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Ruídos na representação da mulher: preconceitos e estereótipos na ...

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Ruídos na representação da mulher: preconceitos e estereótipos na

Ruídos na representação da mulher: preconceitos e estereótipos na literatura e em outros discursos. SR 13 Patrícia Rossi de Oliveira Universidade Federal de Santa Catarina Palavras-chave: memória, ditadura, sociedade. APRESENTAÇÃO Memória e poder: lembranças de um tempo que não passou “Como agitar os tempos da memória para salvá-los de cair na apatia ou distrações citadinas?”. A pergunta é de Nelly Richard e situa-se no contexto de uma discussão referente ao significado de fotografias e monumentos sobre a ditadura militar. A preocupação da autora é com a indiferença do esquecimento; quer recuperar o passado, e chama a atenção não apenas para “o que” devemos recordar mas, principalmente, “como recordar”. O objetivo deste trabalho, portanto, é discutir um romance de um autor que compartilha da preocupação de Richard, ou seja, que não ficou indiferente à história, relembrando e denunciando o que não admitiu esquecido. A voz submersa, de Salim Miguel, é uma obra que tem a memória como tema central. O relato de uma personagem (Dulce) atordoada pelo que testemunhou – "não foi só o que presenciei mas o que aquilo provocou em mim” i – é o âmago do romance A voz submersa. Depois de presenciar o assassinato de um estudante (Edson Luís) na época da ditadura militar no Brasil, sua ação primeira é desabafar, narrar a alguém o que aconteceu. Procura o psicanalista e a mãe, mas não os encontra, e é obrigada a passar a noite com sua angústia. No dia seguinte, finalmente "conversa" com a mãe ao telefone. Sua intenção é relatar sua tormenta e procura a proteção uterina. Proteção contra o horror; horror da cena do estudante morto e de seu próprio mundo interior. A conversa ao telefone se inicia com a descrição do assassinato do estudante Edson Luís durante a ditadura militar, que da rua invade a casa e o seu domínio privado, e logo passa a desvendar a si própria e às outras personagens, a elucidar outros discursos, outras vozes. A realidade, misturada às lembranças, carrega a personagem para dentro de casa e nos faz atentar para uma discussão sobre o lugar da personagem. A alegoria da casa-ventre, do fio do telefone-cordão umbilical, confere ao romance uma preocupação com o maternal. A busca por proteção, abrigo, contrasta com a exposição da personagem e é resultado de uma superexposição ao quadro sócio-político da época em contexto. Partindo de um fato presente, Dulce começa a ter que se proteger do sonho e do devaneio, do passado que avança célere, das memórias confusas e incompletas.

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