Entrevista Destaque - aicep Portugal Global

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Entrevista Destaque - aicep Portugal Global

Julho 2013 // www.portugalglobal.pt

Portugalglobal

Entrevista

José Graça Bau

TIC educativas:

O presente do futuro 6

Destaque

E-xample global 12

Mercados

Colômbia e Curdistão 30

Empresas

Concept Bags e Couro Azul 24

Pense global pense Portugal


sumário

Julho 2013 // www.portugalglobal.pt

Entrevista // 6

Nesta edição, a entrevista ao presidente do Agrupamento Complementar

de Empresas (ACE) E-xample, José Graça Bau, sobre

a internacionalização do projecto que desenvolve e potencia a

utilização das tecnologias de informação e comunicação (TIC) no

sector da educação.

Destaque // 12

Portugal, através do consórcio E-xample, ganha terreno no

mercado global das tecnologias de educação, posicionandose

como um importante player neste sector. O E-xample quer

atingir, nos próximos cinco anos, um volume de negócios de

cerca de 4 mil milhões de euros, em mais de 19 geografias e

servindo 16 milhões de alunos.

Projectos internacionais // 20

Multilaterais financeiras: MIGA – Agência de Garantia de

Investimentos Multilaterais. Um artigo de Olivier Lambert,

director regional da MIGA.

Empresas // 24

CONCEPT BAGS: sacos “verdes” em expansão internacional.

COURO AZUL: sucesso no mercado internacional.

Mercados // 30

Colômbia, o “eldorado” para muitas empresas portuguesas,

em análise pelo director do escritório da AICEP em Bogotá, Miguel

Crespo, e pelo Embaixador de Portugal naquele país, João

Ribeiro de Almeida.

Conheça também os testemunhos das empresas Saphety, Vision-

Box e Saraiva + Associados que apostaram no mercado colombiano.

Curdistão iraquiano. Breve entrevista ao representante do Governo

Regional do Curdistão, Daban Shadala, sedeado em Madrid,

e que efectuou recentemente uma visita a Lisboa para encontros

com as autoridades portuguesas.

Análise de risco por país – COSEC // 50

Veja também a tabela classificativa de países.

Estatísticas // 53

Investimento directo e comércio externo.

AICEP Rede Externa // 56

Bookmarks // 58


EDITORIAL

4

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Colaboram neste número

Cândida Lobo, Daban Shadala,

Direcção Grandes Empresas da AICEP,

Direcção de Informação da AICEP,

Direcção Internacional da COSEC,

Direcção PME da AICEP,

Grupo de Trabalho das Multilaterais Financeiras

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// Julho 2013 // Portugalglobal

Novos mercados,

Novas oportunidades

A actual relação entre empreendedorismo,

inovação e exportação é incontornável

no dinamismo da economia produtiva

de qualquer país desenvolvido ou

em desenvolvimento. Mas este trinómio

é ainda mais solidário e fundamental

quando se aplica à indústria das Tecnologias

de Informação e Comunicação

(TIC), um dos sectores mais pujantes,

promissores e competitivos da economia

portuguesa em contexto global.

Num momento em que a internacionalização

representa a continuidade

no mercado de muitas PME e, não sendo

fácil ter dimensão para enfrentar a

concorrência global, o associativismo

empresarial e os consórcios mostram-se

cada vez mais como uma boa solução

quando as empresas portuguesas falam

de internacionalização e exportação.

Neste sentido percebe-se bem a formação

do E-xample – em destaque nesta

edição – um consórcio de 26 empresas

das mais inovadoras no sector das TIC,

inteiramente focadas na internacionalização

da sua actividade, e que integram

as suas aplicações e tecnologias

para uma oferta final competitiva nos

mercados interno e externo. Uma entrevista

de José Graça Bau, presidente do

E-xample, e um conjunto de artigos reforçam

a importância deste tipo de opção.

Em matéria de mercados, são analisados

os contextos e as oportunidades

de negócio de dois países: a Colômbia

e o Curdistão.

A Colômbia, com um crescimento económico

de 5 por cento ao ano, é um

mercado com enormes oportunidades

de negócio que está a tornar-se cada vez

mais apetecível para as empresas portuguesas,

muitas das quais já estão a caminho

deste país (que faz fronteira com a

Venezuela e o Brasil), ou já têm negócios

no mercado colombiano, e onde já se

encontram com presença consolidada o

grupo Jerónimo Martins, a Mota-Engil, a

Sonae ou a Prebuild. Alguns dos motivos

de atractividade para as empresas são a

actual estabilidade social decorrente do

processo de paz, a expansão do crédito

ao investimento, uma forte liberalização

do comércio, a emergência de uma nova

classe média com crescente poder de

compra e um mercado de 47 milhões

de consumidores. Entre as oportunidades

de negócio encontram-se o turismo

e hotelaria, agro-indústria, construção e

obras públicas, bens de equipamento e

tecnologias de informação, saúde e retalho

especializado. Neste contexto, as

perspectivas para o futuro são seguramente

boas.

Quanto ao Curdistão, embora não

sendo um mercado com relações comerciais

consolidadas com Portugal,

oferece um leque variado de negócios

para as empresas portuguesas

que, numa óptica de diversificação de

mercados, devem ficar atentas às suas

possibilidades. As infra-estruturas (estradas,

pontes e ferrovias), o turismo

e a agricultura são alguns dos sectores

com potencialidades para as empresas

portuguesas que queiram investir na

região do Curdistão iraquiano, como

explica em entrevista o Representante

do Governo Regional do Curdistão,

que esteve em Lisboa.

PEDRO REIS

Presidente do Conselho de Administração da AICEP


ENTREVISTA

6

José Graça Bau

Presidente do ACE E-xample

O E-XAMPLE E AS TIC

EDUCAÇÃO PARA

O FUTURO GLOBAL

Portugal é hoje dos países mais avançados na utilização das TIC aplicadas à educação,

desfrutando de experiência e credibilidade internacional, bem como de boas

perspectivas de negócio. O aparecimento de produtos e serviços de elevada qualidade e

usabilidade pedagógica e tecnológica, focados na educação e na aprendizagem, revelase

como uma poderosa alavanca que transformará para sempre o modelo de ensino a

nível nacional e dos países a que o E-xample pretende estender o seu projecto.

O ACE E-xample é um consórcio que tem como missão potenciar a cooperação

empresarial na área do empreendedorismo, inovação, desenvolvimento industrial e

internacionalização no sector das indústrias do ensino, aprendizagem e formação.

Uma entrevista com José Graça Bau, presidente do ACE E-xample.

// Julho 13 // Portugalglobal


O que é o E-xample? Como nasceu a ideia e se

desenvolveu o projecto de investimento deste

consórcio, o qual envolve algumas das nossas

melhores empresas de hardware e software?

O E-xample é uma peça de uma política de desenvolvimento

para um sector económico, neste caso o da educação,

que vale, tipicamente, 5 a 7 por cento do PIB e que influencia

definitivamente o desenvolvimento de um país.

Portugal definiu a partir de 2003 uma política de desenvolvimento

do sector da educação em que as TIC deveriam

desempenhar um papel relevante inseridas no contexto das

mudanças a que se assistia na economia e na sociedade,

tanto a nível nacional como global.

Pode sintetizar essa estratégia em que o E-xample

se integra?

Antes de mais ela passa pela criação e aplicação de tecnologia

de modo a garantir uma evolução qualitativa no ensino,

abrangendo todos os estudantes e envolvendo as famílias,

ligando-as ao processo de ensino e procurando combater a

info-exclusão de todo o agregado familiar.

Esta criação e aplicação de TIC, por parte da indústria nacional,

bem como a inovação e o investimento realizados

no sector, contribui para dar um salto qualitativo na sua

performance, de modo a poder posicionar-se como player

internacional, criando um sector exportador relevante para

a economia nacional.

E este passo abre necessariamente o caminho para ensaiar

e testar um novo modelo de relação entre a indústria e a

diplomacia económica, dado que este sector tem a particularidade

de se desenvolver de forma sustentada apenas com

uma forte relação entre governos, pois o ensino é, em todo o

mundo, um sector que os governos não prescindem de gerir.

Nesta medida, a indústria respondeu como lhe competia,

unindo-se e trabalhando em conjunto, criando um novo paradigma

de desenvolvimento e de internacionalização.

É estratégico para o consórcio posicionar-se como

um dos principais players no mercado global de

tecnologias educativas, apostando e competindo

internacionalmente com soluções para o século XXI?

É completamente estratégico estar no mercado global, pelo

menos de língua portuguesa e castelhana, pois hoje em

dia não faz qualquer sentido falar-se em indústria apenas

orientada para o mercado nacional em praticamente nenhum

sector da economia. As indústrias deverão utilizar o

mercado português como laboratório de teste e geração

de produtos, mas sempre com foco nas necessidades dos

mercados internacionais. A massa crítica necessária à produção

inovadora e eficiente consegue-se trabalhando para,

no mínimo, dez “Portugais”.

Em 2012, o ACE E-xample assinou um protocolo com

o Estado português para a cooperação nas áreas

ENTREVISTA

do empreendedorismo, inovação, desenvolvimento

industrial e internacionalização das TIC portuguesas.

Pode fazer um balanço da evolução desse acordo?

O protocolo com o Estado português pretende apoiar o Example,

as suas agrupadas e empresas nascentes no sector,

no seu crescimento e maturação e trazer os benefícios correspondentes

para a economia portuguesa.

Em primeiro lugar considera-se necessário continuar o programa

tecnológico português, nomeadamente no âmbito

dos objectivos da Agenda Portugal Digital aprovada no

início do ano, garantindo assim uma crescente eficiência e

inovação no sector, nomeadamente na área dos conteúdos.

A imagem de Portugal como país de vanguarda na integração

das TIC no ensino, experimentando novas tecnologias de

hardware e software e novos modelos pedagógicos com o

envolvimento de pais e professores, além de representar um

benefício directo para o ensino em Portugal, é um cartão-devisita

para a indústria ao actuar no mercado internacional.

Evidenciamos também, neste âmbito de evolução em curso,

a criação de salas de aula laboratório – Edulabs – em instalação

em várias escolas, onde a última palavra tecnológica

das diversas componentes é integrada com a pedagogia e

experimentada por professores, pais e alunos, para garan-

“Esta criação e aplicação de TIC, por parte da

indústria nacional, bem como a inovação e o

investimento realizados no sector, contribui para

dar um salto qualitativo na sua performance,

de modo a poder posicionar-se como player

internacional, criando um sector exportador

relevante para a economia nacional.”

tir que tudo converge para um funcionamento que satisfaz,

cada vez melhor, os requisitos de todos os actores do ensino.

Finalmente relativamente à diplomacia económica, ponto

fundamental do acordo, posso dizer que estamos numa

convergência de ambição e objectivos quase perfeita, e que

no entanto a aperfeiçoamos todos os dias. Nesta medida, a

ambição de internacionalização do E-xample envolve mais

de 40 países com representação portuguesa a nível de embaixada

e, em grande parte dos casos, com a AICEP a trabalhar

de modo integrado.

Em que medida o QREN apoia a competitividade do sector?

A um segundo nível temos a articulação da política económica

com a realidade industrial e todo o projecto de apoio

à competitividade, que é hoje proporcionado à indústria no

âmbito do QREN - Quadro de Referência Estratégica Nacional,

e que o E-xample e as suas agrupadas, bem como todas

as outras empresas do sector deverão aproveitar.

Portugalglobal // Julho 13 // 7


ENTREVISTA

8

Neste âmbito, estamos a apostar no apoio do programa à evolução

do nosso ecossistema global e a fazer um esforço de

adaptação ao modelo do programa COMPETE, muito exigente

em termos de inovação e componentes científicas, a que

acrescentamos os nossos requisitos de integração e usabilidade,

fundamentais para ter sucesso no mercado internacional.

Qual é o volume de vendas expectável, em termos

de exportação a médio prazo, digamos a cinco anos,

para o E-xample, e qual o valor estimado do mercado

internacional da educação apoiada nas TIC?

Há um mercado quase incomensurável para as TIC no sector

da educação. Nós acreditamos que as TIC poderão ser

os grandes responsáveis pelo aumento do interesse e envolvimento

dos alunos no estudo.

É certo que nem todas as crianças nasceram com atributos

naturais e circunstanciais para serem altamente dedicadas ao

“As indústrias deverão utilizar o mercado

português como laboratório de teste e geração

de produtos, mas sempre com foco nas

necessidades dos mercados internacionais.”

estudo, e que nem todos os professores nasceram para ser

grandes mestres ou que todos os pais têm condições para se

envolver na formação escolar dos seus filhos, porém nós consideramos

que, mesmo para estes, as TIC, com uma estratégia

bem estruturada de apoio ao ensino, mudarão drasticamente

os resultados médios da performance educativa e permitirão

uma educação flexível, que se adapta constantemente à evolução

da sociedade e às necessidades do mercado de trabalho.

Neste contexto, que começa a ser de entendimento universal,

o mercado que está ao alcance da indústria portuguesa

é de vários milhares de milhões de euros, sendo que os factores

críticos de sucesso serão alcançados pela mobilização

nacional que estamos a sentir e que se está a formar à volta

deste sector e deste projecto.

Pode falar sobre os projectos em que o E-xample está

envolvido, em termos de mercados, como por exemplo

o México? Qual é a actual estratégia, bem como a

geografia da exportação do consórcio E-xample, e

quais são os próximos mercados de expansão?

O E-xample está a transportar a experiência portuguesa e

as tecnologias criadas, e obviamente constantemente aperfeiçoadas,

com a experiência de outros países, para outros

destinos que também acalentam o sonho de mudar o seu ensino,

criar uma nova geração de cidadãos que lance os seus

países para o top mundial de desenvolvimento económico e

social, criando uma sociedade mais homogénea e solidária.

Esta ambição tem de estar presente em países de todos os

continentes e o México é certamente um país líder desta nova

// Julho 13 // Portugalglobal

visão, estando o seu Presidente altamente empenhado e a dirigir

um grande programa de mudança. Mas falar apenas no

México é redutor, pois o Brasil também está a seguir de modo

acelerado esta estratégia, bem como a Colômbia e a Venezuela,

e de um modo genérico em toda a América do Sul, onde

referenciamos um mercado equivalente a 50 “Portugais”.

Temos grandes referências da língua portuguesa por todos

os continentes e, nesta medida, pensamos logo em Angola,

Moçambique, Cabo Verde e Timor como prioridades.

A grande Europa em construção não pode estar esquecida

e teremos rapidamente novidades partindo de fronteiras da

Europa Central até à Turquia.

Actualmente, potenciado pelo E-xample, já se pode falar

de um cluster industrial nas áreas de hardware, software

e conteúdos digitais para a educação e a formação?

Nesta medida, são facilmente internacionalizáveis as

tecnologias da educação “made in Portugal”?

Na verdade o E-xample é hoje um consórcio de 26 empresas em

que há um pelotão da frente de empresas focadas, inovadoras

e que integram as suas aplicações e tecnologias oferecendo

um produto vendável à peça ou de modo integrado, com uma

oferta de A a Z, que vai da construção civil à tecnologia mais

sofisticada, passando pelos computadores, tablets, quadros e

mesas interactivas, incluindo os e-books e plataformas integradas

de ensino, que ligam pais, professores e alunos.

Hoje já conseguimos pôr os computadores ou tablets dos

alunos e professores a trabalhar, de modo integrado, com

os quadros interactivos da sala de aula, utilizando plataformas

de ensino e aprendizagem com os seus e e-books multimédia,

que são grandes auxiliares para todos os actores do

processo educativo e que o professor devidamente treinado

consegue orquestrar com uma enorme facilidade.

“A ambição de internacionalização do

E-xample envolve mais de 40 países com

representação portuguesa a nível de

embaixada e, em grande parte dos casos, com

a AICEP a trabalhar de modo integrado.”

Além do aperfeiçoamento do processo educativo, estamos

a trabalhar nas ferramentas de gestão da escola e sua interligação

com as próprias ferramentas de ensino, permitindo

seguir os resultados dos alunos e dando indicadores, quer

para as adaptações necessárias para o ensino customizado

a cada aluno, quer permitindo que os processos sejam mais

eficientes e portanto produzindo-se muito mais e reduzindo

custos e tempo de implementação dos processos.

Há aqui um grande avanço que nos posiciona de modo único

a nível mundial mas ainda há muito a fazer. Refiro desde já

um trabalho específico para que tenho natural vocação, como


homem das telecomunicações, que é o de integrar as empresas

de telecomunicações com mais força neste projecto, nomeadamente

conseguindo um trabalho em parceria a nível internacional

nos mercados em que estas já prestam serviços ou

operam. As nossas empresas e as nossas tecnologias podem

ser avaliadas no catálogo do nosso site www.e-xample.com.

Portugal é hoje um dos países mais avançados na

utilização das TIC aplicadas á educação. Como vê

a evolução destas aplicações na frente interna

do ensino? Em que é diferente um aluno ou um

formando com um computador e a nova forma de

ensino que propõe o E-xample?

O E-xample considera que está a construir ferramentas de

produtividade para melhorar o ensino, percepcionado como é

hoje, mas também como deve ser no futuro e mesmo dentro

de evoluções que estão para além da nossa visão actual.

Com o nosso ecossistema vai ser possível cativar os alunos e

levá-los a assimilar muito melhor as matérias hoje tão faladas

como matemática, línguas e ciências, mas também será

possível criar cidadãos que percebam melhor as suas capacidades

e o seu perfil de empreendedores e que possam,

assim, construir, de modo mais eficiente, uma sociedade

cujos contornos evoluem todos os dias.

Eu defendo que o ensino, apoiado nas tecnologias, tem de

despertar as novas gerações, para uma vida para além da

tabuada e do velho português dos erros gramaticais e ortográficos

de que as máquinas já hoje nos defendem e apostar

muito forte nas novas capacidades que preparam para a

sociedade da imprevisibilidade.

ENTREVISTA

Cada vez se fala mais de economia digital, bem como

de literacia, qualificação e inclusão digitais. Em que

medida o consórcio E-xample pode contribuir para

implementar estes factores de desenvolvimento e

mudança na sociedade portuguesa?

O ecossistema que promovemos permite um ensino atractivo

e eficiente mas também ensina aquilo que ainda não

“Com o nosso ecossistema vai ser possível

cativar os alunos e levá-los a assimilar muito

melhor as matérias hoje tão faladas como

matemática, línguas e ciências, mas também

será possível criar cidadãos que percebam

melhor as suas capacidades e o seu perfil de

empreendedores e que possam, assim, construir,

de modo mais eficiente, uma sociedade cujos

contornos evoluem todos os dias.”

sabemos ensinar, nem sabemos que é preciso aprender,

porque não conhecemos a sociedade de amanhã. Nesta

medida, as novas tecnologias são ferramentas para trabalhar

em equipa mas também para cada um descobrir o novo

mundo e as novas competências.

Isto de acreditarmos nuns seres iluminados que por si só

fazem o ensino e avaliam os alunos é uma visão que está

a mudar. Temos de reconhecer que as pessoas que estão

a mudar a nova sociedade não foram muito bons alunos,

Portugalglobal // Julho 13 // 9


ENTREVISTA

pois estavam acima do ensino que lhes queriam dar e das

competências que lhes queriam criar.

Na minha opinião, se alguém menosprezar o papel da

tecnologia na educação, integrada de modo inteligente e

participado, envolvendo pais, professores e alunos, será responsável

por uma oportunidade perdida para o seu país.

Como vê a evolução e o futuro das TIC em Portugal

na área da formação e da educação? Podem e devem

ser consideradas como instrumentos de qualificação

estratégica do futuro ou já o são no presente?

São no presente obviamente instrumentos de qualificação

estratégica, tanto mais que Portugal tem investido nas TIC e

tem projectos de referência internacional na área dos serviços

de telecomunicações, saúde e e-gov.

Há, no entanto, um trabalho hercúleo a fazer, nomeadamente

na área da educação em que já houve um investimento

público e privado próximo dos dois mil milhões de

euros, trabalho árduo, é certo, mas que faremos, ainda que

possa haver períodos, embora obrigatoriamente curtos,

com interregnos de dúvida e decisão.

Considero que deverá, no entanto, prevalecer a visão estratégica

e a linha condutora de um plano com ambição,

metas e resultados operacionais mensuráveis. Portugal tem

de ter futuro e ninguém pode ficar de fora deste desafio

que está ao nosso alcance.

Para si os actores do conhecimento, com pleno uso das

TIC, contam-se entre os arquitectos do futuro? Em que

medida potenciam e consolidam novas dinâmicas de

10 // Julho 13 // Portugalglobal

produção e inovação, bem como a competitividade

exportadora das empresas portuguesas?

As TIC são hoje uma das bases de desenvolvimento social e

económico transversal a todo o universo empresarial, cultural

e social. Assim, criar novas gerações de portugueses cuja

educação lhes permite perceber o papel das TIC e aprender a

desenvolver e a integrar as suas componentes, traduz-se numa

vantagem inestimável para o desenvolvimento do país.

