Any Magazine 07

luishun

EDIÇÃO 6

SETEMBRO 2013

Percy Jackson

The Big Bang Theory

FACEBOOK.COM/ANYMAGAZINE

O MELHOR DO ESTILO

PLATAFORMA

Rayman Legends é uma obra

prima do estilo plataforma, que

apresenta bons gráficos e ótima

jogabilidade

One Piece


PARCERIA:

APOIO:

Only Good Animes

Apenas o Melhor

anime

portfolio

GAMES &

CRÍTICAS


O conteúdo exclusivo para a revista

foi licenciado sob uma Licença

Creative Commons Atribuição-

SemDerivados 3.0 Brasil.

EDITOR CHEFE:

LUIS HUNZECHER

REDAÇÃO:

LUIS HUNZECHER

ALINE FIDENCIO

ROBERTA OLIVEIRA

DESIGN:

LUIS HUNZECHER

ALINE FIDENCIO

REVISÃO:

ROBERTA OLIVEIRA

COLABORADORES:

EVILASIO COSTA JUNIOR

(ANIME PORTFOLIO)

TASSIO BRUNO FERREIRA SILVA

(AFONTEGEEK)

RICARDO SET

(ESPAÇO GAMER)

TOMAS E DEMAIS

(CASA DO HERÓI)

CHRISTIANO

(OTAKU ANIMES)

CARLÍRIO NETO

(NETOIN)

FRANK LEMOS

(BEEK)

ALEX

(FATALITY)

EQUIPE SENPUU

(SENPUU)

SPIDEY

(THE AMAZING NERD)

GUSTAVO SOUZA LOPES

(BLOG DO GUSTA)

GUSTAVO DE PAULA

(GAMES E CRÍTICAS)

EQUIPE LOBO LIMÃO

(LOBO LIMÃO)

AMANDA

EXPLODING COMICS

ANYTHING

EDITORIAL

IMPORTADOS

A mercado brasileiro vem se tornando cada vez mais

receptivo e favoravel para produtos marcas e estilos provenientes

do exterior. Nosso país está praticando uma política onde

na tentativa de ter uma projeção no cenário internacional e

uma visibilidade maior começamos a aderir e aceitar o que é

proveniente de outros paises em maior escala.

O fato de produtos internacionais desembarcarem em

maior numero no Brasil fez com que empresas reividicassem

seus direitos autorais e taxas em cima de produtos vendidos

aqui. 25 de março que o diga, marcas “genericas” estão

se tornando mais dificieis de achar do que as originais, a

fiscalização está mais forte desde as ruas até nos portos.

A pergunta que me vem é a seguinte: até onde nossa

fiscalização consegue ir na busca por produtos pirata. O

mercado de pirataria no nosso pais é grande, muito forte se

pensarmos bem, sendo assim desmatela-lo é uma tarefa ardua

e que necessitará de muito esforço. A opnião que tenho é que

antes de forçar as pessoas a não comprarem pirata devemos

incentiva-las a comprarem o original, diminuir impostos, cortar

barreiras, tornar acessivel.

O mercado cresce com a procura, e temos potencial

de compra, só não temos a renda suficiente para tal. Nossos

governantes fecham os olhos para esse fato que com certeza

é determinante para que possamos crescer ainda mais no

mercado internacional.

Luis Hunzecher - Editor Chefe

magazine.any@gmail.com


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NE


ÍNDICE

SESSÃO DO LEITOR

TIRINHAS

CRÍTICA: PERCY JACKSON

ESPECIAL: THE BIG BANG

THEORY

TOKUSATSU: POR QUE MEUS

FILHOS VERÃO TOKUSATSU

ESPECIAL: REFERÊNCIAS ONE

PIECE

MUSHI PRODUCTIONS

STREET FIGHTER II VICTORY

FRUITS BASKET

7

9

13

17

19

23

25

31

35


DISTOPIA: FARENHEINT 451

REVIEW: RAYMAN: LEGENDS

ANALISE: TMNT

GAME OVER. EXISTE VIDA APÓS A

MORTE?

E-SPORTS

MÚSICA:KYLIE MINOGUE

MOBILE GAME

PRÉVIA

39

45

47

49

51

53

55

57


SESSÃO DO LEITOR

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LISTA DE

EDIÇÕES


EXPLODING COMICS

TIRINHAS


CRÍTICA

A VOLTA DOS

OLIMPIANOS

PERCY JACKSON VOLTA COM OS MESMOS CLICHES E

PROBLEMAS DO PRIMEIRO FILME DA SAGA.

Quando uma nova chance é dada

para um filme que não obteve o sucesso

e repercussão esperado em sua primeira

sequencia, isso só pode significar 2

coisas. ou a produtora quer dar uma

nova chance ao longa, ou ela quer

tentar lucrar o máximo possível em cima

da franquia adquirida. E nessa duvida

e incerteza que Percy Jackson mar de

monstros chega aos cinemas sem muito

alarde ou expectativa. A sequencia para

o filme de 2010 tem como seu principal

trunfo o roteiro. Marc Guggenheim

consegue dar uma qualidade boa ao

13 ANY MAGAZINE

POR LUIS HUNZECHER

roteiro do longa proporcionando assim

a experiência que se espera de um

filme que mistura mitologia grega com

realidade.

O filme conta com atuações de

atores jovens de qualidade como Logan

Lerman, que se destacou ano passado

com as vantagens de ser invisível. Porem

na pele de Percy, o ator não consegue

dar a energia que a personagem precisa,

e fica devendo assim nas cenas de ação

mostrando um pouco de desconforto na

pele do personagem.

O elenco de apoio se esforça para


conseguir seguir e dar ritmo ao filme.

O principal destaque vai para Pierce

Brosnan na pele de Chiron, o mentor

centauro de Percy.

O filme parece ter algo de bom

guardado, mas não é visto na tela todo

o potencial do longa, a oscilação entre

momentos de expectativa e momentos

monótonos fazem do filme um projeto

de um bom longa. Qualidade e esforço

não faltaram, mas não foi suficiente

para fazer de Percy Jackson e o Mar de

monstros um filme bom o suficiente para

sobreviver mais uma geração.

FICHA

DIREÇÃO

ESTRELANDO

NOTA FINAL

CINEMA

Thor Freudenthal

Logan Lerman, Alexandra

Daddario, Douglas Smith, Leven

Rambin, Brandon T. Jackson,

Anthony Head

ANY MAGAZINE 14


ESPECIAL

THE BIG BANG

THEORY

COM A CHEGADA DA SETIMA TEMPORADA DE THE BIG BANG THEORY

FIZEMOS UM APANHADO COM ALGUMAS CURIOSIDADES DA SÉRIE

Curiosidades The Big Bang

Theory

1- Quando foi criado, o seriado iria

se chamar Lenny,Penny e Kenny,

mas felizmente o nome acabou sendo

mudado para o atual. Penny se

chamariam Katie e seria uma bebada

cínica e ia trabalhar em um salão de

beleza. Para completar , Kaley Cuoco

não estava no elenco e Penny ou Katie,

seria interpretada por Amanda Walsh.

Clique aqui pra assistir o episódio piloto

cancelado. (Link : http://wp.me/

p1RmG6-z1)

2- O problema de Raj é baseado em

uma pessoa real, que foi colega de Bill

Prady, um dos produtores da série.

3- Durante dois anos Kaley Cuoco

(Penny) namorou com Johnny Galeki

(Leonard). Hoje os dois não estão mais

juntos. E atualmente se relacionou

com o ator britânico Henry Cavil por

um curto período de tempo.

17 ANY MAGAZINE

POR Carlos Eduardo Zeclhynski via The Amazing Nerd

4- Inicialmente Penny não

trabalharia como atendente na

Cheesecake Factory, mas como

ela acabou quebrando a perna, os

produtores resolveram fazer algo

para que ela sempre estivesse atrás

de algum balcão, mesa ou coisa

do gênero, assim ela não teria que

quebrar a perna no seriado também.

5- Jim Parsons não é fã de Star

Trek e quando começou no papel

se quer tinha visto. Outra coisa que

muitas pessoas não sabiam é que Jim

é gay, inclusive pediu a mão do seu

namorado em 2010.


6- Simon Helberg, que faz Howard

Wolowitz é pianista profissional, além

de produtor de TV. Kunal Nayyar, que

interpreta Rajesh Koothrappali não é

indiano e sim inglês.

7- A inspiração para os nomes

Sheldon Cooper e Leonard Hofstadter

vem de um antigo produtor de TV

chamado “Sheldon Leonard”, que

faleceu em 1997.

8- O sobrenome de Leonard é

homenagem a dois cientistas famosos:

Robert Hofstadter e Douglas Hofstadter

(pai e filho)

9- Sara Gilbert (que interpretou a

personagem Leslie Winkle), também

interpretou a namorada de Johnny

Galecki no seriado “Roseanne”.

E também interpretou com Laurie

Metcalfe, atriz que faz a mãe de

Sheldon na série.

SÉRIES

10- Os nomes dos episódios

sempre têm a ver com algo da

terminologia científica e com algo do

próprio episódio, e outra curiosidade

sobre os nomes de episódios, é que

todos os episódios das 6 temporadas

começam com a palavra “ The”, como

por exemplo The Bom Voyage Reaction

e The Fuzzy Boots Corollary.

