime estável, com erro relativo abaixo de para<br />
as topologias ponte simples e dupla, e inferior a para dobradiça. Para a representação do<br />
modelo ARMAX estocástico, verifica-se uma melhora significativa quando comparado aos<br />
resultados referentes aos modelos ARX, sob as mesmas condições de operação.<br />
A superioridade do discretizador Tustin em relação à ZOH neste caso é referente à<br />
estabilidade durante todo o período de operação. Apesar de apresentarem resultados<br />
semelhantes ao final do processamento dos dados, os modelos obtidos por intermédio de<br />
Tustin apresentam maior compatibilidade em relação à dinâmica real, especialmente nos<br />
instantes iniciais de operação. Esta avaliação pode ser verificada a partir da Figura 59 (c), (d)<br />
e (f), e comprovada pelas discrepâncias entre as dinâmicas (Figura 60 (c), (d) e (e)). Durante<br />
todo o período de operação, os modelos estimados para as estruturas ponte dupla e dobradiça<br />
apresentaram respectivamente, erro abaixo de e . Em contrapartida, para a estrutura<br />
ponte simples o erro atingiu a faixa em torno de Estas diferenças do erro ao final do<br />
regime de operação dependem da adequabilidade dos dados influenciados pelo ruído em<br />
relação à topologia elástica. Apesar disso, os resultados obtidos são considerados satisfatórios.<br />
A validade dos resultados obtidos é confirmada através da análise dos critérios<br />
estatísticos e . A partir destes valores é comprovada a eficiência dos<br />
discretizadores Tustin e ZOH, respectivamente, para a identificação dos modelos matemáticos<br />
discretos ARMAX estocásticos mais parcimoniosos. Estes resultados são apresentados nas<br />
Tabelas 30 e 31.<br />
Tabela 30 - Valores do para avaliação do modelo ARMAX estocástico do atuador MEMS<br />
Discretizadores Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
122
Tabela 31 - Valores do para avaliação do modelo ARMAX estocástico do atuador MEMS<br />
Discretizadores Ponte Simples Ponte Dupla Dobradiça<br />
Similar aos micronúcleos elásticos, outro resultado importante é tempo de execução<br />
para a estimação dos parâmetros, e a resposta do desempenho comportamental de cada<br />
atuador. Estes valores são apresentados nas Tabelas 32 e 33.<br />
Tabela 32 – Tempo de execução em segundos da identificação do modelo ARX do atuador MEMS<br />
Representação ARX sem ruído ARX com ruído<br />
Tempo/Discretizador<br />
Ponte Simples<br />
Ponte Dupla<br />
Dobradiça<br />
Tabela 33 – Tempo de execução em segundos da identificação do modelo ARMAX do atuador MEMS<br />
Representação ARMAX sem ruído ARMAX com ruído<br />
Tempo/Discretizador<br />
Ponte Simples<br />
Ponte Dupla<br />
Dobradiça<br />
De acordo com os dados apresentados nas Tabelas 32 e 33, pode-se estabelecer uma<br />
média de tempo semelhante para o atuador quando comparado as elastomassas MEMS. O<br />
rápido processamento das informações e consequentemente à resposta a estas, qualificam o<br />
procedimento realizado como um processo prático, a fim de aliar qualidade e eficiência para<br />
simulação e testes de dispositivos MEMS. Desta forma, o procedimento realizado satisfaz a<br />
premissa quanto à redução do tempo nos testes para estes dispositivos.<br />
Os melhores resultados obtidos para todas as combinações possíveis comprovam a<br />
necessidade de métodos apropriados para cada representação analisada. Na Figura 61 é<br />
apresentado um resumo da combinação necessária para obter a eficácia nos resultados.<br />
123
Figura 61 - Combinação das melhores estimativas dos modelos matemáticos<br />
Fonte: Elaborada pelo autor<br />
124
Os resultados dos testes de validação dos modelos matemáticos identificados<br />
indicaram a capacidade de explicar a dinâmica linear contida nos dados, uma vez que não<br />
foram detectadas correlações acentuadas nos resíduos de identificação. Na medida em que se<br />
incorporou ruído ao sinal degrau, o desempenho comportamental dos modelos também<br />
manteve-se satisfatório.<br />
De forma geral, os modelos determinísticos para os micronúcleos elásticos<br />
apresentaram melhores resultados quando utilizada a representação ARMAX. Em<br />
