SUMÁRIO - Secretaria da Saúde - Estado do Paraná
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<strong>SUMÁRIO</strong><br />
Matéria: A Epidemiologia <strong>do</strong>s Óbitos Materno e Infantis <strong>do</strong> <strong>Paraná</strong>:<br />
Comportamento epidemiológico<br />
SisTEMA DE INFORMAÇÃO DE AGRAVOS DE NOTIFICAÇÃO - SINAN<br />
As principais causas<br />
Critérios de evitabili<strong>da</strong>de, prevenção ou redutibili<strong>da</strong>de e responsabili<strong>da</strong>de<br />
COMENTÁRIOS, CONCLUSÕES E RECOMENDAÇÕES<br />
HISTÓRIA DOS COMITÊS DE PREVENÇÃO DA MORTALIDADE MATERNA E INFANTIL NO PARANÁ<br />
HISTÓRICO DO COMITÊ DE PREVENçÃO DA MORTALIDADE INFANTIL NO PARANÁ<br />
O PROJETO NASCER NO PARANÁ: DIREITO À VIDA<br />
SISTEMA DE INFORMAÇÕES SOBRE MORTALIDADE - SIM E SISTEMA DE INFORMAÇÕES SOBRE NASCIDOS VIVOS - SINASC 12<br />
03<br />
04<br />
05<br />
06<br />
07<br />
08<br />
09<br />
10<br />
11
02<br />
A redução <strong>da</strong> mortali<strong>da</strong>de materna e infantil é priori<strong>da</strong>de de<br />
governo <strong>do</strong> <strong>Esta<strong>do</strong></strong> <strong>do</strong> <strong>Paraná</strong>, que é também signatário <strong>do</strong>s<br />
Pactos Nacional e Estadual pela Redução <strong>da</strong> Mortali<strong>da</strong>de<br />
Materna e Neonatal. No entanto esta redução se constitui<br />
um desafio para os serviços de saúde e para a socie<strong>da</strong>de<br />
como um to<strong>do</strong>, consideran<strong>do</strong> que as taxas <strong>do</strong> esta<strong>do</strong> já se<br />
encontram em patamares intermediários a baixos,<br />
deman<strong>da</strong>n<strong>do</strong> assim ações mais complexas e direciona<strong>da</strong>s<br />
a assistência a saúde perinatal (mãe, feto e recém nasci<strong>do</strong>).<br />
Esta edição <strong>do</strong> boletim epidemiológico traz matéria sobre a<br />
Epidemiologia <strong>do</strong>s óbitos maternos e infantis, fazen<strong>do</strong> uma<br />
análise retrospectiva sobre a vigilância epidemiológica <strong>do</strong>s<br />
óbitos maternos e infantis, apontan<strong>do</strong> os resulta<strong>do</strong>s<br />
positivos alcança<strong>do</strong>s pelas equipes <strong>da</strong>s vigilâncias <strong>do</strong>s<br />
municípios, regionais e central, em colaboração com os<br />
Comitês de Prevenção <strong>da</strong> Mortali<strong>da</strong>de Materna e Infantil.<br />
Complementarmente apresenta um breve histórico <strong>da</strong><br />
implantação destes comitês que completaram em 2009,<br />
respectivamente 20 anos e 10 anos de atuação no esta<strong>do</strong><br />
<strong>do</strong> <strong>Paraná</strong>.<br />
A matéria sobre o Projeto Nascer no <strong>Paraná</strong> Direito à Vi<strong>da</strong><br />
destaca as propostas atuais <strong>da</strong> <strong>Secretaria</strong> de <strong>Saúde</strong> para<br />
enfrentamento <strong>da</strong> mortali<strong>da</strong>de materna e infantil no <strong>Paraná</strong><br />
e as ações desenvolvi<strong>da</strong>s em 2009.<br />
Você também poderá fazer a leitura online <strong>do</strong><br />
Boletim Epidemiológico pelo <strong>do</strong> site:<br />
www.saude.pr.gov.br<br />
Críticas, sugestões e matérias para o Boletim Epidemiológico, favor enviar para:<br />
sinannet@sesa.pr.gov.br ou pelo fax: (41) 3330 4569 A/C Boletim Epidemiológico<br />
SECRETARIA DE ESTADO DA SAÚDE<br />
DO ESTADO DO PARANÁ<br />
R. Piquiri, 170 - Curitiba, <strong>Paraná</strong>- CEP: 80230-140<br />
Fone: (41) 3330-4567 3330-4570<br />
Secretário de <strong>Esta<strong>do</strong></strong> <strong>da</strong> <strong>Saúde</strong><br />
Gilberto Berguio Martin<br />
Diretor Geral<br />
André Pegorer<br />
Superintendência de Vigilância em <strong>Saúde</strong> - SVS<br />
José Lúcio <strong>do</strong>s Santos<br />
Depto. de Vigilância Epidemiológica - DEVE<br />
Inês Vian<br />
Divisão de Informações Epidemiológicas - DVIEP<br />
Raul Junior Bely<br />
Divisão de Vigilância de Doenças<br />
Transmissíveis - DVVTR<br />
Nilce Deiko Kuniyoshi Haí<strong>da</strong><br />
Divisão de Vigilância de Programa<br />
de Imunizações - DVVPI<br />
Beatriz Bastos Thiel<br />
Divisão <strong>da</strong> Vigilância <strong>da</strong>s Doenças<br />
Não Transmissíveis – DVDNT<br />
Alice Eugênia Tisserrant<br />
Equipe Técnica<br />
Ayako Matono Casagrande<br />
Cléia Beatriz Garcia Lazzarotto<br />
José Luiz S. de Aben Athar<br />
Nelson Ricetti Xavier Nazareno<br />
Eliana <strong>da</strong> Silva Scucato<br />
Márcia Gil Aldenucci<br />
Angela Maron de Mello<br />
Francisco Apareci<strong>do</strong> Rita<br />
Eliane M. C. P. Maluff<br />
Assessoria de Comunicação Social<br />
Gibran Mendes<br />
Diagramação e Arte Final - N.I.I.<br />
Shannon Paterno Coutinho<br />
CTP e Impressão<br />
- - -<br />
Tiragem<br />
8.000
A EPIDEMIOLOGIA DOS ÓBITOS MATERNOS E INFANTIS NO PARANÁ<br />
Introdução<br />
