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Pesquisas FAU 2007/2008 - fauusp

Pesquisas FAU 2007/2008 - fauusp

(14) PEREIRA, M. e

(14) PEREIRA, M. e SAWAYA, S. (Orgs.) Cadernos de Arquitetura, n. 4. São Paulo: FAUUSP, 2001, p. 44. (15) Ver a respeito Practicebased Research, liderada pelo professor Michael Biggs da Faculty for the Creative and Cultural Industries da University of Herftoreshire. O professor Rafael Perrone fez parte da rede pela FAUUSP. (16) A produção da arquitetura envolve também a base fundiária ou urbana da qual não trataremos aqui por entender que essa preocupação está presente no quadro da pesquisa na FAUUSP. A referência feita aqui não está incorporando as críticas marxistas feitas à produção da arquitetura e o papel do arquiteto. A pretensão dessas páginas é bem mais modesta. (17) Não se ignora que o ensino e a pesquisa de Design sofrem dos mesmos problemas que estão sendo apontados para a arquitetura, mas insistimos na centralidade desta. Não se pretende sua hegemonia ou dominância, mas sim que ocupe uma referência central, o que, evidentemente, pode gerar controvérsia. últimas disputas pelo poder na universidade 14 . Evidentemente essa orientação tem a ver com a ausência de projetos coletivos e a influência crescente das forças do mercado sobre universidade, mesmo em se tratando da universidade pública. As “Ciências Sociais Aplicadas” têm dificuldade de inserção nos cadastros de aferição de produtividade, cuja lógica não as favorece. Diminuição do tempo de conclusão de dissertações e teses, exigência de publicações em períodos cada vez mais curtos, número de orientandos e eventos com apresentação de trabalhos, são algumas das definições para a medição da produtividade. As áreas do conhecimento que incluem atividades criativas também passam pela dificuldade de adaptação a critérios definidos pelas áreas hegemônicas como as ciências exatas e biológicas. Essa questão nos diz respeito muito de perto e cabe uma referência específica. A tradição de métodos de pesquisa consolidados no estudo da história, das tecnologias e mesmo do planejamento urbano contrasta com os desafios que persistem nas áreas mais ligadas ao projeto especialmente devido à sua característica de atividade criativa e propositiva. Essa não é uma dificuldade local, mas internacional. Redes de pesquisadores em todo o mundo se organizam para discutir as especificidades da pesquisa na atividade projetual em relação às formas dominantes de pesquisa acadêmica 15 . Mesmo na FAU esse debate não é novo. Lá se vão quase 40 anos desde que a professora e artista plástica Renina Katz apresentou uma série de gravuras de sua autoria como tese de doutoramento. Renina não utilizou sua erudição teórica no trabalho entregue à USP – utilizou-a na brilhante defesa oral que fez à banca examinadora – com o evidente propósito de pautar o debate sobre o assunto. Outros eventos, teses e publicações sobre tema seguiram-se a este episódio sem que, entretanto, a FAU tenha sistematizado e acumulado coletivamente material sobre ele. Embora reconhecendo dificuldades que são gerais e externas é forçoso reconhecer que há um espaço vazio que ainda espera para ser ocupado. Vamos ser ainda mais específicos. O quadro das pesquisas na FAU mostra que o desafio constatado vai além da atividade projetual, mas se refere a toda a produção da arquitetura incluindo a construção, além evidentemente do projeto 16 . Há um sub-registro de pesquisas relacionadas às tecnologias de construção de edificações que ainda, aparentemente, estão sob dominância da Escola Politécnica. A questão não diz respeito, portanto, apenas a um grupo de professores mas a toda a escola e à centralidade da pesquisa e do ensino da produção de arquitetura na Faculdade de Arquitetura, Urbanismo e Design 17 . Para concluir as provocações, a referência anterior às determinações gerais pretende lembrar, como Marx o fez, que as idéias são produto das relações sociais e que “os homens fazem a história, mas não a fazem de acordo com sua vontade...”. A nossa apresentação neste livro reconhece, portanto, as determinações gerais, mas não é determinista. Há um espaço que nem sempre tem sido ocupado, especialmente se considerarmos que o processo de urbanização acelerada nos legou um ambiente construído anárquico e marcado por uma tragédia social e ambiental que clama pelo papel social do arquiteto. Os grandes temas sociais, acrescidos dos problemas ambientais, estão mais presentes do que nunca estiveram. Voltar o olhar para o método que fez da arquitetura brasileira respeitável no mundo inteiro pode ajudar a refazer o novo caminho, 11