contrapartida, os modelos estocásticos descreveram melhor desempenho quando modelados<br />
por intermédio do ARX. Alternativamente, para os atuadores MEMS, os modelos estimados<br />
sem a presença de ruídos e sob as representações discretas ARX e ARMAX apresentaram<br />
resultados semelhantes. No entanto, os modelos estocásticos estimados e representados por<br />
ARMAX proporcionaram maior adequabilidade e performance em relação a dinâmica<br />
experimental. Estas avaliações são validadas pela resposta comportamental, avaliações do<br />
erro relativo percentual, critérios estatísticos e quando possível por meio da validação<br />
cruzada.<br />
O processo de estimação dos parâmetros é consolidado pelos métodos de MQ e MQE.<br />
Estes por sua vez, sendo implementados em batelada. A eficiência deste quando comparado à<br />
estimação recursiva, neste trabalho está diretamente vinculada à obtenção dos dados em sua<br />
forma off-line.<br />
Além disso, a eficiência da dinâmica dos modelos esteve diretamente vinculada ao<br />
processo de conversão da FT do domínio contínuo para o discreto. Logo, a utilização do<br />
método de discretização adequado garantiu o melhor desempenho do modelo estimado em<br />
comparação com o desempenho real. Conforme os resultados expostos, cada situação avaliada<br />
atribui métodos mais adequados em comparação aos outros. A quantidade de termos<br />
vinculados ao vetor de regressores, necessariamente não representa o melhor discretizador,<br />
como o caso de modelos estimados com MII e BwD. O fator preponderante é a forma em que<br />
os dados são aproximados durante a transformação analógico/digital. Neste sentido, a eficácia<br />
do discretizador Tustin está diretamente relacionada à sua forma, baseado na aproximação<br />
numérica de integração trapezoidal, ou seja, em um formato de rampa.<br />
A escolha correta da combinação em cada situação analisada proporcionou a eficácia<br />
dos resultados. Consequentemente, com base nos resultados expostos, as expectativas da<br />
proposta neste trabalho são consideradas satisfatórias.<br />
125
5 CONCLUSÕES<br />
Este capítulo apresenta as considerações gerais sobre o trabalho desenvolvido. Além<br />
disso, é ressaltada a perspectiva de avanços na área de MEMS e nanotecnologia. Em seguida,<br />
são apresentadas sugestões e propostas de novos trabalhos a serem desenvolvidos, de forma<br />
que propiciem a continuidade desta investigação.<br />
5.1 Considerações finais<br />
Os avanços científicos desenvolvidos e aprimorados pelo homem crescem em ritmo<br />
acelerado. Atualmente, o resultado deste esforço inovador é direcionado a microtecnologia.<br />
Em especial, os MEMS são um segmento emergente. Esta tecnologia multidisciplinar e<br />
desafiadora tende a revolucionar e atender as necessidades do mundo moderno. MEMS utiliza<br />
tecnologia de semicondutores a fim de habilitar processamento em nível micrométrico. Este<br />
grau de precisão encontra-se além da compreensão humana. Baseados nestas características e<br />
funcionalidades inteligentes estes microdispositivos despertam elevado interesse comercial e<br />
agrega significativos investimentos e receita neste mercado.<br />
Entretanto, esta tecnologia inovadora requer pesquisa a fim de superar as dificuldades<br />
existentes nas etapas de projeto até comercialização. O desafio imediato da indústria de<br />
MEMS é garantir a qualidade dos dispositivos produzidos, aliados aos fatores de custos<br />
reduzidos e rapidez em sua caracterização. Com base nestas premissas, a proposta deste<br />
trabalho vem ao encontro destas exigências. Conforme os resultados expostos, o objetivo<br />
proposto neste estudo foi alcançado.<br />
A utilização da técnica de identificação de sistemas como alternativa para a<br />
modelagem e caracterização dos dispositivos MEMS tornou-se um procedimento eficiente e<br />
dinâmico. A modelagem caixa cinza permitiu combinar as vantagens dos procedimentos caixa<br />
preta e caixa branca. Neste sentido, a manipulação dos dados de sinais de entrada e saída<br />
obtidos na execução de testes sobre o protótipo de simulação, aliado ao conhecimento a priori<br />
das estruturas possibilitou obter novos modelos matemáticos. Estes apresentaram excelente<br />
