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Performance e etnoestética: a montagem como ritual ou como ...

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Performance e etnoestética: a montagem como ritual ou como

Performance e etnoestética: a montagem como ritual ou como nasce uma drag-queen José Juliano B.Gadelha UFC Montagem; performance; estética ST 61 - Sexualidades, corporalidade e transgêneros [1]: narrativas fora da ordem Transexuais, transformistas, travestis, e drag-queens denominam conjuntamente as transformações de suas personalidades e o processo de intervenções corporais por eles sofridos de montagem. Assim, montar para esses agentes é um ato de modificar tanto a pessoa como o corpo. Este artigo tem por objetivo o estudo de tal ato, no que se refere à experiência drag-queen, à luz de uma pequena parte da imensa bibliografia que compõe as pesquisas antropológicas sobre rituais. Ao perceber a montagem como um fenômeno passível de uma análise ritual jamais poderia descrevê-lo e interpretá-lo sem me remeter a principal matéria sensível que me propiciou tal percepção: as narrativas de drag-queens sobre como elas se tornaram o que são.Essas narrativas são oriundas de 50 entrevistas que realizei durante um trabalho de campo iniciado em 2004 e finalizado em 2007 na cidade de Fortaleza. Em suma, este texto parte da análise de biografias de drag-queens a respeito de sua iniciação na montagem, demonstrando como esta além constituir um ritual de vital importância na vida de quem o pratica revela-se como espaço da teatralidade e da performance,da expressividade individual e coletiva,da estrutura e da ação,onde o cartão de visita é a estética dos corpos. 1.A escolha do nome As drags podem ser percebidas como personagens criadas por homens que as vivem em determinados momentos. Pintados, travestidos e adornados às mil maneiras muitos dos corpos dessas personagens se apresentam como verdadeiros artefatos rizomáticos 1 . Em tais corpos quase tudo pode ser traçado: animalidade, feminilidade, masculinidade, etc. O corpo de uma drag pode ter asas como as de um dragão; possuir seios; exibir chifres; seus olhos podem ser marrons, vermelhos, violetas ou de qualquer cor; seus cabelos são de perucas cujos fios podem mostrar diversas cores, texturas e tamanhos; suas vestimentas (sempre femininas) estão mais próximas de fantasias carnavalescas; e seus pés se apresentam calçados em sapatos, botas ou sandálias de saltos elevadíssimos. Tais personagens sempre possuem nomes femininos e apresentam modos de andar, falar e gesticular diferentes daqueles exibidos por seus intérpretes. A escolha, por parte das drags, de nomes femininos está relacionada à aparência do corpo montado uma vez que, os corpos manufaturados por essas pessoas apresentam fortes aspectos

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