Views
5 years ago

Escrevendo a história no feminino - Fazendo Gênero - UFSC

Escrevendo a história no feminino - Fazendo Gênero - UFSC

Anais do VII Seminário

Anais do VII Seminário Fazendo Gênero 28, 29 e 30 de 2006 processos culturais diversos, pude perceber que toda prática, seja numa aldeia ou escola, está permeada por questões de gênero e sexualidade, o que nos remete a pensar a necessidade de um trabalho sistematizado e planejado para refletirmos sobre os conhecimentos por nós produzidos e disseminados. Acredito, assim como Felipe (2004, p. 39) que: O pouco conhecimento sobre as temáticas de gênero e sexualidade apresenta-se como um dos fatores pelos quais professores e professoras, na maioria dos casos, continuam ensinando, mesmo que “discretamente”, modos de ser e de se comportar de maneira diferenciada e desigual para meninos e para meninas. Considero que nem sempre estamos eternizando certas práticas, pela mera falta de conhecimento, pois creio nas palavras de Louro (2000, p. 60) ao afirmar que “os processos de escolarização sempre estiveram – e ainda estão – preocupados em vigiar, controlar, modelar, corrigir, construir, os corpos de meninos e meninas, de jovens homens e mulheres”, o que denota uma intencionalidade e não simplesmente uma ignorância. O que torna mais urgente o uso de metodologias mais contundentes que possibilitem a reflexão e aprendizagem sobre os diversos processos que operam para a promoção das discriminações ou classificações de raça, etnia, corpo, gênero e outros. O processo de formação dos nov@s professor@s atento a essas questões é somente um passo nesse sentido, mas conforme pudemos experimentar em nossa vivência rapidamente aqui relatada, é fundamental provocar estranhamentos e propor reformulações das concepções prévias. Este é o começo? Sobre a especificidade do que me propus a discutir nesse texto concluo que se faz necessário um trabalho sistemático e tenaz para dar conta de sua complexidade e para que possamos garantir algumas transformações. Poderíamos supor que acadêmic@s ainda não tenham muitos vícios e estejam mais propens@s a mudanças, contudo as concepções de sexualidade e gênero estão muito arraigadas em mitos e tabus. Mas, creio que podem ser dissolvidos por um intenso trabalho qualificado. Esses novos conhecimentos e questionamentos teriam que passar a habitar o mundo onde cada um@ abriga a capacidade de auto-transformação, em outras palavras, novas concepções teriam que atravessar de modo profundo as vidas desses sujeitos. A experiência em construção ainda requer a constituição de um coletivo de professor@s que possam ser @s formador@s de uma nova forma de refletir as diferenças de gênero, etnia, raça, religião, entre outras. Para isso, pressuponho que trabalhos interdisciplinares que incluam na própria formação as reflexões desta natureza são decisivos. 6

Anais do VII Seminário Fazendo Gênero 28, 29 e 30 de 2006 Por fim, penso que esse é apenas o início de um processo que não se finda com a conclusão da formação, mas que tem a necessidade de perdurar numa perspectiva de constante retomada numa formação continuada e no dia-a-dia da prática pedagógica de tod@s @s profissionais da educação. Acredito que a intenção, ao promover essa atividade entre ess@s acadêmic@s e professor@s atuantes nesse projeto, é para apenas um despertar para as práticas transformadoras. Apenas o começo... Referências bibliográficas COSTA, Maria Regina F.; SILVA, Rogério G. da. A educação física e a co-educação: igualdade ou diferença? Revista Brasileira de Ciências do Esporte, Campinas, v. 23, n. 2, p. 43-54, jan. 2002. COSTA, Romana M. R. Cultura e contato: um estudo da sociedade paresí no contexto das relações interétnicas. Rio de Janeiro, 1985. 429 p. Dissertação (Mestrado em Antropologia Social). Museu Nacional, UFRJ. FELIPE, Jane; GUIZZO, Bianca Salazar. Entre batons, esmaltes e fantasias. In: MEYER, Dagmar; SOARES, Rosângela (org.) Corpo, gênero e sexualidade. Porto Alegre: Mediação, 2004. LOURO, Guacira Lopes. Corpo, escola e identidade. Educação & Realidade (Produção do corpo), v. 25, n. 2, p. 59-75, jul./dez. 2000. _____. Gênero, sexualidade e educação: uma perspectiva pós-estruturalista. Petrópolis: Vozes, 1997. 7

Escrevendo a história no feminino - Fazendo Gênero - UFSC
Escrevendo a história no feminino - Fazendo Gênero - UFSC
Escrevendo a história no feminino - Fazendo Gênero
Escrevendo a história no feminino - Fazendo Gênero
Escrevendo a história no feminino - Fazendo Gênero
Escrevendo a história no feminino - Fazendo Gênero 10
Escrevendo a história no feminino - Seminário Internacional ...
Escrevendo a história no feminino - Seminário Internacional ...
1 Simpósio Temático 01 - Fazendo Gênero - UFSC
as máscaras do feminino - Fazendo Gênero 10
Giorgia de M. Domingues - Fazendo Gênero 10 - UFSC
Download do Trabalho - Fazendo Gênero - UFSC
Corpo, Violência e Poder - Fazendo Gênero - UFSC
Download do Trabalho - Fazendo Gênero - UFSC
Download do Trabalho - Fazendo Gênero - UFSC
Download do Trabalho - Fazendo Gênero - UFSC
Download do Trabalho - Fazendo Gênero - UFSC
Download do Trabalho - Fazendo Gênero - UFSC
Download do Trabalho - Fazendo Gênero - UFSC
Download do Trabalho - Fazendo Gênero - UFSC
Posturas Femininas em uma Escola Pública de ... - Fazendo Gênero
Download do Trabalho - Fazendo Gênero - UFSC
Download do Trabalho - Fazendo Gênero - UFSC
Download do Trabalho - Fazendo Gênero - UFSC
MEMÓRIA E ORALIDADE: - Fazendo Gênero - UFSC
Abordagens à corporeidade feminina na cena ... - Fazendo Gênero
a escrita feminina de Francisca Clotilde - Fazendo Gênero 10
a presença feminina no cinema brasileiro nos ... - Fazendo Gênero