O <strong>Paraná</strong> conta com um sistema formal de investigação epidemiológica <strong>do</strong>s óbitos maternos, realiza<strong>do</strong> pela Vigilância Epidemiológica <strong>do</strong>s<br />
Municípios e pelos Comitês de Prevenção <strong>da</strong> Mortali<strong>da</strong>de Materna, há duas déca<strong>da</strong>s(1990-2009) e há dez anos (1999-2009) a investigação<br />
<strong>do</strong>s óbitos infantis, realizan<strong>do</strong> a investigação de 92% <strong>do</strong>s óbitos de mulheres em i<strong>da</strong>de fértil (10 a 49 anos) e 70% <strong>do</strong>s óbitos de menores de 1<br />
ano de i<strong>da</strong>de. Esta rede colocou nosso <strong>Esta<strong>do</strong></strong> como um <strong>do</strong>s expoentes na vigilância, em nível nacional.<br />
Esta matéria tem por objetivo apresentar o comportamento <strong>da</strong> cobertura <strong>da</strong> vigilância epidemiológica <strong>do</strong>s óbitos maternos e infantis, a<br />
tendência <strong>da</strong> mortali<strong>da</strong>de materna e infantil, as principais causas destas mortes, os critérios de prevenção e redutibili<strong>da</strong>de, as taxas de<br />
cesárea e de cobertura de consulta pré-natal.<br />
Os <strong>da</strong><strong>do</strong>s foram obti<strong>do</strong>s a partir <strong>do</strong> Sistema de Informação de Mortali<strong>da</strong>de (SIM) e Sistema de Informação de Nasci<strong>do</strong>s Vivos (SINASC), e de<br />
<strong>do</strong>is sistemas informatiza<strong>do</strong>s estaduais -Sistemas de Informação de Investigação <strong>do</strong>s Óbitos Infantis(SIMI), e Sistema de Investigação de<br />
Mortali<strong>da</strong>de Materna(MORMATER).<br />
A Vigilância Epidemiológica<br />
Os óbitos de mulheres em i<strong>da</strong>de fértil (10 a 49 anos) e de crianças menores de um ano são eventos de notificação compulsória nos 399<br />
municípios e é pratica<strong>da</strong> pela Vigilância Epidemiológica municipal, regional e estadual e por meios <strong>do</strong>s Comitês de Prevenção à Mortali<strong>da</strong>de<br />
Materna e os de Mortali<strong>da</strong>de Infantil (Portaria MS/GM Nº 1119/05/06/2.008 e Resolução SESA Nº 370/2.009).<br />
Atualmente estão atuan<strong>do</strong> no <strong>Esta<strong>do</strong></strong>: um Comitê Estadual de Prevenção <strong>da</strong> Mortali<strong>da</strong>de Materna (cria<strong>do</strong> em 1989) e um Infantil (cria<strong>do</strong> em<br />
1994), 22 comitês regionais, 217 comitês municipais e 30 comitês hospitalares. A investigação dessas mortes permite corrigir a subnotificação<br />
<strong>do</strong>s óbitos maternos e <strong>da</strong>s causas <strong>do</strong>s óbitos infantis, no Sistema de Informação de Mortali<strong>da</strong>de (SIM) e obter assim um real<br />
diagnóstico <strong>da</strong> situação.<br />
No <strong>Esta<strong>do</strong></strong> foram investiga<strong>do</strong>s, no perío<strong>do</strong> de 2.003 a 2.008 , 19.716 <strong>do</strong>s 21.333 (92,4%) óbitos de mulheres em i<strong>da</strong>de fértil confirman<strong>do</strong>-se<br />
576 (2,92% <strong>do</strong>s investiga<strong>do</strong>s) óbitos maternos obstétricos (GRÁFICO 01). Quan<strong>do</strong> analisa<strong>da</strong> a taxa de investigação ano a ano, ela tem se<br />
manti<strong>da</strong> homogênea ao longo <strong>do</strong> tempo.<br />
Na investigação <strong>do</strong>s óbitos infantis, <strong>do</strong>s 13.413 óbitos infantis ocorri<strong>do</strong>s neste perío<strong>do</strong> foram investiga<strong>do</strong>s 10.194 (76,0%). A variação <strong>da</strong> taxa<br />
anual de investigação foi de 74,9 a 78,5% (GRÁFICO 02).<br />
Gráfico 1 - Histórico <strong>da</strong> Investigação <strong>da</strong> Mortali<strong>da</strong>de Materna, por<br />
triênio, no perío<strong>do</strong> de 2003 a 2008*, no <strong>Paraná</strong>.<br />
Fonte: SESA/SVS/DEVE/CEPMM<br />
76,2 75,7<br />
nº óbitos<br />
ocorri<strong>do</strong>s<br />
92,1<br />
nº óbitos<br />
investiga<strong>do</strong>s<br />
nº óbitos<br />
confirma<strong>do</strong>s<br />
Gráfico 2 - Histórico <strong>da</strong> Investigação <strong>da</strong> Mortali<strong>da</strong>de Infantil, por<br />
triênio, no perío<strong>do</strong> de 2003 a 2008, no <strong>Paraná</strong>.<br />
Fonte: SESA/SVS/DEVE/CEPMI<br />
92,7<br />
nº óbitos<br />
ocorri<strong>do</strong>s<br />
03<br />
nº óbitos<br />
investiga<strong>do</strong>s
04<br />
O Comportamento Epidemiológico<br />
Analisan<strong>do</strong> a série histórica, observamos tendência decrescente <strong>do</strong> coeficiente de mortali<strong>da</strong>de infantil, com melhora significativa <strong>do</strong>s<br />
indica<strong>do</strong>res analisa<strong>do</strong>s. O coeficiente de mortali<strong>da</strong>de infantil passou de 31,2/mil nasci<strong>do</strong>s vivos em 1992 para 13,0/mil nasci<strong>do</strong>s vivos em<br />
2.008. O mesmo ocorreu com a mortali<strong>da</strong>de neonatal com 47,30% de redução e a mortali<strong>da</strong>de infantil tardia com impacto de 71,78%<br />
(Gráfico03).<br />
