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Fazendo Gênero 9 Diásporas, Diversidades, Deslocamentos 23 a 26 de agosto de 2010 restringe possibilidades de escolhas destes sujeitos e da produção de modos inéditos e singulares de existência. Através dos grupos esse modos de existir que são postos a margem, são capazes de ser cartografados e problematizados, assim possibilitando um novo modo de olhar os processos de escolhas, seja em relação a sexualidade, seja nos mais diversos âmbitos da vida. Considerações Finais As múltiplas infâncias e adolescências produzidas não dizem respeito somente à experiência particular dos sujeitos. Mais do que isso, fala de formas de produção de nossa própria sociedade; quais nossos valores? De que paradigmas nós nos utilizamos? Como mantemos e transformamos as relações de poder? A existência de populações excluídas e marginalizadas é, assim, analisadora de nossa organização social. Os internatos restringem, assim, a garantia dos direitos sexuais e reprodutivos como direitos humanos. Mais ainda, por conta da tutela produzem um cuidado castrador (Merhy, 2004), ao invés de investir na potência dos jovens, entendendo o desejo como potência de mudança e transformação. Analisar instituições para jovens revela muito sobre as construções a respeito dos processos de criminalização da sexualidade; a sexualidade instiga profissionais e jovens, sem espaços que permitam a discussão destes processos. Pensar que as normas são naturalizadas implica na reafirmação de que apenas certos modos de viver a sexualidade são legítimos – aqueles pautados pela monogamia e pela heterossexualidade. Acreditamos que esta ação construiu algumas perguntas, que precisam de aprofundamento. Para construir outras relações da universidade com estas realidades, continuaremos este projeto de pesquisa-intervenção em outras instituições, públicas e filantrópicas, de abrigamento e de cumprimento de medida socioeducativa. Além disso, esta ação traz retornos e problematizações para os projetos que trabalham grupos e juventudes, repensando as práticas universitárias e a construção de sentidos. É a ação extensionista garantindo a transformação das populações participantes, da universidade e seus processos de formação e produção de conhecimento. Da mesma maneira, a realização de grupos abre espaço para compreender a sexualidade além da norma vigente essencialista, biologizante e heteronormativa e para a construção de escolhas. Apostamos, assim, na afirmação de formas inéditas de existência, plenas de singularidade, experimentação e criação coletiva, na garantia dos direitos sexuais e reprodutivos como direitos humanos e, talvez, abrir espaço para novos modos de existência, inéditos e autênticos. 6

Referências Bibliográficas Fazendo Gênero 9 Diásporas, Diversidades, Deslocamentos 23 a 26 de agosto de 2010 BAPTISTA, L.A. A atriz, o padre e a psicanalista – os amoladores de facas. In: Cidade dos Sábios. São Paulo: Summus, 1999. BRASIL. Estatuto da Criança e do Adolescente. Brasília, 1990. CASSAL, L.C.B.; LAMEIRÃO, M.B.S.; BICALHO, P.P.G. Juventudes Rizomáticas: Problematizações da Sexualidade em Abrigos e Instituições de Cumprimento de Medidas Sócio- Educativas. In: Revista Contemporânea de Educação, v.4, n.7, p.132-147. Universidade Federal do Rio de Janeiro, 2009. FOUCAULT, M. História da Sexualidade I: A vontade de saber. São Paulo: Graal, 1988. FROTTÉ, M. D. Analítica do Vocacional: Percursos e derivas de uma intervenção. Dissertação (Mestrado em Psicologia). Niterói: Universidade Federal Fluminense, 2001. GOFFMAN, E. Manicômios, prisões e conventos. São Paulo: Ed. Perspectiva, 1961. GROPPO, L. A. Juventude: Ensaios sobre sociologia e história das juventudes modernas. Rio de Janeiro: DIFEL, 2000. MERHY, E. E. O desafio da tutela e da autonomia: uma tensão permanente do ato cuidador. Disponível em: . Acessado em: 15 mai. 2009. 2004. RAUTER, C. Diagnóstico Psicológico do Criminoso: Tecnologia do Preconceito. Revista de Psicologia. Niterói: UFF, 1989, p. 9-22. SILVA, J. C. S. “Acima de qualquer suspeita” – disciplina, subversão e processo administrativo no Instituto Profissional João Alfredo/RJ no final dos anos 1910. In: Cultura Escolar, Migrações e Cidadania: Actas do VII Congresso Luso-Brasileiro de História da Educação. Porto: Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação (Universidade do Porto), 2008. 7

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