que passa necessariamente pelo internacionalismo e pela realidade próxima. Para definir sua essência, vamos usar as palavras de Álvaro Lins; ele deverá ser: “(...) tanto mais universal quanto mais permanece fiel à sua cidade; tanto mais nacional quanto mais for um produto da sua região; tanto mais espiritual quanto mais se alimenta da inspiração que vem da terra e dos seres da terra.” 18 12 A FAUUSP PESQUISA ENTRE O INÍCIO DE 2007 E O INÍCIO DE 2008 A atividade de pesquisa, embora existente na FAUUSP anteriormente, ganha maior importância a partir de 1972 quando é criado o curso de Pós-Graduação, inicialmente para formação de mestres. Apenas no final da década de 1980 as atividades de pesquisa se consolidam, quando é criada a Comissão de Pesquisa em cada unidade da universidade, subordinadas à Pró-Reitoria de Pesquisa. O levantamento dos dados, que constituem o material deste livro, enfrentou uma dificuldade que foi dada pelo sub-registro das atividades dos professores da escola e a falta de um sistema central de registro. Parte da coletividade da FAUUSP – estima-se que 25% dos professores – ainda não incorporou o hábito do registro de sua produção nos cadastros disponíveis como Curriculum e Grupos do Sistema Lattes/CNPq, Relatório CAPES, Scielo – Scientific Eletronic Libray Online, Sibi – Sistema Integrado de Bibliotecas da USP, entre outros. Como primeiro passo desse registro, buscamos dados junto às agencias de fomento à pesquisa. Dada a dificuldade de abranger todo o universo de professores, alunos de graduação, alunos de pós-graduação, e pós-doutorandos, optamos por dar prioridade à pesquisa que conta com apoio financeiro e, portanto, passou por processo de avaliação. Surge a primeira dificuldade: nem todas as pesquisas que contavam com apoio financeiro estavam registradas nos sites. Como passo seguinte, procuramos os demais organismos da FAU e da USP. A USP se organiza em torno das atividades de ensino – graduação e pósgraduação –, pesquisa e extensão. A atividade de pesquisa está presente em todas elas e vice-versa, motivo pelo qual incluímos aqui cadastros que foram fornecidos pela Comissão de Pós Graduação, Comissão de Cultura e Extensão, Comissão de Graduação, Departamentos, FUPAM, além dos órgãos de apoio, Biblioteca, Comissão de Eventos, CTA, CCInt USP e CCInt FAU. Finalmente, devido ao grande número de alunos do curso de pós-graduação (685), optamos por registrar aqui apenas a relação dos mesmos (nomes do aluno e orientador, título do trabalho, prazos, bolsas) sem as ementas ou resumo da pesquisa, como fizemos com as demais pesquisas, devido ao excessivo número de páginas que essa inclusão exigiria 19 . Partiu-se para a coleta de informações junto aos professores, Currículo Lattes, cadastro dos Grupos de Pesquisa do CNPq e sites dos núcleos, laboratórios e grupos de pesquisa da FAU. Após essa varrição podemos dizer com convicção que, apesar da quantidade de informações aqui reunidas, o levantamento não está completo, seja porque há professores que não responderam, seja por falha da microequipe responsável pela coleta20 . A insistência da consulta aos professores teve um subproduto bem interessante, a maior parte dos grupos registrados no diretório do CNPQ que estavam desatualizados foram estimulados a fazer a atualização, alguns (18) LINS, Álvaro. Os mortos de sobrecasaca. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1963. (19) Cada tabela é seguida do resumo ou ementa das atividades listadas com exceção dos mestrados e doutorados. Entretanto há pesquisas que recebem recursos de várias entidades de fomento dirigidos a suas várias etapas. Elas figuram em mais de uma tabela, mas a ementa correspondente está registrada apenas uma única vez. As demais ausências de registro de ementas se deve à indisponibilidade de informação. (20) A coleta contou com a participação do estagiário, estudante da FAU, Rafael Borges Pereira, e parcialmente com a secretária da Comissão de Pesquisa Elizabete Melchior, além da presidente da Comissão de Pesquisa. Os outros membros da Comissão dedicaram-se às demais tarefas da mesma, como é o exemplo da seleção de alunos para bolsas de iniciação científica.

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