Gráfico 03: Coeficiente de Mortali<strong>da</strong>de Infantil, Neonatal , Mortali<strong>da</strong>de infantil T ardia, 1992 a 2008 (*)<br />
Fonte: SESA/SVS/DEVE/SIM/SINASC/SIMI/CEPMI <strong>Paraná</strong><br />
2006, 2007, 2008, 2009 - Da<strong>do</strong>s Preliminares.<br />
(*)2009 - Da<strong>do</strong>s até 01/10<br />
58.33%<br />
47.30%<br />
71.78%<br />
No que se refere aos óbitos maternos, defini<strong>do</strong>s no CID-10 como a morte de uma mulher durante a gestação ou até 42 dias após o seu<br />
término, independentemente <strong>da</strong> duração ou localização <strong>da</strong> gravidez, em razão de qualquer causa relaciona<strong>da</strong> com ou agrava<strong>da</strong> por este<br />
esta<strong>do</strong> fisiológico ou por medi<strong>da</strong>s a ele relaciona<strong>da</strong>s, porém não devi<strong>da</strong> a causas acidentais ou incidentais, a situação <strong>do</strong> esta<strong>do</strong> está<br />
demonstra<strong>da</strong> a seguir.<br />
A Razão de Mortali<strong>da</strong>de Materna (RMM), historicamente, mostra tendência decrescente (Gráfico 04), porém com menor declínio <strong>do</strong> que o<br />
CMI. No perío<strong>do</strong> de 1990 a 2008, o indica<strong>do</strong>r variou de 90,50 (1.990) a 56,3 (2.008) mortes a ca<strong>da</strong> 100.000 NV, indican<strong>do</strong> redução de 38% se<br />
aproximan<strong>do</strong> uma taxa intermediaria em relação ao preconiza<strong>do</strong> pela OMS(20-50/100000NV).<br />
O Pacto de Redução de Mortali<strong>da</strong>de Materna tem como meta a redução destas taxas em aproxima<strong>da</strong>mente 75% até o ano de 2015, a partir <strong>da</strong><br />
referência de 1990. Para o <strong>Paraná</strong>, isto significa uma RMM de 22,6/100.000 NV.<br />
A curva de 2000 a 2007 permite evidenciar que o risco de morrer por causa relaciona<strong>da</strong> à gestação tem varia<strong>do</strong> pouco permanecen<strong>do</strong><br />
próximo a 60 por 100.000, valor que equivale, em números absolutos, a aproxima<strong>da</strong>mente 90 e 111 óbitos, respectivamente.<br />
Deve-se ressaltar que a redução <strong>da</strong> mortali<strong>da</strong>de materna e infantil é um processo lento e gra<strong>da</strong>tivo em razão <strong>do</strong> grande número de variáveis<br />
que nele interferem. Além disso, a melhora <strong>da</strong> coleta de <strong>da</strong><strong>do</strong>s com o fortalecimento <strong>da</strong>s investigações <strong>do</strong>s óbitos promove redução <strong>da</strong><br />
subnotificação e, inicialmente, aumento <strong>do</strong> número de casos, com tendência posterior à estabilização e/ou diminuição.
06<br />
Com relação às causas de morte materna (2.000 a 2.008), as chama<strong>da</strong>s obstétricas diretas, que ocorrem por complicações obstétricas na<br />
gravidez, parto e puerpério, devi<strong>da</strong>s a intervenções, omissões, tratamento incorreto ou a uma cadeia de eventos resultantes de qualquer<br />
dessas causas, representaram em média 67,8% <strong>da</strong>s mortes maternas, sen<strong>do</strong> que a Doença Hipertensiva Específica <strong>da</strong> Gestação (DHEG)<br />
soma<strong>da</strong>s às Hemorragias representaram as duas primeiras causa de morte com 32,2% <strong>da</strong>s ocorrências (Gráfico 05).<br />
Quanto às mortes maternas devi<strong>do</strong> às causas obstétricas indiretas, resultantes de <strong>do</strong>enças existentes antes <strong>da</strong> gravidez ou que se<br />
desenvolveram durante a gravidez, não devi<strong>da</strong>s a causas obstétricas diretas, mas que foram agrava<strong>da</strong>s pelos efeitos fisiológicos <strong>da</strong> gravidez,<br />
vem aumentan<strong>do</strong> gra<strong>da</strong>tivamente passan<strong>do</strong> de 23,5%(2.000-2.002) para 30,3%(2006-2008) o que corresponde a um aumento de 22,4%<br />
nesta déca<strong>da</strong> (Gráfico 05). Nos países desenvolvi<strong>do</strong>s com melhor assistência obstétrica, ocorre o pre<strong>do</strong>mínio <strong>da</strong>s causa indiretas.<br />
Complicações anestésicas<br />
Embolia obstétrica<br />
Infecção puerperal<br />
Aborto<br />
Outras obstétricas diretas<br />
DHEG<br />
Hemorragias<br />
Indetermina<strong>da</strong>s<br />
Obstétricas indiretas<br />
Gráfico 04: Número de Óbitos Maternos, Razão de Mortali<strong>da</strong>de Materna (RMM)/100.000NV<br />
e Linha de Tendência - <strong>Paraná</strong>, 1991-2008(*).<br />
Fonte: SESA/SVS/DEVE//SIM/SINASC/CEPMM. (*) preliminar<br />
Principais Causas de Óbitos Maternos<br />
Gráfico 05: Proporção de Óbitos Maternos de Mulheres de 10 a 49 Anos, Nos Principais<br />
Grupos de Causas(CIB10), Por T riênio e Biênio, <strong>Paraná</strong>, 2.000 a 2.008<br />
Obstétricas Diretas<br />
%<br />
0 10 20 30 40 50 60 70<br />
Fonte: SESA/SVS/DEVE//SIM/SINASC/CEPMM<br />
Redução 38%
As principais causas<br />
Os cinco principais grupos de causas de mortali<strong>da</strong>de infantil permaneceram os mesmos no perío<strong>do</strong> analisa<strong>do</strong> (2.000 – 2.008), embora tenha<br />