desempenho comportamental e rapidez de resposta aliando desta forma, qualidade e baixo<br />
custo. A redução no custo é evidente, pois a demora na estimação e descrição do desempenho<br />
corresponde a intervalos de tempo variando entre e . Se os testes realizados forem<br />
executados na produção, a qualidade dos MEMS consolidar-se-á, tendo em vista que o teste<br />
em lote (batch) tende a ser substituindo pela verificação automática de cada unidade<br />
126
produzida. Logo, na melhor hipótese em um período de uma hora de testes pode ser avaliado<br />
em torno de 12000 dispositivos.<br />
As eficiências da dinâmica destes modelos estimados mostram dependência direta do<br />
processo de conversão da FT do domínio contínuo para o domínio discreto. Logo, a utilização<br />
do método de discretização adequado garante o melhor desempenho do modelo estimado em<br />
comparação com o desempenho real.<br />
No entanto, no contexto de identificação de sistemas, a literatura técnica em sua<br />
maioria não descreve todos os aspectos necessários a sua utilização. Verifica-se a inexistência<br />
de informações relevantes sob a etapa de discretização. A mesma, entretanto conforme<br />
exposta, com base nos resultados obtidos é essencialmente importante nesta etapa inicial da<br />
modelagem. Segundo o critério ou método adotado os resultados decorrentes do processo de<br />
estimação/identificação podem apresentar variações e erros acima do permitido para a análise<br />
do projeto, invalidando todo o procedimento. Neste sentido, os meios de discretização como<br />
forma de seleção e formação dos termos necessários ao vetor de regressores podem ser<br />
propostos como uma etapa adicional do processo de identificação de sistemas. Para estas<br />
estruturas micrométricas estudadas, consolida-se o método de discretização baseado na<br />
aproximação numérica de integração trapezoidal, conhecido como método de Tustin como o<br />
procedimento com melhor desempenho. Porém, este fato não pode ser generalizado para<br />
outras estruturas sem avaliações prévias.<br />
A experiência na realização do presente trabalho mostrou a necessidade de uma<br />
combinação adequada quanto à topologia dos dispositivos, representação matemática,<br />
discretização e estimação de parâmetros. A escolha correta destes fatores garante a<br />
identificação do modelo matemático e, o seu desempenho comportamental mais parcimonioso<br />
em relação à representação real/experimental. Para cada situação avaliada identificou-se um<br />
novo modelo matemático proposto com particularidades próprias para caracterizar o<br />
desempenho dos micronúcleos elásticos, bem como, para os atuadores eletromecânicos<br />
MEMS. Através destes, pode-se caracterizar a estrutura de projeto e verificar a funcionalidade<br />
dos mesmos, aliando a redução do tempo de testes e a diminuição dos custos de produção.<br />
Neste sentido, a escolha correta da representação do modelo, dos métodos de<br />
estimação e discretização são fatores preponderantes no desempenho da dinâmica destes<br />
modelos. Segundo Reimbold et al., (2008) a teoria da identificação estabelece que o modelo<br />
estimado é satisfatório quando apresenta uma precisão de 95%. Esta precisão é alcançada<br />
neste trabalho. Neste sentido, verificou-se a validade da técnica utilizada, mostrando-se<br />
interessante, uma vez que permite obter os modelos comportamentais sem alterar as<br />
127
propriedades intrínsecas das estruturas micrométricas e do meio em que se encontram<br />
inseridas. Portanto, é uma técnica não invasiva, prática e eficiente, uma vez que os parâmetros<br />
do modelo não são extraídos na plataforma de testes, e sim estimados através do tratamento<br />
dos dados dos sinais de entrada e saída. Desta forma, a precisão alcançada nos resultados<br />
deste trabalho é satisfatória.<br />
Por fim, conclui-se que dispositivos MEMS tendem a ser cada vez mais presentes na<br />
sociedade. Uma tecnologia real e viável por suas múltiplas funcionalidades. Como<br />
consequência dos benefícios que ela apresenta, constata-se a necessidade de ampla<br />
investigação. A tendência natural é sua expansão a níveis de escalas cada vez mais reduzidas.<br />
