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1 Gênero , Ciências e Tecnologia. ST. 22 Auri ... - Fazendo Gênero

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especializados com base

especializados com base contratual ou sazonarias, coloca-se ao abrigo de tais riscos que se tornaram insuportáveis na agricultura familiar moderna. No caso do Brasil, mas especificamente do Estado de São Paulo na região do algodão, Wanderley ( 1990,p. 22 ) salienta: A substituição da tração animal pela cultura mecanizada teve como conseqüência a liberação das mulheres do trabalho agrícola. Apenas nas famílias mais pobres, a mulher continua a ajudar nas tarefas manuais de “limpa”( exatamente à medida em que não se aplica herbicida) e de colheita. Nas outras famílias, as mudanças tecnológicas permitiram que as mulheres se dediquem ao trabalho doméstico e à criação dos filhos. Observa-se que a divisão sexual do trabalho, na agricultura familiar tradicional e mesmo nas que adotam novas tecnologias, é marcada pela questão da disponibilidade de mão-de-obra feminina, aliada a outros fatores, como classe social, posição que ocupa no grupo doméstico qualificação da mão-de-obra entre outros. A mulher, seja na agricultura tradicional seja na modernizada, é utilizada como “exército de reserva;” quando há necessidade de mão-de-obra para as tarefas consideradas produtivas, é requisitada, quando a mão-de-obra masculina é suficiente para suprir essa necessidade, ela se dedica aos afazeres domésticos, retornando ao “mundo reservado às mulheres”. Essa identidade maior da mulher com o espaço privado, familiar, favorece a sua contratação nos trabalhos agrícolas por tempo parcial, e a não inclusão na categoria de trabalhadora, com direitos trabalhistas assegurados. Neste sentido, como assevera, Flores (1994,p.5) : As mulheres podem ser contratadas e expulsas dos processos produtivos sem suscitar conflitos aparentemente graves, ocupar emprego de tempo parcial sem horários fixos e estabeleci dos e ser pagas, estritamente pelo que fazem, graças à referência de que o seu lugar social, real e simbolicamente é a casa. Se as formas flexíveis de uso de mão-de-obra se identificam com as mulheres, é exatamente porque elas carregam o peso da organização da família. 4

3 Fruticultura Tropical e Emprego de Mão-De-Obra Através do estudo realizada foi possível identificar que a preferência dos empresários da fruticultura pela mão-de-obra feminina E A SAZONALIDADE, pois, além de ser barata e “delicada”, tais empresários não têm nem uma obrigação legal para com a mulher trabalhadora. São convocadas no pique da colheita e dispensadas depois, sem que isto lhe traga qualquer problema de ordem do direito do trabalho. Considera-se, então, pertinente a colocação de Lavinas & Cappellin ( 1991, p. 5 ) a respeito desta questão : São as formas variadas do trabalho sazonal na agricultura a base para reprodução de discriminações sexistas. A empreita, o trabalho por produção e a diária demonstram isso. Como homens e mulheres não exercem as mesmas funções nas atividades agrícola, parece correto que não percebam os mesmos salários. Esta visão das desigualdades entre mulheres e homens, apenas sobre o prisma da subordinação econômica, está marcada por uma concepção limitada e limitante arraigada na nossa sociedade, construída a partir dos papéis sexuais determinados biologicamente. Essa concepção impossibilita vislumbrar outros aspectos do trabalho e da vida das mulheres e dos homens, atribuindo-lhes espaços diferenciados. Desta forma, para avançar no conhecimento sobre o papel que homens e mulheres ocupam na área da fruticultura modernizada, é importante conhecer as atividades produtivas que desempenham. Como também, a sua atuação no conjunto de atividades que fazem parte do setor, num contexto relacional com os demais membros que o compõem; no planejamento da produção, na comercialização dos produtos agrícolas, no gerenciamento das finanças, na sua categorização dentro da classe social a que pertence, na posição que ocupa no interior do grupo doméstico e no seu envolvimento com a chefia da unidade de produção. Segundo, GARCIA JÚNIOR ( 1983,p. 117 ) “é socialmente aceito que não cabe à mulher o trabalho no roçado, sendo esta uma área de atividade masculina. Entretanto, a semeadura, a colheita, além das atividades do plantio são realizadas por mulheres” . Observa-se que, na representação do agricultores (as) familiares, sobre o que é trabalho, a mulher é vista como ajudante. É comum as mulheres que fazem parte do grupo doméstico, responderem quando são entrevistadas : “Eu não trabalho não senhora, apenas ajudo o meu marido no lote .”( esposa de colono, de São Gonçalo ). 5

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