11- Penny é a única personagem cujo

nome completo ainda não foi revelado;

12- A atriz Mayim Bialik (que

interpreta a personagem Amy Farrah

Fowler), é a única do elenco a ter, na

vida real, um PHD. Ela tem seu PHD

desde 2008, como neurocientista.

13- Sobre as camisetas de HQ’s

que Sheldon usa, cada cor representa

o estado de espírito do personagem

na cena… Sendo: vermelho = raiva,

laranja = cobiça, amarelo = medo,

verde = coragem, azul = esperança e

violeta = amor

ANY MAGAZINE 18


POR ANA CAROLINA DIAS VIA SENPUU

TOKUSATSU

POR QUE MEUS FILHOS VÃO

19 ANY MAGAZINE

ASSISTIR TOKUSATSU

Pode soar estranho, uma

pessoa com relativamente pouca

“experiência” com séries japonesas

fazer um texto com esse título,

mas, acredito que não é necessário

você decorar o nome de atores,

personagens, saber citar todas as

datas de todas as séries e ter na

cabeça a ordem dos Super Sentais

já lançados para gostar e admirar

o tokusatsu. Na verdade, isso é até

bem pedante, na minha opinião.

Como muitas pessoas, a minha

infância foi marcada pelos heróis

transmitidos pela Manchete, mas

devo confessar que as memórias são

poucas já que eu era muito pequena

e, muitas vezes, pegava carona com

meus irmãos que estavam na frente

da TV assistindo as séries. É óbvio

que a marca nostálgica ficou em mim

durante todo esse tempo, mas para

detalhes, sou uma negação!

Então, seguramente (e sem

medo) posso dizer que o meu contato

definitivo e assíduo com o tokusatsu

começou nos últimos quatro anos,

quando me tornei um membro do

Senpuu. No momento em que eu

entrei naquela sala de exibição, eu vi

que o caminho que eu poderia seguir

pra frente ainda era muito vasto e

que existia um universo muito além

do que eu recordava!

Eu respondo, portanto, o

questionamento do início. Meus filhos

com certeza assistirão tokusatsu

pelo simples fato de ser algo que

me emociona, que me traz uma

mensagem positiva e, para mim,


é isso que importa, para além de

roteiros, efeitos especiais, nomes,

datas, tenho certeza, que vai fazer o

mesmo com eles.

Longe de mim querer criar meus

filhos fora do tempo deles, espero

que eles possam estar sempre por

dentro de todas as novidades e sejam

pessoas muito mais desenvolvidas

e melhores do que eu. A ideia não

é tentar puxá-los para um mundo

que não existe, e acho que nisso o

tokusatsu tem também se adaptado

muito bem, sem deixar pra trás velhos

(e bons) conceitos.

E eu digo “meus filhos” porque

eles serão (provavelmente as únicas)

pessoas que, de alguma forma,

serão influenciadas por mim, só que

a minha vontade mesmo é que todo

mundo pudesse experimentar o que

eu experimentei e enxergar as coisas

boas dessas séries japonesas para

utilizá-las sempre!

Pra ilustrar e corroborar a minha

teoria de que as crianças podem ser

melhores por causa do tokusatsu,

vou dar alguns exemplos.

Começo por Kamen Rider Fourze,

uma série que eu adorei acompanhar!

Pra mim, é impressionante como a

série consegue passar emoção de

uma maneira, ao mesmo tempo sutil

e intensa. Sutil porque a intenção

principal é mostrar ação, mas

também é retratado o dia a dia de

adolescentes e, quer fase da vida

melhor para deixar extrapolar todas

as emoções possíveis?! É exatamente

daí que vem a intensidade, os jovens

sentem tudo de forma amplificada e

a série conseguiu passar isso pra

SÉRIES

mim de forma extrema, tanto que já

chorei pelo menos três vezes em 39

episódios.

A minha vontade é que meus

filhos sejam exatamente assim, que

expressem seus sentimentos, mas

sem serem frescos ou chorões,

deixando sair o que tá dentro do

peito, com ou sem lágrimas, com a

individualidade que cada um tem.

Além disso, eu quero que eles tenham

o espírito de jovialidade e diversão

que Fourze me passa o tempo todo!

Que possam brincar sem censuras

e acreditarem em si mesmos, assim

como o protagonista faz o tempo

todo!

Pra falar de trabalho em equipe,

eu poderia citar todos os Super

Sentais que eu já vi e, tá aí mais uma

característica que acho fantástica de

se aprender desde criança. O mais

recente que acompanhei foi Goggle

V para a gravação do Senpuucast

81, percebi que isso é super forte

na série, especialmente por trazer

crianças pra participar do processo

de luta contra as forças do mal.

Outros pontos que acho muito

importantes na educação de futuros

bons adultos são a disciplina e o

respeito mostrados na série, sempre


que aparecem situações envolvendo

pais e filhos e também pessoas mais

velhas.

Já em Changeman, o que é

mais forte para mim é a capacidade

de lidar com as perdas. Conforme

comentamos em alguns Senpuucasts,

quando eu e o Fire reassistimos a

série, ele se emocionou muito com a

cena do cavalo e o Change Pegasus.

Agora, pensem comigo: se depois de

tantos anos, o mesmo episódio foi

capaz de causar uma reação assim

na mesma pessoa, com certeza é

algo marcante. No fim, o que eu tirei

de tudo isso é que o sentai, de uma

forma tranquila, quer ensinar para os

espectadores que esse tipo de coisa

acontece e que não existe problema

em ficar triste, mas é importante ser

forte para conseguir superar.

Para finalizar a minha galeria

de exemplos, não poderia deixar de

falar de Kamen Rider W! E para falar

de W, não é possível sem citar a

parceria. E como se desenvolveu essa

parceria! Shotaro e Philip passaram

de dois caras que viraram um Rider

só, para dois amigos, companheiros

e parceiros que, no final de tudo,

não sabiam e nem conseguiam mais

ficar um sem o outro. Outras coisas

que a série me passou muito foram

emoção (exatamente no ponto em

que os personagens descobrem que

se separar não é agradável) e, claro,

a diversão!

Enfim, além desses pontos

específicos que citei, os tokusatsus em

geral sempre me dão a impressão de

conseguirem aguçar a criatividade,

imaginação, além das noções de

bondade, heroísmo, força e ajuda ao

próximo! Não tem como desejar nada

melhor pros nossos filhos e pro nosso

futuro, né!?


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POR GUSTAVO SOUZA LOPES VIA BLOG DO GUSTA

ESPECIAL

Um resumo sobre tipos de referências de outros universos usadas em One Piece

Usar referências de filmes, jogos,

pessoas, culturas entre outras fontes para

fazer um mangá ou mesmo desenhar um

personagem é uma técnica totalmente válida,

principalmente se você souber isso de forma

bem sutil ou inteligente. Essa é uma frase

que sempre repito para meus colegas de

mangá, amigos, em meu blog, pois realmente

ela vale para muita coisa. Muitos mangás

o fazem, e isso é normal. Na edição 5 fiz

um apanhado de referências usadas pelo

mestre Akira Toriyama para sua obra prima,

Dragon Ball. Hoje colocarei uma palinha do

que gerou um artigo de mais de 34 páginas

(e consequentemente um post enorme em

meu blog, o qual colocarei o link no final da

matéria) sobre One Piece.

Difícil achar um otaku comum que não

gosta de One Piece, mas por não ter gostado

do inicio da série, larguei mão. Recentemente

peguei o mangá completo (mais ou menos

até o capítulo 710) e li de uma única vez. Fiz

um estudo gigantesco sobre a obra e parte

dele foi somente sobre referências.

A primeira referência que notei foi na introdução

do personagem Usopp. Nota-se claramente a

referência mesclada de dois contos infantis:

a referência visual e alusão ao Pinocchio e a

semelhança com fábula do Menino que Mentia.

As duas fábulas falam sobre um personagem

mentiroso, tema do estereotipo inicial do

Usopp. O elemento principal do Pinocchio em

relação da mentira, o nariz, é característica

23 ANY MAGAZINE

principal física do personagem de One Piece.

A fábula do Menino que Mentia, para quem

não conhece, conta sobre um garoto que

sempre mentia sobre um lobo comendo as

ovelhas da aldeia e dava risada das pessoas

que largavam suas coisas para verificar o

suposto massacre, até que um dia um lobo

realmente apareceu, acabou com o rebanho,

deixando o garoto chorando amargamente,

vendo tudo, sem poder fazer nada, além

de ter perdido a confiança de todos. Deja

vu? A forma como o personagem Usopp é

apresentado somente muda a mentira “lobo

comendo ovelhas” por “piratas invadindo a

vila”.

Só com o Usopp encontrei dois tipos de

referência, que vão se repetir pela obra toda:

referências de IMAGEM (como Pinnochio

vs Usopp) e referências de TEMÁTICA

(história do Usopp vs Fábula do Menino

que Mentia). Oda utiliza mais um tipo de

referência: referências de NOME. Logo que

encontrei referências no Usopp, comecei a

pesquisar pelos nomes dos personagens e

acabei encontrando a primeira referência de

nome. O nome completo do personagem

Zoro, Roronoa Zoro, foi inspirado no nome

de um pirata real, François l’Olonnais. Pode


não parecer, mas por conta de alguns fonemas

não existirem no idioma japonês, o nome fica

ainda mais parecido.

