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Gênero e sexualidade nas práticas escolares. ST ... - Fazendo Gênero

Gênero e sexualidade nas práticas escolares. ST ... - Fazendo Gênero

construção.É um curso

construção.É um curso de graduação anual que foi planejado para realizar a formação de obstetrizes em quatro anos e atualmente duas turmas estão em andamento: o primeiro e o segundo ano. Nós(as autoras) fomos contratadas em fevereiro de 2006 e ainda estamos nos localizando na instituição e no curso, aprendendo no dia a dia novas possibilidades de ação e buscando encontrar ressonâncias para as nossas perspectivas político-pedagógicas.E foi discutindo sobre os nossos posicionamentos pessoais que desenhamos este estudo para identificar o que os alunos e as alunas ingressantes no curso de Obstetrícia em 2006 pensavam sobre gênero e o movimento feminista. Isso porque, nos interessava conhecer as noções que os alunos já traziam consigo, discuti-las e problematizá-las. Desde o inicio haviam duas pressuposições básicas orientando este estudo: 1- as alunas e alunos ao ingressar na universidade trazem consigo os valores da sociedade em que vivem e tem conhecimentos e experiências que devem ser reconhecidas e valorizadas no processo de construção de novos saberes que empreendemos coletivamente na universidade;2- a necessidade de incorporar a discussão de gênero transversalmente no currículo do curso de obstetrícia para não corrermos o risco de reproduzir os reducionismos históricos que classificam e aprisionam as mulheres, ora na sua condição biológica, ora nos papéis sociais prescritos.Além disso, parece-nos que a perspectiva de genero pode nos auxiliar a romper com o paradigma dominante sexista que norteia tanto a formação profissional quanto os modelos assistenciais no campo da saúde. O estudo Como nossa intenção era realizar um estudo exploratório e obter uma leitura inicial do conjunto de alunas e alunos ingressantes no curso em 2006 decidimos utilizar um questionário com quatro questões abertas que nos possibilitaria identificar as principais noções sobre gênero e sobre o movimento feminista que circulam entre eles.Escolhemos questões abertas porque estas possibilitam as(os) participantes a liberdade de escrever suas idéias em seus próprios termos e incluir nas respostas os afetos e vivências do cotidiano. Explicamos para as(os) participantes o caráter voluntário da participação na pesquisa, lemos juntos os termos de consentimento informado que todos que responderam o questionário assinaram. Características dos participantes: • primeiro ano do curso de Obstetrícia tem sete alunos do sexo masculino matriculados e as outras 53 são do sexo feminino totalizando 60 alunas(os).Os questionários foram

espondidos por 50 dos 51 das(os) estudantes que compareceram à primeira aula de Psicologia(ministrada por uma das autoras), apenas um aluno se recusou a responder. Assim, dos 50 questionários respondidos, 44 foram respondidos por alunas e 6 por alunos, destes 13 fizeram o ensino médio em escola pública e as(os) outras 37 estudaram em escola privada.Vale ressaltar, que 7 das(os) participantes iniciaram outro curso superior antes de ingressar no Curso de Obstetrícia e as idades variaram entre 17 e 28 anos. As desigualdades entre homens e mulheres na sociedade brasileira Todos os participantes da pesquisa afirmaram que há muitas diferenças no modo de tratar homens e mulheres na sociedade brasileira e argumentaram que essas diferenças estão intimamente relacionadas com preconceitos, esteriótipos e discriminação em relação a mulher. Fica evidente nas respostas que essas diferenças originam desigualdades de diferentes ordens. Em uma leitura preliminar, podemos apontar tres grandes eixos de argumentação que buscam explicar as desigualdades entre homens e mulheres na nossa sociedade: o machismo permeia a sociedade brasileira e prescreve comportamentos para homens e mulheres, as dificuldades enfrentadas no mercado de trabalho, os repertórios que difundem as imagens da mulher como sexo frágil e do homem como sexo forte. O machismo permeia a sociedade brasileira e prescreve comportamentos A leitura da sociedade como machista apareceu em muitas das respostas, na maioria das vezes tratava-se de uma tentativa de explicar as raízes das desigualdades no modo de tratar homens e mulheres no Brasil.Como na seguinte afirmação: “Ainda hoje a sociedade brasileira tem um certo preconceito ou melhor, uma identidade machista a zelar. De modo a referir que a mulher sempre vai ser o sexo frágil desse modo ela fica impossibiltada de participar de certos acontecimentos, movimentos, etc.” É interessante observar que as(os) participantes da pesquisa compreendem que o machismo esta muito presente na sociedade brasileira e que está presente nas mentalidades de homens e mulheres.Como na afirmação: “Essa discriminação as vezes pode vir até das próprias mulheres que julgam que certas atividades não devem ser feitas por mulheres como por exemplo jogar futebol.” Em alguns discursos fica evidente que no cotidiano das vivências dos participantes estão permeadas por prescrições de comportamentos esteriotipados para homens e para mulheres e que as (os) participantes parecem estar incomodados com essas expectativas de comportamento:

Untitled - Sociedade Brasileira de Estudos em Sexualidade Humana
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