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Pesquisas FAU 2007/2008 - fauusp

Pesquisas FAU 2007/2008 - fauusp

(1) Criada em 1934 a

(1) Criada em 1934 a Universidade de São Paulo conta, no início de 2008, com aproximadamente 77.000 estudantes, sendo 48.000 de graduação, 22.000 estudantes de pós-graduação e 7.000 estudantes especiais. É a terceira maior universidade da América Latina e está classificada entre as 200 mais importantes do mundo pela sua produção. (Fontes: The Times e Shanghai University) Trata-se de uma universidade pública mantida com recursos do orçamento do Governo do Estado de São Paulo. (2) O registro das pesquisas é complementado por referências à infra-estrutura de apoio à pesquisa: Bibliotecas; CESAD - Seção de Produção de Bases Digitais para Arquitetura e Urbanismo; LAME – Laboratório de Modelos e Ensaios; LPG – Laboratório de Programação Gráfica; e o VideoFAU – Laboratório de Vídeo. (3) Esse processo de criação da FAUUSP foi liderado pelo engenheiro arquiteto Anhaia Mello, então professor da Escola Politécnica da USP. http://usp.br/fau. (4) Em 2002 é criado o Curso de Design na Universidade de São Paulo, como parte da mesma Faculdade de Arquitetura e Urbanismo. (5) O edifício da Cidade Universitária recebeu os alunos que vinham do casarão da família Penteado, situado no bairro de Higienópolis, em 1969. Apresentação da organizadora UM BREVE HISTÓRICO SOBRE A FACULDADE DE ARQUITETURA E URBANISMO DA UNIVERSIDADE DE SÃO PAULO 1 Ermínia Maricato Este livro registra o quadro da pesquisa na FAUUSP por ocasião do 60º aniversário da escola. Buscou-se levantar algo como o “estado da arte” da atividade de pesquisa em um determinado momento definido como o espaço de tempo entre início de 2007 e início de 2008. Este levantamento busca dar continuidade à iniciativa que gerou a publicação A FAU pesquisa em seus 60 anos organizada pela professora Maria Ruth Amaral de Sampaio, em 1998. Naquela ocasião foi feito um esforço de debater o escopo da pesquisa na FAUUSP. Agora, com uma produção já madura, o esforço foi concentrado no seu registro 2 . Antes de abordar o produto ora sendo apresentado convém fornecer, para o público externo à FAU, algumas informações, ainda que breves, sobre sua história. Esse resumo vai ajudar a entender algumas das características assumidas pela pesquisa que está em desenvolvimento, bem como conhecer os desafios que estão exigindo maior atenção. A Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo foi criada em 1948 3 . Ela reuniu disciplinas técnicas da Escola Politécnica com disciplinas do curso de Belas Artes. Professores engenheiros e professores das disciplinas artísticas ensinavam exatamente como faziam nos cursos de origem, isto é, de forma independente, o que gerou insatisfação nas primeiras gerações de arquitetos ali formados e os levou a buscar a mudança do curso. Foi, portanto, para superar essa situação, construir a identidade do arquiteto e implementar um projeto ousado de formação acadêmica e profissional que, em 1962, a FAUUSP passou por sua primeira e decisiva reforma. Ela buscava garantir uma formação ampla, diversificada e abrangente reunindo disciplinas teóricas, históricas, artísticas e técnicas. A prática do projeto adotaria como objeto a arquitetura, o urbanismo, o desenho industrial, a comunicação visual e o paisagismo. Um pouco mais tarde, seguindo orientação dessa proposta foram criados os três departamentos estruturadores da escola: Projeto, Tecnologia e História 4 . Esse modelo, liderado pelo Professor Villanova Artigas entre outros pioneiros, já se encontrava plasmado no projeto do novo edifício que iria ser construído no campus universitário 5 . Havia no projeto do edifício um lugar especial reservado para o Ateliê Interdepartamental, local onde os 3 departamentos da faculdade se integrariam por meio do exercício do projeto. Projeto de escola e projeto do edifício estavam fortemente apoiados por uma geração de profissionais, professores e estudantes entusiasmados e unidos por uma esperança forte no futuro do país que estava em processo acelerado de industrialização e urbanização. Nesse período, início dos anos 60, o Brasil atravessava um dos momentos mais importantes de sua história com grande mobilização de intelectuais e 7

