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Gênero, Ciência e Tecnologia. ST 22 Isabel ... - Fazendo Gênero

Gênero, Ciência e Tecnologia. ST 22 Isabel ... - Fazendo Gênero

A carreira de

A carreira de aprendizagem do(da) engenheiro(a) na empresa contém várias etapas: depois de "técnico", passa pelo nível de engenheiro "junior" até chegar ao nível de engenheiro "pleno". Eles(as) tem acesso ao exercício da atividade de engenheiro(a) após de completar o terceiro grau. Na área de telecomunicações (a especificidade estudada), pelo menos, a diversidade dos títulos de engenheiro é grande: além dos engenheiros(as) de telecomunicações, encontram-se engenheiros de eléctrica e/ou electricista e/ou electrónica (caso da maioria das mulheres entrevistadas), de produção e de ciências da computação. Entre as engenheiras com uma certa experiência profissional (acima dos 40 anos), a maioria das mulheres entrevistadas ocupavam um cargo de gerência e/ou de diretoria, principalmente nas multinacionais. Porém, as mulheres com cargo de chefia tem filhos grandes (acima de 15 anos), ou não têm. Com relação aos papeis de gênero, apareceu num primeiro momento uma concentração forte das mulheres mais jovens, e com filhos pequenos, nos postos operacionais e/ou de gerência de nível intermediário, de uma origem social mais elevada, assim como das mulheres com mais idade nos postos de responsabilidade, e com horários mais extensos, assim como com obrigações de viagens frequentes. Essas mulheres eram, nonobstante, casadas, com filhos. Conclusão De uma forma geral, a variedade dos estatutos de emprego, e de fato, a sua grande instabilidade, mesmo nos empregos formais, isto é, a grande rotatividade dos trabalhadores(as) no meio do telemarketing por causa de suas condições, deu lugar a uma relação paradoxal com o trabalho. Mais particularmente, mesmo se, de um lado, os(as) trabalhadores valorizam um emprego formal e o acesso a um mínimo de direitos sociais, do outro lado, as condições de trabalho muitas vezes tão precários em termos de salário, estabilidade real do emprego, localização geográfica, quase ausência de possibilidades de promoção, ritmo de trabalho constrangedor, metas de produtividade elevadas, implicando horas extras de trabalho sem remuneração e formas de controle multiplicadas pela terceirização do trabalho contribuem para uma desvalorização do trabalho. Também, o nível de qualificação formal necessário para ter acesso a estes empregos (segundo grau completo), as dificuldades de acesso a esse nível em alguns casos e a dificuldade de realização profissional no trabalho, assim como seu rendimento precário, contribuem para sua desvalorização. Nonobstante, trata-se de um emprego que permite, em certos casos, o acesso ao ensino superior (por causa dos horários limitados de trabalho) a uma população de baixa renda, contribuindo, portanto, para formas de mobilidade social ascendentes. No caso dos(das) engenheiros(as), trata-se principalmente de formas de reprodução social, tendo como originalidade, porém, o ingresso das filhas em áreas de atuação anteriormente reservadas aos homens, e, em vários casos, a área de atuação do pai (a mãe - 6 -

sendo professora em vários casos). Seria interessante aprofundar a análise no sentido de entender melhor essa orientação profissional de mulheres da segunda geração com uma atividade profissional assalariada, além das carreiras de forte mobilidade social ascendentes através da escola das engenheiras de uma origem social mais popular, que confirmam a regra de reprodução social desses meios sociais. Bibliografia Bruschini, C., Lombardi, M. L., "A bipolaridade do trabalho feminino no Brasil contemporâneo", Cadernos de Pesquisa, Julho, No 110, 2000, pp. 67-104 Georges, I., "Les formes de la relation salariale et les pratiques d'insertion des travailleurs : le travail d'exécution dans les centres d'appel au Brésil", Cahiers du Genre, Paris, Éd. de l’Harmattan, no prelo Georges, I., Trabalho e Emprego: Comparação internacional entre trajetórias de atividade feminina (Alemanha, França, Brasil), Relatório Final de Pesquisa, FAPESP, junho 2005, aprovado GEORGES, Isabel, "Trajectoires professionnelles et savoirs scolaires – le cas du télé-marketing au Brésil", Les Cahiers de la recherche sur l'éducation et les savoirs, No 4, Formations professionnelles au Nord et au Sud : politiques et pratiques, septembre 2005a, pp. 139-162 Guimarães N. A. e Leite, M.P. (orgs.) (2003), Gestão local, Empregabilidade e Eqüidade de Gênero e Raça: um experimento de política pública na região ABC paulista, Relatório Final de Pesquisa, FAPESP, São Paulo Hughes, E. C. (1937), "Institutional Office and the Person", American Journal of Sociology, 43 (3), p. 404-413 i A pesquisa de campo foi realizada no âmbito de minha pesquisa de pós-doutoramento, "Trabalho e emprego: comparação internacional entre trajetórias de atividade feminina (Alemanha, França, Brasil)", sob orientação de Márcia P. LEITE, financiado pela FAPESP entre 2001 e 2005 (Georges, 2005), vinculado ao projeto de políticas públicas, financiado pela FAPESP, cf. GUIMARES, N. A. e LEITE, M.P. (orgs.) (2003), Gestão local, Empregabilidade e Eqüidade de Gênero e Raça: um experimento de política pública na região ABC paulista, Relatório Final de Pesquisa, FAPESP, São Paulo. - 7 -

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