Estruturas moleculares, Nanocosmos, Nanomundo e Nanotecnologia são algumas das<br />
terminologias que definem sistemas nanoeletromecânicos (Nanoelectromechanical systems),<br />
ou simplesmente NEMS, como a nova fronteira para o desenvolvimento de sistemas<br />
eletromecânicos.<br />
5.2 Propostas de trabalho<br />
A investigação realizada e os fatos descritos motivam alguns direcionamentos de<br />
estudos em pesquisas futuras. Em seguida são apresentadas hipóteses, sugestões e propostas<br />
que propiciem a continuidade desta investigação.<br />
Implementar a plataforma computacional integrando ANSYS e MATLAB, a fim de<br />
obter, estimar e identificar os modelos e suas características em tempo real, ou seja,<br />
por intermédio da estimação on-line. A partir disso, pode-se verificar a eficiência de<br />
estimadores recursivos. Aliado a isso, implementar um microcontrolador com função<br />
de determinar o tempo exato despendido somente para a execução do programa.<br />
Inserir perturbações físicas como pressão, umidade e temperatura ao ambiente de<br />
operação dos dispositivos MEMS e avaliar seu desempenho sob estas interferências,<br />
utilizando-se da metodologia adotada neste trabalho.<br />
Aplicar outras representações matemáticas discretas como modelos de erro na saída, e<br />
outros estimadores como: variáveis instrumentais, kaczmarz, máxima verossimilhança<br />
e procura em rede. Além disso, investigar outros métodos de discretização, a fim de<br />
enriquecer o material técnico-científico disponibilizando para a obtenção do modelo<br />
linear de MEMS através da Identificação de Sistemas;<br />
128
Avaliar o desempenho do processo de identificação em malha fechada,<br />
consequentemente com a inserção de controlador, e processos de discretização<br />
compatíveis com este procedimento, como os métodos de Rattan, Kennedy e Evans,<br />
Keller e Anderson, entre outros.<br />
Nas representações discretas utilizou-se o operador de deslocamento unitário para<br />
estabelecer a relação da dependência temporal. Entretanto, este operador apresenta a<br />
desvantagem da inexistência de correspondência com o operador (<br />
129<br />
). Nesse sentido,<br />
é proposto investigar a aplicação do operador delta , o qual apresenta melhor<br />
relação entre o tempo contínuo e o tempo discreto.<br />
Determinar a faixa de amplitude máxima do ruído presente nos dados que ainda<br />
caracterize o comportamento linear do sistema. Introduzir os conceitos da<br />
Transformada de Fourier a fim de estabelecer alternativas na identificação da máxima<br />
frequência contidas nos dados e consequentemente, estabelecer com exatidão a<br />
amostragem dos mesmos.<br />
Determinar os valores dos parâmetros característicos do modelo estimado a partir de<br />
todos os métodos de discretização. Desta forma, pretende-se aliar a qualidade e<br />
precisão também sob o desempenho fenomenológico dos dispositivos MEMS.<br />
Utilizar a Identificação de Sistemas para obter o modelo não-linear dos atuadores<br />
MEMS. Avaliar a eficiência das representações matemáticas NARX e NARMAX. A<br />
maior dificuldade está na construção do vetor de regressores. A solução é automatizar<br />
a escolha dos componentes dos sinais de entrada e saída que apresentam maior<br />
influência no comportamento não-linear dos atuadores eletrostáticos.<br />
Implementar a estrutura comb-drive com número maior de “dedos”, aliado a outras<br />
topologias a fim de avaliar o desempenho do conjugado força versus deslocamento.<br />
Ao mesmo tempo, propõe-se integrar um mecanismo em tempo real que avalie as<br />
condições de funcionamento do dispositivo, como o diagnóstico de defeitos, falhas e<br />
rupturas nas estruturas.<br />
Avaliar a eficiência da técnica utilizada neste trabalho para outras estruturas de<br />
microdispostivos como: giroscópios, acelerômetros, transformadores entre outros.<br />
Aprimorar o programa desenvolvido para a estimação/identificação de dispositivos<br />
MEMS. O objetivo é elaborar um amplo banco de dados com informações referentes a<br />
todos os dispositivos avaliados. Ao mesmo tempo, desenvolver o software livre da<br />
linguagem MATLAB, ou seja, uma arquitetura própria de CADMEMS.
