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Gênero: multiplicidade de representações e ... - Fazendo Gênero

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Gênero: multiplicidade de representações e práticas sociais ST. 38 Gilma Maria Rios Universidade Presidente Antonio Carlos/Unipac Araguari – MG. Palavras chaves: Masculinização, gênero e práticas sociais. Educação fisica e a “masculinização da mulher moderna”. Há muito que as mulheres são esquecidas, as sem-voz da História. O silêncio que as envolve é impressionante. Pesa primeiramente sobre o corpo, assimilado à função anônima e impessoal da reprodução. O corpo feminino, no entanto, é onipresente: no discurso dos poetas, dos médicos ou dos políticos; em imagens de toda natureza – quadros, esculturas, cartazes – que povoam as nossas cidades. Mas esse corpo exposto, encenado, continua opaco. Objeto do olhar e do desejo, fala-se dele. Mas ele se cala. As mulheres não falam, não devem falar dele. O pudor que encobre seus membros ou lhes cerra os lábios é a própria marca da feminilidade. 1 O presente trabalho tem como objetivo examinar como a diferenciação de gênero se acha socialmente assimilada e reproduzida nos anos 40 em Araguari/MG. Ressaltando as diferenças impostas socialmente e os novos conflitos e os modelos de prática sociais que aí se manifestavam. Embora possa parecer paradoxal, a reflexão de Michelle Perrot acerca dos silêncios sobre o corpo feminino ante a crescente centralidade do corpo na nossa contemporaneidade busca justamente sinalizar para a historicidade de tal construção, engendrada que foi em uma cultura de silêncios, interdições e interferências, mas também de exposição, liberação e livre disposição. Pois se atualmente, graças aos movimentos feministas 2 que, em suas lutas políticas, definiam o corpo como uma de suas agendas prioritárias – “nosso corpo, nós mesmas” 3 - esse silêncio foi, apenas em parte, vencido. E isso porque ainda permanecem imensas zonas de sombra, de desapossamentos e de sofrimentos dos corpos femininos. Dentre estes, os infanticídios e mutilações sexuais de meninas, casamentos forçados, prostituição impostas, violências domésticas, o véu do fundamentalismo religioso, para relacionar os mais evidentes. Silêncio parcialmente rompido também porque a apropriação do próprio corpo expressa na cultura contemporânea, verdadeiro culto ao mesmo, compreende-se um processo que, ao mesmo tempo, liberta e aprisiona os corpos de mulheres e homens aos padrões estéticos dominantes. Se, em tempos contemporâneos, a liberdade quanto à disposição do corpo na procriação e na relação amorosa é inegável, se o corpo feminino é exposto, encenado, desejado, representado, ele continua, porém, opaco. Como ressalta M. Perrot, fala-se dele, mas ele se cala, pois “as mulheres não

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