Estar no mundo da internacionalização com sucesso também

só é possível com uma difusão transversal das TIC a toda economia,

nomeadamente nas componentes de business intelligence,

gestão, produção, distribuição e marketing. Diga-se

que, a curto prazo, saberemos passar sem combustíveis fósseis,

mas não seremos capazes de passar sem as TIC.

Com o know-how e as tecnologias detidos pelo

E-xample pode-se começar a falar de escola do

futuro, de ensino para a o século XXI? Neste quadro,

pode desenvolver o conceito de ecossistema digital e

do novo paradigma proposto pela evolução das TIC?

A escola do século XXI tem as suas tecnologias a sair do

forno, mas temos de estudar como vamos conquistar pelas

melhores razões o corpo docente e como aperfeiçoaremos

a integração/fusão do mestre pedagogo com a tecnologia.

É esta a grande urgência, a da fusão tecnologia-pedagogia e a

da revolução dos objectivos do ensino e aprendizagem, como

se referiu, tirando todo o partido do novo paradigma tecnológico.

Nós, tecnólogos, ambicionamos não só esta união

virtuosa, como queremos ganhar este desafio, e dizermos

“presente!”, pois sabemos que, se não o conseguíssemos,

nada teríamos feito afinal de relevante para promover um real

desenvolvimento social e humano no séc. XXI e mais além.


EXPORTAÇÕES E PRODUÇÃO DE BENS TRANSACIONÁVEIS

600 MILHÕES DE EUROS

COM MELHORES CONDIÇÕES

DE PRAZO E SPREAD.

Agora, mais que nunca, é importante que as empresas Portuguesas se sintam apoiadas. A Caixa dispõe de mais

de 600 milhões de euros com condições especiais de fi nanciamento para as empresas exportadoras

e produtoras de bens transacionáveis. Através do crédito com prazo e condições fl exíveis, redução de spread

e antecipação de recebimentos de exportação, vamos ajudar a levar o espírito empreendedor nacional cada vez mais longe.

HÁ UM BANCO QUE ESTÁ A AJUDAR

A ECONOMIA A DAR A VOLTA.

A CAIXA. COM CERTEZA.

www.cgd.pt/empresas | 707 24 24 77 | 08h às 22h/todos os dias do ano. Informe-se na Caixa.


DESTAQUE

E-XAMPLE

NEGÓCIO EM EXPANSÃO VOLTADO

PARA AS GERAÇÕES FUTURAS

Tirando partido da actual vantagem competitiva, o consórcio E-xample, um

agrupamento complementar de 26 empresas das áreas mais inovadoras das TIC, está

a posicionar-se como um dos principais players no mercado global das tecnologias

educativas. O seu objectivo estratégico é conquistar uma quota de mercado relevante,

sendo as parcerias locais e a colaboração com multinacionais de referência mundial,

dois dos seus factores de sucesso. O E-xample tem como objectivo atingir um volume

de negócios de 5 a 6 mil milhões de dólares nos próximos cinco anos (3,75 a 4,5 mil

milhões de euros), em mais de 19 geografias e servindo 16 milhões de alunos.

12 // Julho 13 // Portugalglobal


O E-xample integra-se num dos sectores

mais promissores da economia

portuguesa – o das tecnologias de informação

e comunicação (TIC) – uma

área de negócio fortemente exportadora,

com empreendedores determinados

e inovadores, e com empresas

altamente internacionalizadas, que no

seu conjunto formam um ecossistema

exportador único.

Portugal é hoje dos países mais avançados

na utilização das tecnologias da

informação e comunicação (TIC) aplicadas

à Educação. O aparecimento de

produtos e serviços de elevada usabilidade

e qualidade apresenta-se como

o factor decisivo que transformará o

modelo de ensino em Portugal e nos

países a que o E-xample pretende estender

o projeto.

É neste quadro que o E-xample, pela

voz do presidente do consórcio, analisa

com optimismo os investimentos feitos

ao longo da última década em programas

de infra-estruturação tecnológica

das escolas, formação de professores,

desenvolvimento de conteúdos digitais

e inclusão digital de alunos, professores

e famílias. Estes investimentos tornaram

possível o nascimento em Portugal de um

cluster industrial nas áreas do hardware,

software, conteúdos digitais e projecto e

implementação de ecossistemas de ensino,

o que gerou um ambiente de elevada

inovação e empreendedorismo, sem

paralelo a nível mundial e que tem sido

continuamente estimulado pela competência

das empresas portuguesas.

Scriptor – Plataforma de gestão de conteúdos e processo

Na realidade, a dinâmica do sector

das tecnologias de informação e comunicação

(TIC) em Portugal está em

vantajosa aceleração. A rápida evolução

tecnológica, associada às enormes

mudanças no mercado e à transformação

dos próprios consumidores, agora

mais informados e exigentes, marcam

pela positiva este mercado imparável

e que desempenha um papel estrutu-

“A rápida evolução

tecnológica, associada às

enormes mudanças no

mercado e à transformação

dos próprios consumidores,

agora mais informados e

exigentes, marcam pela

positiva este mercado

imparável e que desempenha

um papel estruturante no

desenvolvimento económico

e social, contribuindo

de modo significativo

para a competitividade e

crescimento do país.”

rante no desenvolvimento económico

e social, contribuindo de modo significativo

para a competitividade e crescimento

do país.

O forte desenvolvimento do sector, que

é transversal à economia e à sociedade

globais, tem impacto positivo no teci-

DESTAQUE

do empresarial das TIC portuguesas,

sobretudo nas que estão focadas na

actividade exportadora. Um estudo recente

da IDC, empresa líder mundial na

área de market intelligence, revela que

se em 2010 apenas 30 por cento das

empresas utilizavam os social media

para desenvolverem novos produtos e

serviços; em 2020 esta percentagem

subirá para 75 por cento.

As profundas alterações na economia

e na sociedade, cada vez mais globalizadas,

estão a apostar num crescente

investimento, não só mais inteligente e

mais produtivo, como mais inovador e

capaz de gerir um efectivo e sustentado

crescimento. Não deve surpreender,

pois, que os gastos mundiais com tecnologia

da informação e comunicações

devam atingir, segundo a projecção do

reputado Gartner Group, os 3,8 biliões

de dólares este ano, o que representará

um crescimento de 4,1 por cento em

relação aos 3,6 biliões registados no

ano passado.

Não apenas o sector das TIC prospera

neste clima favorável, como hoje já não

há quem duvide que as tecnologias

de informação e comunicação podem

contribuir não só para a melhoria e

optimização de processos de negócio

das empresas e instituições, mas também

para a criação de novos produtos

e serviços, desenvolvimento de novas

capacidades de negócio ou para a melhoria

da produtividade e formação de

colaboradores. O E-xample é um bom

exemplo disso.

Portugalglobal // Julho 13 // 13


DESTAQUE

EMPRESAS DE TIC

CONSÓRCIOS SÃO ESTRATÉGICOS

NA INTERNACIONALIZAÇÃO

>POR MARIA CÂNDIDA AZEREDO LOBO, DIRECÇÃO PME DA AICEP

A cooperação empresarial tem vindo

a assumir uma crescente importância

num cenário económico em que a internacionalização

constitui uma considerável

oportunidade de sobrevivência

para muitas empresas portuguesas do

sector das Tecnologias de Informação e

Comunicação (TIC).

Portugal é já reconhecido internacionalmente

como um exemplo de sucesso

no âmbito da sociedade da informação,

com particular realce pela aplicação

de tecnologias de informação e

comunicação no ensino, na administração

pública e na indústria aeronáutica,

civil e militar, áreas nas quais as empresas

registam um cada vez maior dinamismo

e actividade.

Portugal é já reconhecido

internacionalmente como

um exemplo de sucesso no

âmbito da sociedade da

informação, com particular

realce pela aplicação de

tecnologias de informação

e comunicação no ensino,

na administração pública e

na indústria aeronáutica,

civil e militar, áreas nas quais

as empresas registam um

cada vez maior dinamismo e

actividade.”

A principal missão dos consórcios entre

empresas de Tecnologias de Informação

e Comunicação prende-se com

14 // Julho 13 // Portugalglobal

a integração de competências tecnológicas

de hardware, software e de

conteúdos digitais com o objectivo de

promover a adopção de ecossistemas

no mercado global, através de uma

estratégia de internacionalização assente

em parcerias sustentáveis, a médio

e longo prazo, com os governos

e outros players públicos e privados,

locais e mundiais.

No âmbito da Agenda Portugal Digital

foi assinado um protocolo de

colaboração entre os Ministérios dos

Negócios Estrangeiros, da Economia

e Emprego e da Educação e Ciência

com o consórcio E-xample – Agrupamento

Complementar de Empresas

(ACE). Este consórcio, que representa

as indústrias de tecnologias de ensino,

aprendizagem e formação aplicadas

à Educação, beneficia de um

novo modelo de diplomacia económica

de abordagem aos mercados externos

que fomenta as oportunidades

de negócio no sector da educação e

estimula a produção de soluções, produtos

e serviços tecnológicos competitivos

e orientados para os mercados

internacionais.


Outros exemplos de consórcios bemsucedidos

são o iGov2U, o Projecto LIFE

e o Compass.

O iGov2U, cluster constituído por um

grupo de empresas portuguesas complementares

na área das tecnologias

“A AICEP tem tido um papel

preponderante fomentando

e apoiando este ambiente de

cooperação e de articulação

entre públicos e privados de

forma institucional, quer em

Portugal quer através da sua

rede externa em colaboração

com as embaixadas.”

para o sector público que se uniram

com o propósito de criar sinergias que,

de forma eficiente, possam responder

às necessidades dos governos na área

do e-Government.

O Projecto LIFE – desenvolvido por um

consórcio que consistiu na construção

de um protótipo de um novo conceito

para o interior de cabina de aviões executivos,

foi distinguido com o Crystal

Cabin Award 2012.

O Compass, no sector da aeronáutica,

foi constituído para responder

a propostas de execução de serviços

relativos a sistemas aeronáuticos e de

comunicações no âmbito do Programa

KC-390, aproveitando assim uma

oportunidade única para a indústria

nacional de sistemas e software ganhar

notoriedade e dimensão, subindo deste

modo na cadeia de valor do sector

Aeronáutico e da Defesa.

A AICEP tem tido um papel preponderante

fomentando e apoiando este

ambiente de cooperação e de articulação

entre públicos e privados de forma

institucional, quer em Portugal quer

através da sua rede externa em colaboração

com as embaixadas.

Uma actuação e entreajuda concertadas,

ao nível dos diferentes patamares de decisão,

desde os meios governamentais

passando pelos corpos diplomáticos,

estruturas representativas empresariais

e a AICEP, junto dos decisores, em cada

A participação em consórcio é susceptível

de ser apoiada no âmbito de

candidaturas ao QREN - Quadro de Referência

Estratégico Nacional ao abrigo

do Sistema de Incentivos à Qualificação

e Internacionalização de PME, na

modalidade de Projectos Individuais de

Internacionalização, promovidos por

ACE ou uma PME que congregue as

participações dos parceiros. Futurebox.TV - Solução de IPTV

DESTAQUE

país, permitirá potenciar os negócios das

empresas portuguesas em mercados até

então desconhecidos e noutros onde dificilmente

entrariam de forma isolada.

Neste sentido, no quadro da internacionalização,

a colaboração empresarial

em consórcio terá de ser considerada

como um dos esteios não só do

crescimento das próprias empresas mas

também e, sobretudo, do desenvolvimento

da economia portuguesa, devendo

ser uma referência de alto valor

para Portugal.

Portugalglobal // Julho 13 // 15


DESTAQUE

AS TIC PORTUGUESAS NO CONTEXTO

DO MERCADO MUNDIAL

POR JOÃO SILVA MARTINS, DIRECTOR-GERAL DO E-XAMPLE

As Tecnologias da Informação e Comunicação

(TIC) estão em condições de

dar uma contribuição decisiva para a

evolução da Educação, independentemente

do contexto geográfico, económico

e cultural.

O papel das TIC na Educação pode ser

observado numa tripla óptica: primeiro,

como um conjunto de ferramentas

potenciador do acesso à Sociedade do

Conhecimento; segundo, como um

agente facilitador dos processos de

ensino e aprendizagem e da gestão da

escola; terceiro, como um factor motivador

e mobilizador dos estudantes

que desejam que a escola reproduza

o ambiente tecnológico dominante na

sociedade e na economia.

Portugal apostou, desde 2003, de forma

continuada, na construção de um

ecossistema educativo com recurso às

TIC através de programas como Ligar

Portugal, a e-Escola e Plano Tecnológico

da Educação (PTE). Neste sentido, o país

soube ser visionário, sabendo antecipar

uma evolução inexorável e fazendo investimentos

elevados para concretizar a

ambição de proporcionar às novas gerações

uma escola digital que forme cidadãos

com competência para o séc. XXI.

Em resultado desta experiência, Portugal

conseguiu criar um cluster de competências

na área das TIC aplicadas à

Educação, consubstanciado num conjunto

de empresas tecnológicas, com

capacidade de construir, de forma colaborativa,

ecossistemas educativos em

qualquer parte do mundo, adaptados

às condições e necessidades específicas

de cada país ou região, que se associaram

num Agrupamento Complementar

de Empresas, denominado E-xample.

Este promoveu e impulsionou, desde então,

relações institucionais e empresariais

16 // Julho 13 // Portugalglobal

com dezenas de países, de que resultou

a assinatura de acordos de cooperação

bilateral, com destaque para países como

o México, Cabo Verde, Argélia, Bolívia e

Andorra. Considera ainda como prioritários

todos os mercados dos PALOP, assim

como países como a Colômbia, Peru e

Chile, os países do Magrebe e os países

do Golfo. A ambição de internacionalização

do E-xample envolve mais de 40

países com representação portuguesa a

nível de embaixada e, em grande parte

dos casos, delegados AICEP a trabalhar

de modo integrado.

O nosso país já se tornou uma referência

internacional na oferta de ecossistemas

educativos suportados nas TIC e

tem condições para evoluir e tornar-se

num exemplo de benchmarking mundial.

Para isso, necessita de expandir o

mercado destas empresas para outros

países, criando dimensão e massa crítica

que lhes permita ser competitivas em

preço e investir numa evolução contínua

da sua oferta, em termos de tecnologia,

integração e ligação à pedagogia. O

mercado português, demasiado pequeno

para permitir o crescimento destas

empresas pode e deve ser o laboratório

de teste e geração de produtos, mas

sempre com foco nas necessidades dos

mercados internacionais.

Desde 2010 que a E-xample tem vindo a

contribuir, em estreita colaboração com

as suas agrupadas, para credibilizar e

projectar o chamado “caso português”

numa óptica de integração de soluções e

ecossistema e de afirmação de um cluster

industrial do sector das TIC educativas.

No âmbito deste contexto, nos últimos

anos, centenas de responsáveis técnicos

e políticos de muitos países têm visitado

as empresas que integram o consórcio

E-xample e têm entrado em contacto

com o cluster industrial e com os ecossistemas

TIC em contexto escolar de que

Portugal tem sido precursor.


EMPRESAS DO E-XAMPLE

TÊM A PALAVRA

Na sequência de um

pedido endereçado às

empresas que integram

o consórcio E-xample,

algumas houve que

responderam com o seu

depoimento, revelando

deste modo um vasto

leque de empresas e

‘know-hows’ que se

complementam e se

potenciam nos mercados.

BI-BRIGHT

André Vasconcelos, CEO da Bi-Bright

~


A Bi-Bright tem um papel preponderante

ao nível da promoção das TIC, nomeadamente

nas áreas de formação e educação.

Com a participação, desde o início,

no E-xample, a Bi-Bright tem demonstrado

a sua capacidade no desenvolvimento

de soluções que melhorem a eficácia

e a experiência do ambiente de ensino.

Acreditamos que a escola é e deve ser um

centro de excelência e de competências.

CAIXA MÁGICA

Paulo Trezentos, Partner da Caixa Mágica

Os principais desafios que se colocam

à Caixa Mágica, enquanto fornecedora

de sistema operativo Linux e aplicações

em ambiente educativo, prendem-se

com a diversificação de mercados. O investimento

necessário e a falta de massa

crítica são um obstáculo. O consórcio Example

permite não só ultrapassar esses

obstáculos mas trabalhar na evolução

do nosso produto de forma integrada e

articulada com os nossos parceiros.

CRITICAL LINKS

A Critical Links comercializa uma solução

integrada de software para educação,

incluindo o premiado servidor educativo

“Education Appliance”, bem como serviços

de distribuição de conteúdos educativos

na “Cloud”. Estamos presentes

em mais de 30 países. Com o E-xample

podemos oferecer uma solução end-to-

João Carreira, CEO da Critical Links

DESTAQUE

end, subimos na cadeia de valor, aumentamos

a eficácia comercial e somos mais

fortes nos mercados de exportação.

FAMASETE

José Barbosa, CEO da Famasete.

Fazer parte do consórcio E-xample

foi uma excelente oportunidade para

Portugalglobal // Julho 13 // 17


DESTAQUE

a Famasete poder contribuir para a

inovação tecnológica do sistema educativo

em Portugal, através das mesas

interactivas WINGSYS, produzidas e

patenteadas por nós. Potente ferramenta

de ensino, esta tecnologia é

uma combinação perfeita de hardware/software

e muita investigação. O

nosso contínuo trabalho pretende dar

aos actores deste processo – professores,

alunos, escolas e pais – novas

tecnologias e ferramentas para criar

uma nova geração de pessoas infoeducadas

e um país desenvolvido no

domínio das TIC.

GRUPO LEYA

Joaquim Barradas, Digital Learning

Director do Grupo LeYa

O Grupo LeYa desenvolve projectos

educacionais integrados, onde a tecnologia

assume um papel fundamental

na criação de soluções de aprendizagem

inovadoras e eficazes, adequadas

às necessidades educativas

do século XXI. A LeYa, presente em

Portugal, Brasil, Angola e Moçambique,

encontra no ACE E-xample um

parceiro importante na internacionalização

para países de língua não

portuguesa.

18 // Julho 13 // Portugalglobal

ISA

José Basílio Simões, CEO da ISA –

Intelligent Sensing Anywhere

A monitorização energética de escolas

é um trabalho de grande importância.

Através dele estamos a contribuir

não apenas para poupar os

recursos energéticos, mas também

para formar os consumidores de amanhã,

com uma formação didáctica e

tecnologicamente sólida. Fazer parte

do consórcio E-xample tem sido importante,

pois estamos em sintonia

com o que de mais actual se faz na

educação e na formação em Portugal.

Aproveitando pontes e oportunidades,

a ISA tem vindo a explorar parcerias

com empresas da área, dando

a conhecer o trabalho desenvolvido

junto de escolas em diversos mercados

e de variados actores.

I-ZONE

O E-xample criou novas cadeias de

valor e novos modelos de negócio.

Aparecem lógicas ponta-a-ponta e

emergem diversos subgrupos onde se

misturam produtos e serviços. Para as

PME, como a I-Zone, atingir canais,

mercados externos e criar soluções integradas

exigiria um enorme esforço

não apenas financeiro ou tecnológico

mas de criação de rede. O E-xample é

o nó central nessa rede.

Pedro Roseiro, Chief Innovation Officer,

I-Zone SGPS, S.A.

NOVABASE

Miguel Leocádio, Senior Manager na

Novabase e responsável pelo sector da

Educação e Ciência

A exploração do potencial das TIC

na educação está ainda no início

do percurso e o desafio passa pela

adopção de um portfólio de tecnologias

acessíveis, algumas existentes

há muitos anos. Mas uma adopção

por todos – alunos, professores e

técnicos – de forma articulada, promovendo

modelos de aprendizagem

adequados à nossa era. E esse é um

desafio imenso, devendo as empresas

com ambição neste sector promover

o avanço do conhecimento e

intervir sobre essa realidade. A Nova-


ase persegue essa descodificação e

tem encontrado no E-xample parceiros

para essa ‘viagem’.

PORTO EDITORA

Vasco Teixeira, Administrador do Grupo

Porto Editora

Sendo a maior produtora de conteúdos

educativos digitais em Portugal, era importante

para a Porto Editora participar

no E-xample. Com a nossa experiência,

o nosso conhecimento e o nosso empenho,

esperamos contribuir para o

sucesso do consórcio e, em particular,

para a afirmação dos conteúdos educativos

de qualidade no apoio às novas

estratégias de aprendizagem realizadas

em ambiente tecnológico.

PT INOVAÇÃO

Alcino Lavrador, CEO da PT Inovação

A participação da PT Inovação no

consórcio E-xample é, antes do mais,

uma responsabilidade que decorre

do papel que tem tido no desenvolvimento

e consolidação de tecnologia

portuguesa na sociedade da informação

e no sector das telecomunicações.

Na Escola do Futuro, a PT

Inovação contribui decisivamente na

promoção da aproximação colaborativa

entre alunos através de serviços

avançados de comunicação.