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Porto, Porto, 1996.<br />
SONG, M. T.; CAO, D. Q.; ZHU, W. D. Dynamic analysis of a micro-resonator driven by<br />
electrostatic combs. Communications in Nonlinear Science and Numerical Simulation, v.<br />
16, n. 8, p. 3425-3442, ago.2011.<br />
SWANSON ANALYSIS SYSTEMS INC. ANSYS User's Manual. Procudere Manual.<br />
Houton: Swanson Analysis Inc, 1998.<br />
SWART, J. W. Evolução de Microeletrônica a Micro-Sistemas, 2000. Disponível em:<br />
. Acesso em: 16 novembro<br />
2011.<br />
133
TANG, W. C.; NGUYEN, T. H.; HOWE, R. T. Laterally driven polysilicon resonant<br />
microstructures. In: AN INVESTIGATION OF MICRO STRUCTURES, SENSORS,<br />
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Proceedings…[S.l]: IEEE, 1989 p.55-59.<br />
TANG, W. C.; NGUYEN, T. H.; HOWE, R. T. Electrostatic-comb Driven of lateral<br />
polysilicon resonant. Sensors and Actuators, Salt Lake City, USA, v. A21-A23, p. 328-331,<br />
1990.<br />
TAVARES, M. R. S.; BARBOSA, J. M. G. Análise do movimento não rígido em visão do<br />
computador, 2002. Disponível em: . Acesso em: 29 out. 2011.<br />
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Chemnitz Fachtagung MST, Chemnitz, p. 1-8, 2005.<br />
YOLE DEVELOPMENTS. Status of the MEMS Industry, 2011. Disponível em:<br />
. Acesso em: 7 dezembro 2011.<br />
134
APÊNDICE A - Relação do vetor de regressores com os parâmetros característicos<br />
Seja o modelo matemático analítico do sistema em estudo representado pela equação<br />
(A.1), cuja FT descreve como o sinal de entrada do sistema é dinamicamente “transferido”<br />
para a saída dada pela expressão (A.2)<br />
Forward Difference<br />
⁄<br />
135<br />
(A.1)<br />
(A.2)<br />
Para obter a FT discreta , e o , a partir de , basta fazer a substituição de<br />
variáveis dos planos e , substituindo a expressão (A.3) em (A.2)<br />
Considerando<br />
(<br />
(<br />
[<br />
)<br />
)<br />
]<br />
⁄<br />
(<br />
)<br />
(A.3)<br />
(A.4)<br />
(A.5)
Multiplicando, numerador e denominador por em (A.5)<br />
logo, o está relacionado com as seguintes temos, conforme a expressão (A.6)<br />
ou<br />
(<br />
Backward Difference<br />
) .<br />
/<br />
136<br />
(A.6)<br />
(A.7)<br />
Para obter a FT discreta , e o , a partir de , basta fazer a substituição de<br />
variáveis dos planos e , conforme a expressão (A.8) em (A.2)<br />
.<br />
(<br />
[<br />
)<br />
]<br />
⁄<br />
(<br />
)<br />
/<br />
(A.8)
Considerando<br />
.<br />
/ (<br />
)<br />
137<br />
(A.9)<br />
(A.10)<br />
Multiplicando, numerador e denominador por em (A.10), o está relacionado com os<br />
seguintes termos, conforme expressão (A.11) ou (A.12),<br />
Tustin<br />
(<br />
.<br />
.<br />
/<br />
) (<br />
/<br />
)<br />
(A.11)<br />
(A.12)<br />
Neste caso a FT discreta , e o , a partir de , é realizada a partir substituição<br />