havi<strong>do</strong> com redução significativa <strong>do</strong> CMI, assim em 1º lugar, prevalece o grupo <strong>da</strong>s afecções no perío<strong>do</strong> perinatal com uma ocorrência média<br />
de 56,8% <strong>do</strong>s casos, em 2º lugar as anomalias congênitas, em torno de 20% <strong>do</strong>s óbitos e apresentan<strong>do</strong> pequena elevação nos últimos triênios<br />
e na seqüência as <strong>do</strong>enças <strong>do</strong> aparelho respiratório, <strong>do</strong>enças infecciosas e parasitárias, e as causas externas com percentuais inferiores a<br />
10% respectivamente com tendência a redução entre os triênios estu<strong>da</strong><strong>do</strong>s (Gráfico 06).<br />
Fonte: SESA/SVS/DEVE//SIM/SINASC/CEPMI.<br />
Gráfico 06: Proporção de Óbitos em Crianças Menores de Um Ano de I<strong>da</strong>de, nos<br />
Principais Grupos de Causas (CID10), Por T riênio, <strong>Paraná</strong>, 2.000 a 2.008<br />
Critérios de evitabili<strong>da</strong>de, prevenção ou redutibili<strong>da</strong>de e responsabili<strong>da</strong>de<br />
No perío<strong>do</strong> analisa<strong>do</strong>(2000-2008) foram considera<strong>do</strong>s evitáveis 71% <strong>do</strong>s óbitos infantis investiga<strong>do</strong>s (Gráfico 08), sen<strong>do</strong> 49,5% de causas<br />
relaciona<strong>da</strong>s à atenção médica, hospitalar e ambulatorial, 18,7% a fatores sociais e 18,7% a questões familiares em média. (Gráfico 07).<br />
Gráfico 07: Percentual de Óbitos Infantis e Maternos, Segun<strong>do</strong> Critérios de Evitabili<strong>da</strong>de,Por Triênio, <strong>Paraná</strong>, 2.000 a 2.008*<br />
%<br />
80<br />
70<br />
60<br />
50<br />
40<br />
30<br />
20<br />
10<br />
0<br />
Infantis Maternos<br />
Triênio 2.000 - 2.002<br />
Triênio 2.003 - 2.005<br />
Triènio 2.006 - 2.008<br />
Fonte: SESA/SVS/DEVE/SIM/SINASC/CEPMI/CEPMM<br />
07
08<br />
O mesmo comportamento é observa<strong>do</strong> na mortali<strong>da</strong>de materna, que sistematicamente, em média, 82% <strong>do</strong>s casos de mortes maternas<br />
foram considera<strong>da</strong>s evitáveis(Gráfico 08), sen<strong>do</strong> a responsabili<strong>da</strong>de/determinantes atribuí<strong>do</strong>s foram: 71% falhas na assistência médica e<br />
hospitalar, 23% dificul<strong>da</strong>des sociais e 6% recusa <strong>do</strong> paciente em seguir tratamento, em média, conforme análise <strong>do</strong>s comitês de prevenção<br />
<strong>da</strong> mortali<strong>da</strong>de infantil e materna (Gráfico 9).<br />
Gráfico 08: Percentual de Óbitos Infantis, Segun<strong>do</strong> Determinantes<br />
Causais, Por Triênio, <strong>Paraná</strong>, 2.000 a 2.008*<br />
Fonte : SESA/SVS/DEVE/SIM/SINASC/SIMI/CEPMMI<br />
<strong>Paraná</strong> (*) 2006, 2007, 2008 e 2008 – Da<strong>do</strong>s preliminares.<br />
As taxas de cesarianas, incluin<strong>do</strong> os serviços públicos e priva<strong>do</strong>s, segun<strong>do</strong> <strong>da</strong><strong>do</strong>s <strong>do</strong> SINASC – Sistema de Informação de Nasci<strong>do</strong>s Vivos,<br />
têm varia<strong>do</strong> de 52% (2.006) a 55,2% (2.008), taxas muito eleva<strong>da</strong>s, se considera<strong>do</strong>s os parâmetros de 15% de cesáreas defini<strong>do</strong>s pela OMS<br />
como ideal; e o percentual de pré-natal com 7 ou mais consultas aumentou de 74, 7% em 2.006 para 77,9% em 2008, indican<strong>do</strong> pequeno<br />
aumento.<br />
Comentários, conclusões e recomen<strong>da</strong>ções:<br />
Os resulta<strong>do</strong>s mostram que o processo de investigação <strong>do</strong>s óbitos maternos (92,4%) e infantis (76,0%) tem se manti<strong>do</strong> acima <strong>do</strong>s níveis<br />
pactua<strong>do</strong>s (90% e 60% respectivamente).<br />
As informações epidemiológicas obti<strong>da</strong>s por meio <strong>da</strong> investigação são seguras para embasar a toma<strong>da</strong> de decisão nas políticas e<br />
programas para reduzir a mortali<strong>da</strong>de materno e infantil.<br />
Observa-se significativa redução <strong>da</strong> mortali<strong>da</strong>de infantil e uma relativa que<strong>da</strong> <strong>da</strong> mortali<strong>da</strong>de materna.<br />
Gráfico 09: Percentual de Óbitos Maternos, Segun<strong>do</strong><br />
Responsabili<strong>da</strong>de, Por T riênio, <strong>Paraná</strong>, 2.000 a 2.008*<br />
Fonte: SESA/DEVE/CEPMM (*) PRELIMINAR 2006-2008<br />
As informações obti<strong>da</strong>s pela <strong>da</strong> vigilância epidemiológica <strong>do</strong>s óbitos maternos e infantis têm possibilita<strong>do</strong> identificar as causas, os fatores<br />
determinantes, avaliar a efetivi<strong>da</strong>de <strong>da</strong> ação, orientar e avaliar as medi<strong>da</strong>s de intervenção, orientar na toma<strong>da</strong> de decisões à saúde <strong>da</strong><br />
mulher e <strong>da</strong> criança, subsidiar o planejamento de ações e de políticas públicas de saúde materno-infantil.<br />