É de conhecimento de todos que o autor

favorito de Oda é o mestre Toriyama. Muito

da narrativa de One Piece tem inspiração forte

em Dragon Ball, porém, assim como Toriyama,

Oda utiliza esse tipos de referências ao longo

do mangá. Não encontrei muita coisa sobre

o Luffy, Robin, Sanji e Nami, mas gostaria

de citar mais dois principais do mangá com

referências inusitadas: Frank e Brook.

Franky possui duas referências que eu

não havia notado logo de cara mas sempre

há um japa para notar em meio a minhas

pesquisas.: o cabelo e trajes de Ace Ventura

e os antebraços bizarros e queixo saliente de

Popeye. Quanto ao Popeye, acrescentando

a semelhança, ambos os personagens tem

uma fonte alimentar (coca-cola VS espinafre)

como fonte de força.

Já o Brook, um músico com aparência

de caveira possui elementos visuais inspirados

em uma grande e conhecida figura da cena

musical: Slash. A ponto de usar o estilo,

instrumento, chapéu, cabelo, só mudando o

fato que um está morto e o outro não.

Aproveitando a deixa de astros do

rock versos personagens, tem mais um que

encontrei pesquisando por ai, talvez seja a

foto que favoreceu ou realmente a inspiração

está clara: Ace versus Steve Ray Vaughan.

O estilo do rosto, chapéu e cabelo são bem

parecidos.

ANIMES

Para finalizar a matéria, não são só

personagens que foram influenciados por

referências externas, mas também lugares,

cenas e elementos do mangá. Há quem já me

disse que Oda usou isso porque no começo

estava sem ideias para fazer o mangá. Eu

acho que é totalmente o contrário, ele utiliza

justamente essas referências para nos

aproximar de seu universo e mesmo que

não seja, mesmo na última saga do mangá,

Dressrosa, temos referências como uma

cena clássica de Viagens de Gulliver versus

uma cena um tanto quanto interessante da

Nico Robin.

Em meu blog você poderá ver mais

uma cacetada de referências através do

seguinte link: http://kairasensui.wordpress.

com/2013/06/26/referencias-de-outrosuniversos-em-mangas-one-piece/

Aproveite para comentar e se achar mais

referências, não esqueça de indicar.

Acompanhe a Any Magazine e o blog do

Gusta para conhecer mais sobre estas

curiosidades do mundo dos mangás/animes.

ANY MAGAZINE 24


POR EVILASIO COSTA JUNIOR VIA ANIME PORTIFOLIO

ANÁLISE

Sobre o Estúdio

Criada em 1961 por Osamu Tezuka,

começou simples, com poucos membros,

logo se fez uma gigante. Tudo começou

quando Tezuka comprou sua mansão de

paredes brancas, em 1960 e antes mesmo

da casa ficar pronta ele construiu um

depósito onde guardou diversos materiais

própios para a produção de animações.

Desde criança Tezuka tinha o sonho

de Produzir animações. Em 1961 ele

reuniu diversos jovens animadores, que

se juntaram a ele para criar a animação

“Machi no Katasumi no Monogatari”,

nesta época a produtora tinha o nome de

provisório de Tezuka Osamu Production

Dohga-Bu (Produtora Osamu Tezuka –

Departamento de animação). A medida

25 ANY MAGAZINE

MUSHI PRODUCTION

anime

portfolio

que a equipe foi crescendo foi necessário

criar uma empresa, então surgiu de fato

a Mushi Production.

Em 1962 surgiu a idéia de fazer

algo novo, algo que ninguém antes

havia feito, produzir uma série de

animação semanal para TV, com a

popularização da TV Japonesa, a aposta

poderia gerar grandes recompensas,

e assim começou a ser produzido a

primeira versão animada de Tetsuwam

Atom, baseado no mangá homônimo

de Tezuka, um dos maiores sucessos

do mangaka. Tezuka fez uma aposta

arriscada e quase fatal, tentou produzir

Atom com um baixíssimo orçamento

e num ritmo muito alto, foram noites

e mais noites que sua equipe passou

em claro o que fez a sua mansão


eceber o título de castelo da insônia. E

em 1º de janeiro de 1963 foi ao ar o

primeiro episódio de Tetsuwam Atom, e

foi um sucesso descomunal, Atom não

só conquistou as crianças de quase todo

Japão, como se tornou um dos principais

produtos de marketing da época. Com a

venda de diversos produtos baseados em

Atom e nos demais personagens da série

a Mushi Production conseguiu bastante

lucro, o que foi um alívio para os caixas

da produtora.

Tezuka, um apaixonado por

animações experimentais, produziu

animação após animação, e logo a Mushi

Production se tornou uma das produtoras

de animação mais prestigiadas da

época, porém a produção de animação

com baixo orçamento, que era uma

jogada de Tezuka para popularizar as

animações frente os empresário donos

das TV’s Japonesas acabou se tornando

um tiro pela culatra, pois apesar do

sucesso das animações que estava

aumentando, a fraca administração da

produtora lhe rendeu diversas dívidas,

porém a produção de animações não

parou. Em paralelo com a produção de

animações para TV, a Mushi Production

ANIMES

começou a produzir loga-metragens de

animação para o cinema, conseguindo

lotar os cinemas japoneses de fãs de

animações que trouxeram mais um

bom saldo para produtora. Em 1964,

um ano após o início da exibição de

Tetsuwam Atom na TV japonesa, a

Mushi Production fechou contrato com

a NBC (A maior rede de TV Americana

da época) e Tetsuwam Atom (chamado

de Astro Boy no ocidente) começou a

ser exibido nos Estados Unidos. Essa

parceria voltaria a ser firmada no fim do

anos 60 com a exibição de Kimba, o

Leão Branco (Jungle Taitei no original)

que foi a primeira série colorida de

animação Japonesa, o que causou um

grande problema financeiro para a Mushi

Production, mas que foi de longe um

das maiores contibuições da produtora

para o mundo dos animes. Em 1972 em

meio a crises internas Tezuka se ver

obrigado a deixar sua adorada Mushi

Production, essa foi uma das maiores

tristezas de sua vida. Em 1973 a

Mushi Production declara falência e

tem fim uma das maiores produtoras

de animação do mundo. Anos depois,

Tezuka, já livre de problemas finaceiros

e com sua fama em alta, reabriu sua

produtora de animação, desta vez com

o nome Tezuka Production ( ou Tezuka

Prod.) . A Tezuka Prod. existe até

hoje.

Apesar de todos os problemas

financeiros, a equipe da Mushi Production

se tornou famosa por sua garra e seu

amor pela animação. Inspirados por

Tezuka que tinha que dividir seu tempo

ANY MAGAZINE 26


entre suas publicações de mangá e

entre a produtora, todos os membros da

produtora fizeram um trabalho que será

lembrado por muitos e muitos anos.

Opinando…

Apesar da má administração, a

Mushi Production deixou seu nome

marcado na históra da animação

Japonesa e mundial. Além de suas

produções sempre bem trabalhadas e

com enrredos de prender a atenção de

milhões de espectadores, muitas das

técnicas de animação utilizadas hoje

em dia nasceram na Mushi Production.

A primeira série semanal de animação

e o primeiro anime colorido foram obras

da Mushi Production. Apesar de um fim

indesejado, o saldo para o mundo das

animações foi muito positivo. O amor

pela animação que Tezuka possuia

contagiou todos os membros da Mushi

Production que através de seus trabalhos

emocionaram toda uma geração. Se

Tezuka é o pai da animação, A mushi

Production foi a produtora mãe.

Trabalhos da Produtora

1963 – Tetsuwam Atom e Ginga Shonen

Tai

1965 – Wonder three, Jungle Teitei e

27 ANY MAGAZINE

Shin Takarajima

1966 – Son Goku ga Hajimaruyou

1967 – Ribon no Kishi e Goku no

Daibouken

1969 – Dororo, Muumin e Senya Ichiya

Monogatari

1970 – Cleópatra

1971 – Sasurai no Tayou

1973 – Wansa-Kun

anime

porolio


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POR CARLIRIO NETO VIA NETOIN

NÁLISE

O MAIS FORTE ESTÁ AQUI

STREET FIGHTER II VICTORY

Quando se vem à mente falar

de eventos nostálgicos, os animes

desembarcaram de forma fulminante na

cabeça deste blogueiro. Mais precisamente,

em uma época na qual a televisão aberta

brasileira tinha um considerável leque de

possibilidades dentro desta questão.

Várias são as oras que destacaram

nos anos oitenta e nos anos noventa. No

último período citado, tudo teve início com

Saint Seiya, que inaugurou uma aguçada

e forte febre entre os jovens brasileiros.

Outros animes foram aparecendo nas

telinhas onde, de forma até incrível,

conseguiam atender à uma considerável

variedade de gostos pessoais ( basta citar

obras como Magic Knight Rayearth, Dragon

Quest, Sailor Moon e Shurato ).

