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Escrevendo a história no feminino - Fazendo Gênero

Escrevendo a história no feminino - Fazendo Gênero

Anais do VII Seminário

Anais do VII Seminário Fazendo Gênero 28, 29 e 30 de 2006 Sobre a mulher recai a responsabilidade de um futuro promissor da nação, não apenas por suas funções geratrizes, mas também por ser ela o primeiro "agente" protetor e educativo da criança. Na medida em que crescia a responsabilidade da mulher em relação a quantidade e qualidade das pessoas que deveriam constituir o povo da nação moderna e civilizada que se almejava, era reforçada a imagem da maternidade como destino feminino; fato que justificava ações repressivas e profiláticas sobre as mulheres que não desempenhavam a contento suas funções de progenitoras, mãe e educadoras dos futuros cidadãos do país. Referências : COSTA, Jurandir Freire. História da Psiquiatria no Brasil: um corte ideológico. 2ª ed. Rio de Janeiro: Editora Documentário, 1976; DONZELOT, Jacques . A Polícia das famílias. 2ª ed., vol.9, Rio de Janeiro: Graal, 1986; FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. 11. ed., Rio de Janeiro: Graal, 1993; I Congresso Brasileiro de Proteção à Infância: 7º Boletim (1924) – Teses oficiais, memórias e conclusões. Rio de Janeiro: Empresa Gráfica Editora, 1925; MONCORVO FILHO, Arthur. Histórico da Protecção à Infância no Brasil: 1500-1922. 2ªedição. Rio de Janeiro: Empreza Graphica Paulo Pongetti, 1927 NEVES FILHO, Manoel Tavares. Da esterilização de anormais como processo eugênico. Rio de Janeiro: Tese da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, 1921; ORLANDI, Orlando V. Teoria e prática do amor à criança: introdução à pediatria social no Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 1985 SILVA, Ana Márcia. Elementos para compreender a modernidade do corpo numa sociedade racional. Cadernos CEDES ano XIX, n, 48, Ago. 1999; 6

1 Este texto faz parte de um dos capítulos de minha tese de doutorado intitulada "Crianças e adolescentes pobres à sombra da delinquencia e da desvalia: Florianópolis - 1900/1940". 2 Discurso proferido por Lopes Trovão no dia 11 de setembro de 1896 no Senado Federal, Rio de Janeiro. Apud: MONCORVO FILHO, Arthur. Histórico da Protecção à Infância no Brasil: 1500-1922. 2ªedição. Rio de Janeiro: Empreza Graphica Paulo Pongetti, 1927. p. 128-131 3 Idem, p. 139-140 4 Ibidem, p. 142 5 DONZELOT, Jacques . A Polícia das famílias. 2ª ed., vol.9, Rio de Janeiro: Graal, 1986, p. 33 6 ORLANDI, Orlando V. Teoria e prática do amor à criança: introdução à pediatria social no Brasil. Rio de Janeiro: Zahar, 1985. p. 68. Orlandi coloca que de acordo com Fernando Magalhães em Obstetrícia no Brasil, publicado em 1922, na cidade do Rio de Janeiro pela editora Leite Ribeiro, “Mme Durocher foi a primeira parteira diplomada pela nova Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, em 1934 – mais tarde, o primeiro e único titular feminino da Academia Imperial de Medicina. 7 Idem, p. 59 8 Ibidem, p. 70 9 COSTA, Jurandir Freire. História da Psiquiatria no Brasil: um corte ideológico. 2ª ed. Rio de Janeiro: Editora Documentário, 1976, p.33 10 ORLANDI, Orlando, Op. Cit p.93 11 Sem dúvida existiam projetos específicos - que transparecem nos discursos por nós analisados - para as crianças e adolescentes dos meios abastados, porém acreditamos que a análise dos papéis construídos aos filhos das famílias abastadas, são merecedoras de um estudo específico. 12 SILVA, Ana Márcia. Elementos para compreender a modernidade do corpo numa sociedade racional. Cadernos CEDES ano XIX, n, 48, Ago. 1999, p. 22. 13 FOUCAULT, Michel. Microfísica do poder. 11. ed., Rio de Janeiro: Graal, 1993, p 89 14 ORLANDI, Orlando. Op. Cit., p. 93 15 Idem, p. 93 16 NEVES FILHO, Manoel Tavares. Da esterilização de anormais como processo eugênico. Rio de Janeiro: Tese da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, 1921, p. 14 17 I Congresso Brasileiro de Proteção à Infância: 7º Boletim (1924) – Teses oficiais, memórias e conclusões. Rio de Janeiro: Empresa Gráfica Editora, 1925, p. 47 18 Idem. 19 Ibidem, p, 43

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