VIATECLA

Filipe Clérigo, CTO e Partner da Viatecla

Como membro do Consórcio E-xample,

a VIATECLA considera de extrema

importância a oferta de soluções

integradas de negócio no domínio

das tecnologias da educação e aprendizagem,

através da incorporação das

valências de cada um dos seus membros,

com diferentes tipos de tecnologia

e dispositivos. Pretendemos assim

acrescentar valor e contribuir para

aquela que será a escola do futuro

num mercado global.

DESTAQUE

Portugalglobal // Julho 13 // 19


PROJECTOS INTERNACIONAIS

MULTILATERAIS FINANCEIRAS

MIGA - AGÊNCIA DE GARANTIA

DE INVESTIMENTOS MULTILATERAIS

20 // Julho 13 // Portugalglobal

A MIGA (Multilateral Investment Guarantee Agency) é a Agência

Multilateral de Garantia de Investimentos do Grupo Banco Mundial

e tem como objectivo promover o investimento directo estrangeiro

a fim de apoiar o crescimento da economia e a redução da pobreza,

concretamente nos países emergentes. A MIGA apoia projectos nestes

países, garantindo o risco dos investimentos.

Um artigo de Olivier Lambert, Director Regional da MIGA.


A economia mundial está a mudar dramaticamente

e estamos a experimentar

uma viragem na orientação do crescimento

para os mercados emergentes

e economias em desenvolvimento. À

medida que estes países se tornam os

motores do crescimento económico

global, os investidores internacionais

(incluindo os portugueses) estão compreensivelmente

a olhar para os países

em desenvolvimento como destinos de

investimento – uma tendência que só

tem aumentado num contexto de mercados

europeus enfraquecidos.

Depois de uma queda pronunciada

resultante da crise financeira global, o

Banco Mundial antecipa uma retoma

do investimento directo estrangeiro

para 2013. Os fluxos de investimento

para países em desenvolvimento já representam

uma parcela substancial do

IDE: alcançaram 45 por cento das entradas

de capitais em 2012.

O crescimento económico leva estes

países a olharem para o sector privado

internacional como fornecedores

das muito necessárias infra-estruturas,

indústria e serviços, ao mesmo tempo

que partilham a expertise global,

sendo de referir que algumas empresas

portuguesas estão bem colocadas

para fornecer esse conhecimento e realizar

esses investimentos. Estudos indicam

que só a necessidade de investimento

em infra-estruturas no mundo

em desenvolvimento, é de mais de

230 mil milhões de dólares anuais. No

entanto, apesar desta enorme procura,

investidores e financiadores podem

mostrar-se relutantes em negociar

com países com antecedentes de risco

político ou económico. Na realidade,

um compromisso de investimento directo

no estrangeiro de longo prazo

traduz-se também, habitualmente,

num compromisso de longo prazo

com o país de acolhimento.

Seguro de Risco Político:

a base de tudo

Apesar dos investidores estarem geralmente

optimistas em relação ao retorno

do investimento nas economias em

desenvolvimento, muitas vezes recorrem

ao seguro de risco político junto de

seguradoras privadas ou com garantia

de Estado. O seguro de risco político

é um instrumento para os investidores

reduzirem os riscos que decorrem de

acções adversas – ou da inacção – dos

governos. Os riscos cobertos são, tipicamente,

a expropriação, a não-conversão

ou restrição à transferência de divisas,

guerra, terrorismo e perturbações civis,

a quebra de contratos e o incumprimento

de obrigações financeiras pelos

governos ou empresas estatais.

“O seguro de risco político

é um instrumento para

os investidores reduzirem

os riscos que decorrem de

acções adversas – ou da

inacção – dos governos.”

Além da protecção contra estes riscos,

a disponibilidade de capital é algo que

condiciona as decisões de muitos investidores

e credores que recorrem ao

seguro de risco político, na medida em

que melhora a notação de risco dos

projectos e conduz a um menor custo

de financiamento. Numa estrutura

complexa de project finance, a cobertura

do risco político é frequentemente

exigida pelos financiadores.

Uma vez tomada a decisão de recorrer à

cobertura de risco político, o investidor

vai recorrer às seguradoras privadas ou à

garantia de Estado. O entendimento geral

é de que os seguradores privados são

geralmente mais competitivos em termos

de preço em operações de curto prazo,

nomeadamente nos seguros de créditos

à exportação, enquanto a garantia de Estado

é mais adequada em operações de

longo prazo em mercados de risco.

Porquê a MIGA?

O mandato da MIGA é o de promover

o investimento directo estrangeiro, visando

o crescimento da economia e a

redução da pobreza. Por isso, a Agência

está disponível para ir onde as outras

seguradoras não se atrevem: países

emergentes em situação de conflito

ou revolta política, particularmente em

África, países com enormes necessida-

PROJECTOS INTERNACIONAIS

des de investimento mas que não são

suficientemente cobertas por outras

seguradoras, e países com mercados

financeiros sub-desenvolvidos.

A estratégia da MIGA baseia-se na sua

força de mercado: promovendo investimentos

em mercados de fronteira,

de maiores dificuldades; apoiando investimentos

a um nível sub-soberano,

quando estão envolvidos parceiros com

menos experiência ou sem classificação

de risco (o que acarreta maior dificuldade

de acesso ao financiamento).

Como parte do Grupo Banco Mundial,

a MIGA trabalha activamente com os

investidores e os países de acolhimento

para assegurar que os investimentos

decorram da melhor forma. Isto permite

à MIGA ter uma cobertura de dissuasão

relativamente a acções governamentais

que possam causar constrangimentos

aos projectos e auxiliar na resolução de

disputas entre investidores e governos.

A MIGA pode muitas vezes ajudar investidores

e governos a resolver disputas

antes de eles chegarem a uma situação

de reclamação – e manter os projectos

em curso. A MIGA apoiou mais de 700

projectos nos seus 25 anos de história

e pôde resolver muitas disputas que teriam

levado a reclamações num número

considerável de casos (à excepção de

dois). A actuação da MIGA ajuda assim

não apenas a proteger os investidores,

mas também a garantir que o investimento

produza o impacto esperado.

A MIGA é também uma mais-valia para

os seus clientes pela capacidade de

aportar um extenso conhecimento dos

mercados emergentes e das melhores

práticas de gestão ao nível internacional

em matéria de ambiente e responsabilidade

social.

Refira-se que a Agência já segurou investimentos

de empresas portugueses

em Angola, Cabo Verde e Moçambique,

em sectores como os transportes,

turismo, minas e indústria.

O apoio da MIGA em África

As prioridades da MIGA incluem projectos-alvo

na África sub-Saariana, bem

como projectos de infra-estruturas de

Portugalglobal // Julho 13 // 21


PROJECTOS INTERNACIONAIS

elevada complexidade. Com efeito,

a Agência tem uma experiência muito

rica no apoio à execução de infraestruturas

num continente largamente

deficitário a este nível.

Refira-se, a título exemplificativo, as

garantias prestadas pela MIGA ao investidor

português Portus Indico - Sociedade

de Serviços Portuários SA, no

montante global de 13,7 milhões de

dólares, para cobrir os seus investimentos

na Maputo Port Development

Company S.A.R.L., em Moçambique.

O projecto envolvia a reabilitação, desenvolvimento,

financiamento e operação

do porto de Maputo, em Moçambique,

em regime de Build, Operate

and Transfer (BOT). O porto tem

sido, tradicionalmente, estratégico

para este país: no seu valor máximo,

as receitas geradas no porto de Maputo

chegaram a representar 80 por cento

da balança comercial de Moçambique.

Ainda assim, na altura em que foi

prestada a garantia da MIGA, a guerra

civil e o declínio económico do país

22 // Julho 13 // Portugalglobal

tinham deixado o porto a operar só

com uma parte da sua capacidade.

Dando a concessão a um operador do

sector privado, o governo recuperou as

operações portuárias até à sua máxima

capacidade, baixou o custo das tarifas

portuárias por via de uma melhoria da

sua eficiência operacional e promoveu

o crescimento da economia através do

“O mandato da MIGA é o

de promover o investimento

directo estrangeiro, visando

o crescimento da economia e

a redução da pobreza.”

alargamento dos mercados para os

produtos nacionais.

Os benefícios do desenvolvimento do

porto estenderam-se ainda para lá de

Moçambique, dado que o porto serve

como um entreposto comercial, eficiente

e com baixos custos, também para o

Malawi, Suazilândia, Zâmbia, a região

norte da África do Sul e o Zimbabué.

Outro exemplo do apoio da MIGA às

infra-estruturas em África é na Costa

do Marfim, país que está em reconstrução

depois de um prolongado conflito

civil. Neste país, um projecto de longo

prazo para a construção de uma ponte

com portagem sobre a Ebrié Lagoon,

de Abidjan, esteve suspenso durante

mais de 10 anos, estando agora a ser

retomado. Neste caso, a MIGA prestou

garantias no valor de 145 milhões de

dólares, cobrindo a vertente de capital,

todos os financiadores do projecto

do sector privado, assim como a FMO

– Entrepreneurial Development Bank,

instituição financeira da Holanda. O

Banco Africano de Desenvolvimento

também está envolvido no financiamento

desta parceria público-privada,

a primeira a concretizar-se desde o final

da guerra civil.

A construção da ponte constitui uma

grande prioridade para o governo da

Costa do Marfim, dado que as pontes

e as infra-estruturas existentes em Abidjan

estão severamente pressionadas

e não asseguram o tráfego crescente

da cidade. Logo que esteja pronta, a

ponte vai reduzir significativamente

os tempos de deslocação, melhorar a

mobilidade geral e aliviar os crónicos

congestionamentos do trânsito. O projecto

pretende também ter um efeito

de demonstração a futuras iniciativas

do sector privado no país.

Já no Ruanda, a MIGA está a apoiar um

investimento que está a levar tecnologia

de ponta a um mercado remoto. O

projecto energético KivuWatt envolve a

extracção e separação de gás metano

do fundo do Lago Kiwu e irá produzir

25 megawatts de energia na sua primeira

fase. O Ruanda tem actualmente

uma das mais altas tarifas de electricidade

de África devido à sua limitada

capacidade de geração, sendo por isso

este um projecto de alta prioridade

para o governo. Além da cobertura do

risco-país no prazo de 20 anos, a MIGA

liderou também o trabalho de due dilligence

ambiental e social para este projecto,

de elevada complexidade.


Estima-se actualmente que o lago, que

fica na fronteira entre o Ruanda e a

República Democrática do Congo, contenha

grandes quantidades de dióxido

de carbono e de metano nas suas camadas

de mais baixa densidade. O gás

metano fornece uma fonte potencial

de energia, mas pode também fazer

com que o lago entre em erupção, com

consequências desastrosas. Uma erupção

no Lago Nyos, nos Camarões, em

1986, asfixiou 1.700 pessoas e mais de

3.000 cabeças de gado. Este grave risco

e os compreensíveis riscos políticos

neste mercado (relativamente pouco

estudado), levaram o fundo de capitais

Contour Global a recorrer à MIGA, depois

de outras seguradoras terem recusado

o projecto.

Após um pormenorizado estudo ambiental

e social, incluindo a consulta a

peritos independentes para avaliarem

a estabilidade do lago, a gestão dos

recursos, a saúde das comunidades, a

segurança e os possíveis impactos do

“A estratégia da MIGA

baseia-se na sua força de

mercado: promovendo

investimentos em mercados

de fronteira, de maiores

dificuldades; apoiando

investimentos a um nível

sub-soberano, quando estão

envolvidos parceiros com

menos experiência ou sem

classificação de risco.”

projecto, a MIGA e o FMO sentiram

que podiam avançar com o projecto.

Trabalhar com a MIGA

A MIGA pode assim ajudar países em

desenvolvimento a atrair investimentos

que criem emprego e contribuam para

o crescimento económico, ajudando ao

mesmo tempo os potenciais investidores

portugueses a obter retorno desses

projectos. A MIGA cobre investimentos

realizados por investidores de qualquer

dos 179 países membros da Agência,

num país membro em desenvolvimento.

A Agência também trabalha de forma

muito próxima com a Sociedade Financeira

Internacional (também do Grupo

Banco Mundial) na alavancagem do

investimento no sector privado, particularmente

em projectos de grandes

infra-estruturas que são tão urgentemente

necessários à promoção do crescimento

nos países beneficiários.

A MIGA não impõe qualquer limite à

dimensão dos projectos que apoia.

Para os maiores investimentos, a MIGA

pode mobilizar a capacidade de resseguro

se necessário. Nos projectos de

menor dimensão, o Programa de Pequenos

Investimentos da MIGA oferece

soluções de adesão simplificada para

PROJECTOS INTERNACIONAIS

os investidores que procuram coberturas

de menos de 10 milhões de dólares.

A equipa da MIGA tem grande experiência

em seguros de risco político, com

backgrounds que incluem o sector financeiro,

mercados de capital, project

finance, sustentabilidade ambiental e

responsabilidade social, especialistas

sectoriais, direito internacional e resolução

de disputas.

Para mais informações:

Olivier J. L. Lambert, Regional Manager

Tel.: +33 1 40 69 31 58

www.miga.org/emea

olambert@worldbank.org

Portugalglobal // Julho 13 // 23


EMPRESAS

CONCEPT BAGS

SACOS “VERDES”

EM EXPANSÃO INTERNACIONAL

A Concept Bags, marca especializada na criação e produção de sacos reutilizáveis, é a

protagonista do plano de internacionalização do grupo Macambira & Araújo, numa

estratégia focada no cliente e na personalização dos produtos. Os resultados são

positivos e a marca procura impor-se no mercado internacional.

Criatividade, design, personalização e

qualidade são os factores de sucesso

do grupo MA - Macambira & Araújo

criado nos finais dos anos 90 pelos sócios

fundadores Alberto Araújo e Tiago

Macambira. Dedicada à criação e produção

de soluções para área promocional,

a empresa diferenciou-se ao investir

num serviço personalizado e integral

– novidade introduzida no mercado e

factor crucial para o seu sucesso e crescimento.

Essa diferenciação na oferta

passou pela personalização dos artigos

ou objectos de acordo com a campanha

de comunicação em causa.

24 // Julho 13 // Portugalglobal

“A diferenciação a este nível só foi possível

porque desde cedo percebemos

que teríamos de completar a oferta

nacional com pesquisa de produto internacional/Oriente.

Estabelecemos vários

contactos, desenvolvemos diversos

projectos e, neste momento, contamos

com uma rede de parceiros que nos permite

encontrar a melhor solução para

cada cliente, em termos de qualidade/

preço”, explica fonte do grupo MA.

A receptividade no mercado correspondeu

às expectativas e a evolução tornou-se

inevitável. Da aposta no mercado

nacional, seguiu-se a conquista do

mercado internacional e a necessidade

de encontrar serviços complementares

ao core business da Macambira &

Araújo levou à criação de diferentes

empresas e unidades de negócio.

Contando com uma equipa multidisciplinar

de 25 colaboradores, a Macambira &

Araújo é actualmente um grupo de empresas

(MA Creative Production Group)

que se dedica à criação e produção de

diferentes soluções na área da comunicação/marketing:

MA Brand Objects

(soluções de merchandising promocional),

MA Brand Impact (suportes de comunicação

física), MA Corporate Wear


(vestuário corporativo) e MA Private Label

(produções de têxteis nacionais). Em

muitos projectos, as áreas de actuação

das empresas cruzam-se, acabando por

beneficiar das sinergias que daí resultam.

Foi desta dinâmica e da aposta em nichos

de mercado que nasceu a Concept

Bags, marca especializada na criação e

produção de sacos reutilizáveis e principal

protagonista do plano de internacionalização.

Segundo a mesma fonte,

tratou-se de aliar a comunicação por

objecto à crescente consciencialização

ecológica das empresas/marcas, o que

permitiu à Concept Bags surgir com um

“conjunto de soluções que surpreendeu

as expectativas do mercado nacional e

internacional, ditando assim o sucesso

da marca e empresa que a suporta”.

Colocando o cliente no centro das atenções,

o grupo MA actua no mercado global,

ainda que os seus principais clientes

sejam as marcas nacionais. A internacionalização,

no entanto, foi sempre um objectivo

presente na dinâmica da empresa.

Neste momento, a empresa está consolidada

nos mercados nacional e angolano.

No ano passado realizou os primeiros

negócios no mercado brasileiro

e várias acções comerciais estão a ser

implementadas noutros mercados, designadamente

em Moçambique, Argélia,

Espanha, França, Itália, Polónia, Reino

Unido e Alemanha, o que permite

prever, para este ano, um aumento significativo

das exportações da empresa.

Estratégia de

internacionalização

De sublinhar que, contrariando ciclos

menos positivos da economia, a evolução

da empresa tem sido para um

crescimento progressivo do volume de

negócios, aumento e diversificação de

clientes e dos mercados de actuação. A

empresa encerrou o ano de 2012 com

resultados muito positivos e as perspectivas

para 2013 são promissoras, de

acordo com a mesma fonte.

No início de 2013, a empresa deu um

novo passo no seu processo de internacionalização

e, cofinanciada pelo FEDER

ao abrigo do QREN e do Plano Operacional

Norte, partiu em busca de novos mercados,

participando em feiras de projec-

ção internacional, realizando viagens de

prospecção e acções comerciais em mercados

de grande dimensão e com poder

de compra, como são os casos do Brasil,

Polónia, Reino Unido, França, Espanha.

“Este investimento permite-nos levar

além-fronteiras os nossos produtos e

serviços ancorados na marca Concept

Bags, consolidar a presença no merca-

MA Creative

Production Group

Via Central de Milheirós, 307 A

Milheirós, 4475-380 Maia - Portugal

Tel.: +351 229 942 316 / 7 / 8

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EMPRESAS

do internacional e detectar potenciais

clientes e negócios”, defende a mesma

fonte, afirmando que é objectivo

da MA ser um dos top 10 no mercado

global em que actua.

A abordagem feita a cada mercado é personalizada,

de forma a garantir os melhores

resultados em cada acção desenvolvida

pela empresa. Em jeito de balanço do

1º semestre do projecto, a MA revela que

participou em três feiras (Brasil, França e

Reino Unido) e realizou várias viagens de

prospecção a diferentes mercados (Brasil,

Espanha, Polónia) com um retorno

“muito positivo”. O acompanhamento

tem sido feito in loco (Brasil, Angola e Espanha)

e a análise contínua em todas as

fases do processo tem-se revelado crucial

para o sucesso do projecto que se prolongará

até 2015, afirma a mesma fonte.

O investimento em novas áreas de negócio,

o lançamento de marcas registadas,

a conquista de novos mercados,

a aposta constante em colaboradores

qualificados e multifuncionais e o investimento

em parcerias cruciais para a

sua notoriedade caracterizam a evolução

do grupo MA desde a sua criação.

O Grupo conta já com uma rede de

parceiros nos quatro cantos do mundo

- Lisboa, Xangai, Bombaim, Daca (Bangladesh),

São Paulo e Luanda -, visando

cimentar relacionamentos com os seus

clientes nacionais e internacionais.

A MA trabalha com as grandes marcas

de sectores diversificados como as telecomunicações,

banca, distribuição,

alimentar e não alimentar, tanto a nível

nacional como internacional. Acrescenta

a fonte que os clientes que procuram os

serviços da MA são empresas ou marcas

“que investem regularmente em artigos

de promoção como forma de divulgação

da sua marca e que procuram um serviço

distinto, integral e personalizado”.

Portugalglobal // Julho 13 // 25


EMPRESAS

COURO AZUL

SUCESSO NO MERCADO INTERNACIONAL

Tem sido noticiada como a mais recente fornecedora da emblemática marca Porsche,

mas há muito que a Couro Azul produz para os principais construtores de automóveis.

As exportações representam já 83 por cento do volume de negócios da empresa, que

é um dos quatro maiores ‘players’ europeus no negócio do couro para volantes.

A Couro Azul foi criada em 1989

como resposta do Grupo Carvalhos à

necessidade de diversificação do seu

negócio para o sector automóvel, dadas

as condicionantes de crescimento

dos sectores de calçado e marroquinaria,

até então os principais clientes da

empresa fundada em 1939 por António

Nunes de Carvalho.

A história do Grupo, dedicado ao fabrico

do couro, reflecte, por um lado, a aposta

na qualidade e inovação como factores

da sua competitividade, e, por outro

lado, a permanente diversificação de

segmentos e diferenciação dos produtos.

26 // Julho 13 // Portugalglobal

A primeira empresa, a António Nunes de

Carvalho, dedicou-se nas primeiras décadas

ao fabrico de peles de ovino e caprino

para os sectores de vestuário e calçado de

senhora. Mais tarde, nos anos 60, com a

integração de Curtumes do Lys, o Grupo

diversifica a sua oferta para o couro de

bovino dirigido ao sector de calçado, em

resposta a um crescimento acentuado da

procura. A criação da Couro Azul – uma

nova unidade de raiz – traduz a aposta do

Grupo na diversificação da sua actividade

para o sector automóvel.

