Views
4 years ago

A Cidade das Putas José Miguel Nieto Olivar ... - Fazendo Gênero

A Cidade das Putas José Miguel Nieto Olivar ... - Fazendo Gênero

A Cidade das Putas José Miguel Nieto Olivar ... - Fazendo

José Miguel Nieto Olivar (UFRGS) Prostituição; Gênero; Cidade ST 26 – Prostituição; Gênero; Cidade Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a 28 de agosto de 2008 A Cidade das Putas 1 Construo este texto no meio do processo da primeira escrita da minha tese de doutorado. Apresento uma multiplicidade de fragmentos de encontros etnográficos através dos quais espero provocar(-me) uma reflexão sobre a cidade, a sexualidade feminina, o gênero e a prostituição. Tudo isso construído desde um olhar narrativo histórico (etnografia e história do tempo presente com forte ênfase nas trajetórias de vida, na memória e no recorte geracional), experiencial (cultura como experiência vivida, negociação simbólica e imagética) e processual (corpos e cidade como processos nunca terminados de objetivação da cultura) (Sahlins, Ortner, De Certaeu, Ricoeur, Dossé, Ecker-Rocha, Viveiros de Castro). A perspectiva teórica e posicional sobre a prostituição está centrada na compreensão descentrada e relacional do objeto, vinculada com sexualidade, classe, gênero, família, relações de produção (material e simbólica) e geração (Piscitelli, Fonseca, Juliano, Ragô, Osório). No subsolo se faz presente, também, uma discussão sobre prostituição e direitos sexuais (S. Corrêa). Tento afirmar que: A) existe uma certa “regulamentarização simbólica” muito efetivada na construção da cidade-corpo. B) Essa “regulamentarização” é muito menos para a prostituição do que para a “putaria”; isto é, uma regulamentarização do gênero e da sexualidade, não do trabalho. C) Mesmo assim, ou por isso mesmo, sob, por cima ou entre as linhas dessa política pública, fluem intensas experiências de sexualidade feminina, observáveis na prostituição feminina, tendentes a um certo “direito à cidade”. 1. Praça da Alfândega em Porto Alegre. Final do verão de 2008. É uma loira, de mais ou menos 170 cm, de pele branca e olhar denso. Seus cabelos são abundantes, encaracolados, caem nos ombros. A praça, iluminada pelo forte sol das 15 horas e escurecida pelas ameaças de “modernização” do Projeto Monumento. Ela está de camiseta branca, colada ao corpo, uma calça jeans clara e tênis brancos. Sorri, fala de amor com algumas amigas. Está sentada no encosto de uma das bancas de madeira que marcam as trilhas no interior da praça. Seus pés, sobre o assento. Então passa, com passo acelerado, um homem de cabelos grisalhos, sapatos finos e camisa branca. Passa do seu lado e sutilmente a xinga por “estragar” a banca. Qual é, meu! Esta praça é minha! Qual é!!!! Mas o homem só queria xingar, não escutar. Cris ronda os 46, tem duas filhas e três

Gênero e Psicologia Social - José Toro Alfonso
Fazendo Gênero 8 Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder ...
Sexualidade, gênero, cor/raça e idade em ... - Fazendo Gênero
Masculinidade e Homofobia em O Ateneu ... - Fazendo Gênero
1 Simpósio Temático 01 - Fazendo Gênero - UFSC
Violência; Gênero; Ciências - Fazendo Gênero
Gênero: multiplicidade de representações e ... - Fazendo Gênero
Gênero: multiplicidade de representações e ... - Fazendo Gênero
1 Em virtude do grande número de pôsteres ... - Fazendo Gênero
Escrevendo a história no feminino - Fazendo Gênero - UFSC
uma compreensão fenomenológica da ... - Fazendo Gênero
Corpo, Violência e Poder - Fazendo Gênero - UFSC
Migrações do passado e do presente: uma ... - Fazendo Gênero
Gênero e sexualidade nas práticas escolares. ST ... - Fazendo Gênero
Sexualidade, conflitos de gênero e adoção: Por ... - Fazendo Gênero
as máscaras do feminino - Fazendo Gênero 10
Gênero e Sexualidade nas Práticas Escolares ... - Fazendo Gênero
1 Ruídos na representação da mulher - Fazendo Gênero 10
Carmen Angela Straliotto de Andrade - Fazendo Gênero 10