Dentre tantos animes que se faziam

exibir, um contava uma das histórias mais

conhecidas do universo dos videogames.

Tratava-se de uma versão que era,

31 ANY MAGAZINE

precisamente, a mais próxima possível da

realidade. Neste anime, os ditos “poderes”

eram arduamente conquistados, através

de muita determinação, estudo e disciplina

corporal e espiritual.

Amigo visitante, esteja convidado à

conhecer ( ou à se recordar ) um pouco do

anime Street Fighter II Victory. Ryu, Ken,

Chun Li e companhia o aguardam com

muita vontade e força para demonstarr...

Conhecendo toda a trama...

Street Fighter II Victory faz um

convite extremamente sutil e chamativo.

Nele, o primeiro nome de peso que se

faz aparecer é o do jovem Ryu, que vive

em uma das várias ilhas do arquipélago

japonês. Junto de um familiar ele trabalha

ao ar livre, em uma floresta. Obviamente,

existia uma jovem interessada nele, que

acabou sendo uma responsável indireta

pela mudança na vida do jovem rapaz...

A vida de Ryu prosseguia na

mais perfeita normalidade, até o dia

no qual a citada jovem lhe trouxe uma

correspondência. Esta era uma carta de

seu grande amigo Ken, que vivia nos

Estados Unidos. No envelope, um curto

chamado para ir até a América do Norte,

além de uma passagem aérea e um belo

maço de Dólares.


Mesmo com as negativas iniciais,

Ryu viajou até os Estados Unidos. E o

reencontro com o Ken acabou unindo o

inesperado e o saudosismo. Filho único

de uma família muito mais do que rica,

Ken vive ao lado do bom e do melhor. E

nada melhor do que uma pequena saída

à noite para revigorar o espírito combativo

dos jovens lutadores...

O problema é que ambos, Ryu e

Ken, depararam-se com o maior de seus

adversários até então. Um coronel do

exército norte-americano de nome Guile.

Com uma bela surra inicial aplicada no

japonês e, mais tarde, mostrando ao jovem

Ken o como que se faziam as coisas na

hora da luta, os dois amigos resolveram

viajar pelo mundo, para aprimorar as suas

técnicas e conhecer pessoas fortes...

Na primeira parada, eles acabam

conhecendo uma jovem chinesa de

nome Chun Li. Ela é a filha única de um

investigador da Interpol, o Inspetor Dubal.

A jovem moça se encarrega de mostrar a

cidade para os dois viajantes, enquanto o

seu pai fica preso à uma dura rotina de

investigações...

Em meio à algumas confusões os

três jovens acabam se conhecendo cada

vez mais, partilhando experiências do

fascinante universo das lutas. Até uma ida

à Hong Kong valeu a pena para conhecer

Fei Long, o grande astro das telas. E

assim, a corrida ao encontro do mais forte

teve início. Mas...

ANIMES

Na viagem o slogan: vamos ao encontro

do mais forte!

Uma viagem que tinha, no seu

escopo, servir para aprimoramento das

técnicas de luta visando, inicialmente,

revidar as surras sofridas pelo coronel

Guile passaram à sofrer, pouco à pouco,

uma grande mudança no porque de ser

feita, além de passar à ganhar uma nova

definição ( muito mais importante do que

um revide, diga-se de passagem ).

Uma ida até a Índia fez com que os

jovens despertassem para uma verdade,

até então, desconhecida. Na busca pelo

dito correto e pela perfeita harmonia com

a natureza que os cerca, sérias provações

foram feitas aos jovens Ryu e Ken...

Após conhecerem Fei Long, Ryu

e Ken despertaram para o óbvio: que o

mundo é muito grande, sendo que sempre

deverá existir alguém mais forte do que

você. Além disso, vários eventos paralelos

acabaram marcando a vida dos jovens,

em especial, com o envolvimento direto de

uma grande organização criminosa...

Em solo espanhol, mais precisamente

na cidade de Barcelona, o trio de jovens

( Ryu, Ken e Chun Li ) estiveram mais

acerca da face da morte e do medo terrível.

Tudo intimamente ligado à um estranho

festival com direito ao show sem escrúpulos

ANY MAGAZINE 32


encabeçado pelo nativo Balrog, um usuário

de afiadas garras em seu braço direito.

Pior do que isso era o fato do Dubal

ter sido uma vítima da circunstância, do

mais puro e ledo engano. Neste contexto,

uma exímia lutadora de nome Cammy

aparece como sendo a estrela da vez no

anime. Em seu encalço está Mike Bison

que, à mandos da anteriormente citada

grande organização criminosa, busca

eliminar aqueles que se atreverem à ir

contra ela ( a organização ).

O líder de tal organização era um

ser dotado de poderes sobre-humanos

quase únicos na face da Terra. Este era

Vega, líder da organização Shadaloo, que

visava o controle total do mundo. Graças

à sua incrível força dizia-se como sendo

um novo messias, tamanha prepotência e

arrogância que exalava de sua face...

Sim, esta viagem passou à ganhar

novos cursos: sérios, audaciosos,

investigativos e, além de tudo, com um novo

e contundente propósito. Os jovens Ryu,

Ken e Chun Li passaram à experimentar

novos significados para palavras como

força, medo e aprendizado.

Na medida em que os eventos iam

afunilando-se, Street Fighter II Victory foi

colocando o seu trio de protagonistas em

uma verdadeira “roda-viva”. Não haviam

certezas. A claridade das informações

despontavam à base de certo sofrimento e

angústia onde, ao menor deslize, alguém

poderia se aproveitar da situação e sair

com o triunfo no final...

33 ANY MAGAZINE

A concentração da força...

Se você está acostumado à jogar

Street Fighter e tantos outros jogos de

luta, está mais do que à par sobre as

concentrações de energia que podem ser

lançadas contra um oponente. Em outras

palavras, se faz referência direta ao que

é comumente chamado de “magia” nestes

jogos por seus jogadores.

Em Street Fighter II Victory, podese

dizer que um dos pontos altos do

anime foi o aprendizado submetido aos

seus personagens, em especial à dupla

Ryu e Ken. Desde a ida até a Índia, os

jovens lutadores passaram à estudar-se

mais como pessoas. Conhecer os próprios

poderes passou à ser mais que uma

obsessão, pois tornou-se uma real e clara

necessidade.

Os poderes tendem à trazer consigo

certos “efeitos colaterais” e, no enredo

proposto pelo anime, tais efeitos se

traduzem na cobiça e na necessidade

crescente de se obter o poder máximo,

independente das finalidades reservadas

para o mesmo.

Ryu foi o primeiro à manifestar o

seu poder. Diferentemente do que se vê

nos jogos de luta, em Street Fighter II

Victory soltar um Hadouken exigiu mais

do que força de vontade por parte do

jovem japonês: disciplina, determinação e

concentração foram chaves determinantes

na busca de tal concretização. O mesmo

pode ser aplicado ao Ken, cuja manifestação

de poder pôde ser vista com o seu golpe

Hadou Shoryu.

Interessante notar, também, que o

anime tentou aplicar a sua história o mais

próximo possível de como seria em uma

realidade. Tanto que, para o Ryu manifestar

o Hadouken, dava-se tempo de sobra

para se fazer muita coisa. Este humilde

blogueiro se recorda de ter lido certa vez,


em uma edição da revista AnimeDo, certa

frase que resume bem isso...

Em si, o anime presenteou quem o

assistiu com uma história e desenvolvimento

mais do que decentes. Street Fighter II

Victory pode até não ter agradado à quem

não aguenta esperar para ver uma “magia”

sair, mas certamente ganhou pontos

preciosos pela sua execução e pelo modo

como os eventos foram se encaixando.

Objetivamente

O anime Street Fighter II Victory foi

exibido no Japão no ano de 1995, entre

os meses de abril e novembro. Contou

com um total de vinte e nove episódios

e mostrou que é possível fazer um ótimo

anime à partir de uma história baseada em

um jogo de luta.

No que diz respeito à sua animação,

nada deve ser contestado com veemência.

O anime faz um bom papel em seus

cenários e no molde de seus personagens,

onde o ótimo uso de cores acabou ajudando

à fazer a diferença. Na parte acústica,

nenhuma música acabou sobressaindo-se,

muito embora todas elas e os pequenos

temas tenham total concordância com o

ambiente da obra animada.

Um anime que deixou sua marca,

e remete à quem na época o assistiu (

como é o caso deste humilde blogueiro )

à muitas saudades. Street Fighter II Victory

ANIMES

não carrega consigo um troféu de melhor

anime do ano ou algo do gênero, mas

mostra que uma história simples pode,

sim, render um ótimo anime como produto

final...

Com base em tudo que foi aqui

descrito, Street Fighter II Victory é um anime

que merece ser recomendado. Assim que

lhe for possível, aproveite a oportunidade

e vá você também ao encontro do mais

forte!

ANY MAGAZINE 34


POR RONALDE SACRAMENTO VIA ONLY GOOD ANIMES

ANÁLISE

Fruits Basket é um anime de 26

episódios, produzido pelo Studio DEEN

e foi dirigido por Akitaro Daichi que foi

transmitido 5 de julho de 2001 á 27 de

dezembro de 2001 baseado no manga

shoujo escrito e ilustrado por Natsuki

Takaya, que foi publicado de Janeiro de

1999 á Novembro de 2006 pela revista

Hana to Yume da editora Hakusensha

totalizado 23 volumes encadernados.