Actualmente a organização é composta

pelas empresas António Nunes de

Carvalho – couro de bovino para os

sectores de calçado, marroquinaria e

mobiliário – e Couro Azul – couro de

bovino para o sector dos transportes

(automóvel, aeronáutico e ferroviário).

Em conjunto, as duas empresas englobam

cerca de 320 colaboradores e

atingiram, em 2012, um volume de negócio

de 28 milhões de euros.

Na Couro Azul o exercício de 2012 foi

marcado pela consolidação da evolução

positiva verificada em 2011, após

um período de fortes constrangimentos

no sector automóvel em 2009 e


2010. Dado o crescimento acentuado

nos últimos dois anos, o volume de negócios

registado no final de 2012 duplicou

em relação a 2010.

De sublinhar que o peso das exportações

atingiu 83 por cento do volume

de negócios da empresa, traduzindo

um aumento de 8 por cento em relação

ao exercício anterior.

Segundo fonte da empresa, esta evolução

positiva ficou a dever-se ao ganho

de quota de mercado internacional

com o arranque de novos projectos no

segmento de volantes, assim como à

diversificação de clientes – tier-ones e

construtores – e ao desenvolvimento

de novos mercados alternativos à Europa,

tais como a China e o Brasil.

Estratégia para

o mercado externo

A internacionalização foi sempre o objectivo

da Couro Azul, dado que o mercado

automóvel, pelo menos ao nível

de construtores europeus, se encontra

sobretudo na Alemanha, França, Itália,

Reino Unido e Suécia.

A estratégia de internacionalização definida

envolveu várias etapas de que se

destacam: o desenvolvimento tecnológico

do produto de acordo com as exigências

do sector automóvel; a instalação

de laboratórios para desenvolvimento

e controle do produto; o recrutamento

de recursos humanos do sector automóvel;

a implementação de um Sistema

de Qualidade e consequente certificação

em 1994 no âmbito da ISO 9002; o desenvolvimento

de uma rede comercial

nos principais mercados – Suécia, Alemanha,

Reino Unido, China, EUA, Espanha

e França; e ainda a criação da capacidade

de produção e lay-out adequado a este

novo tipo de mercado e produto.

Explica a mesma fonte que o processo de

aproximação aos principais construtores

automóveis europeus foi “complexo, moroso

e caracterizado por uma forte resiliência”,

até porque a empresa “teve que

combater o preconceito de muitos desses

clientes internacionais relativamente à

imagem ‘pouco tecnológica’ do país”.

Mas foi com base neste percurso que a

Couro Azul conseguiu os primeiros ne-

gócios junto dos construtores de automóveis,

com a, na altura, Opel (1995) e

a Volkswagen (1997), com a evolução

positiva que hoje se conhece.

A Europa é ainda hoje o primeiro mercado

natural da Couro Azul, mas dada

a conjuntura actual, a empresa encetou

uma nova acção comercial prioritariamente

nos países emergentes – China,

Brasil, Coreia, Rússia, África do Sul

– quer através das OEM e tier-ones que

já são clientes na Europa, quer junto

dos construtores locais de alguns destes

países e regiões onde o potencial

de crescimento é considerável quando

EMPRESAS

comparado com os mercados maduros

dos EUA ou da Europa.

Quanto aos seus clientes, na área de

couro para volantes, cuja actividade

ganhou maior expressão a partir de

1997, a empresa fornece actualmente,

através dos quatro maiores fornecedores

mundiais de sistemas de direcção, o

Grupo Volkswagen – incluindo as marcas

Skoda e Seat –, o Grupo PSA - Peugeot

e Citroen, a Smart, a Land Rover,

a Fiat, a Mazda, a JAC, entre outros.

No segmento de couro para assentos

e aplicações diversas, como painéis de

Portugalglobal // Julho 13 // 27


EMPRESAS

portas, tabliers, punhos e foles, fornece

a Volvo Truck, a Renault Truck,

a VW, a Toyota, a PSA, a Porsche, a

Smart e a Mitsubishi.

Produtos e segmentos

A Couro Azul transforma o couro em

bruto, salgado ou fresco, que recebe dos

matadouros, em couro acabado para

aplicar em revestimentos de interiores de

automóveis, comboios ou aviões.

Nos finais da década de 90 a empresa

criou um Departamento de Corte,

acrescentando maior valor aos produtos,

o couro, que é agora entregue aos

clientes sob a forma de peças cortadas

ou kits completos para forrar volantes,

assentos ou painéis de instrumentos

diversos. Neste departamento, que envolve

cerca de 100 colaboradores, a

empresa utiliza as técnicas mais actuais

de automatização integrada da digitalização,

nesting e corte por jacto de água

e lâmina robotizada, o que lhe permite

fornecer grandes cadências de montagem

de automóveis. Nesta unidade a

Couro Azul produz diariamente cerca

de 10.000 kits para volantes. O couro

e as peças cortadas para volantes são,

aliás, o core business da empresa com

um peso de 65 por cento na produção.

O sector de assentos de automóveis,

dado o consumo elevado de couro por

veículo, exige uma outra capacidade de

28 // Julho 13 // Portugalglobal

resposta e dimensão às empresas de curtumes

e, por essa razão, é hoje controlada

por cinco ou seis grandes multinacionais

– americanos, japoneses, alemães e

austríacos –, que acompanham em todo

o mundo a deslocalização das OEM e tierones

para fornecer em JIT (just-in-time).

Contudo, explica a mesma fonte, o reconhecimento

do posicionamento actual

da empresa, que está entre os quatro

principais players europeus no negócio

de couro para volantes, permitiu-lhe

mais recentemente lutar junto dos principais

construtores por novos negócios,

mas agora no segmento de assentos e

painéis de instrumentos ou portas.

“Os fornecimentos agora iniciados, em

2013, para os assentos e ‘tabliers’ do

Porsche Panamera e do novo Macan

são o melhor exemplo deste esforço de

décadas”, aponta a mesma fonte.

No que respeita às perspectivas para

o futuro, a fonte refere que os próximos

anos serão marcados por uma

evolução sustentada da produção e

do volume de negócios, a que deverá

corresponder um aumento de 15 por

cento ao ano. Para já, está garantida a

consolidação no mercado de volantes

com o arranque confirmado de novos

projectos para a PSA, a VW e a Skoda,

a Mazda e a Nissan em 2013, e para a

Mercedes e a Seat em 2014.

Simultaneamente, a empresa mantém

a sua estratégia de diversificação

de mercados, designadamente China,

Japão e mais recentemente o Brasil, a

Coreia e a África do Sul, e continua a

apostar em novos segmentos, no âmbito

de uma abordagem iniciada nos últimos

dois anos ao sector aeronáutico e

ferroviário, que estão agora proporcionar

novos negócios.

Neste domínio, e de acordo com a

mesma fonte, “um importante contributo

para a visibilidade da empresa

como ‘player’ neste importante

mercado” foi a atribuição, em 2012,

do Prémio Internacional ‘Crystal Cabin

Award’ ao projecto LIFE - Lighter,

Integrated, Friendly and Eco-efficient

aircraft cabin (cabines de avião mais

leves, integradas, amigáveis e ecoeficientes),

desenvolvido pelas empresas

portuguesas Alma Design,

Amorim Cork Composites, Caetano

Components, Couro Azul, INEGI e

SET/Iberomoldes.

Couro Azul, S.A.

Apartado 70, Ponte do Peral, Gouxaria,

2384-909 Alcanena, Portugal

Tel.: +351 249 889 050

Fax: +351 249 889 069

couroazul@couroazul.pt

www.couroazul.pt


MERCADOS

COLÔMBIA

ELDORADO COM POTENCIAL

PARA NEGÓCIOS EM PORTUGUÊS

Com um crescimento económico que ronda os 5 por cento ao ano, a

Colômbia é actualmente encarado como o Eldorado para as empresas

que procuram expandir os seus negócios. Portugal não foge à regra

e, embora em termos de comércio os números da exportação ainda

sejam modestos, são muitas as empresas que já firmaram ou procuram

firmar uma presença efectiva no mercado colombiano. Prova disso

é o recente investimento do grupo Jerónimo Martins, que espera

ter meia centena de lojas abertas naquele país até final do ano, mas

muitos mais exemplos há de empresas portuguesas com negócios na Colômbia, como

são os casos da Saraiva + Associados, da Vision-Box e da Saphety, cujos testemunhos

apresentamos neste dossier.

O director do escritório da AICEP em Bogotá, Miguel Crespo, apresenta-nos o

mercado colombiano e as oportunidades que oferece às empresas nacionais.

30 // Julho 13 // Portugalglobal


Aos olhos dos empresários portugueses,

a Colômbia adquiriu recentemente um

estatuto de Eldorado, mas nem sempre

foi assim. Encetou uma agenda de paz ao

longo dos últimos 12 anos, que lhe devolveu

segurança e permitiu colectivamente

olhar o futuro com grande optimismo,

alicerçando a partir desse momento horizontes

promissores e de longo prazo.

Tem vindo a “sobreviver” a choques externos,

o que de algum modo indica que

entrou numa dinâmica virtuosa assente

em reformas internas e na potenciação

das suas riquezas endógenas, sejam elas

naturais ou de capital humano.

Não fugindo à regra que parece aplicarse

a qualquer português que descobre o

país, senti-me como se acolhido em casa

de familiares desde o primeiro dia. Gente

afável e educada, com um sorriso nos lábios,

a quem digo em brincadeira sincera

que são como que “portugueses que falam

espanhol”. De tal maneira que estarão

empaticamente muito mais próximos

de um português do que um brasileiro.

Gente que encara com optimismo um

futuro que procura deitar para trás os

tempos traumáticos de um “Estado

falhado”, em que uma maioria ficou

refém no seu próprio país, às mãos de

guerrilha, narcotraficantes ou caciques.

A fronteira entre a alegria e a caos

pode porém ser ténue, sugerindo um

estado de precariedade permanente.

Ao longo dos últimos 60 anos deflagraram

vários episódios de grande violên-

“A Colômbia faz parte

de um bloco económico

em formação, integrando

ainda o Chile, Peru e

México, a que se designa de

Aliança do Pacífico. Como

denominador comum, a

cultura latina e economias

de mercado, reformadoras e

com uma tónica liberal,

não-proteccionista.”

(% salvo indicação contrária) 2012 2013 2014 2015 2016 2017

PIB Nominal (USD bn) 369.6 390.6 420.6

PIB per capita (USD PPP) 10441 10935 11512

População (mn) 48.2 48.8 49.4

Crescimento do PIB 4 4.3 4.5 4.6 4.6 4.5

Investimento (FBCF) 6 8 9.5 9 9 8.5

Taxa de Desemprego 10.4 9.9 9.3 9 9 8.5

IPC (médio) 3.2 2 2.7 2.4 2.3 2.4

Saldo orçamental (% do PIB) -1.9 -2.1 -2.1 -1.9 -1.8 -1.9

Volume de Exportações (US$ bn) 60 63.8 70 75.8 81.2 87.7

Volume de Importações (US$ bn) 53.8 58.3 64.1 70.4 77.1 83.9

Balança de Tr.Correntes (% do PIB) -3.1 -3.2 -3.3 -3.5 -3.9 -3.9

Dívida externa (fim de ano; US$ bn) 82.4 87 89.4 91.4 94.7 97.1

Taxa de câmbio média COP:US$ 1,798 1,830 1,849 1,863 1,871 1,886

Fonte: Economist Intelligence Unit Julho de 2013

cia, todos eles imprevisíveis de véspera.

Há também quem na Colômbia afirme

com graça que Gabriel Garcia Marquez

não escreve ficção; antes sim que descreve

o país no mais puro estilo realista.

A Colômbia faz parte de um bloco económico

em formação, integrando ainda

o Chile, Peru e México, a que se designa

de Aliança do Pacífico. Como denominador

comum, a cultura latina e economias

de mercado, reformadoras e com

uma tónica liberal, não-proteccionista.

País próximo da linha do Equador que,

pela altitude, oferece todos os climas e

uma imensa biodiversidade. A orografia

acentuada é marcada pela cordilheira

dos Andes, que se divide em três ao

entrar na Colômbia. As três principais

cidades – Bogotá, Medellin e Cali – situam-se

em altitude, gozando por isso de

um clima ameno para a latitude a que

MERCADOS

se encontram. Por outro lado, a distância

efectiva entre localidades, medida

em viagens extenuantes e tortuosas, faz

com que as idiossincrasias regionais sejam

bem mais acentuadas do que noutros

países da América Latina.

Aliás, a Colômbia diferencia-se por ser o

país mais multipolar do continente americano,

sem prejuízo de ter uma capital

política bem identificada em Bogotá. Por

analogia com a Europa, seria um pouco

como a Itália, com muito mais relevo

mas sem vias rodoviárias minimamente

adequadas. País que neste momento se

reaproxima da costa, num processo impulsionado

pelos sucessivos tratados de

livre comércio, que colocam a liderança

do crescimento ao litoral atlântico, em

que pontuam as cidades portuárias de

Cartagena, Barranquilla e Santa Marta.

Parece que fica para trás o estatuto de

“Tibete da América Latina”, cunhado por

um antigo presidente.

Enquadramento

macro-económico

Apesar do conflito duradouro, a Colômbia

enfrentou uma única recessão desde

a sua criação em 1820. Nunca entrou em

default e goza de finanças públicas invejáveis.

A subida paulatina do rating do

país é imparável. A agenda de reformas

é extensa, marcada por uma liberalização

do comércio, ambicioso programa de

infra-estruturas, concessões de explorações

de recursos primários e uma agenda

de paz capaz de conquistar territórios

para o lado da “economia formal”.

Portugalglobal // Julho 13 // 31


MERCADOS

Ao longo da última década a Colômbia

cresceu a uma taxa próxima dos 5

por cento anuais. Para o futuro somos

bem mais optimistas do que as projecções

macro-económicas convencionais,

como as que são expressas pelo

Economist Intelligence Unit, porque

“A agenda de reformas é

extensa, marcada por uma

liberalização do comércio,

ambicioso programa de

infra-estruturas, concessões

de explorações de recursos

primários e uma agenda

de paz capaz de conquistar

territórios para o lado da

‘economia formal’.”

estas não incorporam o “output gap”

que vai surgir pelos choques exógenos

positivos anteriormente expressos:

construção de rede viária, estímulo disruptivo

dos tratados de livre comércio,

conquistas do processo de paz, subida

sustentada do rating, expansão do

crédito ao investimento e redução do

desemprego; emergência de uma nova

classe média. Nem todos estes factores

estão garantidos a 100 por cento, mas

a sua materialização, ainda que parcial,

é a ponto de colocar o país na diantei-

32 // Julho 13 // Portugalglobal

ra do crescimento na América Latina,

possivelmente acima dos 7 por cento

durante uma década.

A Colômbia conquistou merecidamente

o estatuto de investment grade e,

conforme bem o entenderam grupos

tais como a Jerónimo Martins, Mota-

Engil, Sonae ou Prebuild, oferece um

quadro aliciante ao investimento, pelas

perspectivas sustentadas de longoprazo,

rule-of-law e igualdade de tratamento

do investidor estrangeiro.

Na vertente do comércio externo as oportunidades

despontam, embora a partir

de uma base mais baixa, essencialmente

por três forças de razão: (1) o poder

de compra é limitado, situando-se o PIB

per capita sensivelmente em um terço do

português e com repartição muito desigual.

Na prática, para bens de consumo

o mercado alvo será empiricamente de

10 milhões de consumidores para produtos

“Made in Portugal” e não mais de

dois milhões para as Marcas portuguesas.

E, neste caso, há que contar com a

facilidade com que o consumidor afluente

vai duas ou três vezes por ano fazer

compras aos EUA. (2) O mercado está

fragmentado por diversas cidades, com

logística deficiente entre si, uma cadeia

de intermediação extensa e um PVP que

é frequentemente o dobro de mercados

mais eficientes; e (3) existe uma concorrência

directa forte de parceiros históricos

tais como EUA, Chile, Espanha ou Brasil.

Procurando tornar clara a mensagem

para o exportador, haverá mercado

para quase todos os produtos e serviços,

embora para bens de consumo o

mercado seja muitas vezes de um tamanho

bem mais pequeno do que se

imagina. A título de exemplo, apesar

da influência histórica espanhola, num

mercado de 47 milhões de consumidores,

em 2012, não se importou sequer

8 milhões de euros em azeite ou 35 milhões

de euros em vinho!

“A Colômbia conquistou

merecidamente o estatuto

de ‘investment grade’ e,

conforme bem o entenderam

grupos tais como a

Jerónimo Martins, Mota-

Engil, Sonae ou Prebuild,

oferece um quadro aliciante

ao investimento, pelas

perspectivas sustentadas de

longo-prazo, ‘rule-of-law’ e

igualdade de tratamento do

investidor estrangeiro.”

O mesmo não sucede com os bens

de equipamento, por exemplo, em

sectores em que a Colômbia é muito

forte – como sejam a indústria extractiva

e a energia – ou dá mostras de


grande volume de negócio num futuro

próximo, como as agro-indústrias,

o sector da saúde, telecomunicações,

etc., em que os agentes têm dimensão

relevante. Evoluindo de produto para

serviço, ou para produto com necessidade

de assistência, é imperiosa uma

presença mais chegada, que pode em

muitos casos implicar a abertura de

uma estrutura permanente, nem que

seja um escritório de representação.

Esta situação está já patente em casos

como os da Saphety, da Tabique ou da

Saraiva + Associados. Se tivessemos

de sintetizar numa característica apenas,

a Colômbia seria uma espécie de

“Brasil acessível”. O empresário que

provou ter argumentos competitivos

para operar no Brasil, encontrará na

Colômbia uma facilidade muito maior,

um caminho mais aberto e uma dimensão

relativa mais compatível.

Por todos os negócios iniciados ao

longo de sucessivas missões que pontuaram

2012 e 2013, é muito natural

“Procurando tornar clara a

mensagem para o exportador,

haverá mercado para quase

todos os produtos e serviços,

embora para bens de consumo

o mercado seja muitas vezes

de um tamanho bem mais

pequeno do que se imagina.”

que se assista a um incremento sustentado

das nossas exportações. Mas,

sendo realistas, se as exportações podem

continuar a crescer acima de 30

por cento, ainda vão tardar 4-5 anos

a atingir sequer os 100 milhões de

euros. Ao mesmo tempo, o investimento

directo e as receitas geradas

no próprio mercado deverão dar no

mesmo intervalo saltos muito maiores.

Entre aquilo que se conhece e

o que possa vir a somar-se, o stock

de capital investido pode no mesmo

horizonte temporal atingir facilmente

os mil milhões de euros. É decididamente

um mercado em que o IDPE é

recomendável.

Alguns conselhos úteis

Quem vier para este mercado, sentirá,

como em poucos outros países, uma

empatia quase instantânea com os

colombianos. Compreenda, porém,

que o empresário português não foi

o primeiro a descobrir a Colômbia. Eis

algumas recomendações que pode

ter em conta:

• Registo cultural e de práticas de negócios

muito semelhantes a Portugal.

Recomenda-se franqueza sem

ingenuidade;

• Elites muito bem preparadas, com

competência empresarial e técnica

e forte blindagem social;

• Espírito fortemente corporativo,

alicerçado quer em Clubes Sociais

e Empresariais, quer em Grémios

sectoriais ou regionais;

• País a várias velocidades, em que a

materialização das expectativas ocorre

muitas vezes a um ritmo frustrante.

Quem tem poder não tem pressa,

quem tem pressa não tem poder;

• Deixe os seus preconceitos em casa

e reconheça que o que o traz à

Colômbia é o lado positivo do país

que cresce;

• Faça previamente o seu trabalho

de casa, analisando o mercado e

seleccionando de antemão potenciais

parceiros. Procure o mais

possível informar-se, nomeadamente

on-line, e tente organizar

videoconferências com alguns potenciais

parceiros antes de partir;

• Planeie a realização da visita com

2-3 meses de antecedência e procure

ir fechando as agendas a duas

MERCADOS

semanas da chegada. Mas preparese

para que muitas confirmações só

sejam efectuadas de véspera. Se tiver

um consultor local a apoiá-lo nos

agendamentos, deve compreender

que as agendas podem ir sofrendo

alterações até ao último minuto;

• Evite os períodos da Páscoa, Dezembro

e Janeiro, e estude o calendário

para não coincidir com feriados;

• Não espere encontrar um mercado

virgem e livre de competidores. Todos

buscam o “Eldorado”, como a

Colômbia sempre foi conhecida. E

como em qualquer mercado com

o qual não se está familiarizado, as

questões burocráticas levam sempre

mais tempo do que seria de esperar;

• Aproveite o tempo para se reunir e

conversar com o maior número possível

de pessoas – como na maioria

dos países da América Latina, os

negócios fazem-se através de relacionamentos

amadurecidos ou por

“recomendações vindas de cima”;

• Faça uma abordagem de longo prazo,

mas dê-lhe a flexibilidade necessária

para se adaptar às circunstâncias

e oportunidades do momento;

• Procure sempre obter aconselhamento

independente, profissional

e jurídico de boa qualidade;

• Não se esqueça de levar a cabo a

due dilligence em termos de contratos

e parceiros.

