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Cozinha doméstica e cozinha profissional: do ... - Fazendo Gênero

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Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a 28 de agosto de 2008 Cozinha doméstica e cozinha profissional: do discurso às práticas Janine Helfst Leicht Collaço 1 (CET/UnB) ST 6 - Comida e gênero Introdução Este texto é uma reflexão inicial decorrente de observações feitas ao longo do tempo em que estou envolvida com o tema da alimentação sob a perspectiva da antropologia. Nesse sentido, foi interessante notar a existência de contrastes marcantes com relação ao trabalho feminino em cozinhas profissionais e, ao contrário do que circula no senso comum, veículos de comunicação, faculdades de gastronomia e funcionários de restaurantes, o contingente de braços femininos é uma força expressiva universo dos restaurantes e das cozinhas coletivas 2 . No entanto, a posição feminina nas cozinhas evidencia questões delicadas de desigualdade entre gêneros. Esse aspecto reflete uma tensão quase que permanente na divisão das tarefas entre homens e mulheres, assim como no reconhecimento de sua contribuição. O ato de cozinhar e nutrir a família são atividades associadas às mulheres e se observa entre vários grupos e sociedades. Nesse sentido, uma cozinha destinada a servir refeições fora de casa, não só em restaurantes, mas em cantinas, refeitórios, hospitais, hotéis etc., traz à tona relações que transitam entre os universos públicos e domésticos, bem como os papéis desempenhados por homens e mulheres. Foi surpreendente notar que ao acessar dados sobre números de ocupações e o perfil de profissionais e, ao contrário do que se imagina, boa parcela da mão-de-obra que trabalha em cozinhas comerciais é feminina 3 . Segundo dados obtidos em uma pesquisa feita pelo IPEA, em 2004, e analisada por Meiriane Nunes Amado 4 , em setembro de 2007, a força de trabalho feminina nas cozinhas representa 65% do total de empregos no setor 5 , indicando que a profissão, apesar dos discursos que circulam entre chefs, pessoal de cozinha e faculdades de gastronomia, não é eminentemente masculina 6 . Essa constatação foi interessante em virtude do imaginário que normalmente circula nesse mundo, em que o trabalho na cozinha comercial é percebido como “pesado”, “estafante”, “sujo”, “quente” e desse modo não adequado às condições femininas. As mulheres teriam “menos força” para agüentar as atividades que ali transcorrem diariamente, uma vez que esse espaço é “perigoso”, “cheio de homens” e de “trabalho pesado”, pois exige horas em pé em frente aos fogões.

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