Após sua mãe morrer em um acidente

de carro, Tohru Honda acaba indo morar

com seu avô paterno. No entanto, ele

decide ir morar com sua filha e seus

netos , mas, como a casa precisaria ser

reformada antes, ele pergunta a neta se

ela não poderia morar com uma amiga

durante a reforma. Por não querer

incomoda nenhuma de suas amigas ela

decide morar em uma barraca durante

este tempo, não contando a ninguém. Não

demora muito para que Tohru descubra

que próximo de onde acampava morar o

seu colega de classe Yuki Sohma e seus

primos, Shigure e Kyo, onde ela acaba

indo morar, depois de um deslizamento

que soterra sua barraca. Pouco tempo

depois de ir mora com a família Sohma,

35 ANY MAGAZINE

FRUITS BASKET

Tohru acaba descobrindo o segredo que

esta família tanto guardava: Existem

13 pessoas na família que possuem

a maldição de se transformarem em

animais do horóscopo chinês quando

estão muito fracos ou são abraçados

por alguém do sexo oposto. Apesar

disso, ela promete guardá-lo e tem

permissão para continuar vivendo com

eles.

A série adapta apenas parte da

história original do manga, isso poderia

se um aspecto ruim da obra, mas

ela possui um ótimo roteiro com uma


história cativante possuindo vários temas

intrigantes, tendo como principal ponto

forte o harmonioso desenvolvimento dos

personagens e a interação entre eles.

Todos seus personagens possuem

personalidades distintas, e interessantes,

tendo como principal destaque a

personagem principal e todo seu carisma.

Com relação a sua arte, a obra

possui um character designer simples,

bonito, com pequenos exageros no uso

de formas chibis como elemento de

humor, sendo bem utilizado na maioria

dos casos, mas tudo demais acaba

ficando repetitivo e chato.

A obra possui uma parte sonora bonita,

ANIMES

delicada e simples, conseguindo

agrada aos ouvidos dos mais críticos.

Tendo belas musicas de abertura e

encerramento.

Fruits Basket é uma serie divertida,

recheada de ótima e emocionante

lições e com uma das mais doces e

meigas personagens que conheço a

Tohru.

ANY MAGAZINE 36


ANY DISTOPIA

FARENHEINT 451

Any distopia vem essa semana com

um dos grandes clássicos literários distópicos.

Fahrenheit 451, publicado 6 décadas atrás,

foi quase como um oráculo prevendo o futuro

dos meios de comunicação em massa e da

alienação pelos mesmos.

Mas não vamos adiantar as coisas,

primeiro falemos sobre o autor Ray Bradbury

(quase um trava língua esse nome)um

jovem (na época) apaixonado por literatura,

ficção científica que teve a idéia de escrever

sobre um mundo distópico onde livros são

proibido. Mas não só os livros. Toda forma de

comunicação escrita (não sendo numeral) foi

extinta. O conhecimento é passado oralmente

assim dando liberdade aos responsáveis por

repassar esse conhecimento de escolher o que

querem que as pessoas aprendam. Filosofia

não é importante, história não é importante,

sociologia, literatura muito menos, as pessoas

não precisam aprender aquilo que as levará

a pensar. Porque pensar nos faz insatisfeitos.

Pensar nos faz reconhecer os problemas, as

falhas dos outros e próprias, pensar nos faz

questionar nossa origem, nossos sentimentos

entre outras coisas e isso nos faz infelizes. Ao

POR ROBERTA OLIVEIRA

Livro que surpreendeu muita gente há 6

décadas, e que hoje faz nossa cabeça doer...

invés de pensar vamos praticar esportes,

e ver Tv, e ouvir o rádio e trabalhar. Ao

invés de comunicarmos uns com outros,

nos comuniquemos com a Tv, com o

rádio e vivamos letargicamente satisfeitos

e aparentemente felizes até morrermos e

ninguém se lembre de nós, ou se importe

conosco.

O protagonista chama-se Guy

Montag, ele é um bombeiro, mas não do tipo

que apaga incêndios, e sim do tipo que os

inicia. Os bombeiros são como uma polícia

contra os livros e são parte fundamental da

sociedade porque eles exterminam essa fonte

de conhecimento perigosa que põe em risco

todos os pilares que foram construídos para

a contenção da infelicidade e insatisfação

das pessoas. Porém Montag um dia sente

uma coceira de curiosidade pelo que tem

de tão perigoso escrito nesses pequenos

objetos de papel, e rouba um livro num dos

incêndios a uma biblioteca clandestina e o

lê. No começo ele não entende mas, isso

começa a afetá-lo de pouco em pouco e a

cada novo incêndio, uma nova obra, um novo

artefato de mistérios até que ele conhece


Clarisse. Clarisse é uma jovem de 17 anos,

vizinha de Montag, uma moça considerada

meio avoada e louca que pergunta os “por

quês” ao invés dos “comos” e acaba por fazer

Montag começar a pensar. Pensar sobre a

vida, sobre sentimentos, sobre sua esposa,

sobre seu trabalho e quanto mais ele pensa,

mais ele lê, mais ele se transforma e no fim

ele entra em colapso consigo mesmo.

Mildred Montag é a esposa de Montag,

a personificação da pessoa comum na

sociedade de Fahrenheit 451. Uma mulher

que passa 24 horas conectada com a Tv

e com o rádio concha (um aparelho com

fone de ouvido com programas de aúdio a

noite toda), que toma remédios quando se

sente insatisfeita com alguma coisa, e que

dá mais importância á sua vida e família

“virtual” do que a seu esposo, sua família

“real”. Completamente alienada Mildred

acredita em tudo que a Tv lhe diz, faz tudo

que a Tv lhe manda e conversa com a Tv.

Segundo o Próprio autor, a crítica maior de

Fahrenheit 451 é a alienação pelos meios

de comunicação de massa áudio-visuais. A

Tv e o rádio. Outras artes foram extintas ou

adaptadas e abstrativadas, ou seja, não têm

significado algum e é aqui que nossa cabeça

doe.

Há 6 décadas Ray Bradbury escreveu

uma histórias na qual as pessoas ficariam

alienadas á televisão tomando tudo que ela

apresenta por verdade, não ponderando e

que sua programação seria entretenimento

e distração banal, que desviaria o foco das

pessoas do real problema e as anestesiaria

e as deixaria letárgicas, por ser um meio de

comunicação totalmente receptivo, ou seja,

de uma única via. Não há como pausar o

fluxo de informações da Tv e mais importante:

Não há como debater com ela. Cabe a quem

assiste filtrar o que é necessário e saudável

o jogar o resto fora. O problema é que uma

minoria das pessoas que tem acesso a esse

tipo de informação consegue. E a internet? A

internet é diferente em certos aspectos mas,

ANYTHING

GAMES

em outros é ainda pior. No livro, Mildred

se importa mais com sua família na Tv,

do que com Montag. Sua “vida virtual” e

“sua família virtual” estão no topo de suas

preocupações e de sua dedicação. Quantas

pessoas passam mais tempo numa rede

social, num blog, num chat, do que passam

com sua família, com seus amigos e etc?!

Pense sobre isso.

O filme

Em 1966, François Truffaut adaptou para o

cinema Fahrenheit 451. Não foi um adaptação

completamente fiel ao livro (porque afinal é

adaptado) mas, tiveram pontos que Truffaut

destacou e trabalhou muito bem como a

total extinção da linguagem escrita exceto

por algarismos numéricos. Os créditos

iniciais do filme não são escritos mas, lidos

por um narrador enquanto são mostrados

takes de antenas de transmissão televisiva.

Um pequeno detalhe genial que já nos

mostra o tom de Fahrenheit 451. A atriz

Julie Christie interpreta duas personagens

no filme: Linda Montag (que seria Mildred

Montag no livro, esposa de Guy Montag) e

Clarisse McClellan (a garota que questiona

Montag, que no filme é uma professora

primária que não se adéqua aos padrões

exigidos dos educadores pelo fato de as

crianças “se divertirem” em suas aulas).


Na minha opinião, Truffaut quis mostrar na

similaridade o quão extremamente diferentes

eram Linda e Clarisse e o que cada uma

delas representava para Montag. No livro,

percebe-se bem o sentimento que Montag

tem por Clarisse e o que ele tem por Mildred,

por uma o desprezo e pela outra, admiração.

Pra quem ler o livro aconselho a assistir o

filme. Não quero dar spoilers nesse texto por

isso deixei algumas partes do Livro/filme sem

comentários, pois esse é um daqueles “não

morra antes de ler” livros, entende?

Extinção da escrita é?! Sei não viu...

Apesar de eu ter achado Fahrenheit 451

uma obra fantástica em todas suas mídias eu

não acredito que um dia sua realidade possa

se concretizar. Acredito em seus paralelos

com nossa realidade e com a proximidade

das previsões de Bradbury, porém não

totalmente. Me entenda, existem relativos

que são verossímeis e outros que não. A

escrita é uma forma de comunicação milenar,

que se desenvolveu demais e tem cada vez

mais ficado globalizada e uniformizada porém

não é para nós acreditável sua extinção.