Os fatores que determinam as mortes permanecem os mesmos ao longo <strong>do</strong> perío<strong>do</strong> analisa<strong>do</strong>, especialmente a falhas na assistência<br />
médica, hospitalar e ambulatorial. As fragili<strong>da</strong>des sempre se relacionam com a quali<strong>da</strong>de <strong>da</strong> atenção que envolve o atendimento <strong>do</strong> prénatal,<br />
ao parto e ao puerpério de mo<strong>do</strong> especial as que dizem respeito ao atendimento ambulatorial e hospitalar, a quali<strong>da</strong>de na atenção e<br />
<strong>do</strong>s profissionais de saúde (quali<strong>da</strong>de <strong>do</strong> pré-natal, <strong>do</strong> parto, atendimento as emergências obstétricas e altas taxas de cesáreas).<br />
Os resulta<strong>do</strong>s positivos obti<strong>do</strong>s ao longo <strong>do</strong> perío<strong>do</strong> analisa<strong>do</strong> decorrem <strong>do</strong> trabalho integra<strong>do</strong> entre as equipes técnicas multidisciplinares e<br />
interinstitucionais <strong>da</strong>s secretarias de saúde (estadual e municipais) e <strong>do</strong>s comitês municipais, regionais e <strong>do</strong> nível central.<br />
É preciso continuar, aprimoran<strong>do</strong> as ações de acompanhamento e controle <strong>da</strong>s gestantes e recém-nasci<strong>do</strong>s, atenção de planejamento<br />
familiar, pré-natal, parto e puerpério; acompanhamento <strong>da</strong> mãe e <strong>da</strong> criança após o nascimento; a rede de serviços de saúde, ambulatorial e<br />
hospitalar, incorporan<strong>do</strong> práticas de humanização e a capacitação permanente <strong>do</strong>s profissionais envolvi<strong>do</strong>s na atenção obstétrica e<br />
neonatal.
Assim como é necessário fortalecer os trabalhos de investigação de ca<strong>da</strong> óbito, no seu local de ocorrência utilizan<strong>do</strong> as informações, para<br />
identificar os fatores determinantes e assim a<strong>do</strong>tar as medi<strong>da</strong>s corretas em ca<strong>da</strong> caso, consideran<strong>do</strong> as circunstâncias e o nível de<br />
complexi<strong>da</strong>de <strong>da</strong> atenção envolvi<strong>da</strong>, com a participação ativa <strong>da</strong>s equipes de saúde, instituições e comuni<strong>da</strong>de.<br />
HISTÓRIA DOS COMITÊS DE PREVENÇÃO DA MORTALIDADE MATERNA E INFANTIL NO PARANÁ<br />
Conforme define o Ministério <strong>da</strong> <strong>Saúde</strong>, os Comitês de Prevenção <strong>da</strong> Mortali<strong>da</strong>de MATERNA e INFANTIL são organismos de natureza<br />
interinstitucional, multiprofissional e confidencial que visam identificar to<strong>do</strong>s os óbitos maternos e infantis para apontar medi<strong>da</strong>s de<br />
intervenção para sua redução na sua região de abrangência, constituin<strong>do</strong> importante instrumento de controle social.<br />
O Comitê Estadual de Prevenção <strong>da</strong> Mortali<strong>da</strong>de Materna <strong>do</strong> <strong>Esta<strong>do</strong></strong> <strong>do</strong> <strong>Paraná</strong> completaram 20 e 10 anos de atuação ininterrupta no ano de<br />
2009.<br />
A defesa <strong>da</strong> Materni<strong>da</strong>de Segura para as mulheres paranaenses bem como a prevenção e a vigilância <strong>da</strong>s mortes maternas e infantis, e a<br />
investigação sistemática <strong>do</strong>s óbitos de mulheres em i<strong>da</strong>de fértil e <strong>do</strong>s óbitos infantis, fez com que o trabalho desenvolvi<strong>do</strong> durante estes anos,<br />
sempre em parceria com a <strong>Secretaria</strong> Estadual <strong>da</strong> <strong>Saúde</strong>, seja vislumbra<strong>do</strong> de forma privilegia<strong>da</strong> no cenário nacional.<br />
As parcerias efetiva<strong>da</strong>s ao longo <strong>do</strong>s anos entre os gestores federais, estaduais e municipais de saúde, Instituições de Ensino Superior,<br />
Socie<strong>da</strong>des Científicas e Socie<strong>da</strong>de Civil Organiza<strong>da</strong>, possibilitou a construção de conhecimento que nos permite analisar os fatores<br />
determinantes <strong>da</strong>s mortes maternas e infantis ocorri<strong>da</strong>s no esta<strong>do</strong>, sua evitabili<strong>da</strong>de, bem como propor estratégias para a melhoria <strong>da</strong>s<br />
condições de saúde <strong>da</strong> população de mulheres e <strong>da</strong>s crianças, protegen<strong>do</strong>-as <strong>da</strong> morte precoce.<br />
Atualmente nosso esta<strong>do</strong> conta com 22 comitês regionais, 217 municipais e 30 hospitalares materno infantis.<br />
HISTÓRICO DO COMITÊ DE PREVENÃO DA MORTALIDADE MATERNA NO PARANÁ<br />
Com o apoio e incentivo <strong>do</strong> Ministério <strong>da</strong> <strong>Saúde</strong>, em 1988 realizou-se o “I Seminário Estadual sobre Mortali<strong>da</strong>de Materna no <strong>Esta<strong>do</strong></strong> <strong>do</strong><br />
