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1 Corpos Discursivos: Gênero na Literatura e na Mídia ST. 04 ...

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1 Corpos Discursivos: Gênero na Literatura e na Mídia ST. 04

Anais do VII Seminário Fazendo Gênero 28, 29 e 30 de 2006 Corpos Discursivos: Gênero na Literatura e na Mídia ST. 04 Marcelo Rodrigues Souza Ribeiro UFSC Palavras-chave: Lugar Nenhum na África, Ocidente como sujeito, desejo colonial As tramas do gênero e a geopolítica do nome de África: notas sobre exotização e erotização na cinematogrÁfrica Será preciso interrogar o que se dá no nome de África 1 . Como vem a constituir uma matriz significante e um campo de referencialidade? De que forma se entrelaça com as tramas do gênero e da sexualidade? A inscrição da África delimita uma nomenclausura: um programa denominativo, um conjunto de regras de alusão, uma matriz significante que condiciona e recorta o campo de possibilidades de sua reiteração e (res)significação. A nomenclausura africanista é uma das fábricas em que se produz o Ocidente como posição de sujeito. Realizar a excrição da nomenclausura africanista implica teorizar as figuras da ambivalência cuja repercussão conforma, a partir de uma herança colonial, o Ocidente como fórum cultural, nos três sentidos apontados por Homi Bhabha (1998, p. 45): “como lugar de exibição e discussão pública, como lugar de julgamento e como lugar de mercado”. A ambivalência da herança colonial habita e cinde o Ocidente. A cena de nomeação que está em jogo na cinematogrÁfrica implica lugares de enunciação que são produzidos como diferentes no próprio processo de enunciação – a África “propriamente dita” e seu múltiplo “exterior”. O que se nomeia? Quem nomeia? De onde? O belo filme alemão Lugar Nenhum na África (2003), de Caroline Link, baseado livremente no relato de Stefanie Zweig, conta uma história que entrelaça nazismo e eurocolonialismo em torno da questão do lugar: uma família judia foge da Alemanha, na época da emergência do nazismo, para o Quênia, de colonização britânica. A história da fuga de Jettel Redlich (a mãe), Walter Redlich (o pai) e Regina (a filha, alter-ego de Zweig) da Alemanha nazista para o Quênia é enquadrada pela questão do pertencimento como relação ao lugar no mundo, numa estrutura de viagem dispersiva e retorno re(con)stitutivo. No início já se pode entrever essa estrutura. A voz de Regina abre o filme ressoando sobre a imagem de uma paisagem africana, com montanhas ao fundo e um descampado em primeiro plano, atravessado por um garoto de bicileta que carrega uma carta na boca. A garota conta que se lembrava da Alemanha apenas vagamente: neve; diferentes estações; a família inteira havia morado lá. “E era muito legal” – assim passamos da paisagem aberta para a neve alemã. Ali, com Regina brincando sorridente, vem ressoar uma ansiedade: a garota se lembra que estava sempre com medo, das outras crianças e pessoas e até mesmo dos cachorros. Dois 1

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