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Posturas Femininas em uma Escola Pública de ... - Fazendo Gênero

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Posturas Femininas em uma Escola Pública de ... - Fazendo

Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a 28 de agosto de 2008 Meninas (Mal) Comportadas: Posturas Femininas em uma Escola Pública de Periferia Juliana Ribeiro de Vargas (UFRGS) Estudos Culturais; Gênero; Periferia Urbana ST 51 – Gênero e sexualidade nas práticas escolares Busco, neste trabalho 1 , apresentar e problematizar posturas de meninas, estudantes de quinta série do Ensino Fundamental, alunas de uma escola pública localizada na periferia da cidade de Porto Alegre. Tais posturas, por vezes, surpreendem seus professores, uma vez que se distanciam de padrões entendidos como naturais para o comportamento de meninas. As expressões utilizadas por essas alunas, as marcas que fazem em seu próprio corpo e o modo sensual de vestir e de andar são alguns exemplos de comportamentos que vêm provocando surpresa aos professores da escola destacada. Referencio minhas análises nas perspectivas teóricas dos Estudos Culturais e dos Estudos de Gênero, em uma abordagem pós-estruturalista. Por conseguinte, permito-me escrever o advérbio mal entre parênteses, pois, como investigadora, entendo que as identidades de tais meninas são constituídas dentro de práticas discursivas específicas (Hall, 2000) e também pela cultura, pensando que a mesma, tal como afirma Canclini (2005, p.41) “abarca o conjunto dos processos sociais de significação”. Problematizando juízos de valor sobre suas posturas, penso que as alunas referidas não sejam somente mal comportadas. Contudo, é preciso afirmar que algumas de suas atitudes são consideradas inadequadas, principalmente no ambiente escolar. Com o objetivo de entender melhor os comportamentos das alunas mencionadas, utilizei- me de metodologias de investigação de cunho etnográfico. Tenho claro que uma pesquisa que utiliza tal aporte corresponda a uma interpretação, distanciando-se do propósito de ser uma descrição imparcial. Conforme afirma Geertz (1989, p. 63), “toda a descrição etnográfica é, sempre, a descrição de quem escreve e não a de quem é descrito [...].” Apresento, inicialmente, considerações sobre a constituição de um ideário de infância feminina, a partir do qual entendo que as posturas das alunas acabam por ser interpretadas e descritas. Descrevo também, comportamentos e opiniões das mesmas alunas que se distanciam do ideário referido. Por fim, encerro este trabalho pensando que tais posturas deveriam ser discutidas nas escolas onde são protagonizadas, bem como nos cursos de formação docente.

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