de variáveis dos planos e , conforme a expressão (A.13) em (A.2)<br />
(<br />
) (A.13)
[<br />
(<br />
Considerando<br />
[<br />
[<br />
.<br />
(<br />
(<br />
)/<br />
] [<br />
)] [<br />
(<br />
⁄<br />
)<br />
⁄<br />
⁄<br />
.<br />
(<br />
(<br />
] [<br />
)] [<br />
Multiplicando, numerador e denominador por em (A.15)<br />
,<br />
e<br />
)/<br />
)<br />
(<br />
]<br />
]<br />
)]<br />
138<br />
(A.14)<br />
em (A.14), tem-se:<br />
(A.15)
logo, o está relacionado com as seguintes temos, conforme expressão (A.16) ou (A.17)<br />
[ (<br />
Invariância ao Impulso<br />
) (<br />
] (<br />
)<br />
)<br />
139<br />
(A.16)<br />
(A.17)<br />
Neste caso, para obter a FT discreta e o a partir de , inicialmente<br />
encontra-se a de (A.2). Com o resultado obtido, basta determinar o correspondente valor<br />
da , conforme apresentado no procedimento a seguir:<br />
{ } ,<br />
considerando as seguintes igualdades,<br />
{ } {<br />
{ }<br />
√<br />
√<br />
}<br />
(<br />
{<br />
,<br />
(<br />
{<br />
⁄<br />
e<br />
√<br />
)<br />
√<br />
)<br />
-<br />
.√<br />
, tem-se:<br />
.√<br />
/<br />
}<br />
/<br />
}<br />
(A.18)
√<br />
√<br />
√<br />
140<br />
(A.19)<br />
Realizando uma nova substituição de variáveis a fim de facilitar os cálculos, toma-se<br />
, e √<br />
se a expressão (A.20)<br />
*<br />
multiplicando, numerador e denominador por em (A.20)<br />
(<br />
Aplicando a em (A.19) com as devidas substituições, obtém-<br />
)<br />
+<br />
(A.20)<br />
(A.21)<br />
organizando (A.22), o está relacionado com as seguintes temos conforme (A.22) ou (A.23)
{ } ,<br />
considerando as seguintes igualdades,<br />
por frações parciais, tem-se:<br />
{<br />
}<br />
{<br />
{<br />
{ {<br />
{ } {<br />
}<br />
} ,<br />
{<br />
}<br />
[<br />
{<br />
}<br />
(<br />
,<br />
}|<br />
⁄<br />
- ,<br />
(<br />
{<br />
[ {<br />
e<br />
)<br />
}<br />
)<br />
-<br />
, tem-se:<br />
141<br />
(A.24)<br />
(A.25)<br />
} (A.26)<br />
.√<br />
-<br />
}]<br />
/<br />
} ]
considerando<br />
{<br />
}<br />
[<br />
√<br />
{<br />
√<br />
√<br />
}<br />
(<br />
{<br />
Aplicando a em (A.28) tem-se:<br />
,<br />
[<br />
√<br />
√<br />
[<br />
e √<br />
*<br />
*<br />
)<br />
(<br />
{<br />
√<br />
√<br />
√<br />
.√<br />
√<br />
√<br />
)<br />
√<br />
√<br />
/<br />
.√<br />
}<br />
em (A.29), tem-se:<br />
+<br />
√<br />
√<br />
+<br />
]<br />
/<br />
} ]<br />
]<br />
142<br />
(A.27)<br />
(A.28)<br />
(A.29)<br />
(A.30)
expandindo (A.30)<br />
[ (<br />
organizando (A.32), tem-se<br />
[<br />
[ (<br />
Tomando em (A.33),<br />
tem-se a expressão (A.34),<br />
logo,<br />
[<br />
(<br />
(<br />
(<br />
(<br />
(<br />
, obtém-se a expressão (A.35)<br />
)<br />
) (<br />
;<br />
)<br />
]<br />
)<br />
)<br />
)<br />
;<br />
)]<br />
]<br />
)]<br />
143<br />
(A.31)<br />
