Conheça as finalistas do FAAP Moda 2012.

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Conheça as finalistas do FAAP Moda 2012.

ADRIANA TRISTÃO

Incógnitos

Inspiração

O filme Baraka do diretor americano Ron Fricke e a

ideia de reflexão sobre a vida, a transformação do

mundo e do homem, a vida espiritual, o passado, o

presente e o futuro.

O movimento e a busca humana. “Quem sou, onde

estou, para onde vou?”

Transeuntes anônimos e a noção de coletividade.

Pensamentos sobre transformação e a impermanência

do homem frente aos acontecimentos, do escritor

japonês Haruki Murakami.

Silhueta: Coleção de formas monocromáticas,

referência ao tema anonimato coletivo.

Materiais: Tricoline acetinada, sarja acetinada, lã,

crepe, laise.

Acessórios: Sapatilhas.

Cores: Preto

Muro de Berlim

Inspiração

O muro de Berlim, a queda do muro em 1989 e o fim

da guerra fria.

O passado e o presente.

As imagens emblemáticas da época, entre elas

“O Beijo da morte” (O beijo dos socialistas - Dimitry

Vrubel), “The Berlin Wall” (Don Cullen - Time

Magazine) e “Bernauer” (Henri Cartier Bresson).

O filme “Adeus Lênin”, do diretor Wolfgang Becker.

O filme “The Wall” da banda Pink Floyd.

Tipografias de cartazes e panfletos russos.

A estética militar e de operários berlinenses.

A juventude e as subculturas da década de 1980,

entre elas a estética MOD.

FLÁVIA PASQUOTTO DE ANDRADE

Silhueta: Alfaiataria masculina, casacos e capas de

ombros retos. Camisas ajustadas com pespontos e

recortes com transparência, alusão à forma de tijolos.

Coletes. Calças skinny com pespontos e recortes com

transparência.

Materiais: Lã cardada, tricolines, couro

Acessórios: Gravatas estreitas. Quepes e luvas.

Cores: Cinza frio, branco, mostarda, vermelho forte e preto

Existência Apática

Inspiração

O filme “Blade Runner” de 1982 do diretor Ridley

Scott, a visão de futuro que o filme apresenta e o

conflito entre humanos e andróides.

Estamos na década em que o filme se passa, mas ao

invés de máquinas parecidas conosco, temos seres

humanos parecidos com máquinas. Somos nossos

próprios andróides.

O movimento Ciber Punk.

A estética Neo-noir.

As ilustrações do artista japonês Tisutomu Nihei.

As fotos de Massimiliano Caria da séie “Living for

industry”.

Silhueta: Formas afastadas do corpo, metáfora do

distanciamento do indivíduo.

Alfaiataria anos 1940 e 1960 encontra linguagem

futurista em recortes, fendas, e golas estruturadas.

Coletes. Algumas costuras feitas do avesso.

Materiais: Tafetá com fio metalizado,

Lã cashmeer.

Acessórios: Sapato Oxford com abotoamento de fivela

e sola azul marinho e luvas de couro.

Cores:

Preto e prateado.

LUDMILA LAGES DE CARVALHO

Os Dândis

Inspiração

Os dândis no século XIX e a ideia de vida mundana e

o egoísmo que ela impõe.

O livro “O Retrato de Dorian Gray”, romance de

Oscar Wilde.

O filme “Um psicopata americano”, adaptação do livro

do escritor americano Bret Easton Ellis.

Dândis contemporâneos, os rockstars David Bowie e

Mick Jagger.

Silhueta: A estética dândi masculina do século XIX.

Alfaiataria em camurça, verniz e chamois.

Golas pontudas lembrando chifres, metais cromados

costurados no couro, a construção de bluvas - punhos

que vão até a mão - a adaptação da estética masculina

RAFAELA MATTOS

no corpo da mulher e fios de couro adornados como

sutura no couro- a pele dos animais.

Camisas masculinas.

Detalhes como babados e amarrações como suturas

Materiais: Camurça, chamois, verniz, tule illusion

Acessórios: Bengalas, luvas, saltos plataforma.

Cores: Preto, branco, vinho, verde esmeralda, azul,

roxo escuro, nude amarelado.

RENATA POPPE

Anônimos por aceitação

Inspiração

O filme “Edward Mãos de Tesoura” do diretor Tim Burton.

A crítica sobre aqueles que julgam pela aparência e

excluem tudo que é diferente ou fora dos padrões.

Inversão de proporções e desconstrução da estética

conservadora da década de 50.

As cores das casas padronizadas de ‘’Edward Mãos

de Tesoura’’, referentes aos indivíduos que tornam-se

iguais para serem aceitos. A influência das formas

e cores na formação da opinião à primeira vista.

A fragilidade e as nuances que fazem de cada

indivíduo único.

Silhueta: Feminina, frágil e delicada.

Peças colocadas em lugares inconvencionais

confundem o olhar. Híbrido entre Edward Mãos de

Tesoura e a desconstrução da estética dos anos 1950.

Justa e muito acinturada, como se as roupas não

pudessem ser retiradas do corpo. Uso de corsets.

Volumes exagerados nas saias, compostas por várias

camadas de tecidos.

Materiais: Filó, organza de seda, musseline de seda,

georgete de seda, tule de malha, musseline de seda

com estampa digital.

Acessórios: Cintos finos. Luvas com estruturas

compridas nos dedos. Sapatos com amarrações

delicadas.

Cores: Off-white, preto e azul, amarelo, rosa e verde

em tons pastel.

Os Grafiteiros

Inspiração

A força do universo do grafitti e a estética do artista

Joao Henr.

Sapatos com multifuncionalidade.

A roupa que traduz a agressão, fragilidade, dos

andantes urbanos.

A poesia que o graffiti traz à rua bruta e cinza.

Os Tag’s, assinaturas que os grafiteiros usam para

comunicar-se com a sociedade.

Silhueta: Casacos de alfaiataria com formas over sized.

Referências às formas sport & street wear em regatas,

tops e mini saias.

Materiais: Lona estruturada.

Linho.

Musseline delicada, Bordados de canutilhos,

missangas.

Acessórios: Colar feito de latão pintado.

Cores: Looks monocromáticos, azul, vermelho, verde,

lilás, vinho, rosa.

SUZANA CARVALHO DO VAL


SUZANA DO VAL RENATA POPPE RAFAELA MATTOS LUDMILA LAGES DE CARVALHO FLÁVIA PASQUOTTO DE ANDRADE

ADRIANA TRISTÃO

“reveladores,

surpreendentes,

significantes,

ocultos,

implícitos,

criados por meio de excessos,

assim nasce o grafite.”

Suzana do Val

’tudo tem alguma beleza, mas nem todos são

capazes de ver’’ Confúcio

‘’é uma pena que a individualidade esteja

morrendo; que tenhamos que virar anônimos

para sermos aceitos.’’Renata Poppe

“A vida está cheia de eu e vazia do outro,

o anonimato é coletivo, as intenções são

individualistas, alguns se olham, ninguém se

vê, eles se tropeçam, nós atropelamos.”

Rafaela Mattos

“Painful to live in fear, isn’t it?”

Blade Runner – Leon

“All these moments will be lost in time... like

tears in rain”

Blade Runner - Batty

“Is there anybody out there?” Pink Floyd

“E quando a tempestade tiver passado, mal te

lembrarás de ter conseguido atravessá-la, mas

uma coisa é certa, quando saíres da tempestade

já não serás a mesma pessoa.” Haruki Murakami

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