<strong>Paraná</strong>”, por iniciativa de Luiz Fernan<strong>do</strong> Caja<strong>do</strong> de Oliveira Braga, sen<strong>do</strong> aprova<strong>da</strong> a implantação <strong>do</strong>s Comitês de Prevenção <strong>da</strong> Mortali<strong>da</strong>de<br />
Materna no <strong>Paraná</strong> (CEPMM).<br />
Os Comitês no <strong>Paraná</strong> foram então instala<strong>do</strong>s nas 22 regionais de saúde em 1989, e oficializa<strong>do</strong>s em 1995, por força <strong>da</strong> portaria 71/95<br />
assina<strong>da</strong> pelo Secretário de <strong>Esta<strong>do</strong></strong> <strong>da</strong> <strong>Saúde</strong> e publica<strong>da</strong> em diário oficial, bem como seu Regimento Interno, o qual foi atualiza<strong>do</strong> em 2001.<br />
O CEPMM desenvolve ativi<strong>da</strong>des específicas de acor<strong>do</strong> com as funções/finali<strong>da</strong>des defini<strong>da</strong>s pelo Ministério <strong>da</strong> <strong>Saúde</strong> dentre elas: vigilância<br />
epidemiológica (investigação), educação/informação, divulgação/mobilização, normativa e assessoria, defini<strong>do</strong>s em programação anual e<br />
bianual.<br />
Para garantir a identificação <strong>do</strong>s óbitos foi institucionaliza<strong>da</strong> a investigação <strong>do</strong> óbito materno, nos 399 municípios <strong>do</strong> esta<strong>do</strong>, independente <strong>da</strong><br />
criação <strong>do</strong>s comitês, através de Resolução Estadual e posteriormente valen<strong>do</strong>-se também <strong>da</strong>s Resoluções 256, de 01/10/97 e 1399/99, <strong>do</strong><br />
Ministério <strong>da</strong> <strong>Saúde</strong>.<br />
Utilizan<strong>do</strong>-se a meto<strong>do</strong>logia RAMOS – Reproductive Age Mortality Survey – que investiga os óbitos <strong>da</strong>s mulheres em i<strong>da</strong>de fértil, buscan<strong>do</strong><br />
identificar os óbitos maternos suas causas e determinantes. São investiga<strong>do</strong>s anualmente em cerca de 90% <strong>do</strong> total de óbitos de mulheres<br />
em i<strong>da</strong>de fértil, identifican<strong>do</strong> os óbitos maternos. A investigação é realiza<strong>da</strong> pelas equipes <strong>da</strong>s vigilâncias epidemiológica municipais, através<br />
de pesquisa nos prontuários ambulatoriais e hospitalares, e entrevista com os profissionais que atenderam a cliente, e familiares. Após a<br />
investigação, encaminham aos Comitês Regionais o mapa de óbitos de mulheres em i<strong>da</strong>de fértil, acompanha<strong>do</strong>s <strong>da</strong>s fichas de investigação<br />
confidencial de óbitos maternos confirma<strong>do</strong>s, se houver, e estes ao CEPMM-PR.<br />
Foram cria<strong>da</strong>s em 1990 as ‘fichas de investigação de óbito de mulher em i<strong>da</strong>de fértil’ - IOMIF e a ficha de ‘investigação confidencial de morte<br />
materna’ - ICMM, atualmente na sua terceira versão. Em 1993 a ficha de investigação foi informatiza<strong>da</strong>, crian<strong>do</strong>-se um banco de <strong>da</strong><strong>do</strong>s no<br />
programa Epi-Info; em 2004 passou-se a utilizar o programa Access, crian<strong>do</strong>-se novo banco de <strong>da</strong><strong>do</strong>s denomina<strong>do</strong> MORMATER. Com os<br />
resulta<strong>do</strong>s <strong>da</strong>s investigações e após análise de ca<strong>da</strong> caso, desde 1990 é realiza<strong>da</strong> a correção <strong>do</strong> SIM – Sistema de Informações em<br />
Mortali<strong>da</strong>de.<br />
Os relatórios e Estu<strong>do</strong>s de Caso, elabora<strong>do</strong>s pelos Comitês com recomen<strong>da</strong>ções detalha<strong>da</strong>s para redução <strong>do</strong>s óbitos maternos, são<br />
amplamente divulga<strong>do</strong>s no <strong>Esta<strong>do</strong></strong>, e especialmente os gestores de saúde.<br />
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HISTÓRICO DO COMITÊ DE PREVENÇÃO DA MORTALIDADE INFANTIL NO PARANÁ<br />
A implantação <strong>do</strong> Comitê Estadual de Prevenção <strong>da</strong> Mortali<strong>da</strong>de Infantil (CEPMI) no <strong>Paraná</strong> teve início em 1994, com a nomeação de<br />
seus membros por meio <strong>da</strong> Resolução nº 134/94. Anteceden<strong>do</strong> a nomeação <strong>do</strong>s membros ocorreu a elaboração <strong>do</strong> primeiro regimento<br />
interno. Sua formalização, no entanto, só ocorreria em 1999, por meio <strong>da</strong> Resolução Estadual nº 0262/98 de 13 de março de 1998, após<br />
uma reorganização <strong>do</strong> regimento interno ocorri<strong>da</strong> em 1997.<br />
Em 1998, foi realiza<strong>do</strong> o I Treinamento de Multiplica<strong>do</strong>res para Investigação <strong>do</strong>s Óbitos Infantis e Organização <strong>do</strong>s Comitês Regionais.<br />
Em 1999foi cria<strong>da</strong> a resolução de nº 0229/99, a qual tinha como intuito, determinar que hospitais e materni<strong>da</strong>des disponibilizassem<br />