Até porque a internet nos últimos anos tem

comandado (e comandará nos próximos)

essa parte de comunicação e por mais que

na internet o áudio-visual é difundido, não

deixamos de ler. O Blog é um exemplo claro

disso. Uma forma de instigar as pessoas

a lerem mais, interpretarem e discutir ou

argumentar contra e a favor da opinião e dos

41 ANY MAGAZINE

fatos apresentados. Livros estão cada vez

mais populares (apesar de alguns serem de

qualidade duvidosa) e apesar de a literatura

também

estar sendo difundida virtualmente

(os e-reader estão cada vez mais

famosos) os próprios leitores alegam que

nunca abandonaram os físicos (e-reader

não tem cheirinho de tinta e papel). Por

esses motivos eu não acredito que um dia

Fahrenheit é um espelho do futuro, mas

isso não é demérito da obra e não há faz

ser pior do que é. Por fim recomendo a

todos lerem, assistirem (apesar de ser um

pouquinho chato para essa geração) vale a

pena conferir e pensar no que Ray Bradbury

nos tem a dizer.

Curiosidade

O título da obra faz referência á temperatura

em que o papel de livro queima, porém a

galera da comunidade científica já desmentiu

a afirmação. Não é á temperatura de 451

graus Fahrenheit que o papel queima mas,

e daí?! Continua um puta título marcante...


ANYTHING

ANY MAGAZINE 18


REVIEW

Mesmo que a série Rayman tenha 18

anos, é bom ver que a ubisoft ainda consegue

nos surpreender com sua imaginação e

criatividade.

Repleto de cor e cheia de novas ideias

, Rayman Legends consegue de alguma

forma melhorar o trabalho do já excelente

Rayman Origins em todos os sentidos

imagináveis .

Rayman Legends começa em uma

velha barraca de mofo no fundo de uma

floresta encantada , onde Rayman e seus

amigos interagem com pinturas que os levam

para mundos e jornadas diferentes através

de ruinas, embaixo da agua, entre alimentos

gigantes, etc.

É uma viagem deslumbrante com

um estilo colorido arte que não só traz os

acontecimentos e personagens do primeiro

plano para a vida , mas injeta uma quantidade

de vida ao background do cenário

Cada um dos temas do mundo são

tão diversos e únicos como os níveis dentro

, e, graças a muito melhor estrutura não-

linear do jogo, você pode enfrentá-los em

quase qualquer ordem que você queira.

De esqueletos dançantes, sapos

espiões, luchadores, dragões, em fim, você

nunca sabe o que esperar do próximo nível,

o que torna a jogatina interessante.

Em um nível , os jogadores devem

usar habilidades de plataformas de Rayman

para evitar ser esmagado até a morte por

uma estrutura que está afundando em areia

movediça , enquanto a outra fase no mesmo

mundo vê o nosso herói atirar o seu caminho

através de um exército de dragões.

Embora possa parecer que estamos

afirmando o óbvio , dizendo que não há dois

níveis são os mesmos , é a forma como

cada nova etapa acrescenta algo apenas

um pouco diferente que o torna único em

Rayman Legends .

Quer se trate de uma mudança

estrutural , uma torção jogo, ou até mesmo

uma das etapas ocultas que introduzem

elementos de quebra-cabeça , algo único

nunca está longe.

Pegue os novos níveis de Murphy ,

por exemplo. Inicialmente projetado para

tirar vantagem do Wii U GamePad , os níveis

de Murphy adicionar muitos obstáculos e

enigmas que só podem ser apagadas com

a ajuda da amiguinha destemido de Rayman

. Sem o apoio touchscreen GamePad

, os utilizadores da PS3 e Xbox 360 deve

executar pressiona o botão para cortar


cordas, comer caminhos através de bolos

e mover escudos para proteger Rayman de

bolas de fogo.

Não é tão intuitivo como o seu

homólogo touchscreen , mas acrescenta

um desafio saboroso, essencialmente,

colocando os jogadores no controle de dois

personagens ao mesmo tempo.

Ele funciona surpreendentemente bem

no single-player, mas pode fazer sessões

multijogador extremamente caótica , se não

houver um jogador designado no controle

de Murphy. Este problema tem sido evitado

, no entanto, omitindo multiplayer online

completamente.

Enquanto nós concordamos que

Rayman Legends funciona melhor como um

jogo co -op local, a opção de levá-lo on-line

teria sido bom , especialmente com mix do

jogo dos níveis de cooperação e de líderes

competitivos.

Em última análise, no entanto, é fácil

perdoar a omissão de multiplayer online ,

quando você está se divertindo muito com o

modo single-player.

As fases musicais que encerram cada

nível são a cereja do bolo no modo História.

A qualidade e apreço que as fases foram

GAMES

feitas fazem com que não desejemos sair

do mundo de Rayman.

Pulando e socando o seu caminho

através de “ Eye of the Tiger “ e “ Black

Betty “ é uma maneira muito divertida de

terminar cada mundo, embora , e talvez nós

estamos sendo ganancioso, que gostaria

que houvesse mais do que um punhado de

fases musicais.

Ainda assim, uma coisa que você não

pode dizer sobre Rayman Legends é que

é curto em conteúdo. os bônus e os extras

fazem do game um jogo para se deleitar por

muito e muito tempo.

Primeiro de tudo , há o multiplayer excelente

mini- game ‘ Kung foot”- um futebol com

chutes e socos, além disso tem os desafios

para liberar personagens e etc.

Esbanjando qualidade e repleto de

conteúdo, Rayman Legends justifica o seu

lugar entre a elite plataformas, e prova que ,

mesmo depois de todo esse tempo , o mais

antigo mascote da Ubisoft ainda está cheio

de novas idéias.

GRÁFICO

JOGABILIDADE

DIVERSÃO

ÁUDIO

NOTA FINAL

NOTA


REVIEW

TMNT: Out of the Shadows, é o novo

arcade da Activision, lançado primeiramente

para Xbox 360, PC e futuramente para

PS3, é o novo jogo das Tartarugas Mutantes

Ninjas.

No dia 28 deste mês, a Nickelodeon

junto a Activision lançaram o Arcade Teenage

Mutant Ninja Turtles: Out of the Shadowns,

para Xbox 360, como parte do Winter of

Arcade, no Xbox Live, e também para PC,

custando R$ 30,00 para ambos.

No menu inicial, temos as opções: Play

Trial, Help & Options, Extras, Leaderboard,

Achievements (Conquistas) e Quit Game.

Para começar a jogar é só clicar em Play

Trial. Para começarmos a jogar temos

que clicar em NYC MAP (Mapa de Nova

York), em um outro menu, e selecionamos

as missões. As opções são : Missões de

Capanha, Missões de Desafio e Xbox Live

(Para jogar Online).

A primeira missão do DEMO, começa

com as tartarugas em cima de um prédio, e

o seu dialogo, aparece como se fosse uma

47 ANY MAGAZINE

POR Carlos Eduardo Zeclhynski via The Amazing Nerd

HQ (História em Quadrinhos). O primeiro

personagem jogável é Leonardo, que para

quem não sabe é o da máscara azul. Os

gráficos do jogo, são quase perfeitos, tirando

alguns Bugs no cenário.

Veja como os gráficos do jogo são

realistas, bem diferentes dos dá série atual.

A tartaruga abaixo é o Raphael.

Os controles são : LT= Selecionar

Inventário, LB= Usar Inventário, Analógico

Direito = Mover/Abaixar, Analógico

Esquerdo= Câmera/ Ataque Especial,

Setas= Selecionar Tartaruga/Sarcasmo

(Fazer Brincadeiras com as outras tartarugas

como “Toca aqui”), A= Interagir/ Pular, X=

Ataque Armado, Y= Pontapé, B= Contraatacar,

RB= Correr e RT= Modificar. Esses

são os comandos para o Xbox 360 (Meu

console).

Durante as missões, eles fazem

piadas e conversam uns com os outros.

A jogabilidade em combate, não é das

melhores, lembra muito o jogo Homem

Aranha 3 (2007), e os inimigos são muito

parecidos, não tem muita diferença de um

para o outro. Acima eu mencionei os Bugs do

cenário, isso aconteceu quando eu saí sem

querer da missão, eu encontrei muitos bugs,

como os carros, que atravessam você, as

pessoas. E na minha opinião o jogo ficaria

melhor, se a tela focasse apenas em você,


e não nos seus parceiros.

O personagem que você estiver

controlando é automaticamente o líder. No

menu, temos os Status de cada personagem,

e lá podemos adquirir, itens e habilidades

para cada um. No jogo também temos

puzzles, um deles é hackear um sistema.

Durante uma batalha não podemos alternar

de personagem. O jogo também lembra um

MMORPG. Para um Arcade, TMNT:OFS tem

um cenário muito bem feito, e gráficos bons,

excelente trilha sonora, porém eu esperava

mais

As tartarugas são respectivamente : Raphael,

Donatello, Michelangelo e Leonardo.

Informações básicas :

Desenvolvedor : Red Fly Studio / Publicador

: Activision

GAMES

Plataformas : Xbox 360, PlayStation 3, PC.

