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A feminização do Magistério: poder e violência simbólica Clarícia Otto

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A feminização do Magistério: poder e violência simbólica Clarícia

Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a 28 de agosto de 2008 A feminização do Magistério: poder e violência simbólica Clarícia Otto (UFSC) Poder; Corpo; Educação ST 5 - Cidadania x violência na educação: questões de corpo e gênero. O magistério como profissão feminina e na perspectiva de missão sagrada foi sendo engendrado a partir de determinados momentos históricos. No Brasil, esse processo de as mulheres substituírem os homens na tarefa de educar foi constituindo-se ao longo do século XIX e, simultaneamente, cumprindo funções políticas. Embora haja um número significativo de estudos em torno desse assunto, particularmente em Santa Catarina, há uma lacuna a ser preenchida relativamente às pesquisas em torno da feminização do magistério. Dentre um vasto campo de possibilidades, neste artigo, são apresentadas algumas considerações preliminares acerca de uma pesquisa que investiga as relações de poder e violência simbólica na formação de um grupo de professoras catarinenses nas primeiras décadas do século XX. De acordo com Bourdieu, “a força simbólica é uma forma de poder que se exerce sobre os corpos, diretamente, e como que por magia, sem qualquer coação física; mas essa magia só atua com o apoio de predisposições colocadas, como molas propulsoras, na zona mais profunda dos corpos”. 1 Tal grupo de professoras teve início na localidade de Rodeio/SC e foi sendo formado a partir de um convite feito às jovens pertencentes a Pia União das Filhas de Maria, pelos porta-vozes da Igreja Católica – os padres franciscanos Polycarpo Schuhen e Modestino Oechtering –, em consonância com Dom Joaquim Domingues de Oliveira. A finalidade principal seria o exercício da função de professoras e catequistas nas escolas paroquiais da zona rural. Nos registros sobre a fundação desse grupo encontra-se o seguinte: São simples donzelas cristãs, de irrepreensível conduta e dotadas de um expressivo amor à juventude que somente pelo amor de Deus e sem interesse material, se dedicam à educação e instrução da mocidade, nas escolas paroquiais e, bem assim, quando necessário for, às obras de caridade, quer na cabeceira dos doentes, quer no serviço da casa de Deus, cuidando da limpeza das capelas e dos paramentos, etc. Todas são membros da Ordem Terceira do Grande Patriarca São Francisco de Assis, vivendo em castidade, pobreza e obediência, porém, não fazem votos, estando assim, na possibilidade de entregar-se inteiramente à sua nobre vocação. 2 O que se evidencia nesses registros é a construção de identidades, o desejo de unidade entre os padres e o grupo das professoras. As jovens, “somente pelo amor de Deus e sem interesse material, se dedicam à educação e à instrução da mocidade nas escolas paroquiais”. Nessa perspectiva, visualiza-se a projeção que foi sendo formada, corroborando, desse modo, o modelo de

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