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MEMÓRIA E ORALIDADE: - Fazendo Gênero - UFSC

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Gênero, Memórias e Narrativas ST 41 Gênero Feminismo e Cultura Popular ST 56 Adriana Carvalho (UFSC) Memória e Oralidade: Registrando a história das mulheres Com os estudos feministas passou-se a ter uma atenção maior às mulheres e às suas manifestações sociais, política e culturais, observando-as como sujeitos protagonistas da história. Para tanto, esta perspectiva precisa, em primeiro lugar, entender como se deram os processos de exclusão, como se dão e como podem e devem ser superados. Ou seja, se deve buscar não apenas entender o problema em si, mas também a raiz dele. No campo da literatura se tem observado a histórica exclusão das mulheres do cânone literário, especialmente até inicio do século XX. Este fato está intrinsecamente ligado ao não acesso da mulher à escrita, o que leva a refletir sobre uma dupla exclusão sua, que também estão ligadas: a de gênero e a de classe. Neste sentido, cabe às/aos pesquisadoras/es, que estão descobrindo e registrando trabalhos literários de mulheres que não foram incluídas no cânone literário, não somente se ater aos trabalhos escritos daquelas exceções que tiveram acesso à educação escrita, seja ela formal ou informal, mas também aos fenômenos orais, compreendendo que aí se encontra uma dupla exclusão e, portanto, um rico arquivo de manifestações literárias desconhecidas. Para tanto é importante, em primeiro lugar, compreender o processo de exclusão do oral. É às ideologias nacionalistas e ao surgimento dos Estados modernos que o interesse pela tradição oral esteve diretamente ligado. Preocupados (as classes dominantes) com uma cultura nacional homogenia começaram a recopilar e a interpretar as culturas da tradição oral. Contudo, na América Latina este processo foi diferente. Neste continente a construção de uma cultura nacional esteve diretamente ligada ao projeto de civilização letrada que considerava a cultura ocidental o único modelo. Dessa forma, buscavam “educar” a população indígena, desindianizar aos mestiços e constituir uma simbologia nacional homogenia que fosse capaz de dar base ao “progresso” e à “civilização”. Obviamente essa homogeneidade não era possível, e o resultado com essa imposição estética foi a exclusão de inúmeras representações culturais e a visualização do cânone, que se trata de uma produção letrada encarregada de formar o gosto e hierarquizar a produção cultural a partir de preconceitos estéticos desde uma perspectiva etnocêntrica. É dentro desta perspectiva que surge a história como disciplina autônoma e diferenciada, pois com a consolidação dos Estados nacionais, no século XIX, ela era necessária para criar o sentimento de nação, reunindo a todos/as dentro de um passado comum. Começaria, assim, com os 1

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