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Política é coisa de homem: disciplinarização e representações ...

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Política é coisa de homem: disciplinarização e representações

Política é coisa de homem: disciplinarização e representações femininas na imprensa políticopartidária catarinense no início republicano (1889-1894) 2008 de agosto de 28 a 25 de Florianópolis, Emy Francielli Lunardi (UFSC) Palavras-chave: Representações femininas; Comportamentos aceitáveis; Discursos políticos. ST 54 – La mujer americana en los discursos: los imaginarios sociales, políticos y culturales. Gênero 8 Fazendo Gênero 8 Fazendo Gênero 8 Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Corpo, Violência e Poder Corpo, Violência e Poder Corpo, Violência e Poder Fazendo A proclamação da República brasileira, no dia 15 de novembro de 1889, representou o clímax de um longo processo anterior, cujas tensões e complexidades explodiram no período ministerial de Ouro Preto. Exigências federalistas, movimento republicano, insatisfações militares, repúdio à sucessão imperial, descompasso entre a estrutura sócio-econômica e a política, adoção de hábitos e desejos incompatíveis com a administração monárquica, ascensão de novas camadas oligárquicas, surgimento de classes urbanas, predomínio político de uma aristocracia decadente: tudo isso constituía o caldeirão em que fermentavam as contínuas crises imperiais e as alianças heterogêneas feitas pelos diversos grupos que lutavam contra o sistema dominante. Situação ainda mais complexa porque não significava apenas reunir numa coalizão as forças militares e civis, mas também conseguir uma unidade entre interesses, desejos e projetos de nação divergentes. Talvez por isso mesmo, o que caracterizou o advento do regime republicano foi seu repentino desencadeamento e o pequeno número de participantes. A participação popular foi restrita em todo o movimento. Como bem disse Aristides Lobo, um dos conspiradores, “o povo assistiu àquilo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava”. Proposta basicamente por frações dos grandes proprietários, que elegeram o republicanismo como forma de ocupar o poder, e por outros segmentos insatisfeitos – as camadas médias urbanas e o Exército –, a proclamação não teve caráter popular. Foi uma transformação política que, através de conciliações, realizou-se pelo alto, sem consulta à opinião pública. E se os homens do povo não estiveram presentes, como esperar uma participação das mulheres? Como explicou José Murilo de Carvalho, Havia uma elite política de homens, que eram chamados públicos. A mulher, se pública, era prostituta. Mesmo na fase mais jacobina da República, durante o governo de Floriano, a participação era exclusivamente masculina. Não só as mulheres não participavam, como não era considerado próprio que elas participassem. Política era coisa de homem. 1 Não havia espaço para a participação feminina na vida política no início da República no Brasil. A sua única aparição na implantação do novo regime ocorreu no seu papel classicamente privado de senhora do lar: as filhas de Benjamin Constant bordando a nova bandeira nacional. Ironicamente, um dos primeiros artigos na imprensa republicana que fala da participação das

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