Para mais informações sobre o mercado

da Colômbia, consulte http://

www.portugalglobal.pt/PT/Biblioteca/Paginas/Homepage.aspx

.

Portugalglobal // Julho 13 // 33


MERCADOS

Oportunidades para as

empresas portuguesas

Da mesma forma que o empresário colombiano

olha para Portugal num contexto

europeu, faz sentido olhar para

esta região numa perspectiva de um

mercado vasto que se estende do Chile

ao Peru, Colômbia e Panamá, totalizando

100 milhões de consumidores

em economias com um horizonte largo

e promissor. Este mercado é aliciante a

ponto de recomendar o investimento,

até porque é logisticamente complexo.

Em contrapartida, o potencial de

exportação será sempre mais limitado,

pelos factores anteriormente expostos.

Portugal, politica e empresarialmente

goza de um reconhecimento muito favorável

do governo e dos empresários

colombianos, sendo esta uma vantagem

a explorar de forma acentuada.

A importância que este “bloco económico”

representa depende em muito

de uma abordagem consistente, e não

oportunista que as empresas portuguesas

queiram tomar. Certamente que o

processo ganhará um forte ímpeto a

partir do momento em que o fluxo se

faça nos dois sentidos e, nesse sentido,

nada melhor do que uma ligação

aérea directa, fomentando turismo

de negócios na que assim se tornaria

34 // Julho 13 // Portugalglobal

uma porta natural de entrada na Europa.

Empresas de maior dimensão, em

sectores como o mineiro, agrícola e

agro-industrial poderão redescobrir as

oportunidades de uma plataforma em

Portugal para aceder à Europa e também

à África de expressão portuguesa.

Convém recordar que o grupo Santo

Domingo, conglomerado de grande

Portugal, politica e

empresarialmente, goza de

um reconhecimento muito

favorável do governo e dos

empresários colombianos,

sendo esta uma vantagem

a explorar de forma

acentuada.”

tradição na Colômbia, chegou a ter

uma posição de controlo na Central de

Cervejas (Centralcer) e o balanço que

faz desse investimento é positivo.

Pela sua riqueza humana e territorial

existem oportunidades em todos os

sectores e recantos deste extenso país.

Entre 2012 e 2013, cerca de 500 empresas

portuguesas terão feito missões

exploratórias ao país, das quais resultou

já a abertura de aproximadamente

30 estruturas locais. Começa a haver

um núcleo duro a partir do qual a expansão

se torna mais fácil.

As oportunidades maiores obrigam a

esforço de capital e presença local:

• utilities, indústrias básicas e extractivas

ou fornecedores first-tier das mesmas;

• turismo e hotelaria, até aqui concentrado

nas principais cidades e longe

de dar resposta ao potencial turístico

do pais;

• agro-indústria, concretizando o tremendo

potencial do país para se tornar

um Chile de outra dimensão;

• construção e obras-públicas: apenas

para quem tenha uma competência

técnica e empresarial acima da média;

• bens de equipamento e bens duradouros,

para uma indústria que se

reequipa ou um consumidor que ascende

à classe média;

• tecnologias de informação: assentes

em produto com credenciais internacionais

e não em serviço;

• cluster da saúde: farmacêutica, dispositivos

e consumíveis, TIC na saúde;

• retalho especializado: calçado, mais

do que moda, desporto, restauração.

Ainda em nicho de mercado são de referir

os seguintes sectores: fileira-casa, calçado

em couro, têxteis-lar, vinho e azeite.

Neste contexto, as perspectivas para o

futuro são seguramente boas, já que

parece que descobrimos um parente

distante com o qual temos grandes afinidades.

Ao longo dos próximos dois anos

prevemos um estreitamento acelerado

de relações com o Bloco Andino, tomando

a Colômbia um lugar de destaque.

Recomendamos consistência e perseverança

na abordagem, e nunca em forma

de moda passageira e cara. Haverá naturalmente

um processo selectivo, porque

a Colômbia ainda não é o Eldorado e é

um mercado competitivo.

Escritório da AICEP

em Bogotá

Torre Sancho, Calle 98 nº 9

03 Oficina 906, Bogotá

República da Colômbia

Tel.: +571 622 16 49 / 622 1652

Fax: +571 236 52 69

miguel.crespo@portugalglobal.pt


COLÔMBIA

A CERTEZA DE UM DESAFIO

>POR JOÃO RIBEIRO DE ALMEIDA, EMBAIXADOR DE PORTUGAL NA COLÔMBIA

O ano de 2013 está a ser especialmente

importante para o relacionamento

Portugal/Colômbia nas suas mais diversas

vertentes. A visita de Estado que o

Presidente da República efetuou à Colômbia

em meados do passado mês de

abril foi o corolário duma parceria privilegiada

e de um período rico no reforço

das relações bilaterais.

Antes, em novembro de 2012, receberamos

a visita do Presidente Juan Manuel

Santos a Lisboa e, em junho do

mesmo ano, o Primeiro-ministro visitara

igualmente Bogotá. Paralelamente,

o Ministro de Estado e dos Negócios

Estrangeiros deslocara-se também por

diversas vezes à capital da Colômbia.

Atualmente a Colômbia constitui, portanto,

um importante parceiro de Portugal

na América Latina e Caraíbas. Este

relacionamento vinha, aliás, conhecendo

nos últimos anos um dinamismo

sem precedentes nas várias vertentes

da cooperação bilateral: à excelência da

relação político-diplomática, que faz da

Colômbia um dos nossos principais alia-

MERCADOS

dos no espaço ibero-americano, juntase

a parceria económica e a componente

cultural que registou um relevante

impulso por ocasião da edição 2013 da

Feira do Livro de Bogotá (FILbo), durante

a qual Portugal foi o convidado de honra,

a pedido das autoridades colombianas.

A participação portuguesa na FILbo

2013 foi unanimemente considerada

um êxito, após um enorme esforço e investimento

português em apresentar-se

de forma condigna num dos certames

culturais mais importantes da América

Latina e que permitiu que os colombianos

ficassem a conhecer melhor o

nosso país, exatamente num domínio, o

cultural, em que porventura estávamos

(ainda) bastante afastados.

Sob o lema do Mar, o pavilhão de Portugal

na FILbo foi uma mostra literária

em que trouxemos o melhor que temos:

Portugalglobal // Julho 13 // 35


MERCADOS

escritores, ilustradores, editores, intelectuais,

músicos e outras personalidades

formaram uma verdadeira Embaixada

que mostrou em Bogotá, entre 18 de

abril e 2 de maio passados, o dinamis-

“A visita de Estado que o

Presidente da República

efetuou à Colômbia em

meados do passado mês de

abril foi o corolário duma

parceria privilegiada e de um

período rico no reforço das

relações bilaterais.”

mo, a inovação e a contemporaneidade

da cultura portuguesa. O orgulho que

senti, recém-chegado à Colômbia como

responsável da nossa Missão diplomática,

foi indescritível, ao me serem constantemente

transmitidos elogios e comentários

sobremaneira positivos sobre

a presença portuguesa na Filbo 2013.

O reforço das relações luso-colombianas

reflete pois uma natural e já antiga em-

36 // Julho 13 // Portugalglobal

patia existente entre os dois povos. E os

portugueses que queiram aqui investir,

trabalhar ou viver dar-se-ão conta rapidamente

da facilidade de relacionamento

com os colombianos, com quem aliás

temos inúmeras afinidades, quer de caráter,

quer na forma como interagimos.

Este aspeto é uma evidente mais-valia

sempre que queremos aprofundar a

nosso relacionamento, seja em que área

for, com esta nobre gente.

Profundamente afetada por quase 50

anos de guerrilhas que assolaram o seu

território, a Colômbia tenta, através de

um processo de paz que decorre em

Havana, normalizar a sua vida político-social

e merece que o conjunto da

comunidade internacional a ampare e

apoie neste desígnio. Portugal estará

na linha da frente neste apoio!

A economia colombiana é já a 4ª maior

da América Latina e a 29ª a nível mundial,

sendo possível que, nos próximos 5

anos, passe ao terceiro lugar entre as latino-americanas

(com médias de crescimento

PIB entre 4,5 e 5 por cento). País

populoso e rico em recursos naturais e

em biodiversidade, conseguiu superar

praticamente ileso a crise económica

e financeira mundial e encontra-se a

crescer a bom ritmo. A chave para este

sucesso, que permite à Colômbia apresentar-se

como um modelo para países

emergentes num contexto de crise económica

global, reside sobretudo na sua

sólida governabilidade, na estabilidade

política, numa segurança jurídica plena

e, consequentemente, num baixo risco

dos investimentos. Lembro que é considerada

pelo Banco Mundial o primeiro

país latino-americano em matéria de

proteção de investimentos e isto apesar

de alguns problemas estruturais que

persistem nesta sociedade, como uns

índices de pobreza ainda excessivamente

altos, ou a questão supra mencionada

da guerra.

Tudo visto, a Colômbia é uma terra de

oportunidades que merece pelo menos

uma visita para melhor aferir delas. A

Embaixada de Portugal em Bogotá tem

recebido inúmeras missões de prospeção

por parte agentes económicos e

“A economia colombiana é já

a 4ª maior da América Latina

e a 29ª a nível mundial, sendo

possível que, nos próximos 5

anos, passe ao terceiro lugar

entre as latino-americanas

(com médias de crescimento

PIB entre 4,5 e 5 por cento).”

empresariais que começam a olhar para

este país com um interesse crescente.

Por outro lado, já temos aqui instalado

um grupo significativo de empresas do

nosso país. Cabe-nos ajudar no que for

possível e abrir os corredores institucionais/oficiais

que se estimem oportunos,

se for caso disso, bem como conceder o

apoio através do Escritório Comercial da

Embaixada nas mais diversas vertentes.

O desafio para um agente económico

português que é, logo à partida, um

país como a Colômbia, terá pelo menos

como contraponto a certeza e o conforto

de que será por esta Embaixada enquadrado,

apoiado e acarinhado.

Nota: Este artigo é escrito de acordo com a nova grafia


COLÔMBIA TEM POTENCIAL

PARA A VISION-BOX

Fundada em 2001, a Vision-Box ® é líder

no fornecimento de soluções electrónicas

de identidade, gestão de segurança

inteligente e sistemas de controlo de

fronteira automatizados, que usam padrões

compatíveis com o ICAO.

A empresa portuguesa opera fronteiras

automatizadas em mais de 30 aeroportos

internacionais e tem mais de 3.000

sistemas de identidade electrónicos implantados

em todo o mundo.

Na Colômbia a Vision-Box instalou dois

ABC eGates (vb i-match ® ) no aeroporto

de El Dorado para o controlo automatizado

de fronteiras, sendo o registo

dos passageiros frequentes efectuado

através de uma estação de registo, vb

e-pass dektop ® . Segundo fonte da empresa,

a principal vantagem deste projecto

passa por facilitar a passagem da

fronteira, diminuindo significativamente

o tempo que é passado em filas e

aumentando substancialmente a experiência

do passageiro.

De acordo com a mesma fonte, este

primeiro projecto teve uma dimensão

reduzida e um impacto pouco significativo

nos resultados da empresa, mas

existe o potencial de o alargar a outros

aeroportos colombianos. Nesse sentido,

a estratégia da Vision-Box para o

mercado colombiano será continuar a

apostar na identificação de oportunidades

e implementação de projectos

de valor acrescentado.

MERCADOS

Líder no fornecimento de soluções e sistemas de controlo de fronteiras

automatizados, a Vision-Box está presente no aeroporto de Bogotá, El Dorado, num

primeiro projecto a que se poderão seguir outros.

A Vision-Box tem actualmente uma

presença global no mercado internacional.

A América Latina e a Ásia são os

mercados prioritários e aqueles onde a

empresa portuguesa considera que o

seu crescimento será mais significativo

nos próximos anos.

Vision-Box

Rua Casal do Canas, 2

Zona Industrial de Alfragide

2790-204 Carnaxide - Portugal

Tel.: +351 21 154 3900

Fax: +351 21 154 3901

info@vision-box.com

www.vision-box.com

Portugalglobal // Julho 13 // 37


MERCADOS

SARAIVA + ASSOCIADOS

COM FORTE PRESENÇA NA COLÔMBIA

O atelier de arquitectura, planeamento urbano e design Saraiva + Associados é

uma das empresas portuguesas que apostou na Colômbia para a sua expansão

internacional. A carteira de projectos da empresa ascende já a 1,6 milhões de euros

neste mercado.

De acordo com fonte da empresa, o

envolvimento da Saraiva + Associados

com a Colômbia começou com um

estudo da sua interacção com o continente

sul-americano, feito a partir

de Portugal e em estreita colaboração

com instituições públicas colombianas.

Posteriormente, e durante o ano de

2011, foram feitas visitas à Colômbia

com o objectivo de iniciar contactos e

analisar o mercado local.

“À semelhança do que acontece noutros

casos de expansão internacional,

entendemos que o mercado colom-

38 // Julho 13 // Portugalglobal

biano não se compadece com um trabalho

exclusivamente desenvolvido a

partir de Lisboa, pelo que decidimos

abrir um escritório em Bogotá, sede

da empresa constituída, cujo capital

é participado por accionistas colombianos.

Somos, assumidamente, uma

empresa colombiana que, com colombianos

nos seus quadros, projecta

com garantia de inovação, qualidade

e cumprimento de prazos. Beneficiamos,

ainda, do permanente suporte

da sede do grupo em Lisboa, onde se

realiza a concepção de cada projecto

e o seu acompanhamento ao longo de

todo o processo”, afirma José Miguel

Vieira Neves, sócio e presidente da

S+A Colômbia.

Para este responsável, a “estabilidade

fiscal, jurídica e política, uma elevada

capacidade económica e financeira,

uma receptividade invulgar ao investimento

estrangeiro e uma população

hospitaleira, com características semelhantes

à portuguesa, são factores

que contribuíram para uma rápida integração

social e profissional tornando

possível o desenvolvimento e concretização

de projectos”.


Entre os vários projectos em curso

na S+A Colômbia, destaca-se o recentemente

inaugurado Avianca Vip

Lounge, o novo espaço da companhia

aérea colombiana no Aeroporto Internacional

El Dorado. Com base nos

valores da companhia aérea – inovação,

criatividade e modernidade – o

Avianca Vip Lounge, com uma área

de 2.000 metros quadrados, é já uma

referência neste tipo de equipamentos.

O valor da actual carteira da S+A

Colômbia (valor de projectos adjudicados)

ascende a aproximadamente

1.615.560 euros.

A Saraiva + Associados foi fundada em

1996, em Lisboa, pelo arquitecto Miguel

Saraiva e conta com cerca de 80

profissionais com elevadas competências

nas diversas áreas de projecto.

A internacionalização da S+A teve início

em 2004, afirmando-se com base

na experiência e no saber adquiridos e

através de uma adaptação à especificidade

de cada novo mercado. Actualmente,

para além da Colômbia, a S+A

detém ateliers e estruturas próprias na

Argélia (Oran), no Brasil (S. Paulo), na

China (Pequim), no Cazaquistão (Alma-

MERCADOS

ty), na Guiné Equatorial (Malabo) e em

Portugal (Lisboa e Funchal). Os ateliers

internacionais, contudo, mantêm uma

permanente e estreita colaboração

com o atelier fundador em Lisboa.

Recentemente foi operacionalizada a

actividade nos Emirados Árabes Unidos,

com a abertura da S+A em Abu

Dhabi. Em 2013 prevê-se o estabelecimento

da S+A na Malásia e Singapura.

Adicionalmente, através de uma dinâmica

actividade de exportação, a S+A

tem vindo a actuar em Angola, Cabo

Verde, Costa do Marfim, Gabão, Gana,

Guiné Conacri, Marrocos, Moçambique,

Nigéria, Rússia, Senegal, Azerbaijão,

Turquia e Turquemenistão.

Segundo a mesma fonte, os principais

factores de competitividade da empresa

são o rigor técnico, a orientação

para o cliente, o cumprimento de prazos

e a qualidade conceptual. Refirase

também que o portfólio do atelier

apresenta uma grande multiplicidade

de projectos que, para além de criatividade

e inovação, incorporam uma

notável diversidade cultural.

Em 2012, pelo segundo ano consecutivo,

a Saraiva + Associados foi integrada

em duas categorias do ranking mundial

de arquitectura WA100 (World Architecture

Top 100), ocupando a 6ª e 9ª

posições em África, América do Sul e

Central, respectivamente, o que traduz

um expressivo reconhecimento

do trabalho desenvolvido pela Saraiva

+ Associados no mercado global para

o qual contribui a aposta realizada no

mercado colombiano.

Miguel Saraiva

& Associados

Arquitectura e Urbanismo, S.A.

Av.Infante Santo, 69 a-c

1350-177 Lisboa - Portugal

Tel.: +351 213 939 340/9

+351 217 120 510

Fax: +351 217 120 511

www.saraivaeassociados.com

Colômbia

Carretera 11ª, n. 93 A-22

Oficina 405

Bogotá

Tel.: +571 321 477 92 31

Portugalglobal // Julho 13 // 39


MERCADOS

SAPHETY

APOSTA FORTE NO MERCADO

DA AMÉRICA LATINA

A Saphety é uma empresa de base tecnológica, do grupo Sonae, que desde logo

definiu a internacionalização como vector estratégico para o seu crescimento. Está

presente na Colômbia com a Saphety Soluciones Electronicas, no âmbito de um

investimento que deverá ascender a um milhão de euros.

A Saphety actua essencialmente em três

áreas: soluções Purchase-to-Pay (P2P),

responsáveis pela automatização dos processos

de compra (SaphetyBuy), de contratação

(SaphetyGov) e de facturação

(SaphetyDoc) das empresas e de governos

(B2G); operador global de EDI (Electronic

Data Interchange) e factura electrónica,

através da plataforma SaphetyDoc Global

Network; e soluções de sincronização de

dados e multimédia (SaphetySync) para

as entidades GS1 (Global Standards 1),

responsáveis pela emissão dos códigos de

barras e definição de standards em diversos

sectores da actividade económica.

A empresa definiu desde logo a internacionalização

como vector estratégico do

seu crescimento. Actualmente, através da

plataforma SaphetyDoc Global Network,

a Saphety é responsável pela prestação

de serviços a mais de 6.800 empresas em

cerca de 20 países, que permite simplificar

e automatizar a troca de quaisquer

documentos comerciais entre parceiros

de negócio, tornando o processo isento

de papel, com redução significativa de erros

humanos e consequentemente com

uma diminuição muito significativa de

custos operacionais para as empresas.

Como explica João Pereira, Chief International

Development da Saphety, a nova

legislação emitida por governos em diversos

países permite (e em alguns casos

obriga) a troca electrónica de facturas

com valor legal entre empresas. A facturação

electrónica torna-se assim numa

oportunidade muito importante de negócio

à escala mundial, no qual a Sa-

40 // Julho 13 // Portugalglobal

phety pretende ter uma fatia importante.

Embora a plataforma seja disponibilizada

como SaaS, a operação implica, na maior

parte dos casos, uma presença local, no

país onde o serviço é prestado.

A Saphety actua directamente, com escritórios

próprios, em Portugal, Espanha,

Brasil e Colômbia e através de parceiros

no México, nos três países bálticos, no

Cazaquistão e no Quénia. De acordo

com o mesmo responsável, é objectivo

da empresa fortalecer a sua presença na

América Latina, nos países do Leste da

Europa e iniciar a prestação de serviços

na região APAC (Ásia - Pacífico) e Mé-

dio Oriente, através de parcerias ou da

abertura de escritórios próprios.

Quanto à aposta na Colômbia, João Pereira

afirma que o mercado da América

Latina é estratégico para a empresa. “É

imenso, a maior parte dos países apresenta

um forte crescimento e um contexto

de risco razoável, com algumas excepções,

uma aposta fortíssima no comércio

eletrónico B2B, tendo governos de vários

países da região tomado a decisão de tornar

a facturação electrónica, com valor

legal, obrigatória entre as empresas. Por

outro lado, as organizações GS1 dos diferentes

países têm mostrado uma dinâmi-


ca muito forte na definição de serviços

de valor acrescentado, principalmente

para os sectores do retalho e da saúde”,

aponta.

A Saphety não podia ser alheia a este

contexto na sua estratégia de internacio-

“É objectivo da Saphety

fortalecer a sua presença na

América Latina, nos países

do Leste da Europa e iniciar

a prestação de serviços na

região APAC (Ásia - Pacífico)

e Médio Oriente, através de

parcerias ou da abertura de

escritórios próprios.”

nalização. Já com uma presença directa

no Brasil e uma parceria no México, a

empresa procurou um outro mercado

que pudesse potenciar uma presença importante

e um crescimento sustentado.

