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Narrativas civilizatórias e a formação da mulher no ocidente Gláucia ...

Narrativas civilizatórias e a formação da mulher no ocidente Gláucia ...

Narrativas civilizatórias e a formação da mulher no ocidente Gláucia

Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a 28 de agosto de 2008 Narrativas civilizatórias e a formação da mulher no ocidente Gláucia Costa de Castro Pimentel (UFSC) Análise do Discurso; mitos fundadores e ideologia; controles sociais e misoginia. ST 70 – Corpo, violência e poder, na antiguidade e no medievo, em perspectiva interdisciplinar As narrativas míticas são decisivas na construção de nossas identidades sociais, padrões éticos e aspirações transcendentais, chegando mesmo, ao ajustamento da nossa gestualidade e dos comportamentos interrelacionais. E as idéias dessas narrativas se desdobram em contos de fada e de terror, épicos, orações, cantigas de roda e de ninar, assim como em hinos, táticas de guerra, ética e estética. Para Borges, como a História é uma história tão ficcional quanto outra qualquer, sua maior lástima é de, na Argentina, não ter surgido um historiador como Carlyle (Thomas) que no século XVIII, inventou a Inglaterra para os ingleses. Plena de heróis magníficos e feitos fantásticos transformou uma herança sanguinária e corrupta, em uma nação altiva e sofisticada, a qual, assente em nova configuração, ordenada e robusta, serviu de espelho para o povo, os governantes e os projetos de conquistas do futuro 1 . No entanto, a questão da História e seus mitos não é vista, mesmo hoje em dia, com tanta transparência como o fazia Borges nos anos trinta do século passado. Abaixo, um texto recente confirma essa percepção: Um autêntico mito fundador (...) é uma verdade inicial compactada que, no desenrolar da História, vai desdobrando o seu sentido e florescendo sob a forma de ciência, de leis, de valores, de civilização. Um mito fundador não é um "produto cultural", pela simples razão de que ele, e só ele, é a semente de toda cultura possível. (...) A Bíblia, mito fundador da civilização ocidental está no fundo de toda a nossa compreensão de nós mesmos, e de todas as nossas possibilidades de ação. (...) Fora disso, não há senão ideologia, erro, loucura 2 . Esse pequeno trecho, parte de um artigo publicado no Jornal da Tarde, diário de ampla tiragem em São Paulo veiculado em 2001, o autor Olavo de Carvalho, explica a diferença entre ideologia (que ele associa somente às teorias socialistas e nazistas), e os mitos fundadores, responsáveis, segundo ele, pela base inquestionável da civilização ocidental. Segundo Carvalho, o mito canoniza a percepção que temos da civilização que nos forma, o que nos leva a pensar no papel da mulher nesta grandiosa idéia. No caso da formação da cultura e da mentalidade ocidentais, dois grandes pilares míticos deram-lhes sustentação e justificativa a seus valores, e ambos originaram-se nas franjas do oriente.

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