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Saúde do homem: até onde a masculinidade interfere - Itaporanga.net

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torno de oito eixos de

torno de oito eixos de ação, entre eles a comunicação, promoção à saúde, expansão dos serviços, qualificação de profissionais e investimento da estrutura na rede pública. No inicio de 2008 a Política Nacional de Atenção à Saúde do Homem deu seus primeiros passos quando foi criada a área técnica de saúde do homem, subordinada ao Departamento de ações programáticas estratégicas (DAPE), da secretaria de atenção à saúde, antes da criação da mesma, as ações estavam centradas nas políticas de enfermidade, como a hipertensão, diabetes, saúde mental, saúde do trabalhador. Outro eixo que sustenta a iniciativa é capacitar os profissionais da saúde, para que esses acolham melhor o sexo masculino, uma vez que muitos deles levam seus preconceitos de casa para o trabalho e tratam com ironia os cuidados masculinos. O Brasil é o segundo País das Américas a elaborar uma política especifica de saúde do homem, seguindo o exemplo do Canadá. Segundo o ministro da saúde: Essa política parte da constatação de que os homens, por uma série de questões culturais e educacionais, só procuram o serviço de saúde quando perderam sua capacidade de trabalho. Com isso, perde-se um tempo precioso de diagnóstico precoce ou de prevenção, já que chegam ao serviço de saúde em situações limite. Em geral, os homens têm medo de descobrir que estão doentes e acham que nunca vão adoecer, por isso não se cuidam. Não procuram os serviços de saúde e são menos sensíveis às políticas. Isso coloca um desafio ao SUS, já que vai exigir do sistema mudanças estruturais para que o sistema esteja mais sensível, inclusive com o treinamento de profissionais para que olhem de forma mais atenta a essa população. (TEMPORÃO, 2009.) Portanto, essa ação vai muito mais além do diagnóstico de doenças, ela exige mudanças culturais no intuito de quebrar paradigmas construídos ao longo do tempo por nossa sociedade, deve-se levar em consideração aspectos culturais e psicossociais respeitando a diversidade dentro do próprio gênero. Esse desrespeito acaba sendo um obstáculo impedindo que os homens freqüentem os serviços médicos. Os cuidados em geral são percebidos como feminino isso existe por que os homens são influenciados por idéias hegemônicas dos padrões do senso comum que consagram o homem como forte, invencível e dominador. Segundo o secretário de atenção à saúde do MS: 6

Os homens foram educados para não chorar e para manter a couraça de que são ‘machos’. Também alegam que são os provedores e têm medo de que se descubram doenças, mas hoje as mulheres são tão provedoras quanto eles. Queremos mudar essa cultura para que eles vivam melhor. (BELTRAME, 2009). Na maioria das vezes, os homens procuram os serviços de saúde somente quando os riscos se agravam. Assim, em vez de serem atendidos no posto de saúde, perto de sua casa, eles precisam procurar um especialista, o que acarreta maior custo para o SUS e, sobretudo, sofrimento físico e emocional do paciente e de sua família. Esse fato leva ao aumento da incidência de doenças e de mortalidade masculina. Números do Ministério da saúde mostram que de três adultos que morrem no Brasil, dois são homens, aproximadamente. Dados considerando o ano de 2005. Além disso, o IBGE revela que, embora a expectativa de vida dos homens tenha aumentado de 63,20 para 68,92 anos de 1991 para 2007, ela ainda se mantém 7,6 anos abaixo da média das mulheres. Considerações finais É imperioso salientar, os motivos que levam os homens a cuidarem pouco da saúde. A partir da discussão feita é possível perceber que esse receio é fruto do contato com os modelos de masculinidade, construídos historicamente e culturalmente por nossa sociedade. O homem é influenciado pela ideologia do patriarcado, tal fato rebate também no âmbito da saúde. O índice de mortalidade masculina é muito maior que a feminina ao longo do ciclo da vida. Isso ocorre porque os homens não se previnem e só procuram os serviços médicos em situações mais graves, os cuidados geralmente são vistos como sinal de fraqueza, “coisa de mulher”. No nosso estudo, vimos que a internalização de papeis diferenciados é um dos motivos que impede os homens de procurarem o setor da saúde em busca da prevenção, assim buscou-se contribuir através de reflexões sobre gênero e masculinidade, entender os fatores que levam os descuidos dos homens com sua saúde. 7

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