(A.32)<br />
(A.33)<br />
; ,<br />
(A.34)<br />
(A.35)
(<br />
(<br />
(<br />
(<br />
)<br />
[<br />
√<br />
√<br />
√<br />
√<br />
√<br />
(<br />
(<br />
(<br />
)<br />
)<br />
)<br />
(<br />
) (<br />
(<br />
)<br />
√<br />
)<br />
√<br />
(<br />
)<br />
(<br />
)<br />
)<br />
] )<br />
)<br />
145<br />
(A.40)
ANEXO A – Topologias e dimensões das elastomassas<br />
Elastomassa Ponte Simples<br />
Dimensões da Ponte Simples<br />
Propriedades do Ambiente e do Material<br />
Propriedade Símbolo Valor Unidade<br />
Caminho médio das partículas 65x10 -9<br />
Módulo de Young do Polí sílicio 140x10 9<br />
Densidade do Polí silício 2,33x10 3<br />
Permissividade do vácuo 8,854x10 -12<br />
Permissividade relativa do ar 1,006 Adimensional<br />
Viscosidade absoluta do ar 1,8x10 -5<br />
Viscosidade cinemática do ar 1,5x10 -5<br />
Densidade do ar 1,22<br />
Propriedades Geométricas<br />
Espessura 2,1x10 -6<br />
Largura da viga 2x10 -6<br />
Comprimento da viga 200x10 -6<br />
Largura da massa 102x10 -6<br />
Comprimento da massa 102x10 -6<br />
Vão abaixo da viga 2x10 -6<br />
Vão acima da viga 2x10 -6<br />
146
Elastomassa Ponte Dupla<br />
Dimensões da Ponte Dupla<br />
Propriedades do Ambiente e do Material<br />
Propriedade Símbolo Valor Unidade<br />
Caminho médio das partículas 65x10 -9<br />
Módulo de Young do Polí sílicio 140x10 9<br />
Densidade do Polí silício 2,33x10 3<br />
Permissividade do vácuo 8,854x10 -12<br />
Permissividade relativa do ar 1,006 Adimensional<br />
Viscosidade absoluta do ar 1,8x10 -5<br />
Viscosidade cinemática do ar 1,5x10 -5<br />
Densidade do ar 1,22<br />
Propriedades Geométricas<br />
Espessura 2,1x10 -6<br />
Largura da viga 2x10 -6<br />
Comprimento da viga 200x10 -6<br />
Largura da massa 102x10 -6<br />
Comprimento da massa 204x10 -6<br />
Vão abaixo da viga 2x10 -6<br />
Vão acima da viga 2x10 -6<br />
Separação entre as vigas 48x10 -6<br />
147
Elastomassa Dobradiça<br />
Dimensões da Dobradiça<br />
Propriedades do Ambiente e do Material<br />
Propriedade Símbolo Valor Unidade<br />
Caminho médio das partículas 65x10 -9<br />
Módulo de Young do Polí sílicio 140x10 9<br />
Densidade do Polí silício 2,33x10 3<br />
Permissividade do vácuo 8,854x10 -12<br />
Permissividade relativa do ar 1,006 Adimensional<br />
Viscosidade absoluta do ar 1,8x10 -5<br />
Viscosidade cinemática do ar 1,5x10 -5<br />
Densidade do ar 1,22<br />
Propriedades Geométricas<br />
Espessura 2,1x10 -6<br />
Largura da viga 2x10 -6<br />
Comprimento da viga 200x10 -6<br />
Largura da massa 86,66x10 -6<br />
Comprimento da massa 60x10 -6<br />
Largura da massa lateral 130x10 -6<br />
Comprimento da massa lateral 20x10 -6<br />
Largura da coluna 11x10 -6<br />
Comprimento da coluna 100x10-6<br />
Vão abaixo da viga 2x10 -6<br />
Vão acima da viga 2x10 -6<br />
Separação entre as vigas 34x10 -6<br />
148