movimentos sociais que faziam propostas para as “Reformas de Base” que deveriam guiar o país para superar sua condição de subdesenvolvimento, dependência econômica e política, desigualdade social e atraso tecnológico. A Reforma Agrária, a Reforma Educacional, a Reforma da Saúde, foram as que mais avançaram já que tinham repercussão no movimento de massas. Apesar de contar com menos acúmulo devido à recente entrada em cena, os arquitetos se mobilizaram para fazer parte desse esforço nacional. Em 1963, um Congresso Nacional de Arquitetos realizado no Rio de Janeiro, em Petrópolis, propõe a Reforma Urbana tendo o controle público do uso do solo e a habitação social como questões centrais de um manifesto resultante do grande evento. Embora a sociedade brasileira ainda fosse predominantemente agrária o país se urbanizava com muita velocidade e as mazelas que iriam caracterizar nossas grandes cidades no final do século XX já se faziam anunciar nesse início dos anos 60. Mas se a proposta de Reforma Urbana apenas se esboçava, a arquitetura brasileira se constituía, então, em presença efetiva como todos sabemos. Sergio Ferro assim se referiu a esse momento: (...) no Brasil, entre 1940 e 1960 (...) os sintomas de um provável desenvolvimento social, falsos ou não, mas que foram considerados verdadeiros, estimularam uma otimista atividade antecipadora. O futuro parecia conter promessas próximas que, em hipótese, requeriam novos instrumentos. (...) É o que distingue os trabalhos de Niemeyer e Artigas: avançaram uma arquitetura sóbria e direta armada com todos os recursos adequados à situação brasileira 6 . A inauguração da cidade de Brasília, auge dessa manifestação, e a criação da Universidade de Brasília, com um novo conceito de ensino (incluindo um ciclo básico e um ciclo profissional) e de pesquisa constituíram ápice das promessas de mudança. Vamos insistir na importância daquele momento que deixou como herança a estrutura básica da FAUUSP que vigora até a atualidade, com outra referência, agora de Roberto Schwarz: (...) durante um curto período pareceu que modernização, emancipação popular e emancipação nacional andavam de mãos dadas, sob o signo da industrialização. O entusiasmo causado por essa convergência, ilusória ou não, em que a presença da luta popular e dos sindicatos tornava substantiva a idéia de progresso e de democracia, foi grande. As aspirações daquele momento, de legitimidade quase irrecusável, deram substância crítica e subversiva à vida cultural brasileira durante decênios, muito depois de desmanchada aquela convergência. 7 A ditadura que se instalou no país a partir de 1964 interrompeu essa trajetória. As lideranças populares foram as mais atingidas nesse primeiro momento mas a universidade não foi poupada da repressão. Professores e estudantes que se destacavam por sua liderança foram presos e ameaçados. O fim da utopia, o esvaziamento da promessa modernista, a morte do projeto nacional emancipador não se deram sem manifestações de resistência e nessa nova etapa de reafirmação do sonho libertário a universidade, e em especial os estudantes, se colocaram generosamente à frente. 8 (6) Revista Teoria e prática n. 1, São Paulo, 1967. (7) Retirado do Posfácio do livro de Arantes, P. (org.) Sergio Ferro, arquitetura e trabalho livre. São Paulo: COSACNAIFY, 2005.

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Seleção de prioridades de pesquisa em Saúde, 2008.
Pesquisa Fapesp edição 149 julho 2008 - Revista Pesquisa FAPESP
Download do Informativo - fauusp
destaques do relatório global de competitividade de 2007 – 2008 do ...
2008 - Abril - Relatório Anual de 2007 - AbrilPREV
Cadernos de Ética em Pesquisa - Conselho Nacional de Saúde
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UCBC Informa - Centro de Documentação e Pesquisa Vergueiro
Profetas e Reis (2007) - Centro de Pesquisas Ellen G. White
I CO - Centro de Documentação e Pesquisa Vergueiro
Relatório de Sustentabilidade 2007-2008 [PDF] - Abreu Advogados
Fé e Obras (2008) - Centro de Pesquisas Ellen G. White
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educação popular em saúde no recife - Centro de Pesquisas Aggeu ...
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a essência das moléculas - Revista Pesquisa FAPESP
ii teU tuinhl - Centro de Documentação e Pesquisa Vergueiro
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