“A Colômbia surgiu-nos como um

mercado muito aberto ao investimento

estrangeiro, pouco burocrático, com

um capital humano muito profissional,

apresentando um forte crescimento

económico e, no ponto de vista da

nossa actividade, um mercado ainda

emergente mas já atento e com um conhecimento

claro das vantagens da implementação

das nossas soluções. Por

último, encontrámos uma oferta concorrencial

muito concentrada, favorável

à entrada de um novo ‘player’ com soluções

inovadoras”, adianta João Pereira.

“A decisão de abrir uma

empresa na Colômbia foi

tomada de uma forma

célere, após uma visita de

uma semana ao país e de

um estudo de mercado que

revelou um forte potencial

de negócio.”

A decisão de abrir uma empresa na Colômbia

foi tomada de uma forma célere,

após uma visita de uma semana ao país

e de um estudo de mercado que revelou

um forte potencial de negócio. Nesta visita,

a Saphety contou com o apoio do

escritório da AICEP em Bogotá, em concreto

do seu responsável Miguel Crespo,

que “nos ajudou imenso neste nosso

processo e ao qual agradecemos profundamente”,

sublinha a mesma fonte.

A Saphety Soluciones Electronicas opera

nos escritórios em Bogotá há cerca

de dois meses e meio, prevendo-se que

o investimento da Saphety na América

Latina ascenda a um milhão de euros.

A empresa tem-se posicionado principalmente

como operador de EDI e factura

electrónica, nos sectores do retalho

e com os produtos SaphetySync. Já com

três importantes clientes e com um posicionamento

inovador reconhecido no

mercado, a Saphety espera consolidar a

sua actividade até ao primeiro trimestre

de 2014, prevendo um forte crescimento

nas vendas no próximo ano. A equipa,

constituída actualmente por duas

pessoas, irá acompanhar o crescimento

do negócio, acrescenta o Chief International

Development da Saphety.

A Saphety é um dos principais players

mundiais na sincronização de informação

relativa a dados e imagens de

produtos entre fornecedores e compradores,

tendo como objectivo alcançar

MERCADOS

uma posição de liderança nos próximos

anos. Os clientes são principalmente as

entidades GS1 existentes em cada país.

Através dos produtos pertencentes à

gama SaphetySync, estas organizações

estabelecem a interligação de milhares

de empresas pertencentes a uma determinada

cadeia de valor, garantindo

a sincronização de informação entre

elas. Com um forte posicionamento

nos países nórdicos e em Portugal, a

Saphety tem como objectivo fortalecer

a sua presença na Europa e conquistar

outras regiões como a América Latina e

APAC. Ainda segundo a mesma fonte,

as sinergias de negócio existentes entre

SaphetyDoc Global Network e Saphe-

tySync irão acelerar a presença da empresa

à escala mundial.

Saphety

Rua Viriato, nº13, 6º

1050-233 Lisboa, Portugal

Tel.: +351 210 114 640

Fax: +351 210 192 501

info@saphety.com

www.saphety.com

COLÔMBIA

World Trade Center,

Calle 100 Nº8A-49, Torre B PH

Room 25, Bogotá

Tel.: (+57-1) 64 67136

comercial.colombia@saphety.com

Portugalglobal // Julho 13 // 41


MERCADOS

RELACIONAMENTO ECONÓMICO

PORTUGAL – COLÔMBIA

A Colômbia tem uma importância relativa enquanto cliente dos bens portugueses,

mas tem vindo a despertar o interesse dos empresários portugueses sobretudo a nível

de investimento directo.

O peso da Colômbia no comércio externo

português apenas tem tido algum

significado na vertente de fornecedor,

posicionando-se na 29ª posição

em 2012 (38ª em 2008). Na qualidade

de cliente, a importância relativa do

mercado tem sido claramente irrelevante,

embora tenha melhorado,

ocupando a 64ª posição em 2012 (66ª

posição em 2008).

42 // Julho 13 // Portugalglobal

A balança comercial bilateral é tradicionalmente

desfavorável a Portugal devido

à importação quase exclusiva de um único

grupo de produtos: os combustíveis

minerais. Por esse motivo, o coeficiente

de cobertura das importações pelas exportações

apresenta valores muito baixos

(10 por cento em 2012). Depois de uma

quebra da taxa de cobertura em 2011,

verificou-se uma melhoria em 2012, em

BALANÇA BILATERAL - COMÉRCIO DE BENS

2008 2009 2010 2011 2012

Var % a

12/08

2012 Jan/

Maio

2013 Jan/

Maio

Exportações 18.188 6.586 13.192 18.774 28.176 32,2 12.119 13.568 12,0

Importações 202.761 103.217 100.562 246.601 281.831 27,0 132.830 81.212 -38,9

Saldo -184.573 -96.632 -87.370 -227.827 -253.656 -- -120.711 -67.644 --

Coef. Cobertura (%) 9,0% 6,4% 13,1% 7,6% 10,0% -- 9,1% 16,7% --

Fonte: INE - Instituto Nacional de Estatística Unidade: Milhares de euros

Notas: (a) Média aritmética das taxas de crescimento anuais no período 2008-2012; (b) Taxa de variação homóloga 2012-2013

2008 a 2011: resultados definitivos; 2012 resultados preliminares 3ª revisão; 2013: resultados preliminares 1º apuramento

linha com um aumento das exportações

muito significativo (50 por cento). Esse

facto pode indicar um maior interesse

por parte das empresas portuguesas neste

mercado, muito embora, em termos

absolutos, os valores das exportações e

das importações não sejam comparáveis.

Já este ano, de Janeiro a Maio, verificase

um aumento das exportações em 12

Var % b

13/12


por cento face a período idêntico de

2012, enquanto as importações diminuíram

quase 39 por cento.

Segundo os dados do INE e numa

breve análise à estrutura sectorial das

exportações portuguesas em 2012, é

possível constatar a concentração que

se verifica nos grupos de produtos das

máquinas e aparelhos, dos metais comuns,

dos produtos químicos e dos

plásticos borracha, cuja representatividade

no total das nossas vendas atingiu

84,1 por cento em 2012.

A evolução da representatividade destes

quatro grupos de produtos no último

ano deve-se, sobretudo, aos acréscimos

verificados nos metais comuns

(31,7 por cento das exportações totais)

e nas máquinas e aparelhos (33,8 por

cento), que aumentaram, respectivamente,

447,5 por cento e 95,3 por

cento face a 2011.

Já em 2013, no período em referência,

os principais grupos de produtos exportados

foram as máquinas e aparelhos,

os metais comuns, os plásticos e

borracha e os veículos e outro material

“A balança comercial

bilateral é tradicionalmente

desfavorável a Portugal

devido à importação quase

exclusiva de um único grupo

de produtos: os combustíveis

minerais.”

de transporte, este último com um aumento

de 291,4 por cento face a 2012.

Relativamente ao grau de intensidade

tecnológica dos produtos transformados,

que representaram a quase totalidade

do total exportado em 2011 (99,4

por cento), verificou-se uma maior concentração

nos produtos de média-alta

tecnologia, com uma quota de 66,0

por cento. Os produtos de baixa e alta

intensidade tecnológica representaram,

respectivamente, 13,4 por cento e 2,2

por cento do total, segundo dados do

GEE – Gabinete de Estratégia e Estudos.

Por seu lado, o INE revela que as empresas

nacionais que exportaram para

a Colômbia em 2012 totalizaram 221,

contra 170 em 2011 e 101 em 2008.

No que diz respeito às importações,

estas concentram-se, sobretudo, nos

combustíveis minerais, que representa-

“O interesse do mercado

colombiano em si mesmo,

em termos de atracção

de investimento directo

estrangeiro, está assente

numa política governamental

que apoia o investidor e no

posicionamento do país como

uma plataforma estratégica

para outros mercados na

região, aproveitando os

diversos acordos de livre

comércio estabelecidos.”

ram 93 por cento do total importado

em 2012. Cabe ainda referir os produtos

agrícolas (5,9 por cento do total

em 2012) que, em conjunto com os

combustíveis minerais, foram responsáveis

por 98,9 por cento do total das

importações portuguesas provenientes

da Colômbia em 2012. Nos primeiros

cinco meses de 2013, os combustíveis

minerais pesaram 90,5 por cento

nas importações globais da Colômbia,

seguindo-se os produtos agrícolas com

8,1 por cento, ambos os grupos diminuindo

face ao mesmo período do ano

MERCADOS

anterior (menos 39,7 por cento e menos

24 por cento, respectivamente).

O número de empresas nacionais que importaram

da Colômbia, em 2011, foi de

97, registando um incremento de 16 empresas

em relação a 2010 (81 empresas).

Investimento

Com base na informação recolhida

junto das autoridades colombianas e

no Banco da Republica, verifica-se que

o valor acumulado do investimento de

Portugal na Colômbia, no período de

2000 a 2011, não incluindo o sector

dos petróleos, foi de 16,7 milhões de

dólares, não havendo registo de quaisquer

operações de investimento directo

da Colômbia em Portugal.

Refira-se que o valor total de investimento

estrangeiro na Colômbia, em

2011, foi superior a 13 mil milhões de

dólares, sendo a variação de 2010 para

2011 de 92 por cento. O valor do investimento

fora da indústria do petróleo

representou 32 por cento do total.

O interesse do mercado colombiano em

si mesmo, em termos de atracção de

investimento directo estrangeiro, está

assente numa política governamental

que apoia o investidor e no posicionamento

do país como uma plataforma

estratégica para outros mercados na

região, aproveitando os diversos acordos

de livre comércio estabelecidos. Por

outro lado, os custos laborais e de produção

são bastante menos elevados do

que aqueles que se praticam em outros

países da região com o mesmo nível de

poder de compra.

Portugalglobal // Julho 13 // 43


MERCADOS

COLÔMBIA EM FICHA

Área: 1.138.910 km²

Bogotá

Colômbia

População: 46,4 milhões de habitantes

(2012 World Gazetteer- estimativa)

Taxa de crescimento da população: 1,1%

(est. 2012) - 0-14 anos: 26,2%; 15-64 anos:

67,5%; 65 anos e mais: 6,3%.

Densidade populacional: 40,8 habitan-

tes/km 2

Designação oficial: República da Colômbia

Chefe de Estado e de Governo: Presidente

Juan Manuel Santos (desde 7 de Agosto

de 2010)

Vice-presidente: Angelino Garzón

Data da actual Constituição: 5 de Julho

1991, com várias actualizações; independência

em 1810

Principais Partidos Políticos: O Partido

Social de Unidad Nacional (Partido da U), o

Partido Conservador (PC), o Cambio Radical

(CR), o Partido Liberal (PL) e o Partido

Verde (PV) formam o Governo. O Partido

de Integración Nacional (PIN) representa a

extrema-direita e o Polo Democrático Alternativo

(Polo) representa a esquerda.

Capital: Bogotá (Sta. Fé de Bogotá) - 7,5

milhões hab. (est. 2012 World Gazetteer).

44 // Julho 13 // Portugalglobal

Outras cidades importantes: Medellín

(2,4 milhões), Cali (2,3 milhões) e Barranquilla

(1,1 milhões).

Estados: 32 Departamentos (Estados).

Religião: A população é maioritariamente

católica (90%).

Língua: O idioma oficial da Colômbia é o

castelhano, mas existem no país cerca de

500 mil falantes de idiomas indígenas.

Unidade monetária: Peso Colombiano

(COP) = 100 centavos

1 EUR = 2.406,85 COP (média Janeiro 2013)

Risco País:

Risco geral: BBB

(AAA = risco menor; D = risco maior)

Risco político: BB

Risco de estrutura económica: BB

“Ranking” em negócios: Índice: 6,44

(10 = máximo)

“Ranking” geral: 47 (entre 82 países)

“Ranking” região: 5 (entre 12)

(EIU – Fev. 2013)

Risco de crédito: 4

(1 = risco menor; 7 = risco maior)

(COSEC – fev. 2013)

Grau da abertura e dimensão relativa

do mercado:

Exp. + Imp. / PIB = 31,3% (est. 2012)

Imp. / PIB = 14,9% (est. 2012)

Imp. / Imp. Mundial = 0,30% (2011)

Fontes: The Economist Intelligence Unit

(EIU), fevereiro 2013; Banco de Portugal;

COSEC; OMC; Câmara de Comércio Colombo-Brasileira;

World Fact Book, CIA.

ENDEREÇOS ÚTEIS

EMBAIXADA DA COLÔMBIA

EM PORTUGAL

Palácio Sotto Mayor

Av. Fontes Pereira de Melo, 16-6º

1050-121 Lisboa

Tel.: +351 213 188 480

Fax: +351 213 188 499

embajada@embaixadadacolombia.pt I

www.embaixadadacolombia.pt

CÂMARA DE COMERCIO

E INDÚSTRIA LUSO-COLOMBIANA

Av. Dr. Antunes Guimarães, 698

4100-075 Porto

Tel.: +351 226 155 524

Rua Castilho nº 67-2º

1250-068 Lisboa

Tel.: +351 213 887 026

geral@portugalcolombia.com

www.portugalcolombia.com

EMBAIXADA DE PORTUGAL

EM BOGOTÁ

Torre Sancho

Calle 98 nº 9 – 03 Oficina 906

Bogotá - Colômbia

Tel.: +571 622 16 49 / 52

Fax: +571 236 52 69

emporbog@cable.net.co

MINISTÉRIO DE COMERCIO

INDUSTRIA Y TURISMO

Edifício Centro Comercio Internacional

Calle 28, nº13 A15

Bogotá - Colômbia

Tel.: +571 606 76 76

Fax: +571 606 75 21/2

www.mincomercio.gov.co

PROEXPORT COLOMBIA

Calle 28 No. 13A – 15, Piso 35-36

Bogotá - Colômbia

Tel.: +571 560 01 00

Fax: +571 560 01 04

informacion@proexport.com.co

www.inviertaencolombia.com.co/acercade-proexport.html


MERCADOS

CURDISTÃO

OPORTUNIDADES PARA

AS EMPRESAS PORTUGUESAS

A construção de infra-estruturas,

como estradas, pontes e ferrovias, o

turismo, a nível de oferta hoteleira, e

a agricultura são alguns dos sectores

com potencialidades para as empresas

portuguesas que queiram investir na

região do Curdistão iraquiano.

Precisamente com o objectivo de promover

a região, esteve recentemente em Lisboa o

Representante do Governo Regional

do Curdistão, Daban Shadala, para

encontros com as autoridades portuguesas

com quem debateu a cooperação

bilateral com vista ao incremento do

relacionamento económico.

Daban Shadala concedeu uma breve

entrevista à Portugalglobal onde faz o

balanço da sua deslocação ao nosso país.

46 // Julho 13 // Portugalglobal

Que balanço faz da sua recente visita a Lisboa e

dos encontros com as autoridades portuguesas, em

particular da AICEP?

Fiquei extremamente satisfeito com a minha recente visita

a Lisboa. Esta deslocação foi a minha primeira visita oficial

a Portugal em nome do Governo Regional do Curdistão

(KRG) e teve como objectivo estabelecer o primeiro contacto

oficial com o Governo português e com outras entidades.

Essencialmente, queria analisar as potencialidades de cooperação

bilateral e, em caso afirmativo, privilegiar essas áreas

junto das entidades oficiais que tivesse a oportunidade de

conhecer. Os encontros realizados permitiram-me concluir

que Portugal está interessado em colaborar com o KRG em

diferentes áreas como o comércio, a cultura e a educação.

Regressei inteiramente convencido e optimista de que há lugar

para desenvolver um relacionamento entre Portugal e a

Região Curda do Iraque.

Nesta deslocação encontrei-me com responsáveis do Ministério

da Educação, com quem discuti o sistema de ensino

superior do Curdistão e as áreas possíveis de cooperação


com Portugal, e do Ministério dos Negócios Estrangeiros,

designadamente com o Secretário de Estado das Comunidades

Portuguesas, José Cesário. Discutimos em profundidade

os desenvolvimentos económicos da Região do Curdistão.

Expliquei-lhe as dificuldades que enfrentamos actualmente

com Bagdad e assegurei-lhe que estamos comprometidos a

permanecer no Iraque Federal e decididos a cumprir a Constituição

do Iraque Federal.

Encontrei-me também com o administrador executivo da AI-

CEP, José Vital Morgado, tendo falado igualmente sobre a

situação económica da Região do Curdistão. Este encontro

foi evidentemente muito importante porque vi nele a oportunidade

de dar início ao processo de estabelecimento de

relações de cooperação com a principal Agência de promoção

de Portugal. À parte das relações políticas, as relações

económicas são também muito importantes para as nossas

duas nações a fim de podermos iniciar o que espero que

venha a ser uma longa e frutuosa relação. Ambos considerámos

o encontro como positivo e vimos que havia espaço

para Portugal e o Curdistão iniciarem o processo com vista

ao estabelecimento de fortes laços económicos.

Esperamos agora continuar a desenvolver os resultados desta

visita e começar realmente a trabalhar em conjunto com

o Governo português a fim de construirmos um relacionamento

a longo prazo.

Na sua opinião, como é que as relações económicas

entre a Região do Curdistão e Portugal podem ser

desenvolvidas?

Na minha opinião, as relações económicas entre a Região

do Curdistão e Portugal podem ser desenvolvidas de várias

maneiras, ou através de uma grande variedade de canais.

É um processo que requer tempo e paciência mas os seus

resultados serão um relacionamento económico duradouro.

O nosso escritório em Madrid está em contacto com as au-

MERCADOS

toridades portuguesas para troca de informações sobre as

nossas duas nações. Assim que tivermos reunido um número

substancial de informação e determinado as áreas-chave nas

quais podemos cooperar, poderemos começar a agir. Penso

que os primeiros passos mais importantes a dar em conjunto

são os de promover o Curdistão em Portugal, tanto junto do

sector privado como do grande público em geral.

Quando o sector privado português conhecer as oportunidades

que a nossa região tem para oferecer, para além de uma

“As relações económicas entre a Região do

Curdistão e Portugal podem ser desenvolvidas

de várias maneiras, ou através de uma grande

variedade de canais. É um processo que requer

tempo e paciência mas os seus resultados serão

um relacionamento económico duradouro.”

situação de estabilidade em termos políticos e de segurança,

estou certo de que veremos interesse por parte das empresas

portuguesas no Curdistão. As empresas que estiverem interessadas

em visitar a região podem, evidentemente, fazê-lo

através do nosso escritório e nós facilitar-lhes-emos as suas

deslocações de negócios da maneira que for mais adequada

às suas necessidades. Assim, o desenvolvimento das relações

económicas com Portugal baseia-se fundamentalmente em

conquistar o sector privado português através do Governo

português e dos organismos responsáveis pela internacionalização

das empresas portuguesas.

Creio que uma boa maneira de cimentar as bases para relações

económicas seria organizar missões oficiais e empresariais

do KRG para visitarem Portugal e vice-versa. A partir

Portugalglobal // Julho 13 // 47


MERCADOS

daí, os nossos governos, ao mais alto nível, estariam aptos

a discutir a possível abertura de um escritório diplomático

oficial, comercial ou político na Região do Curdistão e em

Portugal. Muitos países europeus têm representações diplomáticas

em Erbil, ajudando a consolidar o relacionamento

económico com esses países.

Quais são os sectores e produtos que oferecem maiores

oportunidades às empresas portuguesas que queiram

internacionalizar-se ou investir na região do Curdistão?

A segurança e a estabilidade têm sido essenciais para acelerar

o crescimento económico da região na última década. O KRG

tem conseguido atrair para a região empresas estrangeiras,

desde as pequenas e médias empresas até às grandes multinacionais,

como a Exxon Mobil. As oportunidades de negócio

que a região oferece abrangem todos os sectores. Claro que o

que está a incentivar a economia neste momento e no futuro

próximo é a indústria do petróleo e do gás. Espera-se que

possamos produzir à volta de um milhão de barris por dia

em 2015. Tendo isso em conta, as oportunidades na indústria

do petróleo e do gás estão agora focadas na produção/

transporte/distribuição, tais como transporte, armazenagem,

processamento, refinaria, marketing e formação.

Para além do petróleo e do gás, há oportunidades no sector

da construção, embora a Turquia esteja há muito instalada

na região, com preços muito competitivos. No entanto, de-

“A lei de investimento no Curdistão, aprovada

em 2006, é considerada como uma das mais

liberais do grande Médio Oriente, visando

atrair IDE para a região e tendo associados

incentivos nesse sentido.”

verão surgir novos projectos no futuro, visto que o KRG estima

que será necessário construir mais de 100.000 blocos

de habitação para poder dar resposta à procura, podendo aí

haver mercado para as empresas portuguesas.