Data de lançamentos : Xbox Live Arcade

28/08/2013, Steam(PC) 28/08/2013,

PlayStation Network 24/09/2013.

Distribuído Digitalmente

Eu realmente gostei do jogo, mas já joguei

arcades melhores. TMNT: Out of the Shadows,

custa R$ 30,00 na Steam e na Xbox Live.

Clique aqui para fazer o download no

Steam. (Link : http://store.steampowered.

com/app/228560/?snr=1_7_15__13)

ANY MAGAZINE 48


OPNIÃO GAMER

POR GUSTAVO NOGUEIRA DE PAULA VIA GAMES & CRÍTICAS

Falar sobre morte é sempre polêmico,

muitas vezes desnecessariamente, afinal de

contas é a única certeza que temos na vida,

ironicamente. Mas nesse caso pretendo sim

levantar polêmica e discutir sobre a morte

nos videogames, algo que tem sido pouco

pensado e pouquíssimo discutido.

Quase invariavelmente a morte é

seguida por uma tela de game over na

esmagadora maioria dos jogos, ou no

máximo por uma tela de continues. É o fim

da linha, mas não por muito tempo, pois

segundos depois lá está você de novo pronto

para enfrentar o mesmo desafio novamente,

até finalmente superá-lo. Isso é ruim? Não

necessariamente. Só pode ser feito dessa

forma? Também não necessariamente.

Realmente parece óbvio que, em

43 49 ANY MAGAZINE

EXISTE VIDA APÓS A MORTE?

GAMES &

CRÍTICAS

caso de morte, o jogador reinicie o jogo

do último ponto de partida e continue sua

peleja, pois aquele personagem com o qual

você se identifica, seu ídolo maior, o cara

em que os programadores gastaram mais

tempo, não pode simplesmente morrer. Mas

talvez pudesse.

O ponto principal aqui não é o que

fazer após a morte do personagem, mas

sim o porque dessas mortes. Essa é a única

forma de punir um jogador? Errou o pulo e

caiu no buraco, morte. Deu o tiro na hora

errada, morte. Escolheu a poção errada,

morte. Perdeu a batalha, morte. Tudo é

morte, tudo é banal.

Vamos aos nossos já característicos

exemplos de como isso eventualmente

poderia ser diferente. Em um jogo de

estratégia em tempo real (RTS), qualquer

um, a morte pode ser encarada de

diversas formas. Normalmente nesses jogos

assumimos um posição “invisível” apenas

controlando as tropas e organizando sua

sociedade/civilização/raça ou seja lá o

que for. A árvore de possibilidades pode

ser maior do que um simples trilho de trem,

apresentando consequências diversas em


caso de derrota em alguma missão. Caso

não consiga conquistar determinado território

na próxima missão você terá menos minérios,

o que exigirá mais do jogador e assim por

diante. No final a derrota pode ser um final

e ensinar muito a um jogador. Em em RTS

ambientado no Brasil talvez o jogador sempre

perca, dependendo de com quem jogasse, ou

sempre tivesse menos (ou mais) recursos.

Poderíamos reescrever a história e ver algo

alternativo ou simplesmente morrer e ver o

porque da história ter acontecido assim por

essas terras.

Um exemplo que parece descabido,

mas não é, pois ele auxilia a visualizar essa

questão. Imagine um jogo de fórmula 1. O

jogador escolhe seu piloto/equipe favorita e

vai correr nos circuitos do calendário. Uma

derrota não significa morte, mas apenas a não

conquista de pontos. Ao final do campeonato

algum outro piloto vai erguer a taça de

campeão e receber beijinhos das modelos,

mas isso não fez do derrotado um morto,

apenas derrotado naquele campeonato. Mais

bizarro ainda (e também utópico) seria se a

morte fosse implantada em um jogo desses.

Seria realmente inusitado se lá pelo meio do

GAMES

campeonato o jogador sofresse um acidente

terrível e o piloto morresse (por que não?)

e aí sim haveria um game over, volte ao

início. Ora, se estamos em uma simulação,

por que então não simular de tudo?

Esse exemplo da fórmula 1

serve para mostrar que derrota não precisa

ser necessariamente uma morte. Isso vale

inclusive para minhas estratégias de vitória,

afinal de contas por que eu preciso matar

todos meus inimigos para obter êxito?

Esse é um passo bem complicado

de ser superado, mas penso que a morte

deveria ser revista em muitos jogos. Não

ser tão banal e ao mesmo tempo ser

mais impactante. Seria interessante poder

continuar o jogo após a morte de um

personagem (Chrono Trigger que o diga)

importante ou então recomeçar do zero,

rever minhas atitudes e tentar evitar essa

morte, caso ela seja “evitável”.

Mais uma vez no papel de provocador,

não trago receitas prontas ou acabadas, mas

lanço ideias e propostas, já que acredito

que os jogos não “são” assim, mas apenas

estão sendo feitos assim. Se não pararmos

para rever cada etapa de um jogo podemos

nos condenar a jogar sempre as mesmas

coisas e do mesmo jeito, acreditando que

estamos sempre inovando, sendo que na

verdade estamos no máximo no meio de

uma dança circular.

GAMES &

CRÍTICAS

ANY MAGAZINE 50 44


E-SPORTS

OR Ricardo Set/CNB e-Sports Club e Ricardo Set/zGt Team

COM APOIO DA VALVE, DH TERÁ PREMIO DE

US$ 250 MIL

Criticada por não apoiar o crescimento do

Counter-Strike Global Offensive, do qual é criadora,

a Valve Software abriu o cofre e anunciou que

disponibilizará US$ 250 mil para a premiação da

DreamHack Winter 2013, marcada para o fim deste

ano.

No mês passado, a empresa lançou um

dispositivo de crowd-funding (financiamento coletivo,

em português), chamado Arms Deal, onde estão

disponíveis itens especiais. Jogadores podem

negociar, comprar e vender esses equipamentos,

usados para personalizar as armas. Parte do dinheiro

arrecadado é revertido a um fundo para custeio de

campeonatos.

É com essa verba que a Valve pretende

investir na DreamHack, que acontecerá entre os dias

28 de novembro e 1º de dezembro, na Suécia.

A produtora vinha sendo bastante criticada pela

comunidade de CS por não apoiar o game, lançado

oficialmente em agosto de 2012, ao contrário do que

tem feito com o DotA 2. O The International 3, maior

evento da modalidade do mundo e organizado pela

Valve, teve premiação de mais de US$ 2,8 milhões

neste ano.

Para chegar a este valor, a companhia também

apelou para a ajuda dos fãs e criou um sistema de

contribuição, chamado Interactive Compendium, em

que o público podia apostar na classificação final,

competir com os amigos e concorrer a prêmios

exclusivos. Em contrapartida, a Valve destinava US$

2,50 à premiação a cada compra.

2KILL VENCE O AGE CAMPINAS

O 2Kill Gaming levou a melhor sobre o

Keyd Team e venceu a competição de League

of Legends da AGE Campinas, realizada no

último sábado (14), em Campinas, interior de

São Paulo.

O time do Mid Laner Gustavo “Minerva”

Queiroz superou o até então campeão do torneio.

Em abril, o Keyd venceu o campeonato da AGE

e se classificou para o Campeonato Brasileiro.

O torneio, desta vez, contou com a

participação de quatro equipes. No primeiro

confronto, o 2K derrotou o Chegamos, cadê as

gatas?. Já o Keyd passou pelo afterall Gaming.

O 2Kill triunfou nas duas oportunidades em que

enfrentou Caio “Loop” Almeida e companhia, na

Final Upper e na Grande Final.

Sem substituto definido para Raphael

“Haelz” Nether, o Keyd novamente usou o coach,

Abraham “Holly” Kim, para completar a line-up,

como fez no classificatório da World Cyber Games

Brasil 2013, onde o time conseguiu a vaga para

a Final Nacional. Gabriel “Revolta” Henud não

participou do torneio. A Jungle foi assumida

por Matheus “Mylon” Borges e o reserva Rafael

“SoulSilver” Lanna jogou no Top.

Classificação Final:

1 – 2Kill Gaming – R$ 2.000

2 – Keyd Team – R$ 700

3 – Chegamos, cadê as gatas? – R$ 300

4 – afterall Gaming


NIP FATURA DH BUCARESTE

O Ninjas in Pyjamas venceu o Lemondogs

e conquistou o título da DreamHack Bucharest, na

Romênia, que teve a participação de 16 equipes de

Counter-Strike Global Offensive

O NiP começou no Grupo A e avançou em 2º

lugar, ficando atrás do fnatic. Nas Quartas de Final, os

ninjas tiveram pela frente o VeryGames e venceram

por dois mapas a zero. Em seguida, bateram o Astana

Dragons, por dois a um, e chegaram à Grande Final.

O Lemondogs também ficou em 2º do Grupo

C, perdendo para o VG. Na etapa seguinte, os suecos

enfrentaram os compatriotas do fnatic e venceram

por dois mapas a zero. Na Semifinal, o duelo foi

contra o Natus Vincere e o placar acabou em dois a

um.

