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Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a ...

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Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a 28 de agosto de 2008 Sob camadas de preconceitos: a travesti na literatura brasileira contemporânea Adelaide Calhman de Miranda (UnB) Palavras-chave: travesti, representação, literatura ST 61 - Sexualidades, corporalidade e transgêneros: narrativas fora da ordem A representação literária de grupos minoritários diz respeito não somente à necessidade de inclusão física e simbólica, mas também à própria construção da identidade social. Este trabalho analisa a imagem de travestis na literatura brasileira contemporânea, especialmente em quatro contos: “Dia dos namorados”, de Rubem Fonseca, “Mulheres trabalhando”, de Marcelino Freire, “Ruiva”, de Júlio César Monteiro Martins, e “Dama da noite”, de Caio Fernando Abreu. Como qualquer obra literária, as narrativas supracitadas podem atuar tanto no fomento da discriminação por meio de imagens estereotipadas, quanto na diminuição do preconceito, mediante a desconstrução dessas imagens. Ademais, a representação de minorias nos meios de comunicação atua como uma sinédoque, onde uma personagem representa toda uma comunidade, que padece, assim, do fardo da representação. 1 Adoto o conceito de travesti desenvolvido por Marcos Benedetti em Toda feita, por ser o que mais se assemelha ao contexto de vida das personagens aqui estudadas. Segundo o autor, as travestis “são aquelas que promovem modificações nas formas do seu corpo visando a deixá-lo o mais parecido possível com o das mulheres; vestem-se e vivem cotidianamente como pessoas pertencentes ao gênero feminino sem, no entanto, desejar explicitamente recorrer à cirurgia de transgenitalização para retirar o pênis e construir uma vagina”. 2 As personagens dos contos supracitados não se manifestam em relação à possibilidade de uma cirurgia, mas se identificam como mulheres. Todavia, há uma inegável sobreposição das categorias, como adverte Marcos Benedetti, que será importante na medida em que permite que as travestis sejam estudadas também por meio das teorias sobre transexualidade. Os estudos de gênero fornecem a fundamentação teórica mais adequada para se realizar a análise da representação das travestis, uma vez que essas subvertem as normas de gênero e, com isso, denunciam sua arbitrariedade e sua construção cultural. Em Problemas de gênero, Judith Butler exemplifica sua teoria da performatividade de gênero valendo-se do exemplo da performance do drag: O travesti também revela a distinção dos aspectos da experiência do gênero que são falsamente naturalizados como uma unidade através da ficção reguladora da coerência heterossexual. Ao imitar o gênero, o drag revela implicitamente a estrutura imitativa do próprio gênero – assim como sua contingência. 3

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Fazendo Gênero 8 – Corpo, Violência E Poder
Corpo, Violência e Poder - Fazendo Gênero 10 - UFSC