As empresas portuguesas poderão também tirar partido dos

projectos de infra-estruturas que a Região do Curdistão tem

para oferecer, nomeadamente, na construção e a manutenção

de estradas, auto-estradas, pontes, passagens subterrâneas,

sanidade, sistemas de esgotos, redes de comboios e

eléctricos, geradores eléctricos e transmissões. Cremos que as

empresas portuguesas seriam muito úteis para a região no

que diz respeito ao desenvolvimento de projectos de infraestruturas;

precisamos da sua competência e conhecimentos.

Há dois sectores nos quais eu estou determinado a dar um

impulso para a entrada de empresas portuguesas na Região

Curda do Iraque. A beleza natural do Curdistão e a

sua história muito rica com reservas arqueológicas incríveis

faz do país um destino turístico potencial extrardinário. O

KRG tem dado grande ênfase ao desenvolvimento do sector

do turismo, que considera ser um sector-chave no seu

48 // Julho 13 // Portugalglobal

Plano Estratégico de Desenvolvimento (2013-2017). Em

2012, 2,5 milhões de turistas nacionais e internacionais visitaram

a Região do Curdistão. Foi um destino de viagem

recomendado tanto no New York Times como no National

Geographic, demonstrando que a imagem da Região Curda

do Iraque está a tornar-se positiva. Erbil foi mesmo nomeada

a capital do Turismo Árabe em 2013, onde temos cerca de

400 hotéis. No entanto, a procura ultrapassa largamente a

oferta, necessitando de um investimento de 200 milhões de

dólares nessa área. É, por isso, um sector onde eu julgo que

as empresas portuguesas poderiam dar uma grande ajuda e

também obter dividendos desse investimento.

O outro sector que estamos a promover como sector-chave

para as empresas portuguesas é a agricultura. Como deve

saber, muitos historiadores consideram que o Curdistão é

o “berço” da agricultura. Muitos dizem que, há cerca de

8.000 anos, os povos da região da Mesopotâmia do Norte

começaram a desenvolver as técnicas agrícolas que lhes permitiram

estabelecer-se em pequenas comunidades agrícolas,

e finalmente trouxeram esses métodos para o sul abrindo caminho

para o nascimento de cidades, tais como Ur e Sumer

no sul do Iraque.

O Iraque, como um todo, tornou-se auto-suficiente em termos

agrícolas, tendo a sua economia assentado largamente

na agricultura durante séculos. No decurso do século XX e

com o desaparecimento do Império Otomano, surgiu o estabelecimento

do estado do Iraque. Com anos de guerra,

rebeliões e negligência, o sector da agricultura declinou maciçamente,

tendo-se perdido muitas das técnicas agrícolas antigas,

e muitos trabalhadores rurais começaram a mudar-se

para as cidades principais para procurarem trabalho. O Governo

Regional do Curdistão atribui grande importância à recuperação

do sector agrícola da Região do Curdistão. No ano


passado, o orçamento do Ministério da Agricultura foi de mil

milhões de dólares, tendo sido promovidos muitos projectos

com vista a assegurar a segurança alimentar. O Curdistão tem

algumas das terras mais férteis do mundo e tem 1.535.794

hectares de solo cultivável, o que equivale a 41,84 por cento

do total do território. O plano estratégico do KRG para a agricultura

visa obter um aumento da produção de vegetais de 8

por cento; um aumento de 5 por cento na pecuária e 10 por

cento de aumento de terra cultivável em 2017.

De modo a alcançar estes objectivos, o KRG oferece incentivos

e subsídios a sub-sectores da agricultura. Estes incentivos

e subsídios são concedidos para o sector da horticultura,

florestas, projectos de criação de aves, máquinas e tecnologia

agrícolas, pastagens, pecuária e pescas.

Encorajo fortemente as empresas portuguesas a começarem

a pensar seriamente em investir na agricultura do Curdistão,

tendo em conta os planos referidos e porque esse investimento

poderá beneficiar ambas as partes, apesar de haver

ainda um longo caminho a percorrer.

Teve oportunidade de se encontrar com empresas

portuguesas cujo know-how e experiência, sobretudo

nos sectores da construção e das infra-estruturas, possam

ser proveitosas para a economia da região do Curdistão?

Infelizmente nesta ocasião não tive oportunidade de me encontrar

com empresas portuguesas. Dado que esta foi a minha

primeira visita, achei essencial encontrar-me primeiro com

instituições governamentais. Na próxima visita que fizer a Portugal,

assegurar-nos-emos de que serão agendados encontros

com empresas privadas, onde poderemos fazer uma exposição

sobre a economia curda e as oportunidades de investimento

que o Curdistão oferece. Esperamos que através da AICEP possamos

organizar um seminário com as empresas portuguesas.

“Cremos que as empresas portuguesas seriam

muito úteis para a região no que diz respeito

ao desenvolvimento de projectos de infraestruturas;

precisamos da sua competência

e conhecimentos.”

O que pode o Governo Regional do Curdistão oferecer

às empresas portuguesas interessadas em investir na

região? E qual é a melhor maneira de as empresas

contactarem o mercado?

A lei de investimento no Curdistão, aprovada em 2006, é

considerada como uma das mais liberais do grande Médio

Oriente, visando atrair IDE para a região e tendo associados

incentivos nesse sentido. Os investidores estrangeiros podem

deter 100 por cento do capital do investimento, ficando

com os direitos totais de propriedade de imobiliário e de

bens móveis. Além disso, a lei permite que os investidores

estrangeiros enviem para o seu país a totalidade dos lucros e

oferece isenção temporária do imposto por 10 anos e mais

MERCADOS

cinco anos de isenção de direitos alfandegários nas importações.

Os investidores estrangeiros e os investidores locais são

tratados de maneira igual ao abrigo desta lei.

O investidor estrangeiro tem também o direito de investir

sem necessidade de recorrer a um parceiro e pode empregar

trabalhadores estrangeiros nos seus projectos. Além

disso, o investidor tem o direito de abrir contas bancárias

locais ou estrangeiras, podendo as contas locais ser tanto

em dólares norte-americanos como em divisas locais, ou

seja, o dinar iraquiano.

Quanto à abordagem ao mercado, sugiro que a façam, primeiro,

através do governo, nomeadamente com o contacto ao

nosso escritório em Madrid, que poderá facilitar o processo e

os contactos com as autoridades no Curdistão. Mas a melhor

aproximação ao mercado será através da realização de visitas à

região para encontros com as necessárias entidades governamentais

e privadas. É muito importante para as empresas portuguesas

marcarem presença na região e trabalharem em rede

o mais possível. Eu recomendaria também a participação em

feiras comerciais que têm lugar durante todo o ano, sobretudo

as feiras sectoriais, já que é um local de excelência para encontros

de negócios com potenciais parceiros locais.

Identificou, durante a sua visita, oportunidades para

as empresas do Curdistão investirem em Portugal?

Ainda é muito cedo para as empresas do Curdistão

investirem em Portugal porque ainda estão a crescer e a

desenvolver-se no nosso país e, dado o elevado índice de

crescimento da Região do Curdistão, é-lhes mais favorável

investirem agora na região.

Actualmente, regista-se um aumento de investimentos ocidentais

na Região do Curdistão e não vejo investimentos do

Curdistão a deixar o mercado curdo para irem para economias

ocidentais, a menos que queiram investir algum dinheiro em

imobiliário. O mercado imobiliário em países como Portugal

e Espanha poderia ser um investimento muito atractivo para

os investidores curdos, devido à recente queda dos preços e à

possibilidade de possuírem uma propriedade num belo local da

Europa. No entanto, devido ao regulamento de vistos nos detentores

de passaportes iraquianos que visitam a Europa, esse

pode ainda ser um caminho complicado para empreender. Mas

sim, se os investidores curdos investissem em Portugal, estou

certo que seria no mercado imobiliário.

GOVERNO REGIONAL

DO CURDISTÃO - IRAQUE

Representación en España

C/ Puerto de Santa Maria 42

28043 Madrid - España

Tel.: +34 91 436 26 20

Fax:+34 91 435 29 14

daban.shadala@krgspain.org

www.spain.krg.org

Portugalglobal // Julho 13 // 49


ANÁLISE DE RISCO - PAÍS

COSEC

No âmbito de apólices individuais

África do Sul*

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Garantia bancária (decisão

casuística).

Angola

C Caso a caso.

M/L Garantia soberana. Limite total de

responsabilidades.

Arábia Saudita

C Carta de crédito irrevogável

(decisão casuística).

M/L Caso a caso.

Argélia

C Sector público: aberta sem restrições.

Sector privado: eventual

exigência de carta de crédito

irrevogável.

M/L Em princípio. exigência de garantia

bancária ou garantia soberana.

Argentina

T Caso a caso.

Barein

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Garantia bancária.

Benim

C Caso a caso, numa base muito

restritiva.

M/L Caso a caso, numa base muito

restritiva, e com exigência de

garantia soberana ou bancária.

Brasil*

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Clientes soberanos: Aberta sem

condições restritivas. Outros Clientes

públicos e privados: Aberta, caso

a caso, com eventual exigência de

garantia soberana ou bancária.

Bulgária

C Carta de crédito irrevogável.

M/L Garantia bancária ou garantia

soberana.

Cabo Verde

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Eventual exigência de garantia

bancária ou de garantia soberana

(decisão casuística).

Camarões

T Caso a caso, numa base muito

restritiva.

Cazaquistão

Temporariamente fora de cobertura.

China*

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Garantia bancária.

Chipre

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Não definida.

50 // Julho 13 // Portugalglobal

Políticas de cobertura para mercados

Colômbia

C Carta de crédito irrevogável.

M/L Caso a caso, numa base restritiva.

Coreia do Sul

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Não definida.

Costa do Marfim

T Decisão casuística.

Costa Rica

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Não definida.

Croácia

C Carta de crédito irrevogável ou

garantia bancária. Extensão do

prazo constitutivo de sinistro para

12 meses. Redução da percentagem

de cobertura para 90 por

cento. Limite por operação.

M/L Garantia bancária ou garantia

soberana. Extensão do prazo

constitutivo de sinistro para 12

meses. Redução da percentagem

de cobertura para 90 por cento.

Limite por operação.

Cuba

T Fora de cobertura.

Egipto

C Carta de crédito irrevogável

M/L Caso a caso.

Emirados Árabes Unidos

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Garantia bancária (decisão

casuística).

Estónia

M/L Garantia bancária.

Etiópia

C Carta de crédito irrevogável.

M/L Caso a caso numa base muito

restritiva.

Filipinas

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Não definida.

Gana

C Caso a caso numa base muito

restritiva.

M/L Fora de cobertura.

Geórgia

C Caso a caso numa base restritiva,

privilegiando-se operações de

pequeno montante.

M/L Caso a caso, numa base muito

restritiva e com a exigência de

contra garantias.

Guiné-Bissau

T Fora de cobertura.

Guiné Equatorial

C Caso a caso, numa base restritiva.

M/L Clientes públicos e soberanos:

caso a caso, mediante análise das

garantias oferecidas, designadamente

contrapartidas do

petróleo. Clientes privados: caso

a caso, numa base muito restritiva,

condicionada a eventuais

contrapartidas (garantia de banco

comercial aceite pela COSEC ou

contrapartidas do petróleo).

Hong-Kong

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Não definida.

Iémen

C Caso a caso, numa base restritiva.

M/L Caso a caso, numa base muito

restritiva.

Índia

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Garantia bancária.

Indonésia

C Caso a caso, com eventual

exigência de carta de crédito irrevogável

ou garantia bancária.

M/L Caso a caso, com eventual exigência

de garantia bancária ou

garantia soberana.

Irão

T Fora de cobertura.

Iraque

T Fora de cobertura.

Jordânia

C Caso a caso.

M/L Caso a caso, numa base restritiva.

Koweit

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Garantia bancária (decisão

casuística).

Letónia

C Carta de crédito irrevogável.

M/L Garantia bancária.

Líbano

C Clientes públicos: caso a caso

numa base muito restritiva.

Clientes privados: carta de crédito

irrevogável ou garantia bancária.

M/L Clientes públicos: fora de cobertura.

Clientes privados: caso a

caso numa base muito restritiva.

Líbia

T Fora de cobertura.

Lituânia

C Carta de crédito irrevogável.

M/L Garantia bancária.

Macau

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Não definida.

Malásia

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Não definida.

Malawi

C Caso a caso, numa base restritiva.

M/L Clientes públicos: fora de cobertura,

excepto para operações

de interesse nacional. Clientes

privados: análise casuística, numa

base muito restritiva.

Malta

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Não definida.

Marrocos*

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Garantia bancária ou garantia

soberana.

Martinica

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Não definida.

México*

C Aberta sem restrições.

M/L Em princípio aberta sem restrições.

A eventual exigência de garantia

bancária, para clientes privados,

será decidida casuisticamente.

Moçambique

C Caso a caso, numa base restritiva

(eventualmente com a exigência de

carta de crédito irrevogável, garantia

bancária emitida por um banco

aceite pela COSEC e aumento do

prazo constitutivo de sinistro).

M/L Aumento do prazo constitutivo

de sinistro. Sector privado: caso a

caso numa base muito restritiva.

Operações relativas a projectos

geradores de divisas e/ou que

admitam a afectação prioritária

de receitas ao pagamento dos

créditos garantidos, terão uma

ponderação positiva na análise do

risco; sector público: caso a caso

numa base muito restritiva.

Montenegro

C Caso a caso, numa base restritiva.

privilegiando-se operações de

pequeno montante.

M/L Caso a caso, com exigência de garantia

soberana ou bancária, para

operações de pequeno montante.

Nigéria

C Caso a caso, numa base restritiva

(designadamente em termos de

alargamento do prazo consti-


de destino das exportações portuguesas

tutivo de sinistro e exigência de

garantia bancária).

M/L Caso a caso, numa base muito

restritiva, condicionado a eventuais

garantias (bancárias ou contrapartidas

do petróleo) e ao alargamento

do prazo contitutivo de sinistro.

Oman

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Garantia bancária (decisão casuística).

Panamá

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Não definida.

Paquistão

Temporariamente fora de cobertura.

Paraguai

C Carta de crédito irrevogável.

M/L Caso a caso, numa base restritiva.

Peru

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Clientes soberanos: aberta sem

condições restritivas. Clientes

públicos e privados: aberta, caso

a caso, com eventual exigência de

garantia soberana ou bancária.

Qatar

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Garantia bancária (decisão

casuística).

Quénia

C Carta de crédito irrevogável.

M/L Caso a caso, numa base restritiva.

República Checa

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Garantia bancária (decisão casuística).

República Dominicana

C Aberta caso a caso, com eventual

exigência de carta de crédito irrevogável

ou garantia bancária emitida

por um banco aceite pela COSEC.

M/L Aberta caso a caso com exigência

de garantia soberana (emitida pela

Secretaria de Finanzas ou pelo Banco

Central) ou garantia bancária.

Roménia

C Exigência de carta de crédito

irrevogável (decisão casuística).

M/L Exigência de garantia bancária

ou garantia soberana (decisão

casuística).

Rússia

C Sector público: aberta sem restrições.

Sector privado: caso a caso.

M/L Sector público: aberta sem restrições,

com eventual exigência de

garantia bancária ou garantia soberana.

Sector privado: caso a caso.

S. Tomé e Príncipe

C Análise caso a caso, numa base

muito restritiva.

Senegal

C Em princípio. exigência de

garantia bancária emitida por

um banco aceite pela COSEC e

eventual alargamento do prazo

constitutivo de sinistro.

M/L Eventual alargamento do prazo

constitutivo de sinistro. Sector

público: caso a caso, com exigência

de garantia de pagamento e

transferência emitida pela Autoridade

Monetária (BCEAO); sector

privado: exigência de garantia

bancária ou garantia emitida pela

Autoridade Monetária (preferência

a projectos que permitam a

alocação prioritária dos cash-flows

ao reembolso do crédito).

Sérvia

C Caso a caso, numa base restritiva,

privilegiando-se operações de

pequeno montante.

M/L Caso a caso, com exigência de

garantia soberana ou bancária,

para operações de pequeno

montante.

Singapura

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Não definida.

Síria

T Caso a caso, numa base muito

restritiva.

Suazilândia

C Carta de crédito irrevogável.

M/L Garantia bancária ou garantia

soberana.

Tailândia

C Carta de crédito irrevogável

(decisão casuística).

M/L Não definida.

Taiwan

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Não definida.

Tanzânia

T Caso a caso, numa base muito

restritiva.

Tunísia*

C Aberta sem condições restritivas.

M/L Garantia bancária.

Turquia

C Carta de crédito irrevogável.

M/L Garantia bancária ou garantia

soberana.

Ucrânia

C Clientes públicos: eventual

exigência de garantia soberana.

Clientes privados: eventual

exigência de carta de crédito

irrevogável.

M/L Clientes públicos: eventual

exigência de garantia soberana.

Clientes privados: eventual

ANÁLISE DE RISCO - PAÍS

No âmbito de apólices globais

Na apólice individual está em causa a cobertura de uma única

transação para um determinado mercado. enquanto a apólice

global cobre todas as transações em todos os países para onde o

empresário exporta os seus produtos ou serviços.

As apólices globais são aplicáveis às empresas que vendem bens

de consumo e intermédio. cujas transações envolvem créditos de

curto prazo (média 60-90 dias). não excedendo um ano. e que se

repetem com alguma frequência.

Tendo em conta a dispersão do risco neste tipo de apólices. a

política de cobertura é casuística e. em geral. mais flexível do que

a indicada para as transações no âmbito das apólices individuais.

Encontram-se também fora de cobertura Cuba. Guiné-Bissau. Iraque

e S. Tomé e Príncipe.

exigência de garantia bancária.

Para todas as operações, o prazo

constitutivo de sinistro é definido

caso a caso.

Uganda

C Caso a caso, numa base muito

restritiva.

M/L Fora de cobertura.

Uruguai

C Carta de crédito irrevogável

(decisão casuística).

M/L Não definida.

Venezuela

C Clientes públicos: aberta caso

a caso com eventual exigência

de garantia de transferência ou

soberana. Clientes privados: aberta

caso a caso com eventual exigência

de carta de crédito irrevogável e/ou

garantia de transferência.

M/L Aberta caso a caso com exigência

de garantia soberana.

Zâmbia

C Caso a caso, numa base muito

restritiva.

M/L Fora de cobertura.

Zimbabwe

C Caso a caso, numa base muito

restritiva.

M/L Fora de cobertura.

Advertência:

A lista e as políticas de cobertura são

indicativas e podem ser alteradas

sempre que se justifique. Os países

que constam da lista são os mais

representativos em termos de consultas

e responsabilidades assumidas. Todas

as operações são objecto de análise e

decisão específicas.

Legenda:

C Curto Prazo

M/L Médio / Longo Prazo

T Todos os Prazos

* Mercado prioritário.

COSEC

Companhia de Seguro

de Créditos. S. A.

Direcção Internacional

Avenida da República. 58

1069-057 Lisboa

Tel.: +351 217 913 832

Fax: +351 217 913 839

internacional@cosec.pt

www.cosec.pt

Portugalglobal // Julho 13 // 51


TABELA CLASSIFICATIVA DE PAÍSES

COSEC

Tabela classificativa de países

Para efeitos de Seguro de Crédito à exportação

A Portugalglobal e a COSEC apresentam-lhe uma Tabela Classificativa

de Países com a graduação dos mercados em função

do seu risco de crédito. ou seja. consoante a probabilidade de

cumprimento das suas obrigações externas. a curto. a médio e

a longo prazos. Existem sete grupos de risco (de 1 a 7). corres-

pondendo o grupo 1 à menor probabilidade de incumprimento

e o grupo 7 à maior.

As categorias de risco assim definidas são a base da avaliação do

risco país. da definição das condições de cobertura e das taxas

de prémio aplicáveis.

Grupo 1 Grupo 2 Grupo 3 Grupo 4 Grupo 5 Grupo 6 Grupo 7

Hong-Kong

Singapura *

Taiwan

Arábia Saudita

Botswana

Brunei

Chile

China •

EAU a

Gibraltar

Koweit

Macau

Malásia

Oman

Trind. e Tobago

África do Sul •

Argélia

Bahamas

Barbados

Brasil •

Costa Rica

Dep/ter Austr. b

Dep/ter Din. c

Dep/ter Esp. d

Dep/ter EUA e

Dep/ter Fra. f

Dep/ter N. Z. g

Dep/ter RU h

Filipinas

Ilhas Marshall

Índia

Indonésia

Lituânia

Marrocos •

Maurícias

México •

Micronésia

Namíbia

Palau

Panamá

Peru

Qatar

Rússia

Tailândia

Uruguai

Aruba

Barein

Bulgária

Colômbia

El Salvador

Fidji

Letónia

Roménia

Tunísia •

Turquia

Angola

Azerbeijão

Cazaquistão

Croácia

Dominicana. Rep.