No primeiro jogo da Grande Final, as equipes

proporcionaram um bom jogo, com uma disputa

eletrizante. Com uma boa atuação de Christopher

“GeT_RiGhT‘ Alesund, o NiP conseguiu fechar o

placar em 16-11. Já no segundo duelo, a história foi

bem diferente. O Lemondogs não conseguiu mostrar

o mesmo ritmo e acabou sendo atropelado por 16-

04.

GAMES

IEM SÃO PAULO TERÁ 5 TIMES

ESTRANGEIROS

O Cinco times internacionais deverão

participar da competição de League of Legends

da Intel Extreme Masters São Paulo, em fevereiro

de 2014. Pelo menos é o que prevê a Electronic

Sports League (ESL), organizadora do evento.

Segundo divulgado no site do evento, o torneio

contará com a participação de oito equipes, sendo

uma da Europa, uma da América do Norte, três da

América Latina e três do Brasil.


POR TASSIO BRUNO FERREIRA SILVA(EEUCOMISSO) VIA AFONTEGEEK

MÚSICA

Fever e X: Muito Calor e o 10º album da

Kylie Minogue no Conversa de Música

Apesar de ter feito um post falando

do Body Language há pouco tempo, o que

provavelmente faria qualquer ser humano

com a cabeça normal achar que só faria esse

daqui uma semana… Mas nãaao, vocês foram

tapeados!

Pois é, já que estou na vibe da minha

musa do pop, vamos falar logo do álbum que

eu mais gosto, o Fever, e do CD que tem

a música que eu simplesmente não consigo

ouvir só uma vez, o “X“.

Começando do começo [do Fever],

estamos aqui no ano de 2001 para falarmos

do álbum que mais rendeu prêmios, prestígio e

dinheiro para dona Kylie, depois de vender os

seus 10 milhões de cópias em todo o mundo.

A verdade é que esse álbum foi integralmente

feito para ser um sucesso. Poucas músicas

não são ‘ótimas’. Todas têm uma batida muito

forte e são o que eu chamo de “a cara” da

minha musa: Tá na cara que esse é o cd que

mais gosto né?

Eu ouvi também o Impossible Princess,

que parece ser o mais lírico e bem trabalhado

dela, mas não vou mentir, como estamos

falando de pop quero ouvir umas batidas

legais junto a melodias ‘colantes na cabeça‘.

Uma coisa que não posso deixar de notar no

Fever, é que as músicas se parecem. Não

que sejam iguais, mas assim como no Body

Language onde quase todas pareciam ser

experimentos, aqui a coisa é de um sentimento

53 ANY MAGAZINE

único.

Acho que a única música que bem

podia ser do “febril” mas está no décimo é a

In My Arms, que não por acaso é a melhor

do décimo cd [essa é uma das músicas

que mais gosto! da loirinha australiana].

Continuando a falar deste álbum, a coisa é

bem simples na verdade. Aperte play e deixe

o cd tocar. Ele é um primor, quase todas as

músicas são excelentes e mantendo aquela

vibe de “calor” durante o tempo todo.

Entre as faixas, vale destaque para:

Burning up [sensacional], Can’t get you

out of my head [Todo mundo já ouviu essa

música e não sabia que era da Minogue],

Come into my world [Simplesmente a

Melhor!], Dancefloor, Fever, Fragile [linda

e profunda ao mesmo tempo], In your eyes

[não sei o motivo, mas eu lembro das

BondGirls!] , Love affair, Love at first sight

[essa tem uma cara româanticaa, kawaai

mesmo!] e Your love.

Eu deixo aqui os clips: Can’t get you

out of my head, o da faixa mais “colante” e

sensacional do álbum, Come into my world,

e um bônus com o “In your Eyes“.

Uma coisa que eu quero comentar,

é que essas músicas lembram um pouco a

atual vibe da Madonna e também as músicas

do Black Eyed Peas; sei que alguns dirão

que não, mas puutz, é a minha impressão

gente!


Agora vamos falar um pouco do décimo

álbum da dona Kylie. Para quem não sabe, a

nossa baixinha já teve câncer há algum tempo

atrás [2005] e declarou estar curada desde

2008. Esse Cd sendo de 2007, meio que ela

ainda devia estar em tratamento nessa época.

Continuando porém, devo dizer que

esse “X” é o cd que tem as músicas mais

diferentes entre sí, dentro do próprio álbum.

-Mas do que você está falando?

Não que as músicas não se encaixem

ou não sejam parecidas, mas depois de ouvir

três cds cujas faixas lembravam mesmo uma

a outra, ouvir o X [se fala ‘equis’, tipo ‘equismen’]

faz a gente pensar que as músicas

são mesmo um pouco diferentes. Ele é ruim

então? Longe Disso! Na verdade eu até que

gostei dessa mudança entre elas. Dá até para

pensar que algumas melodias são deste ou

daquele cd.

Por exemplo, a música “In My Arms”

lembra e muito as faixas do Fever [como eu

já disse lá em cima]. Na verdade tenho que

dizer que essa mudança quase de conceito,

POR TASSIO BRUNO FERREIRA SILVA

(EEUCOMISSO)

http://afontegeek.wordpress.com/2012/08/08/fevere-x-muito-calor-e-o-10o-album-de-kylie-minogue-noconversa-de-musica/

tree_egggs@hotmail.com

ANYTHING

fez bem para o trabalho da Kylie. Claro que

comparado ao Fever ou ao Impossible eu

meio meio que prefiro os dois primeiros…

Mas a My arms…Me faz lembrar o que falei

no Body Language: A dona Minogue sabe

sim fazer músicas que vão fazer sucesso.

Enfim destaco as faixas: 2 Hearts,

All I see e Cosmic que são lentas, In my

arms [Sensacional, alguém me faz parar

de ouvir!!], No More Rain [Essa é ótima

também], Stars, The One, Wow [ótima faixa

para terminar esse belo álbum]. Deixo com

vocês os clips Wow e In My arms [claro,

não podia ser outro.]

Então é isso galerinha! E Parem de

ouvir o Bieber e as músicas emícas! Caso

não curtam metal, ouçam um pop de boa

qualidade!

ps: Sou só eu, ou mais alguém acha a

cintura da Kylie a coisa mais linda desse

mundo?! Que mulher em amigo!

ANY MAGAZINE 54


POR LUIS HUNZECHER

MOBILE GAME

DOODLE DEVIL

No mínino diferente, doodle devil é

um jogo onde objetivo é criar elementos

novos da fusão de 2 outros, criando assim

a historia e a destruição da humanidade.

O jogo no inicio é simples, juntando

o homem e a mulher, mulher e a maça,

luz e trevas, coisas simples, porém o

jogo vai ficando mais difícil com o tempo.

O game possui mais de 150 elementos

para serem criados, tornando assim com

o tempo difícil descobrir o que pode ser

criados a partir dos elementos que você

já possui.

O game é viciante e irritante visto

que a dificuldade dele se torna extrema

a partir de um ponto, porém o desafio de

completar o game é uma boa desculpa

para perder muitas horas nesse jogo

que com certeza vai fazer você perder

o cabelo e pensar muito para conseguir

chegar a seu final.

O game está disponível na Google

play e na Itunes por R$ 6,90 e também

possui sua versão demo gratuita nas duas

lojas. O jogo foi testado em um Xperia U

e rodou sem problemas.

55 ANY MAGAZINE

GAMES

WHERE IS MY PERRY?

Seguindo a Hype do game Where

is my Water o game com o personagem

menos ortodoxo dos desenhos traz uma

aventura onde seu objetivo é liberar o

Perry o Ornitorrinco, digo Agente P.

O jogo segue o mesmo estilo do my

water, onde o objetivo é levar a água até

o tubo para poder liberar o agente P. O

game é viciante e extremamente simples,

fazendo com que a jogatina dele seja

simples e fácil. A jogatina pode ser fácil

mas a dificuldade aumenta com o tempo,

novos elementos como lava, fumaça e

gelo aparecem para dificultar e aumentar

o desafio do game.

O ponto alto do game é sua

dublagem, o game está disponível em

português com a dublagem original, então

ouvir o major, o doutor Doofersmitz e os

demais personagens é algo muito diferente

e divertido.

O game está disponível na Google

Play e Itunes por R$ 0,99. O game foi

testado em um Xperia U e rodou sem

problemas.


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PRÓXIMA EDIÇÃO DIA 15/10


ANY MAGAZINE

Primeiramente gostaria de agradeçer a todos que baixaram,

leram e contribuiram para essa revista. Essa revista tenta trazer

analises e críticas de varias pessoas diferentes, para tentar

agradar você leitor. Espero muito que esse projeto consiga ir

para frente e que tudo de certo.

Para que funcione, gostaria de contar com a ajuda e o apoio

de todos. Continuem acessando, enviem conteúdo(a revista

como disse, é aberta para receber conteudo de qualquer um) e

principalmente, divulgue.

A intenção desse projeto é fazer algo que consiga agradar

vocês, nem que seja somente uma materia que voces considerem

boa... sinto como se meu objetivo estivesse concluído.

Agradeço muito a todos, e que essa seja a primeira de

muitas edições.

Agora que terminou sua leitura, acesse nosso site, e veja

muito mais conteúdo e prévias da próxima edição.

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