cópias <strong>do</strong>s prontuários aos serviços de epidemiologia <strong>da</strong>s secretarias municipais de saúde.<br />
Em 2000, foi realiza<strong>do</strong> o I Encontro <strong>do</strong>s Comitês de Prevenção <strong>da</strong> Mortali<strong>da</strong>de Infantil <strong>do</strong> <strong>Paraná</strong>, no qual foram apresenta<strong>da</strong>s as<br />
investigações realiza<strong>da</strong>s em 1999 e identifica<strong>da</strong>s as dificul<strong>da</strong>des no primeiro ano de atuação <strong>do</strong>s comitês. Nesse mesmo ano foi<br />
desenvolvi<strong>do</strong> o programa informatiza<strong>do</strong> para digitação <strong>da</strong>s análises <strong>do</strong>s óbitos infantis denomina<strong>do</strong> Sistema de Investigação <strong>da</strong><br />
Mortali<strong>da</strong>de Infantil (SIMI), que permitiu agilizar a obtenção <strong>do</strong>s <strong>da</strong><strong>do</strong>s <strong>da</strong> mortali<strong>da</strong>de infantil.<br />
O <strong>Paraná</strong> é um <strong>do</strong>s esta<strong>do</strong>s <strong>do</strong> país que possui Comitês de Prevenção de Mortali<strong>da</strong>de Infantil estrutura<strong>do</strong>s em to<strong>do</strong> o seu território.<br />
Desde o ano 2000 estes Comitês investigam a maioria <strong>do</strong>s óbitos infantis no esta<strong>do</strong>, melhoraran<strong>do</strong> a quali<strong>da</strong>de <strong>da</strong>s informações sobre<br />
estes óbitos.<br />
Em 2006 o SIMI foi implementa<strong>do</strong> e uma nova versão foi instala<strong>da</strong> via intranet nas 22 Regionais de <strong>Saúde</strong> e na <strong>Secretaria</strong> Estadual de<br />
<strong>Saúde</strong>. Neste mesmo ano em função <strong>da</strong> necessi<strong>da</strong>de de tornar os <strong>da</strong><strong>do</strong>s levanta<strong>do</strong>s mais fidedignos, o Comitê Estadual, em conjunto<br />
com os representantes <strong>do</strong>s Comitês Regionais, discutiram e reformularam esses instrumentos, tornan<strong>do</strong>-os mais específicos e defini<strong>do</strong>s.<br />
Atualmente os comitês infantis municipais, regionais e central investigam e analisam 75% <strong>do</strong>s óbitos infantis ocorri<strong>do</strong>s no <strong>Esta<strong>do</strong></strong>,<br />
elaboran<strong>do</strong> relatórios periódicos que vem subsidian<strong>do</strong> as políticas públicas municipais e estadual para a saúde infantil
O PROJETO NASCER NO PARANÁ: DIREITO À VIDA<br />
Nos últimos anos foram implementa<strong>da</strong>s no <strong>Esta<strong>do</strong></strong> <strong>do</strong> <strong>Paraná</strong> diversas ações para enfrentamento <strong>da</strong> mortali<strong>da</strong>de materna e infantil, dentre<br />
elas a criação <strong>da</strong>s Uni<strong>da</strong>des de Atenção Integral à <strong>Saúde</strong> <strong>da</strong> Mulher e <strong>da</strong> Criança (USAIMC), a organização <strong>da</strong>s referências para a gestação<br />
de alto risco, as Casas <strong>da</strong> Gestante e a ampliação <strong>do</strong>s leitos de UTI neonatal.<br />
No entanto, por entender que o desafio <strong>da</strong> redução <strong>da</strong> mortali<strong>da</strong>de materna implica o envolvimento de diferentes atores, em 2009 a<br />
<strong>Secretaria</strong> Estadual de <strong>Saúde</strong> , através <strong>do</strong> seu Secretário Gilberto Martin lançou o Projeto Nascer no <strong>Paraná</strong> – Direito à vi<strong>da</strong> , que tem como<br />
objetivo fortalecer as ações de atenção à gravidez, parto e puerpério, bem como as dirigi<strong>da</strong>s ao acompanhamento e assistência <strong>da</strong>s crianças<br />
no primeiro ano de vi<strong>da</strong>, definin<strong>do</strong> as seguintes ações:<br />
1.Implantar Comitês Municipais de Mobilização pela Redução <strong>da</strong> Mortali<strong>da</strong>de Materna e Infantil para ampliar o envolvimento de to<strong>do</strong>s os<br />
setores <strong>da</strong> socie<strong>da</strong>de nas ações de prevenção e assistência às gestantes e recém nasci<strong>do</strong>s, bem como o acompanhamento <strong>do</strong>s casos de<br />
óbitos para a redução <strong>da</strong> mortali<strong>da</strong>de materna e infantil no <strong>Paraná</strong>.<br />
2.Organizar um sistema de busca ativa e ca<strong>da</strong>stramento de to<strong>da</strong>s as gestantes para assegurar o atendimento precoce no pré-natal, utiliza<strong>do</strong><br />
para isto campanhas informativas e educativas, capacitação de profissionais <strong>da</strong> saúde, bem como mobilização <strong>da</strong>s diversas enti<strong>da</strong>des <strong>da</strong><br />
socie<strong>da</strong>de civil para maior acesso às gestantes.<br />
3.Garantir pré-natal a to<strong>da</strong>s as gestantes ca<strong>da</strong>stra<strong>da</strong>s para identificar gravidez de risco com o mapeamento <strong>da</strong>s uni<strong>da</strong>des que fazem o prénatal,<br />
