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4 years ago

Este estudo teve como objetivo principal analisar como tem sido

Este estudo teve como objetivo principal analisar como tem sido

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No entanto, os estudantes admitem que as mulheres sofrem, mas não afirmam que estas sofrem mais que eles. Segundo eles, a mulher por ser mulher, por ter uma “natureza” mais frágil, mais sensível, seria poupada de vivenciar totalmente o sofrimento do típico estudante de engenharia. O ato de sofrer ou de ter escolhido este tipo de sofrimento é compreendido também como uma opção de coragem e de orgulho para elas (es), ao se submeterem a participar deste campo de conhecimento, estariam comprovando assim que não têm medo de desafios. Deste modo, este sofrimento presente no campo da engenharia na compreensão dos estudantes é um tipo de sofrimento mais destinado aos homens do que às mulheres, pois quem escolhe esse tipo de sofrimento, geralmente dispõe de muita coragem. E a coragem tem sido representada como um forte atributo de masculinidade. Estudantes e Professores: numa relação de amor e ódio As aulas na engenharia, por terem a matemática como base, tendem a estabelecer limitações para as (os) estudantes e professores construírem relações, que não estejam baseadas no binômio aparentemente dicotomizados professores (as) - alunas (os). A dicotomia que se mostra presente no ensino de engenharia, tende a estabelecer um ensino focalizado no típico engenheiro dificultando mudanças na prática didático 10 -pedagógica dos professores. Sendo este tipo de relação marcado pela rigidez, frieza e objetividade, o que se pode esperar do comportamento típico do engenheiro que está sendo construído no curso?.Nesse sentido, a representação e a reprodução desta relação como dicotômica garante a manutenção deste modelo, o qual contempla um conhecimento construído de forma aparentemente objetiva sem relação, logo sem influências dos sujeitos participantes de sua prática. O professor - engenheiro é percebido pelas (os) alunas (os) em algumas situações como “Deus” da engenharia por ser um profissional eficiente neste campo, ou seja, saber fazer a parte prática muito bem. Segundo as estudantes, principalmente seus colegas homens, admiram o professor – engenheiro, que sabe, por exemplo, como funciona uma máquina. Ainda assim, o professor também pode ser visto como a forma corporificada de “um verdadeiro satanás” por atormentar seus cotidianos com o fantasma da reprovação, com o tratamento frio e rígido que demonstra em relação aos estudantes e também os complexos de inferioridade que inculte nos alunos quando assume a postura do “dono do saber” em relação aos estudantes, os “vasilhames vazios”,os seres sem conhecimento. O desapontamento que as estudantes sentem em relação aos professores segue uma reflexão sobre o porquê dos seus comportamentos excessivamente rígidos e frios. Os alunos não mostraram uma crítica direta em relação à frieza dos professores. Na reflexão dos alunos homens o comportamento tão 4

“frio” de seus professores, ocorre em função da formação sofredora que tiveram..Provavelmente o que eles são atualmente refletem diretamente as suas experiências como alunos de engenharia. No entanto, nesta briga simbólica entre elas/estudantes e eles/estudantes ou professores, são os“donos do saber” que conseguem atingir diretamente estas estudantes durante o processo de formação. As sensações de ódio, traumas, revoltas e até mesmo vontade de desistir é construída diretamente na relação com seus professores e não seus colegas homens. Matemática : o “bicho de sete cabeças” tem gênero? A questão do prestígio social da matemática aparece bem evidente nas falas destas (es) estudantes. As estudantes de engenharia além de exaltarem o orgulho e a coragem de não ter se livrado do famoso “bicho de sete cabeças”, também revelam que esta adoração pela matemática é uma característica especial que as (os) diferencia dos estudantes de outros cursos. Os homens comentam que há poucas mulheres na engenharia pelo fato das mulheres “naturalmente” escolherem profissões mais “femininas” No entanto, nos discursos destes jovens além de entender como algo “natural” as escolhas profissionais das mulheres, há também uma tendência em afirmar que a matemática por ser compreendida como uma das disciplinas mais “difíceis” estudadas na escola, que não atrai as mulheres, pois estas escolhem carreiras mais “fáceis” de cursar. Segundo eles, esta “facilidade” será encontrada nas ciências humanas e sociais, pois nestas “não se precisa muito raciocínio”. Então quando há uma adoração feminina pela matemática, isto não é “normal”. A matemática é uma disciplina que representa na vida escolar de uma estudante o famoso “bicho de sete cabeças” e estes alunos por se considerarem “diferentes” por gostar de vivenciar as dificuldades em relação aos cálculos matemáticos, dizem que para cursar engenharia o sujeito não pode ser “normal”, tem que ter algo a mais. Esta “anormalidade” estaria ligada ao gostar de matemática, que culturalmente esta representa no imaginário social. Uma disciplina relativamente “difícil” em comparação as outras disciplinas. Deste modo, para os homens esse gosto pela matemática não seria algo “naturalmente” presente no comportamento das mulheres. Segundo eles, por causa da frieza, da objetividade que envolve os cálculos matemáticos as mulheres que escolhem engenharia também não são mulheres “normais”, seriam alguns “pontos fora da curva” presentes neste contexto. Ainda assim deve-se distinguir a “anormalidade” presente nos homens engenheiros, a qual deve ser entendida como algo especial, ou seja, o ato corajoso de ter escolhido algo “difícil”, como a carreira de engenheiro que tem como base à matemática. Já a “anormalidade” nas mulheres é compreendida como algo que põe em dúvida a sua feminilidade, ou seja, o “ser mulher”. Eles competem, elas seduzem... 5

Introdução Este trabalho tem por objetivo analisar - PCGR
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