Views
5 years ago

Gênero e Religião. ST 24 Clarice Bianchezzi ... - Fazendo Gênero

Gênero e Religião. ST 24 Clarice Bianchezzi ... - Fazendo Gênero

de 1978 da Congregação

de 1978 da Congregação Fraternidade Esperança composto por esse grupo de religiosas protagonistas de um modelo de trabalho religioso, de cujo social, oriundas na Divina Providencia. É possível considerar que esse momento histórico possibilitou questionar o lugar ocupado pela instituição católica não apenas com palavras, mas apontando os espaços onde essa instituição se fazia ausente, inclusive questionou a própria Divina Providencia, afinal era desse meio que saiam as irmãs. Importante salientar que isso causou uma repercussão mais abrangente, devido o embate ter acontecido dentro de um dos Colégios católicos importantes no cenário de Florianópolis das décadas de sessenta e setenta, o que atingia diretamente a elite da cidade e o conservadorismo da Congregação das Irmãs da Divina Providencia. O nascimento da Congregação Fraternidade Esperança em 1978 pode ser apontado como uma das evidências de que esse grupo de religiosas se recusava a viver na marginalidade e opressão, imposto pela Divina Providencia diante do fim do impasse ocasionado devido à linha conservadora católica de prática e de modo de resolver os embates pela Congregação. Fora da antiga Congregação, mas dentro da Igreja, essas religiosas visibilizaram e viabilizaram as condições para viver sua vocação nos meios populares da sociedade de forma legalizada diante dos olhos e das leis católicas. 1 Título e artigo baseado no Trabalho de Conclusão de Curso da autora defendido em 2005 na UDESC para obtenção do grau de bacharel em História. 2 VOLPATO, Terezinha. 60 anos. Depoimento abril 2005. Florianópolis - SC. Entrevistada por: Clarice Bianchezzi. Acervo da autora. 3 Idem Ibidem. 4 A conferência, realizada em Medellín no ano de 1968, adotou medidas que contestavam as estruturas da Igreja Católica na América Latina, alegando que esta reproduzia as desigualdades existentes na sociedade, ademais, afirmou-se a solidariedade da Igreja com relação aos pobres e à busca por sua emancipação enquanto povo sofrido. Davam-se, então, os primeiros movimentos para o nascimento de uma teologia voltada para as classes empobrecidas na tentativa de solucionar o distanciamento entre a Igreja institucional e seus fiéis. ARAUJO, Camilo Buss. A sociedade sem exclusão do Padre Vilson Groh. Ed. Insular. Florianópolis: 2004. p.24 5 A Congregação das Irmãs da Congregação das Irmãs da Divina Providência tinha a casa central, a casa matriz na Alemanha ela se estende por todos os países, então em cada país ela tem uma Província, então aqui no Brasil tem uma Província em Florianópolis, uma província em Porto Alegre e uma Província em Curitiba. Então a sede da Província se chama o Provincialado, nós éramos a sede da Província, Florianópolis é a sede da Província em Santa Catarina. In: ALVES, Alecia. (Irmã Neves). 80 anos. Depoimento, abril 2005. Florianópolis - SC. Entrevistada por Clarice Bianchezzi. Acervo da autora. 6 VOLPATO, Terezinha. Op. Cit. 7 LIVIO,Tito. Depoimento, maio 2005. Florianópolis - SC. Entrevistada por Clarice Bianchezzi. Acervo da autora. 8 Em 75 foi a agravante que preocupou. É que nós alinhamos todas as áreas em função do pobre, por exemplo, os colégios iam formar tudo na linha do pobre, formar, por exemplo, professores do materno infantil para trabalhar na periferia.(...) Depois dentro da província tinha uma linha de formação ligada toda a libertação e a formação também, o patrimônio foi

