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De amor e romances: a censura, a literatura, o ... - Fazendo Gênero

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Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a 28 de agosto de 2008 De amor e romances: a censura, a literatura, o cinema e as mulheres na imprensa católica de Florianópolis (1930-1945) Ana Claudia Ribas (UDESC) Representações; Censura; Imprensa Católica ST 17 - Instituições, representações sociais de gênero e conflitos sociais “Como ler tudo? por ventura, a borboleta se aproxima da chama sem chamuscar as asas? Quem passa pela lama não há de sujar-se? Será possível que uma jovem leia uma obra apaixonada, imoral sem profanar e manchar a conduta de sua alma?” 1 Não há como desconsiderar a força representativo-simbólica exercida pela Igreja Católica no mundo ocidental durante a primeira metade do século XX. Toda essa força pode ser sentida nos seus empreendimentos de romanização, na luta contra as demais tendências religiosas e especificamente no caso brasileiro, na busca por um espaço político dentro da república recém- instaurada. Essa tentativa de participação da Igreja Católica no contexto político é perceptível em seus discursos de tons normativos, que foram bem aceitos, especialmente no primeiro governo Vargas, por serem considerados como auxiliares na formação de uma identidade e uma “ordem” nacionais. Partindo da premissa de que essas práticas discursivas católicas podem ser consideradas como representações, uma vez que agem como fornecedoras de referencias coletivos e como as matrizes de práticas que acabam por construir o próprio mundo social 2 , a análise de tais discursos acabam proporcionado reflexões sobre o poder da escrita, mesmo em materiais considerados tão efêmeros quanto a imprensa. Os discursos veiculados pela imprensa oficialmente reconhecida como católica, eram construídos a partir de uma pesada argumentação normativa, especialmente ao se referirem às representações de mulher, mostrando sua resistência as mudanças em que a sociedade brasileira começava a mergulhar, apontando-as como “corruptoras” dos “valores cristãos”. Isso não significava que a Igreja fechava-se em sue próprio espaço religioso, mas sim que ela dialogava “diretamente com a esfera pública, mostrando seu interesse na participação e na construção da nova sociedade” 3 , e que estava muito preocupada com questões relacionadas especialmente com a mulher e conseqüentemente, com a família, dentro deste contexto social que começava a se desenhar. A cidade de Florianópolis, desde 1929, conta com um forte representante da “Boa Imprensa” ou Imprensa Católica: o jornal O Apóstolo, que por várias décadas empenhou-se como

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