levantamento <strong>da</strong>s necessi<strong>da</strong>des de capacitação profissional, preparação de manuais de procedimentos e atualização e formalização<br />
de protocolos necessários ao atendimento <strong>da</strong>s gestantes.<br />
4.Garantir referência pré-estabeleci<strong>da</strong> para assegurar assistência ao parto e cui<strong>da</strong><strong>do</strong>s hospitalares à gestante por meio <strong>da</strong> organização <strong>da</strong><br />
rede assistencial, além <strong>da</strong> formalização de encaminhamentos aos serviços e vinculação <strong>do</strong>s serviços de pré-natal aos hospitais e<br />
materni<strong>da</strong>des.<br />
5.Incentivar a vigilância <strong>do</strong> recém-nasci<strong>do</strong> para identificar riscos e implementar a assistência com estímulo à criação de equipes para<br />
monitoramento <strong>do</strong>s nasci<strong>do</strong>s, a implantação de protocolo de classificação de risco <strong>do</strong> recém-nasci<strong>do</strong> nos hospitais e de protocolo de<br />
acompanhamento diferencia<strong>do</strong> para recém-nasci<strong>do</strong>s egressos de UTI neonatal.<br />
6.Garantir acompanhamento <strong>da</strong> criança no primeiro ano de vi<strong>da</strong> para a redução <strong>do</strong>s índices de mortali<strong>da</strong>de por causas evitáveis, com<br />
ca<strong>da</strong>stramento <strong>da</strong>s uni<strong>da</strong>des de referência para puericultura, revisão e adequação <strong>da</strong> Caderneta <strong>da</strong> Criança, garantia de agen<strong>da</strong>mento<br />
prioritário a consultas especializa<strong>da</strong>s às crianças de risco, protocolo de atendimento e garantia de dispensação de medicamentos para<br />
agravos prevalentes no primeiro ano de vi<strong>da</strong>.<br />
Essas ações são necessariamente articula<strong>da</strong>s com as <strong>Secretaria</strong>s Municipais de <strong>Saúde</strong>, responsáveis pelo desenvolvimento <strong>da</strong>s ações <strong>da</strong><br />
atenção básica e outras, conforme pactuação intergestores.<br />
Principais realizações 2009:<br />
Lançamento estadual <strong>do</strong> projeto em fevereiro de 2009 com a participação de representantes <strong>do</strong> Ministério <strong>da</strong> <strong>Saúde</strong>, Pastoral <strong>da</strong> Criança,<br />
COSEMS, municípios, movimentos, associações, categorias e instituições governamentais e não governamentais. Os municípios presentes nos<br />
lançamentos regionais assinaram simbolicamente o Termo de Adesão ao projeto e as enti<strong>da</strong>des e movimentos assinaram o Termo de Compromisso<br />
com a mobilização pela redução <strong>da</strong> mortali<strong>da</strong>de materna e infantil.<br />
Assina<strong>da</strong> a Resolução Estadual n.º 254/2009, que regulamenta a vigilância de óbitos infantis, favorecen<strong>do</strong> a redução <strong>do</strong> prazo para a notificação<br />
<strong>do</strong>s mesmos.<br />
Lançamentos <strong>do</strong> projeto em julho de 2009 nas Regionais de <strong>Saúde</strong> de Guarapuava e Ivaiporã, Ponta Grossa e Telêmaco Borba, Londrina e<br />
Apucarana, com a participação de cerca de 1.500 pessoas.<br />
Nos eventos, além de ser apresenta<strong>do</strong> o projeto, foram realiza<strong>da</strong>s oficinas para sensibilizar, discutir e propor estratégias de aprofun<strong>da</strong>mento <strong>do</strong><br />
conhecimento sobre a situação local <strong>da</strong> mortali<strong>da</strong>de materna e infantil, como também para a formação de comitês de mobilização.<br />
Lançamento <strong>do</strong> projeto em julho de 2009 nas regionais de Maringá, Pato Branco, Jacarezinho, União <strong>da</strong> Vitória, Cascavel, Umuarama e em<br />
Curitiba.<br />
Hoje, no <strong>Paraná</strong> já existem cerca de 300 comitês municipais mobiliza<strong>do</strong>s na redução <strong>da</strong> mortali<strong>da</strong>de materno-infantil.<br />
Até dezembro de 2009, 59 Clínicas de <strong>Saúde</strong> <strong>da</strong> Mulher e <strong>da</strong> Criança já estavam funcionan<strong>do</strong> e 80 se encontram em construção. O valor total<br />
investi<strong>do</strong> entre obras e equipamentos até o final <strong>do</strong> governo será de R$ 139 milhões, sem contar o repasse mensal de R$ 8 mil para manutenção de<br />
ca<strong>da</strong> uni<strong>da</strong>de. Já a rede de UTI neonatal teve aumento de 58%. De 169 leitos em 2003, mais 99 foram disponibiliza<strong>do</strong>s, o que contribuiu para salvar a<br />
vi<strong>da</strong> de inúmeros bebês.<br />
Boletim Epidemiológico<br />
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15 12<br />
Regionais 2008 01/09 02/09 03/09 04/09 05/09 06/09 07/09 08/09 09/09 10/09 11/09 12/09 Total 2009<br />
de <strong>Saúde</strong> geral
FONTE:SESA/SVS/DEVE/DVIEP/SINAN - PR<br />
* DADOS SUJEITOS A REVISÃO<br />
(1) DOENÇA DE CREUTZ FELDT - JACOB<br />
(2) MENING. OE.: Fungos e Cisticerco<br />
( - ) DADO NUMÉRICO IGUAL A 0 (ZERO)<br />
(...) DADO NUMÉRICO NÃO DISPONIVEL