todo direcionado para fazer a socialização dos bens, a administração toda nessa linha e as finanças, então financiando projetos, financiando bolsas abrindo cursos noturno para pessoal pobre, nessa linha toda. (...) Então as Irmãs começaram a tomar rédeas dentro dos hospitais, é claro que também houve oposição: oposição de professores nos colégios, oposição nos hospitais, e que iam se juntando as Irmãs descontentes. Esses são os tensionamentos. (...) Essa mudança era em toda a Província, mas começou por Florianópolis no Colégio Coração de Jesus, ele foi à ponta de lança, depois assumimos em tudo.In: SARTOR, Emilia de Bona. 66 anos. Depoimento, abril 2005. Florianópolis - SC. Entrevistada por Clarice Bianchezzi. Acervo da autora. 9 Era no Capítulo que é a denominação dada dentro da Congregação das Irmãs da Divina Providência para a Assembléia Geral da Província, onde acontece a eleição do conselho provincial e definem-se as linhas de ação a serem desenvolvidas nessa Província por um determinado tempo. Porém nem todas as Irmãs podiam participar desse Capítulo, eram apenas as delegadas escolhidas para representarem os espaços onde as mesmas atuavam: colégios e hospitais. Era um número bastante reduzido, na grande maioria participavam apenas as diretorias de Colégios e Hospitais e algumas assistentes, limitando a entrada de outras Irmãs de cargos subalternos. In:BIANCHEZZI. Clarice. Religiosas dissidentes: memórias de tensões na Igreja Católica de Florianópolis (1968-1978) Trabalho de Conclusão de Curso – UDESC -2005 .pg.35. 10 Aí o decisivo foi o Capítulo em 75, que foi eleição que fomos todas eleitas (...) Mas no de 75 nós fomos todas eleitas, éramos todas brasileiras, e todas de uma linha bem avançada, que a gente num queria ficar para trás e a CRB dava muita oportunidade para formação. In: SARTOR, Emilia de Bona. Op. cit.

Genêro e Religião – ST 24 Maria Cristina Leite ... - Fazendo Gênero
1 Gênero e Religião ST. 24 Joice Meire ... - Fazendo Gênero
Gênero e Religião – ST 24 Nadia Maria Guariza ... - Fazendo Gênero
Gênero e Religião – ST 24 Sônia Cristina Hamid ... - Fazendo Gênero
Gênero e Religião ST. 24 Cristiana Tramonte UFSC Palavras-chave ...
Gênero e Religião ST. 23 Erica Piovam de Ulhôa ... - Fazendo Gênero
ST 24 Isabel Aparecida Felix Universidade ... - Fazendo Gênero
gênero, idade média e interdisciplinaridade ST ... - Fazendo Gênero
Gênero e Religião. ST 24 Marilane Machado Universidade Federal ...
gênero, idade média e interdisciplinaridade. ST ... - Fazendo Gênero
Gênero na Literatura e na Mídia. ST. 4 ... - Fazendo Gênero
Gênero e sexualidade nas práticas escolares ST ... - Fazendo Gênero
Gênero, feminismo e cultura popular. ST 56 ... - Fazendo Gênero
1 Gênero, raça/etnia e escolarização. ST 23 Ana ... - Fazendo Gênero
Violência de Gênero ST.5 Ana Luiza dos Santos ... - Fazendo Gênero
Gênero e sexualidade nas práticas escolares. ST ... - Fazendo Gênero
Gênero, memória e narrativas ST. 41 Pedro ... - Fazendo Gênero
História, gênero e trajetórias biográficas – ST 42 - Fazendo Gênero ...
Gênero, memória e narrativas - ST 41 Lucia M. A. ... - Fazendo Gênero
1 Gênero , Ciências e Tecnologia. ST. 22 Auri ... - Fazendo Gênero
Gênero, Ciência e Tecnologia. ST 22 Isabel ... - Fazendo Gênero
Gênero nas 'ciências naturais e exatas'. ST 25 ... - Fazendo Gênero
Gênero Ciência e Tecnologia. ST 22 Claudia ... - Fazendo Gênero
Gênero, Ciência e Tecnologia. ST 22 Maria de ... - Fazendo Gênero
- 1 - ST 49 – A Construção dos Corpos: Violência ... - Fazendo Gênero
Gênero, violência e segurança pública ST. 39 ... - Fazendo Gênero
1 Questões de gênero e educação – ST 58 ... - Fazendo Gênero
Práticas corporais e esportivas. ST 21 Silvana ... - Fazendo Gênero
mulheres e canções. ST 3 Márcio Ferreira de ... - Fazendo Gênero