Gabão

Gana

Guatemala

Jordânia

Lesoto

Macedónia

Mongólia

Nigéria

Papua–Nova Guiné

Paraguai

S. Vic. e Gren.

Santa Lúcia

Vietname

Zâmbia

Albânia

Ant. e Barbuda

Arménia

Bangladesh

Belize

Benin

Bolívia

Butão

Cabo Verde

Camarões

Camboja

Comores

Congo

Dominica

Egipto

Geórgia

Honduras

Kiribati

Moçambique

Montenegro

Nauru

Quénia

Samoa Oc.

Senegal

Sérvia

Sri Lanka

Suazilândia

Tanzânia

Timor-Leste

Turquemenistão

Tuvalu

Uganda

Uzbequistão

Vanuatu

Afeganistão

Argentina

Bielorussia

Bósnia e Herzegovina

Burkina Faso

Burundi

Campuchea

Cent. Af. Rep.

Chade

Congo. Rep. Dem.

Coreia do Norte

C. do Marfim

Cuba •

Djibuti

Equador

Eritreia

Etiópia

Gâmbia

Grenada

Guiana

Guiné Equatorial

Guiné. Rep. da

Guiné-Bissau •

Haiti

Iemen

Irão •

Iraque •

Jamaica

Kosovo

Laos

Líbano

Libéria

Líbia

Madagáscar

Malawi

Maldivas

Mali

Mauritânia

Moldávia

Myanmar

Fonte: COSEC - Companhia de Seguro de Créditos. S.A.

* País pertencente ao grupo 0 da classificação risco-país da OCDE. Não é aplicável o sistema de prémios mínimos.

• Mercado de diversificação de oportunidades • Fora de cobertura • Fora de cobertura. excepto operações de relevante interesse nacional

NOTAS

a) Abu Dhabi. Dubai. Fujairah. Ras Al Khaimah. Sharjah. Um Al Quaiwain e Ajma

b) Ilhas Norfolk

c) Ilhas Faroe e Gronelândia

d) Ceuta e Melilha

e) Samoa. Guam. Marianas. Ilhas Virgens e Porto Rico

52

// Julho 13 // Portugalglobal

Nepal

Nicarágua

Níger

Paquistão

Quirguistão

Ruanda

S. Crist. e Nevis

S. Tomé e Príncipe •

Salomão

Seicheles

Serra Leoa

Síria

Somália

Sudão

Sudão do Sul

Suriname

Tadzequistão

Togo

Tonga

Ucrânia

Venezuela

Zimbabué

f) Guiana Francesa. Guadalupe. Martinica. Reunião. S. Pedro e Miquelon. Polinésia

Francesa. Mayotte. Nova Caledónia. Wallis e Futuna

g) Ilhas Cook e Tokelau. Ilhas Nive

h) Anguilla. Bermudas. Ilhas Virgens. Cayman. Falkland. Pitcairn. Monserrat. Sta.

Helena. Ascensão. Tristão da Cunha. Turks e Caicos


INVESTIMENTO

e COMÉRCIO EXTERNO

>PRINCIPAIS DADOS DE INVESTIMENTO (IDE E IDPE). EXPORTAÇÕES E IMPORTAÇÕES.

INVESTIMENTO DIRECTO COM O EXTERIOR

INVESTIMENTO DIRECTO

DO EXTERIOR EM PORTUGAL

2012

tvh

2012/11

2012

Jan/Maio

2013

Jan/Maio

tvh 13/12

Jan/Maio

tvh 13/12

Maio/Maio

tvc 13/13

Maio/Abr

IDE bruto 39.257 -8,9% 17.717 10.989 -38,0% -68,5% 7,0%

IDE desinvestimento 32.318 -7,8% 12.893 10.342 -19,8% -40,4% 14,1%

IDE líquido 6.939 -13,5% 4.824 647 -86,6% -98,6% -72,0%

IDE Intra UE 35.684 -8,3% 16.238 10.120 -37,7% -68,6% 7,3%

IDE Extra UE 3.573 -14,6% 1.479 869 -41,2% -65,2% 1,2%

Unidade: Milhões de euros

IDE Intra UE 90,9% -- 91,7% 92,1% -- -- --

IDE Extra UE 9,1% -- 8,3% 7,9% -- -- --

% Total IDE bruto

IDE bruto - Origem 2013 (Jan/Mai) % Total tvh 13/12 IDE bruto - Sector 2013 (Jan/Mai) % Total tvh 13/12

Espanha 22,9% -17,0% Comércio 38,2% -27,6%

França 18,5% -24,2% Ind. Transformadora 26,3% -7,2%

Reino Unido 16,0% -39,0% Act. Financeiras e de Seguros 18,2% -35,6%

Alemanha 13,2% 22,1% Act. Informação e Comunicação 4,1% -61,5%

Países Baixos 8,8% -35,9% Electricidade, Gás, Água 3,5% -87,4%

INVESTIMENTO DIRECTO

DE PORTUGAL NO EXTERIOR

2012

tvh

2012/11

2012

Jan/Maio

2013

Jan/Maio

tvh 13/12

Jan/Maio

tvh 13/12

Maio/Maio

IDPE bruto - Destinos 2013 (Jan/Mai) % Total tvh 13/12 IDPE bruto - Sector 2013 (Jan/Mai) % Total tvh 13/12

Países Baixos 56,5% -58,1% Act. Financeiras e de Seguros 75,1% -54,1%

Espanha 11,5% -49,5% Comércio 7,4% 27,9%

Alemanha 5,2% 923,2% Ind. Transformadoras 6,4% -65,5%

Brasil 5,0% -71,7% Construção 4,1% -57,2%

Angola 2,9% -37,2% Act. Consultoria e Técnicas 2,4% -75,7%

2010 2011 2012 2012 Mar 2013 Mar tvh 13/12

Stock IDE 83.585 86.428 88.799 84.667 90.008 6,3%

tvc 13/13

Maio/Abr

IDPE bruto 8.989 -54,0% 5.071 2.397 -52,7% -71,1% -39,5%

IDPE desinvestimento 7.498 -15,2% 2.565 1.649 -35,7% 9,5% -8,8%

IDPE líquido 1.490 -86,1% 2.506 749 -70,1% -104,9% -128,0%

IDPE Intra UE 7.304 -56,4% 4.190 2.008 -52,1% -74,7% -43,9%

IDPE Extra UE 1.685 -39,6% 882 389 -55,9% -20,5% -5,9%

Unidade: Milhões de euros

IDPE Intra UE 81,3% -- 82,6% 83,8% -- -- --

IDPE Extra UE 18,7% -- 17,4% 16,2% -- -- --

% Total IDPE bruto

Stock IDPE 49.942 55.823 54.010 54.563 54.720 0,3%

Unidade: Milhões de euros Fonte: Banco de Portugal

ESTATÍSTICAS

Portugalglobal // Julho 13 // 53


ESTATÍSTICAS

COMÉRCIO INTERNACIONAL

BENS (Exportação) 2012

54 // Julho 13 // Portugalglobal

tvh

2012/11

2012

Jan/Maio

2013

Jan/Maio

tvh 13/12

Jan/Maio

tvh 13/12

Maio/Maio

tvc 13/13

Maio/Abr

Exportações bens 45.324 5,8% 19.141 19.932 4,1% 5,6% 3,5%

Exportações bens UE27 32.197 1,0% 13.796 14.109 2,3% 4,1% 3,8%

Exportações bens Extra UE27 13.127 19,8% 5.344 5.823 9,0% 9,1% 2,9%

Unidade: Milhões de euros

Exportações bens UE27 71,0% -- 72,1% 70,8% -- -- --

Exportações bens Extra UE27 29,0% -- 27,9% 29,2% -- -- --

Unidade: % do total

Exp. Bens - Clientes 2013 (Jan/Mai) % Total tvh 13/12 Exp. Bens - Var. Valor (13/12) Meur Cont. p. p.

Espanha 23,5% 7,4% Espanha 322 1,7

Alemanha 12,0% -2,3% Argélia 126 0,7

França 11,8% -0,4% Marrocos 125 0,7

Angola 5,9% 10,7% Angola 115 0,6

Reino Unido 5,3% 5,1% Países Baixos 62 0,3

EUA 4,3% 6,5% China -116 -0,6

Países Baixos 4,1% 8,2% Venezuela -59 -0,3

Exp. Bens - Produtos 2013 (Jan/Mai) % Total tvh 13/12 Exp. Bens - Var. Valor (13/12) Meur Cont. p. p.

Máquinas, Aparelhos 14,8% 3,5% Combustíveis Minerais 510 2,7

Veículos, Outro Material de Transporte 11,2% -11,2% Alimentares 135 0,7

Combustíveis Minerais 10,7% 31,4% Máquinas, Aparelhos 101 0,5

Metais Comuns 8,1% 1,9% Pastas Celulósicas, Papel 67 0,3

Plásticos, Borracha 6,9% 4,9% Veículos, Out. Mat. Transp. -281 -1,5

SERVIÇOS 2012

tvh

2012/11

2012

Jan/Maio

2013

Jan/Maio

tvh 13/12

Jan/Maio

tvh 13/12

Maio/Maio

tvc 13/13

Maio/Abr

Exportações totais de serviços 19.098 -0,3% 7.047 7.502 6,5% 13,7% 13,5%

Exportações serviços UE27 13.100 -4,3% 4.734 5.038 6,4% 11,8% 8,8%

Exportações serviços extra UE27 5.998 9,7% 2.313 2.464 6,5% 17,7% 24,3%

Unidade: Milhões de euros

Exportações serviços UE27 68,6% -- 67,2% 67,2% -- -- --

Exportações serviços extra UE27 31,4% -- 32,8% 32,8% -- -- --

Unidade: % do total


BENS (Importação) 2012

tvh

2012/11

2012

Jan/Maio

2013

Jan/Maio

tvh 13/12

Jan/Maio

tvh 13/12

Maio/Maio

ESTATÍSTICAS

tvc 13/13

Maio/Abr

Importações bens 56.234 -5,1% 23.954 23.198 -3,2% -3,2% 0,8%

Importações bens UE27 40.402 -7,4% 17.195 16.416 -4,5% -1,2% 3,0%

Importações bens Extra UE27 15.832 1,4% 6.759 6.782 0,3% -8,0% -4,2%

Unidade: Milhões de euros

Importações bens UE27 71,8% -- 71,8% 70,8% -- --

Importações bens Extra UE27 28,2% -- 28,2% 29,2% -- --

Unidade: % do total

Imp. Bens - Fornecedores 2013 (Jan/Mai) % Total tvh 13/12 Imp. Bens - Var. Valor (13/12) Meur Cont. p. p.

Espanha 31,3% -4,7% Angola 601 2,5

Alemanha 11,5% -4,7% Rússia 191 0,8

França 6,7% 0,4% Camarões 168 0,7

Angola 5,9% 79,1% Guiné-Equatorial -187 -0,8

Itália 5,1% -4,8% Azerbaijão -233 -1,0

Países Baixos 4,7% -3,7% Brasil -303 -1,3

Reino Unido 2,8% -12,8% Espanha -358 -1,5

Imp. Bens - Produtos 2013 (Jan/Mai) % Total tvh 13/12 Imp. Bens - Var. Valor (13/12) Meur Cont. p. p.

Combustíveis Minerais 19,7% -11,2% Agrícolas 103 0,4

Máquinas, Aparelhos 14,1% -6,5% Alimentares 102 0,4

Agrícolas 11,1% 4,2% Químicos -129 -0,5

Químicos 10,9% -4,9% Máquinas, Aparelhos -228 -1,0

Veículos, Outro Mat. Transp. 8,7% -1,4% Combustíveis Minerais -575 -2,4

SERVIÇOS 2012

tvh

2012/11

2012

Jan/Maio

2013

Jan/Maio

tvh 13/12

Jan/Maio

tvh 13/12

Maio/Maio

tvc 13/13

Maio/Abr

Importações totais de serviços 10.405 -9,2% 4.354 4.360 0,1% 1,0% -1,8%

Importações serviços UE27 7.591 -5,9% 3.193 3.133 -1,9% -3,1% -4,8%

Importações serviços extra UE27 2.815 -17,1% 1.161 1.227 5,7% 12,4% 6,1%

Unidade: Milhões de euros

Importações serviços UE27 73,0% -- 73,3% 71,9% -- -- --

Importações serviços extra UE27 27,0% -- 26,7% 28,1% -- -- --

Unidade: % do total

PREVISÕES 2013 : 2014 (tvh real %) 2012

2013

1º Trim

FMI CE OCDE BdP

Min.

Finanças

INE INE Junho 13 Junho 13 Maio 12 Julho 13 Abril 12

PIB -3,2 -4,0 -2,3 : 0,6 -2,3 : 0,6 -2,7 : 0,2 -2,0 : 0,3 -2,3 : 0,6

Exportações Bens e Serviços 3,2 0,1 0,9 : 4,4 0,8 : 4,4 1,4 : 5,1 4,7 : 5,5 0,8 : 4,5

Fontes: INE/Banco de Portugal

Notas e siglas: Meur - Milhões de euros Cont. - Contributo para o crescimento das exportações p.p. - Pontos percentuais tvh - Taxa de variação homóloga

tvc - Taxa de variação em cadeia

Portugalglobal // Julho 13 // 55


REDE

EXTERNA

Ana Sofia O’Hara

EUA

aicep.s.francisco@portugalglobal.pt

Rui Boavista Marques

EUA

aicep.newyork@portugalglobal.pt

Carlos Pinto

VENEZUELA

aicep.caracas@portugalglobal.pt

Miguel Crespo

COLÔMBIA

aicep.bogota@portugalglobal.pt

56 // Julho 13 // Portugalglobal

S. Francisco

Toronto

Cidade do México

António Felner da Costa

BRASIL

aicep.rio.janeiro@portugalglobal.pt

Carlos Moura

BRASIL

aicep.s.paulo@portugalglobal.pt

Jorge Salvador

CHILE

aicep.santiago@portugalglobal.pt

Luís Sequeira

ARGENTINA

aicep.buenosaires@portugalglobal.pt

Raul Travado

CANADÁ

aicep.toronto@portugalglobal.pt

Panamá

Lima

Nova Iorque

Bogotá

Caracas

Santiago do Chile

Buenos Aires

Miguel Porfírio

HOLANDA

aicep.thehague@portugalglobal.pt

Gonçalo Homem de Mello

BÉLGICA

aicep.bruxels@portugalglobal.pt

António Silva

FRANÇA

aicep.paris@portugalglobal.pt

Miguel Fontoura

REINO UNIDO

aicep.london@portugalglobal.pt

José Nogueira Ramos

IRLANDA

aicep.dublin@portugalglobal.pt

Manuel Martinez

ESPANHA

aicep.barcelona@portugalglobal.pt

Eduardo Henriques

ESPANHA

aicep.madrid@portugalglobal.pt

Armindo Rios

CABO VERDE

aicep.praia@portugalglobal.pt

Rui Cordovil

MARROCOS

aicep.rabat@portugalglobal.pt

João Renano Henriques

ARGÉLIA

aicep.argel@portugalglobal.pt

São Paulo

Rio de Janeiro

Dublin

Londres

Praia

Paris

Madrid

Hai

Bruxelas

Milão

Barcelona

Rabat

Argel

Luís Moura

ANGOLA

aicep.luanda@portugalglobal.pt

João Cardim

ANGOLA

aicep.benguela@portugalglobal.pt

João Pedro Pereira

ÁFRICA DO SUL

aicep.pretoria@portugalglobal.pt

Fernando Carvalho

MOÇAMBIQUE

aicep.maputo@portugalglobal.pt

Oslo

Zuriqu


Tunes

Luanda

Benguela

Windhoek

Estocolmo

Gaborone

Helsínquia

Moscovo

Copenhaga

a

Berlim

Varsóvia

Praga

e Bratislava

Budapeste

Viena

Liubliana Bucareste

Tripoli

Ancara

Atenas

Pretória

Riade

Pier Franco Schiavone

ITÁLIA

aicep.milan@portugalglobal.pt

Nuno Várzea

TUNISIA

aicep.tunis@portugalglobal.pt

Pedro Macedo Leão

ALEMANHA

aicep.berlin@portugalglobal.pt

Kristiina Vaano

FINLÂNDIA

aicep.helsinki@portugalglobal.pt

Maputo

Baku

Manuel Couto Miranda

EAU

aicep.abudhabi@portugalglobal.pt

João Guerra Silva

DINAMARCA

aicep.copenhagen@portugalglobal.pt

Eduardo Souto Moura

SUÉCIA

aicep.stockholm@portugalglobal.pt

Doha

Celeste Mota

TURQUIA

aicep.ankara@portugalglobal.pt

Laurent Armaos

GRÉCIA

aicep.athens@portugalglobal.pt

Abu Dhabi

Nova Deli

Maria João Liew

MALÁSIA

aicep.kuala_lumpur@portugalglobal.pt

Maria José Rézio

RÚSSIA

aicep.moscow@portugalglobal.pt

Nuno Lima Leite

POLÓNIA

aicep.warsaw@portugalglobal.pt

Joaquim Pimpão

HUNGRIA

aicep.budapest@portugalglobal.pt

Ana Isabel Douglas

ÁUSTRIA

aicep.vienna@portugalglobal.pt

Pequim

Xangai

Guangzhou

Macau Hong Kong

Kuala Lumpur

Jacarta

Tóquio

Alexandra Ferreira Leite

CHINA

aicep.beijin@portugalglobal.pt

José Joaquim Fernandes

JAPÃO

aicep.tokyo@portugalglobal.pt

Filipe Costa

CHINA

aicep.shanghai@portugalglobal.pt

Maria João Bonifácio

CHINA

aicep.macau@portugalglobal.pt

AO SERVIÇO

DAS EMPRESAS

Portugalglobal // Julho 13 // 57


BOOKMARKS

INICIAÇÃO À EXPORTAÇÃO

PREPARE O SEU PLANO DE EXPORTAÇÃO. COMO GERIR OS RISCOS.

CHEGUE A NOVOS MERCADOS

Está a pensar em exportar? Precisa de

saber mais sobre os primeiros passos

a dar? Já pensou em vender pela Internet?

Este guia prático explica todos

os aspectos a ter em conta para que a

sua empresa se inicie da melhor forma

no negócio da exportação. O comércio

internacional não está apenas

ao alcance das grandes empresas. Os

benefícios da exportação podem ser

enormes, mas tem a certeza de que

esta actividade se adequa à sua empresa?

Iniciação à Exportação oferece

conselhos fiáveis sobre os desafios que

poderá enfrentar e é um guia para os

primeiros passos vitais, entre os quais:

decidir se deve exportar, desenvolver a

sua estratégia de exportação, pesquisar

os mercados potenciais, escolher

estratégias de entrada no mercado,

escolher agentes e distribuidores, es-

AMÉRICA

AS IDEIAS QUE CONSTRUIRAM UM PAÍS

América. Na imaginação humana evo-

ca uma terra sem fim, a oportunidade

de um novo início e de novas possibilidades.

E, no entanto, para a maioria de

nós, continua a ser um país desconhecido

e tão diferente no que toca aos

valores que o inspiram. O que anima o

seu espírito, de onde lhe vem o apego

tão grande à liberdade e como se reflectem

esses ideais na actualidade eis

o que este livro pretende apresentar e

discutir. Esta obra aborda as ideias que

forjaram o país e que fazem mover a

América moderna.

Nesta obra estão também incluídas

traduções de alguns dos documentos

fundamentais que melhor espelham os

58

// Julho 13 // Portugalglobal

tabelecer preços e orçamentos, transportar

os seus produtos, compreender

e gerir os riscos.

John Westwood é um engenheiro

que passou toda a sua vida profissional

na área de vendas e marketing de

empresas que vendem bens de produção.

Ocupou altos cargos em vendas e

marketing, e actualmente é director de

vendas e marketing para a Europa no

Tuthill Process Group. É autor dos livros

30 Minutes to Write a Marketing Plan e

How to Write a Marketing Plan.

Autor: John Westwood

Editor: Actual Editora

Nº de páginas: 190

Ano: 2013

Preço: 14,90€

princípios e valores que governam os

Estados Unidos. Por serem reflexo da

personalidade original da América, a

Declaração de Independência e a Constituição

de 1787 permitem que o leitor

faça a sua própria análise sobre o carácter

de uma realidade que, estando

tão perto de nós em matéria de cultura

popular, se mantém muito afastada em

termos de compreensão das suas raízes

e das suas motivações.

Autor: Jorge Pereira

Editor: Ed. Sílabo

Nº de páginas: 276

Ano: 2013

Preço: 17.90€


Videoconferências

AICEP Global Network

A AICEP disponibiliza um novo serviço de videoconferência para

reuniões em directo, onde quer que se encontre, com os responsáveis

da Rede Externa presentes em mais de 40 países.

Obtenha a informação essencial sobre os mercados internacionais

e esclareça as suas dúvidas sobre:

• Potenciais clientes

• Canais de distribuição

• Aspectos regulamentares

• Feiras e eventos

• Informações específicas sobre o mercado

Para mais informação e condições de utilização consulte o site:

www.portugalglobal.pt

Tudo isto,

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do seu escritório

Lisboa

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