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Fazendo Gênero 8 - Corpo, Violência e Poder Florianópolis, de 25 a ...

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Gênero, sexo social O conceito de gênero, velho conhecido da Biologia, era assim definido como sexo biológico: fêmea e macho. São as diferenças anátomo-fisiológicas existentes entre os homens e as mulheres, que fazem parte da natureza. A Sociologia se apropriou do conceito de gênero que ganhou uma conotação diferente, como sexo social, para diferenciá-lo do sexo biológico. O assim denominado sexo social ou gênero se constitui nos modelos de conduta e expectativas masculinas e femininas que são socialmente construídos. Não fazem parte da natureza, assumem formas diversas no transcorrer da história e nas diferentes culturas. Saffioti (1992) define gênero como sendo uma categoria de análise que nos permite captar a trama das relações sociais: “Como gênero é relacional, quer enquanto categoria analítica quer enquanto processo social o conceito deve ser capaz de captar a trama das relações sociais, bem como as transformações historicamente por elas sofridas através dos mais distintos processos sociais, trama essa na qual as relações de gênero têm lugar”. Essa categoria nos ajuda a compreender e significar as relações de poder:- “Gênero deve ser visto como elemento constitutivo das relações sociais, baseadas em diferenças percebidas entre os sexos, e como sendo um modo básico de significar relações de poder” (Scott, 1990). Essa construção social se dá na cultura, assim em sociedades diferentes os papéis assumem características diferentes. Diferença transformada em desigualdade: A desigualdade se caracteriza pela hierarquização da diferença, isso quem faz é a cultura é uma construção, não está na natureza. Em nossa sociedade, o homem continua sendo privilegiado em termos de poder e oportunidades, o que provoca a limitação da autonomia das mulheres, de seu potencial e do acesso ao poder econômico e político, caracterizando-se numa desigualdade.

A desigualdade econômica se faz presente quando constatamos, por exemplo, que “entre os trabalhadores com nível superior completo, o salário das mulheres equivale a 60% dos rendimentos pagos aos homens na mesma função. Elas recebem cerca de R$ 2,2 mil enquantooshomensR$3,8mil.A proporção se mantém mesmo quando o nível de ensino da mulher é superior ao do homem. O levantamento mostra que 59,9% das mulheres ocupadas estudaram onze anos ou mais, contra 51,9% dos homens trabalhadores. Isso indica que mesmo com grau de escolaridade mais elevado as discrepâncias salariais não diminuem", diz a pesquisa do IBGE(2008). De modo geral, as mulheres ganham 40% a menos que os homens para executarem a mesma função no trabalho; e observamos que em relação às mulheres negras esse índice aumenta para 50% a menos. No espaço doméstico, a diferença biológica muitas vezes é utilizada para justificar a desigualdade social sofrida pelas mulheres. Algumas violações de seus direitos são calcadas nos papéis sociais de gênero, exemplo disso os afazeres domésticos, que mesmo depois de avançarmos bastante, ainda são tidos como tarefas de responsabilidade da mulher. No espaço público, especificamente no espaço político, as mulheres aparecem ativamente nos movimentos sociais, associação de bairros, grupos de mães, nos conselhos estaduais, municipais e federais, entre outros. No entanto, a presença das mulheres em cargos legislativos e executivos nas três esferas de poder da federação é muito pequena. Mesmo com a existência da Lei de cotas nos partidos. Analisando a tabela publicada nos Textos e Roteiros de Discussão da II Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (2007) “Mulheres em instâncias de poder no Brasil” observamos que nas eleições de 2006, elas ocupam menos de 9% das cadeiras na Câmara dos Deputados e 12% no Senado Federal. O Brasil ocupa a 102ª posição entre 189 países no tocante à presença de mulheres no Parlamento Federal. Desigualdade que leva a violência de gênero e prejuízo para o Estado A discriminação e violência sofridas pelas mulheres pelo fato de serem mulheres, ou violência de gênero assumem sua versão mais cruel quando se refere à violência doméstica. As conseqüências dessas discriminações para a sociedade são desastrosas, na América Latina: a violência doméstica incide sobre 25% a 50% das mulheres; Os custos com a violência

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